quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

100 sites de pesquisa acadêmica que você deveria conhecer


Olá, pessoal!
Quando você precisa de material acadêmico para fazer algum trabalho, você sabe onde procurar?
Pois saiba que existem inúmeros sites com um infinito material sobre todo tipo de assunto. E para ajudar nesse momento que disponibilizamos nada menos que 100 sites de pesquisa acadêmica que você deveria conhecer.
São textos, documentos, resenhas, artigos, áudios, vídeos e tudo o que você precisa para fazer uma pesquisa acadêmica completa. E além de tudo, é ainda mais conhecimento ao alcance de um clique.
Dentre tantas opções, destacamos 4 delas:
Este site é muito interessante. Nele você pode pesquisar por todo tipo de línguas e linguagens do mundo com enciclopédia de referências de todas as palavras conhecidas dos idiomas ainda existentes. A busca é dividida por países, mapas, nome da língua ou até uma palavra conhecida.
Você sabia que no Brasil, por exemplo, foram listadas 238 linguagens? São 5 linguagens instituídas, 29 se desenvolvendo, 26 em uso, 57 com problemas e 99 linguagens morrendo.
Tudo o que você precisa para fazer uma pesquisa científica, escrever um artigo, uma monografia, dissertação ou apenas para ler e enriquecer seu conhecimento acerca de temas dessa área, você encontra aqui. É como um Google científico com buscas por documentos, autores e grupos.
Todo assunto relacionado à literatura científica está nesta Biblioteca Digital de Pesquisa Científica.
O The Virtual Learning Resoucers Center (Centro de Recursos para o Aprendizado Digital) tem uma busca do Google personalizada com milhares dos melhores sites acadêmicos selecionados por professores e profissionais de bibliotecas do mundo inteiro para atender às necessidades de educadores e alunos.
Professor: encontre planos de aulas, sugestões, materiais, apresentações e muito mais. Estudante: ache apostilas, textos, dicas de estudos, planilhas e tudo o que você precisa para facilitar sua vida na escola.
Este site de buscas da Microsoft oferece acesso a mais de 38 milhões de publicações acadêmicas com imagens, gráficos e outros tipos de recursos. A pesquisa pode ser feita por autor, publicação, textos, conferências, palavras-chave e organizações.
Tá curioso? Então, confira a lista completa abaixo, salve esses sites nos seus favoritos e mãos à obra! Todas as páginas são em inglês.
100 sites de pesquisa acadêmica
Livros e Jornais
  • Google Scholar: encontre todo tipo de material didático.
  • Google Books: pesquise um índice de livros do mundo inteiro, com várias opções gratuitas.
  • WorldCat: itens de 10 mil bibliotecas como livros, DVDs, CDs e artigos.
  • Open Library: encontre livros clássicos, e-Books e todo tipo de material gratuito. Você pode indicar textos para o site.
  • Directory of Open Access Journals: ache textos de alta qualidade.
  • Scirus: exclusivo para informações científicas. São mais de 460 milhões de materiais da área.
  • Jurn: resultados de pesquisa de mais de 4 mil jornais escolares gratuitos sobre artes e humanidades.
  • SpringerLink: publicações digitais, protocolos e livros sobre todo assunto possível.
  • Vadlo: repositório de pesquisas científicas.
  • Online Journals Search Engine: ferramenta de pesquisa científica poderosa em que você pode achar jornais, artigos, reportagens e livros científicos.
  • Bioline International: para publicações científicas; feita por cientistas de maneira colaborativa.
  • HighBeam Research: pesquise com vários tipos de filtros e ferramentas.
Negócios e Economia
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  • Research Papers in Economics: pesquisa em economia e ciências relacionadas. Artigos, livros e até softwares com mais de 1,2 milhões de resultados.
  • Virtual Library Labour History: esta biblioteca oferece conteúdo histórico sobre economia, negócios e muito mais.
  • EconLit: acesse todo tipo de material de mais de 120 anos de literatura sobre economia mundial de 1886 a 1968.
  • National Bureau of Economic Research: tenha acesso a grandes ferramentas na pesquisa sobre economia.
  • BPubs: tenha acesso a publicações sobre negócios e mercado em uma ferramenta de busca especializada.
  • DailyStocks: site para monitorar ações de mercado.
  • Inomics: economistas vão adorar este site com recursos que incluem empregos, cursos e conferências.
  • EDGAR Search: sistema de pesquisa eletrônica com documentos e textos sobre investimento.
  • Corporate Information: perfeito para empresas de pesquisa.
História
historia
  • Library of Anglo-American Culture and History: guia histórico da Biblioteca Anglo-Americana de Cultura e História.
  • Internet Modern History Sourcebook: milhares de materiais sobre história moderna.
  • American History Online: encontre coleções de materiais históricos digitais.
  • David Rumsey Historical Map Collection: mais de 30 mil imagens históricas que podem ser buscadas por palavra-chave.
  • HistoryBuff: arquivo de jornais históricos online e biblioteca de referência.
  • Genesis: excelentes materiais sobre a história da mulher.
  • Fold3: tenha acesso a um grande arquivo histórico militar com registros originais e memoriais.
  • Internet Ancient History Sourcebook: bom lugar para pesquisar sobre a origem humana com textos completos sobre antigas civilizações como Mesopotâmia e Roma, além da origem cristã.
  • History and Politics Out Loud: pesquise registros importantes da história do mundo, principalmente material político em áudio.
  • History Engine: ferramenta colaborativa para educação em que os alunos aprendem história ao pesquisar, escrever e publicar artigos, criando uma grande coleção de textos sobre a história dos EUA que podem ser buscados por outros alunos.
  • Digital History: banco de dados digital histórico da Universidade de Houston com links para textos e todo tipo de material educacional sobre história.
Ciências Sociais
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  • WikiArt: acesso livre a artigos sobre arqueologia.
  • Anthropology Review Database: banco de dados com resenhas e vários outros materiais sobre antropologia.
  • Behavioral Brain Science Archive: extenso arquivo para pesquisa sobre artigos de ciência do cérebro e psicologia.
  • SocioSite: site feito pela Universidade de Amsterdã  com material de assunto sociológico incluindo ativismo, cultura, paz e racismo.
  • Psycline: localizador de artigos e textos sobre psicologia e ciências sociais.
  • Social Sciences Citation Index: site pago, mas que vale a pena devido à riqueza e relevância dos artigos apresentados na pesquisa.
  • Ethnologue: pesquise por todo tipo de línguas e linguagens do mundo com enciclopédia de referências de todas as palavras conhecidas dos idiomas ainda existentes.
  • Political Information: ferramenta de busca sobre política com mais de 5 mil sites cuidadosamente escolhidos.
  • The SocioWeb: guia para todo tipo de material sociológico que possa ser encontrado na internet.
  • Encyclopedia of Psychology: informações básicas ou não, traduzidas para o inglês sobre carreiras na psicologia, organizações, publicações, pessoas e história.
  • Anthropological Index Online: pesquisa em mais de 4 mil periódicos da Biblioteca do Museu de Antropologia Britânico, assim como filmes do Instituto Royal de Antropologia.
  • Social Science Research Network: grande variedade de artigos sobre ciências sociais de fontes especializadas.
Ciências
ciências
  • WorldWideScience: mostra excelentes resultados na pesquisa de ciências e até em bancos de dados específicos.
  • SciCentral: as melhores fontes sobre ciências com pesquisas de literatura, banco de dados e outros recursos para achar o que precisa. (Este site deixou de exibir o conteúdo. Atualizado em 10/12/2015)
  • CERN Document Server: esta organização de pesquisa nuclear disponibiliza um grande diretório com experimentos, arquivos, artigos, livros e apresentações de seu acervo.
  • SciSeek: ferramenta de pesquisa científica com o melhor que a internet pode oferecer.
  • Chem BioFinder: tudo sobre química, incluindo propriedades e reações.
  • Biology Browser: encontre pesquisas, recursos e informações na área de Biologia.
  • Athenus: autoridade em ciência e engenharia na web.
  • Strategian: encontre informações de qualidade em todas as áreas da ciência como livros completos, jornais, revistas e muito mais.
  • Science.gov: neste portal da ciência feito pelo governo norte americano, você pode pesquisas em mais de 50 bancos de dados e 2100 sites selecionados de 12 agências federais.
  • Analytical Sciences Digital Library: ache recursos educacionais na área de ciências com uma grande variedade de formatos e aplicações.
Matemática e Tecnologia
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  • Math WebSearch: neste site você pode fazer uma busca por números e fórmulas, além de textos. (Este site deixou de exibir o conteúdo. Atualizado em 03/12/2015)
  • MathGuide: encontre diversas fontes de informação sobre matemática.
  • Citebase: recurso para achar materiais de matemática e tecnologia, entre outros assuntos.
  • ZMATH Online Database: milhões de resultados de milhares de artigos sobre matemática desde 1826.
  • CiteSeerX: através deste site você tem acesso à Biblioteca Digital de Pesquisa Científica.
  • Current Index to Statistics: índice bibliográfico com publicações sobre estatística, probabilidade e áreas correlatas. (Este site deixou de exibir o conteúdo. Atualizado em 03/12/2015)
  • Inspec: banco de dados feito para cientistas e engenheiros pelo Instituto de Engenharia e Tecnologia. São mais de 13 milhões de resultados na busca por física e engenharia..
  • The Collection of Computer Science Bibliographies: mais de 3 milhões de referências em artigos, textos, jornais e relatórios técnicos de ciências.
Bancos de Dados e Arquivos
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  • NASA Historical Archive: explore a história espacial neste arquivo da NASA.
  • Smithsonian Institution Research Information System: tenha acesso a recursos do Instituto Smithsonian através do exclusivo sistema de pesquisas.
  • The British Library Catalogues & Collections: explore a Biblioteca Britânica e todo seu material catalogado tanto impresso quanto digital.
  • Library of Congress: acervo da Biblioteca do Congresso norte-americano; acesso a documentos, fotos históricas e incríveis coleções digitais.
  • CIA World Factbook: a agência de inteligência dos EUA oferece muita informação de referência mundial como história, pessoas, governos, economias e muito mais.
  • Catalog of U.S. Government Publications: pesquise o catálogo de publicações do governo dos EUA para achar textos históricos e atuais.
  • National Archives: acesse os Arquivos Nacionais e pesquise documentos históricos, com informações do governo e muito mais.
  • Archives Hub: encontre o melhor do que a Grã-Bretanha tem para oferecer nestes arquivos de mais de 200 instituições britânicas.
  • arXiv e-Print Archive: arquivos da Universidade Cornell e acesso a materiais de matemática, ciências e assuntos relativos.
  • Archivenet: iniciativa do Centro Histórico Overijssel, o site facilita a busca de arquivos em holandês.
  • National Agricultural Library: serviço do Departamento de Agricultura norte-americano com todo tipo de informação relacionada a agricultura.
  • State Legislative Websites Directory: use este banco de dados para achar informações de legislaturas sobre todos os estados americanos.
  • OpenDOAR: busque por pesquisas acadêmicas gratuitas.
Geral
geral
  • Mamma: a mãe das ferramentas de pesquisa a reunir os melhores recursos da web. (Este site deixou de exibir o conteúdo. Atualizado em 08/12/2015)
  • Dogpile: encontre o melhor das maiores ferramentas de busca com resultados do Google, Yahoo! e and Bing.
  • MetaCrawler: pesquisa ferramentas de pesquisa com resultados do Google, Yahoo! e Bing.
  • iSEEK Education: ferramenta de pesquisa destinada a especialmente a estudantes, professores, administradores e tutores.
  • RefSeek: mais de 1 bilhão de documentos, sites livros, artigos, jornais sobre qualquer assunto.
  • Internet Public Library: encontre materiais diversos divididos por temas.
  • Digital Library of the Commons Repository: encontre literatura do mundo inteiro incluindo acesso gratuito a textos, artigos e dissertações.
  • Google Correlate: permite encontrar pesquisas que se relacionam com dados da vida real.
  • Virtual LRC: tem uma busca do Google personalizada só com o melhor dos sites acadêmicos. O material é disponibilizado apenas por professores e profissionais da área.
  • Academic Index: este diretório foi criado só para estudantes. As indicações deste site são de professores, bibliotecários e profissionais da educação.
  • OAIster: ache milhões de recursos digitais de milhares de contribuintes, com acesso livre.
  • Infomine: ferramenta incrível para encontrar recursos digitais educativos, principalmente em ciências.
  • Microsoft Academic Search: oferece acesso a mais de 38 milhões de publicações com imagens, gráficos e outros tipos de recursos.
  • Wolfram|Alpha: este site não só acha links, mas responde perguntas, analisa e gera relatórios.
  • BUBL LINK: catálogo baseado no Dewey Decimal system. (Este site deixou de exibir o conteúdo. Atualizado em 03/12/2015)
Referências
Outros
  • Artcyclopedia: encontre tudo o que você precisa sobre arte em mais de 160 mil links e quase 3 mil sites.
  • Lexis: encontre material confiável e autorizado neste site.
  • Education Resources Information Center: registros bibliográficos sobre literatura educativa.
  • PubMed: site da Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA onde você encontra textos e artigos completos sobre medicina. São mais de 19 milhões disponíveis.
  • MedlinePlus: serviço da Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA com ferramenta de busca e dicionário para materiais cuidadosamente escolhidos sobre saúde.
  • Circumpolar Health Bibliographic Database: banco de dados com mais de 6 mil registros relacionado à saúde humana na região do círculo polar.
Ufa! Não é por falta de pesquisa acadêmica que você não vai fazer algum trabalho acadêmico. É conhecimento a dar e vender, aproveite!
Até mais!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

7 motivos para namorar um gordinho

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Não é segredo pra ninguém que amo gordinhos, afinal casei com um lindo de viver!
Sempre gostei, os gordinhos sempre me chamaram a atenção. Chegava em uma balada ou em qualquer lugar e sempre me encantava pelo gordinho. Não sei se pelo abraço acolhedor, por encarar uma panela de brigadeiro sem paranóias. Enfim, não sei, mas eles sempre me chamaram a atenção.
Tenho atração por gordinhos, mas é claro que já me relacionei com magros, saradões, altos, baixos, esportistas, vesgo, cadeirante… Gosto é gosto, cada um tem o seu. Tesão, atração, encanto ninguém explica, sente! Como já dizia minha avó Dona Olinda, o que seria do azul se todos gostassem do amarelo?
E agora é a minha vez de contar os segredos e encantos dos gordinhos! rsrs Vou te dar 7 razões para namorar, ficar e casar com um gordinho gostoso.
“Sou um gordinho gostoso, gordinho gostoso
Sou um gordinho gostoso
Eu não sou friboi, mas tô na moda
A mulherada gosta, a mulherada gosta do papai”  Banda Luxúria
E vi em vários blogs motivos para se namorar um gordinho (a) e vou contar aqui pra vocês:
1 – Eles são confortáveis. Sim, é uma delícia ganhar um abraço gordinho, já experimentou? Você se sente acolhida, é gostosinho como uma almofada. Eu, particularmente, nunca gostei de deitar em tórax super malhado, duro e cheio de músculos. O conforto é zero! Gosto de homem grande que consiga me abraçar por inteiro. Gosto de proteção.
2- Quem é gordinho de verdade não passa fome e, em sua grande maioria, aprende a cozinhar. Geralmente os gordinhos se viram bem na cozinha e preparar um jantarzinho para a amada não é nada mal. Um jantar à luz de velas, tem coisa mais romântica que isso? E o melhor, não vão entortar a cara quando você repetir o prato! hahahahaha Meu marido cozinha muitoooooo e eu também, modéstia a parte, mas quando ele cozinha, meus olhos brilham. Fico encantada e amo saborear suas experiências gastronômicas.
3 – A maioria dos gordinhos são engraçados, já percebeu isso? E tem coisa mais gostosa de ter alguém do seu lado para rir e contar piadas?
4- São bons de cama! =P Não sou de falar dessas coisas, mas não posso deixar passar em branco. Eles sabem bem fazer o vuco-vuco. Imagine “papai e mamãe” e os ossos da barriga do boy sarado batendo nos seus. Nãooo!! Eu quero conforto, algo gostosinho, barriguinha com barriguinha, juro que é mais gostoso! E dormir de conchinha? A barriguinha encontra com a sua lombar e plimmmm! =)
5 – Comem sem contar calorias e não te enchem o saco pelos quilinhos a mais. Você pode ir em um restaurante e pedir a maior gordice do mundo e ele vai dividir com você. rsrs
6 – Um bom gordinho não tem frescura em comer, encara um PF (aqui em São Paulo, são pratos prontos e servidos em bares, padarias, lugares sem muito luxo), um cachorro- quente da barraquinha, dividem a panela de brigadeiro nos dias de tpm e encaram a caipirinha da feijoada sem encanar!
7 – Se você está jacando, ele está com você. Porém,  se precisa fazer dieta, eles topam também.  Afinal, todo mundo quer perder alguns kilinhos hahahahahaha
Tenho certeza que vocês estão se perguntando se eu nunca me relacionei com saradões, claro que simmmm! Tem homens lindos, sarados, lindos de se ver, mas ainda prefiro os gordinhos.
E antes que venham dizer que sou preconceituosa e blá blá blá, não gente, não sou! Temos gostos diferentes, essa é a graça do ser humano, eu gosto de brigadeiro e você prefere beijinho, eu gosto de melancia e você prefere abacate, simples assim!! (E eu só falo de comida hahahaha).
Não é a apologia a obesidade, ok militantes? Estou expondo minha realidade, meu gosto pessoal.
E você que nunca pegou, ficou, namorou, conheceu um gordinho, experimente e depois me conte! hahahahaha
Bjokas e se amem!
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Empreendedor cria biblioteca virtual para escolas e empresas

http://biblioo.info/arvore-de-livros/

SÃO PAULO – Quando atuava no ramo educacional, mais particularmente com programas de leitura em instituições de ensino publicas e privadas, o empreendedor João Leal notou que faltavam livros nessas escolas e alunos interessados em lê-los. Dessa experiência surgiu a ideia de criar o serviço de biblioteca virtual por assinatura Árvore de Livros, para ser acessado no computador e nos dispositivos móveis – algo como uma Netflix dos livros.
Árvore de Livros: serviço de assinatura de títulos dá acesso a biblioteca virtual Foto: DivulgaçãoÁrvore de Livros: serviço de assinatura de títulos dá acesso a biblioteca virtual
Foto: Divulgação
O serviço é voltado para instituições públicas, privadas, escolas, empresas e bibliotecas. Para ter acesso, o interessado paga uma mensalidade com base na quantidade de usuários. Presente em mais de 800 escolas, a maioria no Nordeste, a startup carioca já oferece um acervo com cerca de 14 mil títulos, composto por obras clássicas e contemporâneas, diversos gêneros da literatura e best-sellers, por meio de contratos firmados com mais de 200 editoras.
O custo unitário começa em R$ 9,90 por aluno e varia de acordo com a quantidade de usuários que a escola ou instituição tiver – se for em grande escala, o valor pode ser menor. A plataforma gera relatórios que mostram os livros mais lidos, as páginas em que os usuários demoram mais tempo para ler, nível de dificuldade e outras informações para auxiliar no monitoramento do desempenho dos alunos e funcionários. Ainda é possível criar atividades relacionadas à leitura dentro da biblioteca virtual.
Cada instituição também tem a possibilidade de personalizar a biblioteca e catalogar os livros de acordo com a faixa etária dos alunos. A Árvore permite que o usuário tome emprestado até três livros ao mesmo tempo. Caso queira um novo título, é preciso devolver um deles. Isso é parte das condições acertadas entre a startup e as editoras. Os alunos podem salvar livros para ler quando estiverem sem conexão com a internet, mas o texto só pode ser acessado pelo aplicativo – o arquivo não é baixado, para evitar pirataria.
Leal não revela o recurso inicial investido no projeto, lançado em 2013, mas afirma ter ultrapassado o valor com o faturamento de 2015 e espera neste ano aumentar a quantidade de escolas e instituições contratantes do serviço, em razão de melhorias que estão em fase de implementação.
Entre as novidades está uma ferramenta desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ), que define o índice de dificuldade de leitura para cada livro. O empreendedor explica que o algoritmo vai analisar todas as obras e gerar uma nota para cada uma de acordo com a complexidade da leitura, para que, a partir disso, a plataforma possa oferecer sugestões de títulos de acordo com o perfil do usuário. “Com esse mecanismo esperamos reduzir o risco de desmotivação entre os leitores, caso comecem a leitura por um livro mais difícil”, afirmou.
A startup também tem trabalhado em uma forma de colocar a biblioteca offline paras as escolas públicas.
Recentemente a Árvore de Livros foi selecionada em conjunto com outras 14 startups no Pitch Gov SP, programa do governo paulista que seleciona projetos ligados a administração pública. Leal ainda não sabe como será a parceria, mas espera contar com ela para crescer no mercado.

A biblioteca da comunidade

Como este tipo de espaço pode se configurar como uma ressignificação da cultura informacional da comunidade a que serve
http://biblioo.info/a-biblioteca-da-comunidade/

Um dos ambientes mais promissores e ao mesmo tempo polêmico para atuação da Biblioteconomia, enquanto disciplina de investigação técnico-científica e de prática profissional, são as chamadas bibliotecas comunitárias/populares. O título deste texto é “biblioteca da comunidade” em virtude de que uma biblioteca deve significar um ambiente de informação feito pela/para/com a comunidade.
Há várias formas de se pensar a estruturação de bibliotecas da comunidade, quais sejam: a) as bibliotecas construídas entre Estado (nível municipal, estadual e/ou federal) em parceria com a comunidade podendo se constituir como ambientes integrados às bibliotecas públicas ou ambientes independentes específicos da comunidade; b) a biblioteca da comunidade que pode se instituir como ambiente vinculado direta ou indiretamente ao terceiro setor (biblioteca da comunidade como uma ONG em que pessoas externas à comunidade participam e investem na biblioteca ou biblioteca construída pela própria comunidade que estabelece parcerias com ONG); c) a biblioteca da comunidade feita a partir da parceria entre comunidade e empresas privadas (se constituem na chamada responsabilidade social empresarial em que empresas investem em projetos sociais com a prerrogativa de receber incentivos fiscais do governo); d) a biblioteca da comunidade elaborada pura e simplesmente com recursos da própria comunidade sem a interferência de setores institucionais externos como Estado, Terceiro Setor ou propriedade privada, mas que pode receber incentivos de pesquisadores, intelectuais, bibliotecários e outros segmentos da sociedade civil.
O foco deste texto não é se posicionar pelo modelo mais adequado de biblioteca da comunidade, mas como esta biblioteca pode se configurar como uma ressignificação da cultura informacional da comunidade a que serve. As comunidades atuais, especialmente aquelas consideradas mais carentes de investimentos possuem poucas perspectivas de usufruir de ambientes culturais como bibliotecas, arquivos, museus, atividades esportivas, artísticas e tecnológicas.
Inegavelmente a falta de ambientes culturais é um dos aspectos determinantes que despromove espaços de convivência/socialização, construção de conhecimento e traz a espetacularização da violência em todos os seus níveis (físico, institucional, intrafamiliar, moral, psicológico, sexual, simbólico etc).
A priori, o Estado deveria ser a instituição estratégica para o desenvolvimento das políticas culturais e informacionais que norteariam a construção de bibliotecas da comunidade. No entanto, o ideal seria a construção de ações que estruturassem um sistema de bibliotecas da comunidade integradas à biblioteca pública e escolar com a participação de diversos segmentos sociais (Estado, Terceiro Setor, movimentos sociais, propriedade privada etc) constituindo uma política pública cultural permanente de Estado.
Como as duas possibilidades não têm ocorrido de maneira muito enfática em várias regiões do Brasil, cabe a setores da sociedade civil se auto organizarem, visando à correção parcial das injustiças de acesso aos bens culturais e informacionais, assim como cobrar do Estado medidas que ajude a redimensionar a elaboração de bibliotecas da comunidade como política pública cultural e informacional.
E quais seriam às contribuições de uma biblioteca da comunidade para a própria comunidade e a realidade social que a cerca? Para responder a esta pergunta a melhor forma é compreender o papel da biblioteca da comunidade.
Em primeiro lugar, é preciso superar a percepção tradicional de tudo que uma biblioteca precisa para existir, um espaço com estantes e livros. Uma biblioteca para ser viva e atuante precisa de uma intencionalidade social, conhecimento das necessidades/desejos/demandas informacionais da comunidade, além de um conjunto de práticas informacionais ligadas à organização, mediação, gestão, uso de recursos, fontes de tecnologias de informação e a promoção de serviços diversos (referência, informação utilitária, alerta, disseminação seletiva da informação etc).
Em segundo lugar, a biblioteca deve ser o ambiente de salvaguarda informacional da comunidade. Por isso, mais do que possuir acervo sobre conhecimentos diversos em livros e outros suportes documentais, a biblioteca deve ser o ambiente que busca a preservação da memória da comunidade contemplando às práticas cotidianas de seus componentes envolvendo trabalho, lazer/entretenimento, família e a preservação da memória coletiva e institucional da comunidade. Em síntese, uma biblioteca que não conhece sua comunidade é mórbida por ignorância humana e estanque por falta de uma relação efetiva do binômio biblioteca-comunidade.
Em terceiro lugar, e o mais importante, é que a biblioteca precisa ser o ambiente que estimule a vivacidade da cultura comunitária. Em outras palavras, a biblioteca precisa ser realmente da comunidade no sentido de estimular novas crenças e práticas sociais que contribuam para o desenvolvimento humano da comunidade. Cito como práticas da biblioteca da comunidade às seguintes: a) desenvolver atividades de estímulo à leitura (leitura da palavra e leitura de mundo) e a pesquisa no ambiente comunitário observando às demandas específicas de aprendizado de cada grupo comunitário; b) reunir esforços para estimular os processos de alfabetização e letramento informacional das crianças, adolescentes, adultos e idosos da comunidade por meio de reforço escolar (neste ponto, a participação de bibliotecários, professores, pedagogos e outros profissionais da própria comunidade ou aqueles que busquem contribuir com o projeto é fundamental para o êxito desta prática); c) contribuir para os processos de inclusão social, digital e de deficientes por meio de práticas de acesso à informação via uso de tecnologias e informações cotidianas; d) construir um trabalho de conscientização acerca dos problemas sociais enfrentados pela comunidade por meio de serviços de informação (incluindo palestras, cursos, debates e outras qualificações) como saneamento, violência, déficit educacional, direitos à informação, preservação do meio ambiente, incentivo ao esporte, incentivo ao primeiro emprego, acesso otimizado às tecnologias digitais, estímulo à abertura do próprio negócio, criação de produtos para aprimoramento estrutural (material e intelectual) da comunidade, entre outros; e) promover informações sobre utilidade pública alusivas à saúde (informações sobre saúde pública, higiene, prevenção de doenças, exercícios físicos, além de informações sobre hospitais públicos, particulares, postos de saúde, ambulâncias, farmácia popular, farmácias particulares, laboratórios, SUS, clínicas, unidades sanitárias, academias populares, academias particulares, etc.); Cultura e lazer (agenda cultural, calendário de eventos, cinemas, teatros, museus,     centros e espaços culturais, salas de exposições, galerias de arte, estádios, órgãos ligados ao esporte); utilidade pública (assistência social ao menor, à mulher, ao idoso e etc., associações, assistência legal, juizados, tribunais, prisões, serviço de assistência gratuita, projetos públicos, serviços públicos de pagamento como gás, luz, água, telefone, etc., sindicatos, como tirar documentos de identidade, CPF, título de eleitor e outros, segurança, telefones úteis como bombeiros, emergências, polícia, imprensa local); trabalho (agências de emprego e estágios, oportunidades de empregos, cursos e eventos de qualificação profissional, etc.), além de outros assuntos referentes a realidade cotidiana dos usuários.
Muito se fala que a biblioteca escolar deve ser o coração da comunidade escolar e a biblioteca comunitária o coração da comunidade. Porém, creio que a biblioteca comunitária deve ser o cérebro da comunidade no sentido de estimular práticas que dinamizem o cotidiano informacional da comunidade e que ajudem a resolver problemas específicos da comunidade.
Uma biblioteca pública sem uma rede de bibliotecas comunitárias perde parte do seu sentido de descentralizar o acesso à informação. Uma biblioteca escolar sem uma rede de bibliotecas comunitárias inibe o diálogo sobre a realidade social da comunidade escolar. Isso significa que precisamos de bibliotecas da comunidade para que a própria comunidade compreenda os múltiplos significados e possibilidades de acesso à informação. A biblioteca da comunidade traz a expansão do direito à informação independente de crença, raça ou gênero.
Embora a biblioteca da comunidade seja da própria comunidade e deva partir dos anseios comunitários é fundamental a interferência de profissionais especializados como bibliotecários nos processos de elaboração, além da interferência do Estado e segmentos sociais. Somente com uma biblioteca feita para e com a comunidade é possível pensar em uma rede de bibliotecas da comunidade profícuas e que tragam resultados para o seu desenvolvimento. Pensar a biblioteca apenas como um espaço com livros e estantes é trazer o ônus do custo em detrimento do investimento em informação.
Portanto, a biblioteca da comunidade é aquela em que a própria comunidade participa de seu desenvolvimento e que satisfaça às necessidades/desejos/demandas/anseios cotidianos da comunidade, conforme mencionado nas quatro alíneas acima. A biblioteca da comunidade é papel do Estado, do Terceiro Setor e de segmentos sociais diversos, mas é principalmente direito da comunidade em ter acesso à informação com qualidade e transparência, com vistas à construção de uma nova cultura informacional.  É salutar que a sociedade civil lute por uma rede de bibliotecas da comunidade não somente para chamar de sua, mas para constituir um novo locuscultural dentro das comunidades, especialmente as mais carentes. Comunidade que respira cultura exala convivência mais pacífica e inibe a espetacularização da violência.
VIVA A BIBLIOTECA DA COMUNIDADE FEITA PARA E COM A COMUNIDADE!