sexta-feira, 25 de setembro de 2015

22 ideias de estantes para usar os livros na decoração da casa

Publicado no Catraca Livre [via Marte é para os Fracos]
Graças às maravilhas da tecnologia moderna, agora você pode segurar literalmente milhares de livros na palma da sua mão e levá-los com você aonde quer que você vá, mas ainda assim, não há quem abandone o frescor de folhear as páginas de um livro.
Se você tem um monte de livros que encontram-se em torno de sua casa, pode ser difícil encontrar um lugar legal para armazená-los. Uma prateleira normal é um pouco chato, mas estes 22 projetos de estantes oferecem algumas soluções criativas que permitem que seus livros levem um pouco mais de charme e muita cultura para a decoração da sua casa.
Confira as imagens abaixo:MTMyOTEwMTIwOTExODA0ODk0



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Estante de livros originais para incrementar a decoração

Estante de livros originais para incrementar a decoração

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A 1ª Biblioteca de Rua do interior de MG faz um ano

Karol Fonseca - Br Blastingnews - 27/08/2015

O mês de setembro não trará apenas flores e a primavera para os moradores da cidade de Ituiutaba no Pontal do Triângulo Mineiro, um dos projetos mais ambicioso e comunitário-social, completará 01 ano de vida muito bem lido. O Projeto Biblioteca de Rua traz um conceito novo de empréstimo de livros sem qualquer burocracia, horários e taxas de inscrições. O usuário se sente dono do livro e é responsável pelo próprio projeto. Essa iniciativa surgiu em um grupo de uma rede social, reunindo internautas da cidade e desenvolvida por pessoas comprometidas e sonhadoras com a construção de uma sociedade mais leitora. Uma ideia simples e inédita na cidade, e para comemorar seu primeiro aniversário nada melhor que um sarau literário e claro o lançamento de um livro.

A cidade se tornou a primeira do Estado de Minas Gerais a disponibilizar livros à população, nas ruas, avenidas e praças, contando com a parceria de alguns comerciantes que cedem espaço na entrada de seus estabelecimentos e principalmente de doações para manter esse enorme mercado potencial de leitores. Hoje o acervo da BR conta com mais de 5 mil livros espalhados nos 06 pontos ao ar livre e a novidade de 03 minibibliotecas itinerantes, são gavetas de madeira recicladas situadas em bairros e pontos estratégicos fora do centro da cidade, sob a responsabilidade de Padrinhos Bibliotecários (voluntários que cuidam da manutenção do acervo enquanto as minibibliotecas permanecerem nesses locais).

Os Planos Futuros segundo informações de Helenice Queiroz uma das idealizadoras da BR é, "aumentar a quantidade de locais com o objetivo de levar as Bibliotecas e as minibibliotecas para quem não pode ir às ruas: como os orfanatos, lar dos idosos, hospitais, etc".

Atenção! As doações podem ser feitas nos próprios Pontos Culturais sendo aceitos todos os gêneros literários, desde que os exemplares a serem doados estejam em bom estado de conservação. Livros didáticos só poderão ser doados depois de avaliados na Biblioteca da Escola ou pela Delegacia Regional de Ensino.

Youtubers criam canais de incentivo à literatura

G1 - 02/09/2015
Fãs de literatura, que têm como hobby o hábito da leitura, estão criando canais literários no YouTube e dividindo suas opiniões sobre os títulos que estão lendo. Os chamados booktubers ganharam até mesmo um evento próprio na 17ª Bienal do Livro do Rio, que começa nesta quinta-feira (3), no Riocentro, na Zona Oeste. Às 12h30 do próximo sábado (5), eles vão se reunir na área de convivência do evento para trocar sugestões

“Eu acho que a leitura está sendo desmistificada. Todos podemos ler. O importante, claro, é que as pessoas leiam de verdade; não adianta comprar um livro só para postar foto no Instagram com filtro vintage”, diz Vevs Valadares, dona do canal de mesmo nome.

Vevs diz que sempre gostou de pesquisar antes de comprar um livro e que se interessa pelo o que as outras pessoas estão comentando: “Comecei a procurar resenhas em vídeo de alguns dos meus livros favoritos e nada. Então, fui adepta do 'faça você mesmo' e decidi começar um canal para comentar minhas leituras".

Público-alvo adolescente
Também conhecidas como booktubers, esses fãs de literatura reservam um tempo dentro de sua rotina para gravar vídeos sobre dicas de livros, últimos lançamentos editoriais, compras do mês, e até mesmo o famoso Bookshelf Tour, vídeo no qual o youtuber mostra sua estante.

"Depois de ler um livro particularmente bom, gosto de saber o que outras pessoas pensaram dele e se tiveram outras observações, diferentes da minha. Percebi que não estou sozinha, muita gente gosta de ler e ver outras opiniões no YouTube", afirma Mari Gastal, criadora do ‘Respira, Mariana!’.

Ela acredita que seu público-alvo seja o adolescente. "Já recebi incontáveis mensagens de diferentes pessoas dizendo que começaram a ler, ou a ler mais, por causa dos vídeos do canal", disse.

O G1 pediu a oito booktubers que respondessem à Tag – como são chamadas as perguntas respondidas, em vídeo, pelos youtubers – "Eu indico um livro". O resultado você confere no vídeo acima.

Troca de informações
Para Gisele Eberspächer, do canal ‘Vamos falar sobre livros?’, os booktubers acabam apresentando aos novos leitores um pouco do que existe no mundo literário. "Quando se começa a ler, a gente pode ficar um pouco perdido nas muitas opções. As pessoas que têm canais costumam ler e conhecer bastante coisa, principalmente dentro do segmento que gostam. Assim, quando alguém acha um canal com o qual se identifica, conhece coisas que pode gostar e ainda não conhecia. É interessante também que funciona tanto para pegar dicas do que ler quanto do que não ler", lembrou.

Segundo Dyana Colares, criadora do blog ‘Desejo Literário’, os canais literários estão se tornando parte importante na formação dos novos leitores. “Os jovens se mostram cada vez mais consumidores de tudo o que a Internet dispõe. E pelo vlogueiro ser uma pessoa como qualquer outra, os leitores acabam se identificando e seguindo as indicações que o criador do canal faz", disse.

E os booktubers não estão presentes apenas no YouTube. Eles também têm página em outras redes sociais como Facebook, Twitter, Instagram, Skoob e Snapchat. “A interação por outras redes sociais também é importante porque ajuda nessa proximidade; de certa forma, você se torna uma amiga. Conversar e trocar ideias sempre foi a melhor parte de todo esse processo”, diz Duda Menezes, dona do canal ‘Book Addict’.

Para Isa Vichi, do canal ‘Lido Lendo’, a troca com os inscritos é fundamental: "Eu adoro conversar com a galera que me assiste. Procuro responder a todos os comentários nas redes sociais. Dá muito trabalho e ocupa bastante tempo, mas acho que isso é o mínimo que posso fazer como forma de agradecimento”.

Troca de informações
Para Gisele Eberspächer, do canal ‘Vamos falar sobre livros?’, os booktubers acabam apresentando aos novos leitores um pouco do que existe no mundo literário. "Quando se começa a ler, a gente pode ficar um pouco perdido nas muitas opções. As pessoas que têm canais costumam ler e conhecer bastante coisa, principalmente dentro do segmento que gostam. Assim, quando alguém acha um canal com o qual se identifica, conhece coisas que pode gostar e ainda não conhecia. É interessante também que funciona tanto para pegar dicas do que ler quanto do que não ler", lembrou.

Segundo Dyana Colares, criadora do blog ‘Desejo Literário’, os canais literários estão se tornando parte importante na formação dos novos leitores. “Os jovens se mostram cada vez mais consumidores de tudo o que a Internet dispõe. E pelo vlogueiro ser uma pessoa como qualquer outra, os leitores acabam se identificando e seguindo as indicações que o criador do canal faz", disse.

E os booktubers não estão presentes apenas no YouTube. Eles também têm página em outras redes sociais como Facebook, Twitter, Instagram, Skoob e Snapchat. “A interação por outras redes sociais também é importante porque ajuda nessa proximidade; de certa forma, você se torna uma amiga. Conversar e trocar ideias sempre foi a melhor parte de todo esse processo”, diz Duda Menezes, dona do canal ‘Book Addict’.

Para Isa Vichi, do canal ‘Lido Lendo’, a troca com os inscritos é fundamental: "Eu adoro conversar com a galera que me assiste. Procuro responder a todos os comentários nas redes sociais. Dá muito trabalho e ocupa bastante tempo, mas acho que isso é o mínimo que posso fazer como forma de agradecimento”.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Política de Desenvolvimento de Coleção

Pensando em compartilhar experiências com as bibliotecas integrantes do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas (SisEB), um grupo de bibliotecárias se reuniu para elaborar esta apostila, sistematizando alguns conceitos relativos ao tema, abordando e informando as boas práticas já realizadas. Aqui, encontra-se a missão da biblioteca pública, o conceito e os objetivos da política de desenvolvimento de coleções, além dos critérios de seleção, fontes de informação que podem ser utilizadas e a diferença das formas de aquisição: compra, doação e permuta. Neste documento estão mencionados critérios e benefícios, e quem deve fazer o desbaste e/ou descarte dos títulos que não atendem à comunidade, assim como recomendações para que a biblioteca obtenha amparo legal para sua política. Por fim, está esclarecida a diferença entre preservação, conservação e restauração, e quais as características principais para a identificação de obras raras. Nos documentos anexos, encontra-se, na íntegra, a Política de Desenvolvimento de Coleções da Biblioteca de São Paulo, para servir como exemplo, um decreto de regulamentação de descarte de material bibliográfico e uma lei que cria um “banco de livros” para captação de doação. Política de Desenvolvimento de Coleção cadernos de práticas do siseb Espera-se contribuir para a reflexão e necessidade de implantação e manutenção de uma Politica de Desenvolvimento de Coleções em bibliotecas. Material elaborado em 2013 para apoiar a oficina realizada na Biblioteca de São Paulo, dinamizada por Adriana Cybele Ferrari, Luciana Marques Silva e Sueli Regina Marcondes Motta, com a colaboração de Ligia Consuelo Araújo e Sueli Pereira de Castro. Política de Desenvolvimento de Coleção cadernos de práticas do siseb Apresentação A oficina foi pensada para auxiliar os profissionais que atuam nas bibliotecas integrantes do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB), que têm apresentado à coordenação da Unidade de Bibliotecas e Leitura, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, seus questionamentos a respeito do tema. Sabemos que a gestão das coleções é bastante complexa e que muitos fatores devem ser analisados e dimensionados para que a biblioteca possa ter uma coleção afinada que atenda sua comunidade. Pensando nisto, optamos por sistematizar alguns conceitos relativos ao tema, bem como identificar boas práticas realizadas pelas bibliotecas que possam ser compartilhadas pelo conjunto do SisEB.

“A biblioteca pública é a porta de acesso local ao conhecimento – fornece as condições básicas para uma aprendizagem contínua, para uma tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural dos indivíduos e dos grupos sociais.” Manifesto Ifla / Unesco “No cenário atual, a renovação do conhecimento cresce em um ritmo acelerado, causando para as  bibliotecas grande transtorno na manutenção da atualização do acervo, tornando indispensável a elaboração de políticas de desenvolvimento de coleções.” MIRANDA, 2007
É um conjunto de atividades que determina a convivência de se adquirir, manter ou descartar materiais bibliográficos e não bibliográficos, mediante critérios previamente estabelecidos, visando a formação, desenvolvimento e manutenção de um acervo de qualidade. A Ifla (Federação Internacional de Associação de Bibliotecas) recomenda a todas as bibliotecas públicas o estabelecimento, por escrito, de critérios de gestão das coleções e de políticas de seleção, que incluam aspectos relacionados à: Política de Desenvolvimento de Coleção cadernos de práticas do siseb 2 Desenvolvimento de coleções “A biblioteca pública é a porta de acesso local ao conhecimento – fornece as condições básicas para uma aprendizagem contínua, para uma tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural dos indivíduos e dos grupos sociais.” Manifesto Ifla / Unesco “No cenário atual, a renovação do conhecimento cresce em um ritmo acelerado, causando para as bibliotecas grande transtorno na manutenção da atualização do acervo, tornando indispensável a elaboração de políticas de desenvolvimento de coleções.” MIRANDA, 2007

1 Missão da biblioteca pública • Incorporação de uma quantidade de documentos de acordo com o tamanho da comunidade atendida; • Acesso a recursos externos, tais como as bibliotecas de outras instituições, a internet, bases de dados eletrônicas e organiza ções locais, entre outros; • Elaboração de normas e critérios para o descarte de materiais – em diferentes formatos – que tenham perdido atualidade ou estejam em mal estado de conservação; • Elaboração para critérios para aceitação de doações e para seleção das doações recebidas; • Definição de normas de conservação e preservação das coleções. Política de Desenvolvimento de Coleção cadernos de práticas do siseb É importante ressaltar que vivemos um momento de reflexão sobre o papel das bibliotecas públicas brasileiras. Impõe-se às bibliotecas serem mais pró-ativas e estarem totalmente envolvidas com a comunidade que atendem. Ou seja, há todo um movimento de requalificação das bibliotecas, que tem sido chamado de “Biblioteca Viva”. É aquela que é protagonista na sua cidade, bairro ou região. Dentro desse conceito, o tamanho do acervo passa a ter um peso menor na avaliação da qualidade da biblioteca. O mais importante é a pertinência do acervo para a comunidade que se atende. Sabemos que não é possível atrair o público e sensibilizá-lo para a leitura se a biblioteca tiver estantes abarrotadas, com materiais amontoados e em mal estado de conservação. Uma biblioteca abarrotada de materiais com pouco ou nenhum uso pode produzir um efeito negativo entre as autoridades responsáveis, indicando que a aquisição de coleções não é prioritária, pois as estantes já estão cheias de livros. Por isso é muito importante identificar o limite e a capacidade de armazenamento de uma biblioteca. Assim é necessário ter um uso racional do espaço. A biblioteca que tem a preocupação com seu desenvolvimento conhece melhor seu acervo e tem possibilidade de atender melhor sua comunidade. “Conjunto de normas e diretrizes que buscam determinar ações
“Conjunto de normas e diretrizes que buscam determinar ações, descrever estratégias gerais, estabelecer instrumentos e delimitar critérios para facilitar a tomada de decisão na composição e no desenvolvimento de coleções, em sintonia com os objetivos da instituição, dos diferentes tipos de serviços de informação e dos usuários do sistema.” LIMA e FIGUEIREDO (1984) - citado por Miranda, 2007http://aprendersempre.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/1_cadernos-de-pratica_siseb_politica-de-desenvolvimento.pdf

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

7 erros de português que você nem sabia que estava cometendo

A língua portuguesa é cheia de detalhes. Mesmo para os falantes nativos do idioma, algumas regras de gramática podem confundir na hora de escrever. Ter um bom domínio do nosso idioma é essencial até mesmo para quem não trabalha como redator profissional. Afinal, um pequeno deslize no texto pode comprometer toda mensagem que você está querendo passar.
Pensando em ajudar você a deixar seus textos ainda melhores, fizemos uma compilação de alguns erros ortográficos e gramaticais que você talvez nem sabia que estava cometendo. Confira!

7 dos erros de português mais cometidos por redatores

1 – “Seja isso ou aquilo”

O termo “seja” não pode ser utilizado sozinho ou ligado a outra conjunção (como “ou”) em uma conjunção coordenativa alternativa. Traduzindo: sempre que utilizar “seja” para exemplificar alguma coisa, lembre-se de que é necessário duplicar o termo. Veja o exemplo.
Correto: Seja uma vez por semana, seja todos os dias, o importante é manter a frequência de publicações no seu blog.
Incorreto: Seja uma vez por semana ou todos os dias, o importante é manter a frequência de publicações no seu blog.

2 – Usar “onde” sem se referir a lugar

O pronome “onde” expressa a noção de lugar, portanto, é preciso tomar cuidado para não utilizá-lo em contextos diferentes. Quando não houver indicação de lugar, prefira utilizar “em que” ou “no qual” e suas variações.
Correto:  O conteúdo acompanha esse novo comportamento, em que empresas e consumidores estão em pé de igualdade, trocando informações e experiências.
Incorreto:  O conteúdo acompanha esse novo comportamento, onde empresas e consumidores estão em pé de igualdade, trocando informações e experiências.

3 – Mistura dos pronomes “tu” e “você”

Não é raro encontrar textos que misturam esses dois pronomes nas suas diferentes formas. Porém, é preciso escolher um deles e mantê-lo em todo o texto, sem alternância.  Ao utilizar “você”, evite as formas “te”, “teu” e demais variações do pronome “tu”. Para quem trabalha com produção de conteúdo para a web, o mais indicado é utilizar sempre a forma “você”, já que o “tu” traz uma ideia de regionalismo que não é adequada para textos que atingem um público geral.
Correto: Pensando em começar uma estratégia de marketing de conteúdo? Preparamos este post para tirar suas dúvidas e ajudar você a começar.
Incorreto: Pensando em começar uma estratégia de marketing de conteúdo? Preparamos este post para tirar suas dúvidas e te ajudar a começar.

4 – Mesmo

É muito comum encontrar a palavra “mesmo” sendo utilizada como pronome pessoal. Porém, apesar de a palavra poder ser usada de diversas formas, esta não é uma delas. O termo “mesmo” pode ser usado como pronome demonstrativo, substantivo ou adjetivo. Confira alguns exemplos:
Correto: Ao entrar em contato com o cliente, não espere que ele o responda em menos de 24 horas.
Incorreto: Ao entrar em contato com o cliente, não espere que o mesmo o responda em menos de 24 horas.
Outras possibilidades corretas de uso:
  • 70% do processo de compra acontece antes mesmo de o cliente entrar em contato com a empresa
  • Ao mesmo tempo que ter uma boa frequência de atualizações é importante, é preciso prestar atenção no conteúdo.
  • Mesmo que algumas pessoas não acessem o seu blog todos os dias, mantê-lo atualizado é a melhor forma de aumentar o número de visitantes.
  • O objetivo é atender aos mais diversos segmentos de mercado com omesmo nível de conhecimento em todas as áreas.

5 – “vir de encontro a” e “ir ao encontro de”

Estas duas expressões, por serem muito parecidas, costumam gerar bastante confusão, porém, seus significados são opostos. Por isso, é preciso ter cuidado: “ir de encontro a”  significa “ir contra algo”, “bater”, “colidir”, enquanto que “ir ao encontro de”  expressa acordo, concordância.
Exemplo de concordância: Os interesses profissionais de um redator web vão ao encontro dos do cliente que encomenda um conteúdo.
Exemplo de discordância: O texto redigido pelo redator foi de encontro à proposta de pauta do conteúdo.

6 – “Adéqua”

Apesar de ser muito usada, essa flexão do verbo “adequar” ainda não é aceita pela gramática da língua portuguesa. Portanto, enquanto não é feita uma nova reforma no nosso idioma que aceite a palavra, prefira utilizar a construção “não é adequado” ou algum sinônimo para que a qualidade do seu texto não caia.
Correto: Aquela sugestão de pauta não é adequada para a estratégia do cliente.
Incorreto: Aquela sugestão de pauta não se adéqua à estratégia do cliente.

7 – O verbo lembrar e suas variações

O verbo “lembrar” é cheio de peculiaridades que fazem com que seja fácil se confundir e cometer algum deslize. Isso acontece porque o verbo pode ser transitivo direto, transitivo indireto ou ainda transitivo direto e indireto ao mesmo tempo, o que significa que o complemento muda de acordo com a situação. Veja alguns exemplos:
Lembrar-se de: quando utilizar o verbo no sentido de “vir à memória”, sempre utilize o pronome adequado e a preposição “de”:
Exemplo: Lembre-se de que é necessário inserir um call to action no fim do texto!
Lembrar: quando o verbo “lembrar” for utilizado com o sentido de “ser parecido” não exige preposição.
Exemplo: O estilo de escrita do redator lembra os textos de Machado de Assis.
Lembrar: no sentido de “informar” ou “advertir” alguém, o verbo pede um pronome oblíquo e a preposição “de”:
Exemplo: O redator recebeu um e-mail lembrando-o de finalizar o conteúdo.
Nunca saberemos tudo que há para saber sobre um idioma, afinal, a língua é viva e está em constante transformação. Porém, um bom redator está sempre tentando ser a melhor versão de si mesmo e a forma mais eficaz de lidar comproblemas linguísticos e adquirir conhecimento é lendo, estudando e buscando tanto se aprofundar no que sabe quanto conhecer novos assuntos.
Luisa Wink - Writer experience

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

REVENDO AS LEIS DA BIBLIOTECA SEGUNDO AS LEIS DE MURPHY

Fernando Modesto)

Apesar da Biblioteca possuir  6 livros sobre um mesmo assunto, os professores irão sempre indicar umúnico livro para o mesmo tópico ao mesmo tempo aos seus alunos.

orçamento estabelecido pela Organização é sempre inversamente proporcional às necessidadesorçamentárias da Biblioteca.

É  a biblioteca implantar um sistema simples para descobrir que todos os seus usuários tornaram-segênios de repente.  

Um livro "perdido" no acervo permanecerá desaparecido até a sua substituição quando o bibliotecário for ordenar a prateleira para colocar o novo exemplar na estante.  

Livros permanecerão verticais na estante até que se coloque outro livro ao lado deles.  

Você finalmente revisou o catálogo de fichas após colocá-lo em ordem durante um ano e descobre uma semana depois a necessidade de realizar uma nova revisão completa.

Quando o professor recomenda um livro da biblioteca para seu aluno, pode ter certeza que foi indicada a única cópia que ele mesmo emprestou e encontra-se com um amigo em viagem ao Peru.

Os estudantes sempre pedem um artigo de 400 palavras para elaborarem um texto de 500 palavras.

Mude com frequência a bibliotecaIsto lhe permite colocar a culpa em seu antecessor para qualquercoisa que estiver errado.

Elaborar 17 cabeçalhos de assunto para um livro e na hora da busca descobrir que deveria terelaborado 18.

Se um professor, antecipadamente, discutir com você uma visita à biblioteca, é quase certo que eleestará ausente nos dias programados, o seu substituto não poderá realizar a visita, e quando oprofessor retornar não poderá fazer a visita porque tem que compensar tempo perdido.

A única vez no mês em que você tira 5 minutos para ler a revista Playboy é justamente quando seuchefe entra na biblioteca.  

Lei do Serviço de Aquisição na Biblioteca: Se for um livro bom, está em falta. Se for um livroexcelente, está esgotado.  

Não importa quantos livros você tenha sobre um determinado assunto o estudante sempre irá pensarque ele é muito grande.

A "super" síndrome da inutilidade dos serviços de informação. As bibliotecas sempre estão vazias quando: o presidente da empresa, o prefeito, o governador, o secretário, o diretor da escola ousuperintendente qualquer vêm visitá-la.  

Se a biblioteca tem um sistema que funciona deve estar fazendo tudo errado.

Quando você gasta metade do orçamento da biblioteca para atender ao pedido de um professor paraum curso ou uma pesquisacertamente o professor deixará a escola ou sairá para uma pós-graduação, e o curso será cancelado ou a pesquisa será mudada.

Não importa por quanto tempo você guarde um artigo ou uma informação que nunca precisou. Ela fará falta um dia após tê-la jogado fora.

Se você perdeu uma publicação sobre determinado assunto haverá 35 usuários que irão solicitarexatamente aquele assunto da revista.  

Os livros não estão perdidos exceto esses que são os mais procurados e os mais difíceis de serem substituídos.

Todo bibliotecário deveria ter um auxiliar em tempo integralisto lhe permitiria pôr a culpa emalguém.  

Se tudo está bom para você provavelmente está na biblioteca errada.  

Quando você cataloga novamente um livro para corrigir um erro, está criando sete novos problemasautomaticamente.

Se você fecha a biblioteca  3 dias antes do final do ano para realizar o inventário, é fato que osprofessores irão lhe pedir para realizarem pesquisa na biblioteca justamente nesses dias.

Os livros mais finos têm os números de classificação mais longos.

Fonte:
IFLANET Library Humour: REVEYRAND'S LIBRARY LAWS
(with apologies to Murphy)
Disponível emhttp://www.ifla.org/I/humour/humour.htm.Acesso em: 12/12/2005.
(Livre adaptação e tradução de Fernando Modesto)
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PRÁTICA PROFISSIONAL E ÉTICA: dez atitudes questionáveis do bibliotecário brasileiro registrado nos Conselhos de Biblioteconomia.

Francisco das Chagas de Souza

Continuo nesta coluna, a discussão iniciada na edição do mês de novembro de 2014. Nela falei de medos que corroem a autoestima do bibliotecário. Para muitos, creio que aquelas observações soaram como algo abstrato. Nesta edição trato de algo mais palpável: as atitudes e posturas provocadas pelos medos que os bibliotecários brasileiros registrados nos Conselhos de Biblioteconomia assumem, sem aparente crítica.

Medos determinam posturas e atitudes. As podem ser expressas como parte de um esforço de superação ou de conformação e, por isso, no caso da segunda postura, isto é, de conformação, dá-se a confirmação de um estado de quase inércia.

Há em parte dos bibliotecários brasileiros alguma atitude e consequente postura de superação limitada às questões técnicas. Mas mesmo isso, infelizmente,  não ocorre com a grande maioria. Os que fazem esse esforço creem e procuram demonstrar que muito sabem aplicar de mais técnicas e suas inovações. Mas, cada vez mais, isso termina por confirmar o estado de conformação ao quadro de exclusão política, que afasta as minorias sociais do maior e melhor acesso à informação e ao conhecimento, quando mediado pela atuação do bibliotecário registrado nos Conselhos de Biblioteconomia. Com isso, pelo seu autoengano, esses bibliotecários terminarão por fortalecer o movimento que procura compensar sua ausência ou substituí-lo em ações relacionadas à atuação em bibliotecas públicas e em bibliotecas escolares.

Sem a expectativa de deter a verdade da maioria, tenho as minhas impressões, que decorrem de minhas leituras contextuais, circunscritas à atuação como docente e pesquisador, nas áreas de Biblioteconomia, Educação e Ciência da Informação. Assim, construí este texto a partir de uma relação composta por dez itens listados abaixo. Ela não está dada segundo uma ordem de prioridade, mas decorre da lembrança que fui explorando, decorrente de minhas observações assistematicamente construídas.

Atitude 1 – Dirigir as bibliotecas, ou entidades com nomes similares, de forma amadora.

Os bibliotecários registrados nos Conselhos de Biblioteconomia são tidos como pessoas que durante 3,5 a 4 anos se submeteram a um processo de formação universitária, pelo qual deveriam ter assimilado dentre as técnicas ensinadas, as de gestão de bibliotecas. A justificativa para a oferta dos conteúdos pertinentes a esse domínio nos currículos de Biblioteconomia é de que esse conhecimento será fundamental para um trabalho que terá por base a organização dessas unidades de serviço. No mínimo, cada biblioteca, independentemente de seu porte, deveria ter como base um projeto  em que estivessem explicitas políticas e planos de ação. Para muitos, a política mais básica seria a Política de Formação e Desenvolvimento de Coleções, construída com a participação dos usuários e mantenedores ou dos representantes desses últimos, e aprovada em instância legitimadora da política e de suas estratégias de execução. Convencionalmente, o que se vê na atuação da grande maioria dos bibliotecários brasileiros registrados não confirma essa forma de agir. Do modo como a maioria dos bibliotecários atua, para a população e para os usuários, que diferença faz entre sua presença ou a de qualquer outra pessoa como dirigente de biblioteca?

Atitude 2 –  Aplicar multa pecuniária na biblioteca.

Um especialista que lida com pessoas está supostamente preparado para adotar estratégias que progressivamente possam levar a maioria dessas pessoas a se autopoliciar na contenção de suas pulsões antissociais. No caso de uma biblioteca coletiva, pública estatal, por exemplo, pode-se perceber que há o imperativo de que todos os membros da comunidade que a utilizam ou possam utilizá-la a enxerguem como pertencimento comum. Entretanto, ao ser pertencimento comum, pode ser necessária a adoção de um regulamento ou de regras mais pontuais para a circulação do material, por exemplo. Quem decidirá qual é o conteúdo desse regulamento ou quais são as regras? Em geral, os bibliotecários, especialmente os formados nos cursos universitários do Brasil, têm como dogma que a multa pecuniária na biblioteca é a única ou a melhor forma. Alguns argumentam que ela serve como instrumento  educativo, ou que é uma forma de correção moral, ou que é um instrumento que evita a repetição e que pune uma “ação criminosa”, pois teimam em ver o atraso na devolução da obra com essa característica. Há exagero nesse dogma, embora o atraso na devolução de materiais, por exemplo, possa ser em si e a depender das circunstâncias reprovável, nem sempre sua condenação de forma cega produz equilíbrio entre o retorno da obra à coleção e seu imediato empréstimo. Não são poucos os casos em que atingido o prazo de devolução não há a reivindicação da obra por um terceiro leitor. Em casos em que não há um beneficiário direto do retorno da obra à coleção, esta atitude tirânica de aplicar a extorsão financeira sobre o usuário em atraso não pode ser tida somente como um mero dogma profissional. Não é um dogma profissional, mas uma insensível forma de manifestação de poder, atitude que, provavelmente, para o bem da profissão não deveria ser afirmada como regra predominante pelo bibliotecário. Sendo, portanto, uma tirania contra “os proprietários” da coleção poderia ser afirmada como uma operação de cunho meramente técnico? Ou, por fim, representaria o completo desconhecimento de parte do bibliotecário da comunidade usuária a que atende, e que por isso crê que o melhor relacionamento seria tratá-la como manada, sob o seu chicote? No fundo da questão, o controle do fluxo de uso da coleção tem relação direta com a negociação que deverá envolver os “proprietários” da coleção, que são inclusive os garantidores do emprego do bibliotecário, e este bibliotecário. Os “proprietários” da coleção teriam momentos para coletivamente instituir a melhor maneira de aumentar o benefício que o uso da coleção poderia proporcionar à comunidade. Um primeiro momento se daria quando da implantação da biblioteca, já em sua primeira etapa do projeto institucional. Dentre todas as decisões a tomar, uma das primeiras é sobre a coleção, conteúdo e uso. Depois viriam outras, dentro de uma proposta de avaliação continua. Essa outra forma de ação, de trabalho realmente conjunto com a comunidade, e vale para todos os tipos de biblioteca, certamente, tiraria o chicote da mão do bibliotecário, que poderia assumir uma atitude de conciliador. Felizmente, já há algumas aceitáveis experiências em bibliotecas universitárias de substituir essa violência da multa pecuniária por outras formas de contenção de pulsões antissociais no uso das coleções que promovem o empréstimo domiciliar.

Atitude 3 – Sustentar a ideia da unicidade da bibliotecária.
           
Há no Brasil, desde quando algum(a) santo(a) bibliotecário(a) intuiu, defendeu e fez valer a ideia de que os vários tipos de bibliotecas, isto é, de comunidades usuárias de coleções de conhecimentos, precisam de um mesmo profissional, formado com o mesmo currículo mínimo e centrado em técnicas de descrição de forma e conteúdo de materiais impressos ou similares. Cada vez mais fica evidente que o bacharelado em Biblioteconomia no Brasil, ainda sustentado por uma ideologia da neutralidade ou do distanciamento social, dado pelo domínio técnico ordenador de coleções, caducou. A experiência social brasileira hoje corresponde, ao ter retomado nos últimos anos certa força da base social, àquela que havia na Europa e Estados Unidos da América da terceira ou quarta décadas do século XX. Essa experiência apontava para a impossibilidade de alguém ser e sustentar-se como bibliotecário apenas com o domínio de técnicas de gestão de coleções. Ser bibliotecário é ser gestor de demandas de pessoas que buscam o conhecimento. Assim, para ser um bibliotecário, de fato, é necessário que a pessoa que escolhe essa profissão tenha em sua formação um bom acervo de conhecimento e, portanto, de formação em história, sociologia e psicologia, como base. Essa foi a ideia exposta por Pierce Butler na década de 1930 nos Estados Unidos da América e lá aceita. O Brasil hoje está em estágio similar. Para ser bibliotecário, e saber ser bibliotecário, precisamos urgentemente de milhares de mestres em Biblioteconomia ou de milhares de bacharéis em Biblioteconomia com mestrado em diversos campos. 

Atitude 4 – Enxergar o usuário, ou leitor, ou consulente como inimigo de seu trabalho ou da biblioteca.

Parece cada vez mais comum, em parte por conta das atitudes predominantes entre os bibliotecários, entre os quais há um grande número de mentes estreitas do ponto de vista social e moral, que tenhamos bibliotecários que se sentem mais confortáveis quando atuam majoritariamente nas funções de catalogadores, classificadores, indexadores e preenchedores de planilhas. Na condição de verem a biblioteca como a coleção de materiais, quaisquer demandas que os retirem das tarefas mencionadas são consideradas como tempo morto, sobretudo aquelas em que o usuário, ou leitor, ou consulente precisa de um ouvido e de atenção para falar de algo. Essa parte da missão profissional quando requerida dificulta a comprovação de trabalho feito. Por produzir baixa estatística de preparo, circulação ou uso da coleção cairá na categoria de trabalho morto, por isso não interessa. Como preferência, grande parte dos bibliotecários roga aos seus deuses, que não venham os usuários como leitores ou consulentes, isto é, como pessoas. Melhor ainda que eles se satisfaçam com trabalho a distância, isto é, sejam apenas usuários.

Atitude 5 –  Considerar a biblioteca como sendo um “lugar” e esse “lugar” tendo a coleção como foco central.

Ainda parece ser ideia predominante entre os bibliotecários aquela que associa biblioteca com o edifício sede onde está instalada uma equipe profissional, que trabalha sob um projeto de promoção do relacionamento entre a memória histórica, artística, filosófica, científica e social da humanidade e a geração atual de indivíduos que busca esses conhecimentos com a finalidade de existir e ser. Ora, a biblioteca é a expressão desse relacionamento; sendo assim a biblioteca não se reduz ao prédio onde estão sediadas equipes profissionais e os materiais. Em sendo relacionamento interpessoal a biblioteca é movimento. Grande número de papagaios de Ranganathan não percebeu ainda que as famosas cinco ideias nucleares da prática bibliotecária (por que chamá-las de leis?) desfoca a ideia de prédio. O que impede o bibliotecário brasileiro de rever essa ideia? É o sentido de “sem teto” e “sem chão”, que faz parte do nosso pensamento miserável?

Atitude 6 –  Considerar o usuário como ignorante em relação à biblioteca ao vê-lo valorizá-la mais como um organismo vivo e em movimento.

Em função de que o mundo vivido é um monstro de contradições, em função de que cada um de nós é fonte e usuário dessas contradições, sabemos que para a grande maioria dos usuários a biblioteca é mais movimento que “lugar”. Para eles importa mais o acesso à informação sob quaisquer formatos que o prédio da biblioteca; porém, ao mesmo tempo, parte deles quando toma a iniciativa de criar suas bibliotecas comunitárias tende a pensar no prédio, mas com um relevante detalhe: esse prédio é a sede dinamizadora da comunidade; é parte do movimento. Essa sede não é, necessariamente, um armazém de materiais. Vê-se nitidamente o contraste de ideias, quando, por acaso, voluntariamente, um bibliotecário formado em Biblioteconomia, se oferece para colaborar neste tipo de empreendimento. Ao tentar reduzir a ideia de biblioteca a uma coleção organizada ou desmonta a dinâmica social do trabalho em realização ou muda a si mesmo. Se optar pela segunda vertente, sufocando a sua ideologia redutora do que é uma biblioteca, ele começa a superar essa atitude, isto é, de se considerar o dono da iluminação bibliotecária. Quantos suportarão isso?

Atitude 7 – Propagar a eterna defasagem do currículo acadêmico adotado pelo sistema universitário para a formação de bibliotecário.

Essa atitude é um defeito social largamente praticado por grande parte dos bibliotecários brasileiros. Tem duas fontes: primeira, vem de sua formação como mero bacharel técnico, desprezando que o Brasil das últimas décadas exige outro tipo de formação bibliotecária, que não é uma simples modificação ou atualização curricular. Exige algo parecido com o que expus como comentário da atitude 3 acima, ou seja, precisa de mestres em Biblioteconomia, vindos de quaisquer áreas de bacharelado ou licenciatura e de mestres em quaisquer áreas que tenham bacharelado em Biblioteconomia; segunda, vem da ausência da competência política para o engajamento em movimento associativo, a partir do qual, possa realizar a avaliação continua da formação de bibliotecários e, com isso, permanentemente assessorar a formação bibliotecária com a proposição clara e oferta de conteúdos e com a disposição consciente de complementar a formação universitária com a oferta honesta de estágios de aprendizagem para os formandos.

Atitude 8 – Defender exaustivamente a ideia de que sem bibliotecário registrado nos Conselhos Profissionais a biblioteca não é biblioteca.

Essa atitude é também um defeito na inserção social do bibliotecário. Está correlacionada ou confirma o modelo de submissão representado pela existência do Conselho Profissional, imperiosamente instituído através de uma Lei que, para Edson Neri da Fonseca (citado à página 176 do Livro de César Castro, História da Biblioteconomia no Brasil, Ed. Thesaurus, 2000), “não protegia o bem comum e sim a classe bibliotecária, instituindo mais um corporativismo dentro do serviço público”.

Atitude 9 – Pleitear o discurso da ética enquanto desprestigia as suas Associações Bibliotecárias.

Esta atitude é tão visível, que não requer comentário longo. Para compreendê-la é bastante o bibliotecário brasileiro olhar para o lado e ver o que faz das e com as Associações profissionais de bibliotecários. Elas são, historicamente, por sua constituição como ente voluntário e sustentado pelo coletivo dos profissionais, os meios para a legitimação profissional. Em sendo assim, dependem ‒ para existir, atuar e de fato defender a excelência do conhecimento profissional ‒ da sustentação financeira, do envolvimento de bibliotecários com a gestão corrente, com a captação de fontes de financiamento para seus cursos e suas publicações, da publicização e da concertação política com as fontes de poder econômico e político presentes na sociedade. Esse perfil que em âmbito internacional não é somente idealização ainda é no Brasil uma quase abstração. Em sendo assim, nesse aspecto, falta uma boa prática ao bibliotecário brasileiro; isto é, a prática da ética, com foco na beneficência.

Atitude 10 – Estar indisposto para fazer e receber crítica às suas práticas profissionais.

Esta atitude, em geral, se manifesta na reação de grande parte dos bibliotecários de negar valor aos comentários e observações dos poucos que se aventuram a fazer essa crítica. Mas esses, por sua crítica, em geral, estão tentando contribuir para que surja um sentimento de incomodação na maioria, de forma a potencialmente levá-los ao esforço de superação de suas deploráveis atitudes. Há um vício generalizado entre os bibliotecários em torno do entendimento de que existe boa crítica e má crítica. Por isso, há a leitura predominante de que a boa crítica é sinônimo de elogio e a má crítica ao não ser elogio, mas a síntese de uma análise consciente, ser sinônimo de ofensa. Essa indisposição em receber a crítica cria e reforça a indisposição para fazê-la, na medida em que fazer a crítica torna o seu autor não alguém a ser visto como um colaborador do progresso profissional, mas um inimigo pessoal. Como superar esse círculo vicioso?

Concluindo, este texto corresponde ao 72º que apresento nesta Coluna: Prática Profissional e Ética. Nestes sete anos de exposição de ideias, motivado pelo duplo interesse em refletir sobre prática e sobre a ética profissionais pude contar com a aceitação do Professor Oswaldo Almeida Junior em abrir este espaço para que essas ideias fossem divulgadas. Também pude contar com leitores que, silenciosos ou travando interlocução, questionando alguns pontos de vista expostos ou até elogiando a exposição de algumas dessas ideias, mantiveram-me convicto de que valia o esforço em levantá-las. Evidentemente, não houve qualquer outro propósito senão o de exercer uma das relevantes posturas profissionais e éticas do bibliotecário que é o de avaliar permanentemente a sua ação como membro de uma categoria profissional. Fiz isso com a certeza de que era parte do meu trabalho acadêmico. Tendo em vista que estou com processo de aposentadoria em tramitação na UFSC, esperando entrar em inatividade profissional a partir do final de fevereiro de 2015, quero aqui me despedir desta coluna.

A coluna Prática Profissional e Ética, entretanto, continuará em atividade, com o concurso da Professora Ana Cláudia Perpétuo de Oliveira da Silva. Ela, com certeza, elegerá focos a partir dos quais difundirá suas ideias sobre a temática a envolver profissão e ética. A ela desejo o melhor sucesso.

A todos que, direta ou indiretamente, tiveram conhecimento da Coluna e que, por meio dela, comigo interagiram os meus agradecimentos.

Ao Professor Oswaldo Almeida Júnior os meus melhores votos de continuo sucesso.

Felicíssimo Natal a todos e um 2015 só de coisas boas!

 Sobre Francisco das Chagas de Souza
Docente nos Cursos: de Graduação em Biblioteconomia; Arquivologia; Mestrado e Doutorado em Ciência da Informação da UFSC; Coordenador do Grupo de Pesquisa: Informação, Tecnologia e Sociedade e do NIPEEB
Francisco das Chagas de Souza