quinta-feira, 18 de abril de 2013

RDA: O MODELO DE NEGÓCIO QUE INFLACIONA A CATALOGAÇÃO BRASILEIRA

RDA: O MODELO DE NEGÓCIO QUE INFLACIONA A CATALOGAÇÃO BRASILEIRA

Fernando Modesto


Desde o dia 1 de abril de 2013 (e não é mentira), a Biblioteca do Congresso (LC) dos EUA e a Biblioteca Britânica estão usando a RDA como seu padrão descritivo oficial de catalogação bibliográfica. Sobre os procedimentos que nortearam a adoção da norma pela Biblioteca do Congresso, os mesmos podem ser acessados no endereço:http://www.loc.gov/aba/rda/pdf/RDA_Long-Range_Training_Plan.pdf.

A decisão da LC e Biblioteca Britânica simbolizam a oficialização da nova norma, e de toda uma estrutura comercial mais ampla para popularizar o seu uso. Certamente, muito mais livros, artigos, cursos, seminários, grupos de discussão serão produzidos. Algum material será disponibilizado gratuitamente, e tudo mais comercializado. Neste sentido, na última edição desta coluna, discutiu-se o modelo de negócio estabelecido para acesso e uso da RDA.

Embora muitas bibliotecas brasileiras tenham condições financeiras de efetuar uma assinatura anual para o acesso à nova norma, creio que outras tantas bibliotecas dificilmente terão tais condições, ou enfrentarão grandes dificuldades, seja pela ausência de apoio institucional, ou mesmo pela impossibilidade de realizar a assinatura pessoal.

Apesar da comunidade bibliotecária brasileira não ter debatido (a meu ver), com a devida profundidade a necessidade de adotar imediatamente a RDA, o procedimento para sua adoção, ou os custos envolvidos. O cenário catalográfico atual embute um detalhe gerado pela nova economia digital – propriedade (compra de um produto), ou acesso (aquisição de uma licença renovável). Para exercer a prática catalográfica, sob novas diretrizes, pode-se tentar comprar uma versão impressa, mas enfrentando todos os custos de atualização, à semelhança da AACR2r. Eis, então, o dilema de momento dos catalogadores brasileiros (comprar o código em inglês ou fazer uma assinatura anual de acesso ao conteúdo e tudo mais em inglês).

Como frisado, tem-se um ambiente econômico digital. Recorde-se de modelos como: Apple Store e o iTunesGoogleplayAmazon, e as Editoras de Revistas Científicas. A RDA é, agora, um recurso comercializado como serviço em nuvem. Se a banda larga da biblioteca não for estável, os dias do catalogador serão de tempestades. Enquanto pagar tem (acesso), parou –logout definitivo.

Tanto no mundo da economia tradicional, quanto da digital, não existe almoço grátis. No universo das bibliotecas, o código de catalogação não é mais a compra de uma publicação única, mas de um acesso renovável por assinatura, sem anotações ou comentários a lápis nos pés de páginas. Porém, é bom salientar que a RDA não é unanimidade, nem nos Estados Unidos. Não que isto venha a afetar sua ampla adoção.

Apesar das comunicações oficiais positivas da ALA (American Library Association) e da Biblioteca do Congresso, a comunidade bibliotecária norte-americana tem expressado dúvidas sobre muitos aspectos da RDA. A começar pela declaração da RDA ser focada nos usuários. As quatro tarefas básicas do usuário, preconizadas nos princípios da FRBR, na qual a RDA em parte se baseia, não indica o envolvimento de algum estudo de usuário para a definição dessas tarefas. Nenhum estudo em particular é conhecido.

Outra preocupação se refere ao alto custo de adoção da RDA. O RDA Toolkit é oferecido por meio de uma assinatura anual de $380 dólares, com um preço básico para dois ou mais usuários. Uma assinatura anual única por usuário é oferecida no valor de $195 dólares, enquanto a edição impressa está disponível por $150 dólares (deixo ao leitor a conversão para o real).

A maioria dos catalogadores norte-americanos, atualmente, acessam a AACR2r pela versão impressa que custa $95 dólares, ou pelo recurso online  denominado Cataloger’s Desktop, que inclui dezenas de normas e ferramentas de catalogação, e cuja assinatura anual para multiusuários começa entre $525 e $685 dólares. Este recurso multiusuário que parece caro segundo padrões financeiros do Brasil, é mais vantajoso que o proposto pelo modelo de negócio da RDA. O RDA Toolkit não inclui assinatura no modelo do Cataloger’s Desktop, mas sim inscrições separadas.

Outro custo está relacionado com a atualização profissional. Nos Estados Unidos, a maioria dos catalogadores é de nível técnico, e para utilizar a RDA requerem uma capacitação específica. Portanto, pessoal capacitado para viajar a locais distantes e ministrar treinamento é caro e, mesmo o treinamento on-line ainda é caro.

Outra preocupação é que a RDA foi projetada para operar em um ambiente de informação que ainda não existe. A falada Web Semântica ainda está em desenvolvimento, e há questionamentos se ela vai realizar tudo o que é esperado. Em relação a isto, e à informatização de bibliotecas, é fato que nenhum software bibliográfico existe comercialmente para explorar todas as capacidades da RDA. Há apenas protótipos.

Bibliotecários brasileiros, o que fazer? Pagamos ao “Tio Sam” ou voltamos para as fichas lascadas, em nosso velho e saudoso MicroIsis? Na lista de catalogação “Grupo de Estudos em Catalogação” (GCAT) foi postado indicação sobre como burlar o acesso ao serviço do RDA Toolkit.

Basta acessar o site http://access.rdatoolkit.org/, e preencher no login de usuário: rda, e na senha (password): rda. Apesar de o sistema franquear por trinta dias a experimentação do serviço.

Ressalte-se que os “Gringos” não são bobos por se deixarem enganar assim. Tudo não passa de estratégia mercadológica. Recorde-se o caso da Microsoft e o seu sistema operacional Windows ou seu produto Office (de editoração de texto), os mais copiados (pirateados) do mundo. Será que a Empresa se preocupou (talvez um pouquinho)? Afinal, quanto mais pessoas copiavam mais dependentes se tornavam. O serviço RDA Toolkit parece seguir a mesma lógica: estimular a familiaridade, e a dependência psicológica e técnica.

Até mesmo, copiar os arquivos da RDA pode ser trabalho inútil. O código não está completo, e atualizações são uma constante. Quando o serviço começar para valer a tranca será eficaz, e com dosagens de acesso planejadas.

O que fazer? Bem, podemos lançar um modelo de negócio. Fichar toda a RDA e por meio do correio impresso, por carta social (mais barata), circular as regras e exemplos de registros. Uma assinatura de dez reais com acesso a uma dezena de fichas normativas. Por $1 real cada ficha fotocopiada. Podemos pensar (analogicamente) em uma pirâmide catalográfica, como aquelas pirâmides financeiras. Como dei a ideia fico no topo da cadeia alimentar dos $$ (reais). Os demais vão se desdobrando para compor seus grupos de contribuintes catalogadores, a cada $10 reais que você receber, $1 real é meu. Posso ser um bibliotecário modesto, mas não sou catalogador burro. Nada de digital para não ser rastreado, como Megaupload.

Brincadeiras a parte, há um movimento nascente contra está estrutura de disseminação da RDA. Uma alternativa é a Cooperative Cataloging Rules Blog, lançada em 2009. Estruturada para a comunidade de catalogação, e destinada a permitir que as regras atuais sejam mantidas e atualizadas por catalogadores que optam por não adotar a RDA.

Em realidade, não se tem noticias mais atuais sobre a mobilização, mas uma explicação sobre a proposta alternativa é apresentada por James Weinheimer (Diretor de Biblioteca e Serviços de Informação da Universidade Americana de Roma, Itália).

Segundo Weinheimer, muitos na comunidade bibliotecária de catalogação têm reservas sobre implementar a RDA. Eles sentem que, além dos transtornos que irá causar no dia-a-dia dos catalogadores, a RDA não vai resolver os problemas enfrentados pela comunidade de catalogação. A questão tem sido discutida em vários lugares, incluindo a literatura técnica, listas de discussão, e entre bibliotecas. A questão se agrava, ainda, pelos problemas orçamentários que as bibliotecas norte-americanas enfrentam, e não são somente os custos de reorganização, reconversão, revisão da documentação local. Mas, além da assinatura on-line, fazer uso da RDA e desenvolver novas habilidades catalográficas, especialmente para um produto que não está completo.

As bibliotecas têm preocupações legítimas. O temor de que as regras antigas não serão mais mantidas e atualizadas, portanto, que em essência não há escolha a não ser adotar a RDA, porque se as bibliotecas não o fizerem, ficarão para sempre presas no ano de 2009 (ou 2013 ou outro, sempre que venha uma atualização da RDA).

Neste sentido, a iniciativa da Cooperative Cataloging Rules é ser um espaço para construir a interpretação das regras disponibilizadas em um ambiente wiki para pesquisa e desenvolvimento. Segundo o mentor, há um grupo internacional de especialistas em catalogação dispostos a se envolverem no esforço. Mas, há necessidade da participação de muitos mais especialistas em catalogação.

O próprio James Weinheimer comenta a sua hesitação em adentrar na mobilização, até mesmo pelo apreço aos seus colegas que trabalham diligentemente na criação da RDA. No entanto, ele observa que a sua biblioteca não está em condições de adotar a RDA e nem arcar com os custos (anteriormente citados) envolvidos que inevitavelmente surgem em um projeto de grande escala como este. Apesar de acreditar na importância da biblioteca tradicional adaptar sua catalogação, em resposta às mudanças da sociedade, e no intercâmbio de conhecimento. Levanta dúvidas se a RDA realmente fará isso: fornecer às bibliotecas ou para os usuários das bibliotecas o que eles querem e precisam.

Assim, alternativas devem ser encontradas. Tudo que os bibliotecários precisam fazer é manter seus exemplares atuais da AACR2r, complementados pelas LCRIs (Library of Congress Rule Interpretations), para poder continuar a desenvolverem-se em uma forma de cooperativa global.

Abre-se parênteses para destacar que as LCRIs foram substituídas pela Library of Congress Policy Statements, que estão disponíveis gratuitamente no www.loc.gov/aba/.

Retornando aos comentários de Weinheimer, a proposta da Cooperativa é dar às bibliotecas uma escolha real, mas, também, oferecer aos catalogadores um canal de voz sobre o futuro da sua profissão. Como nada disto foi tentado antes, não há como prever o seu desenvolvimento. É presumido algo semelhante ao desenvolvimento do sistema operacional Linux, aplicado aos padrões bibliográficos. Além da questão prática, é incluído no projeto aspectos do debate teóricos.

Assim, o segundo propósito da Cooperativa é estabelecer uma base conceitual comum com outras comunidades de metadados para que se possa começar a entender um ao outro. Isto é, a antecipação do momento na qual as diferentes comunidades compartilham seus metadados de forma coerente e/ou de forma que não se pode imaginar neste momento. O compartilhamento e a cooperação de informações não pode ser uma via de mão única. Enquanto outras comunidades precisam entender as bibliotecas, há a necessidade das bibliotecas entenderem outras comunidades e as suas necessidades.

Cita-se como exemplo, o registro editado em ONIX e o registro editado em AACR2 que podem ser bastante diferentes conceitualmente, gerando confusão entre todos os interessados. Acrescente a isso as variedades recém-surgidas de recursos digitais continuamente atualizados, com anotações compartilhadas. A própria ideia de edição torna-se de difícil definição. Para que se possa cooperar, é importante que entendamos uns aos outros. Nas ações preconizadas pelaCooperative Cataloging Rules, há um lugar para essa discussão.

Antes que todos possam começar a trabalhar juntos, é preciso haver um entendimento sobre o que os outros estão fazendo, e isso é especialmente importante para aqueles que trabalham no nível prático e cotidiano. Neste aspecto, a Cooperative Cataloging Rules tenta proporcionar um espaço para a partilha e troca de conceitos bibliográficos, com ênfase na "cooperação".

Não se sabe como todo o processo irá se desenvolver, ou se haverá algum interesse em tudo que é proposto. No entanto, se o esforço não for feito nunca se saberá de seu possível sucesso. Apesar de ser uma ação aberta à participação de interessados, no inicio a intenção é contar apenas com catalogadores profissionais, e criadores de metadados para coordenar as páginas eletrônicas e as suas alterações e comentários.

Projeto envolvendo metadados tornou-se uma preocupação tão importante na atualidade. Muitos projetos de padrões de metadados são desenvolvidos de forma aberta, e isto é inevitável. Sente-se que é importante para os bibliotecários catalogadores se envolverem o mais profundamente possível. Caso contrário, todos estes desenvolvimentos importantes que ocorrem terão lugar sem eles.

Weinheimer observa que o projeto só pode funcionar com a ajuda das pessoas. Lembra que o projeto não é seu, ele é apenas o iniciador. Convida a participação pelo site:http://sites.google.com/site/opencatalogingrules/.

A proposta apresentada é uma sugestão que pode ser copiada pela comunidade brasileira de bibliotecários. Sabe-se que, institucionalmente, muitas bibliotecas estão promovendo a capacitação de suas equipes na habilitação ao novo código, mas é ação individual, e questões de fundo não são discutidas sobre a catalogação brasileira.

Não temos redes cooperativas ou consórcios de abrangência nacional. As informações sobre os destinos do histórico Bibliodata não são claras. Mesmo o código em vigor no país – AACR2r, não teve nenhuma folha atualizada desde o seu lançamento, ao que parece foi abandonado precocemente. 

Muitas bibliotecas (de médio e pequeno porte) estão alijadas deste acesso e de melhores reflexões sobre práticas adotadas. E a própria comunidade bibliotecária sequer se preocupou em instituir algum comitê, ou comissão, ou grupo de catalogadores para pensar um esboço de política de catalogação bibliográfica nacional.

Enfim, em terras tupiniquins vamos vendo a banda passar. Um evento aqui, outro acolá, mas de consistência ainda nada.

AFINAL, O QUE FAZ O BIBLIOTECÁRIO?

AFINAL, O QUE FAZ O BIBLIOTECÁRIO?

Oswaldo Francisco de Almeida Júnior

Há muitos anos ministro (ou ministrava) uma disciplina oferecida no primeiro semestre do curso de Biblioteconomia: Fundamentos da Ciência da Informação e da Biblioteconomia. Invariavelmente, boa parte dos alunos desconhecia a área e, como seus colegas, amigos e parentes, tinha dificuldade até mesmo para pronunciar o nome do curso. É mais do que conhecida a recorrente frase apresentada em sala pelos ingressantes, referindo-se à surpresa dos que lhes perguntam que curso estão fazendo: “Biblio... quê?”.

Alguns escolhem o curso por conhecerem bibliotecários ou por terem lido algo sobre a profissão. Em ambos os casos, também possuem uma visão restrita do fazer do bibliotecário. Há os que optaram pela profissão por gostarem de ler (um número muito significativo dos ingressantes), outros porque a concorrência no vestibular era menor, ainda outros porque leram algo sobre o curso, tanto em jornais como em manuais veiculados pelos organizadores de vestibular. De qualquer forma, a maioria inicia os estudos com pouco ou nenhum conhecimento das atividades, atribuições, trabalhos, necessidades, competências etc. do profissional.

Quando se encontram com amigos, mesmo depois de alguns semestres cursados, a maioria dos alunos sempre têm dificuldades para explicar, sucintamente, o que faz o bibliotecário. Titubeiam, gaguejam frente a perguntas do tipo: “O que você vai fazer depois de formado? Vai trabalhar aonde? Quais serão suas tarefas? É preciso 4 anos de estudo para fazer isso? Afinal, o que faz um bibliotecário?”.

Pretendia, como professor da disciplina, que ao final do semestre os alunos pudessem responder a essa pergunta. No início das aulas eu apresentava uma síntese do que entendo ser o fazer do bibliotecário, mesmo que o entendimento da amplitude desse fazer não ficasse tão claro. Esperava que durante o semestre, com as discussões, leituras etc., os alunos pudessem terminar a disciplina com uma ideia mais apropriada sobre o tema.

Toda tentativa de síntese é sempre simplificadora, mas, mesmo correndo esse risco, vou apresentar o que entendo ser o fazer do bibliotecário:

O Bibliotecário é o profissional que medeia a necessidade informacional e as informações que satisfaçam essa necessidade.

Muitas outras ações estão embutidas, implícitas nessa síntese. A necessidade informacional de um usuário ou de um conjunto de usuários deve ser conhecida ou, ao menos, procurada. As informações que satisfazem uma necessidade informacional estão espalhadas, perdidas no universo informacional. É preciso organizá-las, armazená-las, prepará-las para que possam ser recuperadas. É voz corrente na área que muita informação é não-informação, que informações não organizadas são não-informações. O espaço onde ocorre a mediação não precisa ser, necessariamente, físico. Hoje, discutimos como atingir o usuário que não frequenta os espaços físicos da biblioteca, do centro cultural, dos equipamentos informacionais. Como atingir o aluno que faz suas pesquisas escolares sem utilizar os espaços da biblioteca, pesquisando apenas em sites, blogs, googles e outros espaços virtuais?

A mediação não ocorre apenas no “atendimento” ao usuário, no Serviço de Referência e Informação. Ela está presente em todas as ações do bibliotecário. Nas relações que exigem e pedem a presença do usuário, fisicamente ou não, estamos no âmbito da Mediação Explícita. Já nas ações em que essa presença não é obrigatória, como nos fazeres relativos ao armazenamento e organização, estamos no âmbito da Mediação Implícita.

Importante lembrar e deixar claro: a mediação não é um momento, mas um processo. Ela envolve não só o usuário, o bibliotecário, como também o “produtor” da informação (ou da protoinformação, como prefiro chamar), os suportes com os quais o bibliotecário lida, o equipamento informacional (físico ou não), o momento em que todo o processo acontece (não um momento determinado) e a informação. Nenhum dos “personagens” elencados é neutro, isento, imparcial. Pelo contrário, todos interferem, pouco ou muito, na apropriação da informação.

Claro que este não é um tema para ser discutido em um espaço curto, mas deve ser constantemente apresentado, pois, acredito, os fazeres do bibliotecário, assim como os de qualquer profissional, se modificam, se transformam sempre, atendendo as mudanças e transformações da sociedade.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Galeno Amorim fala sobre sua saída da Fundação Biblioteca Nacional

Galeno Amorim fala sobre sua saída da Fundação Biblioteca Nacional

Jornal A Cidade, Ribeirão Preto/SP - 06/04/13
Desde o dia 27 de março, o ribeirão-pretano Galeno Amorim não é mais presidente da Fundação Biblioteca Nacional. Exonerado pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, após uma gestão de dois anos e dois meses, ele fala nesta entrevista sobre seu trabalho à frente da FBN e responde às críticas que teriam motivado sua demissão.
Galeno começou a se destacar na carreira política quando foi secretário de Cultura no governo do ex-prefeito petista Antônio Palocci.
Jornalista, escritor e militante da causa do livro e da leitura, é autor de 16 títulos. Um deles é “Retratos da Leitura no Brasil”, do qual foi organizador. Confira a conversa a seguir.
A Cidade - Qual foi o motivo de sua saída da Fundação Biblioteca Nacional?
Galeno Amorim - Cumpri um ciclo na Fundação. Fui convidado pela ministra Ana de Hollanda e era natural, com a chegada de uma nova ministra e a consequente reorganização da equipe, que ocorressem mudanças em cargos chaves. A saída deveria, inclusive, ter ocorrido antes, mas acertamos de permanecer um tempo mais para concluir o projeto BN+200, que entreguei à ministra no meu último dia e será o momento mais importante da história da BN desde a construção do seu prédio sede. Saio com a consciência de dever cumprido.
Como você avalia seu trabalho nestes dois anos e dois meses de gestão?
Foi amplamente positiva, dentro de um quadro de grandes desafios e dificuldades. Criei na FBN o Centro Internacional do Livro, que implantou um bem sucedido programa de internacionalização da literatura brasileira. Demos também um passo importante para a criação de uma instituição exclusiva para gerir as políticas do livro. O Circuito Nacional de Feiras de Livro, com a Caravana de Escritores, que implantamos, terá, em 2013, mais de 200 feiras e festivais no País. Passamos a atender duas mil bibliotecas com o Programa de Acervos. E passamos a abrir a Biblioteca Nacional nos finais de semana e feriados, aumentando o número de visitantes para 700 mil por ano.
Os críticos apontaram algumas questões que teriam motivado sua saída: entre elas o acúmulo de funções da FBN e problemas estruturais na própria biblioteca e em seu acervo.
Houve, evidentemente, mais trabalho, o que não foi ruim e deu boa visibilidade à instituição. Procurei compensar o trabalho extra ampliando a equipe, descentralizando a execução de projetos e, sobretudo, aumentando minha própria carga de trabalho, de não menos de 12 horas diárias. A questão é que havia e há um acúmulo de problemas crônicos, já que a última grande reforma foi na década de 1980. Já no primeiro ano, fiz um amplo diagnóstico dos problemas e passei a criar formas de viabilizar um grande investimento, o que costuma levar tempo.
Com a sua saída, acredita que Ribeirão Preto perde cada vez mais espaço no governo de Dilma Roussef?
De forma nenhuma. O governo Dilma, assim como fez Lula, tem investido muito em Ribeirão. Embora tenha iniciado minha trajetória em Ribeirão, que é a minha cidade e da qual me orgulho muito, na verdade fui para o governo em função como gestor e especialista na questão do livro e leitura.
Acredita que o Governo Federal tem hoje uma política eficiente de incentivo à leitura?
O grande mérito do Governo Federal, mas também governos estaduais e municipais, nesta década, é que está criando e fortalecendo seus programas de incentivo à leitura como uma política de Estado. O Plano Nacional do Livro e Leitura, que eu criei, é o primeiro em 500 anos de história. Agora, por exemplo, o Ministério da Cultura tem, concentrados quase todos na FBN, mais de 40 ações na área. Isso é dez vezes mais do que uma década atrás.
Como atrair o jovem para a leitura em tempos de internet, tablets e Iphones?
Internet, tablets e outras parafernálias tecnológicas podem ajudar a atrair mais gente para a leitura. Tanto faz ler, por exemplo, “Dom Casmurro” no livro impresso em papel, no digital, no áudio ou em braile. O importante é a apropriação desse conteúdo.
Com sua saída da FBN você volta para Ribeirão Preto?
Estou morando no Rio, mas mantenho meu apartamento no centro de Ribeirão. Adoro a cidade, que foi onde eu nasci e estão meus amigos e familiares. Antes da Biblioteca Nacional, mantinha minha vida profissional em São Paulo e passava quase todo o tempo em agendas pelos Estados ou fora do País. Farei a mesma coisa agora, com palestras, consultorias, projetos e, sobretudo, minha militância em favor dos livros e da leitura. E estou doido para voltar a escrever meus livros.
Como está o projeto da biblioteca-parque no antigo prédio da Cianê em Ribeirão?
Deixei o projeto muito bem encaminhado junto ao Ministério da Cultura e é fundamental uma ação de governo para sua concretização, já que o período eleitoral interrompeu, por lei, o processo. Ribeirão é a única grande cidade paulista que não possui uma grande biblioteca municipal. Estando fora do governo, estarei a postos para continuar ajudando, agora como cidadão e militante da causa.
Eduardo | 12 abril 2013 às 8:38 am | Tags: Fundação Biblioteca Nacional | Categorias: 


quinta-feira, 11 de abril de 2013

A gente não quer só comida

A gente não quer só comida
MARTA SUPLICY
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/88803-quota-gente-nao-quer-so-comidaquot.shtml

O Vale-Cultura pode, sim, ser o "alimento da alma". Por que não? Pela primeira vez o trabalhador terá um dinheiro para o consumo cultural
Folha publicou editorial ("Vale-populismo", 10/1) crítico do Vale-Cultura (VC). Chama de "populismo" e promoção pessoal e eleitoreira projeto de lei que buscava aprovação desde 2009. Com a regulamentação do VC, empresas poderão passar R$ 50 a seus funcionários que recebam prioritariamente até cinco salários mínimos (R$ 3.390) para gastarem em cultura.
O Brasil nos últimos anos, com Lula e agora Dilma, tem dado passos gigantescos para acabar com a miséria. Não preciso citar os números dos que hoje comem nem dos que hoje entraram na classe média. O Bolsa Família, trucidado pela oposição, hoje é comprovadamente um instrumento de erradicação da pobreza.
O Vale-Cultura pode, sim, ser o "alimento da alma". Por que não? Pela primeira vez o trabalhador terá um dinheiro que poderá gastar no consumo cultural: sejam livros, cinema, DVDs, teatro, museus, shows, revistas...
Lembro que, quando fizemos os CEUs (Centro Educacional Unificado), na pesquisa (2004) realizada no primeiro deles, na zona leste, 100% dos entrevistados nunca tinham entrado num teatro e 86%, num cinema. Quando Denise Stoklos fez seu espetáculo de mímica, a plateia se remexia inquieta até entender a linguagem e não se ouvir uma mosca no teatro, fascinado.
Fomento ao teatro, aquisição de conhecimento e bagagem cultural! Não foi à toa que Fernanda Montenegro ficou pasma com a plateia dos CEUs. Essas pessoas, se tiverem criado gosto, finalmente poderão usufruir e escolher mais do que hoje podem. E os que não têm CEU têm televisão e conhecem o que é oferecido para determinado público. Sabem também o que aparece no bairro. E sabem que não podem ir.
Existe toda uma multidão de brasileiros (17 milhões) que hoje ganha até cinco salários mínimos (R$ 3.390) que potencialmente poderão, além de comer, alimentar o espírito. Este é um projeto de lei que toca duas pontas: o cidadão que vai consumir e o produtor cultural que terá mais público para sua oferta.
Quando chegarmos nesse potencial, serão R$ 7 bilhões injetados na cultura. Nossa previsão é atingir R$ 500 milhões neste ano.
Em 2008, o Ibope realizou pesquisa sobre indicadores de cultura no Brasil e mostrou que a grande maioria da população está alijada do consumo dos produtos culturais: 87% não frequentavam cinemas, 92% nunca foram a um museu; 90% dos municípios do país não tinham sala de cinema e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança.
Segundo a Folha, estaremos incentivando blockbusters e livros de autoajuda. Visão elitista. Cada um tem direito de consumir o que lhe agrada. Não esqueço quando, visitando um telecentro, fiquei indignada que a maioria dos jovens estava nos chats de um reality show. Fui advertida pela gestora: "Esse é um instrumento que eles estão aprendendo a usar. Depois, poderão voar para outros interesses. Ou não".
Não custa lembrar que a fome pelo acesso à cultura é enorme, o que ficou evidente nas filas quilométricas na mostra sobre impressionistas quando apresentada gratuitamente pelo Banco do Brasil.
O que a Folha também menosprezou é a enorme alavanca que o VC pode representar e desencadear na economia. A cadeia produtiva da cultura é o investimento de maior rentabilidade a curto prazo. Para uma peça de teatro, você vai desde os artistas, ao carpinteiro, cenógrafo, vestuário, iluminador...
Quanto ao recurso ir para formação e atividades de menor sustentação comercial, citadas como prioritários pela Folha, os editais do ministério, os Pontos de Cultura, têm exatamente essa preocupação, assim como os CEUs das Artes e Esporte que são, no momento, 124 em construção no país.
"A gente quer comida, diversão e arte." (Titãs)
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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Labirinto - Kate Mosse

Capa: Labirinto


Sinopse: Em Julho de 1209: na cidade francesa de Carcassonne, uma moça de 17 anos recebe do pai um misterioso livro, que ele diz conter o segredo do verdadeiro Graal. Embora Alaïs não consiga entender as estranhas palavras e símbolos escondidos naquelas páginas, sabe que seu destino é proteger o livro. Será preciso grandes sacrifícios e muita fé para garantir a segurança do segredo do labirinto – um segredo que remonta a milhares de anos, e aos desertos do antigo Egito…
Julho de 2005: durante uma escavação arqueológica nas montanhas ao redor de Carcassonne, Alice Tanner descobre por acaso dois esqueletos. Dentro da tumba escondida onde repousavam os antigos ossos, experimenta uma sensação de malevolência impressionante, e começa a entender que, por mais impossível que pareça, de alguma forma ela é capaz de entender as misteriosas palavras ancestrais gravadas nas pedras. Mas já é tarde demais, Alice percebe que acaba de desencadear uma aterrorizante seqüência de acontecimentos que é incapaz de controlar, e que seu destino está irremediavelmente ligado à sorte dos cátaros, oitocentos anos antes.
(sinopse da contracapa)

Sepulcro - Kate Mosse

sepulcro kate mosse [Romance] Sepulcro   Kate Mosse


Sepulcro, segundo livro da trilogia de Kate Mosse, tornou-se imediatamente um best-seller, seguindo a trajetória de seu antecessor, Labirinto. Alcançou o primeiro lugar na lista do Reino Unido e de vários outros países como Canadá, França e Itália. Atualmente a autora negocia os direitos de adaptação para o cinema dos dois livros.
Em Sepulcro, duas histórias paralelas estão separadas por mais de um século. Em outubro de 1891, a jovem Léonie Vernier e seu irmão Anatole saem apressadamente de Paris para o Domaine de la Cade, a imponente propriedade da família de sua mãe, próxima da cidadela medieval de Carcassonne. O rapaz corre risco de vida e divide um segredo com sua tia Isolde, que mora no local. Logo, Léonie também terá seu segredo guardado sob a copa das árvores das florestas escuras da região, dentro da sinistra câmara mortuária que ali se esconde desde tempos imemoriais. E cuja chave é um baralho de tarô muito particular, de poder inimaginável.
Mais de cem anos depois, em outubro de 2007, a bordo de um trem recém-saído de Paris, Meredith Martin tem muito sobre o que refletir. O que a leva ao exclusivo Hotel Domaine de la Cade parece ser apenas a pesquisa de uma biografia do compositor Claude Debussy. Mas ela sabe que há mais: o desejo de descobrir as origens de sua família, que parecem remontar à misteriosa região. A velha partitura de piano amarelada e as fotos antigas que foram só o que sua mãe lhe deixou são a única chave de que dispõe. E as cartas, em que até então nunca acreditara.
As encruzilhadas que ligam Léonie e Meredith são o grande mistério de Sepulcro. Os antigos enigmas que as cercam – se desvendados – podem levar a um grande tesouro, de serenidade e crescimento pessoal. Afinal, em Carcassonne “nenhum contador de histórias fica sem inspiração e nenhum visitante consegue escapar ao charme, à beleza e ao esplendor de um paraíso natural esculpido pelo tempo”, revela Kate Mosse.


Leia mais em: http://ebooksgratis.com.br/livros-ebooks-gratis/literatura-estrangeira/romance-sepulcro-kate-mosse/#ixzz2Q5NccHh3


FILMES BRASILEIROS COMPLETOS DISPONÍVEIS

FILMES BRASILEIROS COMPLETOS DISPONÍVEIS


Clicando nesse endereço, teremos acesso a vários filmes brasileiros completos. Excelente para exibirmos em nossas bibliotecas.
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A nova dimensão dos livros e das escolas

A nova dimensão dos livros e das escolas



Antonio Luiz Rios - Techlider - 22/03/13
A harmoniosa convivência do livro impresso, cada vez mais bonito e lúdico, com
 o e-book é uma nova realidade do mercado editorial, tornando infrutífera a
 discussão sobre o risco de extinção do primeiro. As editoras, mais do que nunca, tornam-se provedoras de conteúdos e espaço de produção criativa, no qual interagem autores, ilustradores, tradutores, capistas, designers gráficos, revisores e, agora, os profissionais de TI especializados na elaboração de edições digitais.

Eletrônicos ou impressos, não há livros de qualidade, em todos os gêneros, inclusive os didáticos, sem boas ideias, criatividade e, principalmente, ótimos conteúdos. Considerada essa premissa, o advento do e-book, ao invés de limitante do livro convencional, agrega valor e acrescenta novas experiências. Cria possibilidades instigantes e permite pensar em maior interatividade e na exploração de todo o potencial das plataformas multimídias. Para as novas gerações, sem dúvida, os formatos digitais são muito atrativos e certamente contribuirão para ampliar o número de leitores, um objetivo do mercado a serviço do País, pois somente a democratização do conhecimento permitirá a permanente ascensão socioeconômica da população.

Alguns números referendam esses movimentos propiciados pela tecnologia. Nos Estados Unidos, mais de 10% do mercado são cobertos por livros digitais, significando faturamento de um bilhão de dólares. Isso equivale a cerca de 20% das receitas das editoras norte-americanas. No Reino Unido, aproximadamente 8% das vendas do mercado editorial são referentes ao e-book. Os dados são de 2010.

Com a internet, a informação foi democratizada e a criação estimulada. Esse avanço tem reflexos na produção de livros. O Google calcula que, antes da Web, havia 130 milhões de títulos disponíveis. Depois de seu advento, o número aumentou para 676 milhões. Surgiram novos leitores e autores como resultado das novas possibilidades abertas pelos computadores, tablets e a rede mundial. Tudo isso conspira a favor do livro. Cabe às editoras disponibilizarem ao público versões de qualidade dos livros impressos e dos digitais. As avançadas tecnologias da indústria gráfica e da eletrônica, respectivamente, possibilitam que se atenda às duas vertentes com elevada qualidade.

Para editoras como a nossa, com forte atuação no âmbito do público infantojuvenil, o e-book é ainda mais relevante como mídia para a expansão da leitura. Para essa nova geração de leitores, é muito simples baixar conteúdos da internet por meio de computadores, ou via Apple Store ou Google Play para tablets e celulares. A convergência de mídias, uma realidade já concretizada, também permite ampliar as possibilidades do livro convencional: com o uso da câmera fotográfica do tablet ou do smartfone apontada para as páginas impressas, é possível ver imagens animadas em 3D.
As possibilidades são infinitas, contribuindo para o estímulo à leitura. No caso dos livros didáticos, por exemplo, esses recursos são fantásticos, conferindo vida aos elementos da biologia, a personagens da história e aos fenômenos da natureza, com utilização possível em casa, nas salas de aula e nas bibliotecas. Escolas particulares já estão utilizando os tablets para professores e alunos, agregando aos conteúdos todas as possibilidades de interatividade, pesquisa e informação em tempo real. A adoção do e-book também nas escolas públicas, a partir de 2015, conforme anunciou o governo, é um passo importante para a sua disseminação e também para o avanço da qualidade do ensino no País.
Estamos diante de uma nova e irreversível dimensão do livro. Compete-nos, como editores, prospectá-la com a máxima eficácia, para multiplicar a base de leitores no Brasil.

Antonio Luiz Rios, economista, é o diretor-superintendente da Editora FTD.

Diagnosticar ações de leitura e mapear bibliotecas são metas para o PNLL

Diagnosticar ações de leitura e mapear bibliotecas são metas para o PNLL


Portal Gife - 18/03/13
Identificar o que se faz em temo de leitura pelo Brasil e mapear os espaços em que ela é desenvolvida são ações que podem ser realizadas por investidores sociais privados, colaborando assim essencialmente para o bom desenvolvimento do Plano Nacional do Livro e Leitura. É o que acredita a diretora do livro, leitura e literatura do Ministério da Cultura, Antonieta Cunha.

O Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), que atua transversalmente no Ministério da Cultura e no Ministério da Educação, tem como objetivo valorizar e democratizar o acesso e o fomento à leitura, a formação de mediadores, o apoio à criação e ao consumo de bens de leitura. O projeto pretende, ainda, fazer com que o tema conquiste lugar de destaque na agenda política e orçamentária dos estados e dos municípios brasileiros por meio de ações planejadas e com o estabelecimento de metas que garantam sua implementação e continuidade como política de governo.

Diante deste desafio, Antonieta Cunha defende que nenhuma política pública pode ser implementada sem a colaboração da sociedade civil organizada. “O Plano tem como meta formar leitores por meio da valorização das bibliotecas (escolares, públicas, comunitárias) e dos espaços de leitura, democratizar o acesso aos livros, formar mediadores e promover a leitura e os investidores sociais são fundamentais para alcançarmos esses objetivos”, explica Antonieta.
A parceria sociedade civil e governo se justifica por dar agilidade ao processo e articular os diferentes segmentos sociais e instâncias de decisão nessa mobilização e preparação de agentes públicos para um movimento único na efetivação das metas do PNLL . “Os investidores sociais tem ferramentas para identificar o que se faz em termo de leitura pelo Brasil, e necessitamos deste diagnóstico, bem como o cenário das bibliotecas disponíveis”, afirma Antonieta. De acordo com o Censo Educação 2011 apenas 26,7% das escolas de Educação Infantil de todo o País contam com uma biblioteca em sua estrutura. Não se sabe, porém, o número atualizado, englobando todos os tipos de espaços- bibliotecas públicas, comunitárias, privadas, espaços de leitura,etc e é nessa instância que os investidores podem atuar, segundo orientações da diretora do MINC.

Além da identificação das ações que são desenvolvidas, há também efetivamente a concretização de grupos de trabalho, organizados pela sociedade civil para a formulação e aprovação de PMLL. É o caso da cidade de Porto Alegre, que teve seu plano aprovado em 2012. A ONG Cirandar, apoiada pelo Instituto C&A, mobilizou diversos atores da sociedade até que o plano fosse concretizado. Eles tiveram sua ações guiadas pelo Manual de orientação para elaboração e implantação de planos, desenvolvido pelo Instituto Pró-livro.

“A ideia é termos um esforço para, até 2014, termos todos os estados com seus planos. A sociedade civil deve estreitar os laços com o poder público e trabalhar com ações que estejam alinhadas com os eixos do PNLL”, conclui Antonieta.

Semana do Bibliotecário 2013: profissionais e acadêmicos discutem o impacto do e-book no ambiente universitário

Semana do Bibliotecário 2013: profissionais e acadêmicos discutem o impacto do e-book no ambiente universitário


Durante o mês de março, inúmeros eventos marcaram as comemorações pelo Dia do Bibliotecário, comemorado em 12 de março. O Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) promoveu a data em Vitória, capital capixaba, dia 8 de março, na qual foi entregue a edição local da Medalha Professora Etelvina Lima e onde ocorreu a palestra A importância da Biblioteconomia na preservação de acervos bibliográficos raros e especiais: relatos de um breve percurso, proferida pela bibliotecária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diná Marques Pereira Araújo (CRB-6/2546). Dia 22 de março foi a vez da cidade de Formiga, no interior mineiro, conferir a palestra A importância da competência de liderança para o profissional bibliotecário, defendida por Ana Maria Pinheiro, no Centro Universitário de Formiga (UNIFOR).
Já em Belo Horizonte, no dia 12 de março, ocorreu a palestra Alguns conceitos fundamentais sobre os e-books: vantagens e desvantagens. Evolução, novas tecnologias, tratamento da informação e disponibilização, proferida pela também bibliotecária da UFMG, Vilma de Carvalho Souza (CRB-6/1390). Outra palestra ministrada no mesmo dia foi a Livro eletrônico e sua utilização por alunos de graduação da UFMG, comandada pela professora Escola de Ciência da Informação da UFMG, Adriana Bogliolo Sirihal Duarte e pela bibliotecária Aline de Queiroz Lopes (CRB-6/3070P).
Vilma de Carvalho Souza ressaltou que o e-book é o livro tradicional, só que em outro suporte, e que o seu conteúdo é o mais relevante. A ferramenta também possui outras vantagens, como: disponibilidade, portabilidade, preço, permite busca por palavras ou trechos e permite fazer anotações e comentários. As principais desvantagens estão relacionadas à segurança da informação, à obsolescência da tecnologia, à dificuldade no uso da tecnologia e à exclusão social e digital. Em relação aos serviços bibliotecários, a palestrante, lembra que as instituições possuem alguns problemas e restrições para adotarem os e-books, principalmente nas áreas do tratamento da informação, aquisição de acervo e de mecanismos de empréstimo de documentos.
Adriana Bogliolo Sirihal Duarte e Aline Lopez explicaram que a apresentação é um fruto de um projeto de iniciação científica ainda em andamento, portanto, os resultados apresentados foram parciais. Por meio de uma revisão de literatura bem fundamentada, a professora buscou compreender o que é o livro eletrônico, suas principais vantagens e desvantagens em relação ao livro impresso e como as bibliotecas internacionais desenvolvem produtos e serviços para atenderem os seus usuários, com o intuito de desenvolverem um instrumento de coleta de dados para compreenderem com os alunos da graduação da UFMG utilizam os livros eletrônicos.  O questionário foi aplicado a 1531 alunos da instituição, sendo que a maioria dos respondentes utilizam os livros eletrônicos para atividades de pesquisa, literatura e lazer e os principais motivos para não utilizarem os e-books são o desinteresse, o desconhecimento, o preço e a dificuldade com as novas tecnologias.
Após as palestras, iniciou-se a seção de perguntas, momento no qual houve uma maior interação e participação dos ouvintes com os palestrantes. Dentre os questionamentos levantados, destaca-se a relação entre o mercado editorial e os serviços bibliotecários, principalmente a aquisição de livros eletrônicos e as alternativas existentes de empréstimos de e-books. Foi explicado que, atualmente, as editoras oferecem pacotes fechados e/ou os bibliotecários adquirirem os livros eletrônicos por meio de plataformas ou estantes virtuais, o que representa poucas alternativas de acesso ao livro eletrônico. Além disso, o bibliotecário tem que possuir um bom conhecimento de leis.
No que tange ao serviço de empréstimo, as bibliotecas possuem duas alternativas: emprestar os dispositivos de leitura ou disponibilizar o acesso ao conteúdo, possibilitando que o usuário faça anotações. No entanto, na área de empréstimo de e-books as editoras comerciais criam barreias, como o número máximo de usuários que podem acessar o mesmo livro ao mesmo tempo, o que leva à aquisição de um maior número de um mesmo item para a biblioteca. Isso leva os bibliotecários a criar novas estratégias de desenvolvimento de coleções, como desenvolvimento de consórcios e a criação de critérios mais rígidos de adoção de livros eletrônicos, principalmente no contexto das bibliotecas universitárias.
As comemorações pelo Dia do Bibliotecário continuaram em Belo Horizonte no dia 15 de março, quando ocorreu a entrega da Medalha Professora Etelvina Lima, na Academia Mineira de Letras. O evento premiou, ainda, a professora Vera Lúcia Furst Gonçalves Abreu, pelos 50 anos dedicados à docência em biblioteconomia.
Hugo Oliveira Pinto e Silva (CRB-6/2938)
Coordenador da Comissão de Divulgação do CRB-6

Dia da biblioteca - 09 de abril

 Dia da biblioteca - 09 de abril
Publicado em 9 de abril de 2012 por ROYAL PALM

09 de abril: Dia da biblioteca

Um Decreto brasileiro datado de 09 de abril de 1980 instituiu no país a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, bem como o Dia do Bibliotecário. Por este motivo, o dia 09/04 é conhecido como o Dia da Biblioteca.

Em caráter de curiosidade, a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca é comemorada de 23 a 29 de outubro, e o Dia do Bibliotecário foi determinado para o dia 12 de março: data de nascimento do publicitário, escritor e poeta cearense Manuel Bastos Tigre, que exerceu a função de bibliotecário por 40 anos, sendo considerado o primeiro bibliotecário por concurso do Brasil.

A comemoração desta data é essencial para relembrarmos a importância da leitura, apesar de muitas pessoas não gostarem de praticar esta atividade, conforme define Carlos Drummond de Andrade em frase célebre sobre a leitura. "A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede".

Além de ser importante culturalmente, é comprovado que o hábito da leitura causa bem-estar mental. Estudos recentes mostram que o processo de imaginação que as pessoas fazem quando leem um livro é muito diferente daquele gerado por um filme ou outro método audiovisual, por isso, existem tratamentos de saúde feitos com Biblioterapia.

Com o objetivo de incentivar o hábito da leitura principalmente nas crianças, o Royal Palm Hotels & Resorts possui gibis para suas atrações como MiniVille e KataKuta. Durante a visita, além de muita diversão, os pequenos hóspedes tem acesso ao maravilhoso mundo dos quadrinhos, de forma lúdica e exclusiva.

Em uma de suas palestras, Bill Gates declarou: "Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história". Por que não seguir este exemplo?

http://www.minhaproximaviagem.com.br/?p=1269#comment-161196

terça-feira, 9 de abril de 2013

Projeto Integração Biblioteca Pública e Comunidade escolar : incentivo à leitura


1.    TEMA                                                                                   
        Inclusão Digital
2.    DELIMITAÇÃO DO TEMA

    Projeto Integração: Telecentro Biblioteca Municipal versus Comunidade
    Escolar  é apresentar aos alunos (Educação Infantil; 1. ao 9. ano do Ensino
    Fundamental; EJA) os gêneros literários em oficinas realizadas no Telecentro
    Biblioteca Municipal, para desenvolver a vontade de ler e fazer dessa  leitura um
    hábito de lazer e conhecimento através de arquivo digital com obras de domínio
    público, bem como ampliar as suas habilidades e competências, a fim de se
    tornarem leitores autônomos.  
         
3.    PROBLEMA
      A comunidade escolar de Arceburgo conhece e utiliza os sites com obras de 
     domínio público?

4.    HIPÓTESE DE ESTUDO
       Com o avanço tecnológico a comunidade escolar está mais voltada para as
     tecnologias do século XXI, com isso o computador tornou-se a atração do  momento.
                 Para maior inclusão da comunidade no mundo moderno faremos uso dessa
           ferramenta para desenvolver a vontade de ler e fazer dessa leitura um hábito de lazer e 
           conhecimento. Pelo fato da biblioteca pública existente no município apresentar dificuldades
          para a realização de atividades pedagógicas no processo  de promoção da leitura, verificou-
          se a necessidade de criar um projeto que tornasse viável o planejamento e execução de
          atividade de incentivo a leitura junto aos usuários das diversas faixas etárias, de forma
           integrada ao processo de ensino- aprendizagem.

5.    OBJETIVOS

5.1 Objetivo Geral
          
           Desenvolver atividades de incentivo à leitura em biblioteca pública   integrando computador versus comunidade, favorecendo o desenvolvimento e consolidação do hábito de leitura nos usuários.


            5.2 Objetivos Específicos

  • Demonstrar  aos professores e alunos as possibilidades do acervo organizado em site no processo de ensino aprendizagem.

  • Apresentar as possibilidades dos serviços de um site de domínio público no estímulo ao desenvolvimento do hábito de leitura e da pesquisa.

  • Proporcionar aos participantes do projeto a oportunidade de desenvolver experiências referentes a promoção da leitura através de atividades pedagógicas, integrando teoria e prática.

  • Utilizar os meios tecnológicos como ferramenta de estímulo e incentivo à leitura, promovendo a inclusão social, garantindo que todos os usuários tenham as mesmas oportunidades dentro da sociedade arceburguense.


6.     JUSTIFICATIVA

            A leitura é um instrumento valioso para a apropriação de conhecimentos relativos ao mundo exterior. Ela amplia e aprimora o vocabulário e contribui para o desenvolvimento de um pensamento crítico e reflexivo, pois possibilita o contato com diferentes idéias e experiências. Assim, é obrigação da escola desenvolver o gosto e o prazer pela leitura, tornando os estudantes capazes de compreender diferentes gêneros textuais que circulam na sociedade, de modo a formar leitores competentes e autônomos, contribuindo para a sua inclusão e interação na sociedade.
          As atividades que estimulam o hábito da leitura, o conhecimento dos diferentes tipos de fontes informacionais e a utilização metódica para obtenção de material bibliográfico são fatores que influenciam o aprendizado nos seus diversos momentos de vida.
         Os serviços bibliotecários de incentivo à leitura, orientação à pesquisa para alunos das diversas faixas etárias, integrados ao processo de ensino aprendizagem, favorecem o desenvolvimento e consolidação do hábito da leitura nos usuários.
         A proposta deste trabalho é apresentar aos alunos, os gêneros literários que se tornaram de domínio público. Esses escritos serão reunidos em arquivos armazenados nos computadores, como também em um blog, na internet, apresentado e divulgado em oficinas realizadas no Telecentro, isso favorecerá a inclusão social de toda comunidade.


7.    FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A adequação às novas tecnologias para articular conhecimentos é um
diferencial do nosso projeto. O acervo de domínio público que também deverá ser consultado pela Internet, busca oferecer informações sobre a obra e o autor, como também sobre a sociedade da época em que a obra foi escrita.
          As mudanças no modo de conceber o espaço e o acervo são frutos também da formação dos docentes e de sua transformação em agentes de leitura. A mudança sobre o que é leitura pode reorganizar os programas municipais de educação. Percebemos a importância da leitura para o conhecimento de várias culturas e o respeito à diversidade. Ler é mais que o  ato de decodificar.
           É  necessário transformar à leitura em hábito prazeroso não apenas pelos livros, mas também pelo espaço acolhedor e ter nos professores e bibliotecários, agentes para impulsionar ações que transformem a biblioteca em um espaço vivo.
          Segundo Bartolomeu Campos de Queirós (2012) “é no mundo possível da ficção que o homem se encontra realmente livre para pensar, configurar alternativas, deixar agir a fantasia. É na literatura que, liberto do agir prático e da necessidade, o sujeito viaja por outro mundo possível. Sem preconceitos em sua construção, daí sua possibilidade de intrínseca de inclusão, a literatura nos acolhe sem ignorar nossa incompletude. É o que a literatura oferece e abre a todo aquele que deseja entregar-se à fantasia. Democratiza-se assim o poder de criar, imaginar, recriar, romper o limite do provável.  Sua fundação reflexiva possibilita ao leitor dobrar-se sobre si mesmo e estabelecer uma prosa entre o real e o idealizado”.
         Para Ligia Cademartori, (2012) “a maior parte da vida social foi mediatizada, de tal modo que, para um número significativo de estudantes, o contato interpessoal  ocorre por via de computador e celular. Aqueles que não dispõem desses meios vivem forma cruel de exclusão, porque o cruzamento das vozes, em grande medida, por aí é que se dá”. ...”Para promover a leitura, mais efetivo é atuar com algum conhecimento da forma de sociedade em que vivemos e onde, persistentes, divulgamos à literatura”.  
        “Estou convencida de que a leitura, em particular a leitura de livros, disse Michèle Petit ( 2008),  pode ajudar os jovens a serem mais autônomos e não apenas objetos de discursos repressivos ou paternalistas. E que ela pode representar uma espécie de atalho que leva de uma intimidade um tanto rebelde à cidadania”.
         Por meio da realização deste projeto procuraremos utilizar uma forma de construção de conhecimento baseada na discussão de temas de forma crítica.  Será possível incentivar a articulação  entre atividades práticas e teóricas em torno de uma mesma temática.  A avaliação será continua, observando as mudanças de comportamento dos educandos. Cada estudante será acompanhado individualmente, com fichas de avaliação que relatam quantos livros leu e a interação com os colegas. O trabalho de avaliação do estudante será feita em conjunto pelos monitores e pelo professor da disciplina, durante todo o projeto, pois dela dependerá os passos seguintes e os ajustes necessários à aprendizagem. Levando em conta os conhecimentos adquiridos e conquistados, por meio de comparações com o antes, o durante e o depois, assim como, a postura colaborativa, envolvendo valores, atitudes e procedimentos no decorrer das atividades.
         Análise coletiva, individual e autoavaliação para que cada aluno possa perceber e acompanhar a própria evolução, ampliando a aprendizagem.


8.    PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

          Esse projeto terá a duração de um ano e trabalharemos com todos os alunos  da Rede Municipal de Ensino, que será dividida em  grupos conforme a série cursada.
          Cada grupo terá um horário de 50 minutos, duas vezes na semana, conforme  o modelo abaixo. Esse horário será agendado anteriormente, sendo monitorado pelo professor com auxílio do monitor do Telecentro.

            REFERÊNCIAS BIBLIOGŔAFICAS

CADEMARTORI, Ligia. O professor e a literatura : para pequenos, médios e grandes. 2.ed. Belo Horizonte : Autêntica, 2012. 127p. (Conversas com o professor ; 1).

PETIT, Michèle. Os jovens e a leitura : uma nova perspectiva. Trad. Celina Olga de Souza.  São Paulo : Editora 34, 2008.  189p.

QUEIRÓS, Bartolomeu Campos. Sobre ler, escrever e outros diálogos. Org. Júlio Abreu. Belo Horizonte : Autêntica, 2012. 119p. (Conversas com o professor ; 2)


domingo, 7 de abril de 2013

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas - Campus Muzambinho.

ABERTURA DA PÓS GRADUAÇÃO - IFSUL DE Minas

ABERTURA DA PÓS GRADUAÇÃO - IFSUL DE MINAS-Aula Inaugural da PÓS GRADUAÇÃO

NOTÍCIA - ARCEBURGO MG - Aconteceu na noite da Quinta - Feira (04), a Aula Inaugural da PÓS GRADUAÇÃO que 37 professores da Rede Municipal de EDUCAÇÃO estarão realizando GRATUITAMENTE no Instituto Federal de Educação do Sul de Minas - Campus Muzambinho. A PÓS GRADUAÇÃO é uma parceria do Governo Federal (Instituto Federal de Educação do Sul de Minas) e Prefeitura Municipal de Arceburgo, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura. No evento, foram divulgadas as turmas, datas dos encontros e apresentação de toda a equipe de Docentes. Nossa Cidade, terá professores inscritos nas PÓS GRADUAÇÕES de: • Educação Infantil; • Gestão Escolar; • Letramento e Alfabetização. Na aula inaugural, esteve presente a Psicanalista e Psicologa, Professora Marilete Zampar, realizando uma palestra sobre MOTIVAÇÃO dentro e fora das escolas. O evento contou com educadores de várias Cidades da região, sendo elas: Monte Belo, Cabo Verde, Monte Santo de Minas, Guaxupé, Guaranésia, Muzambinho, Juruaia e outras. Estiveram presentes, o Presidente da AMOG, Prefeito de Juruaia, Alvinho, O Diretor - Geral, Reitor do Instituto Federal, Professor Luiz Carlos Machado Rodrigues e demais autoridades. Nesta Solenidade, a Assessora Administrativa da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Arceburgo, Professora Ida David Gilioli, esteve representando a Secretária Municipal de Educação e Cultura, Professora Rosa Maria Magalhães Bassani Moraes. É a PREFEITURA MUNICIPAL DE ARCEBURGO, preocupada com a formação acadêmica de seus profissionais, para que ofereçam aos nossos alunos, uma EDUCAÇÃO de qualidade.











quarta-feira, 3 de abril de 2013