segunda-feira, 16 de maio de 2016

TEORIAS DE APRENDIZAGEM APLICÁVEIS AO ENSINO DE BIBLIOTECONOMIA

Gabriela Belmont Farias
http://www.abecin.org.br/revista/index.php/rebecin/article/view/31

RESUMO


Ao se adentrar no campo da aprendizagem, obrigatoriamente, é preciso passar pelos teóricos e teorias da aprendizagem. As reflexões sobre as teorias descritas ao longo do artigo são indicadas sem a pretensão de esgotar os temas envolvidos. Delineou-se como objetivo a reflexão acerca das teorias da aprendizagem, a fim de contribuir com subsídios teórico-conceituais à prática docente no ensino de Biblioteconomia. Para tanto, foi realizada uma revisão da literatura com intuito de obter subsídio sobre o estado da arte do conhecimento sobre as teorias da aprendizagem e as práticas pedagógicas. Observa-se que a sala de aula deve ser considerada espaço intersubjetivo, pois os alunos e docentes além de compartilharem o espaço físico, compartilham o conhecimento de modo coletivo. Nesse sentido, é possível considerar que o processo de ensino-aprendizagem é substancialmente subjetivo. Evidencia-se a necessidade de os docentes dos cursos de Biblioteconomia aprenderem a produzir conhecimento novo com origem em uma das concepções das teorias da aprendizagem ou de seu conjunto, para que possa aplicá-lo a uma necessidade específica, na resolução de problemas, na tomada de decisão ou buscando o aprendizado contínuo, desenvolvendo competências que objetivem conhecer e usufruir das diversas práticas pedagógicas.

PALAVRAS-CHAVE


Teorias de Aprendizagem; Biblioteconomia; Ensino Superior; Práticas Pedagógicas; Planejamento Didático.

TEXTO COMPLETO:

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REFERÊNCIAS


BESSA, V. H. Teorias da aprendizagem. Curitiba: IESDE Brasil, 2008.
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 5.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2002.
COELHO, C. M. M. Formação docente e sentidos da docência: o sujeito que ensina, aprende. In: MITJÁNS MARTINEZ, A.; SCOZ, B. J. L.; CASTANHO, M. I. S. (Orgs.). Ensino e aprendizagem: a subjetividade em foco. Brasília: Liber Livros, 2012. p.111-129.
CORREIA, A. M. R. Information literacy for an active and effective citizenship. 2002. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2014.
FARIAS, G. B. O Bibliotecário – gestor da informação: representações do segmento imobiliário sobre competências. 2007. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Universidade federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, 2007.
FREIRE, P. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
KUBO, O. M.; BOTOMÉ, S. P. Ensino-aprendizagem: uma interação entre dois processos comportamentais. Interação em Psicologia, v.5, dez. 2001. Disponível em: . Acesso em: 2 set. 2013.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 2013.
LIMA, T. C. S. de; MIOTO, R. C. T. Procedimentos metodológicos na construção do conhecimento científico: a pesquisa bibliográfica. Revista Katálysis, v.10, n.esp., p.37-45, 2007. Disponível em: . Acesso em: 2 set. 2013.
ONTORIA PEÑA, A.; GÓMEZ R., J. P.; RUBIO MOLINA, A. Potencializar a capacidade de aprender e pensar: o que mudar para aprender e como aprender a mudar. São Paulo: Madras, 2004. 216p.
OSTERMANN, F.; CAVALCANTI, C. J. H. Teorias de aprendizagem: texto introdutório. Porto Alegre: Editora UFRS, 2010.
PERES, G. J. Metacognição na resolução de problemas de otimização em cálculo através do uso de um objeto de aprendizagem. In: REUNIÃO LATINOAMERICANA DE MATEMÁTICA EDUCATIVA, 26., 2012, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: [s.c.p.], 2012.
SCOZ, B. J. L.; TACCA, M. C. V. R.; CASTANHO, M. I. S. C. Subjetividade, ensino e aprendizagem: contribuições de pesquisas acadêmicas. In: MITJÁNS MARTINEZ, A.; SCOZ, B. J. L.; CASTANHO, M. I. S. C. (Orgs.). Ensino e aprendizagem: a subjetividade em foco. Brasília: Liber Livros, 2012. p.131-156.

ENSINO DA LITERATURA INFANTO-JUVENIL NA GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

ueli Bortolin, Rovilson José da Silva

RESUMO


No trabalho pedagógico voltado à criança e ao adolescente, a literatura adquire relevância, pois é uma das formas artísticas mais completas para educação cultural dessas faixas etárias. Assim a biblioteca, pública ou escolar, torna-se fundamental no percurso para se oferecer acesso à leitura. Nesse contexto, a biblioteca é uma aliada da escola básica para oportunizar o encontro à cultura letrada, artística, como é o caso da literatura infanto-juvenil. Portanto, cada vez mais, se faz necessário que na formação de bibliotecários e pedagogos existam conteúdos que transitem no âmbito da leitura, da educação do leitor e da mediação da leitura, de modo a aproximar sala de aula e biblioteca. Esse trabalho tem como ponto de partida as experiências de docentes na Universidade Estadual de Londrina ao ministrar disciplinas referentes à literatura infanto-juvenil, tanto na graduação de Biblioteconomia quanto no Curso de Especialização em Gestão de Biblioteca Escolar no Departamento de Ciência da Informação. Objetiva partilhar ideias quanto à formação de mediadores de leitura para atuarem em bibliotecas que atendam a crianças e adolescentes, mais especificamente nas bibliotecas escolares, por meio do estudo (análise/discussão) do conceito de literatura, do contexto histórico do desenvolvimento da infância e juventude no Brasil; das características do leitor infanto-juvenil e suas implicações para o processo de mediação da leitura literária no âmbito escolar. A metodologia adotada possui recorte qualitativo e tem como procedimento técnico a pesquisa documental a partir da ementa, do objetivo e do conteúdo programático das disciplinas referidas. Utiliza com base teórica Campello (2010), Bortolin (2010, 2013), Freire (1999), Perrotti (1990) e Silva (2006). Aborda características da mediação da literatura nos aspectos pedagógicos e literários, necessários à formação e atuação do bibliotecário e do pedagogo. Conclui que é imprescindível a inserção de disciplinas como essas na matriz curricular dos cursos de Biblioteconomia e Educação no âmbito brasileiro, uma vez que elas contribuem para a formação e manutenção de leitores em um país que ainda necessita de iniciativas nesse sentido.

PALAVRAS-CHAVE


Ensino da Literatura Infanto-Juvenil; Formação de Mediadores; Bibliotecários e Pedagogos.

ENSINO DA LITERATURA INFANTO-JUVENIL NA GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

Sueli Bortolin, Rovilson José da Silva

RESUMO


No trabalho pedagógico voltado à criança e ao adolescente, a literatura adquire relevância, pois é uma das formas artísticas mais completas para educação cultural dessas faixas etárias. Assim a biblioteca, pública ou escolar, torna-se fundamental no percurso para se oferecer acesso à leitura. Nesse contexto, a biblioteca é uma aliada da escola básica para oportunizar o encontro à cultura letrada, artística, como é o caso da literatura infanto-juvenil. Portanto, cada vez mais, se faz necessário que na formação de bibliotecários e pedagogos existam conteúdos que transitem no âmbito da leitura, da educação do leitor e da mediação da leitura, de modo a aproximar sala de aula e biblioteca. Esse trabalho tem como ponto de partida as experiências de docentes na Universidade Estadual de Londrina ao ministrar disciplinas referentes à literatura infanto-juvenil, tanto na graduação de Biblioteconomia quanto no Curso de Especialização em Gestão de Biblioteca Escolar no Departamento de Ciência da Informação. Objetiva partilhar ideias quanto à formação de mediadores de leitura para atuarem em bibliotecas que atendam a crianças e adolescentes, mais especificamente nas bibliotecas escolares, por meio do estudo (análise/discussão) do conceito de literatura, do contexto histórico do desenvolvimento da infância e juventude no Brasil; das características do leitor infanto-juvenil e suas implicações para o processo de mediação da leitura literária no âmbito escolar. A metodologia adotada possui recorte qualitativo e tem como procedimento técnico a pesquisa documental a partir da ementa, do objetivo e do conteúdo programático das disciplinas referidas. Utiliza com base teórica Campello (2010), Bortolin (2010, 2013), Freire (1999), Perrotti (1990) e Silva (2006). Aborda características da mediação da literatura nos aspectos pedagógicos e literários, necessários à formação e atuação do bibliotecário e do pedagogo. Conclui que é imprescindível a inserção de disciplinas como essas na matriz curricular dos cursos de Biblioteconomia e Educação no âmbito brasileiro, uma vez que elas contribuem para a formação e manutenção de leitores em um país que ainda necessita de iniciativas nesse sentido.

PALAVRAS-CHAVE


Ensino da Literatura Infanto-Juvenil; Formação de Mediadores; Bibliotecários e Pedagogos.

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REFERÊNCIAS


BETTELHEIM, B. A Psicanálise dos contos de fadas. 7.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
BORTOLIN, S. A ética na mediação da leitura na biblioteca escolar. Ensino em Re-Vista, Uberlândia, v.20, n.2, p.423-434, jul./dez. 2013. Disponível em: . Acesso em: 10 ago. 2014.
________. Mediação oral da literatura: a voz dos bibliotecários lendo ou narrando. 2010. 232f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Marília, 2010.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei no. 12.244 de 24 de maio de 2010. Disponível em: . Acesso em: 10 dez. 2012.
CAMPELLO, B. S. (Coord.). Biblioteca escolar como espaço de produção do conhecimento: parâmetros para bibliotecas escolares. Belo Horizonte: GEBE/UFMG; Brasília: CFB, 2010. Disponível em: . Acesso em: 12 dez. 2012.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. 11.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.
MENDES, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
PERROTTI, E. Confinamento cultural, infância e leitura. São Paulo: Editora
Summus, 1990.
SILVA, R. J. da. Formar leitores na escola. In: SILVA, R. J. da; BORTOLIN, S. (Orgs.). Fazeres cotidianos na biblioteca escolar. São Paulo: Polis, 2006.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA. Departamento de Ciência da Informação. Programa da disciplina Mediação da Literatura Infanto-Juvenil em Bibliotecas. Londrina, 2015. 4p.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA. Departamento de Ciência da Informação. Programa da disciplina Literatura Infanto-Juvenil na Biblioteca Escolar. Londrina, 2015. 4p.
WITTER, G. P. Pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e busca de informação. Estudos de Psicologia, Campinas (SP), v.7, n.1, p.5-30, jan./jul.1990.
ZOTZ, W. Ler os livros e crescer com eles. Perspectiva, Florianópolis, n.1, v. 4, p.103-108, jan./dez. 1985. Disponível em: . Acesso em: 20 dez.2015.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Catalogação de Publicações Seriadas / Periódicos – MÓDULO 1

Bem vindos ao APRENDIZADO 1 do Biblioideiaseestudos sobre catalogação de publicações seriadas. Esta série não é focada em estudos para concursos, mesmo podendo ajudar no entendimento de catalogação, mas pensando na acumulação de conhecimento para a vida profissional. Se você tem interesse em material de estudo para concurso sobre catalogação, acesse a página de sumário dos estudos do site, onde há uma série de estudos sobre catalogação.
ATENÇÃO! Este módulo poderá ser atualizado constantemente com alterações e inclusão de novos conteúdos. Os demais módulos serão publicados posteriormente.



Por onde começar? Primeiro é importante pensar sobre o tipo de material que iremos tratar. Inicie analisando a imagem abaixo…
recursos
INTRODUZINDO…
No universo dos Recursos bibliográficos temos os finitos e os contínuos. Os recursos contínuos podem ser divididos entre seriados/sucessivos ou integrados. Com a finalidade de observar as diferenças, segue a definição de monografia, um recurso finito: Um recurso que é completo e apresentado em uma parte ou destinado a ser concluído dentro de um número finito de partes.
Mas observe que os recursos finitos também podem ser incompletos, e neste caso, confundidos com seriados. Uma monografia publicada em diversas partes é entendida como um recurso emitido em duas ou mais partes (simultaneamente ou sucessivamente) que é completa ou prevista para ser concluída dentro de um número finito de partes. Estamos falando, por exemplo, das séries.
O foco deste texto concentra-se nos recursos contínuos, especificamente em publicação seriada/sucessiva, que se trata de uma publicação em sucessivas partes, normalmente publicada em intervalos regulares ou irregulares sem conclusão predeterminada. Este tipo de documentação é importante no acervo de qualquer biblioteca, por trazerem as informações mais recentes das áreas de pesquisa, do cotidiano e formarem dados para pesquisas históricas, culturais, de costumes, entre outras,  com revisões de fatos publicados em livros ou aspectos inéditos. Contudo, nem sempre é um tipo de publicação que os bibliotecários costumam ter contato no trabalho da representação descritiva, seja por ter um tempo menor dedicado nas disciplinas de catalogação e pelo periódico científico ter um grande destaque, quando a descrição de publicação seriada é trabalhada, o que não permite a visualização das mais diversas problemáticas que podem ocorrer na catalogação de um seriado.
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Observe que as publicações seriadas não são o único tipo de recurso contínuo, capitulo 12 do AACR2, que também engloba os recursos integrados.  Este é um recurso que tem como característica a complementação ou alteração por meio de  atualizações que não são isoladas. Em uma publicação seriada os fascículos existem isoladamente, diferindo dos integrados… Tudo isto é abordado no capítulo 12…
Vamos então as características das publicações seriadas…
Inicie pensando que… Publicação seriada é diferente… Esqueça a lógica do livro. As publicações seriadas se comportam de forma diferente e aqui vamos a algumas características.
Publicações seriadas são diversificadas… Não se limitam ao periódico acadêmico… Você deve saber! Existem as revistas comerciais, os jornais… mas vai além disso… Inclui revistas acadêmicas, revistas populares e jornais, boletins, relatórios anuais e estatísticas, listas e anuários e séries monográficas. Vamos abordar estes tipos mais a frente.
São publicadas em partes, que comumente são chamadas de fascículos, e que compõem a série caracterizada por um único título, que será considerado o item a ser descrito. Isto significa que a descrição de um periódico deve ser focada em toda a série, todas as partes e não apenas em uma única interação.
Para você que tem a lógica do livro em mente… Não será catalogado cada fascículo! Não é qualquer alteração de um fascículo para outro que torna cada fascículo um título diferente. Você irá descrever a coleção daquele título… seu conjunto de fascículos…
Outra coisa que você já pode ir mudando em sua perspectiva… A maioria das publicações seriadas não apresentam página de rosto… A capa é a fonte mais comumente utilizada como principal, mas é apenas uma das substitutas que o AACR2 elenca, em ordem definida pelo código. Veremos isto depois.
Outra característica importante das publicações seriadas é que suas partes serão identificadas por designações, sejam elas numéricas e/ou cronológicas. Para o AACR2 o termo adotado é numeração (área 3) que se refere ao número do fascículo, volumes e similares, datas ou a combinação destes elementos. Para os números, volumes/ano denomina-se designação numérica, enquanto as datas são tratadas como designação cronológica.
Não apresentam autores pessoais, sendo as pessoas associadas geralmente editores, compiladores, fundadores, jornalista responsável, diretor e outros tipos de colaboradores. Quando há um responsável, este geralmente será uma entidade corporativa que publicou o seriado.
É comum publicações seriadas apresentarem ligações/relações com outras publicações por meio de ligações de título anterior/posterior, edições de idiomas, traduções, além de suplementos e edições especiais. Podem apresentar suplementos, índices, reimpressões. Eles próprios podem ser um complemento, índice, reimpressão ou edição especial.
Os registros bibliográficos são dinâmicos, sofrendo alterações ao longo do tempo. Nem toda mudança deve ser considerada para que tenhamos um novo título/um novo item descrito. O AACR2 determina bem os casos, como veremos mais a frente. As alterações que não exigem nova descrição serão incluídas no recurso bibliográfico existente. No mínimo pense que ao fim de um periódico deverá colocar a informação da data final. Mas não fica só por ai… podemos ter mudanças na periodicidade, características físicas, editoras, formas de numeração, surgimento de descontinuação de itens relacionais, entre outros aspectos que não exigem nova descrição e que deverão ser indicadas no registro existente.
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Vamos a algumas características dos principais tipos de publicações seriadas.

PERIÓDICO

Tipo de recurso contínuo sem definição específica no AACR2. Seguiremos orientações do Conser Cataloging Manual.
São publicações destinadas a serem publicadas indefinidamente em intervalos regulares ou declarados. Contémartigos separados, históricos, outros escritos, etc. e são editados ou distribuídos normalmente com uma periodicidade inferior a anual. Esta é uma definição que traz uma descrição que melhor se em quadra para revistas, porém nem todos os periódicos são revistas, apresentando formatos semelhantes.

JORNAIS

Um tipo particular de publicação seriada que em alguns aspectos necessita de uma abordagem diferente quanto a descrição. Os jornais geralmente são publicados em intervalos inferiores a mensal (na grande maioria dos casos são diários) com informações sobre atualidades, de interesse para uma ampla comunidade, ou comunidade de uma região menor, com comentários e ilustrações.
Trata-se de uma fonte primária com foco no noticiário geral, assim como os usos e costumes de uma comunidade. Não é caracterizado por temas específicos. Quanto ao último aspecto apresentado, deve-se observar que nem toda publicação que se utiliza de papel jornal ou formatos standart ou tabloide são jornais.
Esteticamente os jornais apresentam um cabeçalho, onde se encontra o título da publicação, localizado, principalmente, na parte superior da primeira página. No cabeçalho é comum ser indicado também o local de publicação, designação, indicação de edição lema e/ou filosofia da publicação e o seu preço. Normalmente apresentam dimensões superiores a 29,7×42 cm.
Exemplo de cabeçalho da publicação:
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RELATÓRIOS (ANUAIS, DE ATIVIDADES PUBLICADOS EM INTERVALOS, ETC…)

Publicações emitidas por agências, empresas e instituições com periodicidade regular (geralmente anual ou bienal) normalmente identificados pela data. Apresenta em sua maioria relatórios administrativos, que arrolam dados da instituição que produziu o documento, tabelas, estatísticas e gráficos.
Este é um caso onde uma publicação, mesmo tendo um fim determinado (caso de relatórios de projetos), será considerada recurso contínuo, sendo tratada como periódico.
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Costumam apresentar página de rosto (exemplo acima), porém, em diversos casos, a capa será a única fonte de informação para o título.

ANUÁRIOS, DIRETÓRIOS E SIMILARES

Muitas vezes são descritos como periódicos devido ao fato de serem publicados de forma seriada, com periodicidade identificada, mesmo sendo obras de referência. Normalmente apresentam numeração ou a data acompanhada da palavra edição.
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Assim como os relatórios, costumam apresentar página de rosto, usada como fonte principal para algumas áreas, e também é comum apresentar informações no verso da página de rosto.

OUTROS

Publicações com duração limitada
A principal característica de um periódico é ser publicado sem um fim predeterminado, contudo, a regra 12.0A1 do AACR2 indique que recursos que contenham as demais características de um periódico (sequência numérica/cronológica, periodicidade), mas que são determinadas a serem publicadas em um determinado período devem ser consideradas publicações seriadas.
Como exemplo pode-se citar jornais/revistas publicadas apenas durante o período de um evento.
Reimpressões de periódicos
Neste caso haverá duas formas de tratamento: caso toda a série seja reimprimida um novo registro bibliográfico será criado, porém, caso apenas alguns fascículos sejam reimpressos, a reimpressão do fascículo será indicada na coleção do título original com indicação de reimpressões em nota.
Recursos sem numeração
Caso uma publicação contenha as demais características de uma publicação, mas não apresente designação numérica, será tratada como uma publicação seriada. Este caso é comum aos relatórios anuais, de gestão, e similares.
   http://biblioideiaseestudos.com.br/catalogacao-de-publicacoes-seriadas-periodicos-modulo2/

BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

http://biblioideiaseestudos.com.br/sumario-dos-estudos/

CATALOGAÇÃO

Catalogação – E1 – 1.Introdução/ Estrutura do AACR2r Parte 1 / Obra x Item 
Catalogação – E2 – 1.Introdução/ISBD / 2.Características 
Catalogação – E3 – 1.Introdução/ISBD / 3. Fonte principal de informação 
Catalogação – E4 – 4. Pontuação – parte 1 e idioma da descrição
Catalogação – E5 – 4. Pontuação – parte 2 / 5. Níveis de descrição
Catalogação – E6 – AACR2 – Descrição – Áreas 1 e 2 
Catalogação – E7 – AACR2 – Descrição – Área 3 – Detalhes Específicos do Material
Catalogação – E8 – AACR2 – Descrição – Área 4 – Imprenta
Catalogação – E9 – AACR2 – Descrição – Área 5 – Descrição física
Catalogação – E10 – AACR2 – Descrição – Área 6 – Série
Catalogação – E11 – AACR2 – Descrição – Área 7 – Notas
Catalogação – E12 – AACR2 –  Descrição 0 Área 8 – Número Normalizado
TEMAS SEGUINTES A SEREM ABORDADOS: Pontos de Acesso (AACR2 – Parte 2); Tipos de Catálogos; Marc 21; RDA

CLASSIFICAÇÃO

FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES – FDC

GESTÃO

NORMAS TÉCNICAS

INDEXAÇÃO


SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO

TECNOLOGIA

SEÇÃO APRENDIZADO – CURSO DE CATALOGAÇÃO DE PUBLICAÇÕES SERIADAS