terça-feira, 19 de julho de 2011

CDU - UFSC - Ursula Blattmann

APOSTILAS CDU - UFSC - Ursula Blattmann

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC
CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO - CED
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO - CIN
CURSO DE BIBLIOTECONOMIA - BBD
DISCIPLINA: CIN5213- CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL - CDU – 2001/1
INSTRUÇÃO Nº 1
INTRODUÇÃO AO SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
(versão preliminar – 03/00)
1 BREVE HISTÓRICO
O físico André Marie Ampère (1775-1836) foi a primeira pessoaa utilizar uma notação decimal como um código para expressarconceitos de classificação documentária. Este códigofoi popularizado pelo conhecido bibliotecário Melvil Dewey, com sua publicaçãooficial em 1876. A partir daí, ocorreram inúmeras evoluçõese expansões, comprovando-se hoje, como um dos sistemas de classificaçãomais utilizados internacionalmente – a CLASSIFICAÇÃO DECIMALDE DEWEY, em sua 21ª edição e em CD-ROM.
Paul Otlet (1869-1944), advogado belga, reconhecido pelo seu trabalho desenvolvidono campo da bibliografia em Ciências Sociais e seu colega, Henri La Fontaine(1854-1943), que trabalhavam em um índice bibliográfico que arrolassetodas as informações publicadas, sob a orientaçãodo Institute International de Bibliographie - IIB (hoje a reconhecida FederaçãoInternacional de Informação e Documentação – FID).Na busca por orientação para desenvolver as entradas dos assuntos,Otlet tomou conhecimento da Classificação Decimal de Dewey, 5ª edição,de 1894, da qual conseguiu um exemplar.
Estudando o sistema, ficou impressionado com a riqueza do material e, escrevendopara Melvil Dewey, obteve autorização para sua traduçãopara o francês.
Impressionados com a capacidade do sistema, Otlet e La Fontaine perceberam quea taxonomia do conhecimento humano pode ser expresso internacionalmente atravésdos números, ou seja, quanto mais números decimais utilizar, deforma mais específica pode-se organizar a informação.
O trabalho deixou de ser uma simples tradução, foi recebendo váriasinovações, adaptações e complementos, passando deuma simples tradução da Classificação Decimal deDewey, de um sistema enumerativo, para um novo sistema de classificaçãoque permitem o uso de sínteses, ou seja, a composição denúmeros compostos para indicar assuntos inter-relacionados.
A inclusão de tabelas auxiliares, cujos números poderiam ser utilizadosem todas as partes do sistema e que permitiria aos usuários do sistemaespecificar e direcionar assuntos de forma bem mais especifica, atendendo asnecessidades dos usuários. Com isto, Otlet e La Fontaine conseguiram implantarum grau maior de detalhamento na organização dos assuntos.
O resultado deste trabalho, em francês, foi publicado pelo Institute Internationalde Bibliographie – IIB, sediado em Bruxelas - no Palais Mondial, de formapreliminar em 1904 e foi denominada "Manuel du Repertoire BibliographiqueUniversel" (Manual do Repertório Bibliográfico Universal)e em 1907, surgiu a reimpressão desta edição do Repertório,em forma de catálogo sistemático, sendo hoje a ClassificaçãoDecimal Universal - CDU, com aproximadamente 33.000 subdivisões.
2 EVOLUÇÃO DA CDU
Apesar da 1ª Guerra Mundial, os trabalhos de expansão e atualizaçãoda CDU continuaram, tendo como grande colaborador Fritz Donker Duyvis, responsávelpela profunda revisão e expansão das seções de Ciênciase Tecnologia, publicada em 1927, sob o título de Classification DécimaleUniverselle, contendo 70.000 subdivisões. Esta edição tornou-seo arquivo-mestre do sistema, passando a receber as alterações ecorreções até 1993.
Uma 3ª edição, a primeira em alemão, foi publicadaem 1934, sob a responsabilidade de Carl Walther e continha o dobro da 2ª edição:140.000 subdivisões.
Muitas outras edições foram, ao longo do tempo, editadas em diversaslínguas.
Até 31/12/1991, a FID - Federação Internacional de Informaçãoe Documentação foi o centro administrativo e controlador da CDU.Mas, prevendo uma reestruturação administrativa, financeira e suaexpansão, garantindo o futuro do sistema frente ao novo milênio,a FID, juntamente com outras instituições de informaçãoe documentação, ou seja, outros cinco editores da CDU (Bélgica,Espanha, Países Baixos, Reino Unido e Japão), estruturam em 1991o CONSÓRCIO CDU (UDC Consortium) que, em 01/02/1992 adquirem todos osdireitos e responsabilidades civis do sistema e passam administrá-lo.
Como primeira atuação, foi criado um arquivo-mestre de referência – MRF(Master Reference File), com 60.000 entradas. Este arquivo será alimentado,na medida do possível, com a complementação de outras ediçõesdesenvolvidas. As correções e expansões da CDU sãopublicadas através do boletim Extensions and Corrections to the UDC, editadosanualmente.
A língua oficial do Consórcio CDU é a inglesa e as correçõese expansões são aceitas na língua oficial, na francesa ealemã.
O atual arquivo-mestre de referência é em inglês e será traduzido,na medida do possível, para o francês e alemão. Futuramentepretende-se traduzir para todas as línguas de sua várias edições.
Segundo o Bibliographical Survey of UDC editions (FID publicationss 573, TheHague, 1982), são 23 línguas arroladas em várias edições:especiais, abreviadas, médias e desenvolvidas.


3 EDIÇÕES
A CDU vem sendo divulgada através dos seguintes tipos de edições:desenvolvidas, médias, abreviadas, condensadas e especiais, conforme anecessidade da classificação nas bibliotecas, centros de informaçõese instituições.
No histórico da CDU, identificou-se as seguintes edições,das quais muitas outras foram derivadas.
3.1 Edições desenvolvidas
A primeira edição internacional foi a edição desenvolvida,intitulada "Manuel du Repertoire Bibliographique Universel", em idiomafrancês, em 1904.
A segunda edição, publicada pelo Instituto Internacional de Bibliografia,em francês, recebeu o nome de "Classification Decimale Universelle",em 1927.
A terceira edição, em idioma alemão, sob o titulo "Dezimalklassifikation", é aedição desenvolvida mais completa, em 1934.
Outras edições desenvolvidas foram publicadas nos seguintes idiomas:
inglês – 4a edição; francês – 5a edição;japonês – 6a edição;
espanhol – 7 edição; alemão – 8a edição;português – 9 edição.
Existem as seguintes classes de edição desenvolvida em português:0, 1, 2, 3/308, 32, 347, 37, 39, 502, 55, 8, 61, 7, atendendo às necessidadese condições de cada época.
3.2 Edições médias
Há publicações das edições médias emalemão, francês, russo, japonês, italiano, polonês eportuguês.
A primeira edição média em português foi publicadapelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia- IBICT, em 1976. A segunda edição, em 1987.
E, em 1997, o IBICT publicou a Edição-padrão Internacionalem Língua Portuguesa – Tabelas Sistemáticas – Parte1. Em 1999, publicou o Índice – Parte 2 da Edição-padrãoInternacional em Língua Portuguesa.
3.3 Edições abreviadas
Existem edições abreviadas em quase todos os idiomas, sendo quea edição em língua portuguesa foi publicada em Portugalpelo Centro de Documentação Científica do Instituto de AltaCultura e pelo então Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação- IBBD, hoje o IBICT.
É importante destacar a edição abreviada trilingüe - 1958, emalemão, inglês e francês, acompanhada dos respectivos índices.
3.4 Edições condensadas
Uma edição condensada foi publicada em 1967, em francês,ocupando somente 50 páginas.
3.5 Edições especiais
A FID determinou as edições especiais para uso de especialistasde determinadas áreas, servindo de apoio ao desenvolvimento do conhecimentomundial.

4 CDU NO BRASIL: quadro evolutivo
· 1901 - o engenheiro Vitor da Silva Freire publicou um folheto explicativo, sobo nº 54 da série de publicações do então IIB,divulgando as vantagens do Sistema de Classificação de Bruxelas;
· 1900 - 1909 - Vários nomes importantes da época passaram a divulgaro sistema, entre eles: Rodolfo Garcia, Oswaldo Cruz e Manuel Cícero Peregrinoda Silva;
· 1909 - adotado na Biblioteca de seu Instituto Oswaldo Cruz;
· 1918 - 1921 - a CDU passou a ser utilizada no Boletim Bibliográfico daBiblioteca Nacional;
· 1937 - edição simplificada para ser usada na Biblioteca do Ministériodas Relações Exteriores;
· 1942 - edição mais completa editada pela Biblioteca Públicade Minas Gerais;
· 1954 - primeira edição abreviada da CDU, em língua portuguesa(versão preliminar), publicada pelo Centro de DocumentaçãoCientífica do Instituto de Alta Cultura, de Portugual, sob a responsabilidadede Zeferino Ferreira Paulo;
· 1958 - Criação do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação – IBBD,hoje o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT,por sugestão de Edson Nery da Fonseca, membro da Comissão Brasileirada CDU, criada na época e que ainda hoje funciona junto ao IBICT. Apósa criação do IBBD, várias bibliotecas passaram a utilizara CDU: Diretoria Geral de Estatística; Ministério das RelaçõesExteriores; Câmara dos Deputados; Secretaria dos Negócios do Interiorde Minas Gerais; Biblioteca Pública de Belo Horizonte;
· 1961 - a edição abreviada portuguesa, em versão preliminar,foi amplamente revisada, contando com o apoio do IBBD, da Comissão Brasileirada CDU e tendo também a participação da Comissãode Terminologia da Universidade de São Paulo conseguiram a impressãoda 1ª edição abreviada da CDU, em língua portuguesa;
· 1968 - início da tradução para o português da recém-lançadaedição alemã, a DK-Handausgabe, pelo Padre e Prof. AstérioTavares Campos, membro nato da Comissão Brasileira da CDU e grande incentivadore divulgador da CDU no Brasil. Sem apoio, sem deixar a docência, por sergrande defensor da CDU o Padre Astério, consegue divulgar as tabelas traduzidas,que são impressas de forma mimeografada pela Biblioteca Central na UnB – UniversidadeFederal de Brasília;
· 1971 - contando com apoio da Associação dos Bibliotecáriosdo Distrito Federal, da Biblioteca da Câmara dos Deputados e do Departamentode Biblioteconomia da UnB, é publicado e distribuído para análisee críticas as tabelas traduzidas;
· 1976 - o IBICT, sob a direção de José Vencovsky e a ComissãoBrasileira da CDU, sob a direção do Padre Astério, publicama Primeira Edição Média em Língua Portuguesa da CDU;
· 1987 - é publicada a Segunda Edição Média em LínguaPortuguesa da CDU (edição hoje disponível), baseada na ediçãoinglesa, a British Standards Institution, publicada em 1985;
· 1997 è em dezembro deste ano, o IBICT publica as tabelas sistemáticas – Parte1 da Edição-padrão Internacional em Língua Portuguesa,baseado no arquivo-mestre de referência, cedido pelo Consórcio CDU,com 61.000 entradas, somadas à edição de 1987;
· 1999 è após quase dois anos, o IBICT publica o Índice – Parte2 da Edição-padrão Internacional em Língua Portuguesa.

5 ESTRUTURA E NOTAÇÃO
A Classificação Decimal Universal – CDU, apresenta-se emdois volumes: Parte 1 – Tabela Sistemática e Parte 2 – ÍndiceAlfabético. A Tabela sistemática, por sua vez, subdivide-se emoutras duas tabelas: a tabela principal e as tabelas auxiliares, as quais exemplificamos elementos enumerativos e analíticos-sintéticos em todas as classesdo sistema da CDU. Faz uso de números arábicos que, apóspesquisados, passam a formar a notação que é o código(valor numérico) que representa os conceitos na classificaçãoe expressa sua ordenação.
5.1 Tabela principal
A tabela principal é igualmente identificada como notaçãoprimária. A base da CDU é constituída por nove classes específicase uma classe geral, seguindo o mesmo esquema da Classificação Decimalde Dewey - CDD, diferenciando-se na supressão de dois zeros à direita,portanto, apresenta-se somente com um algarismo arábico e na classe 4 – Lingüística,que foi incorporada na classe 8 – Literatura (em 1963), deixando então,a classe 4 vaga para futuras expansões.
A CDU apresenta as seguintes classes principais:


Edição de 1987 Edição de 1997
Classe Descrição Classe Descrição
0 Generalidades. Ciência e Conhecimento. Organização. Informação.Documentação. Biblioteconomia. Instituições. Publicações.0 Generalidades. Ciência e Conhecimento. Organização. Informação.Documentação. Biblioteconomia. Instituições. Publicações.
1 Filosofia. Psicologia. 1 Filosofia. Psicologia.
2 Religião. Teologia. 2 Religião. Teologia.
21 Teologia natural. Teodicéia. De Deo. Teologia racional. Filosofia religiosa.
3 Ciências Sociais. Estatística. Política. Economia. Comércio.Direito. Administração Pública. Forças Armadas. AssistênciaSocial. Seguro. Educação. Folclore.
30 Teorias, metodologia e métodos nas ciências sociais em geral.Sociografia 3 Ciências Sociais. Estatística. Política. Economia.Comércio. Direito. Administração e Governo. Assuntos Militares.Assistência Social. Seguro. Educação. Folclore.
30 Teorias, metodologia e métodos nas ciências sociais em geral.Sociografia
4 Vaga 4 Vaga
5 Matemática e Ciências Naturais. 5 Matemática, CiênciasNaturais.
6 Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia.
61 Ciências Médicas 6 Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia.
60 Questões gerais das ciências aplicadas.
61 Ciências médicas
7 Arte. Belas Artes. Recreação. Diversões. Esportes. 7 Artes.Recreação. Diversões. Esportes.
8 Linguagem. Lingüística. Literatura. 8 Língua. Lingüística.Literatura.
80 Questões gerais relativas à lingüística e à literatura.Filologia
9 Geografia. Biografia. História. 9 Geografia. Biografia. História.
Cada classe principal, por sua vez, subdivide-se em dez subclasses, abordandoconceitos mais específicos, interligados à classe principal a qualestá subordinado.
Apresenta-se a seguir o exemplo da classe 3, comparando as edições:


Edição de 1987 Edição de 1997
Classe Descrição Classe Descrição
3 Ciências Sociais. Estatística. Política. Economia. Comércio.Direito. Administração Pública. Forças Armadas. AssistênciaSocial. Seguro. Educação. Folclore. 3 Ciências Sociais. Estatística.Política. Economia. Comércio. Direito. Administraçãoe Governo. Assuntos Militares. Assistência Social. Seguro. Educação.Folclore.
30 Teorias, metodologia e métodos nas ciências sociais em geral.Sociografia.

30 Teorias, metodologia e métodos nas ciências sociaisem geral. Sociografia.
31 Demografia. Sociologia. Estatística. 31 Demografia. Sociologia. Estatística.
32 Política. 32 Política.
33 Economia. Ciência econômica. 33 Economia. Ciência econômica.
34 Direito. Jurisprudência. 34 Direito. Jurisprudência.
35 Administração Pública. Governo. Assuntos Militares. 35Administração Pública. Governo. Assuntos Militares.
36 Assistência Social. Previdência Social. Seguridade Social. 36Atenção às necessidades materiais e mentais da vida. Incluindo:Serviço social. Assistência social. Habitação. Seguros.
37 Educação. Ensino. Instrução. Lazer. 37 Educação.Ensino. Instrução. Lazer.
389 Metrologia. Pesos e Medidas 38 Vaga (389 transferido para 006.9)
39 Etnologia. Etnografia. Costumes. Modas. Tradições. Modo de Vida.Folclore. 39 Etnologia. Etnografia. Costumes. Usos. Tradições.Modo de Vida. Folclore.
Cada subclasse é uma divisão lógica da classe principal,identificado sempre pela igualdade no primeiro dígito com relação à classeprincipal (3 – seguido do 30; seguido do 31). Por sua vez, estas mesmassubclasses podem ser subdivididas novamente em 10 subclasses, utilizando agoratrês algarismos, como exemplo à seguir:


Edição de 1987 Edição de 1997
Classe Descrição Classe Descrição
36 Assistência Social. Previdência Social. Seguridade Social. 36Atenção às necessidades materiais e mentais da vida. Incluindo:Serviço social. Assistência social. Habitação. Seguros.
364 Problemas sociais que requerem auxílio e assistência. Tiposde serviço de assistência. 364 Problemas sociais que requerem auxílioe assistência. Tipos de serviço de assistência.
365 Anseio pela casa própria e sua satisfação. Segurançada habitação. 365 Anseio pela casa própria e sua satisfação.Segurança da habitação.
366 Vaga 366 Defesa do consumidor
367 Vaga 367 Vaga
368 Seguro. Provisão comunitária através da participaçãonos riscos. 368 Seguro. Precaução comunitária mediante repartiçãodos riscos.
369 Vaga 369 Seguro social. Seguridade social.
Assim, os assuntos são subdivididos, sucessivamente, tornando-se cadavez mais específicos, ou seja, quanto maior a extensão dos númerosde classificação, maior é o detalhamento da informação.Por exemplo:


Edição de 1987 Edição de 1997
Classe Descrição Classe Descrição
368 Seguro. Provisão comunitária através da participaçãonos riscos. 368 Seguro. Precaução comunitária mediante repartiçãodos riscos.
(083.41) Estatística de risco de acidente
Auxiliares comuns e especiais
368-05 extraída da Tabela Ik –05 Pessoas
368.01 Teoria, princípios científicos do seguro. Teoria atuarial.368.01 Teoria, princípios científicos do seguro. Teoria atuarial.
368.02 Técnica e métodos de seguro. 368.02 Técnica e métodosde seguro.
368.03 Tipos de firmas, empresas de seguro. 368.03 Tipos de firmas, companhias,empresas de seguro.
368.04 Seguro voluntário e compulsório. 368.04 Seguro voluntárioe compulsório. Falta de seguro.
368.06 Medicina no seguro. Controle. Abusos. 368.06 Vago
368.07 Estrutura administrativa. Órgãos da administração.368.07 Estrutura administrativa. Órgãos de administração
368.08 Pessoal administrativo 368.08 Pessoal admionistrativo
368.092 Pseudo-Seguro. Quase-seguro.
368.095 Adiantamentos em dinheiro por conta das apólices
368.1 Seguro de coisas materiais em geral. Seguro de objetos. Seguro da propriedade.Seguro de bens. Seguro contra perdas e danos. 368.1 Seguro de coisas materiaisem geral. Seguro de objetos. Seguro da propriedade. Seguro de mercadorias. Segurocontra perdas e danos.
368.2 Seguro de transporte 368.2 Seguro de transporte
368.3 Seguro relativo à pessoa do segurado. Seguro de vida. Seguro individual,pessoal. Seguro total individual. 368.3 Vago
368.4 Seguro social. Previd~encia social em geral. Seguridade social. 368.4 Vago
368.5 Seguro agrícola. 368.5 Seguro agrícola.
368.8 Seguro da riqueza, dos bens. Seguro de imponderáveis. Seguro contraperdas financeiras. Seguro de riscos exclusivos. Vários outros tipos deseguro. 368.8 Seguro da riqueza, dos bens. Seguro de imponderáveis. Segurocontra perdas financeiras. Seguro de riscos exclusivos. Vários outrostipos de seguro.
368.9 Vago 368.9 Seguro privado para pessoas físicas
Os números de classificação são fraçõesdecimais, portanto, seguem casas consectivas, obedecendo uma estrutura hierárquica,ou seja, as tabelas são divididas hierarquicamente, tanto na parte numéricacomo na parte conceitual. Partem do geral (da classe principal) para o específico(as subclasses), conforme a figura no anexo 1.
Observando a CDU, a pontuação de suas notações diferemcom relação à CDD (que coloca apenas um ponto apóso terceiro dígito), a CDU acrescenta um ponto a cada grupo de trêsdígitos para facilitar a leitura, não tendo, portanto, valor classificatório.

5.2 Tabelas auxiliares
As tabelas auxiliares apresentam-se em duas divisões: os sinais e as subdivisõesauxiliares. O uso destas tabelas permitem, além dos números simples,a construção de números compostos e sínteses.
Os números simples são qualquer número extraído databela principal ou auxiliar e citado isoladamente. Por exemplo: Brasil (81)ou Mineração 622.
Os números compostos são os criados por síntese, ou seja,a composição feita com números extraídos de maisde uma parte da tabela (principal ou auxiliar), que juntos formam uma notaçãode assunto. Por exemplo: Mineração no Brasil 622(81) ou Mineraçãoe Metalúrgica 622 + 669.
5.2.1 Sinais
Os sinais, apresentados nas Tabela Ia – Coordenação e Extensãoe Tabela Ib – Relação, Subagrupamento e Ordenaçãosão em número de cinco:

· Coordenação, representado pelo sinal de + (adição);
· Extensão, representado pela / (barra ablíqua);
· Relação, representado pelo sinal de : (dois pontos);
· Subagrupamento, representado pelos [ ] (colchetes) e
· Ordenação, representado pelos :: (dois pontos duplos).
Os sinais permitem a composição de números, atingindo umgrau maior de especificidade e de recuperação de assuntos. Serãovistos um a um na instrução 2.
5.2.2 Subdivisões Auxiliares
As subdivisões auxiliares subdividem-se em Auxiliares Comuns e AuxiliaresEspeciais, analisados a seguir.
a) Auxiliares comuns: possibilitam o inter-relacionamento entre assuntos e indicamcaracterísticas repetitivas, ou seja, aquelas que são aplicadasem todas as classes principais. São eles: Auxiliar Comum de Língua,de Forma, de Lugar, de Raça, de Tempo, de Ponto de Vista, de Materiaise de Pessoas e, serão estudados um a um a partir da instrução5. Incluem-se, também, o asterisco e as extensões alfabéticas,que serão estudados um a um a partir da instrução 3.
b) Auxiliares especiais: indicam características que se repetem em determinadoslugares da tabela, isto é, aqueles que são aplicáveis aum número limitado da tabela, cuja classe principal a qual está subordinadaautorize sua utilização. São eles: Auxiliares Especiaisde Ponto Zero, Hífen, Apóstrofo e serão estudados um a umna instrução 4.
Em resumo, a CDU utiliza, na composição da sua notação,números decimais, sinais, símbolos, letras ou palavras, portanto, é umanotação mista.
O leiaute da CDU pode ser observado no anexo 2, onde pode-se observar sua estruturade apresentação e as notas remissivas. Aparecem, também,outros símbolos identificados a seguir:

· Remissiva "ver" aparece por extenso nas tabelas;
· Seta " - > " indica "ver também";
· Subdividir como = indica a divisão paralela, onde os números queantecedem o símbolo podem ser subdivididos de maneira análoga à donúmero que o segue, o que permitirá uma série exatamenteanáloga, com os mesmos conceitos e mesmos algarismos.
Aulas Instrução 1, Instrução 2, Instrução3, Instrução 4, Instrução 5
Revisão da Instrução 1 (exercícios de fixação)e Gabaritos Instrução 1 Instrução 4
Ursula Blattmann - ursula@ced.ufsc.br

Universidade Federal de Santa Catarina
Departamento de Ciência da Informação
Campus Universitário - Trindade
89000-000 Florianópolis Santa Catarina - Brasil -
Telefone 55 - 048 - 331 93 04
http://www.ced.ufsc.br/~ursula/2001_1/5213 - (PLANO DE ENSINO)
Última atualização realizada em 18 de março 2001.

Tags: apostilas, cdu
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CDU - UFSC - Ursula Blattmann

APOSTILAS CDU - UFSC - Ursula Blattmann

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC
CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO - CED
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO - CIN
CURSO DE BIBLIOTECONOMIA - BBD
DISCIPLINA: CIN5213- CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL - CDU – 2001/1
INSTRUÇÃO Nº 1
INTRODUÇÃO AO SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
(versão preliminar – 03/00)
1 BREVE HISTÓRICO
O físico André Marie Ampère (1775-1836) foi a primeira pessoaa utilizar uma notação decimal como um código para expressarconceitos de classificação documentária. Este códigofoi popularizado pelo conhecido bibliotecário Melvil Dewey, com sua publicaçãooficial em 1876. A partir daí, ocorreram inúmeras evoluçõese expansões, comprovando-se hoje, como um dos sistemas de classificaçãomais utilizados internacionalmente – a CLASSIFICAÇÃO DECIMALDE DEWEY, em sua 21ª edição e em CD-ROM.
Paul Otlet (1869-1944), advogado belga, reconhecido pelo seu trabalho desenvolvidono campo da bibliografia em Ciências Sociais e seu colega, Henri La Fontaine(1854-1943), que trabalhavam em um índice bibliográfico que arrolassetodas as informações publicadas, sob a orientaçãodo Institute International de Bibliographie - IIB (hoje a reconhecida FederaçãoInternacional de Informação e Documentação – FID).Na busca por orientação para desenvolver as entradas dos assuntos,Otlet tomou conhecimento da Classificação Decimal de Dewey, 5ª edição,de 1894, da qual conseguiu um exemplar.
Estudando o sistema, ficou impressionado com a riqueza do material e, escrevendopara Melvil Dewey, obteve autorização para sua traduçãopara o francês.
Impressionados com a capacidade do sistema, Otlet e La Fontaine perceberam quea taxonomia do conhecimento humano pode ser expresso internacionalmente atravésdos números, ou seja, quanto mais números decimais utilizar, deforma mais específica pode-se organizar a informação.
O trabalho deixou de ser uma simples tradução, foi recebendo váriasinovações, adaptações e complementos, passando deuma simples tradução da Classificação Decimal deDewey, de um sistema enumerativo, para um novo sistema de classificaçãoque permitem o uso de sínteses, ou seja, a composição denúmeros compostos para indicar assuntos inter-relacionados.
A inclusão de tabelas auxiliares, cujos números poderiam ser utilizadosem todas as partes do sistema e que permitiria aos usuários do sistemaespecificar e direcionar assuntos de forma bem mais especifica, atendendo asnecessidades dos usuários. Com isto, Otlet e La Fontaine conseguiram implantarum grau maior de detalhamento na organização dos assuntos.
O resultado deste trabalho, em francês, foi publicado pelo Institute Internationalde Bibliographie – IIB, sediado em Bruxelas - no Palais Mondial, de formapreliminar em 1904 e foi denominada "Manuel du Repertoire BibliographiqueUniversel" (Manual do Repertório Bibliográfico Universal)e em 1907, surgiu a reimpressão desta edição do Repertório,em forma de catálogo sistemático, sendo hoje a ClassificaçãoDecimal Universal - CDU, com aproximadamente 33.000 subdivisões.
2 EVOLUÇÃO DA CDU
Apesar da 1ª Guerra Mundial, os trabalhos de expansão e atualizaçãoda CDU continuaram, tendo como grande colaborador Fritz Donker Duyvis, responsávelpela profunda revisão e expansão das seções de Ciênciase Tecnologia, publicada em 1927, sob o título de Classification DécimaleUniverselle, contendo 70.000 subdivisões. Esta edição tornou-seo arquivo-mestre do sistema, passando a receber as alterações ecorreções até 1993.
Uma 3ª edição, a primeira em alemão, foi publicadaem 1934, sob a responsabilidade de Carl Walther e continha o dobro da 2ª edição:140.000 subdivisões.
Muitas outras edições foram, ao longo do tempo, editadas em diversaslínguas.
Até 31/12/1991, a FID - Federação Internacional de Informaçãoe Documentação foi o centro administrativo e controlador da CDU.Mas, prevendo uma reestruturação administrativa, financeira e suaexpansão, garantindo o futuro do sistema frente ao novo milênio,a FID, juntamente com outras instituições de informaçãoe documentação, ou seja, outros cinco editores da CDU (Bélgica,Espanha, Países Baixos, Reino Unido e Japão), estruturam em 1991o CONSÓRCIO CDU (UDC Consortium) que, em 01/02/1992 adquirem todos osdireitos e responsabilidades civis do sistema e passam administrá-lo.
Como primeira atuação, foi criado um arquivo-mestre de referência – MRF(Master Reference File), com 60.000 entradas. Este arquivo será alimentado,na medida do possível, com a complementação de outras ediçõesdesenvolvidas. As correções e expansões da CDU sãopublicadas através do boletim Extensions and Corrections to the UDC, editadosanualmente.
A língua oficial do Consórcio CDU é a inglesa e as correçõese expansões são aceitas na língua oficial, na francesa ealemã.
O atual arquivo-mestre de referência é em inglês e será traduzido,na medida do possível, para o francês e alemão. Futuramentepretende-se traduzir para todas as línguas de sua várias edições.
Segundo o Bibliographical Survey of UDC editions (FID publicationss 573, TheHague, 1982), são 23 línguas arroladas em várias edições:especiais, abreviadas, médias e desenvolvidas.


3 EDIÇÕES
A CDU vem sendo divulgada através dos seguintes tipos de edições:desenvolvidas, médias, abreviadas, condensadas e especiais, conforme anecessidade da classificação nas bibliotecas, centros de informaçõese instituições.
No histórico da CDU, identificou-se as seguintes edições,das quais muitas outras foram derivadas.
3.1 Edições desenvolvidas
A primeira edição internacional foi a edição desenvolvida,intitulada "Manuel du Repertoire Bibliographique Universel", em idiomafrancês, em 1904.
A segunda edição, publicada pelo Instituto Internacional de Bibliografia,em francês, recebeu o nome de "Classification Decimale Universelle",em 1927.
A terceira edição, em idioma alemão, sob o titulo "Dezimalklassifikation", é aedição desenvolvida mais completa, em 1934.
Outras edições desenvolvidas foram publicadas nos seguintes idiomas:
inglês – 4a edição; francês – 5a edição;japonês – 6a edição;
espanhol – 7 edição; alemão – 8a edição;português – 9 edição.
Existem as seguintes classes de edição desenvolvida em português:0, 1, 2, 3/308, 32, 347, 37, 39, 502, 55, 8, 61, 7, atendendo às necessidadese condições de cada época.
3.2 Edições médias
Há publicações das edições médias emalemão, francês, russo, japonês, italiano, polonês eportuguês.
A primeira edição média em português foi publicadapelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia- IBICT, em 1976. A segunda edição, em 1987.
E, em 1997, o IBICT publicou a Edição-padrão Internacionalem Língua Portuguesa – Tabelas Sistemáticas – Parte1. Em 1999, publicou o Índice – Parte 2 da Edição-padrãoInternacional em Língua Portuguesa.
3.3 Edições abreviadas
Existem edições abreviadas em quase todos os idiomas, sendo quea edição em língua portuguesa foi publicada em Portugalpelo Centro de Documentação Científica do Instituto de AltaCultura e pelo então Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação- IBBD, hoje o IBICT.
É importante destacar a edição abreviada trilingüe - 1958, emalemão, inglês e francês, acompanhada dos respectivos índices.
3.4 Edições condensadas
Uma edição condensada foi publicada em 1967, em francês,ocupando somente 50 páginas.
3.5 Edições especiais
A FID determinou as edições especiais para uso de especialistasde determinadas áreas, servindo de apoio ao desenvolvimento do conhecimentomundial.

4 CDU NO BRASIL: quadro evolutivo
· 1901 - o engenheiro Vitor da Silva Freire publicou um folheto explicativo, sobo nº 54 da série de publicações do então IIB,divulgando as vantagens do Sistema de Classificação de Bruxelas;
· 1900 - 1909 - Vários nomes importantes da época passaram a divulgaro sistema, entre eles: Rodolfo Garcia, Oswaldo Cruz e Manuel Cícero Peregrinoda Silva;
· 1909 - adotado na Biblioteca de seu Instituto Oswaldo Cruz;
· 1918 - 1921 - a CDU passou a ser utilizada no Boletim Bibliográfico daBiblioteca Nacional;
· 1937 - edição simplificada para ser usada na Biblioteca do Ministériodas Relações Exteriores;
· 1942 - edição mais completa editada pela Biblioteca Públicade Minas Gerais;
· 1954 - primeira edição abreviada da CDU, em língua portuguesa(versão preliminar), publicada pelo Centro de DocumentaçãoCientífica do Instituto de Alta Cultura, de Portugual, sob a responsabilidadede Zeferino Ferreira Paulo;
· 1958 - Criação do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação – IBBD,hoje o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT,por sugestão de Edson Nery da Fonseca, membro da Comissão Brasileirada CDU, criada na época e que ainda hoje funciona junto ao IBICT. Apósa criação do IBBD, várias bibliotecas passaram a utilizara CDU: Diretoria Geral de Estatística; Ministério das RelaçõesExteriores; Câmara dos Deputados; Secretaria dos Negócios do Interiorde Minas Gerais; Biblioteca Pública de Belo Horizonte;
· 1961 - a edição abreviada portuguesa, em versão preliminar,foi amplamente revisada, contando com o apoio do IBBD, da Comissão Brasileirada CDU e tendo também a participação da Comissãode Terminologia da Universidade de São Paulo conseguiram a impressãoda 1ª edição abreviada da CDU, em língua portuguesa;
· 1968 - início da tradução para o português da recém-lançadaedição alemã, a DK-Handausgabe, pelo Padre e Prof. AstérioTavares Campos, membro nato da Comissão Brasileira da CDU e grande incentivadore divulgador da CDU no Brasil. Sem apoio, sem deixar a docência, por sergrande defensor da CDU o Padre Astério, consegue divulgar as tabelas traduzidas,que são impressas de forma mimeografada pela Biblioteca Central na UnB – UniversidadeFederal de Brasília;
· 1971 - contando com apoio da Associação dos Bibliotecáriosdo Distrito Federal, da Biblioteca da Câmara dos Deputados e do Departamentode Biblioteconomia da UnB, é publicado e distribuído para análisee críticas as tabelas traduzidas;
· 1976 - o IBICT, sob a direção de José Vencovsky e a ComissãoBrasileira da CDU, sob a direção do Padre Astério, publicama Primeira Edição Média em Língua Portuguesa da CDU;
· 1987 - é publicada a Segunda Edição Média em LínguaPortuguesa da CDU (edição hoje disponível), baseada na ediçãoinglesa, a British Standards Institution, publicada em 1985;
· 1997 è em dezembro deste ano, o IBICT publica as tabelas sistemáticas – Parte1 da Edição-padrão Internacional em Língua Portuguesa,baseado no arquivo-mestre de referência, cedido pelo Consórcio CDU,com 61.000 entradas, somadas à edição de 1987;
· 1999 è após quase dois anos, o IBICT publica o Índice – Parte2 da Edição-padrão Internacional em Língua Portuguesa.

5 ESTRUTURA E NOTAÇÃO
A Classificação Decimal Universal – CDU, apresenta-se emdois volumes: Parte 1 – Tabela Sistemática e Parte 2 – ÍndiceAlfabético. A Tabela sistemática, por sua vez, subdivide-se emoutras duas tabelas: a tabela principal e as tabelas auxiliares, as quais exemplificamos elementos enumerativos e analíticos-sintéticos em todas as classesdo sistema da CDU. Faz uso de números arábicos que, apóspesquisados, passam a formar a notação que é o código(valor numérico) que representa os conceitos na classificaçãoe expressa sua ordenação.
5.1 Tabela principal
A tabela principal é igualmente identificada como notaçãoprimária. A base da CDU é constituída por nove classes específicase uma classe geral, seguindo o mesmo esquema da Classificação Decimalde Dewey - CDD, diferenciando-se na supressão de dois zeros à direita,portanto, apresenta-se somente com um algarismo arábico e na classe 4 – Lingüística,que foi incorporada na classe 8 – Literatura (em 1963), deixando então,a classe 4 vaga para futuras expansões.
A CDU apresenta as seguintes classes principais:


Edição de 1987 Edição de 1997
Classe Descrição Classe Descrição
0 Generalidades. Ciência e Conhecimento. Organização. Informação.Documentação. Biblioteconomia. Instituições. Publicações.0 Generalidades. Ciência e Conhecimento. Organização. Informação.Documentação. Biblioteconomia. Instituições. Publicações.
1 Filosofia. Psicologia. 1 Filosofia. Psicologia.
2 Religião. Teologia. 2 Religião. Teologia.
21 Teologia natural. Teodicéia. De Deo. Teologia racional. Filosofia religiosa.
3 Ciências Sociais. Estatística. Política. Economia. Comércio.Direito. Administração Pública. Forças Armadas. AssistênciaSocial. Seguro. Educação. Folclore.
30 Teorias, metodologia e métodos nas ciências sociais em geral.Sociografia 3 Ciências Sociais. Estatística. Política. Economia.Comércio. Direito. Administração e Governo. Assuntos Militares.Assistência Social. Seguro. Educação. Folclore.
30 Teorias, metodologia e métodos nas ciências sociais em geral.Sociografia
4 Vaga 4 Vaga
5 Matemática e Ciências Naturais. 5 Matemática, CiênciasNaturais.
6 Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia.
61 Ciências Médicas 6 Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia.
60 Questões gerais das ciências aplicadas.
61 Ciências médicas
7 Arte. Belas Artes. Recreação. Diversões. Esportes. 7 Artes.Recreação. Diversões. Esportes.
8 Linguagem. Lingüística. Literatura. 8 Língua. Lingüística.Literatura.
80 Questões gerais relativas à lingüística e à literatura.Filologia
9 Geografia. Biografia. História. 9 Geografia. Biografia. História.
Cada classe principal, por sua vez, subdivide-se em dez subclasses, abordandoconceitos mais específicos, interligados à classe principal a qualestá subordinado.
Apresenta-se a seguir o exemplo da classe 3, comparando as edições:


Edição de 1987 Edição de 1997
Classe Descrição Classe Descrição
3 Ciências Sociais. Estatística. Política. Economia. Comércio.Direito. Administração Pública. Forças Armadas. AssistênciaSocial. Seguro. Educação. Folclore. 3 Ciências Sociais. Estatística.Política. Economia. Comércio. Direito. Administraçãoe Governo. Assuntos Militares. Assistência Social. Seguro. Educação.Folclore.
30 Teorias, metodologia e métodos nas ciências sociais em geral.Sociografia. 30 Teorias, metodologia e métodos nas ciências sociaisem geral. Sociografia.
31 Demografia. Sociologia. Estatística. 31 Demografia. Sociologia. Estatística.
32 Política. 32 Política.
33 Economia. Ciência econômica. 33 Economia. Ciência econômica.
34 Direito. Jurisprudência. 34 Direito. Jurisprudência.
35 Administração Pública. Governo. Assuntos Militares. 35Administração Pública. Governo. Assuntos Militares.
36 Assistência Social. Previdência Social. Seguridade Social. 36Atenção às necessidades materiais e mentais da vida. Incluindo:Serviço social. Assistência social. Habitação. Seguros.
37 Educação. Ensino. Instrução. Lazer. 37 Educação.Ensino. Instrução. Lazer.
389 Metrologia. Pesos e Medidas 38 Vaga (389 transferido para 006.9)
39 Etnologia. Etnografia. Costumes. Modas. Tradições. Modo de Vida.Folclore. 39 Etnologia. Etnografia. Costumes. Usos. Tradições.Modo de Vida. Folclore.
Cada subclasse é uma divisão lógica da classe principal,identificado sempre pela igualdade no primeiro dígito com relação à classeprincipal (3 – seguido do 30; seguido do 31). Por sua vez, estas mesmassubclasses podem ser subdivididas novamente em 10 subclasses, utilizando agoratrês algarismos, como exemplo à seguir:


Edição de 1987 Edição de 1997
Classe Descrição Classe Descrição
36 Assistência Social. Previdência Social. Seguridade Social. 36Atenção às necessidades materiais e mentais da vida. Incluindo:Serviço social. Assistência social. Habitação. Seguros.
364 Problemas sociais que requerem auxílio e assistência. Tiposde serviço de assistência. 364 Problemas sociais que requerem auxílioe assistência. Tipos de serviço de assistência.
365 Anseio pela casa própria e sua satisfação. Segurançada habitação. 365 Anseio pela casa própria e sua satisfação.Segurança da habitação.
366 Vaga 366 Defesa do consumidor
367 Vaga 367 Vaga
368 Seguro. Provisão comunitária através da participaçãonos riscos. 368 Seguro. Precaução comunitária mediante repartiçãodos riscos.
369 Vaga 369 Seguro social. Seguridade social.
Assim, os assuntos são subdivididos, sucessivamente, tornando-se cadavez mais específicos, ou seja, quanto maior a extensão dos númerosde classificação, maior é o detalhamento da informação.Por exemplo:


Edição de 1987 Edição de 1997
Classe Descrição Classe Descrição
368 Seguro. Provisão comunitária através da participaçãonos riscos. 368 Seguro. Precaução comunitária mediante repartiçãodos riscos.
(083.41) Estatística de risco de acidente
Auxiliares comuns e especiais
368-05 extraída da Tabela Ik –05 Pessoas
368.01 Teoria, princípios científicos do seguro. Teoria atuarial.368.01 Teoria, princípios científicos do seguro. Teoria atuarial.
368.02 Técnica e métodos de seguro. 368.02 Técnica e métodosde seguro.
368.03 Tipos de firmas, empresas de seguro. 368.03 Tipos de firmas, companhias,empresas de seguro.
368.04 Seguro voluntário e compulsório. 368.04 Seguro voluntárioe compulsório. Falta de seguro.
368.06 Medicina no seguro. Controle. Abusos. 368.06 Vago
368.07 Estrutura administrativa. Órgãos da administração.368.07 Estrutura administrativa. Órgãos de administração
368.08 Pessoal administrativo 368.08 Pessoal admionistrativo
368.092 Pseudo-Seguro. Quase-seguro.
368.095 Adiantamentos em dinheiro por conta das apólices
368.1 Seguro de coisas materiais em geral. Seguro de objetos. Seguro da propriedade.Seguro de bens. Seguro contra perdas e danos. 368.1 Seguro de coisas materiaisem geral. Seguro de objetos. Seguro da propriedade. Seguro de mercadorias. Segurocontra perdas e danos.
368.2 Seguro de transporte 368.2 Seguro de transporte
368.3 Seguro relativo à pessoa do segurado. Seguro de vida. Seguro individual,pessoal. Seguro total individual. 368.3 Vago
368.4 Seguro social. Previd~encia social em geral. Seguridade social. 368.4 Vago
368.5 Seguro agrícola. 368.5 Seguro agrícola.
368.8 Seguro da riqueza, dos bens. Seguro de imponderáveis. Seguro contraperdas financeiras. Seguro de riscos exclusivos. Vários outros tipos deseguro. 368.8 Seguro da riqueza, dos bens. Seguro de imponderáveis. Segurocontra perdas financeiras. Seguro de riscos exclusivos. Vários outrostipos de seguro.
368.9 Vago 368.9 Seguro privado para pessoas físicas
Os números de classificação são fraçõesdecimais, portanto, seguem casas consectivas, obedecendo uma estrutura hierárquica,ou seja, as tabelas são divididas hierarquicamente, tanto na parte numéricacomo na parte conceitual. Partem do geral (da classe principal) para o específico(as subclasses), conforme a figura no anexo 1.
Observando a CDU, a pontuação de suas notações diferemcom relação à CDD (que coloca apenas um ponto apóso terceiro dígito), a CDU acrescenta um ponto a cada grupo de trêsdígitos para facilitar a leitura, não tendo, portanto, valor classificatório.

5.2 Tabelas auxiliares
As tabelas auxiliares apresentam-se em duas divisões: os sinais e as subdivisõesauxiliares. O uso destas tabelas permitem, além dos números simples,a construção de números compostos e sínteses.
Os números simples são qualquer número extraído databela principal ou auxiliar e citado isoladamente. Por exemplo: Brasil (81)ou Mineração 622.
Os números compostos são os criados por síntese, ou seja,a composição feita com números extraídos de maisde uma parte da tabela (principal ou auxiliar), que juntos formam uma notaçãode assunto. Por exemplo: Mineração no Brasil 622(81) ou Mineraçãoe Metalúrgica 622 + 669.
5.2.1 Sinais
Os sinais, apresentados nas Tabela Ia – Coordenação e Extensãoe Tabela Ib – Relação, Subagrupamento e Ordenaçãosão em número de cinco:

· Coordenação, representado pelo sinal de + (adição);
· Extensão, representado pela / (barra ablíqua);
· Relação, representado pelo sinal de : (dois pontos);
· Subagrupamento, representado pelos [ ] (colchetes) e
· Ordenação, representado pelos :: (dois pontos duplos).
Os sinais permitem a composição de números, atingindo umgrau maior de especificidade e de recuperação de assuntos. Serãovistos um a um na instrução 2.
5.2.2 Subdivisões Auxiliares
As subdivisões auxiliares subdividem-se em Auxiliares Comuns e AuxiliaresEspeciais, analisados a seguir.
a) Auxiliares comuns: possibilitam o inter-relacionamento entre assuntos e indicamcaracterísticas repetitivas, ou seja, aquelas que são aplicadasem todas as classes principais. São eles: Auxiliar Comum de Língua,de Forma, de Lugar, de Raça, de Tempo, de Ponto de Vista, de Materiaise de Pessoas e, serão estudados um a um a partir da instrução5. Incluem-se, também, o asterisco e as extensões alfabéticas,que serão estudados um a um a partir da instrução 3.
b) Auxiliares especiais: indicam características que se repetem em determinadoslugares da tabela, isto é, aqueles que são aplicáveis aum número limitado da tabela, cuja classe principal a qual está subordinadaautorize sua utilização. São eles: Auxiliares Especiaisde Ponto Zero, Hífen, Apóstrofo e serão estudados um a umna instrução 4.
Em resumo, a CDU utiliza, na composição da sua notação,números decimais, sinais, símbolos, letras ou palavras, portanto, é umanotação mista.
O leiaute da CDU pode ser observado no anexo 2, onde pode-se observar sua estruturade apresentação e as notas remissivas. Aparecem, também,outros símbolos identificados a seguir:

· Remissiva "ver" aparece por extenso nas tabelas;
· Seta " - > " indica "ver também";
· Subdividir como = indica a divisão paralela, onde os números queantecedem o símbolo podem ser subdivididos de maneira análoga à donúmero que o segue, o que permitirá uma série exatamenteanáloga, com os mesmos conceitos e mesmos algarismos.
Aulas Instrução 1, Instrução 2, Instrução3, Instrução 4, Instrução 5
Revisão da Instrução 1 (exercícios de fixação)e Gabaritos Instrução 1 Instrução 4
Ursula Blattmann - ursula@ced.ufsc.br

Universidade Federal de Santa Catarina
Departamento de Ciência da Informação
Campus Universitário - Trindade
89000-000 Florianópolis Santa Catarina - Brasil -
Telefone 55 - 048 - 331 93 04
http://www.ced.ufsc.br/~ursula/2001_1/5213 - (PLANO DE ENSINO)
Última atualização realizada em 18 de março 2001.

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Perfil do profissional da informação e o Mercosul

Perfil do profissional da informação e o Mercosul

Maria Yêda F. S. de Filgueiras Gomes
Maryvonne Palma de Mello
Maria Consuelo Pinheiro Santos
Professoras da Escola de Biblioteconomia e

Documentação da Universidade Federal da Bahia

Brasil
Introdução
Com a globalização da economia, a competitividade entre emprêsas e países tornou-se intimamente ligada à qualidade do sistema de informação de que se dispõe em relação aos seus concorrentes. Cabe ainda destacar que a globalização está associada ao progresso das telecomunicações, à disponibilização das informações em tempo real e às novas técnicas de marketing. Nesse contexto, o mercado de trabalho tornou-se mais seletivo passando a exigir dos profissionais da informação maior versatilidade, melhor performance na capacidade de comunicação e habilidades específicas não encontradas plenamente desenvolvidas nas profissões já existentes. Conforme chama a atenção Barreto (1996, p. 146), a informação, nesse ambiente de grandes e aceleradas mudanças, passa a desempenhar múltiplos papéis ...Atualmente, as discussões sobre acesso à informação de forma universal, privacidade nas telecomunicações, fluxo de dados transfronteira, direito e propriedade intelectual na era da Internet, aspectos políticos, legais e éticos como acesso igualitário à informação por países ricos e pobres tornam evidente que há muito por fazer, e isso dá outra dimensão ao trabalho do profissional da informação, se visto sob a ótica da multidisciplinaridade que a sobrevivência em tempos de globalização exige.

A formação de blocos econômicos, tais como o Mercosul e a ALCA, este último ainda em gestação, que pretende integrar todos os países da América, assim como o acesso às informações de todo o mundo, através de redes de computadores, colocam em relêvo a importância do profissional da informação. Entendemos que esse profissional, além de manipular, articular e dominar tecnologia e serviços informacionais, deve também compreender o processo de produção e distribuição da informação enquanto conhecimento, ou seja, é necessário que êle compreenda cada conhecimento a partir da realidade sócio-histórica na qual êle foi construído.

Apresentamos, a seguir, considerações gerais sobre o papel e funções do profissional da informação e algumas de suas competências indispensáveis na especialidade Fundamentos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, abordando certos conhecimentos que êle deve dominar nessa área para que possa melhor desempenhar tais funções e papel numa sociedade globalizada.
Papel e funções do profissional da informação

No quadro de instabilidade econômico-financeira do mercado mundial, com reflexos imediatos nos países do Terceiro Mundo, onde a América Latina se insere, e agravado pela instabilidade política e pelas transformações tecnológicas, a delimitação do perfil do profissional da informação torna-se muito difícil. Na verdade, as mudanças operadas pela inovação tecnológica nos setores de informática, de rede de computadores e de telecomunicações vêm afetando a concepção tradicional de bibliotecas e, consequentemente, introduzindo mudanças na formação do bibliotecário, a fim de que este possa desempenhar melhor suas novas funções e fazer face aos desafios inerentes à era da informação eletrônica. De acordo com Vieira (1993, p. 111), alguns elementos podem ser apontados como determinantes da demanda por um novo profissional da informação para esse tempo de mudanças: novos tipos de usuários, novos assuntos interdisciplinares, novas tecnologias da informação e da comunicação, novas categorias de informação introduzidas pela associação da informática com os sistemas óticos, novos estilos de trabalho propiciados pela telemática, novas responsabilidades éticas no lidar com a informação, novos ambientes de trabalho marcados pela ergonomia.

Assim é que, a globalização da economia e o advento dos mercados comuns, como é o caso do Mercosul, vêm pressionando a classe biblioteconômica a promover estudos comparativos sobre a formação profissional, suas legislações e seus mercados de trabalho. Com essa perspectiva, os profissionais vêm se mobilizando de forma bem mais evidente na atualidade do que em períodos anteriores, no sentido de promover encontros, seminários, reuniões e outros eventos semelhantes, para discutir com seus pares latinoamericanos e de outras partes do mundo, questões relativas à constituição de um currículo que possa atender às expectativas de formação de um novo profissional capaz de responder aos desafios relativos às transformações que vêm ocorrendo na sociedade.

A formação desse profissional deve, portanto, refletir essas mudanças. Sua função está evoluindo e suas competências não serão avaliadas somente em termos da quantidade e qualidade da informação fornecida, mas, sobretudo, a partir do tempo economizado para os usuários. Êle será o “refinador” da informação com a função de criar informação com valor agregado para serviços específicos. Além disso, a utilização crescente das novas tecnologias pelos serviços de informação indica uma tendência de transformar o posicionamento do bibliotecário, de profissional passivo para agente disseminador da informação, tornando-o apto a usar os recursos tecnológicos disponíveis, capaz de promover, de forma ativa, a transferência da informação para os seus usuários e não apenas como um mero repassador desta. Nesse sentido, o mercado está a exigir profissionais preparados para o tratamento eletrônico da informação, para a orientação do usuário na navegação eficaz das redes e para a análise e decodificação dos conteúdos de informação. Os profissionais da informação devem prestar serviços crescentes a atores e setores não-tradicionais (bancos, empresas, profissionais liberais, etc.), e não apenas nos espaços em que até agora vêm atuando, como bibliotecas, centros de documentação, etc., combinando habilidades tecnológicas e capacidade de analisar políticas, com uma forte orientação para o cliente. Em assim sendo, os novos desafios que o profissional vem enfrentando são responsáveis pelas mudanças inevitáveis de seu papel, muitas vezes obrigando-o a desempenhar uma função multifacetada. Esse processo evolutivo vem apresentando, até então, uma diversidade de categorias profissionais direcionadas para a área de informação.

Ao abordar o papel do profissional da informação numa sociedade em mudança, Araújo (1986, p. 12) afirma que esse papel passa necessariamente por sua colocação política e crítica diante da realidade. Além disso, deve ser fundamentalmente dinâmico e agressivo e dotar-se de instrumentos de outras áreas técnico-científicas, assumindo o caráter interdisciplinar inerente às atividades de informação: da Economia, deve retirar os subsídios para elaboração de políticas de preços e análise de custo/benefício/eficácia para os serviços e produtos; da Administração, deve absorver as técnicas de planejamento e gerenciamento de serviços e estratégias de marketing para atingir o mercado potencial com o mínimo de custo operacional e máximo de resultados; da Comunicação, deve utilizar as técnicas de elaboração e veiculação de mensagens que divulguem os serviços e produtos oferecidos no mercado; da Sociologia e Antropologia, deve retirar os conceitos básicos sobre as leis de comportamento social e as regras subjacentes à organização da cultura.

Para Antonio (1991, p. 79), o novo profissional da informação deve compreender o panorama histórico em processo, bem como exercer novas funções em sistemas avançados de informação. Sua capacidade intelectual deve sobrepor-se às suas habilidades operacionais. Consideramos ainda que, além desse aspectos, esse profissional deve ser mais criativo e sintonizado com a aplicação das novas tecnologias da informação, sobretudo nas atividades de organização e recuperação da informação: deve ser capaz de criar, desenvolver e gerenciar unidades e serviços de informação adaptados às possibilidades tecnológicas e às necessidades dos usuários. Consequentemente, deverá ter uma competência profissional ampla envolvendo conhecimento interdisciplinar, habilidades gerenciais, técnicas e políticas, além de atitude ética.

Vários conceitos científicos foram desenvolvidos em disciplinas periféricas à Ciência da Informação e o profissional da informação deve dominar conceitos tais como: conceitos linguísticos, ligados à análise e indexação de documentos: conceitos textuais (sintagmas, índices) e conceitos paratextuais (título, resumo, palavras-chaves, descritores, citações, referências bibliográficas); conceitos sociológicos, como os de comunidade científica, rede de comunicação e uso; conceitos psicológicos, como necessidade de informação, interação e atitude; conceitos lógicos, como os da lógica booleana e os da lógica difusa. Os conceitos técnicos, voltados para a normalização, relacionam-se, por exemplo, à gestão e armazenamento de documentos: referência bibliográfica, tesauro, catálogo, entre outros.

O novo perfil desse profissional deve, assim, combinar características das áreas de informática, comunicação social, administração, economia, linguística, biblioteconomia, documentação e ciência da informação, sem, contudo, deixar de se considerar uma formação humanística, pedagógica e social, voltada para uma filosofia educacional mais ampla, flexível, integrada e crítica.

Competências na especialidade fundamentos da biblioteconomia e da ciência da informação

O estudo da informação enquanto fenômeno é a própria base da harmonização das funções, e favorece o aprofundamento dos conceitos fundamentais na Ciência da Informação, permitindo situar melhor as instituições (bibliotecas, centros de documentação e serviços de arquivos) e as profissões (bibliotecário, arquivista, especialista da informação).

Saracevic (1974, p. 44), ao comentar sobre a motivação e a justificativa para o ensino da Ciência da Informação, destacou os seguintes aspectos: primeiro, um profissional, para ser um profissional, tem que entender as bases experimentais e teóricas do seu trabalho. Segundo, um profissional, para permanecer como tal, necessita da capacidade de absorver, durante a sua vida profissional, os avanços experimentais e teóricos referentes ao seu trabalho; e terceiro, a realização e a demonstração da mais alta competência profissional são a capacidade de traduzir e adaptar o trabalho experimental e teórico em geral a soluções de problemas práticos específicos.

Tomando como base as idéias acima mencionadas, apresentamos alguns conhecimentos que julgamos essenciais para que esse profissional possa desenvolver suas competências nessa área, em sintonia com as exigências da sociedade globalizada. Para tanto, êle deverá dominar:

- O conhecimento da gênesis e do desenvolvimento de processos e fenômenos informacionais em diversas áreas, objetivando abordar a contextualização multidisciplinar desses processos, buscando formulações teóricas que atuem como elos interdisciplinares em torno do objeto informação.

- O conhecimento das teorias, dos paradigmas e das tendências da informação.

- O conhecimento da dinâmica e das necessidades de informação da sociedade, o que permite compreender por que as pessoas se envolvem num processo de busca de informação (exigências oriundas da vida social, de saber, de comunicação, entre outras).

- O conhecimento específico da Biblioteconomia e Ciência da Informação em seus aspectos conceituais, funcionais e metodológicos.

- O conhecimento da relação entre Ciência da Informação, Biblioteconomia e disciplinas correlatas.

- O conhecimento comparativo da Biblioteconomia e Ciência da Informação em diversos contextos, a fim de que a variedade de situações estimule a criatividade na identificação de soluções igualmente diferenciadas.

- O conhecimento das leis, como as leis bibliométricas, que embora não permitam compreender o comportamento social responsável pelas observações registradas, são úteis para o gerenciamento de acervos disponíveis e, mais comumente, nos processos de tomada de decisão.

- O conhecimento das barreiras que dificultam ou impedem a comunicação da informação, para poder eliminá-las ou minimizá-las.

Com essa fundamentação teórica e o domínio desses conhecimentos, os profissionais da informação estarão melhor capacitados e habilitados a:

- Analisar os fenômenos dos fluxos de informação nos processos informais e/ou formais de comunicação, de diferentes tipos de comunidades, articulando-se com os diversos agentes do ciclo da informação.

- Agregar valor à informação do ponto de vista seletivo, crítico e de conteúdo.

- Entender a informação como recurso econômico e estratégico.

- Compreender as necessidades de informação da sociedade.

- Identificar demandas e necessidades de leitura e informação dos diferentes grupos sócio-econômico-culturais.

- Antever os possíveis usos das informações coletadas ou produzidas internamente nas organizações.

- Relacionar a área de Ciência da Informação à prática em bibliotecas e em qualquer sistema de informação, sabendo traduzir e adaptar os resultados da teoria e da experimentação e aplicá-los a problemas práticos específicos.

- Organizar o conhecimento, atendendo às limitações impostas pelos diferentes tipos de conhecimento e por meio de ferramentas linguísticas e conceituais adequadas.

- Armazenar e recuperar a informação, tornando-a mais acessível aos usuários.

- Identificar eventuais lacunas ou duplicidade de coleta e armazenamento da informação.

- Examinar as condições de acesso e disseminação da informação.

- Identificar os problemas de transferência da informação e saber realizá-la.

- Definir parâmetros de avaliação da informação.

- Realizar a comunicação efetiva, de modo a permitir a interpretação, empatia e cordialidade nos relacionamentos interpessoais com os usuários.

- Entender e acompanhar a literatura sobre a Biblioteconomia e a Ciência da Informação em sua vida profissional.

Conclusões
As possibilidades do profissional da informação ingressar e se estabelecer em novas fatias de mercado estão cada vez mais condicionadas à sua bagagem profissional, experiências e trabalhos realizados. Isso implica, entre outras coisas, no domínio das teorias, paradigmas e tendências da informação; dos parâmetros contextuais e cognitivos da transferência de informação, com vistas ao processo de produção e uso do conhecimento, o que se constitui em objetos de estudo importantes e necessários a esse profissional. Além desses conhecimentos, êle deve dominar conceitos científicos desenvolvidos em áreas periféricas à Biblioteconomia e Ciência da Informação. Conforme enfatiza Berto (1996, p. 145).

A integração e a interação dos bibliotecários com profissionais e disciplinas de outras áreas são, no momento, parte dos requisitos necessários e fundamentais ao acompanhamento das modificações tecnológicas, paradigmáticas e instrumentais na área de informação, de maneira a capacitarem-se e a identificarem-se como profissionais de informação inseridos em equipes multidisciplinares.

Tais aspectos, entretanto, não podem ser vistos isoladamente, considerando-se que em tempos de economia globalizada torna-se imperativo que os conhecimentos específicos de cada área se agreguem em proveito da consecução de um objetivo comum; ou seja, os serviços e produtos a serem oferecidos serão tão globalizados quanto o mercado a que se destinam. Por outro lado, a articulação desses conhecimentos, embora importante e necessária, requer do profissional da informação uma consciência muito clara das características e especificidades da sua área de atuação. Nessa mesma linha de pensamento, Berto (1996, p. 146) destaca ainda que, a modernização de papéis e funções nas profissões de informação suscitam a premência de avaliação, alteração, atualização e unificação de competências do bibliotecário, para que se amplie o elenco de atividades onde possa atuar sem ‘fugir’ de sua área de formação e competência iniciais, como que reconhecendo a ‘falência’ da profissão.

Referências Bibliográficas

Antonio, Irati. Do Bibliotecário ao Agente da Informação: seu perfil diante de novas tecnologias. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, 24 (1-2): 76-85, jan. / jun. 1991.

Araújo, Vânia Maria R. H. de. Papel do Profissional da Informação em uma Sociedade em Mudança. Ciência da Informação, Brasília, 15 (1): 11-13, jan. / jun. 1986.

Barreto, Auta Rojas. Informação Empresarial para o Mercosul: a expansão das fronteiras das microempresas. Ciência da Informação, Brasília, 25 (1): 144-149, jan. / abr. 1996.

Berto, Rosa Maria V. de Souza. Carreira do Futuro ou o Futuro da Carreira. Transinformação, Campinas, 8 (1): 144-157, jan. / abr. 1996.

Saracevic, Tefko. Curso sobre Ciência da Informação para Estudantes de Biblioteconomia. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, 3 (1): 40-64, mar. 1974.

Vieira, Anna da Soledade. Desenvolvimento de um Novo Profissional para um Novo Tempo. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, 22 (1): 111, jan. / jun. 1993.

Tags: perfil, profissional, informação, mercosul

Tecnologias da informação e impacto na formação do profissional da informação

Tecnologias da informação e impacto na formação do profissional da informação


Carlos H. Marcondes


Professor, Departamento de Documentação

Universidade Federal Fluminense


Niterói, RJ

Brasil




Introdução

Ninguém questiona a centralidade que as tecnologias da informação atualmente desempenham nas práticas dos profissionais de informação. Embora óbvio e inquestionável, lugar comum mesmo, a verdadeira dimensão desse impacto é ainda pouco dimensionada e é vista pelos profissionais de informação de uma forma bastante impressionista e superficial, ora subestimando-a, ora superestimando-a. Essa atitude ajuda pouco a aferir sua real dimensão. O ensino e a formação profissional entre nós refletem a realidade dinâmica das tecnologias da informação de forma mais lenta e defasada ainda (Robredo, 1986). No entanto, apesar das nossas limitações, é importante e urgente recolocar e rediscutir a questão.

Não poderia ser de outra maneira. A tecnologia de informação evolui de forma tão rápida que é difícil aferir seus impactos quando se esta no meio da transformação. Em poucos anos ela passa a ter uma centralidade nas atividades de tratamento da informação. Seus impactos aí são muito grandes (Marcondes, 1997b). O processo de inovação / obsolescência tecnológica é um dos motores do capitalismo atual (Marcondes, 1997). Na verdade a mudança tecnológica é reconhecido como um dos fatores de instabilidade nas instituições, isso em diversas áreas, países e atividades, mas de forma especialmente grave entre nós, países do Terceiro Mundo, onde, historicamente, a tecnologia tem sido sempre trazida de fora. Já que esta está sempre associada ao novo, a sua origem em países avançados, sua capacidade de intervenção na realidade é superestimada, ela é tida muitas vezes como autônoma, autosuficiente, capaz de resolver todos os problemas. Além do mais, a tecnologia da informação é tão umbricada com conteúdos simbólicos (Marcondes, 1998), tão associada a uma imagem de modernidade que é cara às nossas sociedades, que se torna necessário uma cuidadosa e isenta atitude para analisar a questão.

O impacto das tecnologias da informação nas bibliotecas e suas conseqüências na formação profissional tiveram um reflexo importante na literatura da área (Lancaster, 1994), inclusive no Brasil. Embora diferentes autores brasileiros concordassem sobre a importância da questão, as concepções que embasam as propostas diferem em relação a que papel o profissional de informação deveria desempenhar na operacionalização das tecnologias de informação nas bibliotecas. Cunha (1991) sugeria que os estudantes de biblioteconomia deveriam se familiarizar, desde os bancos escolares, com o uso do computador. Propostas como as de Carlson (1986), Paranhos (1985) e Marcondes (1989) sugeriam que o profissional de informação deveria se capacitar em programação e análise de sistemas, para poder participar no desenvolvimento de sistemas bibliográficos. O próprio currículo mínimo de biblioteconomia, aprovado em 1982 pelo Conselho Federal de Educação indica que deveriam ser oferecidas disciplinas conteúdos de elementos de análise de sistemas e computação (Brasil, 1982). Por essa época a questão da participação de profissionais de informação em equipes de desenvolvimento de sistemas bibliográficos estava colocada concretamente na realidade brasileira. A reserva de mercado para produtos de informática vigente no país na década de 80 não deixava praticamente nenhuma opção às bibliotecas que quisessem se automatizar senão o desenvolvimento de sistemas próprios. E este foi o caminho seguido por diversas bibliotecas brasileiras, principalmente as maiores.

Hoje a realidade é outra. Especificamente em relação a automação de bibliotecas, a abertura do mercado brasileiro a partir dos anos 90, o ingresso de produtos internacionais, colocam para o profissional de informação uma realidade não mais do desenvolvimento de sistemas, mas sim da avaliação e seleção de produtos. A tecnologia da informação esta presente de forma muito mais abrangente em todas as etapas do trabalho informacional. Automatizar o acervo de uma biblioteca é hoje somente uma das facetas do emprego de tecnologia da informação nas práticas informacionais

A partir dessa constatação, este trabalho se propõe a levantar algumas questões sobre as necessidades de formação do profissional de informação em países como os nossos a partir do impacto das tecnologias da informação sobre a prática do profissional de informação. Isso é feito tendo como referencial a experiência da estruturação do ensino de biblioteconomia no Brasil. A estrutura do trabalho e a seguinte: na seção 2 são analisados os impactos da tecnologia da informação nas práticas informacionais; na seção 3 são discutidas as concepções vigentes no Brasil do ensino das tecnologias da informação na formação do profissional de informação; na seção 4 é formulada uma nova concepção para o problema, a partir do uso atual das tecnologias da informação na prática de informação; na seção 5 são apresentadas conclusões.

Impacto das tecnologias da informação nas práticas informacionais

Lévy (1993) considera que as novas tecnologias da informação, da mesma forma que a invenção da escrita por volta de 3000 a.C. e da imprensa por Gutemberg, no século XV, são tecnologias da inteligência, no sentido de se constituírem em novas ferramentas cognitivas. Na medida que viabilizam novas possibilidades cognitivas, possibilitam um salto qualitativo em nossos possibilidades de raciocínio e apreensão de conhecimento. O trabalho de Lévy é emblemático de uma série de outras colocações, que vinculam de forma definitiva o trabalho informacional com a questão da gestão do conhecimento e da inteligência (farradane, 1980; Dedijer, 1987; Miranda, 1995; Borges, 1995).

As novas tecnologias de informação transformaram de maneira fundamental as práticas informacionais, na medida que operaram a separação entre suporte e informação. A partir daí, toda uma prática informacional baseada nos suportes esta tendo que ser repensada, trazendo novos problemas conceituais e, consequentemente, didáticos. A diversidade de novos documentos em meio eletrônicos -hipertextos, imagens- também diminui o peso relativo do livro em relação a outros materiais e as facilidades de acesso propiciadas pelas rede demandam que sejam pensadas novas formas de tratamento e recuperação dos mesmos.

Simultaneamente, outros impactos se dão também pelo lado do usuário, propiciando novas facilidades de acesso e tendendo a alterar profundamente o papel desempenhado pela biblioteca, tradicional intermediária entre os usuários e recursos informacionais. Com o acesso às redes, os usuários tendem a se tornar mais autônomos. Entre nós no entanto, muitos usuários ainda não descobriram as potencialidades das novas tecnologias, o que abre todo um novo espaço para um trabalho informacional de promover, capacitar, organizar e prover o acesso a esses novos recursos (Gonçalves, 1998).

A partir do advento da Internet, na década de 90, a quantidade de informação disponível em meio eletrônico passa a crescer exponencialmente. As políticas de acervo de todas as bibliotecas tem que ser repensadas a luz dessa nova realidade. Todo o ciclo informacional que incluía etapas com identificação, localização, acesso ao documento, manipulação e uso deve ser repensado. O foco do trabalho informacional se desloca do tratamento para a facilitação do acesso; a “explosão informacional” torna mandatório que sejam desenvolvidas novas propostas de “catalogação na fonte” de documentos eletrônicos como por exemplo o Dublin Core (Weibel).

Tudo isso aponta para a necessidade de um novo pacto com os usuários, para um novo papel, para sua incorporação definitiva nas práticas informacionais, para um papel mais fundamental dos mesmos na co-gestão, sustentação e nas práticas do dia-a-dia das unidades de informação.

Ora, informação é meio; só tem sentido como viabilizadora de outros fins demandados pela sociedade: cultura, ciência, ensino / aprendizagem, atividades econômicas. Mais do que nunca entre nós, precisa ser repensada a “utilidade social” da biblioteca, sua visibilidade. O conceito de demanda social é útil para analisar as instituições de informação brasileiras e sua relação com os usuários. Sobre isso Shera (1971, p. 11) nos adverte: O objetivo da biblioteconomia seja qual for o nível social que deva operar é aumentar a utilidade social dos registros gráficos, seja para atender à criança analfabeta absorta em seu primeiro livro de gravuras, ou um erudito absorvido em alguma indagação esotérica. Diante da intangibilidade do nosso objeto de trabalho, utilidade social, visibilidade, demanda social devem ser buscados obsessivamente pelas bibliotecas. A tecnologia da informação deve ser vista como potencializadora de novos e melhores serviços aos usuários, aumentando a utilidade social da biblioteca. Nessa perspectiva, vejamos como essas questões se refletem no ensino.

O ensino das tecnologias da informação no currículo atual

A concepção atual do ensino das tecnologias de informação na formação de profissionais de informação remota, no Brasil, aos anos 80, data da última versão do currículo mínimo de biblioteconomia. A importância crescente das tecnologias da informação nas bibliotecas tem um reflexo inicial na formação profissional, via introdução de disciplinas específicas no currículo de biblioteconomia. Atualmente elas são duas: uma disciplina do ciclo básico de fundamentos ou de introdução à computação, genérica, oferecida a diferentes cursos; e uma disciplina específica, no ciclo profissional, de processos de automação em bibliotecas.

Esta prática didática concentrada em poucas disciplinas corresponde a um estágio inicial de emprego das tecnologias de informação em bibliotecas igualmente concentrado, quando o processo de automação era um dentre outros momentos nas atividades de uma biblioteca. Por esta época várias bibliotecas desenvolviam satisfatoriamente suas atividades sem qualquer aporte das tecnologias de informação.

Um número cada vez maior de recursos informacionais diversos, de documentos e referências de documentos existe ou já é produzido naturalmente e diretamente em suporte eletrônico. Trata-se menos de “começar do zero” como na década de 80, de “automatizar” todo um conjunto de documentos em papel e cada vez mais de integrar e “bem utilizar” a tecnologia de informação de forma abrangente. Uma proposta didática que reflita essa situação é delineada na próxima seção.

Novas realidades e a necessidade de novas práticas didáticas

Hoje o emprego de tecnologia da informação é muito mais abrangente e amplo que a mera automação de um acervo, cobrindo por completo todo o ciclo de produção, transferência e uso da informação. Vejamos alguns exemplo.

Quando se fala em política de acervo e desenvolvimento de coleções não se pode esquecer dos recursos eletrônicos, das bases de dados remotas ou em CD, dos recursos Internet. Quando se fala em seleção e aquisição não se pode deixar de utilizar as facilidades de consulta aos catálogos eletrônicos de livreiros e editores e dos mecanismos de compra a distância, da integração entre aquisição e tratamento técnico fornecidas por redes como a OCLC. Quando se fala em representação descritiva e temática, não se pode esquecer dos bancos de catalogação cooperativa como o rede OCLC e a rede Bibliodata/Calco no Brasil. Quando se fala de bibliografias e da construção de repertórios bibliográficos, não se pode deixar de incluir nele os cada vez mais numerosos e comuns recursos Internet, além daqueles em papel e não se pode deixar de pensar em armazená-los numa base de dados em meio eletrônico. Quanto aos serviços de referência e as fontes bibliográficas, deve-se considerar o número crescente de recursos informacionais eletrônicos: bases de dados em CD-ROM ou remotas, recursos Internet. A localização, o acesso ao documento final, a obtenção de cópias ou o empréstimo entre bibliotecas, não se fazem hoje sem o aporte das tecnologias da informação, como CCN, Comut e correio eletrônico. Bons serviços aos usuários são requerem cada vez mais a organização de bibliotecas em redes e sistemas, que dependem da tecnologia da informação para viabilizar a cooperação e o compartilhamento de recursos.

A formação profissional através das disciplinas que correspondem a essas atividades deve também refletir a realidade dessas práticas. Conteúdos de tecnologia da informação deveriam estar presentes nas mais diferentes disciplinas da formação do profissional de informação, onde quer que elas sejam usadas como meio para otimizar e potencializar melhores práticas bibliotecárias. É claro que isso implica também em um trabalho de reciclagem dos professores. O enfoque deve ser alterado da automação de bibliotecas como um momento singular e excepcional da vida das instituições de informação para um enfoque abrangente das tecnologias da informação, centrado nos usuários, nas suas necessidades e no potencial das tecnologias de informação como meio de viabilizar novos e melhores serviços e produtos.

Estes conteúdos específicos e práticos deveriam ser complementados pela mesma disciplina de introdução à informática com conteúdos como redes, sistemas operacionais, aplicativos como editores de texto, planilhas eletrônicas, gerenciadores de bases de dados, e por conteúdos novos como navegação na Internet, uso do correio eletrônico, etc. Além dessa disciplina introdutória, deveriam haver outras, extensões das atuais disciplinas de caracter administrativo e gerencial para bibliotecas, que incluiriam conteúdos como gestão, avaliação, seleção e administração de tecnologias de informação, estado da arte e novas potencialidades das tecnologias da informação, etc.



Conclusões

Não se faz trabalho informacional hoje sem o aporte das tecnologias de informação. Afirmar isso, no entanto, é só enxergar a “ponta do iceberg”. Essa constatação óbvia esconde questões conceituais muito mais profundas. Toda uma prática informacional tem que ser repensada, a partir das transformações advindas do impacto das novas tecnologias da informação. O currículo de biblioteconomia e mesmo a prática bibliotecária entre nós, ainda é hoje uma linha de montagem tendo o livro como centro. Modernas práticas gerenciais como Qualidade Total, Administração por Produtos, etc., precisam ser mais disseminadas no meio bibliotecário para que se opere essa mudança. As práticas e a formação profissional deveriam evoluir no sentido de ter como foco o usuário e os serviços prestados ao mesmo.

As tecnologias da informação são meios poderosos de viabilizar mais e melhores serviços aos usuários. Dentro deste enfoque, questões como promoção, estudos de usuários e planejamento estratégico, novos modelos de gestão, planejamento de serviços e produtos, ganham um destaque que não tinham nas práticas biblioteconômicas de vinte anos atrás, passando a se constituir na sua espinha dorsal. Como isso deve se refletir na formação profissional, que parte desse conteúdo deve constituir na graduação, que parte deve se constituir na pós-graduação é uma questão ainda em aberto.

Bibliografia

Borges, Mônica Erichsen Nassif. A informação como recurso gerencial das organizações na sociedade do conhecimento. Ci. Inf. (Brasília), 24 (2): 181-188, maio / ago. 1995

Brasil. Conselho Federal de Educação. Fixação dos mínimos de conteúdo e duração do currículo do curso de Biblioteconomia. Documenta (Brasília), (262): 72-82, set. 1982.

Carlson, D. H. Structured analysis and dataflow diagram: tools for library analisys. Information Technology and Libraries, jun. 1986, p. 121-28.

Dedijer, Stevan, jequier, Nicolas. Intelligence for economic development: an inquiry into the role of the knowledge industries. Oxford: Berg, 1987.

Farradane, J. Knowledge, information and information science. Journ. Inform. Sci., 2: 75-80, 1980.

Gonçalves, Betânia Lima Vieira; Marcondes, Carlos Henrique. O impacto da Internet nos serviços bibliotecários: um estudo exploratório. In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 10, Fortaleza, Ceará, out. 1998, Anais...

Lancaster, F. W. Ameaça ou oportunidade? O futuro dos serviços bibliotecários à luz das inovações tecnológicas. Rev. Bibl. UFMG, 23 (1): 7-27, jan. / jun. 1994.

Lévy, Pierre. As tecnologias de inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993. 208 p.

Marcondes, Carlos Henrique. A Solicitação do Software: um Obstáculo na Comunicação Bibliotecário / Pessoal de Sistemas. In: Seminário de Automação de Bibliotecas, 3, Anais... Águas de Lindóia, 1989, p. 29-34.

___________. Informação e desenvolvimento: políticas e pragmáticas de informação governamentais e contexto social. Rio de Janeiro: 1998. 251 p. (Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação do DEP-IBICT/ECO-UFRJ para obtenção do grau de Doutor em Ciência da Informação).

___________, Gomes, Sandra Lucia Rebel. O impacto da Internet nas bibliotecas brasileiras. Transinformação, 9 (2): 57-68, maio / ago.1997. (Disponível em http:// www.puccamp.br / ~biblio / marcondes92.html).

___________. Tecnologias e democratização da informação. In: Seminário de Comunicação e Informação, IACS/UFF, Niterói, julho de 1997, Anais...

Miranda, Antonio. Os conceitos de organização baseada na informação e no conhecimento e o desenvolvimento de serviços bibliotecários. Ci. Inf, Brasília, 22 (3): 227-232, set. / dez. 1993.

Paranhos, Wanda Maria M. R. Reflexões sobre o ensino da informática para bibliotecários. R. Bibliotecon. Brasília, 13 (1): 179-188, jul. / dez. 1985.

Robredo, Jaime. Informação e transformação: reflexões sobre o futuro da biblioteca. R. Bibliotecon. Brasília, 14 (1): 51-69, jan. / jun. 1986.

Shera, Jesse. Epistemologia social, semântica geral e biblioteconomia. Ci. Inf., Brasília, 6 (1): 9-12, 1977.

Weibel, Sturt; Godby, Jean; Miller, Eric. OCLC/NCSA metadata workshop report. (Disponível em http://www.oclc.org: 5046... / dublin core report.html).

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Planejamento de Bibliotecas e serviços de informação de Almeida, M. Christina B.

RESUMO: LIVRO - Planejamento de Bibliotecas e serviços de informação de Almeida, M. Christina B. de Aug 27, '06 11:33 AM
by Alex for everyone
Autor do resumo: Alex da Silveira - http://alexdasilveira.multiply.com

PLANEJAMENTO DE BIBLIOTECAS E SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO

PLANEJAMENTO
Inicio do séc XX – controle de métodos, padrões, capacidade e incentivo a produção

Fayol (1841-1025) – Função administrativa. Processos -> prever, organizar, comandar, coordenar e controlar. Prever incluía funções do planejamento -> visualizar o futuro e traçar o programa de ação.

HOJE

Administração Processo cíclico
Funções relacionadas
Planejamento precede todas as demais funções

PLANEJAMENTO -> estabelece os objetivos p/o esforço em grupo

Bibliotecários alegam não ter tempo para o planejamento -> tempo perdido no planejamento é recuperado na execução

PLANEJAMENTO -> otimiza o tempo e permite que vários planos sejam gerenciados simultaneamente

Atividades permanentes

PLANO -> meio para alcançar fins, objetivos e opções determinadas.

PLANEJAMENTO Processo contínuo, permanente e dinâmico

Fixa objetivos
Detalha etapas
Prevê recursos necessários
Reduz grau de incerteza dentro da organização
Limitam-se ações arbitrarias
Diminuem-se riscos
Dá rentabilidade máxima aos recursos
Tira-se proveito de oportunidades. Melhoria na qualidade de serviço e produtos
Garante a realização dos objetivos

PLANEJAMENTO ≠ IMPROVISAÇÃO

VANTAGENS Planejamento faz acontecer
Reduz riscos e tira proveito das oportunidades
Compensa incertezas e mudanças
Decisões baseadas em informação e obedecem a critérios objetivos
Decisões planejadas -> estabilidade da organização

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INSTRUMENTOS DO PLANEJAMENTO

1 – PLANO Linha de ação preestabelecia
Orienta a ação na direção da missão
Fornece parâmetros de controle e acompanhamento das ações
É um evento intermediário entre o planejamento e a implementação Instrumento de trabalho para alcançar fins e objetivos determinados.
Referencia para a tomada de decisão
Compromisso com a mudança
A eficácia do plano é medida pelo grau segundo contribui para a
realização dos objetivos e para alcançar os resultados desejados

PLANO ANUAL – Define prioridades, objetivos, metas e recursos previstos para o período de tempo especificados.
PLANOS GLOBAIS – fornece fundamentos para as atividades da unidade de informação
PLANOS ESPECIFICOS – determinadas áreas de atuação
PLANOS ESPECIAIS – para catástrofes

2 – OBJETIVOS Ponto final do planejamento
Constituem o plano básico
Situação futura esperada, o que se pretende atingir que levem ao cumprimento da missão da organização.
Estabelecidos de modo amplo

3 – METAS Planos expressos em termos de resultados a alcançar
Quantificação dos objetivos
Iniciados em verbo de ação
Ter tempo definido, ser mutável

4 – POLITICAS OU DIRETRIZES
Planos gerais de ação, guias genéricos que definem linhas mestras, orientam a tomada de decisão e dão estabilidade a organização
Orientam a tomada de decisão

5 – REGRAS / PROCEDIMENTOS
São guias para o fazer
Detalham a maneira exata pela qual uma atividade deve ser realizada e a seqüência das rotinas.
Regras relacionam-se aos procedimentos
Orientam a ação, sem especificar a seqüência (ex. normas e regulamentos)

6 – PROGRAMAS Complexo de metas, políticas, procedimentos, regras, passos e recursos
Pode ser composto de programas derivados ou subprogramas
7 – PROJETOS Parte de um programa geral
Menores unidades do planejamento
São operativos
Conjunto de ações e atividades relacionadas e coordenadas

TIPOS DE PLANEJAMENTO

Do ponto de vista das instancias organizacionais

Planejamento da alta direção ou planejamento estratégico
Processo de decisão relativo aos objetivos da organização, as mudanças nesses objetivos, aos recursos necessários para atingi-los e as políticas que deverão governar a aquisição, a distribuição e a utilização desses recursos
Abrange a organização como um todo
Longo prazo
Decidido a nível mais elevado
Relação entre organização e ambiente

Planejamento intermediário
Desdobramento do planejamento estratégico em planejamento tático
Traduzir decisões estratégicas em planos concretos para serem detalhados em planos operacionais
Atividades do presente
Função: controlar e interagir as operações nas organizações
Garante implementação das decisões estratégicas

Planejamento operacional
Decide “o que fazer” e “como fazer”
Ligado a procedimento
Voltado a otimização de resultados
Caráter imedialista
Curto prazo e abrangência local

Do ponto de vista das atividades
De espaço físico
Organizacional
De produtos
De recursos
De operações
Das formas de acompanhamento e avaliação, bem como da continuidade dos planos
Global

Do ponto de vista do tempo


A longo prazo
Mais qualitativo que quantitativo
É estratégico
Médio prazo
Curto prazo
Atividades mais imediatas (previsões orçamentárias, metas...)

AVALIAÇÃO DE SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO
PROGRAMAS E PROJETOS

AVALIAÇÃO


Função: conhecimentos para servir de subsídios ao planejamento (elaboração do plano, programa ou projeto e implementação das ações)
Escolha certa, correta definição dos planos
Na produção do plano produz informações para maior qualidade e maior produtividade
No final do processo -> conhecer o nível de satisfação do publico alvo e efeitos na unidade de informação, na organização e no ambiente
Motivo: normalmente a escassez de recursos, garantir a sobrevivência. Buscam a eficiência no uso de seus recursos, a eficácia de resultados e a efetividade das ações.

Mudança no ambiente
INTERFERENCIA ------------------à afetam oferta/demanda


Sintomas
Atitude + critica aos recursos de informação existentes e consciência das deficiências. Automação aumenta as espectativas
Novas tecnologias – unidade de informação não são mais monopolizadoras. Bases de cd, internet....
Diminuição do interesse pela oferta tradicional (motivo: rapidez, agilidade e precisão). Atinge mais bibliotecas especializadas e de empresas.

CONCEITOS E CARACTERISTICAS

Em um serviço de informação a avaliação consiste em identificar e coletar dados sobre serviços ou atividades, estabelecendo critérios de mensuração do desempenho desses serviços ou atividades determinando qualidade e grau de satisfação de metas e objetivos. Identifica públicos, analisa necessidade dos usuários e índice de satisfação. Desenvolver estudos relativos a não usuários
A avaliação é um processo contínuo. É necessária a revisão de objetivos e metas, aos direcionamento ou redirecionamento da execução de ações, atividades ou programas, a tomada de decisão, tanto operacional quanto estratégica, á medida que dá respaldo aos processo de escolha de prioridades à alocação de recursos e a definição de métodos e processos técnicos e operacionais, fornecendo, desta forma, subsídios para o planejamento operacional e para a mudança.

EFICIENCIA, EFICÁCIA E EFETIVIDADE

A Avaliação é uma ferramenta para alcançar a eficácia e eficiência e para auxiliar a desenvolver estratégias para melhorar a eficácia e a eficiência do acervo, serviços e produtos.

Eficácia -> resultads -> grau com que objetivos foram atingidos -> grau de satisfação do usuário (rapidez e precisão desejadas)
Eficiência

Recursos aplicados x benefícios alcançados

+ eficiente -> - custo + beneficio

Confusão entre eficiência e eficácia resulta em:
Fazer bem as coisas que não precisariam ser feitas
Batalhar por mais recursos com fins em si mesmos
Incapacidade de descrever a qualidade dos serviços
Incapacidade de identificar prioridades para atividades e serviços
Acreditar que coleções maiores significam melhor serviço

Tradicionalmente as UI concentram-se em critérios quantitativos, que não são de qualidade. Deve-se considerar questões relativas a eficácia, tais como:
Sabemos quais são as necessidades de informações das diferentes equipes da organização?
Estamos oferecendo serviços e atividades que devem ser oferecidos?
Estamos atingindo as metas e objetivos previstas?
Estamos assegurando as necessidades de nossos usuários?

Bibliotecários não tem conhecimento perfeito de seus usuários, suas necessidades e seu comportamento e sabem que usuários também não tem um bom conhecimento do acervo e dos serviços que a unidade de infomação te pode oferecer.

Padrão de serviços ß----à diversidade de demana
Baixa eficácia

Para o planejamento o bibliotecário tem que conhecer bem
As fontes de informação na área (para explorar fontes e não duplicar esforços)
Os serviços existentes (para ampliar, descontinuar ou modificar)
Seus usuários (para saber o grau de satisfação)
Os não usuários (pq não usam?)

Planejamento eficaz depende da qualidade e quantidade de dados disponíveis e confiáveis para o planejamento e a tomada de decisões fundamentadas

Efetividade – Capacidade de programa, projeto ou serviço atender as reais demandas sociais. Pode ser medida pela quantidade e qualidade das mudanças que o projeto ou a organização foi capaz de produzir.

MENSURAÇÃO E AVALIAÇÃO


Mensuração – processo de atribuir números para descrever ou representar algum objeto ou fenômeno de modo padronizado podendo levar a avaliação.

Avaliação – Mensuração + componentes relacionados à pesquisa, ao planejamento e a implementação de estratégias para mudar ou desenvolver a organização ou alguma atividade especifica

PADRÕES, INDICADORES E MEDIDAS DE DESEMPENHO

Padrões – convenções técnicas estabelecidas com a cooperação e o consenso de todas as partes envolvidas, visando a racionalização, a uniformização e a simplificação de serviços e processos nas áreas abrangidas pelos serviços de informação.
Padrões podem ser quantitativos ou qualitativos

Quantitativos -> Metas numéricas, de aplicação simples, que não permite interpretação
Qualitativas -> são mais flexíveis e bem mais fundamentados. Podem ser adaptados as necessidades específicas

Padrões servem para orientar a definição de medidas de desempenho

MEDIDAS DE DESEMPENHO

São um meio para determinar em que grau os objetivos da unidade de informação são cumpridos, os serviços executados e os materiais colocados a disposição do usuário.

Medidas que informam a qualidade podem ser agrupadas
Medidas de acessibilidade
Medidas de tempo de resposta
Medidas de cobertura de acervo
Medidas de relevância do acervo

INDICADORES

Variáveis, características ou atributos capazes de sintetizar, representar ou dar maio significado ao que se quer avaliar.
Indicadores são sinônimo de mudança

Tipos de indicadores:
Quantitativos – que podem ser representados por variáveis numéricas
Qualitativos - quem expressão variáveis ou dimensões que não podem ser representados apenas apenas por números.

Dificilmente um só indicador é suficiente para aprofundar o conhecimento do problema.

AVALIAÇÃO E MUDANÇA


Avaliação é um processo catalizador de mudança, deve determinar o que mudar em um Sistema de informação e como mudar, auxiliando o bibliotecário a fazer mudanças internas e externas. Ela sempre parte de um problema.

Não existe mudança isolada que não afete outros setores. É preciso que se avalie a capacidade da organização de implementar as mudanças.

FIANLIDADES DA AVALIAÇÃO

Para que avaliar?
Para conhecer
Para escolher prioridades, tomar decisões, definir o que mudar e como mudar, acompanhar ações e realimentar decisões e opções políticas e programáticas.
Para apresentar resultados a sociedade
Para prestar contas
Para aprimorar a qualidade de serviços, programas e projetos
Para evitar erros
Verificar a adequação de alocação de recursos
Monitorar programa ou serviço do ponto de vista da eficácia e eficiência
Testas programas inovadores
Decidir continuidade ou descontinuidade de programas

TIPOS DE AVALIAÇÃO

QUANTO A ABORDAGEM METODOLOGICA

Quantitativa – OBJETIVA - baseia-se na estatística, na experimentação controlada enfatizando a mensuração e quantificando metas
Qualitativa – SUBJETIVA - apóia-se na sociologia, antropologia ou na história oral enfatizando agentes e processos
Pluralista – Mensura quantitativamente benefícios ou malefícios quantificando decisões, processos, resultados e impactos sociais.

QUANTO AOS AVALIADORES

Interna
Externa
Orientada – realizada internamente sob a liderança de um consultor externo

PROCESSO DE AVALIAÇÃO

- Coletar informações
- Estabelecer e aplicar parâmetros
- Identificar processos e resultados
- Comparar dados de desempenho
- Julgar (atribuir valor)
- Propor
- Informar

Fatores que influenciam
- ambientais
- cultura organizacional
- Barreiras por parte do pessoal
- Disponibilidade de recursos
- Grau de necessidade de informações dos usuários

RELATORIOS COMO INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DE SERVIÇOS DE BIBLIOTECA

Relatórios são instrumentos no processo de planejamento

DEFINIÇÃO

Relatório de uma biblioteca é o conjunto de informações sobre acervo, serviços prestados, usuários e recursos humanos, físicos, mateiria e financeiros ordenados de modo a mostrar a situação da biblioteca em dado período de tempo. Não é apenas uma contabilidade de dados em informação, ie, que os analisa, atribuindo-lhes significação no contexto da biblioteca.

FINALIDADES

Analisar e avaliar o desempenho da biblioteca permitindo cumprir suas funções de administração e planejamento. Analisa a situação existente e avalia os resultados alcançados e os problemas encontrados. Compara os resultados desejados, constantes do plano de trabalho, com os resultados alcançados. Serve como instrumento de marketing da biblioteca, como forma de divulgação, de prestação de contas. Fornece subsídios para aprimorar os serviços da biblioteca, maximizar o uso da informação e dos documentos, e ampliar o âmbito de atendimento da biblioteca e na comunidade.

PERIODICIDADE

Apt de dados registrados diariamente. A periodicidade mínima é anual. É feito tendo como referencia um plano de trabalho ou um projeto, servindo assim, como instrumento de acompanhamento da implantação do que foi planejado.

CRITERIOS PARA COLETA DE DADOS

É necessário estabeler limites para não se perder tempo coletando dados. Critério para definir o que deve ou não ser contado é a utilização ou o aproveitamento que se pretende fazer desses dados. Dar prioridade aos dados de saída (ligados a atividade fim). Os dados de entrada devem ser registrados sem exageros. Deve-se padronizar conceitos e formas de coleta. É preciso que se planeje formulários adequados.

APRESENTAÇÃO DO RELATORIO

Procurar apresentar uma série histórica. O uso de gráficos é fundamental, mas também é necessário textos que interpretem os dados.

ESTRUTURA DO RELATORIO

Sumário, introdução, dados e analise de dados, conclusão e recomendações.

OS DADOS

Recomenda-se dados mínimos. Tem-se como sugestões: acervo, pessoal, serviços de processos técnicos, serviços ao usuário, período de funcionamento, leitores inscritos, freqüência, consultas e empréstimos, eventos/atividades especiais e recursos

- Acervo:
Dados totais das coleções dos vários tipos de materiais., distinguindo-se acervo processado e não processado.

- Pessoal:
Este item deve fornecer dados sobre o pessoal em exercício no período, bem como indicar ocorrências, como licenças, afastamentos, demissões e admissões, aposentadorias, etc. Dividir por categorias e apresentar jornadas de trabalho se estas forem diferentes.

Serviços de processamento técnico
- Seleção e aquisição de documentos.
Mencionar, se houver, política de seleção de material para acervo e incluir os critérios adotados. Especificar numero de aquisições efetuadas, separadas por tipo de material e modalidade de aquisição (compra, permuta, doação)

- Processamento técnico do material.
Incluir dados, agrupados por tipo de material, referentes a todas as unidades tombadas, catalogadas, classificadas, indexadas e preparadas para empréstimo no período. Dados relativos a implantação e desenvolvimento de bases de dados relativas ao acervo devem ser mencionadas aqui. Mencionar também iniciativas voltadas a criação e controle de vocabulário controlado.

Serviços aos usuários
- Período de funcionamento
Especifica-se aqui os horários, determinando o numero de dias que a biblioteca permaneceu aberta no mês.

- Usuários inscritos
Registra-se numero de usuários inscritos na biblioteca no período referente ao relatório,o total acumulado durante o ano e o total geral.

- Freqüência:
Registram-se todos os usuários que entraram na biblioteca para as mais diversas finalidades, tais como:uso de catálogos,consulta,empréstimo, freqüentadores por dia e por período. Servem para justificar a necessidade de mais funcionários, para cálculos de espaço físico e de assentos.

- Consulta e empréstimos:
Entende-se por consulta ouso do material no recinto da biblioteca e por empréstimo a circulação externa do material. Deve-se especificar cada tipo de material e o que deve ser quantificado não é o número de usuários que utilizaram o material,mas o numero de documentos utilizados. Deve-se preencher um formulário destinado ao registro das pesquisas, por meio do qual se tenha informações sobre o usuário e sua pesquisa.


- Comutação
Em relação ao serviço de comutação, devem ser registrados: número de artigos solicitados a outras bibliotecas e o total de cópias, e o numero de artigos fornecidos a outras bibliotecas e o total de cópias efetuadas.

- Divulgação
Discriminam-se aqui todas as publicações e os serviços de alerta e disseminação da informação, bem como as ações no sentido de divulgar os serviços da biblioteca em geral. Para serviços de alerta, descrever o tipo de serviço (ex. sumários correntes, boletins informativos etc.). Caso tenha um site registrar estatísticas de uso (paginas visitadas, downloads, tempo que o visitante permaneceu no site e envio de emails “fale conosco”).

- Programas de treinamento de usuários
Menciona-se os programas desenvolvidos com a finalidade de dar orientação e treinar interessados.

- Eventos / atividades especiais
Registra-se todos os eventos ou prog. Especiais desenvolvidos na biblioteca ou por iniciativa dela com dados mínimos (Titulo, data, duração, objetivos e resultados).

- Recursos financeiros
Constar em relatórios anuais. Deve-se discriminar os custos por tópicos, tais como: aquisição de material bibliográfico, encadernação, pessoal, material de consumo, material permanente e serviços terceiros.

- Recursos físicos e materiais
Em relatórios anuais discriminar recursos materiais acrescidos no período, incluindo espaço físico, mobiliário e equipamentos.

DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL

DEFINIÇÃO
O processo sistematizado, com tempo e espaço definidos, de avaliação de serviços em organizações. É um intervenção na rotina da organização para avaliar seu estado num determinado momento. Objetivos são identificar pontos fortes e fracos na estrutura e no funcionamento da organização, compreender a natureza e as causas dos problemas ou desafios apresentados, descobrir formas de solucionar esses problemas e melhorar a eficiência e eficácia organizacionais.

Ver quadro na pág 53-55

Pelo dialogo compara-se o estado encontrado com o desejado, avalia-se a eficácia com base em algum padrão estabelecido (ex. satisfação do usuário) e procuram-se caminhos para diminuir a distância entre o encontrado e o desejado. É parte do desenvolvimento organizacional, é linha de base para o plano de ação. Recomenda mudanças que podem referir-se a: objetivos estratégicos, habilidades, conhecimento e atitudes do pessoal, processos interpessoais e intergrupais, estruturas organizacionais e tecnologias.

Pode recomendar série de intervenções que permitam implementar as mudanças
ETAPAS DO DIAGNÓSTICO

- Preparação

Objetiva estabelecer um cenário organizacional que encoraje a avaliação e assegure que o pessoal conheça os componentes básicos do processo de avaliação. Não começa com a coleta de dados, mas com análise ou definição de objetivos e metas, com idenficação de aspectos ou áreas a serem avaliadas e com o treinamento de pessoal (incluindo quem irá avaliar e quem será avaliado)

Ver etapas em quadro da pág. 57

Tipos:
Diagnostico exploratório: tipo de mapeamento que perpassa todos os componentes de uma Unidade de Informação (estrutura, atividades, recursos, processos, produtos e usuários) permitindo uma primeira aproximação do serviço
Diagnostico de foco específico: Analisa o conjunto, mas aprofunda-se no foco selecionado, que pode ser um serviço, uma estratégia, um produto, dentre outros possíveis focos.

É indispensável definir, no contexto dos objetos e metas, as prioridades da organização que irão determinar os aspectos a serem focalizados. A partir de uma evidencia objetiva ou subjetiva identifica-se a área, estreitando-a para um problema com objetivos claros e questões de pesquisa viáveis

Questões gerais para atividade de idenficação:
O pessoal suspeita que exista um problema?
Há dados que sugiram problemas?
O nível de desempenho baixou ou é inadequado?
O custo dos serviços aumentou nos últimos meses?
Houve mudanças na instituição, nos usuários ou em outros fatores externos?
Usuários manifestam insatisfação?

Questões em relação aos objetivos
Em que medida os serviços e produtos atendem as necessidades dos usuários?
Os recursos para os serviços e produtos são bem adequados?
Qual o grau de mudança possível nos serviços e produtos?

Quanto aos atores do processo, o diagnóstico pode ser feito pela própria equipe da unidade de informação ou incluir avaliadores externos. No Autodiagnostico o pessoal tem que estar aberto a auto análise. No caso de consultores externos, estes necessitam de alguns membros da organização para auxiliar no planejamento do diagnóstico, juntar e analisar dados, fornecer feedback e planejar ações em resposta a esse feedback. O diagnóstico exige competência técnica.

Uma atividade insdispensável nesta primeira etapa é a revisão de literatura, que permite conhecer novas tendências na área, os padrões desenvolvidos e os principais desafios, além de mostrar o que os outros fizeram diante a problemas similares, analisando metodologias adotadas, as diversas formas de aproximação ao problema e os resultados alcançados.
- Elaboração do projeto de diagnóstico
O PD é um plano que contém os objetivos do diagnóstico, o problema ou as questões de pesquisa, as hipóteses de trabalho, a metodologia a ser utilizada para a coleta de dados, as medidas de desempenho ou os indicadores de avaliação a serem utilizados e o cronograma do processo.

- Definição da metodologia a ser utilizada
A metodologia, modo pelo qual os avaliadores levantarão dados, ou seja, que fontes de dados, instrumentos e técnicas serão utilizadas nos processos de coleta e análise de dados.

- Formulação do problema ou de questões de pesquisa
É necessário ao avaliador conhecimento acumulado em relação ao objeto a ser estudado. Recomenda-se certas práticas na formulação do problema:
Seja formulado como pergunta
Seja apresentado de maneira clara e precisa
Seja empírico
Seja passível de solução
Seja delimitado por uma dimensão viável

- Identificação das hipóteses de trabalho
Hipóteses são proposições provisórias a serem testadas, suscetíveis, portanto, de serem declaradas verdadeiras ou falsas. O papel mais importante da hipótese na pesquisa é sugerir explicações para os fatos.
As questões de pesquisa são questões; as hipóteses são afirmações, mas ambas ajudam a estruturar o diagnóstico. Maior o conhecimento que o avaliador tem da área-problema a ser investigada, maior a facilidade em formular hipóteses.

- Definição de indicadores ou medidas de desempenho
São um meio de determinar em que grau os objetivos na Unidade de Informação são cumpridos, os serviços executados e os materiais colocados a disposição dos usuários. Úteis no planejamento e na tomada de decisão.

- Planejamento da coleta de dados
É atividade básica do diagnostico. Pressupõe a consulta a, no mínimo, dois atores: usuários e funcionários. Em relação aos usuários reais é indispensável coletar quem são, quais suas necessidades de informação e qual o nível de satisfação em relação ao serviço analisado. Em relação aos funcionários é interessante que sejam levantados seus perfis, suas opiniões e propostas de melhorias.
Podem ser utilizados vários instrumentos, sendo eles:
Entrevista – útil para levantar o perfil dos funcionários e de suas atividades, bem como suas opiniões em relação aos diversos aspectos estudados no diagnostico e suas expectativas e sugestões para o aprimoramento. É muito adequado a para estudos qualitativos de usuários.
Questionário – Pode ser apresentado em perguntas impressas ou por um pesquisador/avaliador. Atinge grande numero de pessoas, nos lugares mais diversos e sem precisarem responder no momento. Tem como desvantagens as respostas incompletas, possibilidade de atraso na devolução ou mesmo não devolução, impossibilidade de auxilio. As questões podem ser abertas, sem sugestões de respostas ou fechadas, múltipla escolha. As questões devem ser formuladas com clareza, serem objetivas e não induzirem a uma resposta.
Grupo focal – Técnica de pesquisa qualitativa, não diretiva, desenvolvida para coletar dados e informações que reflitam opiniões, conhecimentos, percepções e preocupações de pequenos grupos sobre determinado assunto. Pode ajudar no planejamento, na tomada de decisão, na avaliação de produtos e serviços, na contrução de questionários para coleta posterior.
Observação – É elemento fundamental no diagnostico, sobretudo na fase de coleta de dados.
Triangulação – Combinação de diferentes formas de coleta de dados.

- Definição da amostragem e da forma de aplicação de questionários e/ou entrevistas para as pesquisas de campo
A pesquisa de campo quando lida com um universo numeroso deve ser feita por amostragem, ou seja, com uma pequena parte dos elementos que compõem esse universo ou população. O projeto de amostra implica as seguintes etapas: definição do universo, escolha do tipo de amostragem e determinação do tamanho da amostra.
Os tipos básicos de amostragem são: probabilística e não probabilística.

- Planejamento de implementação do projeto do diagnóstico
Última atividade do processo de elaboração. Envolve a elaboração do cronograma, a definição das atividades a serem executadas por cada um, a definição da coordenação da equipe, a aplicação do pré teste e a definição dos recursos que serão necessários ao desenvolvimento do diagnóstico.

- Implementação do diagnóstico

Subetapas:
- Coleta de dados – consiste na aplicação da metodologia prevista no proj. do diagnóstico, requer a consulta a relatórios, manuais etc, mas é necessário entrevista com funcionários e a aplicação de questionários a usuário potenciais e reais.
- Analise e interpretação de dados – Procura-se compreender a natureza e as causas dos problemas suscitados.

Após a análise dos dados e identificação dos problemas deve-se proceder à hierarquização desses problemas e as recomendações de soluções.

- Subsídios para a avaliação do contexto informacional, da estrutura organizacional e dos recursos humanos.
Análise do ambiente – A organização não existe isolada, nem consegue ser mais ser auto-sufuciente. A Avaliação do ambiente externo procura avaliar o contexto informacional da área, bem como as necessidades de informação não expressas ou não supridas por outros serviços. Esta análise abrange tanto os serviços prestados por outras instituições como os serviços disponíveis em meios eletrônicos.
Análise da instituição mantenedora – É preciso o conhecimento da instituição e identificar suas necessidades informacionais

Passos indispensáveis – pág. 77

Análise da unidade de informação (estrutura organizacional e poder decisório) – de iniciar pela avaliação de sua localização na estrutura da instituição mantenedora.
Análise de serviços – mapear os serviços existentes para avaliação. Utilizar o roteiro: Quais serviços públicos e internos da UI? O que falta? O que pode ser desativado ou fundido? Qual a relação entre os serviços e o nível de integração entre eles?
Análise de recursos humanos – objetiva identificar a quantidade de pessoas pertencente ao quadro da área de informação, a categoria ou o cargo dessas pessoas, carga horária, formação e atribuições. É importante identificar satisfações / insatisfações em relação as atividades desempenhadas.

- Subsídios para a avaliação dos recursos informacionais, dos processos e dos produtos.
Avaliação de recursos informacionais – Não se limita a analise do acervo, incluindo outros meios. Os critérios que podem auxiliar na criação de indicadores de qualidade do acervo são: facilidade de acesso, diversidade de suportes, abangencia, pertinência, atualização, estado de conservação, qualidade de conteúdo, satisfação dos usuários e profissionais. Quanto a Internet: facilidade de acesso, rapidez de acesso, ambiente amigável, custo, possibilidade de imprimir ou gravar em disquete esatisfação de pessoal e dos profissionais.
Avaliação de processos – Devem ser considerados os processos tradicionais (aquisição, PT, atendimento) e outros específicos. Consiste em análise das finalidades dos diferentes processos, análise das rotinas, análise dos recursos e análise dos produtos.

Aspectos a serem avaliados p. 82, 83,84 e 85

Avaliação dos produtos – Dois aspectos devem nortear a avaliação dos produtos: seus objetivos e seu publico alvo.

- Subsídios aos estudo de usuários potenciais e reais
Compara-se o estado encontrado com o desejado, avalia-se a eficácia com base em algum padrão estabelecido e procuram-se caminhos para diminuir a distancia entrre a situação existente e a situação desejada. Primeiro deve-se conhecer os usuários reais. É indispensável que os usuários conheçam os serviços e produtos oferecidos. O conhecimento dos usuários é importante para planejar e aprimorar serviços.
Por estudo de uso entende-se a coleta sistemática de dados sobre o sistema. O estudo de usuário, de outra parte, preocupa-se em entender as necessidades informacionaios, preferências, opiniões e avaliações de usuários e não usuários a respeito de serviços oferecidos e a serem oferecidos. Os estudos de usuário precisam identificar quem usa o serviço (reais) e que não o usa. No primeiro caso a pesquisa deve ser desenvolvida enfocando os serviços e coleções que utiliza, motivo pelos quais utiliza e de que forma, devendo ser investigado o grau de satisfação com cada serviço ou tipo de coleção. Para os não usuários a pesquisa deve preocupar-se em identifica-los e levantar razões pelo qual ele não utiliza a UI, devendo-se levantar suas necessidades de informação, se houver.
O estudo de usuários reais contribui para o aprimoramento dos serviços prestados e a definição de metas pára atender seus anseios. O estudo dos usuário potenciais possibilita a definição de estratégias no sentido de incluí-los na cadeia de informação.
Resultados de estudo de uso indicam alguns aspectos que podem servir de subsídios a novos estudos de usupários
Ver p. 90
ROTEIRO PARA A APRESENTAÇÃO DO DIAGNOSTICO

Deve apresentar na parte introdutória, dados relativos ao projeto de diagnostico, inclusive objetivos, justificativas, hipóteses e metodologia. Em seguida deve-se apresentar dados relativos a instituição incluindo pequeno histórico, missões e objetivos, área de atividade, análise da estrutura organizacional, pessoal. É necessário situa-la em seu contexto organizacional. Seguem-se a descrição e análise dos objetivos, da estrutura, dos recursos e dos serviços e produtos da UI. Por fim trazer dados sobre usuários potenciais e reais.
No final consiste nas conclusões, devendo fazer referencia as hipóteses e questões levantada, apresentar uma reflexão sobre os dados, seguindo-se as recomendações. Nos anexos devem ser incluídos os modelos de questionários, roteiros de entrevistas, quadros e tabelas e outros dados que complementem o texto.

Deve ser feito um documento resumido para a área gerencial.

PLANEJANDO O PROJETO
Ver pág. 93 em diante.