quarta-feira, 11 de março de 2009

Minhas Citações

Caros, gostaria de divulgar para vocês um projeto que venho desenvolvendo junto de minha Graduação em Biblioteconomia na ECA/USP.
 
Projeto: Minhas Citações
Endereço: www.minhascitacoes.org ou www.minhascitacoes.com.br
 
O projeto Minhas Citações é uma base de dados de acesso on-line, livre e gratuito, onde os usuários cadastrados podem armazenar seus registros de leitura, visualizá-los e recuperá-los por meio de qualquer computador conectado à Internet. Alguns amigos e professores das universidades como, por exemplo, em Santa Catarina, Sorocaba, Minas Gerais, e profs. da própria USP, estão indicando esse serviço aos seus alunos como uma forma de organizar os registros individuais de leitura. Esse trabalho foi apresentado no SNBU2008. No site do projeto é possível ler o artigo produzido.
 
Divulgo para vocês, pois realizei algumas modificações na versão anterior.
 
- Alteração de servidor. Agora temos mais espaço e melhor segurança de dados;
 
- Inserção de duas novas tipologias documentais: Trabalho Acadêmico e Documento Eletrônico (Páginas na internet);
 
- Campo individual para inserção de comentários nas citações;
 
- TAG's (ou Palavras-chave) individuais. Agora cada usuário pode administrar (inserir, editar e apagar) suas Tags.
 
- Administração de Dados Cadastrais, bem como cancelamento de conta (Deletar usuário);
 
- Visualização de registros, na área de inserção, dos últimos para os primeiros;
 
- Outros bugs resolvidos.
 
Grato
Leonardo Assis
leonardoassis@usp.br
www.minhascitacoes.org/leonardoassis (Blog)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Dia Internacional da Mullher

Lei do Caminhão de Lixo

Lei do Caminhão de Lixo
> >
> > Um dia peguei um taxi e fomos direto para o aeroporto.
> > Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.
> > O motorista do taxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!
> > O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós.
> > O motorista do taxi apenas sorriu e acenou para o cara.
> > E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente.
> > Assim eu perguntei: 'Porque você fez isto?
> > Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!'
> > Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo 'A Lei
> > do Caminhão de Lixo".
> > Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, e de desapontamento. A medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente.
> > Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.
> > O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os seus caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com remorso, assim... Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem.
> > A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a
> > maneira como você a recebe!
> > Tenha um bom dia, livre de lixo!

terça-feira, 3 de março de 2009

 DISSERTAÇÃO DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO

"O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'
Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua dissertação de > mestrado da
invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são seres invisíveis, sem nome. Em sua dissertação de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência a 'invisibilidade
pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à
divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o
latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se rguntasse: E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida.. Eu fiz
todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou? Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque
ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles,freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele
existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
>Respeito: passe adiante!

Tabuleiro do Conhecimento 3M

O site da 3M para bibliotecários e profissionais da informação é bem interessante.

Vale a pena conhecer (www.3m.com.br/bibliotecas).

REFLEXÕES ANGUSTIADAS SOBRE A CATALOGAÇÃO

REFLEXÕES ANGUSTIADAS SOBRE A CATALOGAÇÃO
[ Fevereiro/2009 ]
Publicado em: InfoHome (http://www.ofaj.com.br/textos_conteudo.php?cod=225)
Eliane Serrão Alves Mey
Acabei de ler há uns quinze dias um belíssimo livro intitulado “As cruzadas vistas pelos árabes”, de Amin Maalouf (1). Além de uma obra fundamentada em textos históricos, a narrativa flui suave e bem escrita pelas mãos do autor. Fica-nos da leitura a impressão de que os ocidentais conseguiram estabelecer-se em parte do Oriente Médio, durante dois séculos na Idade Média, pela absoluta desunião entre os povos árabes. Fanatismo de um lado, brigas de poder o mais das vezes e ganância de todos permitiram que etnias mais despreparadas e incultas, como os franceses, ingleses e outros europeus medievais, dominassem civilizações mais antigas e detentoras de muito maior conhecimento. Tais fatos literariamente retratados, com as devidas proporções, remetem à Biblioteconomia e em especial à área da Representação em nosso país. 
Na catalogação brasileira de hoje, vivemos um momento de fanatismo, disputas de poder e alguma ganância, o que sempre, historicamente, redunda em perda para todos. Bibliotecários carentes de uma identidade profissional (2) catalogadores sem identidade e com muitas crenças diferentes, até mesmo opostas, debatem a catalogação e entre si. Há anos Gorman (1975)(3) já levantava o problema, em texto referente ao de Osborn (1941)(4), distinguindo quatro tipos de catalogadores (não necessariamente nesta ordem): o decadente, o piedoso, o mecanicista inflexível e o funcionalista. Vale relembrá-los.
O decadente, ou perfeccionista da representação, para nossa sorte, encontra-se em vias de extinção (nada a ver com a poluição ambiental, porém com a documental). O acúmulo e a diversidade de registros do conhecimento não mais permitem que qualquer ser catalográfico se perca em minúcias da descrição bibliográfica. Nem mesmo os catálogos mais automatizados e bem feitos do mundo atingem a perfeição.
O piedoso é aquele nosso sobejamente conhecido, cujo texto sagrado são as AACR2 (5). Segundo Gorman: “Há evidências convincentes de que a catalogação seja uma forma de religião para algumas pessoas”. Agora, devido a novas tendências, mudará automaticamente para o código RDA (6), porém continuará a inclinar-se e a genufletir sempre para o norte, em direção à ALA (7) e à Library of Congress dos Estados Unidos da América do Norte (que participa ativamente da elaboração dos códigos para língua inglesa, mas também cria suas próprias regras e interpretações).
O mecanicista inflexível, se algum dia foi um catalogador, hoje freudianamente se projeta como um analista de sistemas. Existe um momento ainda a ser pesquisado na Biblioteconomia (pelo menos na nossa), em que os bibliotecários chegam ao nível mais baixo de auto-estima, considerando-se menores do que os analistas de sistemas, os engenheiros, os economistas, os professores de Letras e Lingüística, os jornalistas, enfim, de que quaisquer uns não bibliotecários. E o catalogador mecanicista inflexível acreditou, tão fanaticamente quanto o piedoso e seu código, que a máquina resolveria todos os problemas e que um novo “sistema de informações”, um novo “software”, um novo “banco de dados” foi, é e será sempre a solução de todos os registros do conhecimento acumulados à espera da fada com sua varinha mágica. Todavia, a fada há muito se desencantou; e a varinha mágica, quiçá transformada em computador mágico, tornou-se a vassoura da bruxa, que leva os seres, os registros do conhecimento e os catálogos a se tornarem perdidos no ciberespaço. Volto já ao tema, objeto central desta reflexão um tanto cáustica e muito angustiada, porém de coração aberto.
O funcionalista do qual falava Gorman, ah! este também não mais existe. Extinguiu-se por falta de espaço no meio biblioteconômico. Resolver problemas, administrar bibliotecas, atender seu usuário da melhor forma possível, buscar novos usuários? Não. Precisamos fazer estatísticas, demonstrar custos-benefícios, desenvolver estudos de usuários (na verdade, estudos de uso de coleções existentes), comprar menos, gastar menos, usar estratégias mercadológicas, atrair “clientes”, gerir “informações” (e até conhecimentos, dizem alguns!), enfim, gerenciar uma biblioteca como se fosse uma empresa lubrificada e lucrativa. Não há lugar para funcionalistas, nem para idealistas. Estes, definitivamente, se não se aposentaram, foram enterrados vivos, menosprezados pelos demais como sendo “apenas bibliotecários”.
Se a isso chegamos a ponto de perdermos nossa identidade, sem sabermos o que somos e a que viemos, alguns grupos de estudos, no Brasil e no exterior, preocupam-se com o tema e, provavelmente, porque educação se faz a longo prazo, esperam-se novas gerações que compreendam a Biblioteconomia em todo seu valor e potencial.
Minha preocupação maior se volta à catalogação, não por ela em si mesma, porque vai  relativamente bem e renovada, obrigada; mas por seu papel e pelo que perderemos irreversivelmente a continuarmos no caminho ora trilhado.
Uma digressão necessária: sou bibliotecária e professora de biblioteconomia (precisamente catalogação), agora aposentada, nos últimos trinta anos. Cansei de ser chamada de “referencial teórico”, porque na verdade só escrevi dois textos realmente teóricos na área de catalogação: minha dissertação de mestrado que, graças à pessoa e orientadora maravilhosa Profa. Cordélia Robalinho Cavalcanti, saiu melhor que a encomenda; e algumas (poucas) partes da minha tese de doutorado, das quais gosto particularmente. Da segunda derivaram-se dois artigos teóricos, que acredito serem praticamente desconhecidos. Todos os outros trabalhos se dirigem à graduação, ao ensino de catalogação, sem maiores pretensões. Sinto-me triste quando me citam com relação a esses textos menores, porque significa que não consegui, absolutamente, passar minha mensagem. Ensinei o que pude e pensava, mas não convenci ninguém (exceto uns dois ou três, que não chegam aos cinco dedos de uma das mãos). E, cada vez mais, nisso acredito e disso me apercebo. Agora aposentada, sinto-me livre para os desabafos e para escrever o que penso. (Sempre podem dizer que fiquei “gagá”.)
Primeiro, a guerra entre clãs, semelhante àquelas guerras árabes ao tempo das cruzadas. Fulano pode traduzir o código, Beltrano não pode; Cicrano faz isso ou fez aquilo e assim por diante. Tal pessoa, ao despender seu tempo traduzindo um texto para uso geral, cometeu um lapso “na quarta palavra da terceira linha do vigésimo parágrafo” e, com isso, “a tradução não é digna de confiança”. E vão por aí afora as críticas, as picuinhas, as mediocridades e, em conseqüência, nada avança; seja pela crítica, seja pelo medo de ser criticado. Os clãs nunca se juntam para um objetivo comum. Em resumo, os FRBR estão disponíveis e em uso há dez anos, as ISBDs há mais de trinta e... não existem traduções em português do Brasil. As AACR2 saíram em 1978, constantemente atualizadas, e a tradução brasileira, apenas em 1983-1985. Depois das mudanças de 1988, nossa edição só veio a público em 2004, baseada no texto de 2002. Andamos sempre atrás da carruagem, sem sequer pensar nas necessárias adequações ao contexto brasileiro. Aí vem a segunda guerra: o código precisa ser traduzido e entendido “ipsis litteris” e “ipsis verbis”. Não importa o uso no Brasil, mesmo que fruto de acordos (o Brasil sempre está em apêndice ou nota de rodapé).
Não bastassem as guerras entre os clãs de catalogadores fiéis e piedosos, iniciam-se as sublevações locais: “uso o código, com adaptações”, “uso o código, mas com referências bibliográficas”; “não uso o código, porque não gosto dele”; “não uso o código, porque meu sistema não permite” (como se nos dias de hoje isto fosse admissível); “uso o código, mas com as restrições do meu sistema”; ou a melhor de todas: “não uso o código, porque não atende ao meu usuário”.  É preciso dizer que: se seu sistema não permite, exige adaptações, cria restrição, seu sistema é que não serve. Não há essa de adaptações, referências bibliográficas e assemelhados. Apenas quem desconhece o código e todas as outras normas internacionais se permite aquelas assertivas. Se conhecesse, saberia que existe um elenco mínimo de informações para identificação do registro do conhecimento e um elenco mínimo de informações para recuperação por meio de pontos de acesso. Cada um escolhe o tamanho de seu registro. Porém, como em todas as linguagens, inclusive as de automação, existe uma semântica e uma sintaxe. Isso faz lembrar a música de Noel Rosa:
“você que atende ao apito de uma chaminé de barro”, por que não atende ao grito tão aflito da buzina do meu carro?”
Pois é, todo mundo atende ao apito de seu micro, com todas as sintaxes exigidas no mais conversacional dos programas; porém, ao grito aflito da sintaxe catalográfica, essas mesmas pessoas nada ouvem e se recusam a atender!
E agora chegamos ao problema maior: a mania, desde a década de 1970 (aliás, acho que isso é moda ainda dos anos 70, como se esses anos nos trouxessem boas lembranças), de cada um desenvolver seu sistema! Pensei que o surto epidêmico tivesse acabado, que as pessoas finalmente percebessem que o melhor sistema é aquele em que se pode cooperar com seus iguais, seja em áreas multidisciplinares, seja em áreas especializadas. Qual o melhor sistema para Medicina? Aquele que permite o diálogo com a BIREME, a OMS, a OPAS, outras bibliotecas/centros de informação latino-americanos na área de saúde e, até, com a National Library of Medicine. Qual o melhor sistema para bibliotecas universitárias? Aquele que permite dialogar, trocar figurinhas (isto é, registros bibliográficos), com o maior número possível de outras bibliotecas universitárias. E para bibliotecas públicas e escolares? O sistema gratuito da Biblioteca Nacional, pelo volume e atualidade dos registros bibliográficos brasileiros da BN. E para as Bibliotecas Nacionais? Os sistemas das próprias Bibliotecas Nacionais. Não há cabimento algum em desenvolver sistemas novos para algo que já existe e está gratuitamente disponível!!!
Não tenho nada contra todos os profissionais bibliotecários empreendedores ganharem rios de dinheiro em consultorias diversas. Consultem à vontade, ganhem muito, valorizem a profissão, organizando acervos com sistemas já existentes. Parece um pouco tarde para reinventar a roda e um pouco cedo para criação de novos paradigmas por quem desconhece a área.
Por favor, queiram ter a gentileza de raciocinar: por que gastar novamente dinheiro público, que já foi gasto, para constituir um novo sistema, certamente imperfeito como o são todos os outros? Por que gastar dinheiro público com recatalogações muitas vezes pessimamente realizadas e intermináveis, se estas já se encontram prontas e disponíveis na internet? Não entendo e não posso avalizar tais idiossincrasias.
E é por tudo isso que não me considero “referencial teórico”. Sou apenas uma bibliotecária velhota aposentada, enquanto todos aqueles que conviveram comigo continuarem a desenvolver e a vender “novos sistemas”. Uma circunstância deprimente.
Para revertê-la, basta uma única iniciativa: COOPERAR. (Bom, na verdade duas: também acalmar as pulsões egotistas). Cooperação, mais do que uma atividade, é um pensamento, uma reflexão, uma atitude. E isso é o que importa, no fim de tudo.

NOTAS

(1) MAALOUF, Amin. As cruzadas vistas pelos árabes. São Paulo: Brasiliense, 2007._
(2) Um dos mais importantes sobre o tema:
Oliveira, Zita Catarina Prates de. O bibliotecário e sua auto-imagem. São Paulo: Pioneira, 1983. 98 p.
Entre os mais recentes, selecionaram-se apenas três sobre a questão da identidade, entre muitos de literatura significativa:

WALTER, Maria Tereza M. T. Bibliotecários no Brasil: representações da profissão.  2008. Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Departamento de Ciência da Informação e Documentação, 2008. Disponível em: < http://bdtd2.ibict.br/index.php?option=com_wrapper&Itemid=40 >. Acesso em: nov. 2008.
SOUZA, Francisco das Chagas de. O ensino de biblioteconomia no Brasil e aspectos de sua dimensão curricular: um exame dos ditos e não ditos na coleção documentos ABEBD. In: ENANCIB, 9., 2008, São Paulo. [Anais]. Disponível em: < >. Acesso em: nov. 2008.

GUIMARAES, J. A. C. (Org.) ; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (Org.) . Ensino e pesquisa em Biblioteconomia no Brasil: a emergencia de um novo olhar. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2008. 264 p.

(3) GORMAN, Michael. Osborn revisited, or, The catalog in crisis; or, Four catalogers, only one of whom shall save us. American Libraries, v. 6, n. 10, Nov. 1975.
(4) OSBORN, Andrew D. The crisis in cataloging. In: CARPENTER, M.; SVENONIUS, E. (eds.). Foundations of cataloging. Littleton: Libraries Unlimited, 1985. p. 92-103.
(5) AACR2: Anglo-American cataloguing rules.
(6) RDA: Resource description and access. Volto ao tema em texto próprio.
(7) ALA: American Library Association. Editora e detentora dos direitos autorais dos códigos anglo-americanos._
__________________

Eliane Serrão Alves Mey ( elimey@ufscar.br ) - Graduação em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília (1978), mestrado em Ciências da Informação pela Universidade de Brasília (1986) e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1999). Atualmente é professora adjunta aposentada da Universidade Federal de São Carlos. Publicou seis livros, vários artigos em periódicos nacionais e internacional, assim como apresentações em congressos nacionais e internacionais, o último na Índia em dezembro de 2008.
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Grupo de Estudos e Pesquisas em Catalogação
Blog: http://gepcat.blogspot.com
Lista de discussão: gecat@googlegroups.com

segunda-feira, 2 de março de 2009

Para quem gosta de ler

http://www.skoob.com.br/
Site muito bom, com resenha de livros e um amigo me indicou. Já me cadastrei.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

BiblioFocus

BiblioFocus a informação ao seu alcance. Blog com assuntos de Biblioteconomia, Ciências da Informação e assuntos correlatos.
http://www.bibliofocus.blogspot.com/

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Site que corrige sua escrita com as novas regras ortográficas

Um site que corrige automaticamente a sua escrita de acordo com as novas
regras ortográficas.

(GUARDE NO FAVORITOS)

Para quem quer uma resposta rápida, uma ótima dica é este site em que você
digita a frase e ele responde com as novas regras em vigor:

http://ramonpage.com/ortografa/

Veja essa frase como exemplo:
"As conseqüências do anti-semitismo são desastrosas, uma péssima idéia"

e o site retorna:
"As consequencias do antissemitismo são desastrosas, uma péssima ideia"

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

DataGramaZero

O DataGramaZero de fevereiro de 2009 está disponível em:

http://www.datagramazero.org.br
http://www.dgz.org.br
http://www.dgzero.org


Este é um periódico de acesso livre e tem o ISSN
1517-3801. É indexado no Brasil e no exterior e
esta' disponível na Internet em formato html,
livre para leitura e cópias. No mesmo site é
possivel o acesso aos dez anos do Datagramazero
com cerca de 4o números da Revista, 200 artigos,
algo como 300 autores e 4 mil referências vinculadas a estes artigos.

O periódico é unicamente virtual e tem por
objetivo induzir e construir elementos
facilitadores de um melhor acesso à informação.
Tem um leitorado médio estimado em 4.000 acessos
ao mês e tem conceito A no Qualis da Capes em
mais de uma área do conhecimento.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

VEJA publica acervo completo na internet

VEJA publica acervo completo na internet
SÃO PAULO - A revista VEJA abre a partir de segunda-feira (15/12) todo o seu acervo de 40 anos de existência na internet.
Todas as edições poderão ser consultadas na íntegra em formato digital no endereço www.veja.com.br/acervodigital.

A revista liberou o acervo em comemoração ao seu aniversário de 40 anos. A primeira edição de VEJA foi publicada em 11 de setembro de 1968.
O sistema de navegação é similar ao da revista em papel: o usuário vai folheando as páginas digitais com os cliques do mouse.
O acervo apresenta as edições em ordem cronológica, além de contar com um sistema de buscas, que permite cruzar informações e realizar filtros por período e editorias.
Também é possível acessar um conjunto de pesquisas previamente elaborado pela redação do site da revista, com temas da atualidade e fatos históricos.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Receita de colas para livros

É bom ter em mente que cada livro é feito de um tipo de papel  diferente e que o número de paginas influencia num bom reparo. A que me referi ,a metilcelulose, é uma das mais utilizadas pelos restauradores, por quase num deixar marcas no documento. 
Provavelmente vc encontra o material para preparo da Metilcelulose em lojas de produtos quimicos. Verifique o estado em que  se encontra o documento a ser reparado, pois em muitos casos a aplicação da Cola Cascorez rótulo laranja resolve a maior parte dos problemas.

A maioria dos problemas com miolo (principalmente livros com pags. acima de 160), são resolvidos com a cola PUR(poliuretano reativo). Porem, o preço dela é meio salgado. Se não tiver muita opção use a cola mista(receita abaixo-mistura da metilcelulose + PVA) ou a diluida, não se esquecendo de arrumar algo para pressionar o livro.
Se alguem se interessar mais pelo assunto, leia o livro:
LUCCAS, Lucy.; SERIPIERRI, Dione. Conservar para não restaurar: uma proposta para preservação de documentos em bibliotecas. Brasilia: Thesaurus,c1995
 
Cola Metilcelulose
 
A cola metilcelulose é também conhecida como Carbox Metyl Celulose(CMC) ou como Metylan pelos profissionais que colocam papéis de parede.É um adesivo solúvel em água e neutro.
 
Preparo
 
1) Colocar 1 colher de sobremesa de metilcelulose em um vidro vazio de boca larga.
2) Acrescentar água filtrada-aproximadamente 200 ml, mexendo para desfazer os bolinhas/grumos que se formam;
3) Deixar descansar, depois de 2 horas a mistura deverá apresenta-se homogenia e gelatinosa.
 OBS: Guarde-a na geladeira em vidro fechado, se for impossível guardá-la em geladeira, diminua a quantidade de água, deixando-a mais    grossa. Quando necessitar de cola mais rala, coloque um pouco em outro vidro e dilua no ponto desejado.
 
 Cola mista
 
 
Há também a cola PVA ( Cola branca), que é à base de acetato polivinilico. Ela é forte e seca rapidamente. Por isso recomenda-se a adição da cola de metilcelulose, para reduzir possíveis inconvenientes.
 
Procedimento
 
1)Em um vidro colocar partes iguais de cola PVA e de cola de metilcelulose ( já preparada conforme as instruções acima).
2)Misturar bem até completar a homogeneidade. Se ficar muito grossa, acrescentar um pouco de água até a consistência de iorgute.

Cola diluída

Material
 
Cola Cascorez rótulo laranja
Metilcelulose (previamente preparado e no ponto gelatinoso)
  
Procedimento
 
1)Colocar em um vidro limpo, partes iguais de cola Cascorez e de Metilcelulose.
2)Misturar muito bem até a completa homogeneidade, deve ficar na consistência de iorgute.
 
OBS: Também pode-se diluir a cola cascorez com grude.É bem mais barato e tem-se o mesmo resultado.
 
 Grude
 
1 Xícara de chá de polvilho azedo
1 colher de sobremesa de alúmen
5 gotas de formol
 
Procedimento
 
1)      Peneirar o polvilho e o alúmen em peneira fina.
2)      Dissolver em um pouco de água a mistura peneirada;
3)      Jogar sobre essa mistura, água fervendo ate começar a engrossar;
4)      Levar ao fogo, então, mexendo vigorosamente para não encaroçar;
5)      Deixar cozinhar por 5 minutos
6)      Desligar o fogo
7)      Pingar 5 gotas de formol para impedir a ação de microorganismo e insetos.
8)      Conservar na geladeira
 
OBS: O ponto de grude deve ser o de um mingau gelatinoso

Escritório do Livro

sítio do Escritório do Livro, da Dorothée de Bruchard

http://escritoriodolivro.com.br/

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Link muito bom

Ótimo link
http://www.febab.org.br/rbbd_sumarios.htm

Uma História de Natal

Uma contribuição da minha amiga Margareth.
Um FELIZ NATAL para todos.
Observem que lindo conto de Natal da autora Ana Lúcia de Mattos.

Uma História de Natal

Nos dias que antecedem o Natal , há uma atividade febril nas cozinhas do céu. Anjos confeiteiros se esmeram em preparar os mais deliciosos chocolates  para serem entregues às crianças de todo o mundo na noite da véspera do Natal.

Há muito, muito tempo, havia entre os anjos aprendizes, um Anjinho cujo sonho era vir à Terra  com os demais e distribuir os celestiais chocolates. Pediu a permissão do anjo chefe da expedição, mas, este, lembrando como o anjinho era ainda pequeno, de asas pouco poderosas, negou o pedido. Afinal, o Anjinho, tão pequenino ainda, poderia perder-se, atrasar-se. E os Anjos sabem que é necessário retornar ao céu antes dos primeiros raios da aurora, pois , os portões se fecham antes do alvorecer.

O Anjinho, entretanto, não se deu por vencido.Cheio de esperanças foi falar com o Menino Jesus. Explicou-lhe seu desejo. Jesus, porém, considerou que não era correto desautorizar a ordem do Anjo Responsável. Afinal, seria uma quebra de disciplina  pouco recomendável ao exercício da Liderança, no qual se notabilizara como Mestre.

Mas, o Anjinho, tinha ânimo valente. E era esperto também. Chorando muito, o que o fazia ainda mais comovente, sentou-se sobre uma nuvem bem branquinha. Chorou ! Chorou! Foi então, que a Divina Senhora, ouvindo seu choro tão sentido, resolveu verificar o quê o afligia. Tomando-o amorosamente nos braços, consolando-o, perguntou-lhe a  causa do choro. O Anjinho contou-lhe seu sonho. A Senhora, compadecida, tornou-se embaixadora do Anjinho e pediu a Seu Filho que autorizasse a descida do coitado.

Sua vontade foi satisfeita.Quem negaria um pedido seu?

Arrumaram uma cestinha bem bonita com porções de chocolates. Fizeram mil recomendações e quando o cortejo celeste deixou o céu, o Anjinho veio junto. Era comovente vê-lo a bater suas asinhas com todo o empenho para não atrasar-se.

Distribuiu toda sua pequena carga  bem rápido, seguiu o mapa das entregas com atenção. Fez tudo direitinho.

Quando já retornava ao céu bem antes da aurora, sobrevoou um lugarejo muito pobre. Chamou-lhe a atenção um casebre miserável. Aproximando- se viu nele, sobre um catre gelado, uma mulher em prantos e a seu lado um menino pequeno. Não havia fogo, embora fizesse frio. Não havia pão nem leite.

O Anjinho  tomado de compaixão chorou por não ter mais nenhum pedacinho de chocolate em sua cesta.

Mas  lembrou-se de um segredo que só Anjos conhecem.  Se um Anjo retirar uma estrela do céu e colocá-la  sob uma panela em casa dos homens, tudo  que na panela se ferver terá o gosto e o aroma do mais fino chocolate.

Não perdeu tempo. Batendo  vigorosamente suas asinhas, voltou ao céu e lá tomou em suas mãozinhas uma minúscula estrelinha.

Voltando célere, colocou-a sob  a caçarola que jazia sobre o fogão apagado.. Enquanto voava novamente para o céu, pode sentir o cheiro do chocolate que envolvia a choupana.

E foi por obra de um Anjinho aprendiz de amoroso coração que naquela noite de Natal, uma mulher pode acalentar seu menino com doce e quente chocolate.

Ao voltar para o céu já na barra do dia, os portões estavam fechando-se. Esgueirou-se  nosso Anjinho deixando algumas penas de suas asinhas. Mas nada importava. Tinha ido à Terra. Estava feliz seu coraçãozinho.

Sentou-se na sacada celestial para apreciar o nascer do sol. Neste momento, seu coração apertou-se. No lugar de onde retirara a estrelinha, havia agora, um buraco. Uma feia ferida na harmonia cósmica. E o Anjinho chorou. Como explicar ?

Neste momento, a Mãe, a Eterna Senhora, tomou-o de novo nos braços protetores. Percebendo a causa da aflição do Anjinho, retirou uma das lindas estrelinhas que bordam seu etéreo manto e deu-a ao Anjinho, dizendo-lhe  que  a  colocasse no lugar de onde retirara a outra.

O Anjinho, feliz, enxugando as lágrimas, assim o fez.

Daquele Natal em diante, por todos os dias de nossa jornada sobre a Terra, a cada anoitecer,  a primeira Estrela que nosso saudoso olhar contempla no firmamento é a estrela do manto da Senhora, que brilha para nos lembrar da compaixão, da coragem, do Amor de um Anjinho aprendiz.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Opções interessantes

Portal de Referência da NDC/ UFF (Universidade Federal Fluminense)
http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia/sites.asp?categorias=50

Biblioteconomia de Babel
http://bibbabel.blogspot.com/

Bibliotecários sem Fronteiras
http://bsf.org.br/

Portal de Biblioteconomia
http://www.sobresites.com/biblioteconomia/portais.htm

BITBIBLIO
http://bitbiblio.blogspot.com/2007/11/repositrio-acadmico-e-blogs-de.html

WEb Librarian
http://wl.blog.br/

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

"Coisas que se atraem..." - rsrsrsrrsss

COISAS QUE SE ATRAEM...
 
a..Mãos e seios.
b..Olhos e bunda.
c..Nariz e dedo.
d..Pobre e funk.
e..Mulher e vitrines.
f..Homem e cerveja.
g..Queijo e goiabada.
h..Chifre e dupla sertaneja.
i..Carro de bêbado e poste.
j..Tampa de caneta e orelha.
k..Moeda e carteira de pobre.
l..Tornozelo e pedal de bicicleta.
m..Jato de mijo e tampa de vaso.
n..Leite fervendo e fogão limpinho.
o..Político e dinheiro público
p..Dedinho do pé e ponta de móveis.
q..Camisa branca e molho de tomate.
r..Tampa de creme dental e ralo de pia.
s..Café preto e toalha branca na mesa.
t..Dezembro na Globo e Roberto Carlos.
u..Chave trancando a porta e telefone tocando.
v..Show do KLB e controle remoto (Para mudar de canal).
w..Chuva e carro trancado com a chave dentro.
x..Dor de barriga e final de rolo de papel higiênico.
y..Bebedeira e mulher feia.
E por último:
Mau humor e segunda-feira!!!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ORGANIZAÇÃO DE HEMEROTECA

site da Biblioteca do IESAN http://sib.iesam-pa.edu.br/biblioteca_digital/, as colegas desenvolveram um trabalho muito bom por lá.
http://sib.iesam-pa.edu.br/biblioteca_digital/

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Uma Biblioteca por Luiz Antônio de Assis Brasil

Uma Biblioteca
Luiz Antônio de Assis Brasil

Uma biblioteca não é apenas um lugar em que ficam os livros. Uma biblioteca é um lugar que nos pega por todos os sentidos. Os livros nas estantes, sábios numa assembléia, estão ali, olhando-nos sem curiosidade: eles têm séculos de existência à nossa frente, eles sabem de onde viemos e para onde vamos.
Uma biblioteca não terá fim. Bibliotecas são para sempre. Ali se respira o ar do tempo que, em seu lento evoluir, cria romances, novelas, contos, tratados, compêndios, ensaios, artigos, poemas, dicionários, enciclopédias, e também jornais, revistas.
Uma biblioteca tem o cheiro do tempo. As páginas, amarelecendo como se estivessem num perpétuo outono, possuem um perfume que só os iniciados conhecem.
Ao olharmos à distância para uma estante de biblioteca, não distinguiremos os nomes dos autores, nem os títulos dos livros. Todos os livros parecem iguais. Enquanto não nos aproximarmos, eles irão manter-se numa velada promessa. Isso é bom; isso incita à aproximação. Esse zoom que fazemos com ansiosa expectativa, ao chegar perto das lombadas, revela-nos os títulos, os nomes, numa descoberta caprichosa, quase solene e, ao mesmo tempo, íntima. É como uma descoberta do mundo.
Ao levarmos a mão a um livro, ele se torna nosso. Mesmo que saibamos que ele já foi muito manuseado e que depois passará a outras mãos, naquele instante único ele é nosso. Só nós temos o direito de lê-lo. Na leitura silenciosa não há partilha. É um bem-vindo egoísmo, uma luxúria do espírito.
Mas há novidades neste mundo tão antigo. Depois de quase 500 anos, começam a surgir outras modalidades de uma obra chegar a seu leitor. Como nova geração, chega com algum alarde. Mas nós sabemos, também, que essas novas formas vieram para permanecer entre nós. Ótimo: são muito bem-vindas. Seus lugares já estão escolhidos: serão numa biblioteca. Ali conviverão em diálogo com as gerações mais velhas. Ali receberão o cuidado dos bibliotecários. Ali, esses generosos e eficientes funcionários saberão dar a palavra certa ao leitor. Ser bibliotecário é mais do que assumir uma profissão: é entender o mundo como uma ordem. Bibliotecários instauram o Cosmo em meio ao Caos.
Assim, inaugurar uma biblioteca é dar um sentido a tudo o que o ser humano fez nesta longa trajetória sobre a Terra. Sem nenhum drama nem exagero podemos dizer: inaugurar uma biblioteca é um ato para a eternidade.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Biblioteca Virtual nas áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação

Projetos sobre leitura e bibliotecas
http://www.ced.ufsc.br/bibliote/virtual/projetos.html

BIBLIOTECÁRIOS SEM FRONTEIRAS

BIBLIOTECÁRIOS SEM FRONTEIRAS
http://bsf.org.br/

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Será ? Acho que sim

VOCÊ SABE QUE ESTÁ FICANDO LOUCO NO SÉCULO XXI QUANDO:


1. Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua;

2. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as compras;

3. Esquecendo seu celular em casa (coisa que você não tinha 10 anos atrás), você fica apavorado e volta buscá-lo;

4. Você levanta pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o café;

5. Você conhece o significado de naum, tbm, qdo, xau, msm, dps...;

6. Você não sabe o preço de um envelope comum;

7. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho...);

8. Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o celular !!);

Você digita o '0' para telefonar de sua casa;

10. Você vai ao trabalho quando o dia ainda está clareando, volta para casa quando já escureceu de novo;

11. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que parou;

11. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo;

12. Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que a lista não tem o número 9;

13. Você retornou a lista para verificar se é verdade que falta o número 9 e nem viu que tem dois números 11;

14. E AGORA VOCÊ ESTÁ RINDO CONSIGO MESMO;

15. Você já está pensando para quem você vai enviar esta mensagem;

16. Provavelmente agora você vai clicar no botão ''Encaminhar''... É a vida...fazer o quê... foi o que eu fiz também...


Feliz modernidade.

Requesitos para publicações em Revistas biomédicas

Publicações em Revistas biomédicas

http://infoscopio.files.wordpress.com/2008/02/norma_vancouver.pdf

Normas Vancouver de Referencias

http://www.bu.ufsc.br/ccsm/vancouver.html
 

Normas Vancouver

http://www.sobecc.org.br/vancouver.htm

Normas Vancouver

http://homepage.esoterica.pt/~nx2fmd/Normas.html


e aqui também

http://www.sobecc.org.br/vancouver.htm

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Revista digital edição especial

http://www.crb8.org.br/ojs/index.php/crb8digital
Já está disponível a nova edição da revista digital do CRB-8 - Edição Especial sobre bibliotecas Escolares.

Revista de Biblioteconomia

Revista de Biblioteconomia. Portal de Revistas em Ciências da Comunicação
http://143.107.83.121/ojs/index.php/revistaemquestao/index

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

BRASIL com S

BRASIL com S

O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL
LEIA COM BASTANTE ATENÇÃO

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente
parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos
positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto
no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das
eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do
serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o
sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas
padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com
mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas
enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri
na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e
qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como
conquistar o Cliente'.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas
crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a
bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua
portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de
software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar
com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças,
cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos
muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de
outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do
Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio
de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE)
estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos
de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma
das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos
teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em
xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros
representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se
instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650
mil novas habilitações a cada mês.

Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas
instaladas.

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade
ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são
apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é
maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios
mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de
70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo
em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios
membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que
se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços
para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e
que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda
gente.
Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil!!

Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa
atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro,
mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e
se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Blog's sobre Biblioteconomia

Blog's sobre Biblioteconomia
O que é um blog?
 
O Blog é o diário on-line. Através dele é possível publicar novidades, acontecimentos, idéias, links, piadas ou qualquer outro tipo de conteúdo usando um layout completamente personalizado, ampliando a possibilidade de interação entre os participantes e de outros internautas.
Fonte: www.grupos.com.br
 
Seleção de alguns blog's:
 
Gestores da Informação (blog capixaba)
http://gestoresdainformacao.blogspot.com/
 
Bibliotecários sem fronteiras
http://bsf.org.br/
 
Rato de biblioteca
http://ratodebiblioteca.blogspot.com/
 
Dados em comum
http://dadosemcomum.wordpress.com/
 
O balcão de atendimento e o bibliotecário
http://dadosemcomum.wordpress.com/2008/09/27/o-balcao-de-atendimento-e-o-bibliotecario/
 
Bibliotequices e afins
http://bibliotequiceseafins.blogspot.com/
 
Web Librarian
http://wl.blog.br/sobre
 
O Ser Bibliotecário   
http://oserbibliotecario.blogspot.com/
 
Viciados em livros
http://viciadosemlivros.blogspot.com/
 
Sobre Biblioteca, biblioteconomia e escrita
http://blog.acervo.com.br/2008/02/17/sobre-bibliotecas-biblioteconomia-e-escrita/
 
Livros e leitura
http://liberietlectio.blogspot.com
 
Bibliofototeca
http://bibliofototeca.blogspot.com/
 
Bibliofocus
http://www.bibliofocus.blogspot.com/
 
Biblioteconomia para concursos
http://extralibris.org/concursos/
 
 
Ao acessar um blog verifique a indicação a outros endereços de blog's.
 
 

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS BIBLIOTECÁRIOS: ANÁLISE ...

http://www.doaj.org/doaj?func=abstract&id=262587
A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS BIBLIOTECÁRIOS: ANÁLISE DO CONTEÚDO DOS SITES DAS ENTIDADES DE CLASSE
Edinei Antônio Moreno
Thais Carrier Mendonça
Juliano Alberto

A EDUCAÇÃO CONTINUADA DO CATALOGADOR: O CASO DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA

http://www.acbsc.org.br/revista/ojs/viewarticle.php?id=93&layout=html
Apresenta os resultados da pesquisa feita para verificar as formas usadas pelos catalogadores das bibliotecas universitárias da Universidade do Estado de Santa Catarina, Brasil, para continuar sua educação profissional, comparando sua práticas com aquelas relatadas na literatura da área.

ALGUMAS QUESTÕES SOBRE O ENSINO DA REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA, OU A CATALOGAÇÃO NA BERLINDA

http://www.ofaj.com.br/textos_conteudo.php?cod=35

ALGUMAS QUESTÕES SOBRE O ENSINO DA REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA, OU A CATALOGAÇÃO NA BERLINDA
[Julho/2005]

Eliane Serrão Alves Mey

REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA

http://www.eca.usp.br/prof/fmodesto/disc/RDI/Texto.html
Textos de apoio:

Uma teoria dos sistemas de recuperação da informação

Histórico da catalogação
Fichas catalográficas principais e secundárias
Tipos de catálogos impressos
Áreas, elementos da descrição e pontuação do AACR2
Catalogação: regras gerais
Histórico do AACR
Descrição bibliográfica: texto auxiliar AACR2
Pontos de acesso e remissivas: texto auxiliar AACR2
Código de localização do documento
Catalogação: considerações
Glossário de catalogação

ENSINO DE CATALOGAÇÃO: DA TEORIA À PRÁTICA

ARTIGO
© Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.3, n.2, p.100-106, jul-dez. 2007. 100
ENSINO DE CATALOGAÇÃO: DA TEORIA À PRÁTICA
Elisa Campos Machado
Rosangela Rocha von Helde
Sabrina Dias do Couto
Resumo
Trabalho que tem como tema principal o ensino de catalogação e a formação do catalogador. Está baseado em conhecimento construído por meio de um processo de ensino e aprendizado, envolvendo aluno, professor e profissional. Preocupa-se em demonstrar a importância do estágio curricular como fator de desenvolvimento de habilidades para integrar conhecimento ao contexto na formação do futuro catalogador, atentando-se ao valor do estágio para o exercício prático do ensinamento teórico adquirido em sala de aula.
Palavras-chave: Ensino de catalogação. Formação do catalogador. Estágio em Biblioteconomia.
CATALOGUING TEACHING: FROM THEORY TO PRACTICE.
Abstract
Cataloging teaching and the formation of the cataloger librarian involves the expertise built through a process of teaching and learning that includes the student, the teacher, and the professional. It aims at the importance of the curricular stage as a factor of skills development to add expertise to the context
of the formation of the would-be cataloger librarian, focusing on the stage value for the practice of theoretic teaching acquired in the classroom.
Keywords: Cataloging teaching. Formation of the cataloger librarian. Librarian training.
ARTIGO
© Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.3, n.2, p.100-106, jul-dez. 2007. 101
1 INTRODUÇÃO
O desenvolvimento tecnológico na área de informação determinou a criação de
diversos serviços e formatos para tratamento e utilização das informações. Na maioria das bibliotecas e centros de documentação, encontra-se informatizada parte das rotinas, serviços e atividades de gerenciamento.
A Catalogação, como outras áreas do Processamento Técnico, sofre enormes
transformações: das fichas catalográficas manuscritas e impressas para os registros
bibliográficos legíveis por máquina; dos catálogos impressos para os catálogos em linha até as redes de catalogação cooperativa.
A experiência de conversão de dados, do catálogo manual para o eletrônico,
mostrou-nos que as informações contidas numa ficha catalográfica não podem simplesmente ser digitadas no computador para gerar um catálogo automatizado. O catalogador precisa realizar análise técnica do documento base da informação, avaliar as necessidades de dados da instituição mantenedora e/ou das instituições envolvidas, no caso de cooperação, conhecer as normas e padrões de inclusão de dados a serem empregados, bem como o programa e formato a ser utilizado.
Inserido neste contexto, está o Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras
(PLANOR), da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), que dentre suas atividades, administra e gerencia duas bases de dados bibliográficas, uma nacional e outra estrangeira, o Catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional (CPBN)1, onde se encontram cadastradas instituições e acervos de memória nacional, e a base “Novum Regetrum”2, para livros raros, esta última gerenciada pela BN Espanha. Este Projeto é parte de programa de catalogação cooperativa internacional liderada pela Associação de Bibliotecas Nacionais de Ibero - América – ABINIA. Para compor esta base de dados, ficou acordado, que a Biblioteca Nacional do Brasil, iria inicialmente colaborar com a inclusão de 5.000 (cinco mil) itens num período de
cobertura entre os séculos XVI ao XIX. Obedece a padrões de catalogação do International Standard Bibliographic Description for Older Monographic Publications (Antiquarian) - ISBD(A) e disponibiliza registros bibliográficos em linha através do formato MARC (MAchine Readable Cataloging). Esta base (NOVUM) encontra-se em construção, mas pode ter seu conteúdo acessado através do endereço eletrônico.
Para que o PLANOR pudesse participar do programa “Novum Regestrum”, em
parceria com a Divisão de Obras Raras da FBN, em novembro de 2005 foi contratado,
treinado e supervisionado um grupo de quatro estagiários de biblioteconomia. O grupo de estagiários foi envolvido no processo de transformar a descrição dos registros que seguem o AACR2, utilizado pela FBN, para o ISBD(A), de acordo com o padrão estabelecido pelo programa de cooperação. Nesse sentido, deu-se ênfase à rotina de descrição bibliológica do acervo com vistas à geração de notas consistentes e padronizadas. É importante ressaltar que esse trabalho tomou como base notas já descritas e disponibilizadas nas bases da Divisão de Obras Raras da FBN.
A ação subseqüente deste procedimento é retificar e perfazer os dados na própria
base ABINIA em formato MARC. O produto final deste programa, a nosso ver, não é apenas a construção desta base e a cooperação internacional, tão importante para a socialização e globalização da informação, mas, também a formação de um futuro profissional especialista e disseminador, e de um estudante crítico que consiga visualizar problemas e apontar soluções.
2 A FORMAÇÃO DO CATALOGADOR
No Brasil, o conhecimento da utilização dos códigos de catalogação é obtido
durante o período de formação regular, nos cursos superiores de Biblioteconomia, entretanto a aplicabilidade destes conhecimentos em bases automatizadas se dá, na maioria das vezes, na prática, ou seja, por meio dos estágios curriculares e não curriculares ou durante a atuação profissional.
Os programas curriculares de catalogação, de modo geral, no Brasil, trabalham
com o foco na prática catalográfica, onde a base de conteúdos do curso é o Código de
Catalogação Anglo Americano, segunda edição (CCAA2)3 e os alunos são orientados para o exercício e a elaboração de registros bibliográficos no formato de fichas 12 x 7,50 ou MARC.
Em alguns casos, pode-se perceber o foco já mais direcionado para a construção de bancos de dados, onde o formato MARC e os metadados passam a ter um peso maior no programa curricular.
Sem dúvida há um hiato nesse contexto que deve ser estudado, para que se possa
encontrar o caminho para a formação de catalogadores com habilidade e competência para lidar com o volume e a diversidade de materiais que se apresentam. E o ensino da
catalogação, assim como de outras disciplinas na Biblioteconomia e Ciência da Informação, deve ter o caráter educativo e não conformador.
O termo “formação”, com suas conotações de moldagem e conformação, tem o
defeito de ignorar que a missão do didatismo é encorajar o autodidatismo,
despertando, provocando, favorecendo a autonomia do espírito. (MORIN, 2004, p.
10-11).
A catalogação vem se apresentando como uma das ferramentas mais importantes
para o compartilhamento de recursos, e que hoje é possível com o uso das inúmeras inovações tecnológicas que já estão à nossa disposição, vide, por exemplo, o protocolo de comunicação Z39.50. Por outro lado, como bem ressaltou Eliane Mey (2005), nos últimos dez anos um grande avanço teórico na área, vem dando maior embasamento para a compreensão dos princípios que levam à prática da representação e para a construção de bancos de dados.
Entende-se ser imprescindível que o aluno antes de iniciar a prática da elaboração
de registro tenha clareza do contexto histórico, social e cultural que levou a criação desse procedimento, dos princípios que regem a área (Declaração de Paris), dos estudos sobre o modelo conceitual proposto nos Requisitos Funcionais do Registro Bibliográfico4, assim como dos códigos, formatos e suas particularidades.
Outra questão que é considerada importante na formação do catalogador, é o
estímulo à relação entre a teoria/prática que está sendo ministrada em sala de aula, com a prática que o mesmo está vivenciando nos seus estágios fora da Escola. Foi nesse sentido que surgiu a idéia de realizar uma experiência de trabalho conjunto: aluno/professor/profissional.
3 APROXIMAÇÃO DA TEORIA E DA PRÁTICA NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO
A Biblioteca Nacional, através da sua magnífica coleção, distribuída em diferentes
divisões, possibilita aos estudantes universitários, a oportunidade de enriquecimento teórico e prático. Desta forma, a teoria obtida na universidade, se transforma em prática através de estágios realizados em seus diversos setores.
Durante estágio oferecido pelo Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras, é
possível que alunos da graduação dos cursos de Biblioteconomia possam conhecer um pouco deste universo e algumas das atividades que envolvem a descrição e o registro bibliográfico daquele acervo raro, e também a importância desta ação para a preservação e salvaguarda de acervos de memória. A seguir, apresentamos o detalhamento do ambiente e dos conteúdos trabalhados durante o período de estágio da aluna, bem como, o método de compartilhamento dos novos conhecimentos adquiridos a partir dessa experiência.
3.1 A Área de Notas na Catalogação de Obras Raras
Como já foi dito acima, o PLANOR em parceria com a Divisão de Obras Raras
desenvolve atualmente o Projeto ABINIA (Associação das Bibliotecas Nacionais Iberoamericanas).
Neste projeto, dados já existentes em bases de dados bibliográficas disponíveis,
são avaliados, corrigidos e atualizados. Para isto, são analisadas e descritas as características intrínsecas do item5, no suporte papel. Nesta rotina, destacamos as atividades de análise bibliológica e a inserção e correção de dados na Base Bibliográfica de ABINIA, em formato MARC.
A análise bibliológica consiste num exame minucioso que é feito em cada página
do livro e que tem como objetivo, servir como um recurso de preservação e salvaguarda.
Trata-se de descrever todos os atributos pertencentes a um determinado item e todos os demais atributos que o caracterizam e o diferenciam de outros exemplares da mesma obra, expressão e/ou manifestação, tornando-se necessária a realização de uma análise exaustiva, da capa à contracapa.
Após a realização da análise bibliológica, os novos dados descritos em
formulários bibliográficos são inseridos na Base ABINIA em formato MARC. As
informações contidas em um metadado, seja uma ficha catalográfica ou uma planilha de
dados, não podem ser simplesmente digitadas no computador para produzir um catálogo
automatizado. O computador precisa de um meio para interpretar a informação encontrada no registro bibliográfico e o MARC é formato eleito neste projeto para solucionar este problema.

3 Anglo-American Cataloguing Rules, 2nd Edition (AACR2)
4 Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR)
5Segundo os FRBR item é uma das entidades do Grupo 1 e refere-se ao objeto físico.
ARTIGO
© Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.3, n.2, p.100-106, jul-dez. 2007. 104

Para a inserção destes dados, sentiu-se a necessidade da criação de um glossário
para a padronização das notas, que apresentasse os termos mais freqüentes neste tipo de acervo, como por exemplo, capitais ornamentadas, vinhetas, caracteres góticos, comentários em corandel, manchete, etc. É importante ressaltar que para a inclusão de novos termos, são realizadas consultas a profissionais especializados, bibliografias e outros acervos.
Destaca-se a utilização do ISBD(A) como fonte para a catalogação e entrada dos
dados. Na catalogação de obras raras, a Zona das Notas (zona 7) do ISBD(A) é indispensável e permite detalhar e especificar bem as características extrínsecas e intrínsecas da obra rara, ampliando e enriquecendo a sua descrição. Em alguns momentos, principalmente quanto à padronização de terminologias, é utilizado o DCRB (Descriptive Cataloging of Rare Books).
3.2 Compartilhando Novos Conhecimentos
Reconhecendo o valor deste tipo de experiência para a vida acadêmica e profissional, a idéia do desenvolvimento de uma pesquisa destinada à organização destas
informações foi se concretizando com o objetivo de compartilhar conhecimentos e
experiências adquiridos no período de estágio com os alunos do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
Naquele momento, tinha-se acabado de discutir os capítulos 1 e 2, 21 e 226 do
CCAA2, e o conhecimento adquirido em sala de aula na disciplina de Catalogação I, somada a experiência prática de inserção de dados na Base ABÍNIA, desencadeou na aluna a curiosidade sobre a complexidade e os novos procedimentos que foram aprendidos durante o estágio.
A partir desse momento, iniciou-se um processo de ensino e aprendizado
complementar ao de sala de aula, tendo em vista que, tanto a professora como a bibliotecária responsável pelo PLANOR, envolveram-se neste processo, apoiando e orientando na busca do referencial teórico que envolvia o ISBD(A), o MARC, o DCRB e os princípios de análise bibliológica. Contando, também, com o auxílio da Internet no intercâmbio de informações, conseguiu-se ampliar e enriquecer experiências entre aluno, professor e profissional.
Iniciou-se o ano de 2007 com uma aula especial para os alunos do período da
manhã, dentro da disciplina Catalogação II, ministrada pela aluna/pesquisadora com a
presença da bibliotecária coordenadora do Projeto, onde discorreu-se acerca da metodologia empregada na realização do trabalho e os resultados obtidos até aquele momento. A idéia naquele momento era compartilhar o aprendizado obtido e despertar o interesse de outros alunos pela catalogação e pela pesquisa.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
6 Capítulo 1 – Regras Gerais; Capítulo 2 – Livros, Folhetos e Folhas Impressas; Capítulo 21 – Escolha dos Pontos de Acesso; Capítulo 22 – Cabeçalhos para Pessoas.
ARTIGO
© Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.3, n.2, p.100-106, jul-dez. 2007. 105
Autores e especialistas (MEY, 2005; TILLETT 2004; PEREIRA, RODRIGUES,
2002) vêm cada vez mais afirmando a necessidade de se repensar a formação do catalogador e estimular o estabelecimento de um processo de educação continuada para os profissionais que lidam com o registro bibliográfico.
Caldas; Barbosa (s.d) apontam também a importância dos estágios na formação
profissional e pessoal dos estudantes de biblioteconomia, amadurecendo atitudes,
comportamentos e habilidades, principalmente, na análise crítica e reflexiva das interfaces do conhecimento teórico e prático. Ainda, segundo as autoras, a principal atividade de extensão dos universitários têm sido os estágios, tanto curriculares, como não curriculares. Entretanto, pouco se sabe sobre o retorno dos estágios para os estudantes, para a instituição concedente e agência formadora de estudantes de Biblioteconomia.
A importância desse debate pode ser conferida pelo peso dado no II Encontro
Nacional de Educação da Informação (II ENECIN) que teve como tema central “Cruzamento
de saberes e fazeres em Arquivologia, Biblioteconomia e Ciência da Informação: das
reflexões epistemológicas e pedagógicas às práticas profissionais”. Neste encontro foi reservada uma manhã para discutir a questão da aproximação da teoria e prática nos estágios e atividades curriculares complementares. Os palestrantes apontaram para problemas recorrentes como a falta de supervisão orientada que garanta a continuidade do processo de formação do aluno da graduação.
Segundo Edgar Morin (2004, p.24), um imperativo da educação é “o desenvolvimento da aptidão para contextualizar e globalizar os saberes”. Acredita-se que o
exercício da pesquisa a partir de uma vivência, articulando teoria e prática e envolvendo aluno, professor e profissional, segue esse princípio, ou seja, o de integrar o conhecimento em seu contexto.
Percebeu-se que o uso dessa metodologia na disciplina de catalogação deu novos
ares para o grupo, abriu novos caminhos do pensar a catalogação, e surgiu como um fator provocativo e de estímulo à articulação de conhecimentos, criando novas possibilidades de incentivos também à formação continuada de profissionais.
REFERÊNCIAS
CALDAS, Maria Aparecida Esteves, BARBOZA, Josefa Pereira. O Papel da extensão na
formação do estudante de Biblioteconomia. Disponível em:
. Acesso em:
21/03/2007.
FURRIE, Betty. O MARC bibliográfico: um guia introdutório; catalogação legível por
computador. Tradução de Beatriz Valadares Cendón, Sonia Burnier, Maria Helena Santos e Natália Guiné de Mello Carvalho. Brasília, DF: Thesaurus, 2000. 95 p. Título original: Understanding MARC Bibliographic.
MEY, Eliane Serrão Alves. Algumas questões sobre o ensino da representação descritiva, ou a catalogação na berlinda. 2005. Disponível em: . Acesso em: 15 jul. 2005.
ARTIGO
© Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.3, n.2, p.100-106, jul-dez. 2007. 106
MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasília, DF: Briquet de
Lemos/Livros, 1995. 123 p.
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma reformar o pensamento. 10. ed.
Rio de Janeiro : Bertrand Brasil, 2004.
PEREIRA, Ana Maria; RODRIGUES, Renata. A educação continuada do catalogador: o caso
da Universidade do Estado de Santa Catarina. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa
Catarina, v.7, n.1, p. 219-239, 2002.
ROWLEY, Jennifer. Informática para bibliotecas. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 1994.
307 p.
TILLETT, Barbara B. Cataloging for the future. 2004. Disponível em:
. Acesso em: 15. Jun. 2005.
ELISA CAMPOS MACHADO
emachado2005@gmail.com
Docente na Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro – UNIRIO.
Av. Pasteur, 458, sala 404 – Prédio CCH – Urca,
Rio de Janeiro, RJ – CEP:22290-040/ Brasil
ROSANGELA ROCHA VON HELDE
rosangelavonhelde@gmail.com
Bibliotecária da Fundação Biblioteca Nacional, PLANOR – Plano Nacional de
Recuperação de Obras Raras.
Av. Rio Branco, 219/39 - Centro - Rio de Janeiro, RJ – CEP: 20.040-008/ Brasil
SABRINA DIAS DO COUTO
sabrinadias05@hotmail.com
Aluna do 6º período da Escola de Biblioteconomia da Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO.
Av. Pasteur, 458, sala 404 – Prédio CCH – Urca,
Rio de Janeiro, RJ – CEP:22290-040/ Brasil
Recebido para publicação em: 15/09/07
Aceito para publicação em: 08/12/07

O AACR2 NÃO DÁ, MAS O RDA DARÁ VITAMINAÇÃO AO CATALOGADOR

O AACR2 NÃO DÁ, MAS O RDA DARÁ VITAMINAÇÃO AO CATALOGADOR
[Janeiro/2008]
Nos últimos anos, a catalogação experimenta uma renovação mais intensa em seus conceitos e práticas, afetadas pelas tecnologias da informação e comunicação. Desse processo emerge uma nova dimensão das suas bases instrumentais à organização e gestão de informação e conhecimento circulante na internet.

O AACR2 (Anglo-American Cataloging Rules, Second Edition / Código de Catalogação Anglo-Americano, Segunda Edição), e demais códigos de catalogação nele baseados, encontra-se em uma fase de revisão diante das novas exigências conceituais e formais de descrição bibliográfica.

O universo da informação registrada mudou radicalmente desde que o AACR2 foi publicado pela primeira vez, em 1978. Antes dos computadores pessoais (microcomputadores), da Internet e Web tornarem-se extensões complementares de nossa vida pessoal e profissional.

Embora, para muitos catalogadores brasileiros a ficha não tenha desaparecido de sua atividade cotidiana, metaforicamente a ‘ficha’ já caiu para muitos outros, preocupados com as tendências mundiais. As mudanças que ocorrem no universo bibliotecário provocam uma troca de paradigma na maneira de se comunicar e distribuir informações bibliográficas. O conteúdo informacional descola-se dos suportes físicos, migra e expande-se irreversivelmente para o ambiente digital.

Anteriormente, o impresso era o meio dominante na comunicação registrada. Os formatos eram mais estáveis de se compreender e categorizar. Afinal, as pessoas eram também analógicas no uso dos recursos existentes. Desta maneira, um vídeo ou um áudio (em cassete) tinham os suportes delineados e os catalogadores podiam descrevê-los sem dificuldades como conteúdos de algo real. Com a evolução tecnológica, surge uma nova variedade de mídias.

Novos formatos de conteúdos, ainda que armazenados em suportes físicos, começaram a tornar difícil definir a representação e categorização. Chris Oliver comenta como exemplo o CD ou DVD, que pode ser considerado um suporte para computador ou vídeo, ou ambos, dependendo da natureza do conteúdo. Mesmo um mapa digital é um arquivo de computador e material cartográfico.

Os próprios usuários, agora aderentes ao novo ambiente digital, desenvolveram expectativas completamente diferentes aos do período analógico. Apesar de buscarem informações que satisfação suas necessidades, esperam que os sistemas bibliográficos façam no mínimo isto, ao responder suas consultas (e se possível com acesso ao texto completo).

Os usuários estão mais sofisticados nas técnicas e nas variedades de abordagem possíveis para recuperação da informação. Segundo Daniel Kraus, os usuários estão crescentemente satisfeitos com a rapidez da pesquisa realizada na Internet. Diante desta “satisfação” tendem a abandonar cada vez mais os catálogos bibliográficos que só oferecem como resultado descrições em lugar do acesso; além de não possibilitar em seus sistemas maior interação, ou personalização baseada nas necessidades do público.

Outro aspecto decorrente, é que há mais participantes no negócio de armazenamento e recuperação da informação. O AACR2 nunca foi um padrão exclusivo para fornecer representação e acesso a recursos bibliográficos.

Ademais, a catalogação abarca apenas um pequeno subconjunto do universo da informação. Neste sentido, vemos surgir especialistas de outras áreas de pesquisas que debatem os mesmos assuntos relacionados às preocupações de catalogadores por gerações. Atualmente, aparecem nesta relação: as linguagens de marcação, os metadados e a Web semântica, por exemplo.

Neste universo em transformação, o AACR2 “parece” não conseguir dar sustentação eficiente aos catalogadores. Infelizmente, seu “design” (para citar um termo da moda) carece de ser extensível o suficiente para acomodar os novos e multivariados tipos de recursos de informação. O seu próprio modelo de revisão e atualização pouco contribui para melhorar o seu desempenho diante das inovações tecnológicas contínuas. O modelo é gerenciado por um comitê internacional o JSC (Joint Steering Committee for Revision AACR / Comitê Conjunto Permanente para a Revisão das Regras Anglo americanas de Catalogação) e do qual fazem parte instituições do “mundo” anglo-saxão: American Library Association; Library of Congress; Australian Committee on Cataloguing; British Library; e Canadian Committee on Cataloguing. A tomada de decisão no interior do comitê é por consenso, qualquer inclusão no padrão requer testes contínuos de avaliação e qualidade, o que gera normal lentidão. Mas apesar das tentativas de diminuir a sua obsolescência, o código contempla muitas regras restritivas e incompatíveis com o novo cenário digital e profusão tecnológica.

Diante desta situação, nasce uma iniciativa promovida pelo próprio JSC (responsável pelo AACR) e apoiada pela IFLA (International Federation of Library Associations and Institutions / Federação Internacional de Associações de Bibliotecas e Instituições) de desenvolver nova ferramenta que substitua o AACR2, fornecendo aos quase combalidos catalogadores vitaminação para resistir e condições para lidar com a crescente informação digital.

A iniciativa originalmente era conhecida como AACR3. Segundo Kraus, em abril de 2005, o JSC reagiu a comentários sobre a atualização planejada ao AACR, e decidiu que o padrão vigente (criado entorno do modelo de um catálogo de fichas e agora situado em um evoluído ambiente digital), necessitava de uma vigorosa revisão. A revisão ao que parece refletiu no título do novo código com a remoção do termo "Anglo-americano" (com a intenção de tornar o novo código um padrão de aceitação internacional); a remoção também do termo "Catalogação" substituído por "Descrição de Recurso", uma expressão adotada por comunidades produtoras de metadados; e a inclusão do termo "Acesso" com objetivo de criar um esquema flexível para descrever todos os recursos: analógicos e digitais; bem como descrever os dados de maneira a serem aproveitados pelas estruturas de bases de dados emergentes, além de compatíveis com registros existentes em catálogos online. Em suma, é preciso haver registros bibliográficos funcionais e utilizáveis na Web. Destas intenções vai nascendo a “receita” do RDA.


RDA

RDA é sigla para Resource Description and Access (Descrição e Acesso a Recursos), uma proposta de padrão sucessora ao AACR2. Como mencionado acima, seu desenvolvimento caracteriza-se por uma mudança na direção de ser um código internacional (ou de aceitação global), que diferentemente do atual (em uso), não se regule por regras rígidas, mas por diretrizes de ampla aplicação, e com foco centrado no usuário e nas suas necessidades de informação.

O padrão pretende-se de fácil utilização na geração de registros bibliográficos que contenham dados relevantes aos usuários. A intenção visa subsidiar o modelo descritivo FRBR (Functional Requeriment for Bibliographic Record / Requisitos Funcionais para Registro Bibliográfico), que analisa no registro bibliográfico como o dado é usado, visando identificar as entidades no universo bibliográfico de interesse aos usuários, os atributos dessas entidades e seus relacionamentos.

Esse cenário de mudança, fatalmente, irá alterar a perspectiva da catalogação na consulta ao registro isolado para a busca do registro com contexto. O RDA quer colocar-se como a estrutura semântica que poderá ser usado pelo esquema conceitual expressado no modelo FRBR (que tem por intenção ser independente de qualquer código de catalogação).

Os princípios que têm orientado o desenvolvimento do RDA estruturam-se sobre o relatório da declaração internacional dos princípios da catalogação elaborado pela IFLA - IME ICC (IFLA Meeting of Experts on an International Cataloging Code / Reunião IFLA de Especialistas sobre um Código Internacional de Catalogação).

Salienta-se que o RDA será um padrão normativo de conteúdo informacional, não um esquema de metadados. Composto por um conjunto de diretrizes que devem indicar como descrever um recurso direcionado sobre os locais de informação (ou atributos) que um usuário está interessado, auxiliando-o a navegar em bases de dados e catálogos bibliográficos.

Os apêndices integrados ao RDA serão propostas opcionais para apresentar os dados descritivos e os dados relacionados ao ponto de acesso. Este direcionamento ao conteúdo abre a possibilidade do RDA ser relevante para uma ampla variedade de comunidades de metadados, como também para o ambiente da catalogação tradicional.

Neste sentido, um registro RDA poderá ser armazenado e transmitido em formato MARC ou em esquema de metadados como o formato Dublin Core ou MODS (Metadata Object Description Standard). Apesar das comunidades de metadados terem esquemas detalhados, elas não têm necessariamente padrão de conteúdo. Desta forma, espera-se que o RDA venha ser relevante para o “universo” dos metadados, como também para o “mundo” da catalogação tradicional. O catalogador que sobreviver a implantação a partir de 2009 comprovará a predição.

Para os catalogadores, a realidade atual da catalogação parece “bólido de fórmula 1”, tem andado mais depressa que os processos de análise e normalização de seus padrões. Entretanto, até termos uma definição mais estável de todo processo, muita coisa vai acontecer. Para os catalogadores brasileiros seria fundamental resgatar e reforçar a prática da catalogação cooperativa. O lado bom dos acontecimentos, é que a catalogação está em discussão, saindo de trás das estantes, deixando de ser um mero serviço técnico (o que aliás nunca foi, basta ler Antonio Panizzi, e Charles Ammi Cutter, por exemplo) para tornar-se efetivamente um serviço centrado no usuário.



Indicação de leitura:

Chris Oliver. Changing to RDA. Feliciter, n. 5, p. 250 – 53, 2007.

Daniel Kraus. Controversies in cataloging: the debate over AACR2´s successor. American Libraries, v. 38, n. 9, p. 66 - 7, Oct. 2007.

Diane I. Hillmann. RDA for who? Technicalities, vol. 26, n. 3, p. 8 - 10, 2006.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Buscador de feeds RSS em biblioteconomia e bibliotecas

Este é o link
http://www.libworm.com/

Capítulo 12

_________________________________________________________________________
Revista do direito trabalhista : RDT. – Ano 3, n. 1 (jan./97)- . – Brasília :
Consulex,1997- .
v. : il. ; 30 cm.
Mensal.
Editor: Luiz Fernando Zakarewicz.
Repositório autorizado da jurisprudência do TST, sob nº 13/97, de 13.5.97.
Descrição baseada em: Ano 3, n. 1 (jan./97).
ISSN 1519-8057
I. Zakarewicz, Luiz Fernando. II. Título: RDT.
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
022 # # $a 1519-8057
245 0 0 $a Revista do direito trabalhista : $b RDT.
246 3 0 $a RDT.
362 0 # $a Ano 3, n.1 (jan/97)- .
260 # # $a Brasília : $b Consulex, $c 1997- .
300 # # $a v. : $b il. ; $c 30 cm.
310 # # $a Mensal.
500 # # $a Editor: Luiz Fernando Zakarewicz.
500 # # $a Repositório autorizado da jurisprudência do TST. Sob nº 13/97,
de 13.5.97.
500 # # $a Descrição baseada em: Ano 3, n.1 (jan/97).
700 1 # $a Zakarewicz, Luiz Fernando.
_________________________________________________________________________
Figura 12-7. Título por extenso e abreviado na fonte principal de informação (12.1B2)

Capítulo 11

_________________________________________________________________________
Correio braziliense, ou, Armazem literario [microforma]. – Vol. 1, [n. 1]
(jun. 1808)-v. 28, n. 169 (jun.1822). – New York : Photographic
Sciences Corporation, 1980.
24 bobinas de microfilme ; 35 mm.
Biblioteca Nacional, Plano Nacional de Microfilmagem de Periódicos.
Reprodução de: Londres : Impresso por W. Lewis, 1808-1822. Mensal.
Fundação, edição, publicação: Hippolyto Joseph da Costa Pereira Furtado
de Mendonça (Hipólito José da Costa). Distribuição: Corte de Portugal, no
Rio de Janeiro. Conteúdo: Politica – Commercio e arte – Literatura e sciencias
– Miscellanea (acréscimo de apêndice em alguns meses).
Publicação impressa continuada como: Ano 152 (2. fase), n. 1 (21 abr.1960).
Brasília: Diários Associados, 1960. Diário.
I. Costa, Hipólito José da. II. Biblioteca Nacional (Brasil). III. Título: Armazem
literario.
____________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
245 0 0 $a Correio braziliense, ou, Armazem literario $h [microforma].
246 3 0 $a Correio braziliense.
246 3 0 $a Armazem literario.
362 0 # $a Vol. 1, [n.1] (jun. 1808)-v. 28, n.169 (jun. 1822).
260 # # $a New York : $b Photographic Sciences Corporation, $c 1980.
300 # # $a 24 bobinas de microfilme ; $c 35 mm.
500 # # $a Biblioteca Nacional, Plano Nacional de Microfilmagem de Periódicos.
534 # # $p Reprodução de: $c Londres : Impresso por W. Lewis, 1808-1822. $n Mensal.
$n Fundação, edição, publicação: Hipólito José da Costa. $n Distribuição: Corte
de Portugal, no Rio de Janeiro. $n Conteúdo: Politica, Commercio e arte –
Literatura e sciencias – Miscellanea (apêndice em alguns meses).
700 1 # $a Costa, Hipólito José da.
710 2 # $a Biblioteca Nacional (Brasil).
_________________________________________________________________________
Figura 11-6. Publicação seriada em microfilme, catalogação encerrada (11.3C)

Capítulo 9 - Recursos contínuos

Os recursos contínuos, publicações seriadas em meio eletrônico tiveram registro da área 3,
Área numérica etc.

____________________________________________________________________
Revista virtual de direitos humanos [recurso eletrônico] / OAB, Conselho
Federal, Comissão Nacional de Direitos Humanos. – Ano 1, n.1
(dez. 2000)- . – Dados eletrônicos. – Brasília : Ordem dos
Advogados do Brasil, 2000-
Sistema requerido: Adobe Acrobat Reader.
Modo de acesso: World Wide Web:

Título da página da Web (acesso em 26 mar. 2003).
Título varia: Revista Cndh; Revista de direitos humanos.
Edição especial impressa: Ano 2, n. 2 (mar. 2002).
I. Comissão Nacional de Direitos Humanos (Brasil). II. Ordem dos
Advogados do Brasil. Conselho Federal. III. Título: Revista Cndh. IV.
Título: Revista de direitos humanos.
_______________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
245 0 0 $a Revista virtual de direitos humanos $h [recurso eletrônico] / $c OAB,
Conselho Federal, Comissão Nacional de Direitos Humanos.
246 3 2 $a Revista Cndh.
246 3 2 Revista de direitos humanos.
362 0 # $a Ano 1, n.1 (dez. 2000)-
260 # # $a Brasília : $b Ordem dos Advogados do Brasil, $c 2000-
538 # # $a Sistema requerido: Adobe Acrobat Reader.
538 # # $a Modo de acesso: World Wide Web.
500 # # $a Título da página da Web (acesso em 26 mar. 2003).
500 # # $a Edição especial impressa: Ano 2, n.2 (mar. 2002).
710 2 # $a Comissão Nacional de Direitos Humanos (Brasil).
710 2 # $a Ordem dos Advogados do Brasil. $b Conselho Federal.
856 4 1 $u http://www.oab.org.br/comissoes/cndh/revista.html
_________________________________________________________________________
Figura 9-2. Revista virtual de acesso remoto apenas (9.A2)

Capítulo 6 - Gravação de som

_________________________________________________________________________
Vangelis.
1492 [gravação de som] : conquest of paradise : music from the original
soundtrack / Vangelis. – Germany : Warner Music U.K., 1992.
1 disco sonoro (52 min) : digital, estereo. ; 4 ¾ pol. + 1 folheto ([15] p. : il.
color. ; 12 cm)
Composição, arranjos, produção e apresentação de todas as músicas:
Vangelis.
Compact disc.
Texto adicional: Grande parte fotos, cenas do filme.
Conteúdo: 1. Opening – 2. Conquest of paradise – 3. Monastery of La
Rebida – 4. City of Isabel – 5. Light and shadow – 6. Deliverance – 7. West
across the ocean sea – 8. Eternity – 9. Hispanola – 10. Moxica and the horse –
11. Twenty eighth parallel – 12. Pinta, Nina, Santa Maria (Into eternity).
France CA851 GEMA/BIEM : 4509-91014-2
I. Título. II. Título: Conquest of paradise.
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
028 0 2 $a 4509 91014-2 $b France CA851 GEMA/BIEM
100 0 # $a Vangelis.
245 1 0 $a 1492 $h [gravação de som] : $b conquest of paradise : music from the original
soundtrack / $c Vangelis.
246 3 0 $a Conquest of paradise.
260 # # $a Germany : $b Warner Music U.K., $c 1992.
300 # # $a 1 disco sonoro (52 min) : $b digital, estereo. ; $c 4 ¾ pol. + $e 1 folheto
([15] p. : il. color. ; 12 cm)
500 # # $a Composição, arranjos, produção e apresentação de todas as músicas: Vangelis.
500 # # $a Compact disc.
500 # # $a Texto adicional: Grande parte fotos, cenas do filme.
505 0 # $a 1. Opening – 2. Conquest of paradise – 3. Monastery of La Rebida – 4. City of
Isabel – 5. Light and shadow – 6. Deliverance – 7. West across the ocean sea – 8.
Eternity – 9. Hispanola – 10. Moxica and the horse – 11. Twenty eighth parallel –
12. Pinta, Nina, Santa Maria (Into eternity).
_________________________________________________________________________
Figura 6-18. Título principal e título de uma das músicas incluídas como outras
informações sobre o título (6.1E)

Catalogação AACR2 - Capítulos especiais

Mensagem dirigida ao Congresso Nacional

_________________________________________________________________________
Brasil. Presidente (1891-1894 : Deodoro da Fonseca)
Mensagem dirigida ao Congresso Nacional pelo Presidente da República dos
Estados Unidos do Brasil, em 15 de junho de 1891 [manuscrito] / [Deodoro da
Fonseca].
20 f. ; 30 cm.
Ms., assinado.
Original da Subsecretaria de Arquivo do Senado Federal.
I. Fonseca, Deodoro da. II. Brasil. Congresso. Senado Federal. Subsecretaria
de Arquivo. III. Título.
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
110 1 # $a Brasil. $b Presidente (1891-1894 : Deodoro da Fonseca)
245 1 0 $a Mensagem dirigida ao Congresso Nacional pelo Presidente da Republica dos
Estados Unidos do Brasil, em 15 de junho de 1891 $h [manuscrito] / $c [Deodoro
da Fonseca].
300 # # $a 20 f. ; $c 30 cm.
500 # # $a Ms., assinado.
500 # # $a Original da Subsecretaria de Arquivo do Senado Federal.
700 1 # $a Fonseca, Deodoro da.
710 1 # $a Brasil. $b Congresso. $b Senado Federal. $b Subsecretaria de Arquivo.
_________________________________________________________________________
Figura 4-2. Título principal como aparece no manuscrito (4.1B1)

Para alegrar o dia, com perfume

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia

Revista de biblioteconomia
http://revista.ibict.br/pbcib/index.php/pbcib/index

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Biblio Focus : a informação ao alcance do mouse.

Biblio Focus - a informação ao alcance do mouse.
http://www.bibliofocus.blogspot.com/

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

BibMargarida: Minhas flores

BibMargarida: Minhas flores

GecaOnline

http://gecaonline.blogspot.com/
O objetivo do GecaOnline é disseminar as pesquisas e estudos sobre catalogação, desenvolvidos no interior do GP-NTI, na rede Internet, a fim de que a sua divulgação seja motivadora para a participação de outros interessados nos temas abordados e possa gerar a constituição e ampliação de uma rede informacional sobre Catalogação Automatizada.

A Bibliotecária

Vale a pena conhecer este blog

http://abibliotecaria.blogspot.com/

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Melhor para concurso textos

http://extralibris.org/concursos/wp-content/arquivos/o-melhor-do-blog-biblioteconomia-para-concursos_textos.pdf

Apostila de concurso

http://extralibris.org/concursos/wp-content/arquivos/o-melhor-do-blog-biblioteconomia-para-concursos_analises-de-provas1.pdf

Tabela Cutter

http://www.oclc.org/dewey/support/program/default.htm

instruções:

http://www.oclc.org/dewey/support/program/instructions.htm

"Do networking à construção de redes sociais: um novo desafio"

Palestra:
"Do networking à construção de redes sociais: um novo desafio"
Profa. Regina Célia Baptista Belluzzo

http://www.febab.org.br/FEBAB%20Palestra%20Networking%202008.ppt

Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições

http://www.febab.org.br/

Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições

Site BIBLIODADOS.

Novo endereço do site BIBLIODADOS.

Disponibiliza diversos links com base de dados, periódicos eletrônicos,
e-books, bibliotecas virtuais... etc.

Acesse o site http://bibliodados.hd1.com.br

E o blog http://bibliodados.blogspot.com/

São Miguel Arcanjo

Oração a São Miguel Arcanjo

Oração a São Miguel Arcanjo

São Miguel Arcanjo foi escolhido por Deus para ser defensor de todos os cristãos. Ele com seus anjos formam uma imensa legião de luz pronta para interceder por todos aqueles que o invocam com humildade e sinceridade no coração.

Para invocar o seu auxílio, é preciso rezar diariamente a Oração a São Miguel Arcanjo e repetir durante o dia: "São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate".

Precisamos combater o demônio, que é uma realidade, e sua ação se manifesta por meio das ações dos homens e mulheres.

Onde há ódio, guerra, violência, desagregação Familiar, aborto, traição, corrupção, roubos, seqüestros, assassinatos etc, o demônio está presente, alimentando o ambiente com muito mais ódio e violência.

Oração

Glorioso Príncipe do Céu e Protetor das Almas, eu vos chamo e invoco para que me livreis de toda adversidade e de todo pecado, fazendo-me progredir no serviço de Deus e conseguindo-me dele a graça da perseverança final, que me faça gozá-la eternamente. Amém!

São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, cobri-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do maligno. Subjugue-o Deus, instantaneamente vos pedimos. E vós, príncipe da milícia celeste, precipitai ao inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo a perder as almas. Amém!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Quer publicar artigos, monografias,

Novo sítio http://www.brasilescola.com/cadastro/ , onde no mesmo pode-se publicar artigos, monografias etc., é mais uma fonte de registro, além de suporte papel, CD, e-mail..., facilitando o envio para outros sites de publicação de artigo, credibilizando a fonte e ainda dando publicidade (no sentido de visibilidade) ao trabalho, que muitas vezes fica relegado à apenas um centro de documentação e muitas vezes esquecido.

REDAÇÃO DO CONCURSO NA VOLKSWAGEN

No processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta:
'Você tem experiência'?
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos.
Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.
 REDAÇÃO VENCEDORA:

Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar,
Já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto,
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.

Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo. Já confundi Sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,

Já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas,
Já subi em árvore pra roubar fruta,Já caí da escada de bunda.

Já fiz juras eternas,
Já escrevi no muro da escola,
Já chorei sentado no chão do banheiro,
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando,
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado,

Já me joguei na piscina sem vontade de voltar,
Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios,
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso,
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.

Já apostei em correr descalço na rua, Já gritei de felicidade,
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?' . Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência...Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência?

Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência? 'Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?'.
 
  
 

Para leitura

Interessante para leitura
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=813146&tit=Revisao-de-normas-da-ABNT-pode-poupar-muitas-arvores

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

LivroClip



O game virtual é educativo e lúdico. Os pequenos já podem arriscar
seus cliques na página  http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=131.

Referencias bibliográficas

Vamos fazer referencias ????

http://www.rexlab.ufsc.br:8080/more/index.jsp

Que imagem sugestiva

Quadro muito bom

Sempre quero ser bibliotecário
http://www.biccateca.com.br/downloads/papel_de_parede_usuario.jpg

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Novo Blog em Biblioteconomia

Novo
http://bibliovagas.blogspot.com/

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Nova Reforma ortográfica da Língua Portuguesa

Reforma ortografica da Língua portuguesa
Guia - Douglas Tufano

http://images.ig.com.br/hotsites/reforma_ortografica/Guia_Reforma_Ortografica_CP.pdf

Concursos para Biblioteconomia

Concursos para Biblioteonomia.
Site:
http://www.concursospublicosonline.com/informacao/view/Concursos-por-Curso-Superior/Cursos-Superiores/Biblioteconomia/