quarta-feira, 27 de junho de 2012

As escolas não são públicas. E privatizar não resolve


As escolas não são públicas. E privatizar não resolve
Gustavo Ioschpe
Veja, publicado em 24 de junho de 2012

Leonardo Boff
Congresso em Foco, publicado em 06 de maio de 2012
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A sustentabilidade, um dos temas centrais da Rio+20, não acontece mecanicamente. Resulta de um processo de educação pela qual o ser humano redefine o feixe de relações que entretém com o Universo, com a Terra, com a natureza, com a sociedade e consigo mesmo dentro dos critérios de equilíbrio ecológico, de respeito e amor à Terra e à comunidade de vida, de solidariedade para com as gerações futuras e da construção de uma democracia sócio-ecológica sem fim.
Estou convencido de que somente um processo generalizado de educação pode criar novas mentes e novos corações, como pedia a Carta da Terra, capazes de fazer a revolução paradigmática exigida pelo risco global sob o qual vivemos. Como repetia com frequência Paulo Freire: “a educação não muda o mundo, mas muda as pessoas que vão mudar o mundo”. Agora todas as pessoas são urgidas a mudar. Não temos outra alternativa: ou mudamos ou conheceremos a escuridão.
Não cabe aqui abordar a educação em seus múltiplos aspectos tão bem formulados em 1996 pela UNESCO: aprender a conhecer, a fazer, a ser e a viver juntos; eu acrescentaria aprender a cuidar da Mãe Terra e de todos os seres.
Mas este tipo de educação é ainda insuficiente. A situação mudada do mundo exige que tudo seja ecologizado, isto é, cada saber deve prestar a sua colaboração a fim de proteger a Terra, salvar a vida humana e o nosso projeto planetário. Portanto, o momento ecológico deve atravessar todos os saberes.
A 20 de dezembro de 2002, a ONU aprovou uma resolução proclamando os anos de 2005-2014 a Década da educação para o desenvolvimento sustentável. Neste documento, definem-se 15 perspectivas estratégicas em vista de uma educação para sustentabilidade. Referiremos algumas:
Perspectivas socioculturais que incluem: direitos humanos, paz e segurança; igualdade entre os sexos; diversidade cultural e compreensão intercultural; saúde; AIDS; governança global.
Perspectivas ambientais que comportam: recursos naturais (água, energia, agricultura e biodiversidade); mudanças climáticas; desenvolvimento rural; urbanização sustentável; prevenção e mitigação de catástrofes.
Perspectivas econômicas que visam: a redução da pobreza e da miséria; a responsabilidade e a prestação de contas das empresas.
Como se depreende, o momento ecológico está presente em todas as disciplinas: caso contrário não se alcança uma sustentabilidade generalizada. Depois que irrompeu o paradigma ecológico, nos conscientizamos do fato de que todos somos ecodependentes. Participamos de uma comunidade de interesses com os demais seres vivos que conosco compartem a biosfera. O interesse comum básico é manter as condições para a continuidade da vida e da própria Terra, tida como Gaia. É o fim último da sustentabilidade.
A partir de agora, a educação deve impreterivelmente incluir as quatro grandes tendências da ecologia: a ambiental, a social, a mental e a integral ou profunda (aquela que discute nosso lugar na natureza). Mais e mais se impõem entre os educadores esta perspectiva: educar para o bem viver que é a arte de viver em harmonia com a natureza e propor-se repartir equitativamente com os demais seres humanos os recursos da cultura e do desenvolvimento sustentável.
Precisamos estar conscientes de que não se trata apenas de introduzir corretivos ao sistema que criou a atual crise ecológica, mas de educar para sua transformação. Isto implica superar a visão reducionista e mecanicista ainda imperante e assumir a cultura da complexidade. Ela nos permite ver as interrelações do mundo vivo e as ecodependências do ser humano. Tal verificação exige tratar as questões ambientais de forma global e integrada. Deste tipo de educação se deriva a dimensão ética de responsabilidade e de cuidado pelo futuro comum da Terra e da humanidade. Faz descobrir o ser humano como o cuidador de nossa Casa Comum e o guardião de todos seres. Queremos que a democracia sem fim (Boaventura de Souza Santos) assuma as características socioecológicas, pois só assim será adequada à era ecozóica e responderá às demandas do novo paradigma. Ser humano, Terra e natureza se pertencem mutuamente. Por isso, é possível forjar um caminho de convivência pacífica. É o desafio da educação.
 

Arceburgo - Boas vindas


sexta-feira, 8 de junho de 2012

AMAR BIBLIOTECÁRIA É.... >

> "Somente os homens cultos e inteligentes amam as > bibliotecárias, já os ratos, as bibliotecas". > Amar Bibliotecária é... quando ela pergunta "Qual o assunto?" > e você responde "AMOR". > Amar Bibliotecária é... extasiar-se no conhecimento. > Amar bibliotecária é... todos os dias poder deleitar-se nas > mais linda páginas do amor. > Amar Bibliotecária é... automatizar as rotinas diárias > para dedicar-se aos desdobramentos da emoção. > Amar Bibliotecária é... guardar os livros na estante e > ela no coração. > Amar Bibliotecária é... viver um conto de fadas, dentro > de uma antologia romântica. > Amar Bibliotecária é... fazer da periodicidade de seus > carinhos o unitermo da vida em comum. > Amar Bibliotecária é... classificá-la no coração, > indexá-la na mente e encaderná-la nas mãos. > Amar bibliotecária é... registrá-la como entrada > principal, secundária e remissivas no seu coração. > Amar Bibliotecária é... legislar em comunhão a informação > da vida a dois. > Na era da Internet, ponha ordem nos seus documentos > eletrônicos. > Digitalize a Bibliotecária para o seu disco rígido. > Organize suas idéias. Instale uma Bibliotecária na > memória ROM dos teus pensamentos. Grave-a no disco rígido do seu > coração. > É o melhor antivírus contra a desinformação e o desamor. > > "Em mãos que carregam livros não cabem armas" (autor desconhecido) (1)Para enviar mensagem para a lista: bibamigos@yahoogroups.com (2)Para cadastrar-se: bibamigos-subscribe@yahoogroups.com (3)Para sair da lista: bibamigos-unsubscribe@yahoogroups.com (4)Endereço do administrador: bibamigos-owner@yahoogroups.com (5)Visite o site da CABi - http://welcome.to/cabi Seu uso do Yahoo! Grupos é sujeito às regras descritas em: http://br.yahoo.com/info/utos.html

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Como ler mais livros

ricardonasci2008@yahoo.com.br Como ler mais livros Posted: 05 Apr 2012 08:47 AM PDT Quantidade não é sinônimo de qualidade no que diz respeito à leitura, mas seguem algumas dicas minhas que vão ajudar você a ler mais livros: 1. Prazer Leia por prazer, não porque disseram pra você que o livro é bom ou porque você quer ficar mais culto. Tudo é consequência do prazer que você pode extrair da leitura. Se não está gostando de um livro, não se martirize. Tente outro. * Leia um artigo sobre a importância do prazer de ler * Como ler mais e a leitura não se tornar uma obrigação chata 2. Lista Faça uma lista de livros que gostaria de ler em determinado tempo e procure cumpri-la. Porém não se sinta culpado se não conseguir atingir suas metas. A lista é apenas um guia para você não perder o foco. * Que tal começar escolhendo através de uma lista de 100 livros essenciais? 3. Mais de um ao mesmo tempo Atualmente, eu tenho um livro para ler em casa, um para ler enquanto tomo café e outro que leio na cama, por exemplo. Um de bolso é ótimo para carregar por aí. Deixe um no porta-luvas do carro. * 9 dicas para ler todos os livros do vestibular em 30 minutos ou menos por dia 4. Leia livros pequenos Tamanho não é documento. Da mesma forma o número de livros que você lê também não diz quão bom leitor você é. Mas ler mais livros, dessa forma, pode motivá-lo a ler ainda mais, pelo efeito psicológico. * Algumas dicas de bons livros pequenos 5. Escolha um autor Se descobrir um autor de que gosta, leia tudo dele. O fato de ter gostado do autor vai ajudar a embalar seu ritmo de leitura * Desperte sua curiosidade: O que 30 autores diriam no Twitter 6. Relacione-se com um bom livreiro Tenha um bom livreiro, que saiba indicar livros e que o motive não só na aquisição de livros, mas também na leitura deles. Lembre-se: comprar livros, não é assimilar seu conteúdo e livro não é enfeite para sua estante. Isso é queimar dinheiro. Se você comprar livros bem indicados, as chances de conseguir efetivamente lê-los é maior * Leia aqui sobre uma experiência positiva que tive na compra de livros * As livrarias mais lindas do mundo 7. Filmes Filmes sobre livros, baseados em livros e na vida de escritores costumam motivar ainda mais a leitura de tais obras * Veja aqui uma lista de filmes sobre escritores e o mundo dos livros 8. Vá mais ao teatro O ambiente que favorece a cultura e a manifestação artística, indiretamente, motiva você a ler mais * Leia 10 motivos para ver ou ler Hamlet) 9. Livros baratos Eu gosto de comprar em sebos e, pela internet, uso muito a Estante Virtual. Mas não confunda livros baratos no preço com livros baratos na qualidade. Busque edições de qualidade. Traduções ruins e edições mal feitas podem acabar com o prazer da leitura * Leia 8 dicas para ler um livro com eficiência 10. Relacione-se com outros leitores pelo mesmo motivo pelo qual você deve se relacionar com um bom livreiro. Outros leitores motivarão você a conhecer novos autores e novos livros (Conheça o Skoob: uma rede social para leitores) 11. Leve um livro sempre consigo Assim você não perde nenhuma oportunidade para ler um pouquinho mais. Nem que sejam cinco minutinhos na fila do banco * Leia o post 221 dicas para aprimorar seu relacionamento com os livros) 12. Leia para seus filhos Além de ler mais, você estará incentivando o hábito. Se não tiver filhos, leia para seus sobrinhos, filhos de seus amigos ou, até, para outros adultos * 11 coisas que meus pais fizeram por mim e me ajudaram a gostar de ler 13. Todos os meios são válidos por exemplo, o site Leitura Diária encaminha para seu email um trecho curto, nos dias da semana que você preferir, um trecho bem curto de um livro que você escolher. Ao cabo de alguns meses você leu mais um livro * Conheça melhor o site Leitura Diária 14. Frequente bibliotecas Livros grátis, pessoas que gostam de livros e profissionais que estão ali para indicar os melhores livros. Quer mais motivos para frequentá-las e, assim, aumentar o número de livros que você lê? * Veja o post As Bibliotecas Mais Lindas do Mundo * Livros e afins __._,_.___ |

quinta-feira, 31 de maio de 2012

BIBLIOTECA ESCOLAR Colunas Marilucia Bernardi e Maria Helena T. C. Barros MEDIAÇÃO DA LEITURA E A BIBLIOTECA ESCOLAR

Colunas Marilucia Bernardi e Maria Helena T. C. Barros MEDIAÇÃO DA LEITURA E A BIBLIOTECA ESCOLAR Há muito tempo que já lemos ou ouvimos a respeito deste assunto; muitas pessoas já abordaram, falam e, com certeza, continuarão a tratar do tema, pois ele não se esgota em si. Assim como muitas campanhas educativas, não pode ser discutido sazonalmente. É preciso haver discussões constantes até termos certeza ou sentirmos que, realmente, houve alguma mudança estrutural no nosso modo de ver e agir. Na Revista Educação, de janeiro de 2010, com muita propriedade e conhecimento de causa, Ezequiel Theodoro da Silva também envereda por esse caminho e vai longe no que diz respeito às responsabilidades dos órgãos públicos, em qualquer esfera. Texto esse que já nos havia sido transmitido pelo signatário do site, para nosso deleite, reflexão e diria ainda, preocupação. Vale a pena conhecer. Em meses anteriores, nesta mesma coluna, já foi citado que o caminho mais fácil, adequado e simplificado para ocorrer a mediação da leitura seria, justamente, pela biblioteca escolar. A questão é que além de o número de bibliotecas ser muito aquém do ideal, nos deparamos com a ausência de profissional qualificado para a esperada mediação. É mister salientar que ser “profissional habilitado” nem sempre significa ser um “profissional qualificado”, pois habilitação, todos que se formam a possuem, pelo menos teórica e tecnicamente falando, para exercer a profissão. Porém, nem todos profissionais bibliotecários possuem a qualificação necessária para trabalhar em determinados locais, com atividades diferenciadas, específicas e com públicos diversos. Mediador, segundo Antonio Houaiss é aquele que medeia, intermedeia, intervém, concilia, negocia, e, quantos de nós estamos aptos a ser um? Seria uma leviandade de minha parte encarar esta questão da mediação da leitura como sendo simples. E não é mesmo, pois envolve uma série de particularidades, a começar pelos cursos de biblioteconomia, que ainda, infelizmente, não dispõem de uma grade curricular adequada, para suprir as necessidades de cada tipo de biblioteca e de seus respectivos freqüentadores. Recentemente ministrei uma palestra sobre organização de feira de livros, no CRB 8ª.região. A proposta era a de apresentar dicas, sugestões, levando-se em conta minha experiência de 13 anos na organização das feiras no colégio onde trabalho. O público era composto de alunos e bibliotecários já formados. Dias após, recebi uma mensagem me parabenizando e ao CRB pela iniciativa e pedindo outras palestras, inclusive sobre mediação de leitura, por sentir defasagem desse e outros assuntos em sua formação acadêmica, pois na faculdade são citados de forma superficial. Daí a urgência na revisão de alguns temas a serem incluídos na grade das faculdades de biblioteconomia. Passa pelo poder público que continua com os “olhos vendados”, pelo menos parcialmente, pois a distribuição de livros (acervos) continua e tem seu mérito, porém não complementa o processo com a aprovação de abertura de concursos para provimento do cargo de bibliotecário, sendo este um dos mediadores da leitura em uma Biblioteca Escolar. Como escreve Ezequiel Teodoro da Silva: ”Sem bibliotecas na real acepção da palavra e gente especializada para dinamizá-las, continuaremos a incentivar os governos a não agir.” Outra particularidade da questão mediação da leitura é o próprio profissional, assunto também já debatido nesta coluna anteriormente, que ouso retomar visto que muito ainda há por ser feito, que é a autoformação do bibliotecário. Uma vez que as escolas ainda não suprem totalmente as necessidades, é preciso se informar, se atualizar, “correr atrás”, se reciclar e isso implica muita LEITURA, até mesmo para que possamos obter um senso crítico do que é bom ou nem tão bom para indicação. Em se tratando de Biblioteca Escolar é muito importante que o mediador conheça bem seu acervo e o perfil de seu público. Conhecendo o aluno, o mediador terá condições de saber o grau de dificuldades que ele apresenta, as preferências de assunto e gêneros literários que mais aprecia. Nas séries iniciais a mediação se faz ainda mais presente para orientar a criança no contato com o livro certo, ou seja, com a quantidade de páginas compatíveis com sua capacidade de entendimento, leitura e com o conteúdo adequado à sua idade e ao seu conhecimento. O papel do mediador é deveras complexo, pois cabe a ele a tarefa de oferecer o texto certo, para a pessoa certa, no momento certo e, de acordo com Alessandra Giordano - em seu livro: Contar histórias: um recurso arteterapêutico de transformação e cura, Editora Artes Médicas - “...ao lidarmos com as histórias, estamos trabalhando com a energia arquetípica, que é muito parecida com a eletricidade. Ela pode animar e iluminar, mas, no local errado, na hora errada e na quantidade errada, como qualquer medicamento pode produzir efeitos não desejados.” Então, todo carinho e cuidado na mediação ainda será pouco quando lidamos com leitores em formação e daí deriva a necessidade premente de o mediador, no caso, o bibliotecário, estar atento: aos lançamentos culturais diversos, atualizações literárias; alterações pedagógicas; projetos de cada série e até mesmo a mudanças de comportamento dos alunos. Como exemplo da influência da leitura ou contação de histórias no comportamento de alunos, cito um caso ocorrido conosco, em 2008, com um aluno de 8 anos, no 3° ano do E.F.I, tipificado como extremamente tímido, fechado, tendo muita dificuldade de concentração e de se relacionar com os demais. Temos na grade curricular, desde o Infantil até o 5° ano, aulas de biblioteca. Numa dessas aulas, a professora de biblioteca havia preparado uma contação de história sobre lendas das flores. A aula foi bastante proveitosa, os alunos gostaram muito e aquele em especial não só ficou atento a aula toda, como se emocionou, porém nada se falou a respeito no momento. Alguns dias se passaram e como ele tinha acompanhamento, semanal, de uma psicopedagoga, esta perguntou para a mãe e para a professora de sala sobre um tal livro de flores, que o menino tanto comentou na sessão, dizendo-lhe que havia se identificado muito com uma das lendas contadas pela professora de biblioteca. Conversando mais a respeito descobrimos que a história que ele se referira era sobre o amor-perfeito. “Conta uma lenda que o amor-perfeito nascera perfumado. Escondido nos campos, seu perfume atraía os homens levando-os a procurarem-no, com isso pisoteando todo o prado e destruindo o alimento do gado. Muito triste, a flor chorava e pedia a Deus que a libertasse de seu perfume para salvar as outras plantas e os animais. Seu desejo foi atendido e, desde então, o amor-perfeito só pode ser encontrado por aqueles que o procuram por sua forma e colorido. Assim, essa flor passou a representar o valor próprio de cada um, a reflexão, o pensamento.” (SAMPAIO, Zoraide Camargo. Flores & lendas. São Paulo: Empresa das Artes, 1991.) Não foi preciso muita análise, após a psicopedagoga ter ciência do teor da lenda do amor-perfeito, para entender a mudança de comportamento do aluno. Ela mesma ficou admirada desse trabalho transformador que pode ser a leitura e o incentivou a ler outros livros de conteúdo similar, pois sua auto-estima estava muito baixa e não conseguia reconhecer seus valores. Óbvio que essa foi apenas uma pequena parte no tratamento do menino, porém muito significativa e por isso que mencionamos a questão da importância do conhecimento do público para poder ofertar a leitura adequada. E vale mencionar que o próprio aluno, a partir de então, passou a ler mais e se relacionar melhor com os colegas. São exemplos da importância da leitura na formação das crianças; do papel da mediação e, principalmente da biblioteca escolar, que reúne condições para proporcionar experiências desse tipo para os alunos. Em Outubro de 2009 fizemos um projeto denominado Experiências literárias, nos 4°s e 5°s anos do E.F.I. A proposta era para que quem quisesse falar sobre suas preferências literárias, seus temas preferidos, se manifestassem, por escrito, numa folha própria para esse fim, entregue pela professora de biblioteca, com o objetivo de divulgar e disseminar essas sugestões para os demais alunos. Dentre as várias recebidas, reproduzo abaixo uma, de um aluno do 4° ano, que serve para ilustrar o tema mediação da leitura, aliás, esse aluno em especial é um perfeito mediador, à sua maneira. “Desde pequeno, toda noite, leio uma história com meu pai. É uma delícia ler na cama antes de dormir. Meu tema preferido é sobre histórias antigas, mas esses dias tenho lido sobre coisas mais modernas. O último livro que li é Persépolis. São 4 livros em quadrinhos que contam a vida de uma menina que morava em Teerã. Depois foi sozinha para o Irã. Ela enfrentou a guerra, uma doença no coração, mendigagem e muito sofrimento, mas a gente torce o tempo todo para ela. "Quando eu comecei a ler os livros da biblioteca, o que me incentivou foi a mitologia. Então descobri vários livros de histórias mitológicas. Uma mudança que aconteceu comigo foi que quanto mais eu lia, mais as minhas notas melhoraram. "Os cuidados que eu tomo com os livros são: guardá-los na mala para não esquecer na sala, no carro ou em casa. Uma dica para quem ainda não descobriu o prazer da leitura é começar a ler o que gosta. Eu sugiro pegar: Piratologia, Dragonologia, que além de bonitos são livros bem divertidos.” José Afonso Hackerott – 4° ano B. “Formar leitores exige noções de harmonia para escolher os remendos certos, combiná-los, reuni-los e, assim, causar os contrastes desejados e formar a beleza total da colcha, finalmente pronta, com todos os seus remendos alinhavados e devidamente cerzidos.” (RIBEIRO, Jonas. Colcha de leituras. São Paulo: Mundo Mirim, 2009) (MB) Sobre Marilucia Bernardi e Maria Helena T. C. Barros

A LEITURA: ação consciente e ação inconsciente

A LEITURA: ação consciente e ação inconsciente [Abril/2012] A leitura é uma ação do ser humano que se realiza de maneira consciente. No entanto, nela está inclusa uma ação inconsciente. Para ser mais exato, a leitura não é uma ação, mas um processo, uma vez que não começa, se esgota e termina em um momento. A leitura exige outras ações, como a criação ou exteriorização de ideias, concepções, valores, modos de ver e explicar o mundo de alguém que chamamos autor; o espaço em que é realizada a leitura; os mediadores (tanto os que possibilitam a efetivação do suporte físico, como os que viabilizam a relação entre o texto e o leitor); o momento em que ocorre e, lógico, o leitor. O autor, quando exterioriza suas ideias, o faz a partir de todas as leituras e reflexões realizadas por ele até aquele momento. Além disso, ele expõe parte dessas ideias, aquelas que, para ele, estão mais elaboradas, que possuem uma estrutura, que têm coerência, que possibilitam um entendimento. As reflexões ainda em construção aguardam um outro momento, embora interfiram no que está sendo exteriorizado. No texto final - e neste caso estamos nos atendo ao suporte livro - não estarão apenas aquilo que ele, autor, pretendeu partilhar. Muito do seu inconsciente, muitas de suas verdades estarão, mesmo contra seu desejo, presentes no texto final. Não há controle sobre isso. Quando escrevemos, nos expomos; abrimos o que somos. As entrelinhas contêm, parte das vezes de maneira clara, o que tentamos escamotear. É possível até que as entrelinhas exponham maneiras de pensar opostas às explicitadas no texto. A escolha de determinadas palavras, espaços maiores ou menores para explicar algum aspecto do que está sendo discutido, o vínculo com o pensamento de alguns autores, etc., fornecem formas de entendimento que estão além do texto. Buscar as entrelinhas, alcançar o texto escamoteado inconscientemente pelo autor, além, é claro, da procura pelo entendimento da intencionalidade desse autor, formam, entre outros, a leitura. As editoras e livrarias estão, evidentemente, preocupadas com a leitura, uma vez que esta sustenta sua existência. Apesar disso, têm elas outros interesses, muitos motivados pela necessidade de sobrevivência. As vendas que lhes permitem cobrir despesas e mantê-las vivas, terminam por direcionar suas ações, não especificamente para o conteúdo dos materiais editados e comercializados, mas para a aceitação de determinados textos pelo público. Isso resulta, quando observamos os aspectos de veiculação e circulação de livros, em interferências na leitura. O espaço em que se dá a leitura também é um ponto de influência na leitura. A casa do leitor; a biblioteca; a escola; o transporte, em especial o público; a livraria; o sofá; a cama; o bar; o restaurante; a fila do banco, enfim, os inúmeros locais em que é possível ler, de uma ou outra forma propiciam uma relação do leitor com o texto que pode alterar a recepção. Um local iluminado, bem ventilado, confortável, etc., pode resultar em uma simpatia, em um prazer que outro lugar não propiciaria. O suporte - e vamos lidar apenas com o livro neste momento - exige maiores ou menores esforços para a apropriação do conteúdo de uma obra. Uma mancha de leitura ampla, com pouco espaço de margem; o tamanho da fonte pequena; o espaço entre as linhas muito curto; a qualidade da impressão; a cor do papel (muito ou pouco luminoso); a gramatura do papel; todos esses aspectos, em um livro, determinam esforços para a leitura. Os mediadores também influenciam, e muito, no processo de leitura. Muitas das recordações que temos de leituras passadas, têm vínculos com mediadores. Os pais deitados ou acomodados ao lado da cama, lendo para seus filhos; os professores em sala de aula; fomentadores e animadores de leitura em espaços específicos ou públicos; os bibliotecários nas bibliotecas e nas escolas; em suma, todos os possíveis mediadores de leitura, interferem na relação dos leitores com os suportes de leitura. Por último, e apenas porque estão, aparentemente, em uma das pontas do processo, o leitor. A leitura que realiza em um determinado momento não acontece isoladamente, como um recorte de tempo; ela está vinculada às verdades do leitor, às concepções, ideias, valores, modos de ver, entender e explicar o mundo. A leitura exige a presença de todo o leitor, de toda sua história de vida; ela pede que os interesses imediatos, frutos do conhecimento do leitor e do mundo, se apresentem; ela obriga o leitor a se transformar em co-autor. É importante alertar para o fato de que o leitor não tem o poder de controlar as informações que recebe, muitas são apropriadas de maneira não consciente. Da mesma maneira, a aceitação de determinadas verdades, valores, concepções, etc., fazem parte do que podemos chamar de leitura inconsciente. Cada um dos itens indicados como influenciadores da leitura merecem discussões específicas. Vamos desenvolvê-las nos próximos textos. Sobre Oswaldo Francisco de Almeida Júnior Professor associado do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP/Marília. Doutor e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/USP. Presidente da ABECIN - Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação. Mantenedor do Site Entre em contato com Oswaldo Francisco de Almeida Júnior, clicando AQUI.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cutter

http://processotecnicoucs.wordpress.com/decisoes/cutter/

Cutter

Cutter A UCS utiliza a Cutter-Sanborn Three-Figure Author Table (1969). As regras básicas de estabelecimento do Cutter para um nome de autor/título são as seguintes: 1. Se as primeiras letras do nome não ocorrerem na tabela, tomem-se as próximas anteriores na ordem alfabética. Exemplo: Detmold= D481 na tabela: Deti D481 Detm… (não tem) Deto D482 2. Biografias (929NOME): Cutter do nome do biografado, conforme a entrada do nome no catálogo de autoridades (100 – Nome pessoal). Exemplo: Pelé. no catálogo de autoridades: 100 1 $a Nascimento, Edson Arantes do, $d 1940- 400 0 $a Pelé Cutter: N244 3. Nomes começando com Mc, M’ e Mac: considerar todos Mac. Exemplos: McCallister = MacCallister – M122 McCartney = MacCartney – M123 M’Clintock = MacClintock – M127 4. Entrada principal pelo título: se houver dois ou mais títulos com números de classificação e Cutter idênticos, diferenciá-los acrescentando outra letra do alfabeto. Ao acrescentar letras, observar o seguinte: - esgotar todas as possibilidades de combinações com 2 letras (tendo o cuidado de deixar em ordem alfabética as edições diferentes de uma mesma obra) Exemplos: Cultura brasileira – 1ª edição, 1997 – C968 Cultura brasileira – 2ª edição, 1997 – C968c Cultura brasileira – 3ª edição, 1997 – C968ca Cultura brasileira – 4ª edição, 1997 – C968cb Cultura brasileira – 5ª edição, 1997 – C968cc 4.1 Artigos iniciais a serem desconsiderados (para obras que tem entrada pelo título): 5. Entrada principal pelo autor: a fim de facilitar a ordenação, especialmente das obras de literatura, a UCS optou por diferenciar obras com a mesma classificação, autor e ano/edição acrescentando outra letra do alfabeto ao Cutter. Exemplo: obras de ficção de Jorge Amado, todas classificadas em 821.134.3(81)-31: Tenda dos milagres – A481ta Tereza Batista cansada de guerra – A481tb Terras do sem fim – A481tc Tieta do agreste – A481td Tocaia grande – A481te Cada título terá ainda a possibilidade de receber mais uma letra caso o complemento data/edição se repita – veja os exemplos abaixo: Tenda dos milagres, editora Rocco, 1999 – A481taa Tenda dos milagres, editora Companhia das Letras, 1999 – A481tab Tenda dos milagres, editora Click, 1999 – A481tac Tieta do agreste, editora Ediouro, 3.ed. – A481tda Tieta do agreste, Companhia Editora Nacional, 3.ed. – A481tdb Tieta do agreste, editora Vecchi, 3.ed. – A481tdc 6. Sobrenomes que começam por prefixos: juntar ao sobrenome mais próximo e considerar uma única palavra. Exemplos: De Santis, Rinaldo na tabela: De D278 Des D441 Di Bernardo, Elza na tabela: Di D536 Dibd D544 Le Fort, Gertrud na tabela: Le L433 Lefo L494 Van Wyk, Carl na tabela: Van V217 Vanw V285 Para facilitar o entendimento de quais sobrenomes devem começar pelo prefixo, utilizamos a tabela abaixo: Idioma Iniciar pelo prefixo Não iniciar pelo prefixo Português (Nomes de origem estrangeira, de acordo com o uso da língua Todos Alemão Am, Im, Vom, Zum, Zur Von, von der, zu Espanhol La, Los De, de las, de les, de los, del Francês La, Le, L’, Des, Du De, d’ Holandês e Flamengo Ver Todos os demais Inglês Todos Italiano A, D’, Da, De, Dell, Della, Di, Li, L Fonte: MEY, Eliane Serrão Alves. SILVEIRA, Naira Christofoletti. Catalogação no plural. São Paulo, Briquet de Lemos, 2009. 217 p. ISBN 858563739-0 7. Nomes de entidades coletivas cuja entrada principal é feita pelo nome na forma abreviada, utilizar o Cutter de acordo com a entrada (110). O mesmo se aplica às entradas por títulos contendo nomes abreviados. Exemplo: IBGE no catálogo de autoridades: 110 2 $a IBGE 410 2 $a Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Cutter: I12 8. Números: utilizar o Cutter como se os números estivessem escritos por extenso (no idioma em que aparecem na obra). Exemplos: 100 anos … = Cem anos… na tabela: Cels C394 1º dia … = Primeiro dia… na tabela: Prime P953 2nd hour of… = Second hour of… na tabela: Seco S445 Recurso adicional: Utilize o software OCLC Dewey Cutter Program para tirar eventuais dúvidas sobre Cutter. Porém, fique atento para o seguinte: - deixe marcada a segunda opção (Cutter-Sanborn Four Figure Table); - o software trabalha com a versão Four Figure da tabela de Cutter-Sanborn, portanto para o estabelecimento de números da Three Figure (utilizada na UCS), desconsidere o útimo número fornecido. Exemplo: Idioma Iniciar pelo prefixo Não iniciar pelo prefixo Português (Nomes de origem estrangeira, de acordo com o uso da língua Todos Alemão Am, Im, Vom, Zum, Zur Von, von der, zu Espanhol La, Los De, de las, de les, de los, del Francês La, Le, L’, Des, Du De, d’ Holandês e Flamengo Ver Todos os demais Inglês Todos Italiano A, D’, Da, De, Dell, Della, Di, Li, Lo Share this: Print Email Twitter4 Facebook25 LinkedIn1

domingo, 27 de maio de 2012

Guia de carreiras: biblioteconomia

08/03/2011 08h00 - Atualizado em 08/03/2011 08h00 http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/guia-de-carreiras/noticia/2011/03/guia-de-carreiras-biblioteconomia.html Guia de carreiras: biblioteconomia Internet amplia o mercado de trabalho dos bibliotecários. 'Dificilmente um recém-formado fica desempregado', diz William Okubo. Considerado organizador de informações e dicionário de sinônimos, o bibliotecário não vê seu mercado de trabalho ameaçado pela internet. Pelo contrário, William Okubo, de 36 anos, bibliotecário da Mário de Andrade, em São Paulo, diz que toda a informação, independente do formato, precisa ser organizada, e sites como o Google acabam ampliando o mercado para estes profissionais. Conheça um pouco mais sobre a profissão no Guia de Carreiras desta terça-feira (8). “Nem sempre a informática tem a solução para tudo. Organizar a informação será sempre necessário, por mais que a tecnologia se desenvolva, o homem estará por trás dela”, afirma Okubo. Para Okubo, enciclopédias e dicionários podem cair em desuso, porém as bibliotecas ainda guardam documentos, memórias e histórias que não estão digitalizadas. “Pode acontecer de daqui a 50 anos, o bibliotecário não ter mais o espaço físico de trabalho dentro de um escritório, por exemplo. Vai trabalhar on-line, dando informações a distância e fazendo o trabalho de filtro para as pessoas não perderem tanto tempo pesquisando.” O profissional formado em biblioteconomia está habilitado a trabalhar em bibliotecas e centros de documentação e memória. No curso de graduação, o estudante aprende técnicas e códigos para organizar acervos de livros, documentos ou fotografias. Segundo Okubo, que se formou em 1998 pela Universidade de São Paulo (USP), o mercado de trabalho para os profissionais formados em biblioteconomia está aquecido em virtude do crescimento da economia. “Toda empresa produz conhecimento, e o bibliotecário pode atuar como buscador e organizador de informações. Dificilmente um recém-formado fica desempregado, a oferta de estágios é grande. E depois de formado se insere com rapidez.” Cada livro publicado possui uma catalogação na fonte, é uma espécie de ficha onde há o endereço da obra que pode ser identificado no mundo todo. Por meio desta ficha que está cadastrada no sistema do computador das bibliotecas, os bibliotecários conseguem localizar determinado livro através do título, nome do autor, ou outro dado, em poucos minutos. Outra função do bibliotecário é ter habilidade para interpretar o que usuário pesquisa. “Fazemos papel de dicionário de sinônimos. Quadrinhos podem ser chamados de HQ ou literatura em movimento. E tudo isto tem de estar no sistema”, diz. Um dos desafios atuais dos profissionais, segundo Okubo, é criar uma rede nacional das bibliotecas, assim como ocorre nos Estados Unidos. No Brasil, a única iniciativa do gênero é a Unibibliweb que reúne em um portal os acervos da USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Dê adeus às bibliotecas

Dê adeus às bibliotecas Luís Antônio Giron Editor da seção Mente Aberta de ÉPOCA, escreve sobre os principais fatos do universo da literatura, do cinema e da TV (Foto: ÉPOCA) Nostalgia é o oitavo pecado capital destes tempos. Você pode ser retrô e reciclar informações do passado com o glamour e a retina exata do presente. Ser nostálgico e sentir saudade é pecar. Por que sentir falta de um passado que era mais atrasado, mais ridículo e mais sujo do que o presente? Como sei que o presente é o futuro passado e que os brilhos atuais vão parecer foscos aos olhos judiciosos do amanhã, continuo a gostar da nostalgia. Recaio sempre nela, e sinto o olhar reprovador de quem está por perto e nota a infração. Para horror de minha mulher, guardo uma edição da Encyclopedia Britannica, edição de 1962. Pior, vivo consultando seus verbetes absoluta e encantadoramente desatualizados. Agora que a Britannica deixou de ser publicada em papel e migrou inteirinha para a internet, só me resta o prazer táctil de folhear a minha velha prensagem da obra. Não posso evitar ser um ser pré-internético, pré-google, pré-instagram e o diabo a quatro Em um desses meus acessos incuráveis de nostalgia, cometi o crime de visitar a biblioteca pública do meu bairro. Cheguei de mansinho, talvez pensando em reencontrar nas prateleiras os livros que mais me influenciaram e emocionaram. Topei com prateleiras de metal com volumes empoeirados à espera de um leitor que nunca mais apareceu. O lugar estava oco. A bibliotecária me atendeu com aquela suave descortesia típica dessa categoria profissional, como se o visitante fosse um intruso a ser tolerado, mas não absolvido. Eu sei que as bibliotecárias, entre suas muitas funções hoje em dia, sentem-se na obrigação de ocultar os volumes mais raros de suas respectivas bibliotecas. Bibliotecas mais escondem doEm tempos idos, eu encontrava nas bibliotecas públicas um abrigo para meditar, planejar e fugir do mundo. Passeava pelas estantes como quem viajasse por outros planetas, tempos e realidades, memórias, histórias, uma lição de vida aqui, uma descoberta da crueldade humana ali, fantasias inúteis acolá. Devo às bibliotecas a minha formação. Fiz mestrado e doutorado passando tardes enfurnado na Mário de Andrade, no Arquivo do Estado e na Biblioteca Nacional. E sempre frequentei bibliotecas de bairro. Anos atrás, elas costumavam ser lotadas de leitores ávidos. Os usuários se interessavam por cultura, e não apenas como uma ferramenta para subir na vida e destruir os concorrentes. Havia oficinas e debates. Os livros de poesia e os romances não paravam nas prateleiras. Agora os ácaros, os carunchos e toda sorte de inseto venceram os leitores. Para não falar da umidade – que, recentemente, quase acabou com os periódicos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Saí da minha biblioteca do bairro e me dirigi a uma lan house próxima, repleta de meninos e adultos, absortos em pesquisar, mandar emails e jogar. Pela internet, encontrei O touro negro, de Aluísio Azevedo, disponível em arquivo digital no site do domíniopublico.br. Agora tudo quanto é livro pode ser encontrado em sites abertos, como archive.org, openlibrary.org e gutenberg.org. E pensei: perto de uma lan house imunda como aquela, as poeirentas bibliotecas públicas lembram santuários abandonados. Não espanta que as prefeituras de quase todas as cidades do Brasil queiram fechá-las. Daqui a pouco a venerável Biblioteca Nacional vai migrar inteira para o mundo on line, e proibir a entrada de leitores de livros em papel, os antigos livros reais. Será vetado o ingresso no recinto de leitores em carne e osso, gente atrasada que vive em busca de livros de papel. Tudo estará apenas “disponibilizado” (que verbo ridículo) pelas bases de dados via internet. Sou obrigado a dar razão a esses baluartes do conhecimento que são os prefeitos de todas as cidades do Brasil. As bibliotecas não servem mais para nada nem a ninguém. Nem mesmo a mim, que sempre as amei. Ainda assim, toda vez que passo diante do prédio da biblioteca do meu bairro com a intenção de dizer adeus, não consigo. que mostram. Há depósitos ou estantes secretas vedadas aos visitantes. São as melhores – e, graças às bibliotecárias, você jamais chegará a elas. Na recepção daquela pequenina biblioteca municipal, eu me senti uma assombração do passado a importunar a ordem do agora. “Procuro uma coletânea de contos fantásticos de Aluísio Azevedo”, disse à senhora. “O senhor trouxe a referência?” Não. “Por que não consultou o catálogo pela internet?” Sei lá por quê, eu só queria parar por aqui e ler uns livros difíceis de encontrar e talvez levar emprestados... “Os empréstimos são limitados a quatro volumes e a devolução acontece em 15 dias”, ela metralhou, com os olhos pregados no monitor velho e encardido do computador. Por fim, depois de dar um pequeno passeio pelo interior da biblioteca, voltou para informar que não tinha o livro que eu buscava. Virei as costas, imaginando o alívio da funcionária em me ver ir embora. Agora ela podia regressar a sua preguiçosa solidão.

sábado, 12 de maio de 2012

Teoria da Informação

Exercicios para treinar o cérebro Exercícios para cérebros enferrujados Não deixe de ler.. De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Sohw de bloa. Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.. 35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5! Consegues encontrar 2 letras B abaixo? Não desistas senão o teu desejo não se realizará... RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRBRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRBRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR Uma vez que encontrares os B Encontra o 1 IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIII1IIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII Uma vez o 1 encontrado.. Encontra o 6 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999699999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 9999999999999999999 999999999999999 Uma vez o 6 encontrado ...... Encontra o N (É díficil!) MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMNMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMM Uma vez o N encontrado... . Encontra o Q.. OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOQOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO Pede 2 desejos! >>>>>> >>>>>> >>>>>>> >>>>>>>> >>>>>>>>> >>>>>>>>>> >>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>> >>>>>>>>>> >>>>>>>>> >>>>>>>> >>>>>>> >>>>>>>> >>>>>>>>> >>>>>>>>>> >>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>

sábado, 5 de maio de 2012

Lindos, Lindos



Lindos

Lembranças .... Saudades


Ora-pro-Nobis

Ora-pro-nobis

Ora-pro-nobis Pereskia aculeata, é um cacto e dos bem espinhentos. Nativo da América tropical, pertence ao gênero das Pereskias, o mais primitivo dos cactos, único com folhas desenvolvidas. Estas folhas brilhantes, crocantes, verde-escuras e nutritivas são também deliciosas. Diferente dos cactos modernos, com caules grossos e altamente suculentos, ele é mais fino e fibroso, com grandes espinhos na base das folhas, ou melhor, falsos espinhos chamados de acúleos, daí seu nome P. aculeata, para diferenciar das Pereskias sem acúleos. Machuca igualzinho a um espinho verdadeiro e dos bem afiados. Basta uma temporada de chuva para o pé de ora-pro-nóbis ficar exuberante e, maravilhoso. Enchendo a vista de toda a vizinhança, pois florido fica lindo de se ver.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Arceburgo : cantinho de Minas

http://youtu.be/StZk1BirKKQ

quinta-feira, 19 de abril de 2012

EL PARADIGMA POLÍTICO DE LA BIBLIOTECA PÚBLICA II

EL PARADIGMA POLÍTICO DE LA BIBLIOTECA PÚBLICA II [Abril/2012] El factor gubernamental, como uno de los enfoques respecto a la estrecha relación que se percibe entre «bibliotecas públicas y política», se vincula y complementa con el factor ciudadano. Estas instituciones, como un servicio de bien común de primer orden (García y Sutherland, 2011, p. 14), pueden ayudar a potenciar el papel de las y los ciudadanos, sin los cuales resulta difícil hacer realidad la democracia en sus tres importantes dimensiones, esto es, como forma: 1] de Estado, 2] de gobierno y 3] de vida. Y sin el conjunto ciudadano democrático, asimismo, es imposible forjar y sustentar el carácter republicano en torno a esta forma política tridimensional que se entreteje cotidianamente. Por esto, en los escenarios políticos de la democracia y de la república se originan las bibliotecas públicas, tanto en la antigüedad y como en la modernidad. Es en estos cuadrantes políticos, como observamos alrededor del mundo y en los diversos ejes de tiempo y espacio, en los que ellas amplían su radio de acción en materia de colecciones y servicios. En este sentido, el personal bibliotecario, profesional y auxiliar, de esas instituciones bibliotecarias está hoy en día convocado y comprometido social y políticamente a estimular la construcción de ciudadanía. Como afirma Berkerman: “La política que practican las bibliotecas públicas es una consecuencia tanto de lo que son como de lo que esperan lograr” (1996, p. 2). De lo que son como instituciones políticas en el entramado de la estructura política del Estado y de lo que esperan alcanzar como instituciones sociales en el marco del proceso político de los gobiernos democráticos y republicanos. Como se aprecia en la literatura especializada, el factor político/gubernamental de la biblioteca pública converge en el factor político/ciudadano de esta institución de servicio público. Estado y gobierno, democracia y república son los principales elementos que confluyen en la estructura política en que nacen, crecen y evolucionan las bibliotecas públicas para servir al conjunto de ciudadanos, sujetos con derechos políticos y deberes cívicos. Derechos y deberes que demandan educación, información y conocimiento. Pero en otros trances de la historia, estos espacios bibliotecarios han tenido que convertirse en «bibliotecas políticas» no al servicio público de la ciudadanía sino al servicio gubernamental del Estado. Transfiguradas en bibliotecas públicas políticas en el sentido más amplio del concepto para sujetarse a demandas de adoctrinamiento con el objetivo de formar una población irreflexiva y chauvinista, tal como sucedió en tiempos de la Alemania Nazi (Stieg, 1992, p.21). Momentos históricos que nos permitirán reflexionar en otro rubro acerca del paradigma ideológico de esta institución bibliotecaria. Se piensa que es inevitable la participación de la biblioteca en el plano político porque la ubicación de este centro bibliotecario, dentro de la estructura gubernamental, está ligado con el proceso político inherente, insistamos, a la asignación del presupuesto requerido que el gobierno debe asignar para el eficaz funcionamiento del servicio de biblioteca pública (Beckerman, 1996, p. 25). Pero la participación de esta institución cultural no se reduce a este acotado escenario gubernamental, por el contrario, la participación política de ella alcanza la estructura social en que se mueven las personas en su condición de ciudadanos. En razón de esto se asevera: La biblioteca pública tiene un papel que desempeñar en el desarrollo de una democracia informada y educada. Los miembros de la profesión creen que el servicio de biblioteca pública sirve para extender la ciudadanía mediante el acceso a las ideas, a la información y a las obras de la imaginación que hacen posible la participación en la vida social y comunitaria. (Usherwood, 1996, p. 190). Es por esto que en el entrecruce de la democracia con la ciudadanía se estima que “... la biblioteca debería ser una prioridad en manos de un político o de un ayuntamiento que se dirija a sus ciudadanos” (Jornadas Biblioteca Pública y Políticas Culturales, 1997. p. 103). Si la democracia es una forma en donde cohabitan multiplicidad de valores culturales, cívicos, morales y otros; y si la república es una forma justa de gobierno porque está regida por políticas públicas sustentadas por la legislación creada en sus diferentes niveles orgánicos, estructurales y territoriales, entonces el espíritu político del Estado democrático-republicano se puede proyectar a través de la práctica que implica hacer realidad, entre el pueblo, el derecho a leer. Así, en el marco de una política bibliotecaria, con tendencia a ofrecer servicios de biblioteca pública que requiere las personas en su calidad de ciudadanos, se deben seguir contemplando apreciaciones como esta: Todas las naciones cultas han promulgado a esta fecha su ley de Bibliotecas públicas, creando un impuesto especial para su sostenimiento, o bien obligando a los municipios a dedicarles una parte proporcional de sus ingresos. Los Gobiernos han coincidido en apreciar que la lectura pública reúne todos los caracteres jurídicos necesarios para considerarse en derecho como un servicio público primordial para la vida del Estado. (Lasso de la Vega, 1934, p. 9-10). Palabras que corresponden al período político de la historia de España conocido como la Segunda República. Tiempo en que el servicio de biblioteca pública floreció en aquel país; etapa en la que el libro y la lectura figuraron como componentes importantes de la política cultural de un gobierno que se preocupó y ocupó por acercar al pueblo acervos y servicios bibliotecarios de carácter público. Observamos así que este tipo de biblioteca se convirtió, en ese contexto, en una necesidad política tanto para el pueblo como para el gobierno, es decir, para la organización de un sistema republicano como forma de Estado. En la esfera de la política del libro durante aquella Segunda República se valora: El nuevo Estado con la generalización de la lectura pública «republicana» pretendía asociar las bibliotecas con la democracia. Para que un ciudadano pudiera ejercer sus derechos y deberes libremente en un estado democrático debía tener a su disposición los medios necesarios para instruirse e informarse acerca del mundo que le rodeaba. La biblioteca fue un agente de socialización política del régimen en un intento de republicanizar a los ciudadanos del país, ya que puso a disposición de éstos numerosas publicaciones para elevar su formación intelectual y profesional, así como para facilitar el ejercicio de los nuevos derechos políticos adquiridos. Al mismo tiempo, mucho de estos libros contribuyeron a la difusión de los valores republicanos y democráticos (Martínez, 2003, p. 24-25). El servicio de biblioteca pública en los movimientos revolucionarios cobra realidad política mediante la acción que aspira a construir espacios de libertad pública para leer. La cultura bibliográfica en general y la cultura bibliotecaria pública en particular han formado parte importante de la trama de importantes revoluciones, como las acontecidas en Francia, Rusia, México y Cuba. Estos movimientos progresistas así han estado vinculados con la libertad de leer, la que se configura durante la instauración de contextos republicanos como una libertad política para elevar el nivel de ilustración del pueblo, con la finalidad que éste logre participar en los asuntos comunes; para que pueda interesarse en los asuntos públicos. Estos espacios tienen el brío de construir el componente ciudadano pues se reconoce en términos generales que: Las bibliotecas tienen el poder para producir (en palabras de S R Ranganathan) ‘la felicidad material, la alegría mental y el deleite espiritual’; son ‘instituciones sociales encargadas de la obligación de proporcionar los medios para la auto-educación perpetua de todos y cada uno’, y entonces contribuir a la circulación de ideas, al aprovechamiento del ocio, a las exigencias de la democracia, a la propagación de la alfabetización y al éxito de las empresas comerciales e industriales. Expresado de manera más radical, es cierto decir que las bibliotecas son instrumentos poderosos del cambio social y político. Expresado incluso más radicalmente, las bibliotecas existen para el bien de la libertad de pensamiento. (Thompson, 1974, p. 9-10). En esta contextura política, las bibliotecas públicas son tema tanto de aspiración republicana como de espíritu revolucionario; son materia tanto de proyecto ciudadano como de propósito democrático. Con base en esta percepción se ha llegado a valorar en ocasiones que “la biblioteca pública ha sido y se utiliza como un instrumento político para el cambio político y social” (Usherwood, 1996, p. 191). Aunque a veces también se ha usado como dispositivo político para el estancamiento o retroceso del Estado y de la sociedad, es decir, para favorecer el status quo de gobiernos nefandos. Las bibliotecas públicas en las dictaduras militares de América Latina durante el siglo XX es un ejemplo en este sentido. Razón por la que se infiere: Las bibliotecas públicas son un producto de la historia. Al igual que otras instituciones públicas, las bibliotecas públicas funcionan en el contexto de diferentes sistemas políticos. Debido a esto, hay diferentes puntos de vista en cuanto a su propósito político. Las bibliotecas públicas en todo el mundo son financiadas por los gobiernos de alguna descripción. La existencia de estas bibliotecas se encuentra en un entorno político que podría no ser del todo favorable para ellas. (Smith and Usherwood, 2003, p. 76). Hay periodos políticos que, en efecto, las bibliotecas están bajo ataque constante. Abundan los actos de censura que practican contra ellas los diversos aparatos del Estado y los grupos conservadores de la sociedad en ciertas atmósferas de represión e intolerancia. Esto es muestra que el poder de la biblioteca y el poder de la información documental se manifiestan paralelamente porque el binomio biblioteca-información es tanto un instrumento intelectual a disposición de la clase socialmente dominante como un recurso liberador disponible para la clase socialmente dominada. Es en este cuadrante dialéctico y antagónico que las bibliotecas públicas se distinguen en determinadas épocas también como “instrumentos de cambio social y político”, puesto que como “guardianes de la libertad de pensamiento, son bastiones de la libertad” (Thompson, 1974, p. 110); y son también baluartes de la igualdad y la justicia. Dicho de otra manera, en los Estados capitalistas las bibliotecas públicas coadyuvan ordinariamente al control social, puesto que su objetivo político general, acordado desde las esferas de la política cultural del Estado, es controlar el acceso a la información y, por ende, los hábitos de lectura del pueblo para así asegurar que tenga éste las habilidades necesarias que apunten a perpetuar el sistema social capitalista. Desde esta óptica política, esas instituciones son herramientas culturales de información bibliográfica para reproducir la economía capitalista, es decir, para beneficiar el stablishment constituido por el grupo dominante que detenta el poder del Estado. Aunque cabe reconocer que esta tendencia preponderante ha logrado, en ciertas épocas prerrevolucionarias y revolucionarias, revertirse a favor de las clases subalternas. En este sentido, esta naturaleza de biblioteca es producto también de la acción política del pueblo lector. Referencias Berkerman, Edwin. (1996). Politics and the American public library: creating political support for library goals. Landhm, Md.: The Scarecrow. García, June; Sutherland, Sue. (2001). Directores de biblioteca pública en la arena política. Barcelona: Fundación Bertelsmann. Jornadas Biblioteca Pública y Políticas Culturales (1997: Barcelona, España). La biblioteca pública: un compromiso político. Barcelona: Fundación Bertelsmann. Lasso de la Vega, Javier (1934). Política bibliotecaria. Boletín de Bibliotecas y Bibliografía. I (2), pp. 10-15 Martínez Rus, Ana. (2003). La política del libro durante la Segunda República: la socialización de la lectura. España: Ediciones Trea. Smith, Kerry; Usherwood, Bob. (2003). Public library politics: an internacional perspective. Australian Public Libraries and Informacition Services. 16 (2): 76-80 Stieg, Margaret F. (1992). Public libraries in Nazi Germany. Tuscaloosa: The University Alabama Press. Thompson, James. (1974). Library power: a new philosophy of librarianship. London: Clive Bingley. Usherwood, Bob. (1996). Public libraries and political purpose. En: Continuity and innovation in the public library : the development of a social institution. London : Library Association. pp. 189-209. Sobre Felipe Meneses Tello Cursó la Licenciatura en Bibliotecología y la Maestría en Bibliotecología en la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Doctor en Bibliotecología y Estudios de la Información por la (UNAM). Actualmente es profesor definitivo de asignatura en el Colegio de Bibliotecología de la Facultad de Filosofía y Letras de UNAM. En la licenciatura imparte la cátedra «Servicios Bibliotecarios y de Información« con una perspectiva social y política. Asimismo, imparte en el programa de la Maestría en Bibliotecología y Estudios de la Información de esa facultad el seminario «Servicios Bibliotecarios para Comunidades Multiculturales». Es Coordinador de la Biblioteca del Instituto de Matemáticas de esa universidad y fundador del Círculo de Estudios sobre Bibliotecología Política y Social y fue responsable del «Correo BiblioPolítico» que publicó en varias listas de discusión entre 2000-2010.

terça-feira, 17 de abril de 2012

BibLivre: uma base de dados alimentada por 4 PCs. Qual o procedimen​to?

[bibliofor​tce]
Ricardo ricardonasci2008@yahoo.com.br por yahoogrupos.com.br
11 abr (6 dias atrás)

para bibliofortce

BibLivre: uma base de dados alimentada por 4 PCs. Onde encontrar informações para o procedimento?
Estou inserindo dados no BibLivre no meu notebook. A partir da próxima semana receberemos 3 novos PCs. Qual o precedimento para alimentarmos uma única base de dados do BibLivre a partir de 4 máquinas? Já experimentei utilizar a mesma senha em outro PC, mas cada um cria uma base diferente.

Resposta:

No caso você precisa determinar qual computador será o servidor, ou seja, onde hospedará o biblivre e no caso todos os dados (base de dados) e este deverá permanecer ligado 24h ou então nas horas que vocês estiverem utilizando. A partir desta definição os outros computadores não precisam instalar o biblivre e sim acessar o endereço do computador que foi definido como servidor, trabalhando assim "online" numa rede local ou então dependendo de como for estruturado as pessoas poderiam ate trabalhar de casa e acessar o servidor para trabalhar. Com isso você pode/deve definir um usuário para cada pessoa e também pode restringir as ações que cada um pode fazer dentro do software.


__._,_.___

Qual software que me indicam para essa realidade?

Ricardo ricardonasci2008@yahoo.com.br por yahoogrupos.com.br
11 abr (6 dias atrás)

para bibliofortce



Olá colegas, trabalho numa biblioteca pública municipal, qual software que me indicam para essa realidade?

10 Respostas:

É preciso saber os seus processos. O que você necessita. Existem muitos softwares free e gratuitos (há diferença entre eles). Mapeando o seu setor ou a biblioteca saberás e assim poderás procurar aquele que atende a todas as suas necessidades...

Como foi colocado pela Stephanie, antes de tomar qualquer decisão, se faz necessário que faças um levantamento de necessidades até para saberes ao certo do que precisa.
De toda sorte, não custa nada dar uma olhada no ABCD: http://abcdbrasil.org/
Bom trabalho.

Gostaria de sugerir uma leitura, quem sabe não lhe abre alguns caminhos para solucionar o seu problema! Além disso você terá de ter um embasamento teórico na solicitação de qualquer software, não é mesmo!?
http://www8.fgv.br/bibliodata/geral/docs/software_livre_para_bibliotecas.pdf

Nossa realidade em bcas públicas sabemos bem, portanto a minha inclinação a um software gratuito tipo PHL. Mas vale a pena um levantamento mais apurado sim. Valeu a indicação dos textos

Eu Nunca trabalhei com o PHL, mas trabalho em uma biblioteca pública e entendo todas as dificuldades, eu aqui trabalho com o Sophia, que na época foi o melhor preço dentro do que eu precisava, ele não é perfeito, porém atende minhas necessidades. Acho que vale a pena levar em conta, tamanho de acervo, a comunidade usuária e quais tipo de serviço quer aprimorar ou criar com a implantação do software.

Eu trabalho com o PHL na versão paga, no modo livre eu usei em escola e biblioteca pública, ele tem muitas ferramentas, mais tem que estuda o manual para ver se ele responde as suas necessidades. Recomendo que abaixe o PHL e estuda sua viabilidade no seu local de trabalho. Segui o link.
http://www.elysio.com.br/.

Optamos por adotar o Koha, um softwali livre e muito robusto. Está traduzido 100% para o português e é o software livre mais completo que existe. Caso seja uma pequena biblioteca, uma boa Opção é o PMB, software livre francês bem completo, com tradução parcial para o português, mas que também é bem robusto e conta com um grande ecosistema de desenvolvimento.

Estou utilizando no momento o PHL. Tenho tido bons resultados dentro do que a biblioteca em questão necessita. Já utilizei o ACBD e também foi ótima a experiência. Assim como foi dito anteriormente pelos colegas acima, o importante é que você mapeie o setor para entender as necessidades.

Utilizo o PHL há 06 anos e sempre atendeu as minhas necessidades.
Utilizei em escritórios de advocacias e bibliotecas particulares.
Há um ano utilizei o software do SISBIBLI, no colégio em que trabalhei por que geralmente as instituições procuram ver a funcionalidade e intercâmbio entre os setores. Mas este software é muito precário.
Vale a pena você conhecer outros e verificar a sua viabilidade.

Comece a dar uma olhada nas informações sobre o Koha. Dá de 10 a 0 no PHL e é 100% aberto e gratuito. Dá um certo trabalhinho na instalação, mas você certamente não irá se arrepender. Vai por mim... Ele vem com um layout bastante interessante, mas se você quiser personalizá-lo, é só arrumar alguém na prefeitura que conheça um pouquinho de programação e rapidinho vocês colocam ele pra funcionar. Optando por ficar com o layout dele, é só definir com o pessoal da catalogação como será o preenchimento dos campos (ele trabalha em MARC ou UNIMARC) e correr pro abraço.

Fonte: Linkedin

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Google revela Project Glass: os óculos futurísticos de realidade aumentada

Google revela Project Glass: os óculos futurísticos de realidade aumentada

Project Glass
A Google revelou ontem um projeto chamado "Project Glass", que se encaixa muito bem naquele tipo de tecnologia que você até então acreditava ser coisa de filmes de ficção, mas agora não sabe se fica muito empolgado ou com medo do futuro próximo.

O Project Glass é um óculos que utiliza a realidade aumentada, colocando no seu campo de visão diversos recursos que hoje precisamos do smartphone para realizar, como ver notificações, navegar pelos mapas, atender chamadas, entre outros. Veja o vídeo liberado no Google+ para entender melhor.

O projeto está sendo desenvolvido no laboratório do Google[x] e tem a sua frente três especialistas de diferentes área de atuação. Babak Parviz é professor da Universidade de Washington e já realizou trabalhos com lentes de contos inteligente; Steve Lee trabalha com o Google Latitude e novos serviços baseados no histórico dos usuários; e Sebastian Thrun, professor da Universidade de Stanford e parte da equipe que desenvolveu o carro autônomo do Google.

O Project Glass ainda está no início do seu desenvolvimento. Portanto, por mais que você queira se sentir como Tony Stark com uma interface projetada dentro do seu capacete de liga de titânio com ouro, não espere que ele se torne um produto real ainda neste ano. Por enquanto, ele é mais um conceito do que um produto.

Project Glass
A Google só liberou o vídeo conceito do Project Glass para ouvir os comentários e ideias dos usuários. Mas enquanto há comentários entusiastas e muitos que não podem esperar para ver isso nas prateleiras, há também ponderações sensatas como da revista Wired: Como fica a privacidade se qualquer um pode bater fotos com um piscar de olhos, sem ser percebido? Quais serão as implicações sociais dessa tecnologia? Como fazer um adolescente manter relações pessoais, enquanto notificações, fotos e e-mails pipocam bem em frente aos seus olhos?

Essas questões precisam ser levantadas e discutidas. A tecnologia deve evoluir para ajudar e melhorar as nossas vidas e não apenas pela evolução em si, como um fim. Ou senão, algo assim pode acontecer:

Fonte:http://www.tudocelular.com