sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

RDA EM UM BREVE PANORAMA PESSOAL – PARTE I (III)

RDA EM UM BREVE PANORAMA PESSOAL – PARTE I (III)

[Dezembro/2013]

No mês de novembro de 2013, tive a oportunidade de participar de encontro para explanar sobre a RDA (Recursos: Descrição e Acesso). Foi uma apresentação panorâmica sobre o tema, entretanto, segundo os promotores, o público não gostou por ter sido muito longa e pouco atrativa. Assim, introduzo este preâmbulo até para preparar o leitor diante do texto baseado na mencionada explanação. Que ao menos na forma de texto possa estar mais palatável. Outro aspecto refere-se ao fato de que falar sobre catalogação, na atualidade, é discorrer sobre várias mudanças pouco assimiláveis em um primeiro momento. Mudanças que se sobrepõem ao reconfigurar de forma contínua o ambiente bibliográfico. A impressão é de certa instabilidade na consolidação de determinados padrões apresentados como atuais ou, até mesmo, assegurar a consistência dos tradicionais. Tudo porque o universo digital se expande.

Há alguns poucos anos atrás, no século 20, a comunidade bibliotecária norte-americana desenvolvia um formato para o intercâmbio de seus registros bibliográficos. Neste acontecimento, o catálogo bibliográfico impresso estava muito presente entre os bibliotecários e os seus usuários. Enquanto o formato era projetado e aplicado, o mundo claramente estava delimitado em fronteiras geográficas políticas, culturais e informacionais.

Na atualidade, entre o trabalho do bibliotecário e os seus usuários, há a tecnologia como ferramental transformador, e que potencializa os processos e produtos de informação. São mudanças que fragmentam o mundo nos seus limites fronteiriços da cultura e da informação registrada. Um cenário no qual o comportamento das pessoas também é moldado pelo uso tecnológico.

Se antes a informação bibliográfica era visualizada e acessada por meio de uma cartela opaca de 7 x 12,5, agora ela é lida em telas de displays coloridos com tamanhos variados. Uma janela pela qual as pessoas conectam-se com a informação do mundo. Um mundo no qual as pessoas se ligam às outras. A web, hoje, é o espaço onde não basta a biblioteca simplesmente estar, ela precisa ter serviços, produtos e políticas da web.

É neste cenário no qual o universo bibliográfico se expande não só em livros mas, segundo Tillet (2008), um universo que se desdobra em muitas galáxias e mundos de conteúdo. A internet não é sentença de morte da biblioteconomia, ao contrário há um potencial inexplorado para o trabalho bibliotecário e, neste aspecto, é importante readequar nossos métodos, desenvolver outros novos para melhor navegar na galáxia da informação extrema.

Como os conteúdos ganham novas configurações de acesso e uso, outro impacto das mudanças é determinante para a catalogação (como já mencionado), ainda mais com a fragmentação da informação na web. Se antes os padrões bibliográficos tradicionais trocavam blocos de registros, a nova norma catalográfica – RDA – orienta-se ao ambiente digital, para relação dos dados bibliográficos, emerge então o conceito dos dados ligados (linked data).

Mas por que a RDA? Porque é um novo padrão necessário para descrever recursos digitais e melhor prover sua descoberta; é aplicável até mesmo em processo de catalogação tradicional, apesar de substituir o AACR2r; é orientado aos usuários (da web); oferece vocabulário controlado mais específico; permite que as máquinas manipulem mais dados bibliográficos; identifica elementos para descrever inter-relacionamentos; detalha no registro as edições, traduções, formato alternativo e o criador; determina regras para o controle de autoridade melhorando os pontos de acesso; fornece estrutura semântica para o esquema conceitual do FRBR (Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos) e FRAD (Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade), entre outros aspectos que a justificam.

Além dos motivos listados há as limitações da AACR2, uma norma concebida no contexto dos catálogos em fichas, e cujas regras mostram-se inadequadas à descrição de novos tipos de recursos, em especial os recursos eletrônicos inseridos no ambiente digital. A AACR2 como concebida, por si só, não permite servir de ponte entre o ambiente analógico e o digital, precisou ser reconfigurada.

Assim, as mudanças na área catalográfica não renegam o legado passado que substitui. A RDA se constrói com bases nos alicerces da AACR2. Preserva a compatibilidade com os dados herdados dos registros AACR2, bem como os dados bibliográficos em RDA podem ser codificados no mesmo padrão MARC 21 utilizado pela AACR2. Como observa Olivier (2011), há preocupação com a necessidade de a norma servir de ponte entre ambientes (de outrora e do futuro) e que nem todas as bibliotecas seguirão no mesmo ritmo a caminho dos novos ambientes digitais.

Para o catalogador a substituição de uma norma por outra traz mudanças terminológicas, a saber:

§  Designação Geral do Material (DGM) da AACR2 não é usada na RDA que adota tipo de mídia, de suporte e de conteúdo. 
§  Cabeçalho agora é ponto de acesso.
§  Remissa VER agora é ponto de acesso variante.
§  Título Uniforme agora é título preferido para obra.
§  Quando o título preferido está vinculado com o criador da obra, temos um ponto de acesso preferido para a obra.
§  Descrição Física agora é descrição do suporte, diferente do termo tipo de suporte que substitui o antigo DGM.

Novos termos também se agregam ao vocabulário e práticas do catalogador, como: entities(entidades); attributes (atributos); relationships (relacionamentos); data elements (elementos de dados); core elements (elementos essenciais); linked data (dados ligados); além dos modelos FRBR e FRAD, entre outras terminologias relacionadas à web semântica, e em sua maioria oriundas da computação.

Apesar da oficialização e promoção da RDA, existem críticas à norma, desde a sua intenção que vai longe demais, como a de pretender servir várias comunidades ligadas à organização da informação; bem como a outras intenções que não avançam, como a falta de definição de capítulos do próprio documento normativos, ainda incompleto.

Agregam-se também preocupações sobre o custo/benefício de adesão ao uso do código, em especial ao seu modelo de negócio de comercialização do acesso e uso. Neste sentido, há preocupação sobre como a RDA impacta os fluxos de trabalho das bibliotecas, aliada às questões de treinamento e aprendizagem. Se nos Estados Unidos as bibliotecas têm uma realidade econômica melhor definida, no Brasil a realidade é oposta, notadamente as bibliotecas do segmento público.

A RDA a exemplo da AACR2, se consolida como documento oficial e institucional. É desenvolvida pelo Joint Steering Committee (JSC) for Development of RDA, com representantes das seguintes entidades bibliotecárias:

§  Chartered Institute of Library and Information Professionals (CILIP),

A supervisão principal do projeto da RDA é realizada pelo Committee of Principals (CoP). O comitê é composto pela representação das seguintes entidades:

§  American Library Association,
§  Chartered Institute of Library and Information Professionals (CILIP),
§  Library of Congress,
§  British Library,

A RDA é um modelo de negócio, assim as entidades co-editoras fornecem suporte financeiro e de produção para a norma, e desta fazem parte:

§  American Library Association,
§  Canadian Library Association,
§  CILIP, whose publishing imprint is Facet Publishing (www.facetpublishing.co.uk).

A estrutura operacional de desenvolvimento da RDA, apesar de ter característica anglo-saxã, exemplificada por dois pontos: a importância das entidades de representação profissional, e a institucionalização do processo organizativo e deliberativo das políticas de organização e representação bibliográfica.

No Brasil, carecemos de uma estrutura mais integrada de nossas entidades representativas e agências bibliográficas de maior estrutura financeira. Imagine se as entidades como FEBAB,Biblioteca NacionalIBICTABECINCFB, as bibliotecas centrais das grandes universidades e as maiores bibliotecas públicas brasileiras, e cursos de biblioteconomia, além de agências de fomento firmassem um protocolo para a constituição de um comitê nacional de catalogação. Será que não teríamos um salto qualitativo de padrão bibliográfico no país? Será que não sairíamos da idade da ficha lascada em definitivo? Pode ser que sim ou não, o Brasil é muito desigual, mas certamente todos teríamos postura muito diferente para mudar e assimilar as mudanças. No mínimo um nova estrutura para o Bibliodata.

A este processo podem ser agregadas outras entidades da área, bem como de área congênere, da mesma forma que a RDA interage com outras comunidades como:

§  Museus,
§  Arquivos,
§  Editores,
§  Educadores,
§  Fornecedores de Software para Gestão de Bibliotecas,
§  Dublin Core – Metadados,
§  Outras Comunidades de web semântica.

Das comunidades listadas, é interessante ressaltar:

O Dublin Core e outras comunidades da web semântica, cuja colaboração visa comparar os modelos conceituais e padrões usados por cada uma delas. A Library of Congress Network Development Office & MARC Standards Office cujo envolvimento visa para garantir a compatibilidade do RDA com o MARC 21. E a comunidade editorial, que desenvolve uma lista terminológica, baseada no padrão ONIX orientado para uso das comunidades de bibliotecas e editoração, entre outras.

Como frisado, a RDA é um modelo de negócio com uma operação comercial diferente do modelo anterior da AACR2. Não se faz crítica ao certo ou errado, é um processo de sustentação da estrutura que mantém a norma. Mas para a realidade brasileira há um problema de condição financeira para grande parte das bibliotecas. Apesar de haver edições impressas, a melhor operação de consulta é on-line, e nesta forma a assinatura anual individual está fixada em US$195, já a institucional tem o custo de US$325, enquanto grupos de 5 usuários têm valor de US$435. Outra questão é que diferente da AACR2r com tradução literal, a tradução da RDA deveria ser contextualizada à realidade brasileira.

Figura 01 – Exemplo de tela de consulta da RDA on-line



A figura 01 ilustra a consulta à RDA por acesso on-line, o que dá uma ideia da sua flexibilidade e processo de atualização. Outro aspecto, refere-se a necessidade de atualização do catalogador. A RDA se estrutura sob uma base teórica e para a sua aplicação é necessário compreender alguns conceitos. Esses são construídos sobre modelos conceituais, desenvolvidos pela Federação Internacional de Associações de Bibliotecas e Instituições (IFLA), a saber:

§  Requisitos Funcionais para Dados Bibliográficos (Functional Requirements for Bibliographic Data – FRBR - 1998), e
§  Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade (Functional Requirements for Authority Data – FRAD - 2009).
§  Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade Assunto (Functional Requirements for Subject Authority Data – FRSAD)

FRBR e FRAD identificam as relações que uma obra pode ter com seu criador, e suas relações com quaisquer traduções, interpretações, adaptações ou formatos físicos dessa mesma obra e o controle dos pontos de acessos preferidos.  FRSAD trata da representação temática, com a escolha do ponto de acesso preferido para o assunto.

Ainda relacionado com o entendimento operacional da RDA, importante conhecer a AACR2, pois novos elementos são apresentados ou termos pouco claros no código anterior são agora reapresentados. Neste sentido são listados dentre outros:

§  Características do arquivo (recursos digitais),
§  Formato de vídeo,
§  Informação sobre custódia (recursos arquivísticos),
§  Características Braille dos recursos descritos,
§  URLs (Uniform Resource Locator/Localizador-Padrão de Recursos),
§  Identificadores de entidades (pessoas, corporações, obras), e
§  Idioma das pessoas, etc.

Ademais, a RDA não prescreve nenhum tipo de apresentação (bibliotecas podem usar a ISBD). O apêndice D da RDA estabelece diretrizes da ISBD, incluindo novas práticas não seguidas na AACR2r. O estilo de pontuação AACR2r (apêndice E) utilizado para apresentar os pontos de acesso por nomes.

Como a RDA, que não prescreve nenhum tipo de apresentação dos registros, os catalogadores podem incluir qualquer elemento adicional que seja necessário (em certos casos) para diferenciar recursos identificados com suportes e/ou informações assemelhadas. Também podem incluir outros elementos que, em sua opinião sejam necessários.

Em conformidade com a FRBR, a regra RDA 0.6.1 estipula que no mínimo, um registro que descreva um recurso deve incluir elementos essenciais aplicáveis para esse recurso. A descrição também deve incluir elementos adicionais necessários para diferenciar o recurso de qualquer outro semelhante.

A regra 0.6.2 - Seção 1: Registrando Atributos da Manifestação e o Item, lista os elementos essenciais:

§  Título
§  Indicação de Responsabilidade.
§  Indicação da Edição e Responsável edição
§  Numeração da Série
§  Indicação de Produção
§  Indicação de Publicação
§  Indicação de Distribuição
§  Indicação de Manufatura
§  Data de Publicação/Produção/Fabricação; Data de Copyright
§  Indicação de Série
§  Identificador para manifestação
§  Tipo de Suporte

Recomendações da FRBR e da RDA aparentemente sugerem que catalogadores busquem especificidade e diferenciação ao invés de generalização ao descrever um recurso.

Indicações de leitura:

Chris Oliver. Introdução à RDA : um guia básico. Brasília, DF : Briquet de Lemos / Livros, 2011.

Barbara Tillett. Cataloging principles and RDA: Resource description and access. The FRBR Blog, 2008. Disponível em: http://www.frbr.org/2008/07/16/barbara-tillett-rda-webcasts.
 Sobre Fernando Modesto
Bibliotecário e Mestre pela PUC-Campinas, Doutor em Comunicações pela ECA/USP e Professor do departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP.

Entre em contato com Fernando Modesto, clicando AQUI.http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=804

NOVAS TECNOLOGIAS PARA COMUNICAÇÃO VISUAL: A INFORMAÇÃO EMPRESARIAL QUE É UM SHOW

NOVAS TECNOLOGIAS PARA COMUNICAÇÃO VISUAL: A INFORMAÇÃO EMPRESARIAL QUE É UM SHOW

[Janeiro/2014]

É inegável a dimensão hoje alcançada pelas tecnologias de informação e comunicação, especialmente as voltadas a divulgação de marcas e produtos. Os tradicionais outdoors, painéis e todas as demais formas de publicidade já não chamam tanto a atenção de consumidores que são cada vez mais ávidos por novidades, sobretudo as do campo tecnológico. A interação cada vez maior das pessoas com o mundo digital, as novas redes sociais e sua velocidade interativa, além da multiplicidade de ferramentas de acesso a informação de forma virtual aumentam a necessidade das empresas de criarem soluções inovadoras e, sobretudo, soluções criativas para que seus consumidores literalmente encham os olhos e construam em suas mentes a imagem de uma empresa.

A imagem de uma empresa pode ser considerada como sendo a sua identidade visual e é um dos fatores que definem a decisão de compra de um produto ou serviço. Nós consumidores sabemos que a forma como uma marca ou produto é apresentada pode ficar eternamente gravada em nossa mente. Desse modo, a criatividade na hora de desenvolver os elementos dessa apresentação vem sendo colocada como um dos principais quesitos pelas áreas de publicidade empresarial.

Imagine-se indo a um supermercado para uma simples compra na semana do Natal e ao chegar lá, ao invés da tradicional fachada o que você vê é um show de imagens com papais noéis gigantes entrando em chaminés, presentes saindo por janelas que até ontem não existiam ali, paisagens com neve, tudo isso em proporções imensas que te fazem se sentir uma criança novamente. Ou então, imagine que você está em um evento corporativo e em meio ao jantar as paredes parecem se moverem com a projeção de imagens incríveis e em segundos toda a história dessa empresa passa a ser apresentada, fazendo com que os convidados sintam-se como se estivessem em um outro mundo. Ou ainda, imagine-se em uma feira de negócios com expositores de grandes empresas e em um dos stands todas as informações e imagens dos produtos parecem interagir com você, como se fossem os produtos reais e como se pudessem ser tocados e movimentados. O que você acha também, de presenciar todo um prédio empresarial embrulhado com fitas de presente que se desfazem e refazem laços gigantescos, ou com cascatas de água caindo pela janela e sua marca sendo projetada sob todas as formas e cores possíveis? Ou quem sabe, em uma noite dessas, você passando por uma rua e de repente um outdoor que parecia ser apenas mais um pela cidade, começa a ter as suas imagens e informações que divulgam uma empresa se movendo como se fosse uma tela de TV gigante?

Difícil imaginar? Mas isso é possível! Trata-se da mais nova ferramenta capaz de gerir informações empresariais com foco publicitário e que vem sendo empregada nos projetos de comunicação visual em grandes empresas brasileiras. Recentemente as empresas passaram a voltar seu olhar para uma nova possibilidade de apresentação de suas marcas e produtos de forma mais interativa, altamente visual e com características que podem ser consideradas como um grande show de imagens e disseminação da informação empresarial. Todas essas possibilidades podem ser alcançadas com o uso de ferramentas como a projeção mapeada, holografia, realidade aumentada, entre outras ferramentas de gestão da informação visual para publicidade.

Entre as que mais chamam a atenção dos públicos está a Projeção Mapeada que, de acordo com NOVA3D (2013) “é a tecnologia que permite o mapeamento de imagens em 3D possibilitando que estas imagens sejam projetadas de forma perfeita sobre superfícies complexas como prédios, casas, carros, máquinas e até mesmo em produtos.” Essas novas tecnologias permitem o mapeamento das superfícies, desde uma parede lisa até prédios com janelas e sacadas, com a finalidade de projetar imagens, textos, figuras e informações diversas que possam atrair o olhar dos consumidores ao criar uma espécie de ilusão ótica. Ainda de acordo com NOVA3D (2013), os resultados dessa ferramenta superam qualquer estratégia de comunicação visual, considerando que são capazes de criar efeitos que prendem a atenção do público, levar as informações fundamentais para as tomadas de decisões utilizando elementos que se assemelham a um verdadeiro show, a chamada “mídia espetáculo”. “Campanhas publicitárias, shows, desfiles e espetáculos de teatro ficam mais ricos com essa tecnologia.”

Definitivamente, estamos em um momento em que a gestão estratégica da informação também pode ser utilizada como forma de sustentação das estratégias de marketing. Criar soluções inovadoras, empregar modernos recursos visuais, utilizar estratégias que contemplem novidades tecnológicas aliadas às informações relativas aos negócios das empresas é a forma mais criativa de atrair os públicos de interesse.

A gestão estratégica da informação não se limita as rotinas internas da empresa relativas aos fazeres produtivos, nem a elementos de comunicação tradicionais internos ou externos. A gestão estratégica da informação pode e deve acompanhar o desenvolvimento das novas tecnologias de informação e comunicação voltadas ao marketing, buscando atingir ao público de modo que a identidade visual da empresa seja construída e não seja esquecida. Para isso, nada melhor do que levar até o público uma informação empresarial que é um show!

Referências:
NOVA3D Tecnologias. O que é projeção mapeada. 2013. Disponível em: <http://www.nova3d.com.br/#!projecao-mapeada.html> Acesso em: 02 jan. 2014.

Mais informações em:
http://www.youtube.com/user/EstudioOctans
http://nova3d.com.br/blog/
Elaine Cristina Lopes
Mestre e Doutoranda em Ciência da Informação pela UNESP/Marília. Docente substituto nos cursos de Biblioteconomia e Arquivologia na UNESP/Marília. Docente em cursos de especialização nas áreas de governança corporativa, gestão do conhecimento e mercado de capitais.

Entre em contato com Elaine Cristina Lopes, clicando AQUI.http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=807

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Quem manda é a produtividade!

Dia Nacional do Lewitor

A Biblioteconomia no futuro

A Biblioteconomia no futuro

A necessidade de ocupar espaçoshttp://biblioo.info/a-biblioteconomia-no-futuro/

Publicado em 23 dez, 2013 | por Jonathas Carvalho
Algumas obras, especialmente livros e artigos, foram escritos sobre a História da Biblioteconomia no Brasil. Umas mais descritivas, outras mais críticas e ainda outras mesclando as duas realidades como é possível observar nos livros de Rubens Borba de Morais (Livros e Bibliotecas no Brasil Colonial); Francisco das Chagas de Souza (O ensino de Biblioteconomia no contexto brasileiro); Edson Nery da Fonseca (Introdução à Biblioteconomia); César Augusto Castro (História da Biblioteconomia brasileira); Mariza Russo (Fundamentos da Biblioteconomia e Ciência da Informação); Jonathas Carvalho (Uma análise sobre a identidade da Biblioteconomia: perspectivas históricas e objeto de estudo), entre outros.
Toda área do conhecimento que se preze deve construir sua fundamentação histórica pautada na consistência de seus devires (acadêmico, profissional e político-institucional). Porém, quando falamos em História, estamos muito pautados na breve percepção isolada sobre o passado, mas muitos podem perguntar: mas a História não trata precisamente de falar sobre o passado? De fato, esta é uma percepção muito reducionista e instaura um espectro de limitação e conformidade histórica. Em tese, a História trata das múltiplas perspectivas para contextualizar as dimensões entre passado e presente (e também presente e passado, já que condições históricas do tempo presente podem revelar muitas questões do passado) buscando estabelecer previsões para o futuro (concepções preditivas).
Será que um dos grandes desafios (e também talvez dificuldades) da Biblioteconomia é estabelecer uma contextualização temporal (passado, presente e perspectivas para o futuro) em termos acadêmicos, pragmáticos (atuação profissional) e de representação político-institucional? Como as questões são muito amplas e exigem um espaço maior de reflexão, focalizo a reflexão sobre os aspectos de atuação profissional da Biblioteconomia.
Durante sua trajetória profissional, a Biblioteconomia foi construindo/agregando valores e técnicas que vão desde as práticas de organização e tratamento, passando por dinâmicas de acervo, uso de fontes, serviços e gestão, assim como atividades envolvendo tecnologias de informação. Para todos os efeitos, em uma percepção preliminar, todas essas atividades estão correlacionadas e fazem parte do que podemos chamar de prática biblioteconômica holística, já que envolve um totalizador de ação profissional.
Porém, a grande questão é: como correlacionar esse fazer profissional no processo de atuação das bibliotecas? Considerando a amplitude da questão, pontuo dois fatores essenciais que compõem o fazer profissional:
a)      o primeiro indica um contexto interno referente aos conteúdos desenvolvidos na formação acadêmica (incluindo graduações, especializações, mestrado, doutorado, cursos de qualificação, eventos etc.) e sua apropriação pelos bibliotecários;
b)      o segundo é de contexto externo (complementar ao primeiro), sendo norteado pelo nível de autonomia que o profissional possui para atuar, conforme os desideratos da cultura organizacional e pela necessidade de ocupação de novos espaços.
Quanto ao primeiro fator, não é de hoje que acompanhamos diversas manifestações em torno das reformulações curriculares nos cursos de graduação em Biblioteconomia, incluindo seus “generalismos” (por um lado apresenta conteúdos múltiplos e, por outro, com dificuldades de aplicação no mercado), além da falta de elementos para qualificação profissional, especialmente no que tange a especializações e pós-graduações stricto sensu.
Em termos emergenciais é premente o deliberado incentivo à qualificação continuada de bibliotecários promovida por universidades, associações, conselhos e sindicatos em questões cotidianas do fazer profissional como gestão da informação em bibliotecas (individual ou de tipos diversos), tecnologias aplicadas a bibliotecas, dinamização de acervos, mediação da informação em bibliotecas, uso de fontes de informação gerais e especializadas; físicas e digitais etc. em caráter presencial ou EaD. Essa qualificação deve fazer parte do cotidiano de estudantes e profissionais a fim de fortalecer o viés aplicativo da profissão.
Ademais, é pertinente que alunos e professores modifiquem suas percepções no tocante as formas de aprendizagem e aplicação profissional. Escuto de forma constante dos alunos a seguinte frase: “professor, o conteúdo que vejo aqui no Curso não me permite aplicar no mercado porque ambas as realidades (curso e mercado) são diferentes”. E prontamente minha resposta é: “a diferença significativa é que no Curso professores e alunos estão ‘blindados’, de modo que escolhem como, com quem, quando e onde querem trabalhar (sim, estudo também deve ser considerado como trabalho para ampliar essa percepção reducionista que temos), mas no mercado essas escolhas não são possíveis em virtude de que não há mais essa blindagem, já que os profissionais estão sujeitos a lidar com os interesses das organizações que comumente possuem uma visão limitada da atuação do bibliotecário”.
Por isso, é fundamental, além do processo constante de qualificação, que bibliotecários possuam seuportfólio (projeto registrado física e juridicamente de intenções e propostas de atuação) a fim de que possa apresentar a organização nas seleções ou no ato da contratação e dialogar sobre formas de aplicação. Neste documento é crucial o bibliotecário mostrar duas questões gerais: primeiramente, diversas qualidades de aplicação profissional e, segundo, formas de atuar nas demandas específicas da organização (o profissional precisa demonstrar visão aguçada sobre o ambiente de trabalho desde o início do processo de atuação por meio de observações, análises da estrutura administrativa e dos serviços da organização de uma forma geral). Não há garantias, mas estabelece um respeito prévio do profissional perante a organização contratante mostrando que o bibliotecário é um profissional com atividades especializadas produzidas em sua formação em caráter permanente.
No que tange ao segundo fator, eis que nos deparamos com uma realidade mais complexa. Historicamente, a profissão de bibliotecário é reconhecida por indicar vários espaços potenciais de atuação, mas que não são ocupados na prática. Um exemplo categórico são as bibliotecas escolares que podem produzir novos campos de atuação e novas possibilidades de aplicação profissional (a inserção efetiva da Biblioteconomia no campo da educação básica). Um exemplo mais concreto da biblioteca escolar é quando me fazem a seguinte pergunta: “você considera o bibliotecário um educador?” E minha resposta é: “potencialmente, sim, mas como considerar concretamente se a amplíssima maioria das bibliotecas escolares sequer possui um bibliotecário?”.
Neste sentido é que acredito que o reconhecimento da Biblioteconomia perpassa inexoravelmente pela ocupação dos espaços. Embora a profissão tenha apresentado uma crescente ocupação de espaços, principalmente a partir de concursos públicos e bibliotecas universitárias, observo que há uma possibilidade muito mais ampla de espaços, como na biblioteca escolar, órgãos públicos de cunho jurídico, executivo e legislativo. Qualquer profissão que não ocupa seus espaços em sua plenitude (ou próximo disso) dificilmente terá condições de concretizar suas potencialidades estratégicas, por um lado, profissionais, acadêmicas e humanas e, por outro, pedagógicas, gerenciais, técnicas.
Penso que a Biblioteconomia (neste caso o pensamento coletivo de órgãos de classe, professores, profissionais e estudantes) deve ter como grande marco para o futuro profissional, a formalização de processos sobre a ocupação de espaços (quais espaços são passíveis de ocupação, como reivindicar e propor a ocupação dos espaços, seja de caráter público, seja de caráter privado e como projetar um papel profícuo em termos de atuação profissional nesses espaços).
Em síntese, é preciso discutir, analisar, avaliar, promover, propor questões para o futuro profissional da área. Este é um papel meu, seu e dos representantes acadêmicos e político-institucionais da área. O reconhecimento futuro da Biblioteconomia perpassa pelo nosso processo de mobilização e atuação. Algumas conquistas já se efetivaram (ampliação do mercado, redimensionamento da atuação profissional e acadêmica, entre outras), mas ainda é preciso avançar muito mais redimensionando o papel político da Biblioteconomia e esta luta é coletiva.
E viva o futuro da biblioteconomia!!! Que seja simultaneamente ardoroso pelo valor da luta e prazeroso pelas conquistas!!!

Sobre o Autor

Jonathas Carvalho é professor do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Ceará - Campus Cariri. Mestre em Ciência da Informação pela UFPB. Doutorando em Ciência da Informação pela UFBA. Atua nos seguintes segmentos: epistemologia e pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da Informação; mediação e estudos de usuários da informação; bibliotecas escolares, comunitárias e públicas; fundamentos sociais, políticos, éticos e profissionais aplicadas a Biblioteconomia.

Internet das Coisas

Moisés de Oliveira Cassanti Cassanti - Internet das Coisas e as botnet - imgem destaque

O fantástico mundo do Jetsons e os infortúnios dessa nova realidade

Você já deve ter ouvido fala na tal da Internet das Coisas. Se não, é bom começar a se informar, pois este conceito está cada vez mais ganhando corpo no nosso cotidiano. O que é a Internet das Coisas? É uma revolução tecnológica que tem como objetivo estabelecer uma interação entre objetos inteligentes por meio da Internet. É, resumidamente, a possibilidade de comunicação entre objetos – enviando e recebendo dados e informações com o intuito de facilitar a vida das pessoas.
Esse sistema estabelece conexões entre a Internet e diversos objetos, como automóveis, eletrodomésticos, celulares e outros aparelhos móveis. Em tese, a internet das coisas é um ambiente inteligente, responsável por realizar tarefas do nosso cotidiano – como verificar o que há em sua geladeira, fazer uma lista de itens faltantes, acessar o site do supermercado e fazer as compras por você.
Vivendo como nos Jetsons!
Em casa: Como no famoso desenho da década de 1960, objetos dentro de casas inteligentes falarão entre si para facilitar atividades diárias: o despertador avisará a cafeteira que a pessoa está prestes a acordar e que se deve começar o preparo do café. Enquanto isso a geladeira cria uma notificação de que está na hora de fazer as compras e o despertador avisa o usuário de suas tarefas do dia antes mesmo de levantar da cama.
Na rua: Sensores de ré, velocidade e distância, faróis automáticos e outras tecnologias já estão presentes em alguns automóveis. A Internet das Coisas, no entanto, pretende normalizar carros independentes, que dirijam sozinhos, criem rotas alternativas e façam a previsão do tempo de viagem, por exemplo.
No trabalho: Ao invés de teleconferências, a evolução da computação possibilitará a criação de hologramas para estabelecer reuniões à distância.
Durante as compras: Eletrodomésticos da cozinha, por exemplo, poderão identificar a falta de algum alimento e realizar a compra em um supermercado. Você poderá passar em um drive-thru e apenas recolher os produtos.
Mas e no aspecto segurança na Internet, devemos nos preocupar?
A consequência é que, se queremos viver em um mundo que usa as portas abertas e passagens da Internet para facilitar a vida, sempre haverá certa quantidade de pessoas lá fora que querem explorá-la pelas razões erradas. Apesar das vantagens que e estes dispositivos nos proporcionam, eles também tornaram-se os principais candidatos para atacantes e ativistas que buscam comprometer seu poder e transformá-los em botnets ou plataformas maliciosas similares utilizadas para distribuir ataques (DDoS).
Qual o Motivo? Simples: distribuir ataques via dispositivos inteligentes não tripulados torna mais difícil de rastrear.
Mas o que é uma Botnet mesmo?
O termo bot é uma abreviatura de robô. Os criminosos distribuem software malicioso (também conhecido como malware) que pode transformar o seu computador (ou seu aparelho inteligente) num bot (robô) (também chamado zombie). Quando isso acontece, ele pode executar tarefas automatizadas através da Internet, sem o seu conhecimento.
Os criminosos utilizam normalmente bots para infectar um grande número de computadores. Estes computadores formam uma rede ou uma Botnet. Os criminosos utilizam as botnets para enviar mensagens de spam, disseminar vírus, atacar computadores e servidores e cometer outros tipos de crimes e fraudes. Se o seu computador fizer parte de uma botnet ele pode estar ajudando os criminosos.

Entendendo o que é um ataque DDoS
Por mais complicado que pareça, é tudo bem simples. O conhecido popularmente como ataque de negação de serviço, ou simplesmente DDoS (Denial of Service, na sigla em inglês) usado para derrubar grandes sites. Simplificando, um ataque DDoS é capaz de ser direcionado a qualquer dispositivo que tenha algum nível de conectividade com a Internet.
Por meio de um comando que parte de uma ou várias máquinas mestres, o atacante ordena que as máquinas zumbis acessem um endereço específico na mesma data e horário. Esse servidor pode ser responsável por diferentes tipos de serviços – como manter uma página de internet ativa, completar transações bancárias online, entre outras. O mais comum é que os ataques aconteçam nos servidores web, onde estão hospedados os sites de uma empresa.
Quando um número muito grande de computadores tenta acessar ao mesmo tempo a página de um site, há uma sobrecarga no servidor, que fica, então, impossibilitado de atender a todas as requisições simultâneas de acesso dos “usuários”. Alguns desses servidores podem simplesmente reiniciar ou parar de funcionar.
Conclusão, não há como negar que a evolução tecnológica torna nossa rotina diária mais fácil e atraente, porém não devemos nos esquecer que quanto mais aparelhos conectados na internet, mais ferramentas os atacantes terão para proveres seus ataques. A pergunta que faço é: estamos preparados? Especialistas ainda estão discutindo formas de se proteger desses ataques. O que tem nos preocupado é que estes dispositivos geralmente não possuem uma interface para configurações e atualizações.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Conheça 30 bibliotecas famosas mundo afora



Conheça 30 bibliotecas famosas mundo afora: http://abr.ai/1cPX8ZW

A Bibliotecária de Auschwitz

Auschwitz-Birkenau, o campo do horror, infernal, o mais mortífero e implacável. E uma jovem que teima em devolver a esperança. Sobre a lama negra de Auschwitz, que tudo engole, Fredy Hirsch ergueu uma escola. Num lugar onde os livros são proibidos, a jovem Dita esconde debaixo do vestido os frágeis volumes da biblioteca pública mais pequena, recôndita e clandestina que jamais existiu. No meio do horror, Dita dá-nos uma maravilhosa lição de coragem: não se rende e nunca perde a vontade de viver nem de ler porque, mesmo naquele terrível campo de extermínio nazi, «abrir um livro é como entrar para um comboio que nos leva de férias». 
- Classificação 18 anos.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Presente para 2014

Desejo mais.....

A Biblioteca perdida



Emily Wess está prestes a ver sua vida mudar drasticamente. Numa hora, ela é uma pacata professora de história, sonhando com grandes descobertas e uma vida de aventuras ao melhor estilo Indiana Jones, seu herói da infância. Na outra, está embarcando em uma viagem ao redor do mundo, atrás de pistas deixadas por seu mentor, Arno Holmstrand. Pistas estas que a levarão a uma descoberta que não se igualava a nenhuma outra que ela pudesse imaginar: a localização da biblioteca perdida de Alexandria. Durante sete séculos, ela abrigou o maior patrimônio cultural e científico de toda a Antiguidade. O mundo julgava esse tesouro perdido, mas as evidências levam Emily a questionar a história. Agora, ela inicia uma corrida contra o tempo para impedir que o paradeiro da Biblioteca caia nas mãos erradas.À primeira vista, o livro pode parecer um thriller de conspiração aos moldes de O código Da Vinci, mas ele é mais do isso. Ele evoca a emoção de ler os clássico da literatura de aventura como as histórias escritas por Enid Blyton e Robert Louis Stevenson. Conduz o leitor pelo exótico e romântico Oriente dos heróis intrépidos de Agatha Christie. E o autor, A. M. Dean, ele próprio um historiador, inspirado pelo fascínio que as conspirações exercem na humanidade, levanta a possibilidade de que a famosa Biblioteca de Alexandria tenha de fato sobrevivo. As pistas para desvendar esse mistério estão todas neste livro.
[Prumo, 2013, 1ª edição]

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Desejo 2014

Psicólogo sonha em transformar Campo Grande na cidade da leitura

Mariana Lopes e Viviane Oliveira


Para a pessoa levar o livro é de graça, só precisa se comprometer a ler e a passar para frente. (Foto: Cleber Gellio)


Para a pessoa levar o livro é de graça, só precisa se comprometer a ler e a passar para frente. (Foto: Cleber Gellio)


“Escolha um livro, não paga nada, o único pagamento é a leitura”. É com essa frase que o psicólogo Ronilço Guerreiro, 37 anos, chama a atenção das pessoas que passam pelo Calçadão da Barão, em Campo Grande.
Como ele próprio define, é um marketing do bem para incentivar a leitura entre os cidadãos campo-grandenses. “Quero fazer daqui a cidade da leitura”, declara Ronilço, sem medo de a ideia parecer utópica ou não.
Todos os sábados de manhã ele está lá, no Centro da Capital, com os livros espalhados pela calçada e um cavalete anunciando a distribuição de títulos dos mais variados.
Mas não é simplesmente pegar os livros e levar para casa. Ronilço faz a pessoa se comprometer em disseminar a proposta do projeto. “Para a pessoa levar o livro é de graça, só precisa se comprometer a ler e a passar para frente”, explica o psicólogo.
Algumas pessoas até se espantam com a proposta de Ronilço, mas há quem se encante com a ideia de levar a cultura e o conhecimento a todos os cantos da cidade.
Estudante de Pedagogia, Nabiha Lima, 24 anos, não deixou passar a oportunidade de pegar um livro para levar para casa. Adepta da boa leitura, ela gostou muito da proposta do projeto e se comprometeu em passar a ideia para frente.
“A leitura precisa de propaganda, é muito importante que seja incentivada, principalmente com as crianças, pois até nas escolas falta incentivo pra leitura”, comenta Nabiha.
Ronilço montou o projeto Livros Carentes há 1 ano e meio. Neste tempo, construiu uma gibiteca, no Jardim Oracílio, que hoje conta com 25 mil títulos. E o sonho do psicólogo tomou proporções tão grandes, que ele já apresentou a ideia até no programa da Regina Casé, na Globo.

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