segunda-feira, 17 de novembro de 2014

3. Encontro Turma de 69 / 70 Oscar Vilares 2014















3. Encontro Turma de 69 / 70 Oscar Vilares 2014


































3. Encontro Turma de 69 / 70 Oscar Vilares 2014


























Turma Anos 60/70 de Mococa

















3. Encontro da Turma de 69, 70

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Como é trabalhar numa Biblioteca?


Trabalhar numa biblioteca é estar um pouco mais perto dos pensamentos de Clarice Lispector, é ter os “olhos de ressaca” de Capitu entre as estantes, é mostrar para os usuários que existem várias possibilidades de leitura, mostrar que existem vários mundos dentro de um espaço.

http://acbma.com.br/bma/como-e-trabalhar-numa-biblioteca/http://acbma.com.br/bma/como-e-trabalhar-numa-biblioteca/

Manoel de Barros

Manoel de Barros: escritores, jornalistas e professores selecionam os 10 melhores poemas do escritor
Escritores, jornalistas e professores selecionam os 10 melhores poemas do escritor
BIBLIOO.INFO

Unesco lança biblioteca científica gratuita e multilíngue para estudantes

LoS já conta com mais de 300 artigos de referência, 25 livros e mais de 70 vídeos, cedidos pela "Nature". 
A 'World Library of Science' já conta com 300 artigos, 25 e-books e mais de 70 vídeos cedidos pela revista Nature
REVISTAGALILEU.GLOBO.COM

ACESSIBILIDADE EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS

No ar: 38ª edição da Revista Biblioo
Acesse: http://biblioo.info/edicao-38
Adquira: http://biblioo.info/loja
Confira o sumário:
ACESSIBILIDADE EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS
Mapeamento busca descortinar a realidade destes espaços
ANALFABETISMO EXISTENCIAL
Aprender a ver beleza no dia a dia, a ler as folhas caídas de uma árvore...
GRAHAM WALTON
“Não devemos olhar as bibliotecas digitais separado das bibliotecas físicas”
A REELEIÇÃO DE DILMA ROUSSEFF
Esperança renovada para a cultura nacional?
BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
O mercado de trabalho no século XXI em sua nova versão
O PODER SIMBÓLICO DA LEITURA
E os poderes que não podem de todo ser cerceados
TEMPO AUSENTE
A DIFERENÇA QUE INCOMODA
Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais na busca dos seus direitos
SINTAE
Valorização dos técnico-administrativos em educação
AGREGANDO CATEGORIAS, AGREGANDO VALORES
Fortalecimento dos órgãos de classe da Biblioteconomia
BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL DE MANAUS
Há três anos o prédio da instituição espera por reforma

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

"Tesauro Brasileiro de Ciência da Informação": livro gratuito sistematiza termos da ciência da informação

Tesauro Brasileiro de Ciência da Informação": livro gratuito sistematiza termos da ciência da informação

O IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) lançou o Tesauro Brasileiro de Ciência da Informação. Com 384 páginas, a obra gratuita sistematiza os principais termos e conceitos dessa área de conhecimento.
Segundo a pesquisadora Lena Vânia Ribeiro Pinheiro – autora do trabalho juntamente com Helena Dodd Ferrez -, o tesauro é um instrumento importante para professores, pesquisadores, profissionais, instituições de informação em geral e alunos.
A obra de referência pode ser usada nas atividades de indexação e recuperação de informações da área, em periódicos, bases de dados, repositórios, catálogos e bibliotecas digitais, isto é, em serviços e produtos de informação.
“Na vastidão de informações, sobretudo no ciberespaço, uma ferramenta desta natureza é fundamental para recuperar e acessar informações com precisão,” disse Lena.
De acordo com o diretor da Biblioteca Central da Universidade de Brasília (UnB), Emir Suaiden, a recuperação da informação é questão central na ciência da informação, desde o seu surgimento como campo científico.
Segundo ele, com os avanços da ciência e da tecnologia e a era da sociedade da informação, a internet e a proliferação vertiginosa de informações, os tesauros são instrumentos essenciais de busca e acesso à informação. Consistência, precisão e relevância da informação constituem qualidades básicas nesse processo e dependem principalmente dessas obras.
“O Ibict devia essa obra àqueles que lidam com as questões de linguagem documentária, uma vez que a iniciativa da construção de um tesauro em ciência da informação, de 1989, não chegou a ser publicada, ficou restrita ao uso interno e não teve continuidade,” lembra Suaiden.
Com informações do MCTI.
https://docs.google.com/viewer?url=www.ibict.br/publicacoes-e-institucionais/tesauro-brasileiro-de-ciencia-da-informacao-1/tesaurofinal2014.pdfhttps://docs.google.com/viewer?url=www.ibict.br/publicacoes-e-institucionais/tesauro-brasileiro-de-ciencia-da-informacao-1/tesaurofinal2014.pdf

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Bibliotecas escolares : Cinco razões pelas quais ainda precisamos de delas

bibliotecas-escolares3
Por John C. Schinker. Tradução de Moreno Barros.
A medida que as escolas evoluem para atender as necessidades dos alunos da próxima geração, o papel da biblioteca se torna cada vez mais incerto. Se o modelo de livros didáticos e professores como a fonte de todo o conhecimento está desatualizado, então a ideia de um centro de mídia na escola que contêm todos os recursos didáticos que os alunos possam precisar é igualmente obsoleta. A noção de que mesmo as bibliotecas escolares mais bem providas poderiam rivalizar com a riqueza de recursos disponíveis instantaneamente no smartphone de um estudante é um absurdo. No entanto, as escolas não parecem estar pulverizando suas bibliotecas, e com razão. Nós ainda precisamos delas por perto. Elas ainda são relevantes. Elas continuam a desempenhar um papel fundamental no processo de ensino e aprendizagem que ocorre em nossas escolas.
Alimentar o amor pela leitura
O ensino fundamental é basicamente sobre leitura. Nós ensinamos aritmética, ciências, estudos sociais e um monte de outras coisas, mas na verdade, tudo gira em torno da leitura. Até que esses alunos sejam alfabetizados, vai ser difícil ensinar-lhes muita coisa. Nas primeiras séries elementares, a biblioteca ajuda a abrir as portas para os mundos infinitos capturados nas páginas dos livros. Desejamos que nossos filhos sejam leitores. Precisamos que nossos filhos amem a leitura. É bom que os livros tenham uma mensagem positiva ou ensinem algo útil. Mas, principalmente, precisamos de livros para convencer as crianças de que os livros são impressionantes. Na minha família, muitas vezes é difícil tirar as crianças para longe dos livros. O amor pelos livros melhora o seu nível de leitura, aumenta seu vocabulário e expande a sua consciência cultural. Ao longo do caminho, elas ocasionalmente aprendem algum conteúdo, também.
Ensinar competência informacional
Lá na idade das trevas, quando eu ia para a escola, aprendi sobre a Classificação Decimal Dewey e o catálogo de fichas. Eu poderia dizer que eles não tinham muito a nos ensinar sobre a biblioteca, porque introduziram essas coisas na terceira série, e depois fizeram isso repetidamente a cada vez que eu ia à biblioteca até quando estava prestes a me formar. Eu aprendi a odiar o sistema de Dewey, mas de qualquer forma eu compreendia aquele sistema perfeitamente. No mundo de hoje, porém, temos um monte de coisas para ensinar a nossos filhos a respeito da informação. A primeira, e talvez menos óbvia, é como encontrá-la. Como se vê, uma simples busca no Google nem sempre é a melhor opção. Há outros lugares para procurar diferentes tipos de informação. Existem estratégias de busca que podem economizar muito seu tempo. E com o número de pesquisas que fazemos em um dia típico, provavelmente vale a pena investir um pouco de energia para economizar algum tempo em cada pesquisa.
Após a pesquisa, os alunos têm o problema da filtragem. Dois milhões de resultados de busca não ajudam ninguém. Como é que vamos encontrar os melhores recursos – as peças mais relevantes – para as nossas necessidades? Em uma época de abundância de informação, este é um problema enorme.
Uma vez que os estudantes encontrem as informações, eles trêm que avaliar sua confiabilidade. Todos nós sabemos que há coisas na Internet que não são verdadeiras. Mas este é também o caso com o conteúdo de livros e revistas, os jornais, os chamados programas de TV “imparciais e equilibrados”, e basicamente sobre qualquer outro tipo de informação que encontramos. Nossos alunos têm de levar em consideração o ponto de vista, a motivação e viés do autor. Eles têm que ser capazes de determinar se um determinado recurso é confiável o suficiente para seus propósitos, e esse processo tem tanto de arte como de ciência.
Finalmente, uma vez que a informação relevante foi encontrada ou vetada, os alunos precisam de ajuda para cita-la e usá-la. Como os direitos autorais afetam o que podemos fazer com o trabalho de outra pessoa? Como é que podemos conceder aos outros o crédito e evitar acusações de plágio? Como é que vamos levar as ideias dos outros e adicionar-lhes para criar algo novo de uma forma legal e ética?
Fornecer recursos compartilhados
Bibliotecas sempre foram sobre compartilhamento. Não podemos nos dar ao luxo de comprar todos os livros que queremos ler. E a maioria dos livros não nos serve para muita coisa, depois de lidos. Faz muito mais sentido recolher os livros em um só lugar e compartilhá-los. É claro que as editoras odeiam essa ideia. À medida que avançamos no caminho digital, elas irão aprender com as feridas da batalha de seus irmãos nas indústrias de música e de cinema. Parece haver algum bom progresso nessa frente, mas a batalha continua. Especificamente, temos de encontrar maneiras razoáveis para compartilhar recursos eletrônicos entre as pessoas que não têm um único dispositivo dedicado em que eles consomem a mídia.
Além disso, as bibliotecas são espaços para recursos compartilhados para além dos livros. Em todas as escolas que eu trabalhei, as bibliotecas eram os primeiros locais a receberem computadores e acesso à Internet. Elas também foram os primeiros a ter scanners, impressoras coloridas, câmeras digitais e outros recursos que não poderiam ser fornecidos a todos. Mais tarde, elas entraram no negócio de projetar dados e, em alguns casos, elas emprestam laptops para professores e alunos. À medida que avançamos, a biblioteca vai continuar a ser o lugar para ir em busca de recursos compartilhados. Talvez elas terão impressoras 3D e roteadores CNC. Talvez elas terão equipamentos e instalações de produção de vídeo. Elas provavelmente também vão ter recursos não-tecnológicos que os professores e os alunos podem usar. Nos casos em que faz sentido compartilhar, nossas bibliotecas são o lugar para estar.
Ajudar na curadoria
Você usa favoritos em seu navegador? Eu costumava. Eu costumava perdê-los. Cada computador que eu usei tinha seu próprio conjunto, e eu esquecia de movê-los de um computador para outro, ou um disco rígido deixaria de funcionar e eu os perdia, ou eu mudava de browser e tinha que lidar com um novo conjunto de bookmarks . Então, eu finalmente migrei para o Delicious uma década atrás ou pouco mais. Este serviço fantástico armazena os meus favoritos na nuvem. Isso significa que não importa em qual computador estou usando, os meus favoritos estão sempre a apenas um clique de distância.
Só que eu nunca usava o serviço. Eu não salvo mais as coisas, porque eu percebi que eu nunca realmente volto a olhar para os meus favoritos. Se eu precisar de alguma coisa, é só procurá-la. 
Mas se eu estivesse tentando colaborar em um projeto, isso deixaria todos loucos. Se eu fosse um professor de quarta série, e nós estivéssemos tentando trabalhar em conjunto na coleta de recursos para estudos científicos e sociais, a minha abordagem de procurar coisas o tempo todo realmente não serviria.
Como professores, se quisermos afastar os livros didáticos dizendo-nos o que e como ensinar todos os dias do ano letivo, vamos ter de realizar a curadoria de nossos próprios recursos. Temos que organizar os links e conteúdos de forma que nos permitam compartilhá-los facilmente e usá-los sem tentar constantemente encontrar coisas.
Quem é o especialista, em nossas escolas, na organização de recursos de informação para que as pessoas possam encontrá-los? Esses seriam os nossos mestres da classificação decimal de Dewey. Eu não acho que devemos dar um número de classificação para todos os recursos web que encontramos, mas os nossos especialistas em mídia certamente podem nos ajudar a colocar essa informação em um formato organizado que todos podem usar. E nós precisamos de sua ajuda agora mais do que nunca.
Espaço para colaboração acadêmica e descoberta
Às vezes, vou ao Starbucks para trabalhar. Não é porque eu preciso de um lugar tranquilo. Meu escritório é certamente muito mais silencioso do que um café. Não é porque eu preciso de café. Eu posso fazer melhor café em casa do que o Starbucks faz. O que eu preciso é de uma cadeira confortável em um lugar que é ocupado, mas sem distração. Eu preciso de atividade em torno de mim, mas não a atividade que é interessante o suficiente para eu prestar atenção. Eu preciso de um ambiente longe das interrupções do escritório e das distrações do computador. Eu preciso de um lugar para ler, pensar ou escrever. E para mim, a Starbucks se encaixa no projeto.
Recentemente, a Biblioteca Parque Estadual tornou-se este espaço também. Vou ocasionalmente lá com um laptop e uma xícara de chá. Não é tão ocupado, mas o ambiente é similar.
Nossos alunos precisam de um lugar para trabalhar. Eles precisam de um lugar que não é tão formal e desconfortável como a sala de aula. Eles precisam de um lugar onde eles podem trabalhar em conjunto, se necessário. Precisam de um lugar onde eles podem relaxar um pouco e ser produtivos. Nossas bibliotecas poderiam se tornar estes lugares. Cadeiras confortáveis. Mesas para quatro. Áreas separadas com pequenos cantos e recantos para permitir que as pessoas encontrem um local, isolados e ao mesmo tempo juntos, para fazer as coisas. É um lugar onde o barulho é inadequado, mas onde o silêncio é igualmente inadequado. Talvez haja alguma música. Felizmente, existem algumas janelas que deixam a luz entrar. Há um carregador para o meu telefone e uma tomada para o meu laptop. E eu posso sentar lá e fazer algum trabalho. Eu nem mesmo me importo sobre o café.
Conforme nos afastamos dos livros impressos, e à medida que migramos para um mundo onde a informação não é mais escassa, temos que repensar o nosso conceito de biblioteca escolar. Elas ainda desempenham um papel indispensável em nossas escolas. Nós apenas temos que ser bem intencionados sobre o planejamento de sua transformação.
Tradução do orginial: 5 reasons we still need school libraries.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Mural Interativo do Bibliotecário



FALA, PROFISSA!
UFC lança no mês de outubro a quarta edição da REVISTA DAS PROFISSÕES, as páginas 40-41 são dedicadas ao curso de BIBLIOTE
CONOMIA

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Revista Biblioo



Edição 37 por apenas R$ 9,90. Frete grátis para todo o Brasil! Adquira agora mesmo: http://biblioo.info/produto/revista-biblioo-edicao-37-impressa
CONFIRA O SUMÁRIO:
► O que o olho não vê… - "A arte: conversas imaginárias com minha mãe", de Juanjo Sáez
► Biblioteca nas comunidades - Um bem de pouca importância?
Um relato - Cargo: estagiário. Função: Arar e cultivar a terra do saber!
► Mitos da escolha profissional - Atuação masculina na Biblioteconomia
► O olhar por trás do véu - É possível transver a narrativa histórica tendo como linha de pensamento a ficção?
► O machismo nosso de cada dia (parte II) - “Socialmente iguais e humanamente diferentes”
► Cultura para todos - Circuitos de museus agitam a cidade maravilhosa
► Conservação e preservação de acervos - Fundação Biblioteca Nacional chega ao 17º curso informativo
► A era do “publicizismo” - A nova realidade da comunicação científica brasileira
► Francisco Gregório Filho - “A leitura é um caminho para o exercício da cidadania”

Ler um livro

Estágio na biblioteca britânica


Estágio na biblioteca britânica: oportunidade é viabilizada pelo Ministério da Cultura, em parceria com o British Council
Oportunidade é viabilizada pelo Ministério da Cultura, em parceria com o British Council
BIBLIOO.INFO

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O SILÊNCIO DOS LOBOS


De Sérgio Ramos/Santos para todos aprendermos um pouco sobre a arte do silêncio, copiado da minha amiga Margaret
   
O SILÊNCIO DOS LOBOS
Pense em alguém que seja poderoso…
Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo ?
 Lobos não gritam.  Eles têm a aura de força e poder.  Observam em silêncio.
 Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal 
com o silêncio.
 Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.
 Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.
 Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.
 Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.
 Olhe.
 Sorria.
 Silencie.
 Vá em frente.
 Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.
 Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.
 Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a
 (falsa) ideia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade !
 Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.
 Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.
 Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.
 Você pode escolher o silêncio.
 Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, 
como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:
“Me arrependo de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio”.
Responda com o silêncio, quando for necessário.
 Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.
 Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos.
 Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.
 E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.
 Aldo Novak

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Biblioteca Virtual da FAPESP é apresentada como exemplo de acesso aberto

Por Diego Freire Agência FAPESP – A experiência da Biblioteca Virtual (BV) da FAPESP foi apresentada como modelo de disponibilização pública da informação científica na 5ª edição da Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto (Confoa), realizada em Portugal, de 6 a 8 de outubro, pela Universidade de Coimbra em parceria com o Ministério da Ciência e Educação de Portugal e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).
O objetivo da conferência, resultado de um memorando de entendimento assinado entre os governos de Portugal e do Brasil em 2009, é promover e discutir práticas e pesquisas sobre o acesso aberto, servindo ao desenvolvimento de políticas e investigações da área.
Representando a Biblioteca Virtual, as bibliotecárias Fabiana Andrade Pereira e Paula Hashimoto apresentaram o trabalho “BV-FAPESP: um modelo de biblioteca virtual para democratização do acesso à informação pública no Brasil”, que tratou da Lei de Acesso à Informação (LAI) e das contribuições da FAPESP ao seu cumprimento.
Em vigor desde 2011, a Lei de Acesso à Informação garante aos cidadãos brasileiros o direito de acessar informações sob a guarda das instituições públicas e determina como deve ocorrer a difusão dos dados disponíveis. De acordo com a LAI, o acesso deve ser garantido por meio de mecanismos e ferramentas de pesquisa de conteúdo, para facilitar a localização da informação de “forma objetiva, transparente, clara, atualizada e em linguagem de fácil compreensão”.
De acordo com Pereira, em razão de suas características técnicas, a BV contribui para o atendimento da LAI, tornando acessível à sociedade civil a informação referencial sobre os auxílios e bolsas apoiados pela FAPESP. “A normalização técnica, o uso de tecnologias apropriadas e as informações com valor agregado à BV-FAPESP reforçam a visibilidade dos conteúdos disponíveis em suas interfaces públicas de acesso aberto, atendendo às exigências da lei e indo além ao oferecer facilidades ao usuário. Sem a Biblioteca Virtual, toda essa informação ficaria restrita aos sistemas informacionais internos da Fundação”, disse à Agência FAPESP.
Para a bibliotecária, a BV, como fonte primária de divulgação da pesquisa científica, pode servir como modelo de gestão da informação no armazenamento, organização, tratamento, disseminação e acesso aberto à informação pública. “Isso porque a biblioteca apresenta soluções eficientes no cumprimento das determinações da LAI e não possui barreiras físicas ou geográficas”, explicou.
Hashimoto destacou que a importância da BV, como canal de divulgação da informação pública, é enfatizada pela quantidade de acessos à plataforma – mais de 4 milhões em 2013. “Esses resultados se referem a visitas diretas à BV e também por meio do portal da FAPESP e de buscadores na Web, com usuários de mais de 200 países, destacando-se Portugal, Estados Unidos e Índia.”
Essa relevância também foi destacada por participantes do Confoa, contou Pereira. “A BV foi citada em outra apresentação como bom exemplo de sistematização do acesso à informação, principalmente quando comparada às outras agências de fomento federais e estaduais brasileiras, o que coloca o Brasil em uma boa posição diante da comunidade científica internacional.”
A bibliotecária acredita, no entanto, que ainda é preciso valorizar mais o acesso aberto no país. “Podemos observar que, na Europa, muitos países buscam seguir os princípios do Programa Horizon 2020. Com isso, as publicações com acesso aberto são importantes inclusive para a obtenção de financiamento e há um movimento natural dos pesquisadores para publicar nesse formato”, afirmou. “No Brasil, a disponibilização de informações ainda está muito atrelada à obrigação formal, sobretudo à necessidade de publicar em determinadas revistas para se obter méritos, mas cujo conteúdo permanece fechado para assinantes. É preciso uma mudança de cultura nesse sentido.”
Pereira e Hashimoto apresentaram no trabalho os demais canais de divulgação científica, como a Agência FAPESP, a revistaPesquisa FAPESP e o boletim interno FAPESP na Mídia. O desenvolvimento da apresentação também contou com a participação de Rosaly Fávero Krzyzanowski, coordenadora da BV, Thais Fernandes de Morais, supervisora do Centro de Documentação e Informação da FAPESP, e Inês Maria de Morais Imperatriz, bibliotecária.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014