quinta-feira, 23 de abril de 2009

Bibliotecas do mundo

LISTA COM FONTES DE INFORMAÇÃO !

Biblioteca Apostólica Vaticana - biblioteca que possui um arquivo secreto: bav.vatican.va

Biblioteca Central - localize os livros das bibliotecas da UFRGS: www.biblioteca.ufrgs.br

Biblioteca del Congreso - item Expo Virtual mostra alguns tesouros dessa biblioteca argentina: www.bcnbib.gov.ar

Biblioteca Digital Andina - Bolívia, Colômbia, Equador e Peru estão representados: www.comunidadandina.org/bda

Biblioteca Digital de Obras Raras - livros completos digitalizados, como um de Lavoisier editado no século 19: www.obrasraras.usp.br

Biblioteca do Hospital do Câncer - índice desse acervo especializado em oncologia: www.hcanc.org.br/outrasinfs/biblio/biblio1.html

Biblioteca do Senado Federal - sistema de busca nos 150 mil títulos da biblioteca: www.senado.gov.br/biblioteca

Biblioteca Mário de Andrade - acervo, eventos e história da principal biblioteca de São Paulo: www.prefeitura.sp.gov.br/mariodeandrade

Biblioteca Nacional de Portugal - apresenta páginas especiais com reproduções relacionadas a Eça de Queirós e a Giuseppe Verdi, entre outros: www.bn.pt

Biblioteca Nacional de España - entre as exposições virtuais, uma interessante coleção cartográfica do século 16 ao 19: www.bne.es

Biblioteca Nacional de la República Argentina - biblioteca, mapoteca e fototeca: www.bibnal.edu.ar

Biblioteca Nacional de Maestros - biblioteca argentina voltada para a comunidade educativa: www.bnm.me.gov.ar

Biblioteca Nacional del Perú - alguns livros eletrônicos, mapas e imagens: www.binape.gob.pe

Biblioteca Nazionale Centrale di Roma - expõe detalhes de obras antigas de seu catálogo: www.bncrm.librari.beniculturali.it

Biblioteca Româneasca - textos em romeno e dados sobre autores do país: biblioteca.euroweb.ro

Biblioteca Virtual Galega - textos em língua galega, parecida com o português: bvg.udc.es

Bibliotheca Alexandrina - conheça a instituição criada à sombra da famosa biblioteca, que sumiu há mais de 1.600 anos: www.bibalex.org/website

California Digital Library - imagens e e-livros oferecidos pela Universidade da Califórnia: californiadigitallibrary.org

Celtic Digital Library - história e literatura celtas: celtdigital.org

Círculo Psicanalítico de Minas Gerais - acervo especializado em psicanálise: www.cpmg.org.br/n_biblioteca.asp

Cornell Library Digital Collections - compilações variadas, sobre agricultura e matemática, por exemplo: moa.cit.cornell.edu

Corpus of Electronic Texts - história, literatura e política irlandesas: www.ucc.ie/celt

Crime Library - histórias reais de criminosos, espiões e terroristas: www.crimelibrary.com

Educar Biblioteca Digital - em espanhol, apresenta livros e revistas de "todas as disciplinas": www.educ.ar/educar/superior/biblioteca_digital

Gallica - Bibliothèque Numérique - volumes da Biblioteca Nacional da França digitalizados: gallica.bnf.fr

Human Rights Library - mais de 14 mil documentos relacionados aos direitos humanos: www1.umn.edu/humanrts

IDRC Library - textos e imagens desse centro de estudos do desenvolvimento internacional: www.idrc.ca/library

Internet Ancient History Sourcebook - página dedicada à difusão de documentos da Antiguidade: www.fordham.edu/halsall/ancient/asbook.html

Internet Archive - guarda páginas da internet em seus diversos estágios de evolução: www.archive.org

Internet Public Library - indica páginas em que se podem ler documentos sobre áreas específicas do conhecimento: www.ipl.org

John F. Kennedy Library - sobre o presidente americano John F. Kennedy, morto em 1963: www.cs.umb.edu/jfklibrary

LibDex - índice para localizar mais de 18 mil bibliotecas do mundo todo e seus sites: www.libdex.com

Lib-web-cats - enumera bibliotecas de mais de 60 países, mas o foco são os EUA e o Canadá: www.librarytechnology.org/libwebcats

Libweb - outro site de busca de instituições, com 6.600 links de 115 países: sunsite.berkeley.edu/Libweb

Mosteiro São Geraldo - livros e periódicos sobre história e literatura húngara, filosofia, teologia e religião: www.msg.org.br

National Library of Australia - divulga periódicos australianos da década de 1840: www.nla.gov.au

Oxford Digital Library - centraliza acesso a projetos digitais das bibliotecas da Universidade de Oxford: www.odl.ox.ac.uk

Perseus Digital Library - dedicado a estudos sobre os gregos e romanos antigos: www.perseus.tufts.edu

Servei de Biblioteques - bibliotecas da Universidade Autônoma de Barcelona: www.bib.uab.es

The Aerial Reconnaissance Archives - recém-lançado, site promete divulgar 5 milhões de fotos aéreas da Segunda Guerra Mundial: www.evidenceincamera.co.uk

The British Library - além de busca no catálogo, tem coleções virtuais separadas por região geográfica: www.bl.uk

The Digital Library - diversas coleções temáticas, como a de escritoras negras americanas do século 19: digital.nypl.org

The Digital South Asia Library - periódicos, fotos e estatísticas que contam a história do Sul da Ásia: dsal.uchicago.edu

The Huntington - grande quantidade de obras raras em arte e botânica: www.huntington.org

The Math Forum - textos que se propõem a auxiliar no ensino da matemática: mathforum.org/library

The New Zealand Digital Library - destaque para os arquivos sobre questões humanitárias: www.sadl.uleth.ca/nz/cgi-bin/library

Treasures of Keyo University - um dos destaques é a reprodução da Bíblia de Gutenberg: www.humi.keio.ac.jp/treasures

Unesco Libraries Portal - informações sobre bibliotecas e projetos voltados para a preservação da memória: www.unesco.org/webworld/portal_bib

UOL Biblioteca - dicionários, guias de turismo e especiais noticiosos: www.uol.com.br/bibliot

UT Library Online - possui uma ampla coleção de mapas: www.lib.utexas.edu

Bibliotecas virtuais

Alexandria Virtual - acervo variado, de literatura a humor: www.alexandriavirtual.com.br

Bartleby.com - importantes textos, como os 70 volumes da "Harvard Classics" e a obra completa de Shakespeare: www.bartleby.com

Bibliomania - 2.000 textos clássicos e guias de estudo em inglês: www.bibliomania.com

Biblioteca dei Classici Italiani - literatura italiana, dos "duecento" aos "novecento": www.fausernet.novara.it/fauser/biblio

Biblioteca Electrónica Cristiana - teologia e humanidades vistas por religiosos: www.multimedios.org

Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro - especializada em literatura em língua portuguesa: www.bibvirt.futuro.usp.br

Biblioteca Virtual - Literatura - pretende reunir grandes obras literárias: www.biblio.com.br

Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes - cultura hispano-americana: www.cervantesvirtual.com

Biblioteca Virtual Universal - textos infanto-juvenis, literários e técnicos: www.biblioteca.org.ar

Contos Completos de Machado de Assis - mais de 200 contos de Machado de Assis: www.uol.com.br/machadodeassis

Cultvox - serviço que oferece alguns e-livros gratuitamente e vende outros: www.cultvox.com.br

Dearreader.com - clube virtual que envia por e-mail trechos de livros: www.dearreader.com

eBooksbrasil - livros eletrônicos gratuitos em diversos formatos: www.ebooksbrasil.com

iGLer - acesso rápido a duas centenas de obras literárias em português: www.ig.com.br/paginas/novoigler/download.html

International Children's Digital Library - pretende oferecer e-livros infantis em cem línguas: www.icdlbooks.org

IntraText - textos completos em diversas línguas, entre elas o latim: www.intratext.com

Jornal da Poesia - importante acervo de poesia em língua portuguesa, com textos de mais de 3.000 autores: www.secrel.com.br/jpoesia

Net eBook Library - biblioteca virtual com parte do acervo restrito a assinantes do site: netlibrary.net

Nuovo Rinascimento - especializado em documentos do Renascimento italiano: www.nuovorinascimento.org/n-rinasc/homepage.htm

Online Literature Library - pequena coleção para ler diretamente no navegador: www.literature.org

Progetto Manuzio - textos em italiano para download, incluindo óperas: www.liberliber.it/biblioteca

Project Gutenberg - mantido por voluntários, importante site com obras integrais disponíveis gratuitamente: www.gutenberg.net

Proyecto Biblioteca Digital Argentina - obras consideradas representativas da literatura argentina: www.biblioteca.clarin.com

Romanzieri.com - livros eletrônicos em italiano compatíveis com o programa Microsoft Reader: www.romanzieri.com

Sololiteratura.com - textos sobre autores hispano-americanos: www.sololiteratura.com

Textos de Literatura Galega Medieval - pequena seleção de poesias e histórias medievais: www.usc.es/~ilgas/escolma.html

The Literature Network - poemas, contos e romances de aproximadamente 90 autores: www.online-literature.com

The Online Books Page - afirma ter mais de 20 mil livros on-line: digital.library.upenn.edu/books

The Online Medieval and Classical Library - obras literárias clássicas e medievais: sunsite.berkeley.edu/OMACL

Usina de Letras - divulga a produção de escritores independentes: www.usinadeletras.com.br

Virtual Book Store - literatura do Brasil e estrangeira, biografias e resumos: www.vbookstore.com.br

Virtual Books Online - e-livros gratuitos em português, inglês, francês, espanhol, alemão e italiano: virtualbooks.terra.com.br

Científicos

Banco de Teses - resumos de teses e dissertações apresentadas no Brasil desde 1987: www.capes.gov.br

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - textos integrais de parte das teses e dissertações apresentadas na USP: www.teses.usp.br

Biblioteca Virtual em Saúde - revistas científicas e dados de pesquisas sobre adolescência, ambiente e saúde : www.bireme.br

Digital Library of MIT Theses - algumas teses do Instituto de Tecnologia de Massachusetts; a mais antiga é de 1888: theses.mit.edu

Great Images in Nasa - imagens históricas da agência espacial americana: grin.hq.nasa.gov

ProQuest Digital Dissertations - sistema para pesquisar resumos de teses e de dissertações: wwwlib.umi.com/dissertations

Public Health Image Library - fotos, ilustrações e animações voltadas para o esclarecimento de questões de saúde pública: phil.cdc.gov

PubMed - referências a 14 milhões de artigos biomédicos: www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi

SciELO - biblioteca eletrônica com periódicos científicos brasileiros: www.scielo.br

ScienceDirect - mais de 1.800 revistas, de "ACC Current Journal Review" a "Zoological Journal": www.sciencedirect.com

Universia Brasil - busca teses nas universidades públicas paulistas e na PUC-PR: www.universiabrasil.net/busca_teses.jsp

Associações

American Library Association - sobre o sistema de bibliotecas dos EUA: www.ala.org

Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas - publicações indicadas e agenda de eventos da área: www.apbad.pt

Association des Bibliothécaires Français - dossiês sobre o sistema francês de bibliotecas e temas correlatos: www.abf.asso.fr

Conselho Federal de Biblioteconomia - atualidades e links de interesse da área: www.cfb.org.br

Conselho Regional de Biblioteconomia de São Paulo - legislação e eventos da biblioteconomia: www.crb8.org.br

Council on Library and Information Resources - organização que se preocupa com a preservação de informações: www.clir.org

European Bureau of Library, Information and Documentation Associations - entidade européia dedicada à promoção da ciência da informação: www.eblida.org

International Federation of Library Associations and Institutions - associação com membros em mais de 150 países: www.ifla.org

Sociedad Española de Documentación e Información Científica - oportunidades, como cursos virtuais: www.sedic.es

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Representando a a Information Literacy “Competências Informacionais” na Biblioteconomia

http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/viewFile/5043/4742

287
Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 -300, jul./dez. 2008.
Representando a Information Literacy “Competências Informacionais” na Biblioteconomia

Resumo
O artigo explora a representação da competência em informação,
nesse trabalho, também explicitada como information literacy
em relação às competências tecnológicas internalizadas e praticadas
por bibliotecários. A proposta deste trabalho é poder
representar competências socialmente vistas pelos profissionais
da informação bibliotecários, uma vez que estamos inseridos no
cenário atual da explosão informacional. Tendo, por conseguinte,
condições de explorar e contextualizar a teoria ao objeto central
deste, que é representar competências informacionais no uso das
tecnologias de informação para bibliotecários. Percebendo assim,
a importância da utilização das novas tecnologias em informação,
para a formação do profissional bibliotecário contemporâneo, e
ainda, a necessidade de atualização dos mesmos.
PALAVRAS-CHAVE: Information literacy. Representação. Competência em informação. Tecnologia de informação. Bibliotecário.
Representando a Information Literacy “Competências Informacionais” na Biblioteconomia
Rose Cristiani Franco Seco Liston
Plácida L. V. A. da Costa Santos
288 Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 - 300, jul./dez. 2008.

1 Introdução
Percebe-se que, na última década em particular, a evolução
tecnológica teve um profundo impacto nos serviços de informação
e alterou de maneira conceituada as formas e os métodos de
trabalho de alguns profissionais, desencadeando a necessidade
de se desenvolver novas competências para a compreensão e
inserção desses profissionais nos espaços que caracterizam a era
tecnológica, parte essencial da Sociedade da Informação. Dentre
essas competências, destaca-se a competência em informação,
expressão esta que se originou em meio ao surgimento da explosão
informacional, que se caracteriza pelo magnífico crescimento da
informação disponibilizada e, ainda, pelas mudanças ocasionadas
pela tecnologia usada no processo de geração, disseminação, acesso e uso da informação.
O artigo tem como fundamento representar a competência
informacional. Competência informacional, nesse contexto, está
ligada ao aprendizado voltado às questões de cunho tecnológico,
ou seja, aprendizado de habilidades de operação e comunicação
por meio de computadores, à compreensão do funcionamento
de equipamentos (hardware), seus programas (softwares) e suas
aplicações, e, ainda, à produção, organização, disseminação e
acesso às informações de forma automatizada com vistas a resolver
problemas por meio do uso da tecnologia.
O bibliotecário é capaz de trabalhar a informação de modo a
atender as necessidades da sociedade em seus aspectos: políticos,
econômicos, educacionais, sociais, de saúde, culturais, recreativas
e tecnológicas, estimulando-os no desenvolvimento de pesquisas
biblioteconômicas; criticar, investigar, propor, planejar, executar
e avaliar recursos e produtos de informação; trabalhar com fontes
de informação de qualquer natureza, processar a informação registrada
em diferentes tipos de suporte, mediante a aplicação de
conhecimentos teóricos e práticos de coleta, processamento, armazenamento
e difusão da informação; realizar pesquisas relativas
a produtos, processamento, transferência e uso da informação.
A formação do bibliotecário implica no desenvolvimento
de competências e habilidades que transcendem o domínio dos
conteúdos técnicos da Biblioteconomia, pois, acima de tudo, esse
profissional deve ser preparado para pensar e agir com criatividade,
ter a sua conduta pautada pela ética, refletir criticamente sobre
a realidade que o cerca e buscar o aprimoramento constante.
2 O conceito da Information Literacy
A Information Literacy surgiu em 1974 em um relatório
intitulado The information service environment relationships and
priorites, de autoria do bibliotecário americano Paul Zurkowski,
289
Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 -300, jul./dez. 2008.
em que a mesma tem como um de seus objetivos avaliar a efetividade
de atividades informacionais efetuadas por profissionais
não previamente preparados para o trabalho com a informação,
propor melhorias de desempenho informacional, tendo a
informação como elemento chave em todos os segmentos da
sociedade. Com a necessidade de manter informado o profissional
da informação, verifica-se que a information literacy vem se
tornando um indicador incontestável de atualidade e sintonia
com o mundo, desde o surgimento da explosão informacional
através da Internet.
A information literacy é mais especificamente definida por
Dudziak (2002) como:
O processo de interiorização de valores, conhecimentos e
habilidades ligadas ao universo informacional e à competência
em informação, como suportes da recuperação da informação,
buscando um diferencial de contextualização apresentada de forma
expressiva no chamado processo de identificação.
As definições nos são apresentadas assim: a information (informação)
e a literacy (habilidades para compreender matérias,
ou seja, informar para desenvolver o que é especifico ao conhecimento
humano), a informação como instrumento norteador
de habilidades e valores pertinentes ao processo intelectual e
tecnológico para a humanidade, a partir de profissionais habilitados
para direcionar este processo de forma a capacitar pessoas
que possam, através dessa nova conceitualização, aplicar meios
diferenciados de busca, recuperação e mapeamento de conteúdos
adequados a suas áreas específicas de conhecimento.
Para se entender melhor este artigo, serão apresentados a
evolução, as características, os componentes, as concepções e os
tipos de competência da information literacy, podendo, a partir
dele, enfatizar o papel do profissional da informação como mediador
do aprendizado e saberes referentes à competência em
informação.
Vale lembrar que ainda não se possui uma definição exata
para a terminologia information literacy em língua portuguesa,
portanto, neste trabalho utilizar-se-á o termo competência em
informação como definição para utilização da teoria descrita pela
information literacy.
Este artigo também se propõe a analisar, de forma sistemática,
se há competência informacional em tecnologia da informação
e suas possíveis relações com o desenvolvimento das práticas
biblioteconômicas.
Nesse sentido, Zarifian (2003, p.37 apud MIRANDA, 2004,
p.114) afirma “a competência é uma nova forma de qualificação,
uma nova maneira de qualificar”.
Por isso, a análise deste trabalho se torna importante, pois
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Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 - 300, jul./dez. 2008.
poderemos identificar a competência informacional em tecnologia
de informação do bibliotecário, suas habilidades e capacidades
de busca e recuperação da informação.
De acordo com Houaiss (2004), informação é: conhecimento
obtido por investigação ou instrução, ou, conjunto de conhecimentos
sobre determinado assunto.
A informação, como um conceito, carrega uma diversidade
dos meanings (significados), do uso diário aos ajustes técnicos.
Este conceito da informação é relacionado à comunicação, ao
controle, aos dados, ao formulário, à instrução, ao conhecimento,
à percepção e à representação.
Pode-se perceber que a literacy (considerada a habilidade de
ler e escrever) e a information (resultado de processar, de manipular
e de organizar dados), estão ligadas entre si no processo de
informar, mas não podem ser definidas com information literacy,
uma vez que a information literacy envolve não somente a busca,
mas também o uso da informação, o conhecimento do universo
informacional, o diálogo e a pesquisa/investigação como formas
de aprendizado, considerando as características do aprendiz, o
contexto e os propósitos desse mesmo aprendizado.
Entende-se que a information literacy é capaz de integrar
diversos níveis de inteligência individual, preconizando a gestão
do conhecimento para identificar, solucionar e recuperar informações,
proporcionando habilidades tecnológicas relevantes ao
desenvolvimento estratégico de suas competências.
Percebe-se um alto nível de ineficácia quanto ao manuseio,
usabilidade e recuperação da informação em suporte tecnológico
por inúmeros profissionais de diversas áreas.
O excesso de informação cria, muitas vezes, barreiras que
nos colocam em situações desconcertantes quanto ao manuseio
das novas ferramentas informacionais disponíveis e à falta de
habilidade em lidar com tais ferramentas. Essas barreiras mostram
a necessidade dos profissionais da informação estabelecerem
parcerias com as demais áreas do conhecimento para a integração
do aprendizado e saberes referentes à competência informacional
como:
a) definir suas necessidades informacionais;
b) buscar e acessar a informação necessária;
c) perceber se ela é relevante ou não;
d) estruturá-la;
e) transformá-la em conhecimento;
f ) aplicá-la, por que e em quais situações aplicá-la.
Nesse aspecto, o profissional da informação, o bibliotecário,
pode inserir-se como ativo agente criativo, capacitando o setor
de recursos humanos (RH) da instituição, aplicando métodos
pautados na teoria da information literacy, como forma de instrumentalizá-
los no uso e recuperação da informação nos vários
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Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 -300, jul./dez. 2008.
suportes eletrônicos informacionais, desenvolvendo assim, parte
da competência em informação necessária aos “atores” organizacionais
inseridos na sociedade da informação (MIRANDA,
2004, p.117).
Para Dudziak (2001, p. 5), diversos serviços voltados para a
educação de usuários são atualmente implementados para auxiliar
estudantes, docentes e pesquisadores. Os programas de educação
de usuários, orientação bibliográfica, treinamentos específicos,
entre outros, desenvolvidos em bibliotecas, têm sido utilizados
pelos bibliotecários há muitos anos a fim de preparar os usuários
para o uso dos sistemas de informação.
a) Média Literacy: habilidades para decodificar, analisar,
avaliar e produzir
informação em vários meios: impresso, áudio, filmes/vídeo,
Internet, etc.
b) Digital Literacy: habilidades para usar os sistemas digitais
com ênfase na forma de como a informação é apresentada.
Por exemplo, qual a diferença entre uma informação
recebida via e-mail e outra recebida via página web?
c) Network Literacy: habilidades para trabalhar em um
ambiente de rede, tal como World Wide Web:
• uso dos recursos e serviços da rede global de informação;
• entendimento do sistema que gera, gerencia e disponibiliza
a informação;
• habilidade para manipular informações encontradas na
rede, combinando-as com outros recursos e incrementando-
as;
d) Visual Literacy: habilidades para entender o significado e
os componentes da imagem, como veículo de informação.
e) Computer Literacy: habilidade no uso do computador e
seus softwares para a realização de tarefas.
Pode-se perceber a evolução da information literacy, pois
as cinco áreas afins referem-se à importância da competência
informacional, sendo que a mesma permite analisar e avaliar a
informação encontrada, incluindo as habilidades tecnológicas
para a compreensão e avaliação das informações.
3 Competência em informação
Quando se fala em competência em informação, devem-se
citar algumas formas de classificar os tipos de competência apresentados
por Zarifian (2003, p. 120 apud MIRANDA, 2004, p.
117), quando o mesmo define a competência informacional do
seguinte modo:
a) Competência é “[...] um saber agir responsável e reconhecido,
que implica mobilizar, integrar, transferir co292
Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 -
300, jul./dez. 2008.
nhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem valor
econômico à organização e valor social ao indivíduo”
(FLEURY; FLEURY, 2001, p.21). Os atributos principais
da competência são iniciativas, responsabilidade, inteligência
prática, conhecimentos adquiridos, transformações,
diversidade, mobilização dos atores e compartilhamento.
b) Competência profissional é a que está relacionada a
indivíduo ou equipes de trabalho, integrando aspectos
técnicos, cognitivos, sociais e afetivos relacionados ao
trabalho (BRANDÃO, 1999, p.28). Ela compreende
conhecimentos, habilidades e atitudes ou comportamentos
que permitirão o desenvolvimento da organização no
cumprimento de sua missão. (DUTRA, 2001; FLEURY,
2001; DURAND, 1998 apud BRANDÃO, 1999);
c) Competência organizacional é o savoir-faire da empresa em
um domínio particular, que se origina e se sustenta pelas
competências profissionais aliadas aos processos organizacionais
e outros recursos em produtos e serviços (ROUBY;
SOLLE, 1999, p.3; BRANDÃO, 1999, p.28, FLEURY;
FLEURY, 2001, p.23). Elas incluem as competências sobre
a organização e sobre seus processos, as competências em
técnicas e formas de trabalho, as competências de serviço
e as competências sociais.
d) Competência essencial ou competência-chave é um conjunto
de habilidades tecnológicas cuja marca de autenticidade
é a integração. Elas representam um valor percebido
pelo cliente, uma diferenciação entre concorrentes, uma
capacidade de expansão (HAMEL; PRAHALAD, 1995,
p.223-241). Elas são sobretudo um fator distintivo e
único que marca uma organização ou uma atividade em
particular.
Quando apresentada por Zarifian, a competência essencial
ou competência-chave pode ser comparada a uma das abordagens
apresentadas por Dudziak (2001), quando esta apresenta a
concepção ou nível da informação com ênfase na tecnologia da
informação. Nesse nível, a competência informacional está ligada
ao aprendizado voltado às questões de cunho tecnológico, ou
seja, ao aprendizado de habilidades de operação e comunicação
por meio de computadores, à compreensão do funcionamento
de equipamentos (hardware), seus programas (softwares) e aplicações
e, ainda, à produção, organização, disseminação e acesso
de forma automatizada com vistas a resolver problemas por meio
do uso da tecnologia. Para Dudziak (2000 apud MOTTA, 2006),
considerar a competência informacional apenas nesse nível é reduzi-
la ao simples aprendizado de habilidades e conhecimentos
instrumentais, praticamente mecânicos.
293
Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 -300, jul./dez. 2008.
A competência informacional mobilizada em situações de trabalho
pode ser vista como um dos requisitos do perfil profissional
necessário para trabalhar com a informação, não importando
o tipo de profissional ou de atividade [...] seria desejável que as
competências informacionais fizessem parte do rol de competências
dos mais variados profissionais, atividades e organizações.
(MIRANDA, 2004, p.118).
As competências informacionais podem ser identificadas
como o processo qualificativo do profissional da informação,
atribuindo a esse profissional, as seguintes características:
a) avaliar, planejar, vender e fazer funcionar redes locais de
comunicação de informação em instituições;
b) administrar unidades de informação e implantar programas
de gerenciamento de informação para informatizálas;
c) procurar, preparar, resumir e editar informações de natureza
científica e técnica, dirigir a redação de revistas
científica em empresa de editoração;
d) organizar (adquirir, registrar, recuperar) e distribuir
informação em sua forma original ou como produtos
elaborados a partir dela. (LE COADIC, 1997, p.112-113
apud MIRANDA, 2004, p. 119)
O desenvolvimento das competências informacionais está
ligado ao acesso à informação, ao conhecimento e ao aprendizado,
que incentiva uma participação ativa do profissional da informação
e o usuário dessa informação. Na era da informação e do
conhecimento, a competência informacional deve ser atribuída
a todos os profissionais, nas mais diversas áreas.
Ela possibilita uma análise do conhecimento, direcionando
o profissional da informação a buscar novos desafios, que o
conduzirão a uma expansão da transformação do saber, proporcionando
a implementação de programas voltados a competência
em informação.
Pode-se perceber que, nesse contexto, a information literacy
remete a uma busca cada vez mais intensiva ao questionamento
das bases tecnológicas de informação e conhecimento. Portanto, a
título de exemplificação apresento, a seguir, um mapa conceitual
sobre a information literacy:
294 Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 -
300, jul./dez. 2008.
O mapa conceitual apresentado mostra claramente o conceito
essencial da information literacy, em que é possível identificar as
habilidades essenciais para a busca de uma informação eficaz, proporcionando
os recursos informacionais necessários que permitam
reconhecer, definir, incorporar, aplicar, buscar e transformar a
informação em conhecimento.
3.1 A identificação das competências informacionais:
tecnologia a serviço do profissional da informação
Quando se trata do assunto competência em informação
tendo como competência-chave a tecnologia, não se pode deixar
de lado a estratégia básica para a aplicação dessa competência.
Deve-se observar que a tecnologia da informação não é mais uma
estratégia opcional para o desenvolvimento do conhecimento,
pois hoje ela é vista como tecnologia obrigatória, em todos os
parâmetros sociais da pesquisa, busca e recuperação de dados
relativos ao processo de desenvolvimento social, enquanto análise
das habilidades e conhecimentos.
Um campo de conhecimento não se firma sem que haja
atualização contínua do profissional, uma vez que as novas tecnologias
de informação surgiram devido ao fenômeno da explosão
informacional verificada a partir da segunda metade do século
295
Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 -300, jul./dez. 2008.
XX, servindo de suporte para a criação das redes de computadores,
em busca das novas formas de reconhecimento e entendimento
desse novo mundo digital.
Esse processo implica na inserção do profissional da informação
no novo e complexo mundo digital, provocando alterações
no modo do fazer biblioteconômico.
Nesse novo paradigma, cabe transpor para o ambiente
biblioteconômico a função real do uso das novas tecnologias,
propondo algumas considerações relevantes ao conhecimento e
à competência informacional do bibliotecário, interagindo com
o novo ambiente, em que são necessárias mudanças e novas
habilidades para a inserção deste novo foco informacional de
comunicação indicando a presença de novos profissionais advindos
de outros campos de atuação causando insegurança no
meio bibliotecário.
A competência não se reduz ao saber, nem tão pouco ao
saber fazer, mas sim a capacidade de mobilizar e aplicar esses
conhecimentos e capacidades, numa condição particular, aonde se
colocam recursos e restrições próprias a situações especificas [...]
a competência portanto, não se coloca no âmbito dos recursos,
tais como: conhecimentos e habilidades, mas na mobilização
desses recursos e, portanto, não pode ser separada da condição
da aplicação. (RUAS apud ODERICH; LOPES, 2001. p. 120).
Hoje, as habilidades e competências dos profissionais bibliotecários,
possibilitam uma nova visão de conhecimentos,
oportunizando novas mudanças para melhor entender e situar
o profissional da informação no contexto atual. Procuram-se,
então, elencar alguns pontos chaves para vencer os desafios de
inserção dos profissionais da informação nas novas tecnologias,
conforme demonstra Batista (2004):
a) apreensão ou reaprendizado de disciplinas, tais como
Representação Descritiva e Temática de Documentos,
através de cursos/treinamentos;
b) interagir no processo de apreensão de novas tecnologias
que surjam em qualquer área do conhecimento;
c) buscar competência dentro ou fora do próprio ambiente
de trabalho;
d) livrar-se de todo e qualquer preconceito diante do novo;
e) incentivar a participação de todos do ambiente de trabalho,
provocando mudanças no processo da aprendizagem.
As novas tecnologias da informação aparecem como elementos
fundamentais para o desenvolvimento das competências
informacionais, da ciência e da cultura. O profissional da
informação precisa adaptar-se aos novos serviços conhecendo
melhor a Informática para utilizá-la como principal ferramenta
para disseminação da informação, acompanhando as evoluções
tecnológicas, gerando certo impacto informacional,e dominando
todas as ferramentas e serviços tecnológicos, a fim de atingir o
296 Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 -
300, jul./dez. 2008.
objetivo de sua habilidade profissional em atender as necessidades
dos usuários, contribuindo para o seu desenvolvimento pessoal
e social.
Para que esse processo ocorra de forma clara na aplicação
do conhecimento, como estrutura de competência em tecnologia
informacional, devem-se conhecer alguns direcionamentos
essenciais à aplicação de estratégias tecnológicas, tais como as
apresentadas por Boar (2002):
a) Avaliação, que é a atividade de desenvolver um conhecimento
claro e profundo da situação apresentada. A avaliação
culmina na identificação de “dados” que localizam
as principais fontes informacionais, gerando desta forma
uma posição que proporcione uma competência básica,
esta, que pode ser vista como análise da situação, que é o
uso de vários métodos analíticos para interpretação dos
dados analisados e recuperados, através da aplicação da
competência informacional.
b) Estratégia, que consiste em identificar os dados informacionais,
identificando seus objetivos, esses, que são
descrições do que se pode obter para a compreensão da
análise dos dados recuperados e tratados pela tecnologia
da informação;
c) Execução é a ação de aplicar os conceitos propostos pela
avaliação e pela estratégia, proporcionando ao sistema
tecnológico, meios relevantes para compreensão dos conhecimentos,
gerados e filtrados pelo processo tecnológico
informacional.
Para que haja competência em tecnologia da informação,
é necessário que as competências sejam estudadas para formar
profissionais capazes de trabalhar a informação, de modo a
atender as necessidades da sociedade em seus aspectos políticos,
econômicos, educacionais, sociais, de saúde, culturais, recreativoas
e tecnológicas, estimulando-os no desenvolvimento de pesquisas
biblioteconômicas. Criticar, investigar, propor, planejar, executar
e avaliar recursos e produtos de informação. Nota-se, nesse
aspecto, a competência em informação aplicada na tecnologia
informacional, segundo Owens (apud DUDZIAK, 2001):
Todos os homens são iguais, mas aqueles que voltam munidos de
informação estão em posição de tomar decisões mais inteligentes
que aqueles cidadãos que não estão bem informados. A
aplicação de recursos informacionais aos processos de decisão no
desempenho das responsabilidades civis é de vital importância.
Nesse contexto, devemos concordar com Campello (2003),
quando ela define a tecnologia da informação, ou seja, se a sociedade
da informação é ambiente de abundância informacional, a
tecnologia é o instrumento que vai permitir lidar com o problema,
297
Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 -300, jul./dez. 2008.
potencializando o acesso à informação e conectando as pessoas
aos produtos da mente.
Verifica-se, assim, que ter um profissional bibliotecário
competente em tecnologia da informação torna-se essencial
para a área da Biblioteconomia, em que a utilização dos novos
mecanismos informacionais faz com que os mesmos possam
se inserir em um novo processo informacional instituído pelo
mercado de trabalho.
4 Considerações finais
Ao abordar o tema representando a information literacy
competências informacionais na Biblioteconomia, é necessário
mencionar que, partindo-se do pressuposto de que embora a competência
em informação seja compreendida como um conjunto de
habilidades, não se pode restringir o seu desenvolvimento ao mero
aprender a encontrar e utilizar a informação em qualquer forma
e possivelmente produzir informação básica como objeto.
As pessoas devem saber como definir suas necessidades informacionais,
como buscar e acessar a informação, como avaliá-la,
transformá-la numa mescla de conhecimentos, habilidades e
valores para, desse modo, aprender a aprender, de maneira independente,
ao longo da vida. A information literacy é o processo
que possibilita isso.
Neste trabalho, observou-se inicialmente que a information
literacy proporciona às pessoas diferentes níveis de complexidade,
como um conceito aplicável à sistematização do conhecimento,
enquanto processo de interiorização de valores e habilidades
necessárias ao aprendizado no uso de novas tecnologias.
É plausível entender que, quando representadas, as competências
podem ser instituídas como prática eficiente e como parte
das atribuições do profissional bibliotecário para que ele venha
agir e lidar com as mais diversas tecnologias.
Entretanto, muito mais poderia ser explorado no sentido de
representá-las, pois entendemos que a sociedade da informação
tem como uma de suas principais vertentes as tecnologias de
informação, o que, inevitavelmente, tem dinamizado e instituído
novos padrões no desenvolvimento de todas as áreas do conhecimento,
e, em especial, da Biblioteconomia.
Aplicar a information literacy como teoria norteadora à instrumentalização
e aperfeiçoamento das práticas biblioteconômicas
por meio das TIC’s, é poder dispor de uma base teórica capaz
de abarcar toda a discussão e, ainda, estruturar um plano de
atualização e aperfeiçoamento do profissional bibliotecário, no
que tange à busca do conhecimento.
Portanto, o bibliotecário poderá estar muito mais preparado
298 Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 -
300, jul./dez. 2008.
e instrumentalizado para atender às novas expectativas do mercado
de trabalho, quando assumir um papel de autodidata no
aprendizado das novas tecnologias. Com isso, proporcionará um
volume cada vez maior de informações que se fazem necessárias
a uma sistematização informacional para a geração de novos
conhecimentos, pautados nos fundamentos conceituais à compreensão
e interação do universo, que dinamiza uma identificação
da organização e das competências informacionais.
Representing Information Literacy in
biblioteconomy
Abstract
This article explores the representation of ability in information,
in this work, also explicated as information literacy in relation to
the technological abilities that are internalized and practiced by
librarians. The proposal of this work is to be able to represent
abilities socially seen by information professionals – “librarians”
–, as we are inserted in the current scene of the informational
explosion. Having, therefore, conditions to explore and to
contextualize the theory to the central object of this, that is to
represent information abilities in the use of information technologies
to librarians. Thus, we perceive the importance of the
use of the new information technologies for the formation of
contemporary professional librarians, and still, the need they
have of being up to date.
KEYWORDS: Information literacy. Representation. Information
ability. Information technology. Librarian.
Representando la instrucción “Capacidades
Informacionais” de la información en el
biblioteconomia
RESUMO
El artículo explora la representación de la competencia en información,
en este trabajo también explicitada como information
literacy en relación a las competencias tecnológicas internalizadas
y practicada por los bibliotecarios. La propuesta de este
trabajo es poder representar las capacidades socialmente vistas
por los profesionales de la información “bibliotecarios”, ya que
estamos en la época de la explosión informacional. Teniendo,
por lo tanto, condiciones para explorar y contextualizar la teoría
al objetivo central de este, que es representar capacidades
informacionales en el uso de las tecnologías de la información
para los bibliotecarios. Así, se percibe la importancia del uso de
las nuevas tecnologías de la información, para la formación del
profesional bibliotecario contemporáneo, y además la necesidad
de la actualización de ellos.
PALABRAS CLAVE: Instrucción en información. Representación.
Competencia en información. Tecnología de la información.
Bibliotecario.
299
Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 -300, jul./dez. 2008.
Referências
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FLEURY, A.; FLEURY, M.T.L. Estratégias empresariais e
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HOUAISS, Antônio. VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO,
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MOTA, Francisca Rosaline Leite. Competência informacional
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300 Em Questão, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 287 -
300, jul./dez. 2008.
Rose Cristiani Franco Seco Liston
Mestranda especial do Programa de Pós-graduação
em Ciência da Informação / UNESP.
E-mail: otntpa@yahoo.com.br
Plácida L. V. A. da Costa Santos
Professora Doutora Titular do Departamento de
Ciência da Informação / UNESP.
E-mail: placida@marilia.unesp.br
Recebido: 02/07/2008
Aceito: 14/01/2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

TER OU NÃO TER, EIS A QUESTÃO: algumas reflexões em torno da disponibilidade e da acessibilidade documentária

http://www.antoniomiranda.com.br/CInformacao/terounaoter.pdf
TER OU NÃO TER, EIS A QUESTÃO
algumas reflexões em torno da disponibilidade e da acessibilidade documentária

Resumo: Há algum tempo atrás eu visitei uma importante instituição de ensino privado no sul do país e o reitor me levou à biblioteca com o pretexto de mostrar uma solução para os problemas de acesso à informação de sua comunidade acadêmica. Em vez de investir no desenvolvimento do acervo, havia contratado os serviços do Web of Science acreditando, com isso, resolver a questão do suprimento de documentos e informações aos usuários. Não sabia ele que o Web of Sicence é um serviço de referência para auxiliar a pesquisa bibliográfica e que não é um instrumento de acesso ao documento primário...


Palavra-chave : Disponibilidade documentária; Acessibilidade documentária; Periódicos.


Autor: Antonio Miranda

Membro da Academia de Letras do Distrito Federal,
Doutor em Comunicações pela ECA/USP,
Professor e chefe do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília.


Fonte : http://www.antoniomiranda.com.br/CInformacao/terounaoter.pdf


Texto na íntegra : Arquivo PDF

As alterações do Anglo American Catalogue Rules 2 (AACR2) e sua influência na catalogação das bibliotecas participantes de uma rede de cooperação (Red

As alterações do Anglo American Catalogue Rules 2 (AACR2) e sua influência na catalogação das bibliotecas participantes de uma rede de cooperação (Rede Bibliodata)

Andreia Nunes Portella

Resumo: Compara diferentes edições do Anglo American Catalogue Rules (AACR2 e AACR2R) atendo-se aos capítulos 21, 22, 23, 24 e 25. Pesquisa se estas alterações influenciam a catalogação e recuperação da informação de bibliotecas participantes de uma rede de cooperação (Rede Bibliodata). Inclui definições e histórico da evolução da catalogação cooperativa no Brasil até a consolidação da Rede Bibliodata. Conclui apresentando a avaliação da pesquisa sobre a recuperação da informação.


Palavras-chave : Catalogação; AACR2; Recuperação da informação; Rede Bibliodata.


Autor: Portella, Andreia Nunes

Formanda em Biblioteconomia
http://www8.fgv.br/bibliodata/geral/docs/AndreiaNunesPortella.pdf

FRBR - Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos: um estudo no catálogo da Rede Bibliodata

FRBR - Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos: um estudo no catálogo da Rede Bibliodata
Fernanda P. Moreno
http://eprints.rclis.org/6330/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O_FERNANDA_MORENO_-_UnB.pdf

terça-feira, 14 de abril de 2009

Blog sobre Arquitetura da Informação

'Dê uma olhada no blog (http://wl.blog.br). Na home, tem um link direto para algumas indicações de leituras sobre o assunto. Vale a pena olhar no IA Institute (http://iainstitute.org) e no site do Guilhermo Reis (http://www.guilhermo.com). É importante dizer que quase toda a bibliografia existente na área está em inglês."

Unesco inaugura biblioteca virtual

http://www.worlddigitallibrary.org/project/english/index.html
Unesco inaugura biblioteca virtual

A Biblioteca Digital Mundial da Unesco será lançada no próximo dia 21, em Paris, na sede da instituição. O site, disponibilizado em sete idiomas, vai oferecer livros, manuscritos e documentos sonoros recolhidos de bibliotecas e arquivos do mundo todo. Desenvolvido por uma equipe da Biblioteca do Congresso Americano, o projeto, segundo informa a Folha Online, tem a participação da Arábia Saudita, Brasil, Egito, China, Estados Unidos, Rússia, França, Iraque, Israel, Japão, Grã-Bretanha, México e África do Sul, entre diversos outros países.

9 livros de Paulo Freire - acesso livre para download

http://bibliotecamonteirolobatosp.blogspot.com/2009/03/em-abril-semana-monteiro-lobato.html
"Acesso livre aos livros de Paulo Freire
Preciosidades da obra do pedagogo libertário Paulo Freire estão desbloqueadas para impressão. São 9 (nove) livros importantíssimos de um pensador brasileiro comprometido profundamente com as causas sociais e a educação brasileira. O material é inovador, criativo, original e tem importância histórica inédita.
Baixe todos os livros gratuitamente:
http://bibliotecamonteirolobatosp.blogspot.com/2009/03/em-abril-semana-monteiro-lobato.html

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Biblioteconomia, Informação & Tecnologia da Informação

BITI - Biblioteconomia, Informação e Tecnologia da Informação

Padrões de metadados; Biblioteconomia

http://www.seer.furg.br/ojs/index.php/dbh/article/view/732/225
MAPEAMENTO DO USO DE PADRÕES DE METADADOS POR COMUNIDADES CIENTÍFICAS
GISELE DZIEKANIAK
Vol. 20 (2007)BIBLOS

Blog do Grupo de Pesquisa Educação, Conhecimento e Tecnologia

http://grupoedutecfurg.blogspot.com/2009/01/blog-grupo-de-pesquisa-edutec.html
"O EDUTEC foi fundado em 2006, pelos professores Gisele Dziekaniak e Carlos Cândido de Almeida. O grupo é credenciado pelo CNPq e desenvolve suas atividades junto à Universidade Federal do Rio Grande (FURG). 
Desde então desenvolve pesquisas na área de organização do conhecimento, representação e recuperação da informação, metadados, ontologias..enfim, tecnologias de informação, vinculadas ao tratamento da informação em ambiente web.
Consideramos estes temas de suma importância para a Biblioteconomia e a Ciência da Informação no Brasil e no mundo.
Nós, bibliotecários contemporâneos, estamos tendo a possibilidade de auxiliarmos no desenvolvimento da história, uma vez que, à medida que a web semântica aponta como uma nova realidade em termos de organização de recursos eletrônicos, e, enquanto profissionais da informação, temos a faca e o queijo na mão para contribuirmos para o desenvolvimento deste novo cenário no tratamento automático da informação...
Espero contar com a contribuição de interessados no compartilhamento do conhecimento acerca da...organização do conhecimento.
A  propósito, o blog está disponível em:
http://grupoedutecfurg.blogspot.com/2009/01/blog-grupo-de-pesquisa-edutec.html
Cordialmente,
Profa. Gisele Dziekaniak (Professora da FURG e doutoranda na UFSC)"

Padrão MARC. Bibliotecas Universitárias. Interoperabilidade. Protocolo de comunicação Z39.50.

http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewFile/7198/6645

CRIAÇÃO DO BLOG - PROFESSOR JONATHAS CARVALHO

CRIAÇÃO DO BLOG - PROFESSOR JONATHAS
Blog com o intuito de despertar as discussões sobre
diversas temáticas, em especial aquelas voltadas para a Biblioteconomia
e Ciência da Informação.
Na primeira postagem do Blog possui uma pequena apresentação mostrando as perspectivas de discussões do espaço em questão.
O endereço do espaço virtual é: http://professorjonathascarvalho.blogspot.com/

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Seleção de software

na página WWW.elysio.com.br tem uma tabela de como avaliar software para bibliotecas vale dar uma olhada.

 

Bloqueio em bibliotecas

"Outra discussão que eu proponho nesse espaço. Quem quiser, leve sua opinião ao blog de onde surgiu o texto:

http://www.viscerasliterarias.com/2009/04/bloqueio-em-bibliotecas.html#comments

Bloqueio em bibliotecas

Vamos supor que o Senhor Leitor, como é seu costume, vá à sua biblioteca preferida. Chegando lá, conversa com um dos bibliotecários, procurando por um livro indicado por seu amigo. Mas... qual é mesmo o nome do livro?

Ele lembra, no entanto, de ter conversado, via recados de orkut, sobre a obra procurada. Então, teve a ideia de utilizar um dos computadores da biblioteca para, justamente, clarear sua memória. Faz um cadastro demorado, aguarda autorização e vai se sentar em frente a um computador. Digita: www.orkut.com. Uma mensagem de bloqueio aparece na tela. Sim, o site de relacionamento do Google está bloqueado.

Irritado, o Senhor Leitor resolve parar e pensar. Decidiu procurar por algum serviço de msn via página da web para, assim, ver se o tal amigo estava online. Digitou no google: msn web. Na hora, a página foi fechada, com um aviso de bloqueio.

Respirou fundo, olhou em volta e depois se concentrou. Lembrou, por sorte, ao menos qual era o autor do livro. Rapidamente, procurou por seu blog sobre literatura favorito, na intenção de pesquisar e tentar achar alguma referência que o faça puxar à mente o título da obra. Claro, como era de se esperar, aviso de página bloqueada em razão da palavra "blog".

O Senhor Leitor levantou-se e olhou em volta, tendo a visão daquele mundo de livros.

Saiu de lá sem levar nenhum.

----------------------------------------------------------

Seja em escola, biblioteca, faculdade, curso de inglês, costuma-se utilizar o bloqueio de páginas na internet. Quem os bloqueia, afinal, tem o direito de decidir o que você deve ver ou não na web? Pior, ainda, é perceber isso acontecendo em ambientes públicos, como bibliotecas. A informação contida nos livros é liberada, mas aquela vinda da internet é restrita e controlada. Um contrasenso, não?

Abaixo, bons links relacionados a bloqueio de sites:

Campanha Diga não ao bloqueio de blogs
http://hamiltont.blogspot.com/2009/02/diga-nao-ao-bloqueio-de-blogs.html

Biblioteca Nacional de Brasília, analisada por Moreno Barros
http://bsf.org.br/2009/04/01/biblioteca-nacional-de-brasilia/#comments

Como acessar sites e blogs bloqueados na biblioteca
http://bsf.org.br/2009/03/09/como-acessar-sites-e-blogs-bloqueados-na-biblioteca/

Tubes educativos: uma alternativa quando o youtube é bloqueado
http://bsf.org.br/2009/03/09/como-acessar-sites-e-blogs-bloqueados-na-biblioteca/

Vale mais que um trocado (livro oferecido em vez de

Adorei isto. Vamos adotar e difundir essa idéia !!!!!!!!!!!

"Achei a idéia tão interessante que até me provarem o contrário, mesmo não sendo esta a salvação do mundo, tentarei aplicá-la - que tal?!
Aproveito e coloco um marcador com endereços de bibliotecas no meio dos livros (risos)!" Segue reportagem:

Vale mais que um trocado

Ambulantes, pedintes e moradores de rua não esperam só por dinheiro dos motoristas parados no sinal vermelho. Sem pagar pra ver, eu vi
Reportagem: Rodrigo Ratier (rodrigo.ratier@abril.com.br)

CAMINHO LIVRE A cada livro oferecido em vez de esmola, um leitor descoberto.
"Dinheiro eu não tenho, mas estou aqui com uma caixa cheia de livros.
Quer um?" Repeti essa oferta a pedintes, artistas circenses e vendedores ambulantes, pessoas de todas as idades que fazem dos congestionamentos da cidade de São Paulo o cenário de seu ganha-pão. A ideia surgiu de uma combinação com os colegas de NOVA ESCOLA: em vez de dinheiro, eu ofereceria um livro a quem me abordasse - e conferiria as reações.
Para começar, acomodei 45 obras variadas - do clássico Auto da Barca do Inferno, escrito por Gil Vicente, ao infantil divertidíssimo Divina Albertina, da contemporânea Christine Davenier - em uma caixa de papelão no banco do carona de meu Palio preto. Tudo pronto, hora de rodar. Em 13 oferecimentos, nenhuma recusa. E houve gente que pediu mais.
Nas ruas, tem de tudo. Diferentemente do que se pode pensar, a maioria dessas pessoas tem, sim, alguma formação escolar. Uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, realizada só com moradores de rua e divulgada em 2008, revelou que apenas 15% nunca estudaram. Como 74% afirmam ter sido alfabetizados, não é exagero dizer que as vias públicas são um terreno fértil para a leitura. Notei até certa familiaridade com o tema. No primeiro dia, num cruzamento do Itaim, um bairro nobre, encontrei Vitor*, 20 anos, vendedor de balas.
Assim que comecei a falar, ele projetou a cabeça para dentro do veículo e examinou o acervo:
- Tem aí algum do Sidney Sheldon? Era o que eu mais curtia quando estava na cadeia. Foi lá que aprendi a ler.
Na ausência do célebre novelista americano, o critério de seleção se tornou mais simples. Vitor pegou o exemplar mais grosso da caixa e aproveitou para escolher outro - "Esse do castelo, que deve ser de mistério" - para presentear a mulher que o esperava na calçada.
Aos poucos, fui percebendo que o público mais crítico era formado por jovens, como Micaela*, 15 anos. Ela é parte do contingente de 2 mil ambulantes que batem ponto nos semáforos da cidade, de acordo com números da prefeitura de São Paulo. Num domingo, enfrentava com paçocas a 1 real uma concorrência que apinhava todos os cruzamentos da avenida Tiradentes, no centro. Fiz a pergunta de sempre. E ela
respondeu:
- Hum, depende do livro. Tem algum de literatura?, provocou, antes de se decidir por Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

As crianças faziam festa (um dado vergonhoso: segundo a Prefeitura, ainda existem 1,8 mil delas nas ruas de São Paulo). Por estarem sempre acompanhadas, minha coleção diminuía a cada um desses encontros do acaso. Érico*, 9 anos, chegou com ar desconfiado pelo lado do passageiro:
- Sabe ler?, perguntei.
- Não..., disse ele, enquanto olhava a caixa. Mas, já prevendo o que poderia ganhar, reformulou a resposta:

- Sim. Sei, sim.

- Em que ano você está?

- Na 4ª B. Tio, você pode dar um para mim e outros para meus amigos?, indagou, apontando para um menino e uma menina, que já se aproximavam.

Mas o problema, como canta Paulinho da Viola, é que o sinal ia abrir.
O motorista do carro da frente, indiferente à corrida desenfreada do trio, arrancou pela avenida Brasil, levando embora a mercadoria pendurada no retrovisor.

Se no momento das entregas que eu realizava se misturavam humor,drama, aventura e certo suspense, observar a reação das pessoas depois de presenteadas era como reler um livro que fica mais saboroso a cada leitura. Esquina após esquina, o enredo se repetia: enquanto eu esperava o sinal abrir, adultos e crianças, sentados no meio-fio,folheavam páginas. Pareciam se esquecer dos produtos, dos malabares,
do dinheiro...
- Ganhar um livro é sempre bem-vindo. A literatura é maravilhosa, explicou, com sensibilidade, um vendedor de raquetes que dão choques em insetos.

Quase chegando ao fim da jornada literária, conheci Maria*. Carregava a pequena Vitória*, 1 ano recém-completado, e cobiçava alguns trocados num canteiro da Zona Norte da cidade. Ganhou um livro infantil e agradeceu. Avancei dois quarteirões e fiz o retorno. Então, a vi novamente. Ela lia para a menininha no colo. Espremi os olhos para tentar ver seu semblante pelo retrovisor. Acho que sorria.

* os nomes foram trocados para preservar os personagens.
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Reportagens

Especial Leitura
Leitura não pode ser só folia
Oba! Hoje é dia de leitura
Roger Chartier: o especialista em história da leitura
Atividades permanentes

Aprendendo a ler textos jornalísticos
Leitura de textos informativos

Fonte: Edição 221 | Abril 2009
http://revistaescola.abril.uol.com.br/gestao-escolar/diretor/vale-mais-trocado-432764.shtml?comments=yes#mostrar

terça-feira, 7 de abril de 2009

Cobrança de serviços

Para calcular o valor das horas, baseie-se na indicação que aparece na página do CFB que envio abaixo:
http://www.cfb.org.br/legislacao/med_rec/Recomenda%C3%A7%C3%B5es%20Salariais.asp

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Acervo da revista Life disponível

http://webmanario.wordpress.com/2009/04/02/o-fantastico-acervo-da-revista-life/

Já está no ar o portal da Life, que resgata conteúdo histórico da revista norte-americana criada em 1936 e, em diferentes formatos e periodicidades, circulou até 2000.

Uma parceria com a Getty Images, uma das principais agências de fotojornalismo do mundo, permitiu que a revista renascesse na internet. Tanto que possui fotos do dia, todas (claro) fornecidas pela Getty.

Mas o prato principal são as imagens históricas, mais de 3 mil, que remontam a 1850. É uma surpresa atrás da outra no acervo. Dá pra perder horas ali. Pois perca, porque vale demais.

ATUALIZAÇÃO: esta galeria sobre a Guerra do Vietnã é sensacional também.

http://www.life.com/
http://en.wikipedia.org/wiki/Life_Magazine
http://blogs.journalism.co.uk/editors/2009/04/01/lifecom-website-launched
http://www.life.com/image/first/in-gallery/23073

Pequeno glossário com algumas palavras ligadas às DST/aids após a nova reforma ortográfica

Pequeno glossário com algumas palavras ligadas às DST/aids após a nova reforma ortográfica

EXEMPLOS DE PALAVRAS LIGADAS ÀS DST/HIV/AIDS

Nova grafia:
antirretroviral

antituberculose

autocuidado

autoestima

cefaleia

coinfecção

comorbidade

contraindicação

espermatozoide

gonorreia

hiperimune

intrauterino

multiexperimentado

multissetorial

proteico

subdiagnosticar

subnatureza

tiroide/tireoide

ureia

Continuam com hífen:
anti-HIV

anti-inflamatório

falso-negativo

falso-positivo

morbi-mortalidade

não-gonocócico

não-governamental

norte-americano

pan-americano

pós-teste

pré-natal

pré-teste

sub-região

sul-americano

Continuam sem hífen:

antiaids

anticorpo

assintomático

biossegurança

bissexual

coordenação

hemoderivado

heterossexual

homossexual

imunodeficiência

imunodepressão

imunoprofilaxia

imunossupressão

macrorregional

microrregional

microbicida

pandemia

papilomavírus

perinatal

reexposição

reintrodução

soroconversão

soroprevalência

transexual

videoconferência

Introdução ao uso de protocolos catalogação cooperativa

http://www.eci.ufmg.br/pcionline/index.php/pci/article/viewFile/156/509

FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES:

No ar o novo site da Biblioteca Virtual, confira!!!

"A  recém-lançada  versão  do site da Biblioteca Virtual representa um significativo avanço em relação à versão anterior, que permaneceu no ar por mais de um ano e meio. Não foram apenas mudanças visuais que ocorreram, mas na  organização  da informação apresentada, na estruturação hierárquica das páginas e no uso de alguns recursos de programação.

Isso  tudo significa uma melhor experiência de uso para os visitantes e, também, proporciona uma maior facilidade para atualização das páginas.

As mudanças mais importantes foram:

-  Revisão  e  atualização  dos  conteúdos  das  páginas e arquivos para download;
- Implantação de um blog de notícias e novidades da Biblioteca Virtual;
- Novo mecanismo de busca do site;
-  Nova  home  page,  com  conteúdo  dinâmico e maior número de links de acesso rapido às páginas mais populares;
-  Design  com  visual  mais  limpo  e  agradável, de acordo com algumas tendências atuais.

Acesse:
www.bv.sp.gov.br

sexta-feira, 3 de abril de 2009

BOM DIA DA AMIZADE em rede

Amigos em rede'

Hoje é o dia dos 'amigos em rede'
Vai ser divertido ver quantos buquês eu vou receber e ver se o número de buquês aumentará efetivamente.
Aviso: Cada vez que receberes um buquê se adicionará.  
Faz chegar a todos os teus amigos, incluindo a mim e não digas que não tens tempo para isso.
Não conheces a expressão 'parar para respirar o perfume das flores?'

Vê quantos buquês voltam para ti!
 
BOM DIA DA AMIZADE. 

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Projetos

Conteudos interessantes sobre o assunto

http://www.cartanaescola.com.br/sustentabilidade/cadernos/como-elaborar-um-projeto

 esse livro é super útil
http://www.tomoeditorial.com.br/livros/como_elaborar_projetos.htm

Modelo de projeto

Um modelão básico que pode ser moldado a sua necessidade. Por exemplo, você pode
acrescentar um tópico entre a Introdução e o Objetivo, caso julgue necessário um espaço para desenvolver teoricamente seu projeto. Você pode também eliminar Apêndices e Anexos. Enfim, vai muito do tipo de projeto que você vai desenvolver.

- Capa - com a identificação da Instituição, nome do realizador,
orientador (se tiver), título, data.
- Resumo - síntese dos pontos mais importantes do projeto, geralmente em
parágrafo único.
- Sumário - relação do título e suas respectivas páginas.
- Introdução - expor o que será realizado através do projeto em questão.
- Objetivos - desenvolver objetivo geral amplo articulado com os
objetivos específicos e as metas a serem atingidas.
- Metodologia - técnicas e métodos que serão aplicados no trabalho a ser
desenvolvido.
- Cronograma - traçar o tempo necessário para realizar cada uma das
etapas descritas na metodologia.
- Referências - listar as obras levantadas e consultadas para a
realização do projeto.
- Apêndices - tabelas, gráficos..etc. (caso tenha)
- Anexos - documentos de fonte externa que ache ]necessário anexar ao
projeto.

Bibliotecas de referência digital

Bibliotecas de referência digital
"Creio que as bibliotecas de referência digital facilitam o acesso simples e efetivo a recursos de inf. on line.  È o mecanismo pelo qual as pessoas podem enviar ?? e obter respostas através d e-mail, chats ou formato web.  Na internet podem ser encontradas bibliotecas q oferecem serv d ref em tempo real, no acesso à base de dados, telefone, e-mail, telefax, formulários interativos web, videoconferência, pág de FAQs ou Mural.
Um ótimo texto abordando essa temática encontra-se na revista Inf e Sociedade, da UFPB de Murilo Bastos da Cunha e Patrícia Pessoa - descreve a evolução do Serv. de Ref. tradicional para o virtual, as formas d prestação desse serv e ainda algumas iniciativas brasileiras q prestam esses serv, as dificuldades d implementação, etc. 
 Outro artigo que responde muito bem as suas questões é "Serviço de Referência e Informação: do tradicional ao on-line", de Lidiane dos Santos Carvalho e Elaine R. de Oliveira Lucas.
Outro q gostei muito encontra-se no Biblios e no ELIS, é tipo um manual prático: "Como planificar e gerir um serviço de referência, de Sérgio Filipe Mangas.

Novo Blog

Http://bibliopage.blogspot.com
Deixem seus comentários.
Novo blog. Teve muito contato com novas tecnologias e sites que lidam com
produtividade e redes sociais.

Blogão do Pedrão...

http://pagomes.wordpress.com/tcc/
"Ajuda dos colegas para que eu possa enriquecer o conteúdo do Trabalho de Conclusão. Quem quiser ajudar, acesse:

http://pagomes.wordpress.com/tcc/

Relate suas experiências!"

Venha participar de Bibliotecarios 2.0!

http://bibliotecarios20.ning.com/?xgi=4nQP7kd

Bibliotecarios 2.0: Profissionais de Informação Documentação, de lingua Portuguesa que se sentem 2.0

Conheça e divulgue a rede NING :)

Clique no link abaixo para entrar:
http://bibliotecarios20.ning.com/?xgi=4nQP7kd

Se o seu programa de e-mail não reconhecer o endereço web acima como um link ativo, copie e cole-o no seu navegador da web.

Os blogs e as redes sociais na biblioteconomia, via blog do Galeno

http://blogdogaleno.blog.uol.com.br/arch2009-03-08_2009-03-14.html#2009_03-12_23_16_50-125750758-0
*Os blogs e as redes sociais na biblioteconomia*

Os alunos da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação, de São Paulo, resolveram celebrar o Dia do Bibliotecário, nesta quinta (12/3/2009), de uma maneira diferente. Convocaram o bibliotecário e blogueiro Tiago Murakami, editor do Blog Bibliotecários Sem Fronteiras, para fazer uma palestra sobre blogs e as ferramentas de redes sociais no exercício da atividade. Tiago, que é formado pela Escola de Biblioteconomia da USP, com uma abordagem pop, jovial e irreverente, tratou de um tema que promete ampliar e dar uma nova dimensão ao papel dos profissionais do setor. Vale a pena conferir.
Fonte:
http://blogdogaleno.blog.uol.com.br/arch2009-03-08_2009-03-14.html#2009_03-12_23_16_50-125750758-0

quinta-feira, 19 de março de 2009

Site Biblioteconomia

Caso ainda esteja pensando em qual software usará definitivamente, tenho em meu site (www.marcosmaurilioribeiro.net/biblioteconomia.php), uma lista bem legal de softwares para gerencimento de acervo, vale a pena conferir.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Acervo Digital Veja

Numa iniciativa inédita no Brasil a revista Veja disponibilizou todo o seu acervo na Internet.
Todas as edições, desde a primeira, em 11 de setembro de 1968, podem ser lidas e consultadas gratuitamente no .

Biblioteconomia: um amplo mercado na organização do saber

Biblioteconomia na Folha de São Paulo
Biblioteconomia: um amplo mercado na organização do saber
12/03/2009
Thaís Loureiro

Carreira das menos disputadas em vestibulares de universidades públicas, Biblioteconomia é uma boa opção para quem deseja ingressar no ensino superior. E a concorrência menos acirrada é apenas uma das razões. A  satisfação de trabalhar com a organização do conhecimento e o vasto campo de trabalho, que inclui universidades, bibliotecas públicas e privadas, empresas, organizações não-governamentais, entre outras também são atrativos para optar pela carreira.
A perspectiva de administrar e organizar informações de diversas áreas, a possibilidade de interagir com outras áreas do saber e a satisfação em  atuar em uma função vital para quem está em busca de conhecimentos são  algumas das razões que levam milhares de jovens a escolherem a carreira  de Biblioteconomia como opção para a vida profissional. Outro atrativo para quem pensa em trabalhar nesta área é a disputa pelas  vagas, pois o curso não costuma estar entre os mais procurados. No  vestibular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio),  foram menos de quatro inscritos para cada vaga, número próximo do registrado na seleção para a Universidade Federal Fluminense (UFF), onde  a relação candidato/vaga foi 3,96. A concorrência menor para a entrar na universidade não significa que a carreira não seja atraente, mas que os candidatos, em geral, não conhecem o campo de trabalho. O bibliotecário, profissional formado no curso, é responsável por tornar a informação acessível. Para isso, é preciso localizá-la, selecioná-la, catalogá-la e disponibilizá -la.  O profissional principalmente na organização de acervos de bibliotecas,  o que, por si só, já abre um vasto campo de trabalho para quem se forma  nesta área. Bibliotecas, instituições de ensino, empresas privadas, públicas, grandes escritórios de advocacia e até multinacionais oferecem vagas.
A Diretora da Divisão de Bibliotecas e Documentos (DBD) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Dolores Rodriguez  Perez, está no comando das bibliotecas da instituição há cerca de 6  anos. Ela que é bibliotecária há 37 anos conta que também assumiu a direção da Biblioteca da UFRJ por 6 anos na década de 1990. A diretora explica que a profissão manteve suas funções ao longo do  tempo, mas a forma de executá-las e alcançar os objetivos mudou muito apó a revolução tecnológica. "Se eu não acompanhasse as transformações,  estaria até hoje organizando livros nas estantes. A nossa matéria-prima  é a informação e as trocas de informações e atualizações nunca foram tão rápidas quanto agora com a difusão da internet. Por isso, estamos sempre nos adaptando", analisa.
Dolores Rodriguez destaca que o bibliotecário deve ser um profissional pró-ativo, dinâmico e criativo. Para ela, é importante perceber quais os serviços que satisfazem o público-alvo.  "Temos que inovar nos serviços sempre e de forma a agregar valores. O  bibliotecário deve estar à frente do cliente. Por isso, a formação  continuada é extremamente importante", aconselha lembrando que o
trabalho em equipe é fundamental no dia a dia do bibliotecário.
Para especialista, mercado para a carreira é promissor A Coordenadora do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFF), professora Sandra Badini, acredita que a área está  em expansão e que o mercado é favorável. "A organização da informação, a  gestão do conhecimento e sua disseminação são fundamentais. A democratização da informação passa pela biblioteconomia" , argumenta.  A professora explica que desde 2007 o currículo do curso foi reformulado  para se adaptar ao mercado de trabalho. O curso agrega conhecimentos de Arquivologia e abrange uma formação profissional técnica e humanística, incentivando atividades práticas, como apresentação de trabalhos em  eventos. "Além disso, os alunos conseguem estágios com facilidade", destaca.
A professora da Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UniRio) e bibliotecária da Fundação Biblioteca Nacional, Ana  Virgínia Pinheiro, destaca que o profissional é um fomentador de  conhecimento. "Devemos apoiar a formação continuada de pessoas,  defendendo os princípios da liberdade intelectual sem qualquer forma de censura. Também temos que garantir o direito à privacidade e ao segredo de pesquisa, assegurando o privilégio da descoberta e o mérito da publicidade" , explica.
Para a professora, este profissional tem um importante papel diante dos interesses e problemas sociais. "Precisamos contribuir para a  sedimentação de uma sociedade mais justa, como curadores da memória e  organizadores da herança cultural do homem", acredita.
Estudantes confirmam expectativas durante o curso
A estudante do 3º período de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Júlia Danon, conta que não sabia que carreira  seguir e, portanto, pesquisou bastante. "Mesmo assim, prestei vestibulares para cursos diferentes. Acabei optando por Biblioteconomia.   Estou gostando mais do curso porque na UFRJ há um foco também na gestão", explica.
Júlia está estagiando há 6 meses na biblioteca da PUC-Rio e acredita que  a experiência com o estágio ajuda muito na formação. "Já aprendi muito  com a rotina deste meu primeiro estágio e isso é muito bom porque ainda  estou no começo do curso", comenta.Já o universitário Marcelo Cristóvão da Cunha está preste a se formar na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Ele está animado c om as perspectivas que a carreira apresenta. "Eu morava na Rocinha e não tinha muita perspectiva. Mas passei para o  colégio Pedro II que tinha um convênio com o Museu Nacional de Belas Artes. Com isso, no meu 2º ano já estagiava no museu na área de informática, mas tive contato com a Biblioteconomia e me dediquei para conseguir entrar na área", explica.
O estudante ressalta que o que mais o interessou no curso é a ligação com as áreas tecnológicas e o abrangente campo de pesquisas. "A minha monografia é sobre a segurança da informação em bibliotecas digitais,  pois o desenvolvimento deste campo de trabalho devido às inovações tecnológicas sempre me interessou", afirma. O estudante Rodolfo Targino de Araújo cursa o 5º período na UniRio e confessa que iniciou o curso não porque conhecia bema profissão, mas,  sim, por ser apaixonado pela leitura. "Mas com o passar do tempo, com os  estágios e com as trocas de experiências, minhas expectativas foram sendo superadas", pondera.
O universitário Rogério Ades de 41 anos também está no 5º período na mesma instituição e optou pela carreira, pois acredita que a mesma  oferece um bom ambiente de trabalho, alémd de estar ligada a área humana. "Eu tenho me surpreendido com o curso pois tem ampliado meus horizontes educacionais, além de proporcionar vários desafios e a  existência de vários estágios na área facilita a transição para o mercado", destaca.

Vancouver - Manual de Referência

http://www.fiocruz.br/bibcb/media/comoreferenciarecitarsegundooEstiloVancouver_2008.pdf
Link para um manual de referências bibliográficas e citações segundo a norma Vancouver.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Provas de Concursos

http://www.concursospublicosonline.com/informacao/view/Provas-de-Concursos-para-Biblioteconomia

Provas de Concursos para Biblioteconomia

2001 - FCC - TRF 1ª Região
2001 - FDRH - BRDES-RS
2001 - UFGRS - MPE-RS
2002 - FAPEU - TRE-SC
2002 - FGVSP - Assembléia Legislativa - SP
2002 - FUNDEC - Prefeitura de Maricá
2002 - NCE-UFRJ - FBR
2002 - NCE-UFRJ - INPI
2002 - NCE-UFRJ - IPJB
2002 - TJ-MG - TJ-MG
2002 - VUNESP - BNDES
2003 - COMPERVE - UFRN
2003 - ESAG - CEFET-SC
2003 - FCC - TRE-AM
2003 - FCC - TRT-MTS
2003 - FUMARC - BHTRANS
2004 - ACAFE - MPE-SC
2004 - CESGRANRIO - Prefeitura de Manaus - AM
2004 - CESPE - TRE-AL
2004 - CESPE - TCE-PE
2004 - COVEST - UFPE
2004 - FCC - TRF 4ª Região
2004 - FCC - TRT-MS
2004 - FCC - TRT-PI
2004 - NCE-UFRJ - INFRAERO
2005 - CESGRANRIO - Casa da Moeda
2005 - CESGRANRIO - MPE-RO
2005 - CESGRANRIO - SEAD-AM
2005 - CESPE - STJ
2005 - CESPE - TJ-MA
2005 - ESAG - STJ
2005 - FCC - UFT
2005 - FUMARC - Prefeitura de Contagem - MG
2005 - VUNESP - Prefeitura de São Paulo - SP
2005 - VUNESP - FPET-SP
2006 - CESGRANRIO - DNPM
2006 - CESGRANRIO - PETROBRAS
2006 - CESGRANRIO - TRANSPETRO
2006 - CESPE - TJ-PA
2006 - CESPE - TJ-RR
2006 - CESPE - TSE
2006 - CONESUL - TRENSURB
2006 - CONSULPLAN - CEFET-RJ
2006 - CONSULPLAN - INB
2006 - ESAF - IRB
2006 - FCC - TRT-MTS
2006 - FCC - MPE-PE
2006 - FCC - TCE-PB
2006 - FCC - TRT-RS
2006 - FGV - Ministério da Cultura
2006 - FJPF - CONAB
2006 - NCE-UFRJ - Arquivo Nacional
2006 - NCE-UFRJ - CEPEL
2006 - NCE-UFRJ - ELETRONORTE
2006 - NCE-UFRJ - Estado-MT
2006 - NUPPS - CEFET-RN
2006 - UFPR - TCE-PR
2006 - UNAMA - SECULT-PA

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sexta-feira, 13 de março de 2009

Ensino de catalogação : da teoria à prática

http://www.febab.org.br/rbbd/ojs-2.1.1/index.php/rbbd/article/view/43/52
Ensino de catalogação : da teoria à prática
Elisa Campos Machado
Rosangela Rocha von Helde
Sabrina Dias do Couto
Resumo
Trabalho que tem como tema principal o ensino de catalogação e a formação do catalogador. Está baseado em conhecimento construído por meio de um processo de ensino e aprendizado, envolvendo aluno, professor e profissional. Preocupa-se em demonstrar a importância do estágio curricular como fator de desenvolvimento de habilidades para integrar conhecimento ao contexto na formação do futuro catalogador, atentando-se ao valor do estágio para o exercício prático do ensinamento teórico adquirido em sala de aula.
Palavras-chave: Ensino de catalogação. Formação do catalogador. Estágio em Biblioteconomia.
CATALOGUING TEACHING: FROM THEORY TO PRACTICE.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Dia do Bibliotecário

PARABÉNS PARA TODOS NÓS BIBLIOTECÁRIOS!!!
Feliz DIA dos BIBLIOTECÁRIOS

Bibliotecário - conhecimento, informação.

  Parabéns por sua missão!
 

quarta-feira, 11 de março de 2009

Rede Social_Bibliotecas PMSP

A idéia de aproximar os profissionais das bibliotecas públicas da PMSP através de ferramentas de rede social.
É como a própria Teresa Laranjeiro, disse:"Agora a web não serve apenas para conectar informações, mas sim para conectar pessoas".
Reforçando a sugestão do Alexandre, também acho que o Ning pode ser uma ferramenta bem interessante para essa idéia de vocês. Tenho até uns exemplos de utilização dela em nossa área:

- Librarians

http://librarians.ning.com/
Reúne bibliotecários de várias partes do mundo

- Biblioteca Comunitária Profº Waldir de Souza Lima (localizada em Itu - SP)

http://comunateca.ning.com/Obs.: é interessante como eles descrevem o espaço: "Mais que um mero “depósito de livros”, o espaço caminha no sentido da democratização da informação e da cultura, refletindo a diversidade cultural brasileira".

Espero que as pessoas se animem a aderir também!
http://www.bv.sp.gov.br
http://twitter.com/bvsp

De: Alexandre Berbe
Para: bibamigos@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 11 de Março de 2009 9:49:41
Assunto: Re: [bibamigos] Rede Social_Bibliotecas PMSP

Tem uma ferramenta bem legal, e gratuita, chamada Ning (http://www.ning. com
).
Com ela, é possível criar comunidades virtuais com temas específicos que
pode ser utilizado por qualquer usuário.

software livre para Bibliotecas

Convite para que vocês conhecessem o ABCD, novo softwares livre desenvolvido pela BIREME, a fim de antender todos os serviços de uma biblioteca.
Vocês podem conhecê-lo melhor em http://abcdbrasil.org

Armazenagem e manuseio de livros

http://www.scribd.com/doc/6863019/Apostila-de-restauracao-de-Livros

http://www.arqsp.org.br/biblioconservpapel.htm

http://143.106.151.46/cpba/pdf_cadtec/1_9.pdf

53 apostilas sobre conservação e preservação de materiais

Minhas Citações

Caros, gostaria de divulgar para vocês um projeto que venho desenvolvendo junto de minha Graduação em Biblioteconomia na ECA/USP.
 
Projeto: Minhas Citações
Endereço: www.minhascitacoes.org ou www.minhascitacoes.com.br
 
O projeto Minhas Citações é uma base de dados de acesso on-line, livre e gratuito, onde os usuários cadastrados podem armazenar seus registros de leitura, visualizá-los e recuperá-los por meio de qualquer computador conectado à Internet. Alguns amigos e professores das universidades como, por exemplo, em Santa Catarina, Sorocaba, Minas Gerais, e profs. da própria USP, estão indicando esse serviço aos seus alunos como uma forma de organizar os registros individuais de leitura. Esse trabalho foi apresentado no SNBU2008. No site do projeto é possível ler o artigo produzido.
 
Divulgo para vocês, pois realizei algumas modificações na versão anterior.
 
- Alteração de servidor. Agora temos mais espaço e melhor segurança de dados;
 
- Inserção de duas novas tipologias documentais: Trabalho Acadêmico e Documento Eletrônico (Páginas na internet);
 
- Campo individual para inserção de comentários nas citações;
 
- TAG's (ou Palavras-chave) individuais. Agora cada usuário pode administrar (inserir, editar e apagar) suas Tags.
 
- Administração de Dados Cadastrais, bem como cancelamento de conta (Deletar usuário);
 
- Visualização de registros, na área de inserção, dos últimos para os primeiros;
 
- Outros bugs resolvidos.
 
Grato
Leonardo Assis
leonardoassis@usp.br
www.minhascitacoes.org/leonardoassis (Blog)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Dia Internacional da Mullher

Lei do Caminhão de Lixo

Lei do Caminhão de Lixo
> >
> > Um dia peguei um taxi e fomos direto para o aeroporto.
> > Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.
> > O motorista do taxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!
> > O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós.
> > O motorista do taxi apenas sorriu e acenou para o cara.
> > E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente.
> > Assim eu perguntei: 'Porque você fez isto?
> > Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!'
> > Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo 'A Lei
> > do Caminhão de Lixo".
> > Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, e de desapontamento. A medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente.
> > Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.
> > O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os seus caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com remorso, assim... Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem.
> > A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a
> > maneira como você a recebe!
> > Tenha um bom dia, livre de lixo!

terça-feira, 3 de março de 2009

 DISSERTAÇÃO DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO

"O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'
Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua dissertação de > mestrado da
invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são seres invisíveis, sem nome. Em sua dissertação de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência a 'invisibilidade
pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à
divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o
latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se rguntasse: E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida.. Eu fiz
todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou? Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque
ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles,freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele
existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
>Respeito: passe adiante!

Tabuleiro do Conhecimento 3M

O site da 3M para bibliotecários e profissionais da informação é bem interessante.

Vale a pena conhecer (www.3m.com.br/bibliotecas).

REFLEXÕES ANGUSTIADAS SOBRE A CATALOGAÇÃO

REFLEXÕES ANGUSTIADAS SOBRE A CATALOGAÇÃO
[ Fevereiro/2009 ]
Publicado em: InfoHome (http://www.ofaj.com.br/textos_conteudo.php?cod=225)
Eliane Serrão Alves Mey
Acabei de ler há uns quinze dias um belíssimo livro intitulado “As cruzadas vistas pelos árabes”, de Amin Maalouf (1). Além de uma obra fundamentada em textos históricos, a narrativa flui suave e bem escrita pelas mãos do autor. Fica-nos da leitura a impressão de que os ocidentais conseguiram estabelecer-se em parte do Oriente Médio, durante dois séculos na Idade Média, pela absoluta desunião entre os povos árabes. Fanatismo de um lado, brigas de poder o mais das vezes e ganância de todos permitiram que etnias mais despreparadas e incultas, como os franceses, ingleses e outros europeus medievais, dominassem civilizações mais antigas e detentoras de muito maior conhecimento. Tais fatos literariamente retratados, com as devidas proporções, remetem à Biblioteconomia e em especial à área da Representação em nosso país. 
Na catalogação brasileira de hoje, vivemos um momento de fanatismo, disputas de poder e alguma ganância, o que sempre, historicamente, redunda em perda para todos. Bibliotecários carentes de uma identidade profissional (2) catalogadores sem identidade e com muitas crenças diferentes, até mesmo opostas, debatem a catalogação e entre si. Há anos Gorman (1975)(3) já levantava o problema, em texto referente ao de Osborn (1941)(4), distinguindo quatro tipos de catalogadores (não necessariamente nesta ordem): o decadente, o piedoso, o mecanicista inflexível e o funcionalista. Vale relembrá-los.
O decadente, ou perfeccionista da representação, para nossa sorte, encontra-se em vias de extinção (nada a ver com a poluição ambiental, porém com a documental). O acúmulo e a diversidade de registros do conhecimento não mais permitem que qualquer ser catalográfico se perca em minúcias da descrição bibliográfica. Nem mesmo os catálogos mais automatizados e bem feitos do mundo atingem a perfeição.
O piedoso é aquele nosso sobejamente conhecido, cujo texto sagrado são as AACR2 (5). Segundo Gorman: “Há evidências convincentes de que a catalogação seja uma forma de religião para algumas pessoas”. Agora, devido a novas tendências, mudará automaticamente para o código RDA (6), porém continuará a inclinar-se e a genufletir sempre para o norte, em direção à ALA (7) e à Library of Congress dos Estados Unidos da América do Norte (que participa ativamente da elaboração dos códigos para língua inglesa, mas também cria suas próprias regras e interpretações).
O mecanicista inflexível, se algum dia foi um catalogador, hoje freudianamente se projeta como um analista de sistemas. Existe um momento ainda a ser pesquisado na Biblioteconomia (pelo menos na nossa), em que os bibliotecários chegam ao nível mais baixo de auto-estima, considerando-se menores do que os analistas de sistemas, os engenheiros, os economistas, os professores de Letras e Lingüística, os jornalistas, enfim, de que quaisquer uns não bibliotecários. E o catalogador mecanicista inflexível acreditou, tão fanaticamente quanto o piedoso e seu código, que a máquina resolveria todos os problemas e que um novo “sistema de informações”, um novo “software”, um novo “banco de dados” foi, é e será sempre a solução de todos os registros do conhecimento acumulados à espera da fada com sua varinha mágica. Todavia, a fada há muito se desencantou; e a varinha mágica, quiçá transformada em computador mágico, tornou-se a vassoura da bruxa, que leva os seres, os registros do conhecimento e os catálogos a se tornarem perdidos no ciberespaço. Volto já ao tema, objeto central desta reflexão um tanto cáustica e muito angustiada, porém de coração aberto.
O funcionalista do qual falava Gorman, ah! este também não mais existe. Extinguiu-se por falta de espaço no meio biblioteconômico. Resolver problemas, administrar bibliotecas, atender seu usuário da melhor forma possível, buscar novos usuários? Não. Precisamos fazer estatísticas, demonstrar custos-benefícios, desenvolver estudos de usuários (na verdade, estudos de uso de coleções existentes), comprar menos, gastar menos, usar estratégias mercadológicas, atrair “clientes”, gerir “informações” (e até conhecimentos, dizem alguns!), enfim, gerenciar uma biblioteca como se fosse uma empresa lubrificada e lucrativa. Não há lugar para funcionalistas, nem para idealistas. Estes, definitivamente, se não se aposentaram, foram enterrados vivos, menosprezados pelos demais como sendo “apenas bibliotecários”.
Se a isso chegamos a ponto de perdermos nossa identidade, sem sabermos o que somos e a que viemos, alguns grupos de estudos, no Brasil e no exterior, preocupam-se com o tema e, provavelmente, porque educação se faz a longo prazo, esperam-se novas gerações que compreendam a Biblioteconomia em todo seu valor e potencial.
Minha preocupação maior se volta à catalogação, não por ela em si mesma, porque vai  relativamente bem e renovada, obrigada; mas por seu papel e pelo que perderemos irreversivelmente a continuarmos no caminho ora trilhado.
Uma digressão necessária: sou bibliotecária e professora de biblioteconomia (precisamente catalogação), agora aposentada, nos últimos trinta anos. Cansei de ser chamada de “referencial teórico”, porque na verdade só escrevi dois textos realmente teóricos na área de catalogação: minha dissertação de mestrado que, graças à pessoa e orientadora maravilhosa Profa. Cordélia Robalinho Cavalcanti, saiu melhor que a encomenda; e algumas (poucas) partes da minha tese de doutorado, das quais gosto particularmente. Da segunda derivaram-se dois artigos teóricos, que acredito serem praticamente desconhecidos. Todos os outros trabalhos se dirigem à graduação, ao ensino de catalogação, sem maiores pretensões. Sinto-me triste quando me citam com relação a esses textos menores, porque significa que não consegui, absolutamente, passar minha mensagem. Ensinei o que pude e pensava, mas não convenci ninguém (exceto uns dois ou três, que não chegam aos cinco dedos de uma das mãos). E, cada vez mais, nisso acredito e disso me apercebo. Agora aposentada, sinto-me livre para os desabafos e para escrever o que penso. (Sempre podem dizer que fiquei “gagá”.)
Primeiro, a guerra entre clãs, semelhante àquelas guerras árabes ao tempo das cruzadas. Fulano pode traduzir o código, Beltrano não pode; Cicrano faz isso ou fez aquilo e assim por diante. Tal pessoa, ao despender seu tempo traduzindo um texto para uso geral, cometeu um lapso “na quarta palavra da terceira linha do vigésimo parágrafo” e, com isso, “a tradução não é digna de confiança”. E vão por aí afora as críticas, as picuinhas, as mediocridades e, em conseqüência, nada avança; seja pela crítica, seja pelo medo de ser criticado. Os clãs nunca se juntam para um objetivo comum. Em resumo, os FRBR estão disponíveis e em uso há dez anos, as ISBDs há mais de trinta e... não existem traduções em português do Brasil. As AACR2 saíram em 1978, constantemente atualizadas, e a tradução brasileira, apenas em 1983-1985. Depois das mudanças de 1988, nossa edição só veio a público em 2004, baseada no texto de 2002. Andamos sempre atrás da carruagem, sem sequer pensar nas necessárias adequações ao contexto brasileiro. Aí vem a segunda guerra: o código precisa ser traduzido e entendido “ipsis litteris” e “ipsis verbis”. Não importa o uso no Brasil, mesmo que fruto de acordos (o Brasil sempre está em apêndice ou nota de rodapé).
Não bastassem as guerras entre os clãs de catalogadores fiéis e piedosos, iniciam-se as sublevações locais: “uso o código, com adaptações”, “uso o código, mas com referências bibliográficas”; “não uso o código, porque não gosto dele”; “não uso o código, porque meu sistema não permite” (como se nos dias de hoje isto fosse admissível); “uso o código, mas com as restrições do meu sistema”; ou a melhor de todas: “não uso o código, porque não atende ao meu usuário”.  É preciso dizer que: se seu sistema não permite, exige adaptações, cria restrição, seu sistema é que não serve. Não há essa de adaptações, referências bibliográficas e assemelhados. Apenas quem desconhece o código e todas as outras normas internacionais se permite aquelas assertivas. Se conhecesse, saberia que existe um elenco mínimo de informações para identificação do registro do conhecimento e um elenco mínimo de informações para recuperação por meio de pontos de acesso. Cada um escolhe o tamanho de seu registro. Porém, como em todas as linguagens, inclusive as de automação, existe uma semântica e uma sintaxe. Isso faz lembrar a música de Noel Rosa:
“você que atende ao apito de uma chaminé de barro”, por que não atende ao grito tão aflito da buzina do meu carro?”
Pois é, todo mundo atende ao apito de seu micro, com todas as sintaxes exigidas no mais conversacional dos programas; porém, ao grito aflito da sintaxe catalográfica, essas mesmas pessoas nada ouvem e se recusam a atender!
E agora chegamos ao problema maior: a mania, desde a década de 1970 (aliás, acho que isso é moda ainda dos anos 70, como se esses anos nos trouxessem boas lembranças), de cada um desenvolver seu sistema! Pensei que o surto epidêmico tivesse acabado, que as pessoas finalmente percebessem que o melhor sistema é aquele em que se pode cooperar com seus iguais, seja em áreas multidisciplinares, seja em áreas especializadas. Qual o melhor sistema para Medicina? Aquele que permite o diálogo com a BIREME, a OMS, a OPAS, outras bibliotecas/centros de informação latino-americanos na área de saúde e, até, com a National Library of Medicine. Qual o melhor sistema para bibliotecas universitárias? Aquele que permite dialogar, trocar figurinhas (isto é, registros bibliográficos), com o maior número possível de outras bibliotecas universitárias. E para bibliotecas públicas e escolares? O sistema gratuito da Biblioteca Nacional, pelo volume e atualidade dos registros bibliográficos brasileiros da BN. E para as Bibliotecas Nacionais? Os sistemas das próprias Bibliotecas Nacionais. Não há cabimento algum em desenvolver sistemas novos para algo que já existe e está gratuitamente disponível!!!
Não tenho nada contra todos os profissionais bibliotecários empreendedores ganharem rios de dinheiro em consultorias diversas. Consultem à vontade, ganhem muito, valorizem a profissão, organizando acervos com sistemas já existentes. Parece um pouco tarde para reinventar a roda e um pouco cedo para criação de novos paradigmas por quem desconhece a área.
Por favor, queiram ter a gentileza de raciocinar: por que gastar novamente dinheiro público, que já foi gasto, para constituir um novo sistema, certamente imperfeito como o são todos os outros? Por que gastar dinheiro público com recatalogações muitas vezes pessimamente realizadas e intermináveis, se estas já se encontram prontas e disponíveis na internet? Não entendo e não posso avalizar tais idiossincrasias.
E é por tudo isso que não me considero “referencial teórico”. Sou apenas uma bibliotecária velhota aposentada, enquanto todos aqueles que conviveram comigo continuarem a desenvolver e a vender “novos sistemas”. Uma circunstância deprimente.
Para revertê-la, basta uma única iniciativa: COOPERAR. (Bom, na verdade duas: também acalmar as pulsões egotistas). Cooperação, mais do que uma atividade, é um pensamento, uma reflexão, uma atitude. E isso é o que importa, no fim de tudo.

NOTAS

(1) MAALOUF, Amin. As cruzadas vistas pelos árabes. São Paulo: Brasiliense, 2007._
(2) Um dos mais importantes sobre o tema:
Oliveira, Zita Catarina Prates de. O bibliotecário e sua auto-imagem. São Paulo: Pioneira, 1983. 98 p.
Entre os mais recentes, selecionaram-se apenas três sobre a questão da identidade, entre muitos de literatura significativa:

WALTER, Maria Tereza M. T. Bibliotecários no Brasil: representações da profissão.  2008. Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Departamento de Ciência da Informação e Documentação, 2008. Disponível em: < http://bdtd2.ibict.br/index.php?option=com_wrapper&Itemid=40 >. Acesso em: nov. 2008.
SOUZA, Francisco das Chagas de. O ensino de biblioteconomia no Brasil e aspectos de sua dimensão curricular: um exame dos ditos e não ditos na coleção documentos ABEBD. In: ENANCIB, 9., 2008, São Paulo. [Anais]. Disponível em: < >. Acesso em: nov. 2008.

GUIMARAES, J. A. C. (Org.) ; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (Org.) . Ensino e pesquisa em Biblioteconomia no Brasil: a emergencia de um novo olhar. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2008. 264 p.

(3) GORMAN, Michael. Osborn revisited, or, The catalog in crisis; or, Four catalogers, only one of whom shall save us. American Libraries, v. 6, n. 10, Nov. 1975.
(4) OSBORN, Andrew D. The crisis in cataloging. In: CARPENTER, M.; SVENONIUS, E. (eds.). Foundations of cataloging. Littleton: Libraries Unlimited, 1985. p. 92-103.
(5) AACR2: Anglo-American cataloguing rules.
(6) RDA: Resource description and access. Volto ao tema em texto próprio.
(7) ALA: American Library Association. Editora e detentora dos direitos autorais dos códigos anglo-americanos._
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Eliane Serrão Alves Mey ( elimey@ufscar.br ) - Graduação em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília (1978), mestrado em Ciências da Informação pela Universidade de Brasília (1986) e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1999). Atualmente é professora adjunta aposentada da Universidade Federal de São Carlos. Publicou seis livros, vários artigos em periódicos nacionais e internacional, assim como apresentações em congressos nacionais e internacionais, o último na Índia em dezembro de 2008.
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Grupo de Estudos e Pesquisas em Catalogação
Blog: http://gepcat.blogspot.com
Lista de discussão: gecat@googlegroups.com

segunda-feira, 2 de março de 2009

Para quem gosta de ler

http://www.skoob.com.br/
Site muito bom, com resenha de livros e um amigo me indicou. Já me cadastrei.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

BiblioFocus

BiblioFocus a informação ao seu alcance. Blog com assuntos de Biblioteconomia, Ciências da Informação e assuntos correlatos.
http://www.bibliofocus.blogspot.com/

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Site que corrige sua escrita com as novas regras ortográficas

Um site que corrige automaticamente a sua escrita de acordo com as novas
regras ortográficas.

(GUARDE NO FAVORITOS)

Para quem quer uma resposta rápida, uma ótima dica é este site em que você
digita a frase e ele responde com as novas regras em vigor:

http://ramonpage.com/ortografa/

Veja essa frase como exemplo:
"As conseqüências do anti-semitismo são desastrosas, uma péssima idéia"

e o site retorna:
"As consequencias do antissemitismo são desastrosas, uma péssima ideia"

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

DataGramaZero

O DataGramaZero de fevereiro de 2009 está disponível em:

http://www.datagramazero.org.br
http://www.dgz.org.br
http://www.dgzero.org


Este é um periódico de acesso livre e tem o ISSN
1517-3801. É indexado no Brasil e no exterior e
esta' disponível na Internet em formato html,
livre para leitura e cópias. No mesmo site é
possivel o acesso aos dez anos do Datagramazero
com cerca de 4o números da Revista, 200 artigos,
algo como 300 autores e 4 mil referências vinculadas a estes artigos.

O periódico é unicamente virtual e tem por
objetivo induzir e construir elementos
facilitadores de um melhor acesso à informação.
Tem um leitorado médio estimado em 4.000 acessos
ao mês e tem conceito A no Qualis da Capes em
mais de uma área do conhecimento.