segunda-feira, 29 de julho de 2013

O bibliotecário e a educação

O bibliotecário e a educação
Nossa profissão está majoritariamente ligada à pedagogia

Trabalhando em uma biblioteca que ajudei a montar numa comunidade carioca, uma jovem adolescente entra com mais duas (menores do que ela), me deseja bom dia e pergunta se ela poderia ver os livros nas estantes; afirmei positivamente que ela poderia não apenas ver, mais levar um ou mais exemplares se fosse de sua vontade. A menina desapareceu entre as estantes e eu continuei o meu trabalho (catalogação para ser mais exato), naquela manhã nublada de fim de verão. Depois de muito tempo, me dei conta que a menina não voltava e nem emitia nenhum som, algo que me deixo intrigado. Fui em direção às estantes onde ela havia ‘sumido’ e a encontrei de pescoço torno lendo as lombadasque hora tem o título pra cima, ora tem o título invertido (crítica e grifo meus!).
Ao chegar, ela me perguntou se havia ali algum livro que falasse sobre gravidez e se eu poderia indicar a ela. Tomei um susto, pois a menina não deveria ter mais do que 14 anos. Mas não vacilei: disse que tínhamos sim uma coleção que falava sobre as mudanças no corpo humano, desde a tenra idade, até a velhice. Ela me pediu e tão logo a entreguei já foi folheando as páginas (que traziam ilustrações), e disse que se a irmã dela tivesse contato com aquele livro antes, talvez não estivesse grávida naquele momento! Minha reação foi ‘gelar’. Fiquei estático e sem saber o que falar; depois de um curto espaço de tempo, ‘voltei’ a terra e fiz o empréstimo àquela menina. Desejei que aquele livro nunca mais voltasse às estantes. Antes eu gostaria que ele passasse na mão de cada adolescente daquela comunidade.
Desse episódio extrai indagações acerca do papel do bibliotecário na sociedade e de sua relação com a educação. Com efeito, muitas pessoas até hoje perguntam o que faz um bibliotecário, qual a sua função além de guardar livros, e se é necessário ter ensino superior para ser tornar um. Muitos bibliotecários simplesmente preterem os autores de tais indagações, alegando que não são obrigados a responderem perguntais ofensivas. Eu sou um quase bibliotecário (diplomado, pois já atuo como um desde 2009), e sinto cada vez mais desejo de ajudar a acabar com essa visão errônea que a maioria da população tem para conosco. Entendo também que é preciso que os bibliotecários assumam uma postura mais atuante em prol do desenvolvimento da sociedade e do indivíduo de maneira geral, por meio do acesso a informação que transforma/liberta.
O bibliotecário tem um papel social muito importante, mas por vezes não o exerce. O Conselho Federal de Biblioteconomia em sua Resolução nº 42, de 11 de janeiro de 2002 diz que o bibliotecário precisa “contribuir, como cidadão e como profissional, para o incessante desenvolvimento da sociedade e dos princípios legais que regem o país”Qual a maneira mais eficaz de desenvolvimento de um país senão pela educação? O grande pedagogo pernambucano Paulo Freire não nos deixa dúvida sobre a resposta: “Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescente brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”.
O bibliotecário tem grande importância no como profissional. Ele lida com um bem (imaterial) cada vez mais precioso nos dias atuais: a informação. Se a atuação do bibliotecário for desempenhada como deve ser, ou seja, se a informação for fornecida de maneira certa, para a pessoa certa (que precisa exatamente daquela informação), e no momento certo, o profissional da informação estará elucidando o cidadão acerca dos seus direitos e deveres; aos jovens estudantes estará dando informações que possam esclarecer suas dúvidas no tocante à pesquisa e curiosidades, dentre outros.
Para Kátia Carvalho, no seu artigo: Missão do Bibliotecário: a visão de José Ortega y Gasset (2007) “no exercício do papel de mediador, o bibliotecário deve garantir a cidadania, assegurar os direitos de acesso à informação e à educação para os indivíduos, oferecer aos leitores, se não o conhecimento, pelo menos as técnicas, instrumentos que proporciona dignidade e sobrevivência em uma sociedade competitiva”.
Nossa profissão está majoritariamente ligada à educação. Estamos sempre (no cumprimento de nossas tarefas enquanto organizadores do conhecimento, servindo ou trabalhando ativamente, produzindo conhecimento), envolvidos com a educação. É notório que há falhas enormes na qualidade da nossa educação, e na qualidade da formação que é dada para as nossas crianças. Sabemos que o problema persiste e se mantém até para alguns que chegam ao ensino superior.
http://biblioo.info/o-bibliotecario-e-a-educacao/Usar das práticas biblioteconômicas associadas às pedagógicas é um bom caminho a ser trilhado pelos profissionais da informação. Agregar ao tecnicismo peculiar (leia-se técnicas mesmo, não é uma forma pejorativa) dos bibliotecários, teorias de áreas ligadas às ciências sociais como a Pedagogia, servirão para dar maior ênfase na recuperação da informação, e uma certa autonomia para o usuário usufruir da informação como lhe aprouver. Segundo E. T. Silva, no seu texto A dimensão pedagógica do trabalho do bibliotecário, publicado no livro Leitura na escola e na biblioteca (1993) a prática biblioteconômica está “na categoria mais abrangente das práticas educativas que, devido a sua natureza específica, devem ser conscientizadoras, transformadoras e criadoras”.
O bibliotecário tem meios para mudar muita coisa através da educação, e pode fazer com que a informação de qualidade chegue às pessoas que vivem num ‘deserto’ informacional. Como felizmente escreveu Freire: “saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”.

Livros de Biblioteconomia

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Olá Pessoal!
Já está no ar a livraria virtual da livrosdebiblio, trata-se de uma livraria especializada na área de biblioteconomia, arquivologia e ciência da informação. Uma livraria montada por minha iniciativa, um ex-estudante do curso de biblioteconomia da UNIFAI-SP que, notando a dificuldade dos colegas de achar livros da área comecei a adquirir tais livros e vender a meus colegas de classe.
No momento temos 70 livros cadastrados e dentro em breve esse leque de opções irá aumentar.
Conto com a colaboração dos colegas da área para divulgação de mais esse canal.

Vale informar que, o frete na opção PAC dos correios é GRÁTIS!!

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Como transformar a ida à biblioteca em um passeio inesquecível?

Como transformar a ida à biblioteca em um passeio inesquecível?

BIBLIOTECA PÚBLICA E MEDIAÇÃO


BIBLIOTECA PÚBLICA E MEDIAÇÃO

Ricardo Queiróz Pinheiro


[Julho/2013]

Ontem um amigo me fez uma pergunta complicada, daquelas que você hesita em responder não por dúvida ou excesso de cuidado, mas por medo da própria resposta:

- Qual o futuro das bibliotecas publicas?

Não vou reproduzir aqui a resposta, ela pode ter mudado durante a noite, ela pode mudar a qualquer momento, o que vou fazer é mudar o rumo temporal da pergunta:

- Qual o presente da biblioteca pública?

Pergunta que deve ser feita a todo um Brasil que se apresenta plural nas ausências e nas acomodações, diverso nos improvisos e nas distorções, múltiplo em histórias criativas e exemplos isolados, exemplos esses que mais aprofundam a dificuldade de uma solução integradora do que a fomentam.

Mas não é só de desesperança que vivemos na área de bibliotecas, e se tentaremos um futuro distinto desse presente, temos que nos aprofundar nele para avançarmos. Presentificação.

Um dos passos fundamentais é olhar para quem hoje, de fato, trabalha e atende nas bibliotecas públicas. Que profissional que entrega para a população o cartão de visitas da dimensão pública da leitura em nossas bibliotecas?

Quando falamos em novos modelos de bibliotecas públicas, muitos detalhes e um amplo arcabouço de projeções e idealizações vêm à tona. Móveis, cores, equipamentos, iluminações, estudos sobre luz natural, gadgets, setorizações, acervo, sistemas de controle de acervo etc. A figura humana aparece, nessa escala de destaques e prioridades, como um apêndice a ser encaixado, sua atuação e seu papel muitas vezes têm menos destaque do que a decisão de derrubar ou não uma parede.

Voltando ao presente: a pessoa, o profissional que atua nas bibliotecas públicas, hoje, é o centro do receio que me fez temer uma resposta de chofre ao meu amigo. Muito simples seria elencar as precariedades e as carências que cercam este indivíduo, a falta de qualidade no atendimento, a total incompreensão das múltiplas possibilidades da mediação (aliás, qual mediação?) e a alienação sobre seu papel social, a falta de apetência para a empreitada.

Estas constatações bastam? Evidente que não bastam. Ao seguir esse caminho, cometeria o erro crasso de nem olhar para o futuro, nem me ater ao presente, e me fixar inocuamente no passado. Apontaria caminho nenhum.

A biblioteca pública surgiu no Brasil – como destaca uma grande amiga – fugida, escondida, fatiada, e tão somente como patrimônio a ser preservado. O Rei de Portugal a trouxe na bagagem para protegê-la da destruição, da invasão napoleônica. Este DNA é exemplar: algo que surge, que se inventa escondido merece o nome de público?

E este início de história não deve ser encarado como chiste, como piada, tampouco é o caso de se fixar no passado, o presente segue, confirma esta instituição provisória, escondida, quase clandestina e patrimonialista, o que parece é que as bibliotecas públicas estão prontas para voltar com seus reis perdidos para algum portugal imaginário.

O problema é que o Rei não estava tão perdido assim, ele sabia o que estava fazendo, mas a biblioteca que herdamos continua se perdendo.

A biblioteca pública que se fundou “não pública” e legou isso aos seus atores dos vários momentos históricos, enfrentou outras intempéries durante o tempo e continua buscando sua identidade. Reitero que dentro dessa trajetória de atropelos, existem exemplos de vitórias e êxitos, e não são poucos, porém, eles não se fixaram como modelos.

É preciso destacar uma prioridade, o momento, voltando ao hoje, é de inventar, de dar poesia ao ser humano que atua nas bibliotecas, como algo urgente e inadiável, priorizar a figura do mediador em biblioteca.

Sim, mediador, pois todo o profissional que atua numa biblioteca, independente de estar nas funções técnica, administrativa ou de atendimento, atua como mediador e, no mínimo, como suporte para a mediação, esse é o fim e não o meio.

Vou terminar não mais fugindo da resposta ao meu amigo, resolvi revelar essa resposta, não a de ontem, mas uma factível, presente, de hoje, não quero simular uma fuga redentora como o Rei de Portugal o fez, ele e sua Real Biblioteca, portanto volto à pergunta inicial:

- Qual o futuro da biblioteca pública?

Respondo:

- O futuro da biblioteca pública é investir, desde já, no presente, no agora, na formação de mediadores de leitura e informação, é colocar nas bibliotecas a vida e a diferença que faz o diálogo e as buscas conjuntas que dão sentido ao imobilismo das estantes organizadas.

Por que não um Programa Nacional de Formação de Mediadores que agregue todos os profissionais, instituições e organismos envolvidos na questão da leitura? MINC, MEC, União, Estados e Municípios, Universidades, juntos para retirar a biblioteca pública do seu eterno portugal abandonado.

Por ora, é um caminho apenas sugerido, a ser desvelado, construído, é o obvio que não se revela óbvio, é o futuro calcado na urgência de um presente, destacando que se esperarmos muito, voltamos rápido ao passado incerto. Quero já o “Programa Nacional de Formação de Mediadores”, confesso que é um ideia vaga ainda, quem se habilita a ajudar a dar essa resposta para o futuro?
http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=763


sábado, 27 de julho de 2013

BiblioConcurseiros: Vídeo-aulas de Biblio no Youtub


BiblioConcurseiros: Vídeo-aulas de Biblio no Youtube
biblioconcurseiros.blogspot.com

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Professor da Ufal é premiado em Congresso Nacional de Biblioteconomia

O trabalho "Disseminando práticas e saberes a partir da Ciência da Informação: relato de experiência do periódico Perspectivas em Gestão & Conhecimento", de autoria de Alan Curcino, professor de Biblioteconomia da Ufal, e dos professores Luciana Costa, Emeide Nóbrega e Jorge Gomes, professores da UFPB, conquistou o 1º lugar na categoria Relato de Experiência. O prêmio foi concedido pela Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições, durante o XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação, realizado em Florianópolis, entre os dias 7 e 10 de julho deste ano. O Congresso está na 25ª edição e é realizado bienalmente.

http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Educa%E7%E3o&vCod=153020Professor da Ufal é premiado em Congresso Nacional de Biblioteconomia - Alagoas 24 Horas: Líder...www.alagoas24horas.com.br

LIVROS GRÁTIS / DOWNLOAD DE EBOOKS!

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terça-feira, 23 de julho de 2013

Repositório da Biblioteca IFLA

A “Biblioteca IFLA” é parte da iniciativa fundamental do Programa IFLA Conteúdo Digtal e é projetado para fornecer um repositório para coletar junto às próprias publicações da IFLA com a facilidade de localização, busca, visualização e preservação.

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http://blog.crb6.org.br/artigos-materias-e-entrevistas/repositorio-da-biblioteca-ifla/http://blog.crb6.org.br/artigos-materias-e-entrevistas/repositorio-da-biblioteca-ifla/

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Eu amo Biblioteca, eu quero!

Eu amo Biblioteca, eu quero!

 FEBAB lançou duranter o XXV CBBD o movimento: Eu Amo Biblioteca, Eu Quero.
O movimento  foi criado para mobilizar a sociedade e mostrar que as bibliotecas não são apenas um espaço para guardar livros. As bibliotecas devem ser espaços convidativos e, além de incentivar a leitura, precisam oferecer uma agenda cultural variada com música, cinema, dança, arte, cursos, palestras, oficinas. Elas devem possuir acervos atualizados, acesso à internet, jogos, brinquedos e também contar com uma equipe especializada para atender a comunidade. Além disso, as bibliotecas devem prestar serviços diversos que promovam a inclusão e contribuam com a formação cidadã, como, por exemplo, auxiliar na elaboração de currículo, prestar informações sobre programas sociais que sua cidade e seu estado dispõem, ensinar a navegar na internet e muito mais. 
Exija bibliotecas de qualidade. Você tem direito!
Participe. ajude a difundir essa ideia a partir do seu local de atuação imprimindo o material de divulgação disponível em:

Vamos juntos construir essa história de amor!!!




quarta-feira, 10 de julho de 2013

Las colecciones especiales: la experiencia del Reino Unido e Irlanda

Las colecciones especiales: la experiencia del Reino Unido e Irlanda

 
Versión para impresiónVersión para impresiónEnviarEnviar
M. Lourdes Prades Artigas
Cap del CRAI Biblioteca Pavelló de la República
Universitat de Barcelona
Dooley, Jackie M. [et al.] (2013). Survey of Special Collections and Archives in the United Kingdom and Ireland. Dublin, OH: OCLC Research, 2013. <http://www.oclc.org/research/publications/library/2013/2013-01r.html?utm_source=WhatCountsEmail&utm_medium=OCLC%20Abstracts%20Test%20Group%203&utm_campaign=OCLC%20Abstracts>. [Consulta: 2 julio 2013].
Trinity College Library

En 2009, Jackie M. Dooleey1, por encargo de la OCLC, emprende la obra2 pionera de evaluar el estado de las colecciones especiales en los Estados Unidos y Canadá. En el año 2012, adaptando al contexto europeo este informe y junto con la colaboración de la RLUK3 (Research Libraries United Kingdom), elaboraSurvey of special collections and archives in the United Kigndom and Ireland.
Dentro del Plan Estratégico 2011-2014, The power of knowledge: RLUK Srategic Plan 2011-20144, la RLUK se marca el objetivo de identificar las oportunidades para potenciar al máximo las colecciones especiales para la investigación, la docencia y la comunidad y elabora el informe Promoting unique and distinctive collections5. Se adquiere el compromiso de "demostrar el valor de las colecciones a la Universidad en los momentos difíciles, la necesidad de mejorar el compromiso con la investigación y el aprendizaje dentro del programa académico y cumplir con la responsabilidad social de la biblioteca, tanto dentro de la comunidad universitaria como en la sociedad en general".
A partir de esta propuesta de dar una mayor relevancia a las colecciones especiales, se hacen evidentes algunas constataciones como son: el cuestionamiento continuado sobre cuál es la prioridad que se da a este tipo de material, la necesidad de un reciclaje rápido en cuanto al tratamiento y a la preservación, la no visibilidad en los catálogos en línea o la casi nula gestión en cuanto al material nacido digital.
La RLUK entiende por "colección especial" aquella biblioteca o material de archivo en cualquier formato (manuscritos, fotografías, archivos institucionales, etc) que se caracterice por su valor histórico o monetario, formato físico, singularidad o rareza, y/o un compromiso institucional para la conservación a largo plazo y el acceso. En general se encuentra en una unidad separada con seguridad especializada, y los servicios al usuario y la circulación de los materiales en general es restringida.
Partiendo de esta definición, Survey of special collections se marca los siguientes objetivos:
  • • Desarrollar un perfil de las prácticas más habituales sobre las colecciones especiales en el Reino Unido y en Irlanda.
  • • Utilizar la encuesta de los Estados Unidos y Canadá de 2010 como base.
  • • Preparar recomendaciones sobre las colecciones especiales que permitan un cambio de visión en el Reino Unido y en Irlanda.
  • • Contribuir a crear una base de datos que permitirá a la RLUK tener un mapa real de este tipo de colecciones.
La encuesta se divide en varias secciones en las que se pregunta a los centros que participan sobre la biblioteca en general, las colecciones especiales, la atención al usuario, la catalogación y los metadatos utilizados, el material de archivo, la digitalización, los fondos de origen digital, la dotación de personal y los problemas más complejos que se les presentan.
Los países que participan en el estudio son Inglaterra, Irlanda e Irlanda del Norte, Escocia y Gales, y el total de las bibliotecas con colecciones especiales seleccionadas es de 122, de las cuales responden 82, lo que supone un 67% del global. Por afiliación, el 72% son instituciones públicas, un 20% instituciones privadas y un 3% órganos estatutarios. Por tipo de institución, hay 41 universidades, 9 bibliotecas de investigación independientes, 5 museos, 5 bibliotecas públicas, 5 reales academias, 4 bibliotecas nacionales, 4 sociedades científicas, 4 instituciones eclesiásticas, 2 colegios, 2 conservatorios y 1 jardín botánico nacional.
Una vez procesadas todas las respuestas de la encuesta, se elabora este Survey que presenta un resumen analítico de todos los centros participantes, con un conjunto completo de datos y tablas, y se derivan una serie de conclusiones.
En cuanto a los servicios externos y los usuarios, los encuestados no pueden determinar la tipología de usuario solicitante si bien coinciden en que la consulta de este tipo de material ha aumentado durante la última década. Afirman que las políticas de servicios al usuario han evolucionado en positivo y en la mayoría de centros se permite la utilización de cámaras digitales o bien se hacen reproducciones por encargo. Finalmente señalan que habría que encontrar nuevas vías de difusión de este tipo de material y formar el personal que trabaja en nuevas tareas.
En cuanto a la dotación del personal, se hace patente la necesidad de profesionales cualificados con una formación adecuada para poder cumplir con las necesidades de la institución con respecto al tratamiento y la difusión de este tipo de material. Ha aumentado el número de personal de apoyo pero también hay mucha gente que trabaja en estas secciones que está próxima a la jubilación.
Sobre el estado en el que se encuentran estas colecciones, todos coinciden en que el espacio donde se ubican es insuficiente y poco adaptado y que una gran cantidad está pendiente de revisión, clasificación y catalogación.
El material nacido digital es el gran escollo de todas las bibliotecas con colecciones especiales por tres motivos principales: la falta de infraestructura básica para conservarlo, la falta de financiación y la falta de experiencia en la gestión y la planificación y, la invisibilidad con respecto a la difusión.
En cuanto a la digitalización de estas colecciones, la mayoría de las bibliotecas y archivos encuestados disponen de un protocolo de trabajo y de la infraestructura necesaria para llevarlo a cabo. En algunos casos incluso se han podido elaborar proyectos de digitalización a gran escala y contratar los servicios de empresas externas especializadas.
En cuanto al proceso de este tipo de material, casi todos los centros disponen de instrumentos de descripción, catalogan sus fondos y establecen metadatos, si bien el gran volumen de las colecciones especiales obliga a un nivel mínimo de técnicas identificativas y de inventario, en vez de descripciones precisas. El problema es que muchos de estos recursos no son accesibles en línea y sólo se utilizan para uso interno. La incorporación al catálogo de las colecciones especiales varía en función del tipo de material. Podemos localizar un mayor número de documentación de archivo o de mapas, en detrimento del material audiovisual.
Finalmente, todos constatan la problemática de conservación y preservación que sufre este material. La diversidad de formatos y soportes, las dimensiones, el gasto extraordinario y otras especificidades dificultan una custodia adecuada en cajas y espacios que cumplan las condiciones óptimas que requieren las colecciones especiales.
A partir de los datos de la encuesta, los autores de este informe señalan una serie de recomendaciones que hacen públicas en el Simposio de la Universidad de Aberdeen, el 29 de marzo de 20126.
  1. Dotación de personal. Se hacen necesarias nuevas habilidades y conocimientos por parte de los profesionales y el desarrollo de un plan de formación.
  2. Financiación externa. Se debe establecer un protocolo para formalizar la solicitud de ayudas económicas que permita la digitalización de las colecciones especiales.
  3. Servicios al usuario. Hay que desarrollar un conjunto de herramientas de difusión y establecer un modelo de precios y políticas comunes para todas las bibliotecas.
  4. Material de origen digital. Establecer las bases para la gestión de este material.
  5. Digitalización. Desarrollar una estrategia a nivel nacional para completar la digitalización de este material y potenciar modelos rentables de digitalización a gran escala.
  6. Catalogación. Reconvertir tecnológicamente los catálogos y las herramientas de descripción tradicionales para que puedan ser consultables en red.
  7. Métrica. Definir una metodología de trabajo para poder desarrollar análisis estadísticos.
  8. Desarrollo de la colección. Implementar protocolos de colaboración a nivel local y nacional para ampliar el contenido de estas colecciones.
  9. Catalogación y metadatos. Establecer sinergias y colaborar para compartir experiencias, información y metadatos.
  10. Conservación. Definir las prioridades básicas para la conservación de este tipo de material.
  11. Construir comunidad. El objetivo principal de esta encuesta reside en fundamentar relaciones productivas a través de la diversidad.
El Survey of special collections and archives in the United Kingdom and Ireland proporciona a las instituciones y al personal que trabaja en ellas la inspiración necesaria para empezar a trabajar hacia las bases para la transformación tan necesaria de este tipo de material. Colecciones y archivos especiales juegan un papel clave en el futuro de las bibliotecas de investigación. Este es un desafío significativo para las instituciones que deseen aprovechar este valor y poner a disposición de la comunidad científica el potencial de estos fondos únicos para apoyar la investigación, la enseñanza y la participación comunitaria.
En conjunto, los resultados de la encuesta publicados en este informe establecen las bases para la comparación de las prácticas en los Estados Unidos y Canadá con las del Reino Unido e Irlanda, y pueden ayudar a allanar el camino hacia actividades conjuntas para la construcción de fortalezas y de planificaciones.

1. Reconocida experta internacional en archivos y colecciones especiales. Presidenta de la Society of America Archives desde 2012. Más información:http://www.oclc.org/research/people/dooley.html
2. Jackie M. Doodley, Katherine Luce. Taking our pulse: the OCLC Research survey of special collections and archives. Dublin, Ohio: OCLC Research, 2010.
http://www.oclc.org/content/dam/research/publications/library/2010/2010-11.pdf
3. Research Libraries United Kingdom es un consorcio de 33 de las organizaciones de investigación más grandes del Reino Unido e Irlanda, que incluye las tres bibliotecas nacionales del Reino Unido. Fundada hace más de 25 años, RLUK ha patrocinado directa o indirectamente algunos de los principales recursos gratuitos en línea del Reino Unido en apoyo de la investigación, como Copac o UK Union Catalogue. La misión de RLUK es trabajar con sus miembros y socios, a nivel nacional e internacional, para dar forma y hacer visible la biblioteca de investigación moderna.
4. RLUK. Research Libraries UK. The power of knowledge: Phase 2: RLUK Strategic Plan 2011-2014. London: RLUK, 2011.
http://www.rluk.ac.uk/files/RLUK% 20Strategic% 20Plan-% 202011% 20 -% 202014.pdf
5. Unique and Distinctive Collectionshttp://www.rluk.ac.uk/content/unique-and-distinctive-collections
6. "OCLC Research and RLUK reporte calls for transformation of Special Collections in UK and Ireland". RLUK Members 'Meeting and AGM, Aberdeen, 29-30 marzo, 2012.
http://www.rluk.ac.uk/content/rluk-members-meeting-and-agm-aberdeen-29-30-march-2012
 

Los profesionales de la información en el 2050

Los profesionales de la información en el 2050

Tony Hernández-Pérez
Departamento de Biblioteconomía y Documentación
Universidad Carlos III de Madrid
Marchionini, G., & Moran, B. B. (Eds.). (2012). Information Professionals 2050: Educational Possibilities and Pathways. June 4-5, 2012 (p. 157). Chapel Hill: School of Information and Library Science. Recuperado de: <http://sils.unc.edu/sites/default/files/publications/Information-Professionals-2050.pdf>. [Consulta: 30 enero 2013].

Future Librarian

¿Por qué definimos nuestra profesión por el lugar en donde trabajamos en vez de por las habilidades que tenemos? ¿Qué hará el profesional de la información cuando los recursos sean de libre acceso y no estén en las estanterías de su centro? ¿Qué papel jugará el bibliotecario en ese entorno? Google y medios sociales como Facebook han roto las reglas del juego. ¿Cómo serán las salas de lectura para estos niños? ¿Serán salas de lectura? ¿Cómo serán los perfiles de estos usuarios? ¿Qué necesidades de información tendrán? ¿Qué contenidos deben empezar a enseñar las Escuelas de Información y Biblioteconomía (i-school) para estar preparados en el futuro?
No, no se trata de un ejercicio de ciencia ficción. La idea no era tanto adivinar qué se puede esperar en la profesión en el 2050, una tarea que todos reconocieron imposible dada la magnitud y la rapidez con la que se producen los cambios en la sociedad, como reflexionar sobre qué y cómo reestructurar la formación de los profesionales de la información en función de las tendencias actuales, que marcan el camino que nos está conduciendo hacia esa fecha.
La School of Information and Library Science de la University of North Carolina at Chapel Hill (SILS-UNC) organizó en junio de 2012 con motivo de su 80 aniversario unas jornadas de reflexión sobre los profesionales de la información en el 2050 en la que intervinieron unos veinte profesionales y académicos de amplio prestigio entre los que se encontraban L. Dempsey, vicepresidente de OCLC, M. Breeding, director de Innovative Technologies and Research, Vanderbilt University Libraries, D. Smith, cofundador de Ebsco o E. Liddy, de la Universidad de Syracuse. Con los textos de los ponentes y un resumen de los paneles de discusión editaron este libro que se puede encontrar en acceso abierto.
El libro está dividido en cuatro partes, una por cada panel en que se dividieron las conferencias: tendencias en educación; tendencias en archivos y bibliotecas; tendencias en la industria de la información y tendencias en el campo de la información pero los asuntos más tratados fueron, sin duda, la necesidad de fomentar en las i-schools las actitudes emprendedoras para crear nuevos productos, nuevos sistemas y nuevos servicios.
El emprendedor se define como alguien que incrementa el uso dde recursos infrautilizados. ¿Es eso lo que hace hoy un profesional de la información? Hasta ahora la naturaleza esencial de las bibliotecas ha sido históricamente la de instituciones que recopilan recursos e información. Una actitud emprendedora implica no sólo recopilar sino incrementar su acceso y su uso así que las escuelas deben establecer mecanismos para garantizar que tanto profesores como alumnos sea gente creativa, capaz de asumir riesgos, de resolver problemas y de demostrar el valor de los servicios de información.
De lo institucional a lo personal: la importancia de los datos
Al igual que en otros sectores, la educación también está viéndose sometida a procesos de cambios disruptivos del que los Massively open-online courses (MOOCs) son apenas la semilla: las universidades seguirán ofreciendo programas de estudio y oportunidades de alta calidad educacional, pero las tecnologías permitirán pasar de un modelo de educación de producción en masa a un modelo de aprendizaje personalizado en el que las universidades tendrán que competir con nuevos actores, empresas y organizaciones, que serán capaces de ofrecer también cursos de alta calidad fuera de las universidades y que podrán ser reconocidos.
El paso de lo institucional a lo personal tendrá también efectos en el mundo de la industria de la información. Para algunos participantes, uno de los grandes cambios que veremos será el desarrollo de fuentes de conocimiento personal y de conocimiento compartido (crowdsourcing). Los individuos construirán sus propias bases de conocimiento que podrán compartir con otros. Ya existen dispositivos que nos permiten capturar mucha información así que cada uno será capaz de monitorizar su salud personal, el medioambiente en el que vive, etc. y con ello construir un repositorio de conocimientos personal sobre el tema. Esos repositorios los podrán compartir, con médicos, con entrenadores… o en ellos podrá volcar información de otros siempre y cuando se cumplan las condiciones que cada uno establezca.
Dos de los temas que se trataron en varias sesiones fueron el del acceso abierto y el de Big Data, que han generado la "fiebre del oro de la edad de la información", según Cathy Marshall, de Microsoft Research. Marshall hizo una exposición de un proyecto de investigación sobre el análisis de grandes cantidades de datos de Twitter para demostrar la importancia que deberíamos darle al análisis, al tratamiento, depuración (curación) y visualización de los datos, así como para resaltar el rol que deben jugar los profesionales de la información en este área asegurando la validez, la confianza y las garantías de privacidad en el uso de estas grandes colecciones de datos.
Ahora disponemos de numerosos medios y aparatos para recolectar datos sobre nuestro entorno, nos movemos de un documento relativamente estático a uno más informacional1, así que hay que aprender cómo manipular y analizar datos: bases de datos, métricas, estadísticas, visualización, etc. Con tantos datos es necesario crear mejores formas de crear valor social en los servicios de información y bibliotecas.
Charles Lowry, de la Association of Research Libraries, habló sobre la importancia creciente de los materiales en acceso abierto y planteó la cuestión de qué deben hacer los profesionales para asegurar ese acceso abierto, y a la vez, ¿qué harán estos profesionales cuando esos materiales ya no estén en las estanterías de sus bibliotecas? Marshall Breeding resaltó la importancia sobre la necesidad de maximizar la apertura de contenidos, pero diseñando soluciones que permitan la existencia de modelos de negocio de los que dependen servicios importantes para que todos los entornos de información sean sostenibles.
La formación de los profesionales de la información y la importancia de la confianza
Anne Caputo, de Dow Jones & Company, señaló cinco grandes tendencias con las que deberíamos acostumbrarnos a convivir: laglobalización de los mercados, del comercio, de los viajes y de la información; el aumento de la competencia, de empresas que están lejos de nuestra localidad pero también de pequeñas empresas que aparecen casi de la nada o que incluso no parecían tener nada que ver con nuestro sector; la aparición continua de innovaciones y tecnologías disruptivas, que provocan cambios muy rápidos en las reglas de juego de cualquier sector; la desintermediación, en la búsqueda de información, en la adquisición de productos o servicios; y la existencia de mercados en dificultades.
En el panel de discusión de la sesión sobre la industria de la información se reconoció que los usuarios se han beneficiado de la desintermediación en la búsqueda de información pero al coste de tener saturación de información, puesto que nos hemos movido de una situación de escasez de información a una de abundancia de información. Las i-schools tienen la oportunidad de formar a expertos para ayudar a los clientes a hacer frente y a superar la sobrecarga de información. Y se destacó que no se trata sólo de recolección y recuperación de información, sino de la gestión de nuestros activos e identidades digitales y para eso es necesario formar a las comunidades, cada vez más diversas, cada vez más multiculturales.
Los ponentes se mostraron de acuerdo en que las tecnologías son simplemente un medio para llegar a un fin. Saber programar ayuda a encontrar el primer trabajo, pero no es una habilidad esencial para todos los graduados: resulta más importante saber evaluar las tecnologías, saber qué tecnología se puede utilizar en cada ocasión. No se trata de formar gente que gestione servidores, aseguren la seguridad de la red o sean ingenieros de software, sino que deben desarrollar servicios de valor añadido basados en las plataformas que existan en cada momento. Así identificaron varias habilidades necesarias para triunfar en este entorno tan cambiante: dominio de las TIC, conocimiento de los derechos de autor y de la propiedad intelectual, así como conocimiento y habilidades de algún dominio específico. No se trata tanto de conocer una tecnología en particular como de comprender cómo esa tecnología puede ayudar a conseguir lograr los objetivos de una organización o de un cliente.
Si bien no existió consenso sobre si la sobreabundancia de información es o no un problema, sí existió unanimidad casi total respecto a que la gente busca información y fuentes en la que poder confiar y en eso sí se reconoce hoy un problema: encontrar las fuentes y los recursos en los que confiar. Hay muchas formas de buscar confianza, una de ellas son los sistemas de recomendaciones: desde las redes sociales a los sistemas como los de Amazon. Los profesionales de la información deberían lograr ser vistos como una fuente de confianza, capaces de proporcionar recomendaciones fiables sobre conjuntos de datos (datasets), sobre trabajos publicados, y, en general, sobre fuentes de información. Los profesionales deben implicarse en todo el ciclo de producción de información, desde su creación hasta su preservación. Y eso significa que deben implicarse también en la administración de datos.
Igual que los cursos online o los Massive Open Online Courses (MOOCs) están modificando la forma de acceder a la enseñanza, cuando el conocimiento pueda ser accedido a través de las redes la diferenciación entre un proveedor comercial de conocimiento y una biblioteca será cada vez más borrosa. Las bibliotecas deben lograr ser reconocidas como la fuente fiable para un conocimiento específico de algo y lo lograrán mediante la federación con otras bibliotecas.

Outside in vs inside out
 
Dempsey, de OCLC, remarcó algunas tendencias estratégicas sobre las que hay que insistir: la búsqueda unificada, que los usuarios no tengan que ir a distintos entornos para realizar una búsqueda, que lo tengan todo en un sitio. Dempsey explicó que el descubrimiento de información por parte de los usuarios puede ocurrir en cualquier lugar, por eso es necesario configurar “resolvedores” con Google, con Mendeley o con PubMed. Y resultará especialmente importante cambiar el modelo outside-in, en el que se compran o adquieren licencias de materiales para hacerlos accesibles, por el modelo inside-out, que consiste en sacar de las bibliotecas las colecciones especiales, los preprints o los materiales de aprendizaje para que los descubran otros.
El vicepresidente de OCLC insistió también en la importancia de las redes sociales, ya que la gente es un punto importante de entrada a los espacios de información: los buscadores ordenan resultados en función de donde estamos o donde han hecho clic antes quiénes son detectados como nuestros amigos, hacemos clic porque lo vemos en las redes sociales de nuestros amigos, etc. Por eso, cuanto antes aprovechemos nuestro conocimiento sobre redes sociales, blogs, wikis y otras plataformas, antes podremos utilizar estos mecanismos para exponernos a información que ha sido tratada por otras personas de nuestra red e incrementar así nuestras bases de conocimiento. Si comprendemos sus contextos y pasiones podremos determinar cuándo sus recomendaciones son más fiables e incrementar nuestro retorno de atención aprovechando la información que nos recomiendan, y filtraremos mejor el conocimiento relevante.
Para Dempsey, muchos de los procesos de la biblioteca se externalizarán y/o se consorciarán: la gestión de las colecciones impresas, cuyos espacios se dedicarán a una mayor interacción entre los usuarios y entre los usuarios y los profesionales, más que a la interacción entre los usuarios y las colecciones; la selección de recursos; la adquisición de recursos o la preservación digital, que también se gestionarán de forma colaborativa o se externalizarán.
Y se seguirá produciendo la transición acelerada de lo impreso a lo digital, de lo comprado a lo licenciado para materiales outside-in. A cambio, los profesionales de la información tendrán que tener una mayor implicación con los procesos de aprendizaje y de investigación, un incremento en el apoyo a los ciclos de producción y uso del ciclo de vida de la información. Los profesionales tendrán que acostumbrarse a que hay que dar soporte, hay que dedicar mucho más tiempo a los usuarios que a las colecciones o a los productos.
El papel de las universidades
Las universidades seguirán marcando la pauta respecto a lo que hay que aprender y lo que hay que saber para que a alguien le reconozcan un título que demuestre su capacidad para hacer algo, pero las universidades no tendrán control sobre los medios y las estrategias para adquirir ese aprendizaje, que pasarán de lo institucional a lo personal. Las universidades jugarán un papel cercano al del agregador y validador del aprendizaje y los logros de los estudiantes. Más que clases serán “experiencias de aprendizaje” en donde cada alumno dispondrá de un Expediente Personal de Educación, construido en función de experiencias de aprendizaje formales e informales de muy distintas instituciones y de muy diversa naturaleza.
Los cursos se desempaquetarán, será todo más abierto y la flexibilización de las estrategias de aprendizaje, más basado en la adquisición de competencias que en la tiranía del crédito/hora, permitirá centrar más la atención en la evaluación de los resultados del aprendizaje que lleve a cabo cada cual. El aprendizaje será cada vez más social y quizás veamos salas de estudio virtuales, de profesores y alumnos, que podrán “ser parte” de la colección de la biblioteca digital, por lo que la biblioteca estará mucho más implicada en la creación y compartición de conocimiento.
La reputación y la credibilidad de las instituciones educativas estarán entonces más relacionadas con sus labores de asesoría, de agregación de cursos y, sobre todo, con el mercado de las credenciales de aprendizaje con los procesos validación de los logros de un estudiante. Esto requerirá un esfuerzo para las Escuelas de Información y Biblioteconomía (i-schools) que pasa por adoptar una postura emprendedora hacia la educación de los profesionales de la información que incluya, como hace ya la i-school de la Universidad de Syracuse, no solo formación sobre cómo crear empresas sino incluso creando empresas para, por y con los alumnos y profesores.
Para la mayor parte de los ponentes, los servicios esenciales en bibliotecas y archivos seguirán siéndolo en 2050: conectar contenidos y usuarios, conectar el conocimiento de unas personas con el de otras y organizar, proporcionar acceso, custodiar y preservar recursos de información intentando garantizar el acceso universal, la diversidad de pensamientos y la libertad intelectual. La biblioteca deberá seguir siendo el lugar en donde se ofrezcan respuestas a las necesidades de formación y de información de muchos usuarios. Pero, sobre todo, los profesionales deberán aprender a ser emprendedores, a crear valor, a implicarse mucho más con sus comunidades. Como dice Dempsey: “Librarians have to be able to tell good stories”.





terça-feira, 9 de julho de 2013

Cidades com mais livrarias são as que mais compram livros pela web

Cidades com mais livrarias são as que mais compram livros pela web

Os maiores compradores virtuais de livros no Brasil estão exatamente nas áreas mais abastecidas por lojas físicas –embora o comércio eletrônico seja sempre lembrado por especialistas em leitura como alternativa para áreas onde não há livrarias.

Das dez cidades que mais compram livros pela internet no país, nove estão na região Sudeste, segundo levantamento per capita realizado pela Livraria Saraiva, a maior do país, a pedido da Folha.

O levantamento cobriu todas as cidades brasileiras e considerou o período de junho de 2012 a maio de 2013.

A lista é liderada por Niterói (RJ), São Caetano do Sul (SP) e Vitória (ES), três municípios entre os 50 com o maior Produto Interno Bruto (PIB) do país e que têm, respectivamente, uma livraria para cada 21 mil, 19 mil e 18 mil habitantes –a média nacional é de uma livraria para 63 mil.

O ranking da venda específica de e-books acompanha a tendência, com Santana do Parnaíba (SP) liderando a lista seguida de Niterói, Florianópolis (SC), São Caetano do Sul e Vitória.

Na Saraiva, o e-commerce representa hoje 34% das vendas da rede, que tem 104 lojas físicas no país. Já na Cultura, o comércio via internet chega a 22% do total. Em ambas, a loja on-line é a que mais cresce em toda a rede.

Para livreiros que trabalham com venda pela internet, é nítida a diferença no comportamento dos consumidores em cidades onde as lojas físicas estão presentes.

“O e-commerce não é só conveniência para quem não tem acesso a outros canais. Sempre que abrimos loja numa cidade, aumenta a compra on-line local”, diz Sergio Herz, CEO da Livraria Cultura.

Fabiano dos Santos, subdiretor no centro de fomento à leitura na América Latina da Unesco, diz desconhecer estudos sobre o impacto das livrarias na formação do hábito de leitura, mas vê aí “boa agenda de investigação”.

“A livraria tem função social na democratização do acesso e na promoção da leitura. Todo livreiro é ou deve ser um mediador cultural.”

Para Eliana Yunes, diretora da Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio, os dados fazem pensar no limite da democratização da leitura permitida pela internet, até pelo fato de a inclusão digital também ser maior em áreas mais ricas.

“Quanto mais diversificados os canais de compra, melhor para a população. Mas quem não tem acesso a livrarias e bibliotecas dificilmente solucionará um déficit de leitura com o computador. A esses foi negado o aperitivo, o gosto de experimentar.”

NORDESTE

O Nordeste é a segunda região mais bem colocada na compra de livros on-line, embora seja a terceira região com mais livrarias, atrás do Sul.

Entre os 50 municípios que mais compram pelo site da Saraiva, na contagem per capita, 29 são do Sudeste, 11 do Nordeste, cinco do Sul, dois do Centro-Oeste, dois do Norte e um do Distrito Federal.

Na Saraiva e na Cultura, o Nordeste foi a região em que a compra on-line mais cresceu em 2012, acompanhando tendência de crescimento do PIB local (2,05% no primeiro trimestre) na comparação com o resto do país (1%). “O Nordeste foi uma opção federal em termos de investimento. Isso se reflete na compra de livros”, diz Frederico Indiani, diretor de compras da Saraiva.

A saída para o mercado editorial: tentativas, erros e aprendizados

A saída para o mercado editorial: tentativas, erros e aprendizados

Como leremos em 2020? Se parar para pensar, é um intervalo muito curto de tempo, mas a revolução digital não pretende respeitar os 500 anos nos quais predominou a indústria editorial. As práticas de leitura e o mercado já enfrentam profundas transformações às quais muitos podem não resistir. Para responder à pergunta inicial, o pesquisador Sílvio Meira, fundador do C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) palestrou durante o 4º Congresso Internacional do Livro Digital, que ocorreu entre os dias 13 e 14 de junho.

As possibilidades não deixaram muitas pessoas felizes. Após uma contextualização histórica – desde a conhecida revolução de Gutenberg até a leitura em modo “shuffle” da era do Twitter -, Sílvio Meira aponta para conclusões incertas: “nesse tipo de contexto, nessas novas plataformas, qual o futuro dos livros? Livros, eu acho, vão ser fluxos. Fluxos como conteúdo aumentado, compartilhado em rede como serviço”. Essa consideração, no entanto, implica em uma ampla contextualização.

A era que ele chamou de “parêntese de Gutenberg” agregou determinadas características ao livro, entre elas a grande sacada de transformá-lo em um produto e criar a indústria da informação. A composição original, a reprodutibilidade técnica, o surgimento e valorização da figura do autor, copyright, receptividade passiva da informação pelos consumidores, dentre outras. “Antes de Gutenberg, a gente tem um sistema baseado em recreação/recriação, que é criativo, coletivo, contextual, instável, baseado na performance. Dentro ou exatamente no meio de Gutenberg, nós temos o estável, o canônico, o individual, o original, o autônomo, o universo da composição. Depois de Gutenberg a gente tem um conjunto de coisas que não tem exatamente nome”, afirma.

E o que representa esse conjunto de coisas ainda sem nome ou características difíceis de mapear? “A gente faz sempre, a gente faz coisas e remistura, a gente toma coisas emprestadas, a gente reformata, a gente se apropria. Estamos vendo um universo que, no futuro, talvez seja chamado de percomposichange – um universo de performance, composição e mudança simultânea”, descreve. Tudo isso, pouco necessário lembrar, é um tiro fatal na atual visão de copyright das editoras, livrarias, agentes e autores.

Práticas de leitura

De acordo com Sílvio Meira, a leitura está se tornando cada vez mais fragmentada e menos canônica. Para exemplificar, ele citou o livro “O manuscrito encontrado em Accra”, de Paulo Coelho. “Certamente não é uma composição. É um conjunto articulado de citações, uma espécie de indexador da literatura universal”, analisa. Isso colocaria a obra em cima do parêntese citado anteriormente, na borda entre a ruptura entre a indústria editorial e o universo do “percomposichange”.

Mas essa não é o único sentido no qual a leitura irá ser impactada – talvez seja o menos significativo. Os leitores já participam ativamente do processo, de modo que o “Livro” é cada vez menos um produto final a ser entregue em uma embalagem e mais uma espécie de serviço com muitos outros valores e ferramentas agregados. E não é apenas isso: o livro, a partir de agora, deve ser visto como um elemento integrado à World Wide Web.

Ecossistema de leitura

“A rede como um todo é uma plataforma de compatibilidade. É uma infraestrutura, um conjunto de serviços em cima dessa infraestrutura e um conjunto de aplicações em cima desse serviço. Livros fazem parte de um conjunto articulado de sistemas e, como conteúdo, dependem dessas plataformas de compatibilidade ao redor. A plataforma móvel, digital, conectada e programável é muito mais eficaz, muito mais leve, muito mais eficiente, muito mais barata do que a plataforma física”, explica Sílvio Meira.

“Isso vai mudar exatamente o que a gente vai entender como ‘Livro’ no futuro próximo. Escrita, propriedade do material, distribuição, leitura, replicação e preservação vão mudar porque a plataforma de compatibilidade já está mudando”, alerta.

O que sobra para os profissionais?

A resposta para quem trabalha na indústria do livro é profética, mas não muito animadora. E pode ser resumida em uma sigla: TEA (tentativas, erros e aprendizado). Esqueça os acertos. Quanto mais as editoras, livrarias, autores e até bibliotecários errarem, mais tempo terão para aprender a como não agir nessa nova dinâmica do livro digital. E mais tempo terão para se recuperar diante dos seus concorrentes. “Quem não tentar agora para errar muito, acertar pouco e aprender rápido para um futuro próximo, talvez não esteja no mercado no cenário de curto prazo”, considera.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Conheça os livros preferidos por crianças de escolas paulistas

Conheça os livros preferidos por crianças de escolas paulistas

Juntas, 12 escolas estaduais emprestaram mais de 43 mil livros durante um ano


Tem livro que vira clássico entre crianças e adolescentes, como a saga dos "Karas", turma criada por Pedro Bandeira. Escritos nos anos 80, os textos até hoje fazem tanto sucesso que são alguns dos mais procurados por alunos de escolas paulistas.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo fez uma pesquisa em 12 escolas públicas para saber quais os livros mais requisitados pelos alunos nas bibliotecas. Juntos, estes colégios emprestaram mais de 43 mil livros durante um ano.
Se fossem enfileirados e todos tivessem 20cm de comprimento (o tamanho médio de um livro), os volumes formariam uma fila de quase 10km de extensão. Isso dá no mesmo que 110 campos de futebol de tamanho oficial ou ainda uma fila com mais de 2.600 carros!
Entre todos estes empréstimos alguns se destacam como os preferidos. O UOL Crianças teve acesso a esta lista com exclusividade.
Mais disputados
• Top 3 entre estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental: "A Bolsa Amarela", de Lygia Bojunga; a coleção "Diário de um Banana", de Jeff Kiney; e "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry.
• Top 3 entre alunos do ensino médio e do 6º ao 9º ano do ensino fundamental: "A Menina Que Roubava Livros", de Markus Zusak; "Robinson Crusoé", de Daniel Defoe; e a saga "Harry Potter", de J. K. Rowling.
• Outros sucessos nas escolas: "A Marca de uma Lágrima", "A Droga da Obediência" e "A Droga do Amor", todos de Pedro Bandeira, e "Capitães da Areia", de Jorge Amado.
Entre as 12 instituições de ensino ouvidas na pesquisa, a escola Saturnino Leon Arroyo, que fica em Fernandópolis (a 555 km de São Paulo), teve o maior número de empréstimos. Foram 7.690 em um ano. O segundo lugar fica para a escola Professor Helio Nehring, de Piracicaba (SP), com 7.500 livros cedidos.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Livros on-line

Livros da Nora Roberts e outros  - baixar - fazer downloads

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