quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Desinformação e pós-verdade no contexto da pandemia da Covid-19

O material complementar servirá para os alunos que quiserem se aprofundar ainda mais sobre o tema, sendo optativa a sua leitura: Artigo: O movimento antivacina no YouTube nos tempos de pós-verdade: Educação em saúde ou desinformação? Autores: Bianca Barros da Costa; Daiane de Jesus Viegas; Thamyris Almeida Moreira; Paula Alvarez Abreu. Resumo: Apesar dos benefícios da vacinação, movimentos antivacinação têm se espalhado pelo mundo. Neste estudo foi feita uma análise dos vídeos sobre o movimento antivacina no YouTube, o seu impacto em visualizações e a aceitação dos usuários. Foram realizadas duas buscas em períodos diferentes e 14 vídeos se mantiveram entre os mais relevantes nas buscas. A maioria dos vídeos foi contra o movimento e nestes havia profissionais de saúde que explicaram os benefícios das vacinas, enquanto os vídeos a favor usaram argumentos sem base científica, fake news e teorias conspiratórias. Apesar de serem a minoria, os vídeos a favor do movimento tiveram milhares de visualizações e houve aumento da razão like/dislike, mostrando que muitos seguidores se identificaram com o conteúdo. Em tempos de pós-verdade é essencial entender como as mídias sociais influenciam nas decisões em saúde. Link para o Artigo: https://periodicos.uff.br/midiaecotidiano/article/view/38210/0 Referência: COSTA, B.B.; VIEGAS, D.J.; MOREIRA, T.A.; ABREU, P.A. O movimento antivacina no YouTube nos tempos de pós-verdade: Educação em saúde ou desinformação? Mídia Ecotidiano, Rio de Janeiro, v.14, p.220-239, jan/abr. 2020. DOI: https://doi.org/10.22409/rmc.v14i1.38210. Disponível em: https://periodicos.uff.br/midiaecotidiano/article/view/38210/0. ___________________________________________________________________ Artigo: Desinformação e pós-verdade no contexto da pandemia da Covid-19: um estudo das práticas informacionais no Facebook. Autores: Andrea Goulart ; Ivette Kafure. Resumo: A enorme quantidade de informações sobre a pandemia da Covid-19 que circula na internet gera muitas dúvidas na população, contribuindo para alimentar um cenário em que desinformação e pós-verdade se tornaram comuns. O artigo apresenta pesquisa sobre as práticas informacionais em redes sociais, no contexto da pandemia. Para tanto, três grupos públicos do Facebook têm sido observados desde o mês de abril de 2020, com o objetivo de se averiguar quais temas despertam mais interesse nos internautas, como os diferentes grupos encaram os acontecimentos e de que modo as práticas podem, eventualmente, se alterar ao longo do tempo. O estudo, em andamento, adota a netnografia por método e apresenta análises e resultados preliminares de duas datas específicas: 10 de abril, por marcar o início da coleta de dados, e 7 de julho, em que se registra o afrouxamento das medidas de isolamento social em grande parte do Brasil. Conclui-se que os grupos comportam-se de modos bastante distintos, de acordo com o propósito de cada um. Além disso, observa-se grande influência de fatores emocionais, que acabam por direcionar as práticas dos internautas, envolvendo-os em bolhas informacionais. Link para o Artigo: http://revista.ibict.br/liinc/article/view/5397 Referência: GOULART, A.H.; MUÑOZ, I.K. Desinformação e pós-verdade no contexto da pandemia da Covid-19: um estudo das práticas informacionais no Facebook. LIINC em revista, Rio de Janeiro, v.16, n.2, dez. 2020. DOI: https://doi.org/10.18617/liinc.v16i2.5397. Disponível em: http://revista.ibict.br/liinc/article/view/5397/5125 Última atualização: Friday, 24 Sep 2021, 16:14

O Bibliotecário e as Fake News: atuação do profissional da informação na era da pós-verdade.

Trabalho de Conclusão: O Bibliotecário e as Fake News: atuação do profissional da informação na era da pós-verdade. Autor: Bruno Luce Resumo: Este trabalho apresenta uma análise sobre a atuação do bibliotecário, enquanto mediador da informação, e suas competências no uso das fontes, afim de lidar com o fenômeno das fake news em ambientes virtuais. O estudo de caso foi a metodologia adotada para elaboração deste estudo, que através de um levantamento bibliográfico e cases construiu uma narrativa linear em seu referencial teórico. Este estudo buscou utilizar uma linguagem mais simples, não tanto acadêmica, permeando ao longo do texto inserções de tabelas e imagem. A utilização de matérias extraídos de páginas de redes sociais e matérias de veículos de comunicação acrescentaram na exemplificação do problema levantando pela pesquisa na busca da resposta. Ao final, por se tratar de um tema atual que ganha força em um ambiente de Web, o trabalho apresentou como resultados, mais propostas para futuros estudos do que conclusões definitivas, propondo um novo olhar ao contexto de atuação do bibliotecário. Link para o Texto: http://hdl.handle.net/10183/182025 Referência: LUCE, Bruno Fortes. O Bibliotecário e as Fake News: atuação do profissional da informação na era da pós-verdade. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Biblioteconomia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2018. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/182025 Última atualização: Tuesday, 5 Oct 2021, 11:10
Para começarmos a semana quando em 12 de março comemoramos o o Dia do Bibliotecário, você sabe por que este dia foi escolhido? Na verdade em homenagem ao Manuel Bastos Tigre, que foi o primeiro bibliotecário concursado do Brasil, nascido em 12 de março. Uma pessoa ao se tornar bibliotecário, faz um juramento onde diz as seguintes palavras: “Prometo tudo fazer para preservar o cunho liberal e humanista da profissão de Bibliotecário, fundamentado na liberdade de investigação científica e na dignidade da pessoa humana.” Parabéns a todos os bibliotecários do Brasil! N

Desmediatização, infodemia e fake newsna cultura digital

Débora Liberato Arruda Hissa** Universidade Estadual do Ceará (UECE). Doutora em Linguística Aplicada. Professora do Programa de Pós-graduação em Linguística Aplicada (POSLA/UECE). https://orcid.org/0000-0001-6075-5585. Resumo Neste artigo, discuto o fenômeno da desmediatização (HAN, 2018) e sua relação direta com pandemia de informação (infodemia) e a antiquíssima prática social, com base política e econômica, de divulgação de notícias falsas (modernamente conhecidas como fake news) como consequência da vulgarização de opiniões disruptivas propagadas pela cultura digital. Com base na abordagem antagonística de Mouffe (2015) – que reconhece a inerradicabilidade da dimensão conflituosa da vida social, proponho olhar a disseminação de fake news, tanto na mídia como nas redes sociais, a partir de uma dimensão ideológica de forças pulsionais que mobiliza paixões e crenças; cria mitos e fantasias apoiada em uma moralidade forjada na narrativa antitética do “nós/eles”. Para isso, analiso dois contextos enunciativos distintos: o primeiro se refere à divulgação pela mídia, em 2011, primeiro ano de mandato de Dilma Rousseff (PT), da notícia de que o MEC chancelou a distribuição de material didático que defende e estimula erros de concordância verbal no ensino de Língua Portuguesa; o segundo, dez anos depois, em 2021, na gestão de Jair Bolsonaro (sem partido), a notícia da proposta de reforma eleitoral, apresentada pela Câmara dos Deputados, que dificulta as plataformas digitais de punirem candidatos que divulguem fake news nas eleições de 2022. Tais eventos explicam como narrativas desmediatizadas sustentam e recriam o antagonismo Desmediatização, infodemia e fake news na cultura digital estrutural como ponto fundante das sociedades modernas e se potencializam na cultural digital. Palavras-chave: Infodemia. Fake News. Desmediatização. Agonística. Cultura Digital.

A formação do leitor no contexto da desinformação e das fake news: desafios para os estudos de letramentos na pandemia da covid-19 e além

Juliana Alves Assis* Fabiana Komesu** Marie-Christine Pollet*** Em março de 2018, Vosoughi, Roy e Aral, pesquisadoresdo Media Lab do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT),apresentaram um estudo na Science, em que discutiam notíciasverdadeiras e falsas postadas na rede social Twitter e avaliadas por seis agências independentes de checagem de fatos, no período de 2006 a 2017. O conjunto do material era formado de 126 mil tuítes em língua inglesa, espalhados quatro milhões e meio de vezes por três milhões de pessoas. Os temas checados por aquelas agências e investigados pelos autores, em período anterior à pandemia da covid-19, eram diversos e versavam sobre política, negócios, entretenimento, ciência, desastres naturais, dentre outros. Os autores chegaram à conclusão de que um post verdadeiro atinge em média mil pessoas; uma notícia falsa, entretanto, pode atingir entre mil e 100 mil pessoas. Observaram ainda que a probabilidade de uma notícia falsa ser retransmitida é 70% maior do que uma notícia verdadeira e que, para temas relacionados à política, essa porcentagem aumenta. Ainda segundo os autores, o fator “novidade” da informação é o elemento diferenciador na disseminação de notícias, em meio à urgência de seu compartilhamento em mídias digitais, comunicadores instantâneos e outros meios.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Manual de fontes de informação

https://repositorio.unb.br/handle/10482/36747 Título: Manual de fontes de informação Cunha, Murilo Bastos da Bibliotecas - serviço de referência Livros de Referência Recursos bibliográficos

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Ebook Manual de Fontes de Informação

Ebook Manual de Fontes de Informação Leia mais: https://www.deolhonaci.com/news/ebook-manual-de-fontes-de-informacao/ Foi lançada a segunda edição do “anual de fontes de informação”, de autoria de Murilo Bastos da Cunha, A obra agora está disponível no formato eletrônico. O download do arquivo (2,61 MB, Adobe pdf) pode ser feito no Repositório Institucional da UnB. Baixe agora: https://repositorio.unb.br/handle/10482/36747 Leia mais: https://www.deolhonaci.com/news/ebook-manual-de-fontes-de-informacao/

Publicações técnicas sobre Arquivos

Arquivos http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/publicacoes/tecnica

Ebook Fronteiras da Ciência da Informação

Ebook Fronteiras da Ciência da Informação O IBICT lança nesta quarta-feira (30), durante o XIV Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB), o livro Fronteiras da Ciência da Informação com organização de Sarita Albagli. A publicação é um panorama de temas considerados fronteiras da Ciência da Informação, designando tanto questões que se desenvolvem a partir da interlocução com as áreas de interface disciplinar com o campo, como questões emergentes que se colocam à própria área. Fronteiras são interpretadas aqui como interfaces interdisciplinares na relação com o "outro" e logo consigo mesmo. Confira a notícia completa em: https://www.ibict.br/sala-de-imprensa/noticias/ibict-lanca-livro-fronteiras-da-ciencia-da-informacao Leia mais: https://www.deolhonaci.com/news/ebook-fronteiras-da-ci%c3%aancia-da-informa%c3%a7%c3%a3o/ 06/07/2011 15:26 Foi lançada este mês a 4ª edição da obra "Teoria e Prática da Pesquisa Científica". Trata-se de um e-book acompanhado de um gabarito eletrônico que pode auxiliar na realização de TCCs, Dissertações e Teses. O Gabarito para Trabalhos Acadêmicos foi elaborado com o objetivo de facilitar a editoração de trabalhos acadêmicos, seguindo as normas de apresentação estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Esta edição já considera as orientações da NBR 14724/2011. Informações: https://www.praticadapesquisa.com.br/2011/06/novo-gabarito-para-monografia-nbr-14724.html Leia mais: https://www.deolhonaci.com/news/lan%c3%a7ado%20e-book%20%22teoria%20e%20pratica%20da%20pesquisa%20cientifica%22%20/

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Bibliotecário : o profissional de ontem, hoje e amanhã

Bibliotecário : o profissional de ontem, hoje e amanhã Campanha CFB - Bibliotecário ... https://youtu.be/s-gWcp1NO1s

Bibliotecas como Organizações

Bibliotecas como Organizações O livro Biblioteca como Organizações, dos autores Alba Costa Maciel e Marília Alvarenga Rocha Mendonça, nos introduz que bibliotecários devem ter suas bibliotecas como organizações. E como organização é importante que se tenha estabelecido o objetivo da biblioteca. A biblioteca pode ter como objetivo contribuir para a disseminação da informação, transmissão de conhecimento ou ser o centro cultural de uma determinada comunidade. O objetivo da biblioteca varia conforme sua comunidade de usuários e seus propósito. Após termos os objetivos estabelecidos, é importante salientar sua hierárquia. Analisar como podemos atingir os objetivos e quais devem ser os primeiros. Para fazermos tal coisa, é necessário as tomadas de decisão. A tomada de decisão está intimamente ligada com a organização de qualquer instituição. Numa biblioteca onde se trabalhar com a disseminação de informação. O bibliotecário deve estar ciente que a informação não se baseia somente nas necessidades de seus usuários. Informação não é somente o item solicitado pelo usuário. Mas a informação se estende numa área muito maior. Tudo que ocorre na biblioteca e no meio em que ela está inserida é uma informação. E essas informações devem ajudar o profissional em suas funções. As funções de formação, desenvolvimento e organização das coleções é a parte do trabalho do bibliotecário, onde ele planeja uma política de aquisição, doação de itens entre outras coisas. Tudo referente ao seu acervo. Essa parte da gestão envolve a informação externa da biblioteca, pois para adquirir um acervo de qualidade para a comunidade de usuários. O bibliotecário tem o dever de estar inserido no meio onde as publicações ocorrem, mantendo-se atualizado sobre toda a temática de sua área. E estar ciente das necessidades dos usuários e quais os itens que eles desejam. As funções de dinamização das coleções envolve o processamento técnico. Após passarmos da primeira etapa das funções do bibliotecário chegamos no processamento técnico. O livro depois de ser adquirido passa por esse processo para ser catalogado, classificado e preparado para a outra parte da função de dinamização que é a circulação e reprodução de seu acervo. Essa função é de importância para as bibliotecas, pois é a partir dela que a recuperação da informação será facilitada futuramente. Para termos um bom processamento técnico, o bibliotecário tem que se apropriar das ferramentas disponíveis, tudo para facilitar a recuperação de forma fácil e rápida. A terceira função do trabalho do bibliotecário é a função gerencial. As funções gerenciais variam segundo a visão clássica e a de Mintzberg. A visão clássica divide-se em planejamento, organização, direção e controle. A visão de Mintzberg divide-se em interpessoais, informacionais e decisórias e de certa forma implementa a visão clássica. Não existe um conceito muito claro, pois as funções gerenciais são bem fragmentadas. Mas elas existem porque as organizações tem diferentes funções trabalhando por um objetivo em comum. Dentro da visão clássica podemos definir o planejamento como preparar as ações que podem vir a ocorrer. Um bom planejamento está preparado para ter soluções para todos os tipos de ações que podem acontecer, sejam boas ou ruins. A organização é a função de organizar, ou seja, a organização estabelece a estrutura para o uso de todos os recursos existentes para que tenham um bom desempenho em suas atividades. Para se organizar é preciso primeiramente planejar. Tendo-se o planejamento podemos criar a maneira de fazer ele funcionar. A direção caracteriza-se pelo acompanhamento do desenvolvimento das atividades. A direção designa as atividades, e as acompanha, de seu início ao final. É o gerenciamento da execução das atividades. Finalmente, temos o controle como a verificação dos resultados. É a análise de como foram feitas as demais funções da biblioteca. No contexto da biblioteca, o controle poderá avaliar a execução tanto de conjuntos de atividades ou elas individualmente. Para complementar a visão clássica podemos analisar a visão de Mintzberg. Nessa visão temos a função interpessoal que é o relacionamento da instituição com tudo que é externo, sejam clientes, outras instituições e no caso da biblioteca temos as demais bibliotecas, livrarias, editores. As funções interpessoais são de representante da instituição, liderança e realizador de contatos. As funções informacionais é a coleta de informações referente a instituição. Essas informações podem ser tanto recebidas quanto recolhidas pelo gerente. Um bibliotecário-gerente ao fazer essa função será o porta-voz da instituição, que representa, para o público externo ou interno e para seus subordinados. E finalmente dentre a visão de Mintzberg, temos as funções decisórias que estão, intimamente, ligadas com as tomadas de decisão. O papel decisório do bibliotecário pode ser exercido em diferentes momentos do cotidiano da biblioteca. Suas decisões podem ser voltadas para o empreendimento, conciliação, alocação de recursos ou negociador. O bilbiotecário deve decidir como usar os recursos da biblioteca e como os distribuir. Pode trazer ideias novas para implementar e alterar as demandas da biblioteca, ou seja, ser um empreendedor. Sua função de conciliação é excercida quando ele ameniza os conflitos existentes na biblioteca, podendo ser briga entre colegas ou conciliar a biblioteca com as pressões exercidas pelos outros órgãos da instituição. Ao ser negociador veremos o bibliotecário, negociando com os seus superiores e subordinados, com vendedores e distribuidores, entre outros. As funções do bibliotecário-gerente são sempre contínuas, o planejamento envolve além de medidas de longo prazo também as de curto prazo. O ato de gerenciar uma organização não é uma tarefa fácil. O bibliotecário que tem sua biblioteca como uma organização deverá ser dinâmico, atendento de forma rápida todas as demandas que surgem. É importante desenvolver as funções gerenciais para se estar preparado para os problemas que surgem e para conseguir usar esses problemas como oportunidades, sempre visando seu usuário. Melhorar sua estrutura interna, pois isso reflete no atendimento ao usuário. E a satisfação do usuário é o ganho da organização, já que a biblioteca trabalha com bens intangíveis. Referências Maciel, A.C.; Mendonça, M.A.R. Funções na fase de formação, desenvolvimento e organização de coleções. In: ___. Bibliotecas como organizações. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2006.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

UNOCHAPECÓ Oferece Curso On-line de Catalogação

A Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), em Santa Catarina recebe até o dia 15 de outubro inscrições para o curso de extensão on-line “Fundamentos da Catalogação”. Leia mais: http://bit.ly/cursocatalogacao A formação tem carga horária de 30 horas, conteúdo voltado para revisar os conceitos e práticas inerentes à catalogação e disponibilização de material didático. O valor de inscrição é R$97,00. Clique aqui para conferir o programa do curso.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Universalização das Bibliotecas é Desafio

As Bibliotecas são importantes parceiras da sala de aula por funcionarem como aliadas na disseminação de conhecimento, principalmente, no processo de aprendizagem escolar. Desde 2010, a Lei 12.244 determina a obrigatoriedade de Bibliotecas em todas as instituições de ensino até 2020, situação longe de se concretizar. O próximo ano é data limite para as escolas se adequarem à disposição legal que definiu a Biblioteca escolar como “a coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados à consulta, pesquisa, estudo ou leitura”. Em primeiro lugar, a proposta reforça a precariedade do cenário real das Bibliotecas escolares, destoando dos dados do Grupo de Trabalho instituído pelo MEC/FNDE, apresentando a proposta de resolução, estabelecendo os parâmetros mínimos para estruturação e o funcionamento. As Bibliotecas escolares extrapolam a noção de acervo e representam canais focados em diálogo e construção do conhecimento, adequados ao ambiente de informação. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que grande parte da população brasileira não possui um local apropriado que estimule a leitura. Como se não bastasse, o Brasil possui apenas uma Biblioteca pública para cada 30 mil habitantes do total de 7.166 cadastradas pelo Sistema Nacional de Bibliotecas do Ministério da Cultura. O Brasil precisa construir 64 mil Bibliotecas escolares até 2020. Os dados divulgados do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019 revelam que 45,7% das escolas públicas de ensino básico contam com Bibliotecas ou salas de leituras. O levantamento do Todos Pela Educação, em parceria com a Editora Moderna, mostrou que apenas 14,1% das crianças do grupo de nível socioeconômico muito baixo possuem nível suficiente de alfabetização em leitura. A situação reforça a importância das Bibliotecas nas escolas, já que os livros contribuem para a formação intelectual, principalmente, entre as crianças em processo de alfabetização. Ao analisar os recursos de infraestrutura disponíveis nas escolas, a pesquisa identificou que 48% das escolas de ensino fundamental têm bibliotecas e/ou salas de leitura (só Bibliotecas 27,3% e só salas de leitura, 14,5%). Já, no Ensino Médio, esse número pula para 85,7% (só Bibliotecas 53,8%; só salas de leitura 20,6% e salas de leitura e Bibliotecas, 11,3%). Nas escolas de Ensino Integral, por sua vez, 53,1% dispõem de Bibliotecas e/ou salas de leitura. O Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª região (MG/ES) participou de uma audiência pública na Câmara dos Deputados sobre o processo de implantação da Lei, dia 5 de dezembro de 2018. A entidade defendeu os direitos de estudantes e profissionais escolares a um equipamento de qualidade, propiciando o acesso à arte, à reflexão e à arte humana registrada em suportes físicos e/ou digitais, portanto, uma Biblioteca escolar que, verdadeiramente, contribua para a formação da geração presente e futura. Um suposto desinteresse dos brasileiros pela leitura é apresentado no estudo Retratos da Leitura do Pró Livro, sendo que 44% da população não têm hábito de ler e 30% nunca compraram um livro sequer. O acesso gratuito a acervo e serviços de Bibliotecas poderia suprir as lacunas sociais e econômicas em relação à educação, formação e cultura. Nenhum país contemporâneo sério chegou à evolução de sua sociedade sem investir em educação, cultura e conhecimento em geral, nem em Bibliotecas públicas e escolares, em particular. O investimento é uma forma segura e inteligente de melhorar o futuro. Os pesquisadores demonstram que a universalização das Bibliotecas públicas e escolares é um passo fundamental para apoiar a erradicação do analfabetismo e a eliminação do analfabetismo funcional. A leitura e, mais ainda, o acesso à literatura, com suas diversas possibilidades de temas e formas, é uma janela incomensurável para o enriquecimento pessoal e social, para a formação permanente e, até, para buscas de soluções mais concretas. A leitura tem sido usada, inclusive, como coadjuvante em tratamentos de questões emocionais. A Biblioteca escolar costuma ser o primeiro contato de grande parte das crianças brasileiras com o livro. O momento de início da alfabetização define a relação do estudante com a leitura, literatura e com o simples ato de estudar e aprender durante a vida. Ou seja, uma biblioteca escolar aberta é também uma porta para o futuro. Artigo de Marília Paiva, presidenta do Conselho Regional de Biblioteconomia – 6ª Região (MG/ES) Publicado no Jornal e Portal Estado de Minas (21/7). -----------------------------------------------------------------------------------------

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Uma lição que vem dos Bálcãs: jogar é bom!

Uma lição que vem dos Bálcãs: jogar é bom! Publicado em 16 de agosto de 2019 por SisEB Foto: O lituano Eugenijus Stratilatovas palestra durante o Seminário Internacional Biblioteca Viva (Equipe SP Leituras) “Se você perguntar ao público o que é biblioteca, ele vai responder, na sua maioria, que é um lugar apenas de livros”, disse, com perplexidade, o lituano Eugenijus Stratilatovas no início da sua palestra sobre “Videogames e ambientes interativos em bibliotecas: por que precisamos deles?” na 11ª edição do Seminário Internacional Biblioteca Viva. Na Lituânia ainda existem bibliotecários que acham que este não é um lugar para jogos, porque eles viciam as crianças e não são úteis. E muito mais gente pensa como os lituanos e associa bibliotecas exclusivamente aos livros. Dito isso, o palestrante, vindo de um país bem pequeno se comparado ao Brasil, localizado ao norte da Europa, no Mar Báltico, tratou de explicar – e exemplificar com o caso da própria Lituânia – por que a tecnologia, os videogames e os ambientes interativos são necessários e grandes aliados das bibliotecas. “Precisamos deles simplesmente porque trazem conhecimento, embora muitos de nós ainda consideram que exclusivamente os livros são este lugar”, disse Stratilatovas, que contou com mediação de Luiz Ojima Sakuda, da consultoria da área de jogos digitais Homo Ludens. De acordo com esta nova agenda das bibliotecas, o conhecimento vem dos livros, claro. Mas não apenas deles. Somos capazes de aprender a partir da prática contínua. “É por isso que as bibliotecas têm que ter espaços “maker ” – importantes na educação e na pedagogia”, diz o palestrante. Crianças com dificuldades na escola se interessam e têm bom desempenho nas oficinas. E as bibliotecas podem ser um local para as pessoas se sentirem bem. Mas por que então incluir jogos? Porque a inteligência, além do que já foi aprendido nos livros e nas escolas, tem a capacidade de aprender coisas novas. “Na biblioteca, para continuar aprendendo, há necessidade de que esse espaço desempenhe o papel completo do conhecimento, fazendo as duas coisas”, diz Stratilatovas. Assim, jogar ou participar de oficinas é aprender lições que estão fora dos livros. Na Lituânia, as bibliotecas têm incluído, gradativamente, atividades que vão muito além da leitura como maratonas de jogos (game jam), concertos de música, feiras de livros, experiências de realidade virtual. Os jogos são tão atraentes, diz Stratilatovas, porque possibilitam vivenciar o personagem, dão a sensação de conquista, significado, de sentir-se pertencente a um grupo e, ainda, a sensação de competência e autonomia. A discussão vai ficando complexa, mas Stratilatovas diz que o ideal é simplificar o processo. “Faz mais sentido criar jogos com os usuários e não para eles! Não é preciso criar algo milionário, mas atrai-los para a biblioteca – a experiência poderá ser divertida”, pondera o palestrante. Ele sugere começar com jogos com menor desenvolvimento, que possibilitem conexões com a cultura, seja ela dos livros ou das imagens. Nessa tentativa de criar relações horizontais, não deve haver diferença entre os criadores dos jogos e o bibliotecário. Ele fornece ferramentas que podem ser um computador, um jogo de peças para montar ou um martelo e auxilia com instruções, favorecendo um ambiente seguro onde todos podem experimentar e errar. Este é o verdadeiro convite para entrar em uma biblioteca. …………………………………………………………………………………………………………………………………………….. O caso da Lituânia – virando o jogo Stratilatovas carrega a experiência de ter gerenciado um dos maiores projetos de inovação social da Lituânia, “Libraries for Innovation 2”, financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates. Este plano mudou a forma de pensar o desenvolvimento de serviços centrados no usuário em 57 bibliotecas municipais do país que tem população de 2,8 milhões de habitantes. O ponto de partida para a transformação das bibliotecas de seu país aconteceu em 2015 e começou com indagações aos diretores de bibliotecas, usuários e não-usuários. Os líderes não consideravam como seu o problema da escassez de público. Argumentavam, explica o palestrante, que havia um problema social, com muita gente jovem imigrando para outros países da Europa em busca de oportunidades, ou recursos financeiros insuficientes. “Eles pensavam que sabiam das necessidades e dos desejos da comunidade. E quando a gente perguntava para eles se tinham parceiros, se ter parcerias é algo útil, algo necessário para as bibliotecas…isso parecia controverso – Por que um banco iria querer formar uma parceria com uma biblioteca? E os políticos, por que se interessariam por uma relação assim? ” As pesquisas de usuários nortearam as mudanças, que partiram de sugestões da própria comunidade. Então, o projeto foi estruturado com base em quatro pilares válidos para todas as bibliotecas do país e ajustáveis às particularidades dos territórios. Leia abaixo os comentários de Stratilatovas: Contexto: Em primeiro lugar, o projeto precisa ser importante para a biblioteca. Temos que entender em que contexto a biblioteca está – porque as bibliotecas não estão sempre no mesmo contexto. Pertencimento/propriedade: Um segundo ponto é que queremos que as bibliotecas sintam que este é um projeto delas e não algo que lhes foi entregue sem que a biblioteca sequer precisasse. Um exemplo que ilustra bem a ideia é daqueles casos em que projetos envolvendo fundações e o governo entregam computadores e outros equipamentos para as bibliotecas e eles ficam guardados num canto ou na sala do diretor. Basicamente significa que as bibliotecas não sabem o que fazer com aquilo. Acesso: Precisamos tratar do acesso à informação e ao conhecimento. Essa é uma responsabilidade também das bibliotecas. Sustentabilidade: É uma palavra coringa, da moda, mas a ideia é que precisamos considerar a durabilidade do que estamos propondo. Qual será seu efeito em 10 anos? A natureza é sustentável. As empresas também precisam ser sustentáveis para sobreviver.

Softwares de Automação de Bibliotecas

Os sistemas ou softwares de automação de bibliotecas são ferramentas essenciais para administração dos serviços prestados por bibliotecas. Objetivos Os sistemas de automação de bibliotecas têm por objetivo a manutenção, o desenvolvimento e o controle do acervo. Oferecem, geralmente, um catálogo em linha de acesso público pré-programado, que pode ser adequado às necessidades específicas da biblioteca. Bibliotecas em cooperação As bibliotecas participam há muitos anos de empreendimentos cooperativos, ou redes e consórcios, com o objetivo de intercâmbio de registros catalográficos, fornecimento de documentos impressos ou empréstimo inter bibliotecário. Projeto de Automação de Bibliotecas O projeto de automação deve prever o levantamento de informações relativas aos software disponíveis e o agendamento, com as empresas, para a demonstração destes software. Pré-requisitos Um sistema de gerenciamento de bibliotecas necessita de uma rede local que interligue as estações de trabalho distribuídas nos diversos setores da biblioteca Softwares proprietários Aleph Arches Lib BiblioBase BNWeb Dixi GIB GIZ Biblioteca Informa Pergamum Sábio Siabi Sophia Softwares Livres Evergreen GNUTeca Koha NewGenLib PHL

SEIS FILMES SOBRE LIVRO, LEITURA E BIBLIOTECAS PARA ASSISTIR NO NETFLIX

Para os amantes dos livros, da leitura e das bibliotecas alguns filmes disponíveis no catálogo do Netflix são interessantes para uma imersão nestes temas. Pensando nisso, a Biblioo preparou uma lista com sete título para você assistir durante o feriadão. Confira: 1. O menino que descobriu o vento Existe algo fundamentalmente contraditório no costume de identificar casos excepcionais dentro da sociedade e utilizá-los como modelos que qualquer um poderia seguir. William Kamkwamba (Maxwell Simba) foi um garoto inteligentíssimo, autodidata, que descobriu um método de criar energia eólica no meio das terras secas do Malawi, de modo a garantir a irrigação das colheitas e a sobrevivência de uma população faminta. O diretor Chiwetel Ejiofor faz deste caso real um exemplo sobre a importância dos estudos, [e dos livros e das bibliotecas] da ecologia, de políticas humanitárias e do senso de comunidade. Em outras palavras, o garoto é instrumentalizado para caber dentro do formato narrativo e moral de uma fábula. Ele jamais representa a si mesmo, e sim algo muito maior: a importância das escolas, da união, da luta contra as opressões, do respeito ao próximo etc. Por esta razão, a história se transforma num grande tratado de valores morais que o diretor acredita serem necessários a todas as pessoas. […] O artista também acredita na necessidade da informação, tratando de explicar, aos olhos europeus e americanos, as consequências da miséria e da corrupção nos países africanos (Bruno Carmelo, Adoro Cinema). 2. A garota do livro Alice Harvey, de 28 anos, é assistente de uma editora de livros, que sonha em ser escritora. Filha de um poderoso agente literário de Nova York, ela vai ser obrigada a enfrentar dolorosos acontecimentos de seu passado ao ser convidada para trabalhar no lançamento de um livro de Milan Daneker, um antigo cliente de seu pai, que a abusou sexualmente quando está tinha apenas 14 anos (Netflix). 3. A livraria A história de “A Livraria” centra-se na trajetória de Florence Green — interpretada por Emily Mortimer, indicada ao Goya de Melhor Atriz —, uma mulher gentil e otimista que decide abrir uma livraria numa pequena cidade costeira da Inglaterra, no final da década de 1950. Viúva há vários anos, tendo perdido o marido na Segunda Guerra Mundial, Florence acredita que quando lemos uma história “nós a habitamos. As capas dos livros são como telhado e quatro paredes: um livro é uma casa”. E é exatamente sua própria casa, transformada em livraria e chamada de Old House pela comunidade, que vai desencadear os eventos que farão de “A Livraria” mais do que uma pacata história de empreendedorismo. Apesar dos temores iniciais, o comércio prospera. Embora com certo estranhamento, os habitantes da vila acabam se aventurando timidamente pelo mundo das letras. Não demora para que Florence aprenda que ficção e ensaios vendem mais do que poesia. O lucro é suficiente para manter o sonho (Ademir Luiz, Revista Bula). 4. A sociedade literária e a torta da casca de batata Inspirado no romance escrito por Annie Barrows e Mary Ann Shaffer (esta última, falecida em 2008), o filme “A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata” (original The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society), um nome longo e carregado de certa dose de humor, foi lançado no ano passado pelo Netflix e já conta com a aprovação do público. A história é simples: em meio a uma crise criativa, a escritora Juliet Ashton (Lily James) recebe uma inesperada carta do fazendeiro Dawsey (Michiel Huisman), relatando como um livro o ajudou a passar pelos tortuosos dias de guerra. Intrigada com a missiva e com a existência de uma sociedade literária que carrega o nome de um alimento, Juliet conta com a colaboração de seu editor Sidney (vivido pelo excelente ator Matthew Goode, mas que ficou completamente obliterado no longa) e do noivo diplomata Mark (Glen Powell) e parte para Guernsey, uma das Ilhas do Canal tomada pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial (Mara Vanessa, Biblioo). 5. O mestre dos gênios Baseado na biografia vencedora do National Book Awards Max Perkins: Editor of Genius, escrita por A. Scott Berg, o filme relata a história real da relação de amizade entre o gigante literário Thomas Wolfe (Jude Law) e o renomado editor literário Max Perkins (Colin Firth). Ao encontrar fama e sucesso de crítica ainda jovem, Wolfe é um talento em chamas com uma personalidade difícil de lidar. Perkins é um dos mais respeitados e conhecidos editores de todos os tempos, sendo o responsável por descobrir romancistas icônicos como F. Scott Fitzgerald (Guy Pearce) e Ernest Hemingway (Dominic West) (Guia da Semana). 6. Um sonho de liberdade Andy é um homem de negócios bem sucedido, traído pela esposa e acusado injustamente por um crime que não condiz com seu caráter. É reservado, conhece suas forças e sabe como usá-las, especialmente quando enfrenta adversidades. Ele cria uma vida com significado mesmo dentro da prisão, conectando-se com as pessoas certas, fazendo favores aos guardas e resolvendo questões financeiras para o diretor em troca de melhores condições para os presos. Andy é otimista, tanto nas pequenas empreitadas como a doação de livros para a biblioteca, como nos grandes projetos como a sua saída da prisão. Red, o melhor amigo de Andy, já teve o pedido de soltura rejeitado muitas vezes e demonstra apatia e pessimismo mas vai mudando à medida que interage com Andy até a sua espetacular fuga, que se torna símbolo do valor da esperança (Cineterapia).

Arquitetura de bibliotecas – edição nacional 2019

https://bsf.org.br/2019/05/27/arquitetura-de-bibliotecas-design-projeto-acessibilidade-2019/ Meu sonho de consumo...

Diretrizes da Ifla Sobre os Serviços da Biblioteca Pública

https://www.ifla.org/files/assets/hq/publications/series/147-pt.pdf As Diretrizes da IFLA sobre os serviços da biblioteca pública constituem um documento de referência para os bibliotecários e outros profissionais do setor. Consciente da sua importância, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, após obtida a necessária autorização da IFLA, procedeu à tradução para a língua portuguesa da 2.ª edição inteiramente revista desta obra, que agora disponibiliza. Nesta edição retificaram-se os endereços URL dos recursos Internet que entretanto haviam sido alterados e, exceto nos casos assinalados, confirmou-se a sua disponibilidade na primeira semana de julho de 2013. Esperamos que este trabalho seja útil para a prossecução de um serviço de biblioteca pública de qualidade.

Procedimentos para higienização de acervos

O que é? A higienização de um acervo é um dos procedimentos mais significativos que há no processo de conservação de materiais bibliográficos. A poeira é a grande inimiga da conservação dos documentos, pois contém partículas de areia que cortam e arranham; fuligem, mofo e inúmeras outras impurezas, atraem umidade e degradam papéis. Além de remover a poeira, sempre que possível, devem ser removidos objetos danosos aos documentos, como grampos, clipes e prendedores metálicos. A higienização corresponde a retirada da poeira e outros resíduos estranhos aos documentos, por meio de técnicas apropriadas. Como deve ser feita? A higienização deve ser feita em intervalos regulares. É importante assinalar que a própria limpeza pode danificar encadernações frágeis que muitas vezes não resistem ao manuseio para limpá-las. Nesse caso, é necessário bom senso para decidir quando os livros e documentos podem e devem ser limpos. Uma vez que a limpeza pode ocasionar danos aos livros e documentos, deve ensinar-se, aos funcionários, técnicas de manuseio além de conscientizá-los da importância dessa tarefa que, por ser tão detalhada e morosa, é freqüentemente adiada ou esquecida; ela deve ser executada de forma cuidadosa: volume a volume ou documento a documento. Procedimentos a) Higienização de livros • Colocar o livro sobre a mesa ou capela. • Passar pincel, trincha ou brocha de maciez adequada suavemente nos cortes. • Passar pincel, trincha ou brocha no cabeceado, de dentro para fora. • Passar pincel ou trincha suavemente na contracapa, nas primeiras e últimas folhas, empurrando a poeira no sentido contrário ao operador. • Limpar página a página, quando o documento apresentar sujidade. • Passar trincha ou pincel bem próximo à costura, pois geralmente é onde há um maior acúmulo de sujidades. • Passar trincha ou pincel sobre a superfície da capa. • Passar uma fralda macia em toda a superfície da capa. • Após a higienização das páginas, deve fazer-se a oxigenação da obra, isto é, folhear a obra várias vezes, o que proporciona a sua aeração. • Se a higienização for periódica, restringir a limpeza às quinze primeiras e às quinze últimas folhas. b) Higienização de processos e documentos textuais • Passar a trincha ou pincel no documento para remover as sujidades superficiais, sempre no sentido contrário ao operador. • Passar o saquinho com pó31 de borracha, se necessário, por toda a superfície do documento em movimentos leves e circulares. • Retirar o pó de borracha com o auxílio da trincha ou pincel. • Se houver dejetos de insetos, restos de alimentos ou outras sujidades, remover com um bisturi, tendo o máximo de cuidado possível. c) Remoção de grampos • Apoiar sobre a mesa o documento grampeado com o verso para cima. • Abrir o grampo, com o auxílio da espátula. • Puxar o grampo com delicadeza, para não rasgar o papel. • Passar a trincha ou pincel no documento, retirando a sujidade de oxidação. • Aplicar o saquinho com pó de borracha, para retirar as manchas de oxidação. d) Remoção de clipes • Apoiar o documento sobre a mesa. • Retirar o clipe, puxando-o com delicadeza no caso de estar oxidado. • Passar a trincha ou pincel no documento, retirando a sujidade da oxidação. • Aplicar o saquinho com o pó de borracha, para retirar as manchas de oxidação.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Site Mapeia Livros mais Usados nas Melhores Universidades do Mundo

O site Open Syllabus Project (OSP) foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Columbia (EUA) para reunir o programa de disciplinas das melhores universidades do mundo. Cerca de metade das informações coletadas e organizadas na plataforma é dos Estados Unidos e o restante de outros 79 países. O site analisa as ementas das universidades, pesquisa as obras mais requisitadas pelos professores e segmenta por universidade, área de estudo ou país. Ao clicar no nome de cada uma das 164 mil obras catalogadas, o site exibe informações sobre as disciplinas em que as obras são usadas. O inverso também pode ser feito e a plataforma apresenta os principais livros estudados em cada área do conhecimento. Embora o site não tenha dados de nenhuma universidade brasileira, o 97º título mais indicado no conjunto de todas as disciplinas é “Pedagogia do Oprimido”, obra do educador brasileiro Paulo Freire. Conforme levantamento do Google Schoolar, ferramenta de pesquisa dedicada à literatura acadêmica, em 2016, o livro era o mais citado em trabalhos da área de humanas do mundo. Na Biblioteconomia, as três obras mais recomendadas nas universidades são “Foundations of Library and Information Science”, de Richard Rubin; “Management Basics for Information Professionals”, escrito por G. Edward Evans e Patricia Layzell Ward e “Cataloging and Classification: An Introduction” de Lois Mai Chan. As referências ocupam, respectivamente, a 49º, 43º e 27º posições no ranking geral dos livros catalogados. O portal de notícias Quartz fez um levantamento sobre as obras literárias mais estudadas nas disciplinas de “Inglês”, “Linguagem e Literatura” e “Clássicos” das 30 melhores universidades do mundo. Confira a lista: Frankenstein, de Mary Wollstonecraft Shelley Os Contos de Cantuária, de Geoffrey Chaucer O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald Édipo Rei, de Sophocles Coração das Trevas, de Joseph Conrad Paraíso Perdido, de John Milton A Volta do Parafuso, de Henry James Amada, de Toni Morrison Incidentes na vida de uma garota escravizada, de Harriet Ann Jacobs Ao Farol, de Virginia Woolf Seus Olhos Viam Deus, de Zora Neale Hurston A Odisséia, de Homero Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf Hamlet, de William Shakespeare Huckleberry Finn, de Mark Twain Retrato do Artista quando Jovem, de James Joyce Drácula, de Bram Stoker Homem Invisível, de Ralph Ellison Grandes esperanças, de Charles Dickens Ezra Pound, de T. S. Eliot