quinta-feira, 14 de março de 2013

12 MARÇO DIA DO BIBLIOTECÁRIO: parabéns à todos, mas em especial àqueles que medeiam leitura para os adolescentes, um público ativo e inquieto

12 MARÇO DIA DO BIBLIOTECÁRIO: parabéns à todos, mas em especial àqueles que medeiam leitura para os adolescentes, um público ativo e inquieto
Sueli Bortolinhttp://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=733

Há tempos tenho alertado que as crianças (educação infantil e ensino fundamental) são as mais beneficiadas pelas mediações de leitura, talvez isso seja porque as crianças nos recebem com maior naturalidade, e assim, fica mais fácil o convívio. Isso nos faz deixar os adolescentes um pouco de lado.

No entanto, há vários bibliotecários a serem copiados aqui citarei apenas alguns que admiro muito e que têm desenvolvido ações enriquecedoras com esse público, são eles: Lucirene Lanzi (em Marília), Marcos Prado (em Ourinhos) e Fernanda Mecking (em Maringá).

O trabalho do Marcos eu fui conhecendo aos poucos, pois juntos íamos de Kombi para o distrito de Paiquerê coordenar um projeto de extensão do curso de Biblioteconomia da Universidade Estadual de Londrina denominado Clube de Leitura de Paiquerê. Hoje ele é bibliotecário da Unesp de Ourinhos e mestrando em Ciência da Informação na Unesp de Marília. É responsável por uma biblioteca subsidiada pelo ator Antonio Fagundes que está aberta a toda comunidade de Ourinhos.

A Lucirene Lanzi desenvolveu nos últimos anos um trabalho híper dinâmico numa escola particular em Marília que rendeu uma dissertação de mestrado realizada na Unesp de Marília e cujo título é “Apropriação das tecnologias de informação comunicação em bibliotecas escolares: em busca de um espaço dinâmico.” Hoje ela é doutoranda também na Unesp de Marília.


quarta-feira, 13 de março de 2013

Panorama crítico da Biblioteconomia brasileira


Panorama crítico da Biblioteconomia brasileira
Edson Nery da Fonseca
Conhecido pela violência com que tenho atacado os falsos valores da Biblioteconomia brasileira; acusado de traidor da classe, por criticar a ignorância de muitos bibliotecários; apontado como derrotista, por tentar impedir que novos serviços públicos sejam criados em vez de reformar e pôr em funcionamento os antigos – foi com surpresa que recebi o convite graças ao qual aqui me encontro como Paraninfo de novos bibliotecários.

Por isso, embora sensível a tão honroso convite, pensei muito em recusá-lo. Acabei aceitando-o porque me convenci de que, se as concluintes da Escola de Biblioteconomia de Minas Gerais escolheram para paraninfar sua festa de formatura, não um profissional acomodado e satisfeito que aqui viesse para entoar louvores à situação brasileira, em matéria de bibliotecas, mas um crítico por vezes feroz dessa situação, é que desejaram retirar deste ato o aspecto convencional das solenidades acadêmicas, dando-lhe um sentido de luta contra os erros da nossa organização bibliotecãria.
Essa disposição de luta vai muito bem com o espírito das novas gerações brasileiras, caracterizado pelo inconformismo e pelo anseio de reformas. Reforma agrária, reforma bancária, reforma tributária, reforma eleitoral, reforma constitucional, reforma universitária. Por que não uma reforma bibliotecária?
O vosso convite, se bem o interpreto, impõe-me o dever de discutir convosco alguns aspectos dessa desejável reforma. Não sei de missão mais nobre, para uma nova geração de bibliotecários, do que esta de repensar os valores estabelecidos, de lutar contra a obsolescência, de retificar os erros cometidos pelas gerações anteriores.
Para muitos, a Biblioteconomia brasileira vai muito bem. São os bovaristas, vivendo pela imaginação, como a personagem de Flaubert, situações inexistentes; são os basbaques: pessoas boquiabertas diante de tudo; são vítimas da detestãvel doença do “ufanismo” provocada pelo Conde de Afonso Celso com seu livro Porque me Ufano do meu País. Essas pessoas, para as quais tudo vai bem, me lembram a história da marquesa. Longe de casa, resolve telefonar ao mordomo para saber se tudo estava em ordem, “Tudo está em ordem, Madame”, mas, adiantava o mordomo, “os cavalos morreram queimados”. “Morreram queimados? Mas como?” “Porque o incêndio destruiu as cavalariças. Mas tudo vai bem”. “Mas que incêndio?” “O que da mansão propagou-se por toda a propriedade. Mas tudo vai bem”. “Mas a mansão incendiou-se?” “Pois sim, com o cigarro que o marquês deixou acesso sobre sua cama. Mas tudo vai bem”. “E o marquês, Deus do céu, está passando bem?” “O marquês morreu no incêndio, mas tudo vai bem, senhora marquesa.”
Parafraseamos a historieta e perguntamos: a Biblioteconomia brasileira vai bem? Vai muito bem, dirão os bovaristas e os basbaques. Só que a Biblioteca Nacional – isto é, a mais importante biblioteca de uma nação e, no caso da nossa, graças às coleções trazidas por D. João VI, a mais rica da América Latina – está instalada num edifício quase em ruínas, que não comporta mais o seu acervo: fora disso tudo vai bem, porque o Governo construirá outra Biblioteca Nacional em Brasília.
E a propósito de Brasília, qual a situação das bibliotecas na famosa e bela Capital, cuja construção, em 5 anos, foi considerada como “o acontecimento do século”? Ah, em Brasflia tudo vai bem. Só que as bibliotecas dos Ministérios e autarquias estão se transferindo sem nenhum plano, com as coleções lamentavelmente duplicadas, mas, fora disso, tudo vai bem. E o Congresso? Que fez o Congresso quando viu as bibliotecas da Câmara e do Senado transferidas para a sua nova e bela sede? Reuniu-se, certamente, criando a Library of Congress brasileira? Oh, no Congresso tudo vai bem, só que as bibliotecas continuam separadas, como se as duas Casas continuassem no Monroe e no Tiradentes, comprando as mesmas revistas e, o que é pior, classificando, catalogando e indexando tudo isso separadamente. Diga-se de passagem que a duplicação não é só de bibliotecas: há dois serviços médicos, dois arquivos, duas diretorias de pessoal, duas diretorias de material e até duas áreas de estacionamento de automóveis, sendo rigorosamente proibido o estacionamento de automóveis de funcionários da Câmara na área do Senado. Os Senadores transformaram em salinhas catitas os amplos salões projetados por Oscar Niemeyer, e até já quiseram dividir em dois o corredor que liga o edifício principal aos anexos. Mas isso já é outra história. Voltemos a caso geral de Brasília.
Que tal o Plano Piloto? Ah, uma beleza, tudo vai bem. O genial Lúcio Costa tudo previu. Há supermercados, hospitais, igrejas, colégios, quartéis. Há até um ambiente de meia-luz, nas superquadras, para favorecer os namoros. Nem as bancas de revista e jornal foram esquecidas. Mas o genial Lúcio Costa confessou-me que esqueceu por completo as bibliotecas. Esqueceu as bibliotecas? Sim, mas tudo vai bem, porque D. Lydia de Queiroz Sambaquy já projetou, como foi dito antes, a Biblioteca Nacional de Brasília. De acordo com projeto em tramitação no Congresso, esta Biblioteca; fazendo ouvidos de mercador à divisão do trabalho e à especialização, inevitáveis numa época de produção bibliográfica vertiginosa, terá coleções sobre todos os assuntos e atenderá a lodos os tipos de leitores: cientistas, estudantes, trabalhadores, crianças e até aos deficientes da visão. Vai ser um “show” de Biblioteca Nacional. Tudo vai bem. Mas, como boa repartição pública, ficará ela fechada a partir de 8 horas da noite e aos sábados, domingos, feriados e dias de “ponto facultativo”. De modo que a população de Brasília, não tendo para onde ir, nessas ocasiões, continuará enchendo os bares, as boates, os bilhares e os “inferninhos” onde já não faltam os fumadores de maconha e aspiradores de cocaína. Mas tudo vai bem. Quando eu disse a Lúcio Costa que a falta de bibliotecas nas superquadras fazia com que os jovens de Brasma enchessem os botequins que se multiplicavam em proporção assustadora, um dos seus assistentes sentenciou, do alto de sua sabedoria, que a multiplicação de botequins é explicada pelos economistas como fenômeno inflacionário. E o assunto “bibliotecas” foi encerrado.
E a Bibliografia brasileira, como vai? Vai muito bem. Só que o registro do que se publica no Pais é feito, ao mesmo tempo, pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro – em seu Boletim Bibliográfico – pelo Sindicato dos Editores – em seu Boletim Bibliográfico Brasileiro – e pelo Instituto Nacional do Livro, em duas bibliografias diferentes: a Bibliografia Brasileira e a “Bibliografia Brasileira Corrente”, na Revista do Livro. Quem deseja saber o que se publica no Brasil dispõe, assim, de 4 instrumentos bibliográficos. Mas se quisermos saber qual o último relatório de uma repartição pública ou de uma autarquia, ficaremos, por assim dizer, “num mato sem cachorro”, porque não há nenhum registro sistemático das publicações oficiais. Ainda recentemente, escrevia-me James Childes, diretor da Seção de Publicações Oficiais da Library of Congress, perguntando o que fazer para manter-se informado a respeito das publicações oficiais do Brasil. E eu tive de responder: por enquanto, nada, meu caro Childs. Esperemos dias melhores.
Deixemos, agora, a organização geral da Biblioteconomia e da Bibliografia brasileiras e voltemos os olhos para os processos. Afinal, a sala de visitas pode estar desarrumada, mas a cozinha funciona. Vejamos, então, como vai a cozinha biblioteconômica brasileira. Como os livros são tombados, classificados e catalogados? Tudo muito bem, dirão novamente os bovaristas e os basbaques. Só que, na época das fichas perfuradas e dos computadores eletrônicos, o tombamento é feito, em quase todas as bibliotecas do Pais, por meio de escrituração manual, em livros de formato in-folio, tudo como no tempo dos amanuenses sentados em altos bancos e curvados sobre mesas de tampo inclinado. Fora disso, tudo vai bem. E a Classificação? Ah, neste particular, tudo vai bem, realmente, muito bem. Só que a maior parte das bibliotecas usa um sistema de classificação – o decimal de Melvil Dewey – que desde o aparecimento, no começo do século, da Classificação Decimal Universal, conhecida como de Bruxelas, tornou-se um arcaísmo desprezível.
Bem, pode ser que os livros sejam tombados e classificados de modo obroleto, mas cataloga-se muito bem, no Brasil. A primeira geração de bibliotecános formados nos Estados Unidos trouxe de lá, para as nossas bibliotecas, um tipo de catálogo – o catálogo-dicionário – que os próprios norte-americanos – tão saudavelmente dispostos à experimentação e à renovação – já substitulram pelo que chamam de “catálogo dividido”. Pois os bibliotecários “daspianos” – cujo apego a rotinas só pode ser explicado pela preguiça mental – insistem na manutenção do catálogo-dicionário e chegam ao despautério de substituir por ele os bons catálogos sistemáticos das bibliotecas mais antigas. Foi o que aconteceu na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Foi o que se tentou fazer, na Biblioteca da Câmara dos Deputados, o mesmo grupo de bibliotecários “daspianos” que ali andou por volta de 1946, graças a Deus sem nenhum sucesso.
Mas alguém poderá dizer-me que estou investigando os processos pelas suas formas, sem verificá-los substancialmente. Pode ser que as formas sejam obsoletas, mas, dentro dessa obsolescência, os processos estejam sendo bem aplicados. Admitamos a hipótese. Dentro das limitações do sistema, os livros estão bem classificados. Classifica-se muito bem, no Brasil. Só que o livro Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, foi classificado em Botânica; o romance São Bemardo, de Graciliano Ramos, foi classificado como vida de santo; o Gog, de Papini, foi classificado como vida de Van Gogh; a Correspondência de Fradique Mendes, foi classificada como se o personagem de Eça de Queiroz houvesse, realmente, existido. Fora disso, tudo vai bem…
Os catálogos, por exemplo. Vi, recentemente, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro obras de José Bonifácio, o Moço, catalogadas pelo nome de José Bonifácio, o Patriarca da Independência. Mas as fichas estavam perfeitas, do ponto de vista da técnica catalográfica. Nem faltavam os três pontinhos e o número de folhas não numeradas! Tudo, portanto, vai muito bem. Abre-se a segunda edição brasileira das Normas para Catalogação de Impressos, da Biblioteca Vaticana, e vê-se, em nota do tradutor, como catalogar as diversas Constituições Brasileiras. E lá vem, nessa nota infeliz, a informação, não consignada pelos constitucionalistas patrícios, de que houve uma Constituição brasileira em 1924. Telefonei para a Biblioteca do D.A.S.P., em Brasllia, e perguntei se havia alguma edição da Política, de Aristóteles. “Só o senhor dizendo o sobrenome do autor”, respondeu a bibliotecária, “porque no nosso catálogo os autores aparecem pelos sobrenomes”. Creio que basta. Os bovaristas, os ufanistas e os românticos continuam a dizer que tudo vai bem. Mas não é tanto assim, como acabamos de ver.
Tudo isso é o resultado de uma formação profissional defeituosa, caracterizada pela hipertrofia da técnica, com prejuízo da filosofia biblioteconômica, da cultura que é ingrediente indispensável no treinamento de bibliotecários. Ensina-se um know-how deficiente e capenga, porque desligado do contexto natural da Biblioteconomia, que é a cultura. Ensina-se “como fazer”, sem explicar “porque” e “para que” fazer, de tudo resultando bibliotecários que fazem fichas como o pobre do Carlitos manipulava as chaves de parafuso: criando automatismos puramente animais.
Conversando recentemente, em São Paulo, com Rubens Borba de Moraes, disse-me esse eminente pesquisador e bibliotecário brasileiro que, quando se começou a formar bibliotecários naquela cidade, em 1930, pensou-se em atender primeiro à necessidade imediata que era de classificadores e catalogadores. Em fase posterior, seriam formados bibliotecários de alto nível para as tarefas de planejamento e direção de bibliotecas. Mas o fato é que a segunda fase nunca foi tentada, continuando os cursos de Biblioteconomia a formar o que ele chama de “operários de bibliotecas”.
A situação assume proporções de caricatura, quando vemos essas centenas de “operários” adquirir consciência profissional, fundando associações, pleiteando a direção de bibliotecas e serviços de documentação e até arrancando do Congresso Nacional uma lei completamente divorciada da realidade brasileira. Uma realidade que foi muito bem caracterizada pelo sociólogo Roger Bastide como de “contrastes”, onde a coexistência de áreas super e subdesenvolvidas exigiria uma legislação diferenciada. O resultado ai está: a Biblioteca do Estado da Paraíba sem diretor há mais de um ano, porque, de acordo com a lei, o diretor deve ser bibliotecário e não há bibliotecários naquele Estado, nem o seu Governo dispõe de recursos para importá-Ios.
Como a consciência profissional nem sempre coexiste com a consciência das próprias limitações, os bibliotecários de formação “daspiana” assumiram uma atitude ridícula em face da Documentação. Em toda a parte – na Europa, nos Estados Unidos, na Índia, na União Soviética – foi reconhecido o fracasso das bibliotecas na solução do mais difícil problema que se coloca perante o pesquisador moderno, que é o da dificuldade de tomar conhecimento de tudo o que se publica no campo de sua especialização. Por isso escreveu Suzanne Briet que “la Science trouve son Waterloo dans les bibliothéques”.
Para eliminar ou, pelo menos, diminuir essa dificuldade, surgiram os centros de documentação, com um novo tipo de técnico, o documentalista. Pois bem: em vez de colaborar com os novos serviços, os bibliotecários passaram a hostilizá-Ios e até a negá-Ios – como aquele homem da anedota negava a existência de zebras, mesmo depois de vê-Ias – afirmando que Documentação e Biblioteconomia são a mesma coisa.
Salvo melhor juízo, é esta, em síntese talvez dramática, mas real, a situação da Biblioteconomia brasileira. Não nego os aspectos positivos dessa situação, pois, graças a Deus, a volúpia com que denuncio erros e ataco os falsos valores não prejudica – desculpem a nota pessoal – minha capacidade de admirar ilimitadamente os que são realmente grandes e o que merece admiração.
Admiro sem limites, por exemplo, as figuras de Ramiz Galvão e Manoel Cícero Peregrino da Silva, os dois maiores diretores da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Admiro, entre os vivos, um Rubens Borba de Moraes, uma Sully Brodbeck, uma Etelvina Lima, uma Bernadette Neves, um Manoel Adolpho Wanderley, um Orlando Ferreira, um Abner Vicentini, uma Elvira Strang. Louvo o trabalho profícuo do Serviço de Bibliografia e do Catálogo Coletivo do 1.8.B.D. Enalteço a obra de Cordélia Robalinho Cavalcanti no Serviço Central das Bibliotecas da Universidade do Recife. Sou um admirador do esforço honesto que se faz na Escola de Biblioteconomia de Minas Gerais – esforço honesto que contrasta com a impostura do ensino superior no Brasil.
Mas não temos o direito de enganar os jovens – nós que já atingimos “o meio do caminho de nossa vida” a que se referia o poeta – como o mordomo enganava a marquesa, dizendo-lhe “tudo vai bem”. Não, nem tudo vai bem na Biblioteconomia brasileira, minhas caras concluintes. E se vos falo assim, não é com a intenção de desanimar-vos, pois sei muito bem que os jovens não desanimam facilmente. O mundo de amanhã não será construido pelos conformistas e pelos otimistas, mas pelos que, tendo consciência dos erros do passado e do presente, procuram superá-Ios. Nessa luta é que eu gostaria de ver-vos engajadas. Já o padre celebrante da missa desta manhã lembrou-vos que a missão dos jovens não é conservar velhas estruturas, mas renová-Ias. Essa luta exige coragem – moral de ser minoria, de ficar só contra todos, coragem louvada em livro profético por um estadista diante de cuja memória me inclino e cujo nome pronuncio com emoção: John Fitzgerald Kennedy.
Os burocratas, os preguiçosos, os conformistas, os medíocres, os que vêem tudo cor de rosa – podem chamar-nos de tudo, inclusive de loucos. Não responderemos, porque a resposta já foi dada pelo poeta Fernando Pessoa:
“Louco, sim, louco por
que quiz grandeza
Qual a sorte não dá”.


Original: FONSECA, Edson Nery. Ser ou não ser bibliotecário e outros manifestos contra a rotina. Brasília: ABDF, 1988. p.22-27.


    13 dicas para cuidar dos seus livros


    13 dicas para cuidar dos seus livros
    Ter uma biblioteca em casa é maravilhoso, mas os livros precisam de cuidados, pois são feitos de matéria orgânica (papel). O portal Vida Organizada  selecionou algumas dicas para conservá-los:
    1. Sempre que trouxer um novo livro para casa, especialmente se você tiver o hábito de comprar livros usados, dê uma folheada geral para ver se não há traças ou sujeira entre as páginas. Passe um escovão (se puder, tenha um somente para este fim) seco na parte de cima e nas laterais, para tirar o pó acumulado. Se estiver engordurado, passe um pano úmido na capa e deixe secar ao sol. Só então guarde-o na estante.
    2. Procure não manusear os livros com as mãos sujas ou engorduradas. Dica básica, eu sei, mas vale lembrar.
    3. De uma a duas vezes por ano, pegue o mesmo escovão e limpe a parte de cima e as laterais de todos os seus livros para remover a sujeira e a poeira acumulada.
    4. Se a estante fica em um lugar com um pouco de umidade, espalhe pelas prateleiras algodão embebido em terebintina (vendida em lojas de produtos para artes). Troque a cada três meses.
    5. Para prevenir os livros das traças, existe uma série de receitas. A mais indicada é espalhar querosene por toda a estante. Sinceramente, eu nunca fiz isso. Primeiro, porque sequer sei onde deve vender querosene. Segundo, porque acho perigoso. Terceiro, porque minha estante não é envernizada e passar querosene a deixaria manchada. Assim, o que eu faço é manter sempre a área dos livros arejada, com as janelas abertas sempre que possível, e deixar pastilhas de cânfora pelas prateleiras (podem ser encontradas em farmácias de manipulação). Bolinhas de naftalina, cravo da índia, grãos de pimenta do reino e folhas de louro também funcionam, mas é preciso trocar mensalmente. É fundamental manter os livros limpos.
    6. Para capas de couro, a melhor alternativa é cobrí-las com uma camada leve de vaselina, pois isso mantém o tecido hidratado.
    7. Mantenha os livros na vertical. Se eles ficarem “deitados” na diagonal, se deformarão. Na horizontal também, além de ficarem com a capa marcada.
    8. Se as páginas dos livros estiverem manchadas, tente esfregar miolo de pão. Se forem manchas de mofo, elas devem ser removidas esfregando um paninho umedecido em vinagre, e depois passando algodão seco.
    9. Para evitar que os livros criem bolor, passe perfume neles. As essências de alfazema e terebintina são as mais indicadas.
    10. Se o livro estiver úmido, coloque-o para tomar sol.
    11. Para a limpeza no dia a dia, use um espanador bem peludo para remover a poeira constantemente.
    12. Estantes com portas de vidro são as mais recomendadas para guardar livros, pois os mantém protegidos dos insetos e também da poeira. Mas tudo bem se você só tiver uma estante aberta, pois é a mais comum mesmo. Basta ter esses cuidados.
    13. Procure não manter livros que você não goste, que não estejam sendo úteis ou que não tenham valor emocional para você. Doar livros ajuda outras pessoas e libera espaço na estante, fazendo o ar circular.
    Cuidar dos livros dá um pouco de trabalho, mas é um trabalho necessário a todos aqueles que amam seus exemplares e querem mantê-los por um longo período de tempo. Vale a pena ter esse cuidado.
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    terça-feira, 12 de março de 2013

    MINC vai orientar às prefeituras brasileiras da necessidade de contratarem bibliotecários

    MINC vai orientar às prefeituras brasileiras da necessidade de contratarem bibliotecários

    Não sabia que o membro do MST o Deputado Federal José Stédile (PSB/RS), é o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Biblioteca Pública.
    O deputado Stédile apresentou uma série de propostas que vêm sendo trabalhadas pela Frente Parlamentar em Defesa da Biblioteca Pública desde o seu lançamento em outubro de 2011. Entre as propostas, a ministra salientou que o MINC vai orientar às prefeituras brasileiras da necessidade de contratarem bibliotecários e técnicos em biblioteconomia para coordenar e atuar na rede de bibliotecas públicas, escolares e comunitárias.
    O ministério também deverá desenvolver um modelo de projeto arquitetônico de biblioteca para disponibilizar gratuitamente aos municípios interessados, atendendo aos critérios de acessibilidade e sustentabilidade. “Para servir de exemplo, vamos entregar ao MINC o projeto da futura biblioteca pública de Cachoeirinha”, salientou Stédile.

    http://frenteemdefesabibliotecapublica.wordpress.com/

    Manual de Pequenos Reparos em Livros

    Posted: 07 Mar 2013 01:55 AM PST
    Se você é do tipo “faça-você-mesmo”, vai gostar de fazer o download deste livro:
    A publicação, que você pode baixar de graça, ensina como consertar pequenos problemas em livros. Bastante útil se algum volume pelo qual você seja mais apegado esteja mostrando os primeiros desgastes do uso excessivo.
    Este, e outros livros sobre a conservação de bibliotecas, você pode encontrar na página do CPBA (Conservação Preventiva de Bibliotecas e Acervos). Ele faz parte de
    uma seleção de 52 títulos sobre a conservação preventiva de livros e documentos, de filmes, fotografias e meios magnéticos. Estes textos tratam do planejamento e do gerenciamento de programas institucionais, do controle das condições ambientais, da prevenção contra riscos e do salvamento de coleções, em situações de emergência, da armazenagem, conservação e reformatação, envolvendo os recursos da reprodução eletrônica, da microfilmagem e da digitalização.
    Muito útil para quem quer se aprofundar no livro como objeto a ser conservado.

    Consulta Nacional da ABNT faço o passaporte ABT gratuitamente


    Consulta Nacional da ABNT faço o passaporte ABT gratuitamente

    Bem-vindo à Consulta Nacional da ABNT.
    Este serviço permite que você acesse, visualize, imprima e apresente sugestões aos Projetos de Norma da ABNT e do Mercosul totalmente pela Internet.
    Ao lado você encontrará a lista de Comitês Técnicos, com o número de Projetos em consulta entre parênteses.
    Se você não é associado, cadastre-segratuitamente.
    Para mais informações entre em contato pelo e-mailconsultanacional@abnt.org.br.
    ABNT – Levando a Normalização até Você.

    http://www.abntonline.com.br/consultanacional/alertaprj.aspxhttp://www.abntonline.com.br/consultanacional/alertaprj.aspx
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    Tipos de Bibliotecários - 12 de março - Dia do Bibliotecário



    Tipos de Bibliotecários - 12 de março - Dia do Bibliotecário

    Bibliotecários de Sistemas - Desenvolvem, reparam e mantém os sistemas de bibliotecas, fornecendo bases para a organização das informações a partir do computador, sejam elas feitas por bibliotecários ou usuários. O trabalho de um bibliotecário de sistemas pode incluir o catálogo, bem como outros sistemas relacionados, tendo como principal foco a qualidade na recuperação das informações e auxílio no desenvolvimento de interfaces amigáveis que auxiliam na autonomia de usuários, na busca por informações. Para este tipo de bibliotecário, conhecimentos de informática (bancos de dados, sistemas operacionais, programação, software livre, etc.) não são apenas desejáveis como inatos – não aprende-se isso no curso de biblioteconomia: usa-se o que já se aprendeu (de um modo ou outro, às vezes com autodidatismo mesmo) para aplica o que já se sabe ao que se aprende ao longo do curso de biblioteconomia. Mas isto é só o que eu acho, enfim…  Tudo o que escrevi aqui encontrei em um pdf. da FURG, que fala um pouco sobre o Bibliotecário de Sistemas.




    Bibliotecários Virtuais
     - Ou em inglês, os weblibrarians (pois pessoalmente não gosto da palavra cibertecário). Como exemplo de biblioteca virtual que me lembro de primeira, é a  Biblioteca Virtual do  Governo do Estado de São Paulo, onde trabalham os colegas @weblibrarian e a@refazioli. De acordo com a descrição que encontrei, bibliotecários virtuais administram bases de dados e trabalham para organizar e preservar uma série de informações que encontramos disponíveis online. Esses bibliotecários são tipicamente classificados como Arquitetos da Informação e este tipo de trabalho pode ser bastante inovador, principalmente quando aplicado em conjunto com bibliotecas físicas. Eles podem desenvolver meios novos e incomuns de arquitetura de informação e linkar dados de uma fonte com outra.
    Biblioterapeutas - As áreas interdisciplinares que corroboram com a Biblioterapia geralmente são a enfermagem e também a psicologia.  A biblioterapia pode ser conceituada como a prescrição de materiais de leitura com função terapêutica. A prática biblioterapêutica pode ser utilizada como um importante instrumento no restabelecimento psíquico de indivíduos com transtornos emocionais. O foco do biblioterapeuta é bastante  voltado para os pacientes que estão sendo atendidos, e as atividades de biblioteca (administração, processamento, gestão), apesar de também serem importantes, ficam sempre em segundo plano.
    Ainda existe também a discussão de bibliotecários que trabalham como arquivistas e documentalistas, – e na Wikipédia também diz que arquivistas podem ser “bibliotecários especializados que lidam com material arquivístico, tais como manuscritos, documentos e gravações, embora isso varie de país para país, e existam outras rotas para a profissão de arquivista” -  e toda aquela discussão sobre os “profissionais da informação”, que trabalham nas “unidades de informação”, mas acho que este não é o propósito deste post.
    Entendam que este não é um post que define nada… Estes tipos de bibliotecários não são “definitivos” como a táuba(sic) dos dez mandamentos não.
    Só criei este o post por que 1. Sou curiosa 2. Notei que algumas pessoas procuram e acham o blog por expressões de busca como “o que faz um bibliotecário” ou “tipos de bibliotecários”, 3. Notei que não havia nenhum post com informações suficientes sobre isso. Simples assim.

    Fonte: https://doraexlibris.wordpress.com/2011/01/08/tipos-de-bibliotecarios-o-que-faz-um-bibliotecario/#comment-528
    Liberando o Conhecimento: um manifesto bibliotecário para a mudança →
    http://www.uece.br/feclesc/biblioteca/index.php/noticias/14-lista-de-noticias/197-12-de-marco-dia-do-bibliotecariohttp://www.uece.br/feclesc/biblioteca/index.php/noticias/14-lista-de-noticias/197-12-de-marco-dia-do-bibliotecario

    Tipos de Bibliotecário - 12 de março


    Bibliotecários Especializados - Trabalham em bibliotecas de medicinaodontologia,direito, artes, em grandes acervos de fotografias ou em bibliotecas de empresas particulares. Tive uma experiência de 4 meses em uma biblioteca de uma empresa de engenharia e percebi que é um trabalho que demanda um alto nível de comprometimento com a empresa ou área com a qual você está lidando, sendo necessário um alto senso de cultura organizacional, enxergando a área específica na qual você está trabalhando de um modo mais sistêmico, holístico mesmo. Ou seja, o trabalho de gerenciamento da biblioteca é importante? Sim, é, mas o bibliotecário especialista não deve focar-se apenas nele se quiser ser bom. Basicamente, qualquer área do conhecimento pode ter seu próprio bibliotecário, basta a pessoa ter interesse pela área em questão e ser motivada.
    Bibliotecários de Instrução - Auxiliam com o letramento informacional de usuários em aulas presenciais e/ou através da criação de objetos de aprendizagem online. Instruem usuários a encontrar, avaliar e usar a informação efetivamente, usarem determinados programas e bases de dados, ou indicam quais são as normas (ABNT, Vancouver, etc.) mais utilizadas e aceitas para apresentação de pesquisas ou trabalhos acadêmicos. São mais comuns em bibliotecas acadêmicas.
    Bibliotecários de Processamento Técnico - Estes seriam os profissionais que trabalham “nos bastidores” da biblioteca, com catalogação, classificação e indexação de todos os materiais do acervo.  Por ser um trabalho muito recluso, repetitivo e que lida com  uma série de materiais auxiliares (AACR2, CDD, CDU, Cutter-Sanborn), ele tende a ser menosprezado por quem tem uma personalidade mais ativa e crítica, como coisa que “qualquer pessoa ensinada pode fazer”. Concordo que até pessoas não ensinadas podem trabalhar com processamento técnico, mas a maioria  – dada a oportunidade – simplesmente não se dará a este trabalho (ao menos não numa biblioteca física, rs). Quem é bibliotecário faz isso por que gosta, por que acha curioso descrever itens diferentes, porque acha o processo de classificação algo criativo, por mais que aparentemente não seja.  E quem considera estas coisas inúteis é porque talvez tenha preocupações muito mais nobres que estas. Pessoalmente, considero este tipo de serviço o núcleo, pois se eles não existissem tais como são, a biblioteconomia provavelmente se descaracterizaria e se tornaria outra coisa que talvez ainda não exista (que é o que provavelmente acontecerá, algum dia). Aliás, foi justamente aprender como funciona o processamento técnico que me motivou a fazer o curso de biblioteconomia. Mas tambémacredito que organizar informação é apenas mais uma parte de todo um processo e não o processo principal ou ainda, o menos importante. É apenas essencial  – pra não dizer, o mínimo – para uma biblioteca (física) que se pretende razoavelmente organizada.
    Bibliotecários de Referência ou de Pesquisa- Trabalham diretamente com o público, com pessoas de todas as idades e vários tipos de materiais. Ajudam as pessoas a realizar levantamentos bibliográficos para uma pesquisa e encontrarem as informações que precisam, muitas vezes através de uma conversa estruturada,  tipo uma entrevista de referência. A ajuda pode tomar forma de pesquisa sobre uma questão específica, promovendo um uso mais direcionado de bases de dados e outras fontes eletrônicas de informação. O bibliotecário de referência ainda pode obter materiais especializados de outras fontes ou prover acesso a materiais delicados ou raros.
    Bibliotecários de Restauração - Alguns cursos – inclusive o curso de biblioteconomia da UFSC, há alguns anos – ofereciam disciplinas optativas de restauração de livros, especificamente. Esta disciplina não consta mais no currículo e também tem se tornado rara nos cursos de graduação talvez pelo baixo interesse e também por conta dos materiais de restauro, que são caros. Mas por incrível que pareça, ainda tem gente que faz restauração de livros. Algumas pessoas nem chamariam de bibliotecários, mas talvez bibliófilos-restauradores que entendem de técnicas de restauração de livros antigos. As pessoas que trabalham com isso compreendem que, além do apego sentimental aos livros – que muita gente ainda tem -  questões como a preservação e a memória também tem sua relevância, em alguns contextos.

    Evolução dos Bibliotecários - 12 de março


    Segue a lista:
    Bibliotecários Acadêmicos ou Universitários - Seriam – deveriam ser – a continuação dos bibliotecários escolares, nas bibliotecas universitárias. Bibliotecários acadêmicos geralmente coordenam  uma série de atividades referentes ao ambiente universitário (eventos, palestras, oficinas, cursos) e organizam as informações, desenvolvendo coleções de acordo com o curriculum universitário. Geralmente as bibliotecas universitárias são as maiores, desenvolvendo-se até mesmo em biblioteca setoriais, formando um sistema de bibliotecas, pra melhor abarcar o acervo de acordo com os departamentos e/ou centros de ensino. Além dos serviços correntes que existem em bibliotecas – acervo especializado de livros raros e históricos, teses e dissertações, serviço de referência, etc. – algumas bibliotecas deveriam preocupar-se com a questão de liberdade intelectual, apesar de me parecer que isto – infelizmente – ainda não é uma questão para as bibliotecas universitárias no Brasil, acontecendo mais nos Estados Unidos.
    Bibliotecários de Ação Cultural - A ação cultural é mais frequente em bibliotecas públicas e também em centros culturais. O bibliotecário que atua com Ação Cultural, é consciente de sua dimensão educativa e política e visa transformar e operar mudanças na realidade da comunidade onde está inserido. Além da comunidade, seu relacionamento também pode se estender a movimentos sociais, engajando-se em projetos amplos com o objetivo de integrar a comunidade como um todo. Enquanto o bibliotecário de Instrução ensina e auxilia os usuários, o bibliotecário de Ação Cultural faz a mediação entre a comunidade e o projeto a ser desenvolvido, tratando usuários não como receptores apenas, mas como sujeitos da criação cultural. É interessante o papel de desalienação da cultura de massa e busca de uma identidade cultural própria, que pode surgir de uma idéia do bibliotecário de Ação Cultural. Em seu papel de líder, o agente deve recorrer às possíveis fontes de recursos a fim de viabilizar a implementação dos projetos, seja através de órgãos governamentais ou entidades privadas, valendo-se das leis de incentivo à cultura. Tirei estas informações do texto Ação Cultural: possibilidades de atuação do bibliotecário.
    Bibliotecários de Desenvolvimento de Coleções - Acho que estes são os mais ‘administradores’ e/ou gestores dos bibliotecários e acredito que este tipo de planejamento geralmente é feito pelo bibliotecário-chefe, que também tem outras atribuições e responsabilidades. Meio raro ter uma equipe ou uma pessoa que lide exclusivamente com isso, mas talvez exista e eu desconheça. Tem gente que acha que o desenvolvimento de coleções compete apenas ao bibliotecário, outros que acham que compete à comunidade, aos usuários da biblioteca em questão e né, claro, eu sempre acho que tem uma terceira via e que tudo deve ser equilibrado. A seleção de livros, periódicos, fontes eletrônicas e outros materiais precisa de um monitoramento. Posições que lidam com orçamento são complicadas e todos os planos para aprovação tem que ser muito bem justificados para que alguma decisão que envolva certos recursos seja acatada.
    Bibliotecários Escolares - Desde o início do curso nos dizem que precisamos trabalhar na biblioteca que mais tem a ver com o nosso perfil de personalidade. Para se trabalhar em uma biblioteca escolar, não tem muito jeito: pré-requisito básico é gostar de crianças e pré-adolescentes. Geralmente bibliotecários escolares trabalham em conjunto com professores – e às vezes também de forma muito parecida, como professores – estimulando a leitura e ajudando as crianças com o uso de ferramentas da internet. As atividades de um bibliotecário escolar são coordenadas de acordo com o currículo, embora não devam ater-se apenas a ele. Uma biblioteca escolar tem acervo especial com material diferenciado  – gibis, revistas para crianças, etc – e programas voltados para crianças, focando também a interação com os pais.
    Bibliotecários Especiais Bibliotecários especiais são diferentes de bibliotecários especializados por suas preocupações serem ainda mais específicas. Bibliotecários especiais estendem seus serviços e benefícios a outras parcelas da comunidade, provendo serviços informacionais e culturais para grupos de minorias, tais como pessoas com deficiências (auditiva, visual, mental, etc), estrangeiros, alguns grupos de movimentos sociais, comunidades desamparadas ou de baixa renda, prisioneiros e transgressores, sem teto e comunidades rurais.

    Dia do Bibliotecário - 12 de março


     12 de Março - Dia do Bibliotecário
    O que um bibliotecário faz, exatamente, numa biblioteca?
     Me faço essa pergunta a esta altura do campeonato porque, às vezes me parece ser tanta coisa, que penso ser sempre necessário uma bela de uma equipe pra dar conta de tudo (e muitas vezes é mesmo). Mas acho que isso depende diretamente do tamanho da biblioteca em questão. É fato que só um bibliotecário pode dar conta de uma biblioteca pequena ou mais especializada, com a diferença é que é mais trabalhoso fazer tudo sozinho. Mas em bibliotecas de médio ou grande porte, tipo empresariais ou universitárias, acho que um bibliotecário apenas – ou dois – deve complicar o meio de campo.
    Imagino que as pessoas escolham o curso de biblioteconomia por vários motivos, sendo o principal deles prestar concurso, claro. Digo isso pois quando os professores perguntavam para gente na primeira fase o que pretendíamos com o curso, essa foi a resposta que mais ouvi e noto agora na sétima fase que ainda existem colegas preparando-se para concursos. Outras o escolhem pelos mais variados motivos, sendo as respostas mais comuns: porque já trabalham (ou trabalharam) em bibliotecas e querem se especializar pra entrar no mercado de trabalho de vez, porque não sabem bem o que vão fazer da vida, por que gostam de ler (haha) e também porque são tímidas e tentam o curso achando que vão trabalhar apenas com livros, sem precisarem interagir com muitas pessoas. Devem existir outros motivos, mas eles são menos comuns e eu não os conheço. Mas depois de algum tempo de curso as pessoas descobrem coisas, fazem alguns estágios, têm experiências diferentes e acabam “se encontrando” (ou não). Isso de “se encontrar” é uma questão um pouco mais difícil e complicada…
    No blog Bilingual Librarian da Stephanie Rocio, ela menciona brevemente no post “Então você quer ser bibliotecário?” que existem tipos diferentes de bibliotecários (catalogadores, de referência, circulação,  para adolescentes e bibliotecários escolares).  Acho que aprendi sobre os diferentes tipos de bibliotecas (públicas, escolares, acadêmicas, especializadas), mas não sei se isso foi o suficiente, pois queria saber mais especificamente sobre os profissionais mesmo por exemplo: que tipos e quantos profissionais bibliotecários trabalhariam dentro de uma biblioteca universitária por exemplo?
    No site do DirectoryM encontrei um breve post falando sobre os tipos de bibliotecários, mas ele também foi muito voltado mais para os tipos de bibliotecas do que para os profissionais em si, então às vezes me parece que há uma certa confusão nesse sentido. De qualquer modo, vou tentar listar aqui alguns tipos de bibliotecários que eu imagino que existam, seja pelo tipo de biblioteca em que trabalham ou pela sua atividade específica dentro da biblioteca. Espero não esquecer de nenhum tipo, mas caso esqueça, os comentários podem me ajudar a atualizar o post e melhorá-lo.
    Tenho uma idéia para outros posts que é a de entrevistar alguns dos meus colegas que fazem estágio já há algum tempo – e também pessoas que conheço que trabalham na área – e perguntar como é feita a divisão do trabalho nas bibliotecas em que atuam, quais são as práticas, etc. A listagem que fiz aqui não é um texto original, mas sim uma mistura de textos que encontrei na Wikipédia e em outros sites, junto com opiniões minhas. Ao longo da graduação (ou às vezes até mesmo antes dela, se você tiver sorte, acho) imagino que a gente acabe se identificando com algum dos tipos de bibliotecários que listei. Às vezes não nos identificamos com nenhum deles, mas aí a história é outra… rs
    A Evolução dos Bibliotecários

    segunda-feira, 11 de março de 2013

    Como os livreiros de Timbuktu conseguiram salvar manuscritos de 800 anos, que comprovam a existência de Idade Média documentada na África, em meio à desolação da guerra


    Como os livreiros de Timbuktu conseguiram salvar manuscritos de 800 anos, que comprovam a existência de Idade Média documentada na África, em meio à desolação da guerra



    chamada.jpgO livreiro e bibliotecário da cidade de Timbuktu Abdel Kader Haidara é um herói. No final de 2012, ao testemunhar o recrudescimento do conflito entre radicais islâmicos e o governo de seu país, o Mali, no noroeste da África, ele não esperou para ver qual destino teriam os raríssimos manuscritos que ele e outros livreiros guardavam caso uma guerra de fato eclodisse. Homem de ação, Haidara reuniu os colegas de profissão e, com apoio internacional, deu início a uma incrível operação de retirada preventiva da coleção, que conta com mais de 250 mil exemplares. Foram muitas viagens entre Timbuktu e Bamako, capital do país africano para onde as obras foram levadas, até que 80% do acervo estivessem a salvo. O trajeto de 700 quilômetros foi feito repetidamente em carros civis disfarçados de trasportadores de frutas e verduras abastecidos com gasolina custeada pelo Ministério de Relações Exteriores da Alemanha. No caso do resgate da biblioteca do Instituto Ahmed Baba, o trabalho foi tão profissional que nem o prefeito da cidade, Hallé Ousmani Cissé, soube da operação. Questionado em janeiro pelo jornal inglês “The Guardian” sobre o que ocorrera no Ahmed Baba, foi enfático. “Os manuscritos foram queimados.”
    BIBLIOTECA-03-IE.jpg DESTRUIÇÃO Nem tudo pôde ser salvo na biblioteca do Instituto Ahmed Baba, em Timbuktu
    Não foram. Pelo menos não integralmente. Quando o prefeito dava essa declaração, boa parte dos tomos e pergaminhos de mais de meio milênio que versam sobre astronomia e medicina e guardam registros de música e poesia africanas já estava guardada em Bamako. O trabalho hercúleo e os riscos assumidos por Haidara e seus colegas se justificam. Nas obras salvas estão os registros dos últimos 800 anos de história da cidade de Timbuktu, entreposto comercial e cultural africano há quase um milênio e patrimônio mundial da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desde 1988.
    Além de valiosos documentos históricos, eles também têm grande importância por comprovarem que no continente africano a história dos povos locais também era registrada e difundida pela escrita, e não apenas de forma oral. “Reconheço que transportar manuscritos na mala de um carro não é o ideal”, diz José Luís Goldfarb, professor de história da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em políticas públicas de incentivo à leitura. “Mas, nessas horas, vale tudo para salvar um patrimônio rico como esse.”
    chamada.jpgBIBLIOTECA-2-IE-2260.jpg HERÓI Abdel Kader Haidara  liderou a retirada dos títulos
    Os livreiros de Timbuktu sabem disso. Acostumados com a história tumultuada do país, que coleciona guerras e conflitos, eles aprimoraram, através dos séculos, técnicas de resgate e proteção do inestimável acervo da cidade. Desde o final da colonização francesa no Mali, em 1960, ele não fica todo estocado em um lugar, mas sim dividido em cerca de 70 bibliotecas da região. Quando a situação se complica e a opção pelo resgate não existe mais, as maiores relíquias costumam ser embaladas e guardadas em caixotes de madeira selados e enterrados na areia do deserto. As cavernas também são usadas como esconderijo. Mas, com o conflito que se desenhou no final de 2012, a opção pela retirada do acervo da cidade pareceu mais sensata a muitos bibliotecários.
    Isamel Didié, por exemplo, último descendente da dinastia Kati – há pelo menos 500 anos no Mali –, fugiu do país em direção à Europa no final de 2012 e levou consigo o que podia da Fondo Kati, que guardava mais de sete mil documentos sobre a presença islâmica na península ibérica. Depois de passar em fuga por França e Suíça, ele se fixou, temporariamente, em Jaén, no sul da Espanha. Suas preocupações, porém, continuam no Mali. “Não creio que temos perdido documentos”, diz, esperançoso. “Mas tivemos que espalhar em bibliotecas o que continuou por lá”, disse ao jornal espanhol “El País”.

    sexta-feira, 8 de março de 2013

    Dia Internacional da Mulher!

    https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQj-8j8IG2r29AO2Z4xdSH3E_c6bF4b_tJ-gpq7vQW1ey5-uZwW1py-g_QyWO7Szi6IesSDE6Pcdwa2a1F_X6Huiu17pchXJHscMvcwLPpmBlBykT_7D8RDiw43cewvXESM4kkY-SahRo/s1600/dia+internacional+da+mulher.jpg
    Seja no trabalho, seja na família, reclamamos de vocês, mas não vivemos sem vocês!

    Parabéns pelo Dia Internacional da Mulher!

    quinta-feira, 7 de março de 2013

    30 livros de Comunicação para download grátis

    30 livros de Comunicação para download grátis

    http://canaldoensino.com.br/blog/30-livros-de-comunicacao-para-download-gratis?goback=%2Egde_2036937_member_219918010 Os livros foram lançados entre 2010 e 2011 e são distribuidos livremente mediante autorização dos autores e editoras
    Universidade da Beira, em Portugal, disponibilizou uma série de livros relacionados com a área decomunicação para download grátis mediante autorização de seus respectivos autores e editoras. A maior parte dos livros foi lançada entre os anos de 2010 e 2011. Confira quais são os livros disponibilizados pela universidade portuguesa:
    http://canaldoensino.com.br/blog/30-livros-de-comunicacao-para-download-gratis?goback=%2Egde_2036937_member_219918010




    livros340 30 livros de Comunicação para download grátis

    Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil

    Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil
    Publicado por  em 9 fevereiro 2013 em Notícias
    A publicação é considerada uma referência na área. Teve sua primeira edição em 1953 e, desde então, serve de apoio aos bibliotecários e profissionais que atuam em biblioteca públicas e escolares, na formação e desenvolvimento de coleções infantis e juvenis, assim como no desenvolvimento de atividades de incentivo à leitura.
    Vale conferir!Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil

    Bibliotecas Públicas: ações, processos e perspectivas.

    Bibliotecas Públicas: ações, processos e perspectivas.
    Publicação reúne artigos com relatos de experiências do Sistema Municipal de Bibliotecas Públicas de São Paulo.

    http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/upload/Publicacao+CSMB+2012__1357234842.pdfhttp://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/upload/Publicacao+CSMB+2012__1357234842.pdf



    Bibliotecas Públicas: ações, processos e perspectivas.

    NOVO SITE DO SISTEMA NACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS - SNBP


    NOVO SITE DO SISTEMA NACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS - SNBP


    O SNBP tem por objetivo ampliar os espaços e fortalecer as ações e serviços desenvolvidos pelas bibliotecas públicas e comunitárias no Brasil, com vistas a democratização do acesso à leitura e à informação a toda a população. As premissas que permeiam os seus trabalhos são o diálogo, a transparência, a responsabilidade e o estímulo ao controle social, portanto, este novo espaço virtual configura-se como uma importante ferramenta de aproximação com a sociedade.
    O site é composto por um menu superior, onde é possível visualizar dados institucionais e, um segundo menu onde encontram-se os serviços oferecidos pelo órgão, tais com, Diretrizes, Editais, Informações de interesse a área, Notícias, Agenda, entre outros.
    Endereço: www.snbp.bn.br.

    BIBLIOTECÁRIA - IMAGEM

    BIBLIOTECÁRIA - IMAGEM

    quarta-feira, 6 de março de 2013

    Da bibliometria à webometria: uma exploração conceitual dos mecanismos utilizados para medir o registro da informação e a difusão do conhecimento


    Da bibliometria à webometria: uma exploração conceitual dos mecanismos utilizados para medir o registro da informação e a difusão do conhecimento

    http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/171/150http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/171/150


    Nadia Aurora Peres Vanti
    Mestre em biblioteconomia e ciência da informação pela PUCCampinas, bibliotecária do Instituto Latino-Americano de Estudos
    Avançados da UFRGS. Professora do Departamento de Ciências da
    Informação da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da
    UFRGS.
    E-mail: nvanti@ilea.ufrgs.br


    Resumo
    Este é um estudo comparativo de quatro subdisciplinas que permitem medir os fluxos da informação, a comunicação acadêmica e a difusão do conhecimento científico: a bibliometria, a cienciometria, a informetria e a webometria.
    Mediante a leitura de renomados autores que têm abordado estes temas, é realizada uma discussão teórico-conceitual e uma análise das semelhanças e diferenças que unem e separam os quatro métodos quantitativos no que diz respeito ao seu histórico, objeto de estudo, variáveis, técnicas, objetivos
    e campos de aplicação. Uma ênfase maior é dada à caracterização da webometria, por se tratar de uma área emergente dentro da ciência da informação, ainda pouco explorada no
    Brasil e com grandes potencialidades derivadas da expansão mundial da Internet.
    Palavras-chave
    Bibliometria; Cienciometria; Informetria; Webometria; Métodos quantitativos de avaliação

    Nas últimas décadas, acompanhando a expansão da ciência e da tecnologia, tornou-se cada vez mais evidente a necessidade de avaliar tais avanços e de determinar os desenvolvimentos alcançados pelas diversas disciplinas do conhecimento. Neste sentido, apontou-se para a medição das taxas de produtividade dos centros de pesquisa e dos investigadores individuais, para a detecção daquelas instituições e áreas com maiores potencialidades e para o estabelecimento das prioridades no momento da alocação de recursos públicos.
    Existem diversas formas de medição voltadas para avaliar a ciência e os fluxos da informação. Dentre estas, cabe citar a bibliometria, a cienciometria, a informetria e a mais novel delas, a webometria. Estas subdisciplinas, apesar de apresentarem algumas semelhanças ou pontos de convergência, possuem características, enfoques e funções dissímeis. O objetivo central deste artigo consiste, conseqüentemente, em explorar e aprofundar o estudo destes conceitos desde uma ótica comparativa,revisar e discutir suas principais aplicações e aportar um maior esclarecimento sobre o tema, reservando uma
    atenção especial à webometria, área ainda pouco estudada no campo das ciências da informação no Brasil.




    Marketing da informação: abordagem inovadora para entender o mercado e o negócio da informação


    Marketing da informação: abordagem inovadora para entender o mercado e o negócio da informação

    Sueli Angélica do Amaral
    Doutora em ciência da informação pela Universidade de Brasília.
    Brasília-DF. Professora associada da UnB, cedida ao Instituto
    Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict),
    Coordenação de Ensino e Pesquisas – Rio de Janeiro, RJ - Brasil
    E-mail: samaral@unb.br
    Resumo
    Mostra o marketing da informação como abordagem inovadora da gestão da informação e do conhecimento
    em unidades de informação, a partir do entendimento do mercado e do negócio da informação na área em que atuam suas organizações mantenedoras, estejam elas inseridas no setor com fins de lucro ou não. Destaca que, diante dos novos temas e da mudança de paradigmas, o marketing da informação reflete tanto a natureza mutável dos serviços de informação como as perspectivas teóricas e práticas do marketing, principalmente após o surgimento da Internet e da Web. Conclui que é importante estudar, pesquisar e desenvolver estudos sobre marketing na ciência da informação para evidenciar os benefícios da apropriação conceitual do marketing nesta área do conhecimento e dar visibilidade ao papel desempenhado pelas unidades e profissionais da informação como agentes sociais capazes de contribuir para o desenvolvimento da sociedade.
    Palavras-chave
    Marketing da informação. Unidade de informação. Mercado da informação. Negócio da informação. Oferta
    de informação. Demanda de informação.Information marketing: an innovative approach to understand information market and business
    Abstract
    The objective of this paper is to present marketing information as an innovative approach referring to
    information and knowledge management in information units by understand the information market and business in the area of the maintaining organization performance either in profit or non-profit sectors. On account of the new themes and change of paradigms, information marketing reflects both the unstable nature of information services and the theoretical and practical perspective of marketing, mainly after Internet and web came up. The conclusion is that it is important to analyze, research and develop studies about marketing in the area of Information Science in order to bring forth the benefits of precise terms concerning marketing in this area of knowledge and to underline the role performed by the units and professionals of information as social agents for contributing to the development of society

    Keywords
    Information marketing. Information unit. Information
    market. Information business. Information offer.
    Information supplyhttp://www.scielo.br/pdf/ci/v40n1/a07v40n1.pdf


    REFERÊNCIAS
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    transformará nossas vidas? São Paulo: Companhia das Letras, 1997. 413 p.
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