quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Diagnóstico em bibliotecas públicas

http://extralibris.org/concursos/2008/12/04/diagnostico-em-bibliotecas-publicas/
Diagnóstico em bibliotecas públicas
Um grande livro na biblioteconomia. Na minha opinião, este “Diagnóstico em Bibliotecas Públicas: Guia para a solução de problemas a partir o reconhecimento de situações decisórias na instituição”, de Adalberto Diehl Rodriguez, publicado pela Armazem Digital, é o principal lançamento da biblioteconomia brasileira desde o “Introdução à Biblioteconomia” de Edson Nery da Fonseca. Exagero? Vá ler. Este livro é fantástico. Ainda não está sendo solicitado em concursos, mas não tenho dúvidas de que isso não demorará a acontecer.

Primeiro, o autor é um profissional atuante, que escreve muitíssimo bem, escrevendo sobre sua profissão. A gente precisa mais disso. Precisamos que nossos profissionais escrevam, compartilhem suas preocupações diárias conosco em livros. Foi o que Adalberto fez. Ele que desde 2002 comanda a Biblioteca Pública de Alvorada, RS, e que chegou a manter um blog, muito bom, na ExtraLibris em tempos idos.

É preciso que este livro seja lido. As bibliotecas públicas sofrem com falta de tudo, não devem sofrer também por nossa culpa. E o diagnóstico é o primeiro passo para saber por onde começar.

É impressionante o número de pontos de verificação (checklists) que Adalberto coloca no livro. E o melhor é que ele pediu licença a ninguém (leia-se: poucas citações). São pontos que sua própria experiência e vivência em bibliotecas públicas mostram ser importantes. O livro também traz esquemas e quadros para melhor visualização das situações.

Eu fico muito feliz quando leio (página 51) a resposta à pergunta abaixo:

“c) A biblioteca realiza um esforço para assegurar a disponibilidade de uma obra e as maiores facilidades possíveis de seu acesso aos usuários?”
E a resposta:

“Uma biblioteca em que não é encontrado um título de divulgação e procura atual tende a perder usuários. A biblioteca que não pensa em facilitar ao máximo a aquisição de títulos para os usuários está abrindo as portas para que estes usuários abandonem sua frequência e uso.”

E é de bibliotecas públicas que estamos falando. Bibliotecas públicas devem se preocupar em manter usuários, sim.

“Diagnóstico em Bibliotecas Públicas: Guia para a solução de problemas a partir o reconhecimento de situações decisórias na instituição”", de Adalberto Diehl Rodriguez, é um livro que todo bibliotecário deve ler e se debruçar sobre.

Força nos estudos!!!

p.s.: Adalberto é sagitariano, assim como eu, Edson Nery e mais um bom número de ótimo bibliotecários que conheço.

ENTRE A ACADEMIA E A BIBLIOTECA PÚBLICA: O METAESPAÇO

ENTRE A ACADEMIA E A BIBLIOTECA PÚBLICA: O METAESPAÇO COMO LOCUS DISCURSIVO
Adalberto Diehl Rodriguez

RESUMO: A partir da afirmativa de que a relação entre Academia e Biblioteca
Pública pode ser observada, o trabalho questiona qual é o espaço privilegiado para
tal observação e como o mesmo pode ser avaliado. Fundamentado na Teoria
Sistêmica de Luhmann, admite que as instituições sugeridas dependem de um
metaespaço comunicativo onde a relação se torne compreensível. O locus em
questão é aquele realizado na totalidade dos eventos congregadores, tais como os
fóruns, encontros e simpósios. A partir da documentação desse espaço e de sua
referência em artigos de periódicos eletrônicos de livre acesso na web, elaborou-se
uma pesquisa na Base de Dados Referenciais em Ciência da Informação (BRAPCI).
A pesquisa levantou os artigos de periódicos eletrônicos publicados no Brasil, entre
2005 e 2009, alusivos à temática sugerida, através da busca pela expressão
“Biblioteca Pública” na consulta Palavras-chaves. A seguir, analisou as referências
constantes dos artigos de periódicos recuperados pelo levantamento bibliográfico,
relativas às comunicações científicas em eventos. Por fim, estudou nas referências
os indicadores qualificação do metaespaço, abrangência geográfica, data e
quantidade de referências. Os resultados apuraram que apenas quatro artigos
alusivos à temática Biblioteca Pública, dentre dezessete, nos últimos cinco anos,
referenciaram comunicações científicas. De 294 documentos referenciados em todos
os artigos, apenas seis documentam metaespaços. O intervalo de tempo entre o
artigo citante e o metaespaço referenciado variou de três a onze anos. O trabalho
conclui que a produção acadêmica focada na Biblioteca Pública através de artigos
de periódico é ínfima. Considera que é raro o uso dos metaespaços como
promotores do discurso comum entre Academia e Biblioteca Pública. Apura que as
pautas formadoras do discurso nos metaespaços ainda persistem com uma
significativa passagem de tempo. Sugere, por fim, uma maior interatividade na
relação entre Academia e Biblioteca Pública, bem como a busca de um maior
impacto por parte dos metaespaços próprios do discurso comum entre as
instituições relacionadas.

*
Bacharel em Biblioteconomia e Especialista em Projetos Sociais e Culturais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Aluno de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Coordenador da Biblioteca Pública Municipal de Alvorada (RS) e autor das obras Diagnóstico em Bibliotecas Públicas: guia para a solução de problemas a partir do reconhecimento de situações decisórias na instituição (Porto Alegre:
Armazém Digital, 2008) e A Condição Civilizatória: uma visão essencialista da informação, da inovação e do conhecimento (Leme: Mundo Jurídico, 2010), vencedora do I Concurso Literário da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições.

PALAVRAS-CHAVE: Academia, Biblioteca Pública, Comunicação Científica
1 INTRODUÇÃO
Relacionar Academia e Biblioteca Pública constitui uma construção reflexiva
que foge ao óbvio. Fosse tal relação proposta entre Biblioteca Universitária e
Academia, firmar-se-ia uma construção muito mais evidente. Mas relacionar
Academia e Biblioteca Pública pressupõe uma complexidade maior, considerando-se
a expressão de dois domínios distintos.
Não obstante a distinção, é mister haver um denominador comum de visão,
ou tal associação seria inviável. Isso não significa necessariamente uma intersecção entre os campos, fundamentada numa racionalidade subjetiva, na qual o sujeito e o objeto emergem com muita propriedade, dependendo de como os fatos são vistos. 3Em outras palavras: para relacionar as instituições sugeridas é preciso observá-las, mas qual delas constitui um espaço privilegiado para a observação da relação?
Uma avaliação da Biblioteca Pública pela Academia possibilita questionar
cientificamente a primeira. Mas uma avaliação da Academia pela Biblioteca Pública
tem razão de ser no debate amplo, quanto ao fato de a primeira estar ou não
conseguindo problematizar as necessidades da segunda como objeto de estudo. A
interrogação é o ponto de partida para este trabalho, que visa discutir o elo entre as instituições propostas, e como este elo pode ser observado e avaliado.
Academia e Biblioteca Pública podem ser vistas numa perspectiva sistêmica,
como a proposta por Luhmann (1996), pois não se confundem: são estruturas
formadas numa perspectiva particular, diferenciadas do ambiente em que se
encontram presentes. São sistemas fechados, auto-suficientes para atualizarem
suas estruturas internas a partir da seleção que são capazes de fazer perante os
influxos que observam nas mudanças do ambiente. Usando um termo tomado de
empréstimo da Biologia, por Luhmann, os sistemas são autopoiéticos.
Assim, a Biblioteca Pública e a Academia observam-se mutuamente sem que
suas próprias estruturas e funções se confundam com aquelas observadas. Na
verdade, sequer trata-se de uma observação direta: um sistema sempre observa a si (auto-observação) ou a observação de outro sistema a si (hetero-observação). O
denominador comum de visão que viabiliza a associação entre os domínios depende
de um observador de segunda ordem, que possa reunir, num único espaço e
momento as distintas observações, observador esse situado num espaço entre a
poiesis e a praxis: o metaespaço da comunicação científica.
2.2 A Razão para Relacionar Academia e Biblioteca Pública
Nos últimos anos, as políticas públicas brasileiras têm produzido uma série de
atualizações a partir de demandas específicas dependentes de observações ligadas
à Biblioteca Pública. São observações tão relevantes que, no Plano Nacional do
Livro e da Leitura (PNLL), de 2005, a participação das bibliotecas públicas é
lembrada em todos os seus eixos de ação – do fomento à leitura, à economia do
livro. Também na segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil,
realizada pelo Instituto Pró-Livro, em 2008, apontou-se a necessidade de expandirse a freqüência e o uso das bibliotecas municipais pela população.
A relação entre incentivo à leitura, fortalecimento de bibliotecas públicas e
desenvolvimento econômico e social não constitui um elo novo para os
bibliotecários. Estes profissionais, dentre os quais destaca-se Emir Suaiden (1980),
já o afirmavam no início dos anos oitenta. Desde aquela época, várias tentativas de
buscar a definição de políticas próprias para o desenvolvimento das bibliotecas
públicas e do incentivo à leitura culminaram com o PNLL, quando o Ministério da
Cultura apresentou um documento elaborado a partir do debate entre representantes
de toda a cadeia de produção do livro, onde foram discutidas as prioridades que
deveriam orientar uma política nacional de incentivo à leitura, cujo componente
fundamental é o desenvolvimento de bibliotecas publicas.
Pode-se considerar o PNLL como uma vitória para todos os profissionais da
informação, sobretudo para os bibliotecários que insistiram por décadas na
necessidade de políticas voltadas ao desenvolvimento de bibliotecas públicas. Não
obstante, se há hoje o reconhecimento da biblioteca pública no contexto prático de afirmação das políticas, como a instituição é reconhecida em sua dimensão teórica pelos bibliotecários e cientistas da informação?
A importância dessa pergunta tornase visível porquanto a ação política requeira que haja competências para serem
desenvolvidas, competências cujo foro privilegiado reside no corpo de
conhecimentos constituídos pela Biblioteconomia. O desenvolvimento das políticas
públicas requer que os profissionais atuantes na instituição Biblioteca Pública
detenham, portanto, não só comprometimento com a instituição, mas também
conhecimento de seu sistema, como um conjunto de conhecimentos bibliotecários
pertinentes a essa área.
Nesse sentido, a razão para relacionar Academia e Biblioteca Pública
justifica-se no reconhecimento da dimensão teórica, fundamental para o
aprimoramento dos profissionais que atuam nas bibliotecas públicas. Esse
reconhecimento depende de resposta a duas perguntas: o que se tem produzido na
temática Biblioteca Pública e quais são as suas fontes? Investigar essas questões
permite que se descubra o estado da arte da temática no Brasil. É na heteroobservação dessa necessidade que a Academia atualiza a sua agenda de
pesquisas, desenvolvendo estudos potentes para a pauta.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A produção acadêmica focada na Biblioteca Pública através de artigos de
periódico é ínfima. A constatação é preocupante, considerando-se que a partir do
PNLL exige-se um posicionamento estratégico das bibliotecas públicas em torno do
desenvolvimento da leitura no país. A ausência de uma quantidade maior de artigos
sobre a temática indica que há pouca produção de investigação na área.
Entretanto, mesmo entre os poucos artigos acerca da temática proposta, há
uma quantidade inexpressiva de referências alusivas às comunicações científicas, o
que indica o raro uso dos metaespaços como promotores do discurso comum entre
Academia e Biblioteca Pública. No que diz respeito às bibliotecas públicas, os
eventos que lhe são próprios tendem a esgotar-se em seu acontecimento, sem que
sua memória registrada seja reutilizada como referência para novos trabalhos.
Deve-se considerar, ainda, que os metaespaços, quando citados em um
artigo, dataram de pelo menos três anos anteriores, chegando mesmo a doze anos.
Isso significa que as pautas formadoras do discurso nos metaespaços ainda
persistem com uma significativa passagem de tempo. Há a necessidade de se
investigar se trata-se de problemas ainda não solucionados.
A observação mútua entre Biblioteca Pública e Academia necessita de uma
atualização, dada pelo observador de segunda ordem, o pesquisador. Deve haver
incentivo para que os bibliotecários comprometidos com o serviço público dediquemse à investigação científica através da Academia, tanto quanto os pesquisadores acadêmicos dediquem-se ao estudo das problemáticas apontadas pelos
bibliotecários na Biblioteca Pública. Requer-se uma maior produção de artigos nesse 11
âmbito, tanto quanto um maior impacto por parte dos metaespaços próprios do
discurso comum entre Academia e Biblioteca Pública, de modo a gerar contribuições
importantes ao pensamento dos profissionais e pesquisadores bibliotecários.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. PNLL: Plano Nacional do Livro e da Leitura. Brasília: Ministério da Cultura,
Ministério da Educação, 2005. Disponível para download em:
. Acesso em: 19.10.2009.
CARRIZO SAINERO, Gloria; RODRIGUEZ-LÁZARO, Antonio Franco; DEL AMO,
Pilar Ordás. Historia de las Técnicas Estadísticas Aplicadas a los Estudios de
Usuarios. In: A.H.E.P.E. Historia de la Probabilidad y la Estadística (III). Madrid:
Delta Publicaciones Universitarias, 2006.
CBO: Classificação Brasileira de Ocupações. Brasília: Ministério do Trabalho e
Emprego, 2002. Disponível em:
Acesso em 19.10.2009.
ESCOBAR MELO, Hugo. Saber, Sujeto y sociedad: una década de investigación
en psicología. Bogotá: Pontificia Universidad Javeriana, 2006.
FONSECA, Edson Nery da (org.). Bibliometria: teoria e prática. 9. ed. São Paulo:
Cultrix, EDIUSP, 1993.
LUHMANN, Niklas. Introducción a la Teoría de Sistemas. México (D.F.):
Universidad Iberoamericana, 2002.
ORTELLADO, Pablo. As Políticas Nacionais de Acesso à Informação Científica.
Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 4, n. 2, p.186-195, set. 2008.
RETRATOS da Leitura no Brasil. [S.l.]: Instituto Pró-Livro, 2008.
SUAIDEN, Emir. Biblioteca Pública Brasileira: desempenho e perspectivas. São
Paulo: Lisa; Brasília: INL, 1980.

sábado, 3 de setembro de 2011

A gestão da qualidade em serviços de informação no Brasil: uma nova revisão de literatura

http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/viewFile/58/261
A gestão da qualidade em serviços de informação no Brasil uma nova revisão de literatura, de 1997 a 2006

Descreve a implantação da gestão da qualidade em serviços de
informação no Brasil, por meio de revisão de literatura nacional, com o objetivo
de complementar a revisão de literatura publicada em 1998 e apresentar um
novo panorama, com trabalhos publicados e divulgados a partir de 1997,
objetivando contribuir para o avanço das discussões a respeito da aplicação da
gestão da qualidade em serviços de informação no Brasil e adicionar um novo
estudo teórico sobre o tema.
Palavras-chave: Gestão da qualidade; Serviços de informação
Recebido em 17.10.2005 Aceito em 27.03.2006




O SERVIÇO DE REFERÊNCIA DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFSC E O PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DO USUÁRIO:

O SERVIÇO DE REFERÊNCIA DA BIBLIOTECA CENTRAL Da UFSC E O PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DO USUÁRIO:desenvolvimento de uma ferramenta colaborativa com base na tecnologia wiki.
Fernanda Schweitzer
Resumo: Relato das atividades desenvolvidas durante o estágio curricular do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Santa Catarina. Discorre sobre as mudanças ocorridas nas bibliotecas universitárias decorrentes da nova demanda de usuários e das novas tecnologias. Ressalta a importância do desenvolvimento de novos produtos e serviços na Biblioteca Universitária para satisfação dos usuários o campus. Contextualiza o setor de referência inserido na biblioteca universitária. Enfatiza a importância do Programa de Capacitação do Usuário. Demonstra o desenvolvimento de uma ferramenta colaborativa com base na tecnologia wiki, para servir como apoio ao Programa de Capacitação de Usuário. Conclui que o profissional bibliotecário deve assumir cada vez mais seu papel de educador para o uso dos recursos informacionais.
Palavras-Chave: Biblioteca Universitária. Serviço de Referência. Educação do usuário. Wiki

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Bibliotecas públicas: bibliotecas para o público

http://bsf.org.br/wp-content/uploads/2011/08/Texto01.pdf
Bibliotecas públicas: bibliotecas para o público
algumas notas para uma reflexão estratégica sobre as bibliotecas públicas
Por Filipe Leal
Biblioteca Municipal de Vendas Novas
Resumo
É feita uma reflexão em torno da biblioteca pública na comunidade que serve, designadamente o seu posicionamento
estratégico perante esta, os serviços prestados e a cultura
organizacional que lhe está subjacente. No âmbito da filosofia de funcionamento apresentada, que pressupõe que a biblioteca pública seja equacionada em função do público que
serve, são ainda abordadas as questões de promoção da
leitura, estratégias de funcionamento globais adequadas à
realidade nacional e ainda a qualificação sistemática dos recursos disponíveis.
A tese presente no título desta comunicação (bibliotecas públicas: bibliotecas
para o público) parece ser uma daquelas ideias tão óbvias que carecem de uma
abordagem mais aprofundada. Todavia, será que esta tese é efectivamente posta
em prática nas bibliotecas públicas portuguesas?
Essencialmente, podemos perspectivar o funcionamento de uma biblioteca pública
em função dos recursos disponíveis ou em função da comunidade a servir. Em Portugal, consciente ou inconscientemente, tem-se optado pela primeira destas opções.
Não é pois de admirar que ao tentarmos caracterizar as nossas organizações deparemos com o seguinte quadro institucional:
 missão institucional: adquirir, tratar, organizar e disponibilizar documentos
 organização dos fundos documentais segundo sistemas disciplinares de saberes
 perspectivação dos serviços em função dos recursos documentais
 pouca segmentação dos públicos: serviços genéricos / utilizadores indiferenciados
 pouca utilização das TIC nas rotinas de funcionamento e no acesso à informação
 concentração dos esforços do pessoal no tratamento e disponibilização dos documentos
 gestão burocrática e administrativa, a tónica é colocada nas rotinas técnicas
 forte hierarquia vertical, que separa os técnicos decisores dos técnicos executantes
 (em suma) biblioteca pública: instituição neutra, estática e reactiva
Tendo em conta estas características torna-se óbvio, no nosso ponto de vista, que
não existe uma correspondência efectiva entre aquela tese e a sua aplicação na
prática. É neste contexto que surge esta comunicação, cujo principal objectivo é o
de apresentar algumas notas de uma reflexão estratégica sobre as bibliotecas públicas portuguesas, estruturada em três níveis intimamente relacionados: visão estratégica, onde são apresentadas as características de uma biblioteca pública que corresponda àquela tese; cultura organizacional, onde são apresentados os princípios
de uma nova cultura organizacional que corresponda a essa visão estratégica; filo-sofia de funcionamento, onde são apresentadas as opções estratégicas de funcionamento que correspondem a essa cultura organizacional.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

CDD on line

link da CDD on line

http://www.sisdoc.com.br/biblioteca/apoio_cdd.php

Pacto pela Biblioteconomia Brasileira‏

Pacto pela Biblioteconomia Brasileira
Daniela F. A. Oliveira Spudeit
Bibliotecária CRB 14ª 791/Pedagoga
Mestre em Ciência da Informação/UFSC

Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação
Maceió, 10 de agosto de 2011.
Reunião dos Conselhos, Associações e Sindicatos de Bibliotecários brasileiros
Frente às atuais necessidades da formação profissional configurados pelos:
· novos modelos de formação acadêmica
· educação continuada e as demandas do mercado
· mercado de trabalho ocupado por outros profissionais
· fortalecimento da área de P&D no país
e os conquistas das entidades de classe em prol do exercício profissional tais como:
· instalação de bibliotecas escolares (Lei n. 12244)
· valorização da leitura e de formação de leitores (censos das bibliotecas públicas municipais)
· valorização da biblioteca pública (projeto MinC)
e perante aos desafios propostos pela atual conjuntura brasileira, tais como:
· Sistema de regulação profissional – desregulamentação das profissões e demanda dos profissionais por maior qualidade na governabilidade das instituições.
· Integração profissional e social – reconhecimento do papel social da profissão, reconhecimento do papel das entidades profissionais, inserção no contexto latinoamericano das entidades.
· Maior quantidade de profissionais formados – Redução do tempo de formação (Cursos seqüenciais, tecnólogos e à distância) para atender Leis como exemplo a Lei 12.244.
· Alguns cursos de Biblioteconomia que tiveram a nomenclatura alterada (gestão e ciência da informação).
· Existência de técnicos e auxiliares com formação específica.
· Educação continuada com espaços assumidos também por outros profissionais com outras formações (interdisciplinaridade).
· Perfil do profissional da área – censo profissional CRB
· Governabilidade das instituições da área: ausência de articulação entre as entidades de classe em busca de um bem comum, ausência de lideranças, desconhecimento por parte dos profissionais do papel de cada instituição e que implica na pouca visibilidade institucional, pouco envolvimento dos profissionais com suas entidades, o que compromete a continuidade das ações.

Perante este cenário definiu-se elaborar o PACTO PELA BIBLIOTECONOMIA BRASILEIRA: O que de fato queremos para o futuro da Biblioteconomia no Brasil? É necessário construir um Projeto Político para a Biblioteconomia Brasileira para estabelecer coletivamente o que fazer, como fazer e as responsabilidades de cada ator no pacto.

Caminhos a percorrer a partir deste evento:
Estabelecer a constituição deste pacto para construir este projeto político e levar esta discussão para a base dentro das associações, conselhos, sindicatos, universidades de Biblioteconomia e Ciência da Informação para definir as responsabilidades de cada ator no pacto para criar um plano de ação.
Convido todos os bibliotecários interessados nesta causa que envolve o destino da nossa profissão em nosso país para se integrar junto aos conselhos, associações e/ou sindicatos de bibliotecários em seus estados para construirmos coletivamente este projeto político.Em Santa Catarina, em breve será realizada uma reunião e convidaremos todos os bibliotecários catarinenses para este debate.

Precisamos nos unir para defender nossa profissão perante o atual cenário social e político. Se não houver união e participação dos bibliotecários para defender esta causa, em breve nossa profissão pode ser desregulamentada e enfraquecida.
--

At.te.,
____________________________
Daniela F. A. Oliveira Spudeit
Bibliotecária CRB 14ª 791/Pedagoga
Mestre em Ciência da Informação/UFSC
Currículo: http://lattes.cnpq.br/4660698668153332


--
_______________________________________

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

AÇÃO CULTURAL E BIBLIOTECA PÚBLICA, NOVOS CAMINHOS PARA A EDUCAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO HUMANO

AÇÃO CULTURAL E BIBLIOTECA PÚBLICA, NOVOS CAMINHOS
PARA A EDUCAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO HUMANO
ANDRÉIA S. RIBEIRO
*
(asribeiro2001@yahoo.com.br)
VANDA ANGÉLICA CUNHA
**
(avangeli@ufba.br)
RESUMO: Trata da ação cultural em bibliotecas públicas como interação e integração da
instituição aos usuários na expressão da diversidade cultural. Aborda o processo de ação
cultural nas bibliotecas públicas de Salvador através da análise de conceitos propostos por
autores consagrados no tema. Analisa a estrutura e a dinâmica das práticas cotidianas
considerando sua importância na educação e no desenvolvimento humano. Objetiva
disseminar os frutos desse estudo para sensibilizar outras unidades de informação e ocorreu
em bibliotecas de governo estadual, governo municipal e em uma fundação particular com
uma biblioteca aberta à comunidade. Investigou o campo com questionários estruturados.
Ofereceu resultados do ponto de vista estrutural e da concepção que bibliotecários e
usuários têm do tema. Conclui por identificar um modelo de ação cultural distante do
sistema conceitual e por apontar novos caminhos no desempenho de suas funções.
Acredita-se que maior difusão da experiência resulta em mudanças do cenário encontrado.
Palavras-Chaves: Ação cultural; Bibliotecas Públicas – Salvador.

*

AS FUNÇÕES BÁSICAS DA BIBLIOTECA PÚBLICA

AS FUNÇÕES BÁSICAS DA BIBLIOTECA PÚBLICA
Para que uma biblioteca torne-se verdadeiramente pública, faz-se necessário assumir as seguintes funções: educativa, cultural, recreativa
e informacional.
Antes de descrever essa categorização, é interessante salientar que, na prática, as funções acima destacadas encontram-se interrelacionadas, não sendo possível trabalhá-las isoladamente.
Porém, como nossa intenção liga-se à exposição dessas funções de forma didática, visou-se apresentá-las separadamente para que o processo de compreensão ocorra com maior qualidade.
No que se refere à educação, Susana P. M. Muller (1984) afirma que a função educacional não deve ser entendida como sendo a mesma da escola ou da educação de massa, pois a biblioteca deve visar o benefício da sociedade através da prática de leitura, sem ganhar
grandes abrangências, ou seja, apenas estimular o uso dos livros.
Contudo, junto à evolução histórica dos papéis e objetivos atribuídos às bibliotecas, observa-se que, inicialmente, sobretudo ao final do século XIX, a razão de afirmar que a origem da biblioteca de caráter público correspondeu, eminentemente, à função educacional, haja vista que esse tipo de biblioteca nasceu a partir das reivindicações da população em obter um maior acesso à educação (Nogueira, 1986).
De acordo com Walkíria Toledo de Araújo (1985), a biblioteca pública, desde seus primórdios até os dias atuais, constitui-se em uma instituição educativa por excelência. Todavia, não deve oferecer seus serviços apenas aos públicos real e potencial, bem como voltar-se unicamente à educação formal − entendida como sendo a pesquisa escolar.
Partindo desse pressuposto, pode-se dizer que a função educativa desenvolvida pela biblioteca pública deve ser entendida como sendo as atividades que servirão, exclusivamente, como complemento, suporte e apoio à educação formal, sem, contudo, deixar de atender à educação não-formal e a informal

Isso implica dizer que a biblioteca pública deveria se preocupar não só com o público estudantil, devido o fato de que, atualmente, 90% dos usuários freqüentadores da biblioteca são constituídos por alunos, sobretudo, dos níveis fundamental e médio, como destaca Oswaldo Francisco de Almeida Júnior (1997), mas também com o público
potencial e, sobretudo, o não-público.
Para isso, necessitar-se-ia modificar os objetivos da biblioteca, alterando-se sua postura, suas atitudes e atividades para abranger a comunidade em geral, isto é, o público alfabetizado, o neo-alfabetizado e o não-alfabetizado.
A parte cultural é denominada a segunda função básica da biblioteca pública, sendo que esta foi incorporada somente na primeira metade do século XX.
Na prática, a função cultural é pouco desenvolvida, pois esta confunde-se com o caráter erudito, de superioridade, não estando, portanto, disponível ao público em geral.
Porém, o desenrolar dessa função deve ser entendida como sendo todo e qualquer tipo de manifestação artística oferecida à comunidade, dando, segundo Ana Maria Cardoso de Andrade e Maria Helena de Andrade Magalhães (1979), aos indivíduos a oportunidade “de contato, participação, apreciação das artes, proporcionando ambiente agradável, estimulando e agindo, tanto quanto possível, como contra-peso à cultura comercialmente orientada de nossos dias”
Isso implica dizer que a biblioteca poderia oferecer desde uma programação de música clássica, ópera, ballet, até algumas sessões de cinema, vídeo e TV, abrangendo, também, um acervo de literatura emnível variado, palestras, debates, exposições, conferências, concertos,cursos e tudo o mais que se possa imaginar em favor da cultura.
É interessante salientar que não é pretensão da biblioteca pública ocupar o espaço dos museus, galerias de artes ou instituições afins, nem mesmo servir como influenciador de opiniões. Todavia, pelo fato de se continuar concebendo a cultura como algo que leva apenas ao refinamento, acaba deixando de lado a incultura, a ignorância e a
rudeza.
A função recreativa ou de lazer, embora tenha sido criada na mesma época que o processo cultural, é vista como sendo a que mais vem perdendo espaço junto aos meios de comunicação, uma vez que a mídia relega o hábito de leitura para segundo plano.
Com o intuito de promover o gosto pela boa leitura, a partir do detrenimento, a função recreativa visa atender a uma importante necessidade social, que é o equilíbrio psíquico.
Em sendo assim, a finalidade dessa função corresponde ao oferecimento de uma leitura descompromissada e de livre escolha para proporcionar ao público que a procura o relaxamento e/ou recreação do indivíduo, cuja rotina encontra-se inserida nas pressões exercidas pela vida moderna, como destacam Andrade e Magalhães (1979).
Isso não implica dizer que essa função proporcionará à biblioteca um estado de desordem, pelo contrário, através da aparente leitura descompromissada, esta poderá tornar-se indispensável para a comunidade que, apriori, irá procurá-la apenas para a obtenção de uma
leitura que desperte a imaginação, ficção, criatividade ou, simplesmente,prazer estético, a fim de obter uma forma de evasão e de compensação.
Progressivamente, esse mesmo público que solicitava apenas a leitura descompromissada, começará a se interessar pelos demaisgêneros literários existentes no acervo da biblioteca, podendo a vir se tornar um usuário real.
Por fim, destaca-se a função informacional, cuja origem deu-se a partir da Segunda Guerra Mundial, mais precisamente, após os anos 50.
Inicialmente, essa função foi implantada nos Centros Referenciais dos Estados Unidos, sendo em seguida, difundida à Inglaterra.
Para se manter como uma instituição relevante à comunidade, a biblioteca percebeu que deveria fornecer a informação de forma cada vez mais confiável, rápida e, principalmente, com qualidade.
É válido ressaltar que a função informacional foi resultante não só da finalidade de encontrar um meio de se manter importante, necessária e imprescindível à comunidade, mas também devido sua própria existência encontrar-se ameaçada, em decorrência da falta de verbas.
Durante o desempenho dessa função, os serviços que a biblioteca deveria oferecer ao público em geral, liga-se à informação que corresponde à necessidade das pessoas que a solicitam, tornando-se, portanto, de vital importância para a comunidade, mesmo que tal
solicitação seja uma informação do cotidiano, conhecida como utilitária.
Por esse tipo de informação, entende-se como sendo aquela que não se encontra apenas no suporte tradicional, sobretudo no livro, pois “A ênfase portanto, do trabalho do bibliotecário deve estar voltada para a disseminação das informações e não para promover,
exclusivamente, o acesso dos usuários ao suporte dessas informações. Até hoje o profissional da área não assumiu nem percebeu o papel que deve desempenhar para a sociedade” (Almeida Jr., 1997:56).
Desenvolver essa função implica na prestação de serviço junto à informação que visa satisfazer as necessidade imediatas da comunidade, não estando, por sua vez, localizada nos documentos existentes na biblioteca, já que se volta para as questões de esclarecimentos diversos, endereços de pessoas ou instituições, indicação de emprego, pontos turísticos, preços de hotéis, etc. (Nogueira, 1983; Vergueiro, 1988).
Diante do exposto, é interessante resgatar que as quatro funções descritas não caminham isoladamente, pelo contrário, encontram-se interligadas entre si, bem como não são exclusivas, uma vez que somente através da união entre elas é que a biblioteca poderá tornar-se uma instituição verdadeiramente pública.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por biblioteca pública, entende-se como sendo aquela que visa oferecer seus serviços à comunidade em geral, voltando-se, portanto, ao público alfabetizado, neo-alfabetizado e não-alfabetizado, independente de sua cor, raça, sexo, faixa etária e classe social.
De acordo com a historiografia, a origem da biblioteca verdadeiramente pública, deu-se nos países anglo-saxônicos, a partir daSegunda metade do século XIX, devido refletirem as necessidades do povo, haja vista que foram resultantes das suas reivindicações, em favor
da democratização da educação.
Com base em Lívia Marques Carvalho (1991), observa-se que, apesar das bibliotecas que se localizaram nos Estados Unidos terem sido criadas, praticamente, na mesma época que as bibliotecas da Inglaterra, estas atuaram em um outro contexto, em relação àquelas, já
que para a realidade americana, a função educativa correspondeu à oferta de oportunidade aos homens de forma igualitária − democratização da educação −, enquanto que na inglesa serviu apenas para a manutenção da ordem.
No que diz respeito às práticas das bibliotecas públicas brasileiras,pode-se observar que, desde seu início, apresentaram um caráter elitista − conservando o bem público biblioteca apenas à pequena parcela que pode e sabe utilizá-la −, fechando, desta forma, suas portas a quem realmente precisavam delas, isto é, o não-público.
Em sendo assim, apesar de defenderem o caráter público, negligenciam sua função pública, pois não se voltam para a comunidade em geral − que não se identifica com o ato de ler −, não sendo reconhecida, portanto, pelos cidadãos que a cercam, causando conflitos
nos papéis a serem desempenhados, uma vez que ela se reserva ao direito de cumprir suas funções de forma a não responder aos interesses da população em geral, não acompanhando, assim, as transformações sociais.
Com efeito, para transformar cidadãos críticos, a partir do hábito de leitura, ao cumprir as quatro funções básicas − educacional, cultural, recreativa e informacional −, a biblioteca pública passa a desempenhar verdadeiramente seu papel público, haja vista que visará atender àsdemandas coletivas, colocando-se como um espaço para contestação e
desnudamento dos interesses ideológicos, local adequado para fortalecer dinamicamente as transformações sociais, sendo capaz de contribuir para as alterações no âmbito das sociedades que, através do conhecimento, desvelam o mundo e buscam a qualidade de vida para todos os que nelas vivem.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. Bibliotecas públicas e bibliotecas alternativas. Londrina: UEL, 1997. 171p.
ANDRADE, Ana Maria Cardoso de. Objetivos e funções da biblioteca pública. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.8, n.1, p. 48-59, mar.1979.
_________________, MAGALHÃES, Maria Helena de Andrade. Objetivos e funções da biblioteca pública. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.14, n.1, p.106-122, mar.1985.
ARAÚJO, Walkíria Toledo de. A biblioteca pública e o compromisso social do bibliotecário. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.14, n.1, p. 106-22, mar.1985.
CARVALHO, Lívia Marques. Biblioteca, instituição preservadora da cultura dominante? Inf. Soc., João Pessoa, v.1, n.1, p.33-43, 1991.
FLUSSER, Victor. Uma biblioteca verdadeiramente pública. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.9, n.2,p. 131-138, set.1980.
FONSECA, Edson Nery da. Introdução à Biblioteconomia. São Paulo: Pioneira, c1992. 153p.
GOMES, Sônia de Conti. Biblioteca e sociedade: uma abordagem sociológica. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.11, n.1, p.14-21, mar.1982.
MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. Tradução: Pedro Maia Soares. 4. reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. 405p.
MILENESI, Luiz. O que é biblioteca. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1983. 107p.
MULLER, Susana P. M. Bibliotecas e sociedade: evolução da interpretação de função e papéis da biblioteca. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.13, n.1, p. 7-54, mar.1984.
NOGUEIRA, Maria Cecília Diniz. Biblioteca pública: a ambivalência de seu papel. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.15, n.2, p. 222-248, set.1986.
_____________. A realidade da biblioteca pública. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.12, n.2,p.205-212, set.1983.
OLIVEIRA, José Teixeira. A fascinante história do livro: Grécia e Roma. Belo Horizonte: Villa Rica, 1993. V.4.
SERRAI, Alfredo. História da biblioteca como evolução de uma idéia e de um sistema. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG,Belo Horizonte, v.4, n.2, p. 141-161, set.1975.
TAYLOR, Mitsi Westphal. Bibliotecas públicas em sociedades periféricas: propostas para um modelo à luz da teoria da delimitação dos sistemas sociais. Florianópolis: UFSC, 1986. (Dissertação, Mestrado em Administração).
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Bibliotecário e mudança social: por um bibliotecário ao lado do povo. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v.16, n.2, p.207-215, jul./dez.1988.
WADA, Madalena Sofia Mitoko. Democratização da cultura nas bibliotecas infanto-juvenis. Belo Horizonte: UFMG, 1985. (Dissertação, Mestrado em Biblioteconomia)

Mashup

Mashup
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Um mashup é um website ou uma aplicação web que usa conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço completo.
O conteúdo usado em mashups é tipicamente código de terceiros através de uma interface pública ou de uma API. Outros métodos de codificação de conteúdo para mashups incluem Web feeds (exemplo: RSS ou Atom), Javascript e widgets que podem ser entendidas como mini aplicações web, disponíveis para serem incorporadas a outros sites.
Assim como os blogs revolucionaram a publicação online, os mashups estão revolucionando o desenvolvimento web possibilitando a qualquer um combinar dados de fontes como o eBay, Amazon.com, Google, Windows Live e Yahoo! de maneiras inovadoras. Uma maior disponibilidade de APIs leves e simples tem possibilitado mashups relativamente simples de projetar. Requerem um conhecimento técnico mínimo e os mashups feitos sob encomenda muitas vezes apresentam inovações que eram consideradas improváveis, combinando uma nova disponibilidade pública de dados e novos caminhos criativos.
Algumas vezes encontrou-se também referências aos termos aplicação situacional ou ad hoc sites, referindo-se aos mashups.
Em 2004, o termo Web 2.0 foi cunhado em uma conferência da O’Reilly Media, referindo-se a uma assim chamada “segunda geração” de aplicações web, caracterizadas por um grau maior de interação e colaboração entre usuários. De lá para cá, o termo passou a ser constantemente utilizado pelo mercado, na esteira do rápido crescimento de um número significativo de blogs, comunidades virtuais, wikis e outras aplicações.
Em "What is the Web 2.0"([1]), Tim O’Reilly menciona que o conceito da Web 2.0 não possui fronteiras rígidas. Mas, de uma forma geral, pode-se entendê-la como um conjunto de princípios e práticas.
Alguns desses princípios são:
Web como plataforma (de serviços): O’Reilly menciona duas aplicações surgidas antes da criação do termo Web 2.0, como exemplos de utilização da web como uma plataforma de serviços: DoubleClick (propaganda) e Akamai (serviços de caching de informação).
Oferta de serviços e não pacotes de software.
Arquitetura focada em participação.
Escalabilidade.
Mistura de fontes de dados e de transformação de dados.
Software utilizável em vários tipos de dispositivos.
Aplicações que atuam como potencializadores da inteligência coletiva.
É neste contexto em que os mashups se inserem, pois podem ser considerados um dos tipos de aplicação da chamada Web 2.0. E não seria exagero dizer que eles sejam, talvez, o tipo que mais se adere aos princípios da Web 2.0.

[editar]Exemplos

WikiCrimes
musicplace
Django People
Chicago Crime
Criticar BH - @criticarbh - Belo Horizonte - A crítica como fonte de inovação em processos

Arquitetura de um Mashup

Em Mashups: The New Breed of Web Applications [2], Duane Merrill propõe que, em termos de arquitetura, uma aplicação mashup é constituída pelos seguintes elementos:
Provedores de conteúdo (ou de APIs),o mashup site a aplicação cliente (tipicamente, um navegador).
Os provedores de conteúdo normalmente publicam seu conteúdo através de APIs, que implementam protocolos ou paradigmas de interação baseados nos princípios REST, tais como RSS, Atom ou SOAP. Em alguns casos, o provedor de conteúdo não foi necessariamente preparado para ser utilizado por outra aplicação. Ou seja, seu conteúdo é utilizado na composição de um mashup, sem que o criador do site ou aplicação o tenha concebido para tal tipo de interação. Nestes casos, como não há uma API previamente definida, os construtores de mashup podem utilizar uma técnica chamada de screen scrapping para obter conteúdo desses sites.
Uma outra forma de publicar conteúdo para a construção de mashups é através de widgets, que são pedaços de códigos que podem ser incorporados pelas aplicações mashup.
O mashup site é onde reside a lógica da aplicação. Não necessariamente a execução da aplicação (ou de parte dela) ocorrerá no servidor do mashup site. Isto porque várias partes da aplicação poderão ser executadas no provedor de conteúdo ou na aplicação cliente (browser).
Um dos principais exemplos de mashup site é o [3]. Neste caso, Google Maps (fornecendo os mapas) e o Departamento de Polícia de Chicago (fornecendo os dados das ocorrências de crime) são os fornecedores de conteúdo.
De fato, pode-se entender que o grande diferencial desse tipo de aplicação está na possibilidade de combinar dados resultantes de computação em vários pontos (nos três elementos da arquitetura) para obter o resultado final do mashup.
A aplicação cliente tipicamente é um navegador sendo executado no computador do usuário. Nele executa-se a lógica para a apresentação do conteúdo. Muitas vezes, utiliza-se alguma lógica rodando no cliente para compor e agregar o conteúdo, além da apresentação propriamente.

Tecnologia e padrões que suportam os Mashups

Ao analisar a arquitetura proposta, percebe-se que essa baseia-se num paradigma que, de certa forma, já era utilizado pelos protocolos e padrões da web. Ao utilizar pequenos “pedaços” de software, como os antigos contadores de acesso, ou mesmo pedaços de client-side code (como os códigos em JavaScript), os criadores de sites já estavam, de certa forma, montando mashup applications.
Assim, não seria errado entender que os mashups são, na verdade, uma natural evolução dos paradigmas anteriores, com a possibilidade de agregar conteúdo mais dinâmico (extraídos de bases de dados), e de apresentá-los em formatos distintos, combinados com outras informações.
Neste ponto, é interessante apresentar algumas das tecnologias e padrões que suportam o conceito de mashups. Tome-se como base os três elementos considerados os componentes de uma aplicação mashup.
Os provedores de conteúdo publicam serviços ou APIs para que outras aplicações obtenham informações de seus sites. De maneira ideal, esses serviços ou APIs devem funcionar de acordo com os princípios de arquitetura conhecidos como REST.
REST é definido por Roy Thomas Fielding como “um estilo de arquitetura para sistemas distribuídos de hipermídia”. REST define um conjunto de propriedades com ênfase na escalabilidade, uso de interfaces genéricas, implantação de componentes independentes, além do uso de componentes intermediários para reduzir latência, prover segurança e encapsular sistemas legados.
Mas, além dessas tecnologias básicas da web, pode-se identificar outras tecnologias mais recentes (ou seria melhor dizer, modelos de aplicações), cuja evolução permitiu o surgimento e a disseminação dos mashups. Não se pretende que a lista a seguir seja extensiva, dada a diversidade e o dinamismo da web, mas podemos citar Web feeds, Ajax, Web Services (SOAP), Screen Scrapping e Web semântica (RDF).

Classificação dos mashups

Considerando-se a natureza dinâmica e, até certo ponto, anárquica da web, seria de certa forma até arriscado propor algum tipo de classificação dos mashups. Porém, como há algumas propostas diferentes de classificação, entende-se que é interessante mostrar essas possibilidades, a título de informação.
No artigo da Wikipedia (Mashup (web application hybrid)) em inglês, os mashups são classificados, conforme a sua destinação, como consumer mashups, data mashups e enterprise mashups. Mas esta classificação pode ser melhorada, pois um dos tipos mencionados (data mashups) poderia pertencer a uma dimensão de classificação diferente de dos outros dois. Ou seja, pode-se entender que um data mashup pode ser também classificado como um consumer mashup, por exemplo.
David Linthicum em "Critical Business Data for Mashups, SOAs, and Enterprise Applications"(http://www.kapowtech.com/pdf/A%20Primer%20on%20Enterprise%20Mashups.pdf), por sua vez, classifica-os em dois tipos: centrados em apresentação (presentation-centric) e centrados em dados (data-centric). Estes, por sua vez, podem ser classificados em agregação de conteúdo, fluxos automatizados de dados, dados compostos e migração de conteúdos.
Já Duane Merrill em "Mashups: The New Breed of Web Applications"(http://www.ibm.com/developerworks/xml/library/x-mashups.html), propõe uma classificação baseada no tipo de aplicação em que um mashup é utilizado. Assim, eles podem ser classificados em mashups de mapas (mapping mashups), de vídeo e fotos, de busca e compras, e de notícias.
Considerando-se as possibilidades acima, parece fazer sentido classificar os mashups em mais de uma dimensão: conforme a origem e composição das informações (seguindo a proposta de David Linthicum, por exemplo); conforme o público-alvo; conforme seu objetivo ou utilizão.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Indexação e resumos

A recuperação da informação está na forma de INDEXAÇÃO que é que vai dar a quantidade e a qualidade dos resultados da pesquisa. A indexação de documentos varia segundo as necessidades e as possibilidades do sistema de informação, podendo ser: genérica, intermediária, profunda e exaustiva.

A indexação de documentos varia segundo as necessidades e as possibilidades do sistema de informação: pode ser genérica, intermediária, profunda e exaustiva e a especificidade é uma característica da linguagem de indexação e descreve os tipos de termos preferidos incluídos na linguagem de indexação. Tanto a exaustividade quanto a densidade ou profundidade de indexação são determinadas por decisões que dizem respeito à política de indexação.

Conclusão: com um bom modelo de indexação o sistema vai recuperar informações para um usuário possível, se a informação é incerta, a recuperação é apenas provável.

A indexação é vista como a ação de descrever e identificar um documento de acordo com seu assunto. Durante a indexação, os conceitos são extraídos do documento através de um processo de análise, e então traduzidos para os termos de instrumentos de indexação (tais como tesauros, listas de cabeçalhos de assuntos, esquema de classificação, etc.).
Decidida a indexação, os conceitos são registrados como dados de informação e são organizados de modo a permitir um fácil acesso na recuperação da informação. As técnicas de indexação podem ser usadas, de um lado, para organizar os conceitos em instrumentos de recuperação da informação, e também por analogia, para analisar e organizar as perguntas em conceitos representados como descritores ou combinações de descritores, símbolos de classificação, etc.
A finalidade de um sistema de recuperação de informação é selecionar, dentro de um considerável número de itens, aqueles que podem satisfazer a uma determinada necessidade expressa de informação. Para cumprir essa tarefa, o sistema precisa de um tipo de representação para o conteúdo de cada documento de sua coleção, o que é feito pela alocação de um conjunto de termos a cada documento.
Indexação é um processo duplo, passando por uma primeira etapa de análise de conteúdo do documento para a extração de conceitos, chave do texto e uma segunda etapa de tradução desses conceitos para os termos de um vocabulário livre ou controlado.
O principal propósito de um serviço de indexação é assegurar da forma mais eficiente e econômica possível, que qualquer documento ou informação seja fornecido ao usuário no momento preciso.
Se o sistema é automatizado, com área de assunto específico, poderá ser escolhida uma linguagem livre cuja maior vantagem é a rapidez na operação de indexação. O uso de linguagem livre requer um maior esforço no estágio de busca, isto porque o pesquisador precisa pensar em todas as alternativas de grafia possíveis, singulares e plurais, sinônimos, etc., até chegar ao documento procurado.Com a linguagem controlada, a operação de indexação é mais lenta, mas o esforço despendido na busca é reduzido.
A linguagem controlada permite uma maior consistência na indexação, o que torna mais indicada a um sistema de recuperação que atue em base cooperativa. Cada sistema pode estabelecer normas próprias, a fim de alcançar seus objetivos específicos .
Um índice bem construído oferecerá sugestões e orientações quanto à seleção dos termos. Os sistemas de recuperação de informação utilizam o próprio computador para armazenar os arquivos de índice, ou arquivos invertidos e para a manutenção de bases de dados.
O processo de recuperação depende muito das etapas de indexação e armazenamento, que determinam a estratégia melhor possível para as buscas feitas num sistema de recuperação da informação. O usuário e as consultas feitas ao sistema em geral não sofrem alterações de um sistema para outro, ainda que possam tornar-se mais sofisticadas à medida que adquira mais experiências com os sistemas informatizados.
A recuperação numa base de dados computadorizada se faz normalmente mediante consultas em linha a essa base. As consultas feitas em linha introduzem uma flexibilidade nas buscas que seria impraticável nos sistemas manuais.
Os sistemas informatizados oferecem uma gama de recursos de busca maior do que os sistemas manuais, e é preciso que o usuário se familiarize com esses recursos e seu potencial, a fim de otimizar a utilização do sistema.
A existência de bases de dados legíveis por computador, unida à possibilidade de se ter acesso em linha a esses recursos, ensejou praticamente uma revolução nos serviços de informação.
Os sistemas em linha têm proporcionado inúmeros e impressionantes benefícios às bibliotecas, possibilitando o oferecimento de serviços de buscas bibliográficas com alta qualidade, melhorando de forma bastante acentuada, sua produtividade, visto que as bases de dados costumam proporcionar muito mais pontos de acesso, possibilitam buscas de maior flexibilidade nos métodos de busca. Além do mais, as buscas em linha apresentam melhor relação de custo-eficácia, colocando ao alcance das bibliotecas uma gama muito maior de recursos informacionais.
No acesso em linha, faz-se o investimento em equipamento capaz de proporcionar acesso a uma ampla variedade de fontes de informação. Só se incorre no custo de acesso propriamente dito no momento em que surge a necessidade de informação. O resultado óbvio disso é que passou-se a ter maior preocupação com o acesso e não com o patrimônio.
A tecnologia eletrônica leva a uma espécie de democratização geográfica no acesso à informação. A difusão das redes de telecomunicações de valor agregado está tornando o fenômeno cada vez mais internacional.
A tecnologia então melhora o acesso aos recursos informacionais de várias formas: tornando mais acessíveis as publicações duplex, permitindo a produção de novos serviços e um nível de acesso muito maior aos itens específicos registrados numa base de dados.
As bases de dados disponíveis em forma de CDROM podem ser consultadas por computador, acessadas com a lógica booleana, apresentando interfaces amistosas com o usuário e muitas bibliotecas oferecem acesso gratuito, pelo menos àquelas bases disponíveis nesta forma.
Os usuários podem mover-se entre as ferramentas de acesso e os textos completos dos documentos a partir do mesmo terminal em linha.
A editoração de fontes primárias em forma eletrônica reduz a possibilidade de consulta a esmo, aumentando a dependência em relação aos serviços secundários. Os autores assumem maior responsabilidade pela indexação e redação de resumos em linha de seus próprios artigos.
Os sistemas integrados de informação são sistemas amistosos em linha, que proporcionam automaticamente os ajustes necessários para informar ou guiar facilmente o usuário para alternativas apropriadas para uma consulta a esmo melhorada e para recuperar a informação relevante.
Existem inúmeras bases de dados em todas as áreas, principalmente em ciência e tecnologia e um maior crescimento se dará mais nas ciências sociais e nas humanidades, surgindo também novas bases de dados em áreas interdiciplinares, bases cada vez mais especializadas e bases de interesse geral.
Os pesquisadores contam com maior e melhor acesso às bibliografias estrangeiras com acesso em linha aos textos completos dos periódicos primários. Os resumos continuarão a desempenhar um papel importante como mecanismo de filtração em sistemas computadorizados de recuperação e disseminação da informação.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Indexação e resumos: teoria e prática, Lancaster

Indexação e resumos: teoria e prática, Lancaster
by GUSTAVO HENN on MAY 1, 2007
http://extralibris.org/concursos/2007/05/01/indexacao-e-resumos-teoria-e-pratica-lancaster/
Este livro é a bíblia da indexação. E seu autor, o papa. Certa vez pesquisei em livrarias internacionais livros sobre indexação, e Indexação e resumos: teoria e prática, de F.W. Lancaster é o principal livro. Foi traduzido e publicado no Brasil por Briquet de Lemos, e sua última edição é de 2004(2.ed. brasileira).

O livro é dividido em duas partes: 1. Teoria e descrição e 2. Prática.
Na parte 1, vem toda a teoria tanto de indexação quanto de resumos. A grande vantagem desse livro é o incrível clima de trabalho que Lancaster impõe. Não é um acadêmico escrevendo, é um bibliotecário indexador/resumidor que escreve para outro bibliotecário indexador/resumidor. Isso torna o livro delicioso. Sempre comparo sua leitura à leitura de “A Prática do serviço de referência”, de Grogan, já colocado neste blog.
Na parte 2, vem a prática com muitos exercícios.
Para concursos, é essencial ler e estudar a primeira parte do começo ao fim. Pois já vi questões retiradas de diferentes páginas do livro.
Um ponto recorrente em concursos é a diferenciação entre revocação (recall) e precisão. Revocação é a capacidade de recuperar documentos úteis. Precisão é a capacidade de evitar documentos inúteis.
Outro ponto interessante é que Lancaster coloca os termos classificação, indexação e catalogação de assuntos como sinônimos. E isso já foi questão de prova.
Neste livro também se encontra a diferença e o uso de sistemas pré e pós-coordenados, e os famosos índices KWIC(Keywords in context), KWOC(Keywords out of context) e KWAC(Keyword and context).
Isso entre muitos outros assuntos que se deve estudar para ser um bom indexador e/ ou lograr êxito em concursos.
Sobre resumos também há muita coisa interessante. Uma delas é a diferenciação entre resumo e extrato. Extrato é um resumo apenas como trechos do texto. Resumo é uma criação do resumidor para resumir o texto.
Indexação e resumos: teoria e prática de Lancaster é um livro de cabeceira para qualquer bibliotecário que queira conhecer mais de biblioteconomia.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19651999000100015
Ciência da Informação
Print version ISSN 0100-1965
Ci. Inf. vol.28 n.1 Brasilia Jan. 1999
doi: 10.1590/S0100-19651999000100015
Ciência da Informação
Print version ISSN 0100-1965
Ci. Inf. vol.28 n.1 Brasilia Jan. 1999
doi: 10.1590/S0100-19651999000100015
Indexing and abstracting in theory and practice

LANCASTER, F.W.
Indexing and abstracting in theory and practice.
2 ed. Champaign, University of Illinois, 1998. Xiii + 412 p.


A primeira edição desta obra foi publicada em 1991, tendo sido amplamente utilizada em diversos países como livro texto essencial para aqueles que desejavam obter um conhecimento tanto geral quanto específico sobre o tema indexação e resumos.
O conteúdo desta edição está também, como na anterior, dividido em duas partes: a primeira reúne a parte teórica, seus princípios e suas aplicações; a segunda parte reúne exercícios de indexação e elaboração de resumos.
O autor dá uma visão – a mais completa possível – de como se indexar e resumir documentos, no sentido de criar representações precisas e acuradas das informações contidas nos documentos, visando sua inclusão em bases de dados de indexação e resumos, quer esteja ela em versão impressa ou em linha.
Os primeiros nove capítulos mudaram pouco, enquanto atualizados, não estando substancialmente diferentes dos da primeira edição.
No capítulo 10 (Approaches used in indexing and abstracting services), Lancaster dá exemplos das várias abordagens usadas por serviços de indexação e resumos, tais como os da National Library of Medicine (NLM), Library and Information Science Abstracts (LISA), Chemical Abstracts (CAS), Social Sciences Citation Index (ISI), Current Contents (ISI), concluindo que a tendência atual de uso nesses serviços é na sua versão em linha, seguida pelo CD-ROM, confirmando os dados apresentados no relatório de Martha E. Williams sobre a indústria da informação (Gale Directory, 1998) onde as mídias de maior acesso a bases de dados são as versões acima mencionadas.
No capítulo 14 (Text Searching) faz uma revisão dos méritos relativos da abordagem da linguagem natural e vocabulário controlado na recuperação da informação, fazendo um levantamento histórico desde os anos 50. Ressaltou que muitos estudos comparativos de textos versus recuperação em bases de dados têm uma indexação com imperfeições graves , podendo ser dita a mesma coisa com relação à comparação dos procedimentos de indexação automática versus humana. Conclui com uma discussão sobre a capacidade de desenvolvimento nessa área pelo advento da Internet e a magnitude de seu crescimento , exigindo a implementação dos sistemas que deverão recuperar itens através de sua "relevância provável".
O capítulo 15 trata da indexação automática de resumos, concluindo que os métodos atualmente usados no processamento dos textos não são particurlamente novos. Melhores resultados são alcançados hoje em dia graças às novas tecnologias , permitindo o processamento do texto com uma eficiência razoável.
Os capítulos 14, 15 e 16 (Text serching; Automatic indexing, automatic abstracting and related procedures; Indexing and the Internet), apesar de estarem relacionados no que concerne aos vários aspectos do processamento de texto em máquina, tiveram melhor tratamento por terem sido considerados com capítulos individuais.
Dois novos capítulos foram acrescentados: "Indexing multimedia sources (cap. 13) e "Text searching "(cap. 14) que absorveu o capítulo 13 da primeira edição (Natural language in information retrieval).
A segunda parte parte da obra é dedicada a exercícios práticos de indexação (capítulo 18) e resumos (capítulo 19). Os exercícios permaneceram os mesmos dos da primeira edição, exceto os exercícios de indexação que foram modificados pela última edição do UNBIS Thesaurus.
No Apêndice I, apresenta um sumário dos princípios gerais para resumos e seu conteúdo; no Apêndice II, exemplos de resumos de textos completos de pequena peças com seus respectivos resumos elaborados; e no Apêndice III, um exemplo de análise modular de conteúdo.
Embora tenha procedência o comentário feito por Tenopir na recensão da primeira edição, com relação à obra de Cleveland & Cleveland (1991), não caberia ao autor deixar de citá-lo, pois se trata de uma obra sobre o tema.
Apresentar uma bibliografia exaustiva é dar opções para quem desejar estudar o assunto sob seus vários aspectos em obras produzidas em diferentes épocas que, a nosso ver, não estão obsoletas pois fazem parte do desenvolvimento do tema através dos tempos, tendo recebido o justo tratamento pelo autor ao serem incluídas em sua bibliografia.
O glossário constante da primeira edição foi suprimido nesta nova edição, já que o autor define os termos dentro do próprio texto, como é de seu hábito, ao discorrer sobre sobre os temas tratados em cada capítulo.
Esta segunda edição é uma obra atual, revista e ampliada, de leitura fácil e agradável como todos os trabalhos de sua autoria. É uma excelente contribuição devotada ao tema "indexação e resumos",

Consulta Acervo‏

Arnaldo Ricardo do Nascimento - Bibliotecário (CRB-3/909) Formado em Filosofia - UECE
Areas de pesquisa Política e Ética
Coordenador da Biblioteca Rachel de Queiroz da FECLESC/UECE
R. José de Queiroz Pessoa, 2554 - Planalto Universitátio CEP:63900 Quixadá - Ce

(88) 34451039 Faz (88) 34451036 (85) 87567356

http://www.uece.br/feclesc/index.php/biblioteca

emails:bibliotecaracheldequeiroz@live.com

ricardo.nascimento@uece.br

email altenativo: ricardo504anos@hotmail.com
"Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça.
No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade". Confúcio


Consulta Acervo‏

A Biblioteca este ano esta trabalhando para organizar o seu acervo e disponibilizá-lo aos Usuários(Alunos, Professores, Administrativos), o objetivo é facilitar a busca (a procura e o acesso) aos materiais, não só livros mais á informação nos seus mais variados suportes. Enfrentou-se algumas dificuldades, mas, tivemos que improvisar e tentamos inovar. No entanto, recebemos muita ajuda, dicas e idéias, críticas também, e ajudaram muito.
Para o próximo semestre esperamos mais colaboração, por parte de toda a Comunidade Acadêmica, queriamos mesmo criar, incutir a idéia ou sentimento de que a Biblioteca não navega só no mar aberto, e que todos podem ser seus marinheiros. A Biblioteca é de todos e pertence a todos. É preciso que a comunidade zele, cuide, converse com ela, ou no mínimo a esculte.
Nos últimos três semestres foi feito levantamento e digitação do acervo, disponibilizamos um terminal de consulta, iniciamos a organização, sinalização, recebimento de materiais, reorganização do empréstimo para facilitar e agilizar a busca de fichas de usuários pelos funcionários e bolsistas, criação de setores, aquisição de móveis e equipamentos indispensáveis ao trabalho e conforto(como a internet).
Incrementamos o marketing da biblioteca com a comunidade, através de avisos, comunicados, (por: cartazes, emails, boca-a-boca), a biblioteca procurou interagir com a comunidade conhecê-la e fazer-se conhecer.
A Biblioteca participará agora da segunda semana acadêmica com o curso de normalização-regras da ABNT.
Já no semestre 2011.1 lançamos o projeto "Conhecendo a Biblioteca" onde foi feito um resgate do histórico da Biblioteca Rachel de Queiroz(no mesmo período recebeu a razão social)e foi divulgado os serviços, os setores, dveres e direitos dos usuários para os calouros. Este mesmo trabalho recebeu uma aprovação e será divulgado no XXIV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia em Alagoas em agosto.
Algumas dicas de alunos, professores e administrativos foram colocadas em prática. (e esperamos mais)
Constantemente assistimos o aumento de bolsas de iniciação, criação de projetos através do empenhos dos professores e a dedicação dos alunos em seus estudos e pesquisas, aprovação de um Mestrado, sabemos que temos de acompanhar esse crescimento para dar um atendimento e suporte informacional mais adequado, estamos caminhando para isso.

Neste sentido este semestre semestre estamos lançando um selo: A BIBLIOTECA É SUA! Esperamos que todos o adotem.

Att,

FECLESC estará representada no XXIV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia

terça-feira, 26 de julho de 2011

Biblioteca eletronica - Jennifer Rowley

A Biblioteca Eletrônica, Jennifer Rowley
by GUSTAVO HENN on APRIL 1, 2007
Dividido em três partes: 1 introdução sobre tecnologia da informação, 2 aplcaições da recuperação da informação e 3 sistemas de gerenciamento de bibliotecas, o livro A Biblioteca Eletrônica, de Jennifer Rowley, 2ed., Briquet de Lemos, 2002, é um dos mais pedidos em concursos, até por ser um dos raros livros sobre o tema publicados no Brasil.
Alguns dos trechos que já surgiram em concursos(a CESPE parece gostar muito dele):
Os sistemas de gerenciamento de documentos são meramente sistemas que suportam a criação, o armazenamento e a subseqüente recuperação de documentos e(ou) suas representações em formato eletrônico. Os documentos que tais sistemas gerenciam encontram-se em qualquer meio, inclusive textos, gráficos, som, imagens estáticas ou em movimento, vídeo ou combinação destes na forma de um documento multimídia.
De acordo com Rowley (1994), os sistemas de gerenciamento de bibliotecas são sistemas de bases de dados de finalidade específica, projetados para controlar as atividades essenciais de uma biblioteca.
A versão brasileira é de 2002, porém é tradução da edição original de 1998. 4 anos de atraso, quando se trata de tecnologia, é muita coisa. E isso acaba acarretando alguns equívocos. Por exemplo, quando o livro fala sobre cederrom(CD-ROM), que é uma mídia em decadência, fala exaltando suas qualidades. E isso ao cair em concurso pode levar o candidato a errar.
Uma das maiores riquezas deste livro, e que também é exigida nas provas, são suas várias listas. Vou colocar algumas aqui:
Critérios de avaliação de sistemas de gerenciamento de documentos:
1. Definição da base de dados: quais os parâmetros da definção, exibição da estrutura de dados, base de dados relacional, etc.
2. Entrada de dados: telas definíveis pelo usuário, alteração fácil de registros existentes, campos definidos pelo usuário, opções de multimídia, etc.
3. Indexação: listas de palavras proibidas e permitidas, recursos para tratamento de nomes pessoais e de entidades, indexação com linguagem natual e controlada, seleção de campos para indexação e marcaçao, etc.
4. Recuperação da informação: operadores booleanos, buscas limitadas a campos, truncamento, histórico das buscas, etc.
5. Recursos de saída: opção de publicação em cd-rom ou na rede, impressão, DSI, etc.
6. Segurança: senhas, identificação dos usuários, acesso restrito, etc.
7. Outros recursos: interface amigável, suporte, etc.
Outro tipo de questão que costumam tirar desse livro é sobre tipologia de redes.
Existem 4 tipos:
Redes em estrela: que tem seu centro em um único nó de rede, e que está ligado a várias estações de trabalho. As estações, nesse caso, não se comunicam diretamente entre si, mas apenas através desse nó.
Redes em anel ou laço: são aquelas em que todos os nós são interligados em base igual. Os dados são enviados por qualquer nó e enviados para a rede.
Redes de multipontos: contam com muitas estações de trabalho que disputam entre si enlaces com um nó central. Reduz os custos de linha pois emprega somente um circuito ramificado para conectar todos os nós.
Rede em barra: é constituída por um cabo ponto a ponto, a partir do qual são feitas conexões com os periféricos.

Outra lista, esta importantíssima, é a dos fatores considerados ao selecionar uma fonte de informação:
1. Cobertura de assuntos e fontes adequada.
2. Tipo de busca.
3. Termos de busca.
4. Necessidade de formular expressões de busca.
5. Resultados esperados da busca.
6. Custo das buscas.
7. Acesso a recursos adicionais.
8. Grau de atualidade e período de tempo abrangido pelas buscas.
9. Experiência com buscas.

Do ponto de vista técnico, para os profissionais da informação, uma biblioteca eletrônica pode ser visitada fisicamente pelo usuário. Em contrapartida, uma biblioteca virtual não requer localização física, podendo ser acessada de qualquer ponto da rede e a informação solicitada pode estar depositada em qualquer lugar do planeta. De modo sintético, é possível afirmar que toda biblioteca virtual pode ser oferecida em uma biblioteca eletrônica, mas a recíproca não é verdadeira (ROWLEY, 2002).

“A biblioteca eletrônica”, Jennifer Rowley, 2002 (Library automation)

ROWLEY, Jennifer. A biblioteca eletrônica. 2.ed. Brasília: Briquet de Lemos, 2002. (Localização na biblioteca da ECA 025.0285^R884eP^2.ed.)

Este livro é uma atualização do livro “Computers for libraries”, de 1993. Traz uma explanação sobre a influência que a Informática tem exercido no funcionamento das bibliotecas e serviços de informação. Examina as aplicações da tecnologia da informação que influem sobre as rotinas e o gerenciamento de bibliotecas, bem como outras aplicações que acarretam implicações para a maneira como as informações são tratadas, armazenadas e gerenciadas. O livro é dividido em três partes: introdução à tecnologia da informação, recuperação da informação e sistemas de gerenciamento de bibliotecas.

Quadro comparativo entre CD-ROM e os serviços de busca on-line
Casos em que é melhor o CD-ROM Casos em que é melhor a busca on-line
Multimídia, como livros, jogos e obras de referência Grandes bases de dados bibliográficos usadas e atualizadas com freqüência
Títulos independentes , como livros isolados Cadastros, especialmente os que são atualizados com freqüência
Coleções de livros em disco Texto integral ASCII, principalmente grandes bases de dados
Quando conteúdo, interface e técnicas de busca estão interligados Coleções de imagens e textos fixos, como artigos de revistas, se só forem usados poucos itens do acervo
Quando o aprendizado (e não mera resposta a questões factuais) faz parte da experiência Grandes bases de dados
Quando atende a uma população relativamente homogenea, como numa biblioteca escolar Muitos usuários simultâneos
Quando as editoras não publicam em outro formato, devido a razões de segurança e direito autoral Quando se pedem buscas complexas em arquivos cruzados
Quando uma população heterogênea requer grande variedade de fontes, assuntos ou temas, como em bibliotecas públicas e universitárias
Fonte: ROWLEY, Jennifer. A biblioteca eletrônica. Segunda edição de Informática para bibliotecas. Trad. Antônio Agenor Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos, 2002. p. 242.

Jennifer Rowley aponta 9 critérios para seleção de bases de dados em CD-ROM (p. 247)
1 conteúdo da base de dados cobertura e, no caso de bases de texto integral, se incluem ilustrações e outras informações
2 atualidade cobertura cronológica da BD.
3 arquivos retrospectivos estes arquivos podem ocupar diversos CDs . A questão está se todos são disponíveis ou não? E de que forma estão subdivididos em disco?
4 programa de recuperação e indexação precisa ser amigável ao usuário, eficiente, eficaz, oferecer amplos recursos de recuperação da informação e servir tanto para o consulente novato quanto ao experiente. A indexação deve ser pertinente e coerente, os termos de indexação representar adequadamente o conteúdo do documento e serem acessíveis ao usuário.
5 interface do usuário precisa ser potente e de fácil utilização. Servir para todas as categorias de usuários e propiciar um sistema adequado de ajuda
6 pós-processamento possibilidades de transferir a informação recuperada para papel ou em disco. Convém dispor de recursos para importar e imprimir os dados e, se possível , também integrá-los com informações procedentes de outras fontes.
7 tempo de acesso aos dados parecem lentas, pois as leitoras operam mais vagarosamente do que as unidades de disco rígido, e além disso, podem ocorrer demoras na rede no caso de transmissão de dados gráficos.
8 custos a) custos de instalação decorrentes na aquisição do equipamento; b) custos de assinatura necessários à aquisição e atualização dos discos. [...] As estratégias de preços dos CD-ROMs são elaboradas de modo a refletir o grau de utilização da base de dados.
9 padronização precisa ser observado compatibilidades técnicas e possibilidade de serem colocados numa estação de trabalho ou em rede. Sempre necessário observar se todos os componentes de equipamentos e programas funcionam satisfatoriamente.
Fonte : Adaptado de ROWLEY, Jennifer. A biblioteca eletrônica. Segunda edição de Informática para bibliotecas. Trad. Antônio Agenor Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos, 2002. p. 247-8.




Segundo Rowley (1994), “a informática tem exercido uma influência fundamental no funcionamento das bibliotecas e serviços de informação”.
Com o advento do computador e das novas tecnologias e, sua conseqüente introdução nas bibliotecas, “resultou em padronização, aumento da eficiência, cooperação e melhores serviços” (ROWLEY, 1994) oferecidos.
Entretanto, para que esses diferenciais sejam atingidos é preciso que se tenha claro os objetivos a que se propõe a informatização das bibliotecas.
Dentre as muitas e variadas razões que justificam a opção por um sistema
informatizado de gerenciamento, Rowley (1994), aponta:
• os computadores possibilitam a redução do número de tarefas repetitivas.
Em geral, os dados serão inseridos uma única vez e, daí em diante,
poderão ser acessados e modificados;
• os sistemas informatizados podem ser mais baratos e mais eficientes;
• podem propiciar a introdução de serviços que não existiam antes;
• controle adicional de todas as funções que se consegue com a ajuda de
informações gerenciais mais abrangentes que justificam um processo
decisório mais eficaz.

domingo, 24 de julho de 2011

ACESSIBILIDADE EM AMBIENTES INFORMACIONAIS de BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: ONAIS DIGITAIS DE

ACESSIBILIDADE EM AMBIENTES INFORMACIONAIS DIGITAIS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
foco em usuários com diferentes condições sensoriais auditivas
CORRADI, J. A. M.
1
VIDOTTI, S. A. B. G.
2
RESUMO
No contexto da Ciência da Informação, a acessibilidade em ambientes
informacionais de bibliotecas universitárias envolve os processos de tratamento,
representação, recuperação, disseminação, acesso e uso da informação com foco
no usuário. Objetiva-se neste artigo destacar alguns elementos de acessibilidade
específicos aplicáveis ao planejamento de uma arquitetura da informação digital
acessível à heterogeneidade de usuários potenciais de ambientes informacionais
digitais, com ênfase as bibliotecas universitárias, considerando-se aqueles que
possuem diferentes condições sensoriais auditivas, em especial. Os avanços em
tecnologias de informação e comunicação, assim como a participação de usuários
específicos e heterogêneos, exigentes e interativos, têm permitido novas
possibilidades de relações sociais, de comunicação e informação entre as pessoas,
assim como novas formas de reflexão sobre os ambientes de bibliotecas
universitárias.
Palavras-chave: Acessibilidade. Bibliotecas universitárias. Ambientes digitais.
Inclusão. Surdez.
ABSTRACT
In the context of the Information Science, the accessibility in digital informational
environments the universities libraries envolves the treatment, representation,
retrieval, dissemination, access and information use processes have been focused in
the users. This paper aims to highlight some specific accessibility elements for the
planning of a digital information architecture accessible to the heterogeneity of
potential users of digital informational environments this emphasis in university
libraries, in especial, users with deaf. The advances in information and
communications technologies as well as the participation of heterogeneous and 2
specific users have allowed new opportunities for social, communicational,
informational and new refletion about environment the universities libraries.
Keywords: Accessibility. Universities libraries. Digital environments. Inclusion.
Deafness.
1 INTRODUÇÃO
As discussões relacionadas à informação no âmbito tecnológico emergem
dos avanços em tempo e espaço propiciados pelas novas tecnologias de informação
e comunicação (TICs). Estes avanços impulsionaram transformações nos processos
de recolhimento, difusão, produção de conteúdos informacionais e na organização
de interfaces digitais de bibliotecas universitárias.
Graças às tecnologias de informação e comunicação vem ocorrendo
crescentes mudanças e adequações comportamentais por parte de
desenvolvedores, profissionais da informação e de usuários destes ambientes, o que
tem acarretado em publicações de diretrizes, recomendações e legislações
relacionadas à promoção da acessibilidade em prol da inclusão de usuários
específicos.
Em conformidade com o pesquisador Fernández-Molina (2004a),
verificam-se melhorias e amplas possibilidades de acesso à informação digital,
considerando sua abrangência via capilaridade da rede Internet. Similarmente,
Barreto (2002) menciona que a realidade informacional da Ciência da Informação
situa-se no “tempo do conhecimento interativo” (1995 até os dias atuais), o qual se
caracteriza pelo novo status do conhecimento, após a Internet e a World Wide Web
(web).
Por outro lado, tais avanços tecnológicos ocasionaram preocupações
éticas e políticas com as quais se depara Fernández-Molina (2004b), entre as quais
incluem-se: liberdade intelectual e censura; intimidade, confidencialidade e proteção
de dados pessoais; assim como direitos autorais. Destacam-se ainda o acesso e o
fornecimento da informação nestas preocupações.
Com isso, objetiva-se neste artigo centralizar reflexões sobre o
planejamento de uma arquitetura da informação digital que contemple a aplicação de
elementos de acessibilidade como parte de um processo inclusivo, capaz de atender as necessidades informacionais de usuários de bibliotecas universitárias,
principalmente daqueles com diferentes condições sensoriais auditivas e
lingüísticas.
Caracterizada como uma pesquisa exploratória e descritiva, este trabalho
se fundamenta principalmente no referencial bibliográfico do campo da Ciência da
Informação, em padrões de acessibilidade da Web Accessibility Initiative - WAI
(Iniciativa de Acessibilidade Web) do World Wide Web Consortium - W3C, de
legislações brasileiras referentes à temática e nas iniciativas de acessibilidade do eGov Brasil. Por meio deste arcabouço pontuaram-se os elementos de acessibilidade
que visam ampliar os acessos à informação por públicos-alvos heterogêneos e
específicos em ambientes informacionais digitais de bibliotecas universitárias.

2 ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EM AMBIENTES DE BIBLIOTECAS

SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO

SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO
VANESSA S. CAVALCANTE SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO
Resumo apresentado ao curso de Biblioteconomia, como requisito para obtenção da primeira nota na disciplina de Serviço de Referência e Informação, ministrada pela Profª Susana Schmidt.

O serviço de referência e suas funções
O serviço de referência e informação (SRI) tem como objetivo identificar as necessidades informacionais dos usuários. Considerado uma atividade-fim da biblioteca, visa facilitar e otimizar a procura da informação, expondo o trabalho da biblioteca e do bibliotecário, gerando o reconhecimento e a satisfação do usuário.

O SRI visa também a outras funções: • Racionalização do tempo; • Localização/disponibilização dos suportes informacionais; • Educação do usuário; • Assistência direta e profissional; • Promover interação com o usuário; • Divulgar os serviços oferecidos pela biblioteca; • Eventos e exposições; • Levantamento bibliográfico em assuntos especializados; • Pesquisa on line do acervo bibliográfico; • Comutação bibliográfica; • Empréstimo entre bibliotecas.












Para que esses serviços sejam colocados em prática, Macedo (1990), orienta o bibliotecário do setor de referência em linhas de atuação, que são elementos básicos das atividades do SRI. São elas:
1. Serviço de referência propriamente dito: refere-se ao serviço em si, a interação face-a-face entre os três pilares: usuário x informação x bibliotecário, sendo que este último será o mediador de todo o processo.
2. Educação do usuário: levantamento do perfil dos usuários que utilizam a biblioteca, fornecendo-lhes orientação em relação aos serviços oferecidos pela biblioteca, isto é, promoção, divulgação, treinamento e instrução.
3. Alerta e disseminação da informação: oferecer produtos e serviços para atualizar os usuários e divulgar novas informações do seu interesse.
4. Comunicação visual e divulgação da biblioteca: organização e disponibilização do espaço físico do acervo bibliográfico, permitindo ao usuário que conheça e compreenda o funcionamento da biblioteca. Para isso, é necessário elaborar uma sinalização planejada, comunicação gráfica e panfletos. 5. Administração e supervisão do SRI: elaborar um planejamento que definirá como todo o empreendimento será preparado, focando-se nos objetivos, etapas, prazos e medidas administrativas e práticas para que o serviço seja concretizado.
A questão da referência
Grogan (2001) exemplifica as diferentes categorias de consultas em que o bibliotecário estará sujeito ao trabalhar no setor de referência. Citaremos apenas três, por serem as mais importantes. São elas:

• Consultas de caráter administrativo e de orientação espacial: são dúvidas simples que o usuário acaba levando ao bibliotecário, como “onde fica o banheiro?”, “poderia me emprestar uma caneta?”, “como faço para encontrar a sala 35?”, e etc. São consultas que não se exige conhecimento bibliográfico, e sim, um conhecimento básico e genérico sobre onde se encontram determinados lugares e como são feitas.
• Consultas sobre o autor/título: refere-se quando o usuário está à procura de uma determinada obra que não tenha sido localizada nos catálogos existentes da biblioteca. Às vezes, acontece do usuário não possuir as informações corretas ou, até mesmo, não existir o material solicitado, dificultando a localização. Dependendo do bibliotecário, caso ele tenha um conhecimento minucioso do acervo, o usuário não ficará sem a resposta; entretanto, à procura não seria um “bicho de sete cabeças” se algumas bibliotecas possuíssem catálogos mais abrangentes e de fácil compreensão, com informações mais explicativas em relação às bibliografias, índices, publicações de resumos e etc.

Consultas de localização de material: focalizam-se nos assuntos ou buscas temáticas, em que o usuário quer uma série de informações sobre o tema solicitado. Por ser um
tipo de consulta mais exigente e específica, espera-se que o bibliotecário possua sensibilidade e perspicácia para observar as reações do usuário em relação ao andamento da busca. Haverá um momento em que as consultas poderão se tornar mutáveis, caso a impossibilidade de localizar a obra cause dúvida sobre a exatidão da sua descrição. Isso acaba acontecendo pelo fato de os problemas de conferência de referências bibliográficas serem a todas as bibliotecas, porém, a culpa nem sempre é do usuário, e si, muitas vezes por falha em alguma citação bibliográfica, causando ruídos no ato da busca. O processo de referência O processo de referência é a atividade que envolve o usuário, durante a qual se executa o serviço de referência, mostrando a sua eficácia. Envolve a interação usuário x bibliotecário, sendo que é necessário para o profissional da informação ter duas habilidades: • Habilidade técnica: capacitação para fazer bom uso do conhecimento, métodos, técnicas e equipamento necessário para recuperar a informação. • Habilidade humana: capacidade e julgamentos necessários para lidar com pessoas, inclusive com conhecidos dos diferentes níveis intelectuais e do comportamento dos indivíduos. O bibliotecário precisa entender a psicologia/comportamento do usuário para obter melhor reciprocidade e relacionamento adequado.

terça-feira, 19 de julho de 2011

WEB 2.0, BIBLIOTECA 2.0 E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (I): Um protótipo para disseminação seletiva de informação na Web utilizando mashups e feeds RSS




































VIII ENANCIB – Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação
28 a 31 de outubro de 2007 ••• Salvador ••• Bahia ••• Brasil
GT 2 – Organização e Representação do Conhecimento
Comunicação oral
WEB 2.0, BIBLIOTECA 2.0 E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (I):
Um protótipo para disseminação seletiva de informação na
Web utilizando mashups e feeds RSS
WEB 2.0, LIBRARY 2.0 AND INFORMATION SCIENCE (I):
A prototype for the selective dissemination of information
on the Web utilizing mashups and RSS feeds
Luiz Fernando de Barros Campos (PPGCI – UFMG, lfbcampos@gmail.com)
Resumo: Este artigo objetiva descrever o que se denomina Web 2.0 e Biblioteca 2.0, estabelecendo ligações
com a ciência da informação. Desenvolveu-se um protótipo de um sistema que filtra e dissemina metadados de
artigos publicados em periódicos da Web, procurando (a) demonstrar empiricamente os preceitos da Web 2.0 e
Biblioteca 2.0 caracterizados no artigo e (b) enfatizar como processos tradicionalmente conhecidos e estudados
na ciência da informação ajustam-se perfeitamente ao ambiente informacionalmente carregado da Web atual.
Para isso, foram automaticamente gerados os feeds RSS da revista Ciência da Informação do IBICT e utilizaramse aplicações Web adequadas ao processamento e integração de conteúdo oriundo de mais de uma fonte em uma
só interface (mashups). Concluiu-se que a Web 2.0 e a Biblioteca 2.0, pelo menos no momento atual, antes que
teorias consolidadas, são abordagens predominantemente empíricas, que freqüentemente retomam e enfatizam princípios, conceitos e práticas em formação. Não obstante, as tendências sociais, econômicas e tecnológicas
ressaltadas tencionam o campo da ciência da informação de modo duplo. Por um lado, há oportunidades com o surgimento de profícuos temas de estudo, criação de aplicativos interativos e leves, e a possibilidade e conveni-
ência da aplicação de teoria e práticas da área, caso exemplar da disseminação seletiva de informação. Por outro
lado, há desafios impostos aos profissionais da informação que podem demandar profundas alterações estruturais
em sua atuação e formação.
Palavras-chave: Web 2.0. Biblioteca 2.0. disseminação seletiva de informação. feeds RSS. mashups.






















para as bibliotecas. A Library 2.0 tem sido constantemente tema de artigos e livros
(MANESS, 2006
3
; CASEY; SAVASTINUK, 2006, 2007, COURTNEY, 2007).
Nascido e debatido nas comunidades virtuais de blogueiros na Internet, o termo Biblioteca 2.0 tem sido utilizado de várias maneiras, como acontece com Web 2.0. Crawford (2006) examinou minuciosamente várias definições do termo, concluindo que o sentido gravita em torno de dois núcleos. O primeiro deles abrange um espectro de metodologias de aplicações e programas (software social, modularidade, interatividade, API, e outras) assim como
um conjunto de conceitos sobre os serviços prestados pela biblioteca, boa parte deles antigos.
Com discussão e habilidade, algumas dessas novidades e teses poderiam tornar as bibliotecas
mais interessantes e relevantes. Mas o segundo conceito, “Biblioteca 2.0”, seria uma confrontação, uma visão negativa sobre as bibliotecas existentes, uma imputação de um papel não
adequado às bibliotecas de fornecedoras de qualquer tipo de informação, uma ênfase em ferramentas e modelos de negócios que não atenderiam todas as variadas comunidades de usuá-
rios, e uma atitude de não valorização de um trabalho já existente.
A exposição de Crawford (2006) reflete as discussões acaloradas e visões extremadas
que acompanharam o surgimento da expressão. Maness (2006, p.3), traz uma proposta concreta e metodologicamente assentada. Sua definição de Biblioteca 2.0 é “a aplicação de tecnologias interativas, colaborativas e multimídia baseadas em Web a serviços de bibliotecas e
coleções baseadas em Web”. Duas características da sua definição sobressaem-se: (a) trata-se
de uma abordagem empírica, de aplicações; e (b) é limitada para serviços baseados na Web, e
não para os serviços e bibliotecas em geral, sendo que desse modo “evita confusões potenciais
e permite suficientemente que o termo seja pesquisado, depois teorizado, e o torna mais útil
no discurso profissional”.
Maness (2006) entendeu que uma teoria para Biblioteca tem quatro elementos essenciais. A teoria é centrada no usuário, que participa dinamicamente no consumo e criação do
conteúdo. Ela valoriza a experiência multimídia – um aspecto particularmente enfatizado por
esse autor. Também é socialmente rica, abrangendo comunicação síncrona, como programas
de mensagens instantâneas, e assíncrona, como blogs e wikis, entre os próprios usuários, e
entre usuários e bibliotecários. E, por fim, é comunitariamente inovadora, o que pressupõe
que não apenas a biblioteca mude com os usuários, mas que se permita que os usuários mudem a biblioteca, constantemente alterando seus serviços e as formas de comunicação. Opinase que esses elementos, embora oportunos e adequados, sejam mais uma declaração de (bons)
valores, do que exatamente fundamentos de uma teoria
Para Casey e Savastinuk (2006, 2007), a base da Biblioteca 2.0 é a mudança com foco
no usuário. Trata-se de um modelo que encoraja os usuários a participarem da criação dos
serviços físicos ou virtuais que desejem, com base um uma avaliação constante e consistente
dos serviços. Também tenta servir melhor os usuários existentes com serviços direcionados a
suas necessidades e incorporar novos usuários, explorando a diversificação na cauda da curva,
nos moldes da argumentação de Andersom (2006). Tecnologia não é um requisito essencial,
mas, principalmente aquela relacionada à Web 2.0, desempenha um papel significativo para
que a biblioteca mantenha-se atualizada com as necessidades dos usuários, criando novos serviços interativos ou ensejando formas originais de intercâmbio.
Desse modo, a ênfase está no usuário, e a tecnologia é um instrumento considerado essencial para viabilizar essa perspectiva. Esse argumento aparece na literatura que versa sobre
Biblioteca 2.0 sob diversas roupagens. Assim, por exemplo, a obra organizada por Courtney
(2007) descreve o uso de várias tecnologias (folksonomies, tagging, podcasting, bibliotecas de
realidade virtual, etc) e discute seu potencial no ambiente da biblioteca de hoje. Em relação ao
tema, John Blyberg publicou dois curtos artigos em seu blog (BLYBERG, 2006, 2007) que
repercutiram positivamente na comunidade que discute a Biblioteca 2.0 (como em CASEY;
SAVASTINUK, 2006 ou CRAWFORD, 2006). O primeiro deles propugnou que os fornece-9
dores de sistemas integrados para automação e gestão de

CONTROLE BIBLIOGRÁFICO UNIVERSAL-CBU

http://www.eca.usp.br/prof/sueli/cbd2.htm/01/controle
Conceito:

Controle Bibliográfico – "Pressupõe um domínio completo sobre os materiais que registram o conhecimento, objetivando sua identificação, localização e obtenção" (Campello e Magalhães, 1997)

FID -

IFLA -

UNESCO -
Âmbito do controle bibliográfico:

nível geral - controle dos registros que interessam à nação, de responsabilidade governamental.

nível particular - controle dos registros que interessam a um determinado grupos de indivíduos/ instituições com interesses específicos comuns, como as bibliografias especializadas.

nível interno – controle dos registros que interessam aos usuários em particular ou de determinadas instituições. Papel desempenhado pelas bibliotecas ou agências de informação.



Controle Bibliográfico Universal

Programa desenvolvido pela UNESCO e IFLA, em 1970, que visa reunir e tornar disponíveis os registros da produção bibliográfica de todos os países, em uma rede internacional de informação, levando em conta não só a possibilidade de identificar a existência do documento mas, também, sua localização e forma de obtenção. Atualmente acoplado ao International MRAC, com o nome "Universal Bibliographic Control and Information Marc" (UBCIM).



Mecanismos de Controle Bibliográfico:

(a) Biblioteca Nacional – no papel de Agência Bibliográfica Nacional, responsabiliza-se pelo controle do depósito legal e da produção da bibliografia nacional.
Brasil: Fundação Biblioteca Nacional, RJ -

(b) Bibliografia Nacional/Bibliografia comercial – divulga publicações editadas dentro das fronteiras de cada país (Unesco)
Brasil: "Bibliografia Brasileira", 1983- (Substitui "Boletim Bibliográfico da Biblioteca Nacional", 1918-1982)
"Catálogo Brasileiro de Publicações" – Ed.Nobel, 1980- [Bibliografia comercial]

(c) Depósito Legal – exigência, definida por lei, de se efetuar a entrega a um órgão público (Biblioteca Nacional) de um ou mais exemplares de toda publicação editada no país, em papel ou em qualquer suporte físico, destinada à venda ou à distribuição gratuíta, como: monografias (livros, folhetos, publicações oficiais, atas, relatórios técnicos, etc), periódicos (revistas, jornais, boletins), material audiovisual (fitas K7, LPs, fitas de vídeo, filmes, CDs), partituras musicais, fotos, estampas, desenhos, mapas, atlas, cartazes, etc. Não inclui: teses e dissertações não editadas, recortes de jornais, folhetos e material de propaganda, brindes, marcadores de livros.
Brasil: Decreto 1.825, de 20 dezembro 1907. Fundação Biblioteca Nacional:

(d) Catalogação na Fonte – catalogação na publicação, antecipada à sua divulgação. Brasil: Câmara Brasileira do Livro/SP (Publicação "Oficina do Livro") Sindicato Nacional de Editores de Livros/RJ

(e) Descrição Bibliográfica – ISBD-International Standard Bibliographic Description – descrição bibliográfica padronizada internacionalmente, aplicada aos seguintes tipos de documentos: (M)-Monografias/1974; (G)-Obras gerais-1976; (S)-Publicações seriadas; (CM)-Material cartográfico; (NBM)-Material não bibliogr;afico; (PM)-Partituras musicais; (A)-Obras raras; (A N)-Analíticas; (CF)-Arquivos de computador.





(f) Identificação Numérica dos Documentos – sistema padronizado de números para identificação dos documentos:

ISBN-International Standard Book Number (1960)
ISMN-International Standard Music Number (1996)
Agência nacional: Biblioteca Nacional -

ISSN-International Standard Serial Number (1972)
Agência nacional: IBICT
Agência internacional: ISSN-Network



CONTROLE BIBLIOGRÁFICO ESPECIALIZADO BRASILEIRO

Controle da literatura especializada feito através das Bibliografias especializadas, também chamadas de "Índices" e "Abstracts", como produtos impressos de bases de dados bibliográficos. Dedicam-se a cobrir uma área do conhecimento, de um assunto, permitindo o controle da informação contida em diversos tipos de documentos, principalmente artigos de periódicos. Os "índices" proporcionam unicamente as referências bibliográficas dos documentos sobre um assunto específico. Ex: "Index Medicus", "Art Index". Os "abstracts" (resumos) relacionam trabalhos publicados sobre um assunto apresentando, além das referências bibliográficas, resumos dos trabalhos indexados. Ex.: "Biological Abstracts", "Library Information Science Abstracts".


IBBD-INSTITUTO BRASILEIRO DE BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO (1954-1980)

Controle e divulgação da produção bibliográfica brasileira nas áreas especializadas: "Bibliografia Brasileira de Botânica", "Bibliografia Brasileira de Ciências Sociais", "Bibliografia Brasileira de Direito", "Bibliografia Brasileira de Documentação", "Bibliografia Brasileira de Física", "Bibliografia Brasileira de Matemática", "Bibliografia Brasileira de Medicina", etc.



IBICT-INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA (1981-) -


Descentralização do controle da produção bibliográfica nacional especializada. Responde pela manutenção de bases de dados bibliográficos, que têm como produtos: "Bibliografia Brasileira de Ciência da Informação", "Bibliografia Brasileira de Política, Ciência e Tecnologia"



INSTITUIÇÕES RESPONSÁVEIS PELO CONTROLE DA PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA NAS ÁREAS:

Arquitetura – FAU/USP: "Índice de Arquitetura Brasileira"


Comunicação – INTERCOM: "Bibliografia Brasileira de Comunicação"


Direito – Senado Federal: "Bibliografia Brasileira de Direito"



Educação – INEP: "Bibliografia Brasileira de Educação"


Energia Atômica – CIN/CNEN (participação na Base ININ-ATOMINDEX)


Medicina – BIREME: "LILACS-Literatura Latinoamericana en Ciencias de la Salud"


Medicina Veterinária – FMVZ/USP:"Bibliografia Brasileira de Medicina Veterinária e Zootecnia"


Odontologia – FO/USP: "Bibliografia Brasileira de Odontologia


------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Responsável: daisynor@usp.br Criado em: 17.02.98 Atualizado em: 02.02.99