sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Aplicativo incentiva leitura no meio digital para crianças

Aplicativo incentiva leitura no meio digital para crianças

Diário Gaúcho - 29/10/13

Na semana de abertura da festa da literatura sob os jacarandás da Praça da Alfândega, em Porto Alegre, um aplicativo (app) de incentivo à leitura no meio digital para crianças, de três a seis anos de idade, é a ferramenta capaz de aproximar o público infantil do livro. Não o real e físico, mas o virtual e interativo.

O designer gráfico gaúcho Leonardo Amora Leite, 37 anos, antecipa-se à 59ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre, que começa na sexta-feira, para divulgar em primeira mão o livro digital Monstros vs Robôs. Uma obra para ser lida em várias plataformas, do tablet ao smartphone. A edição impressa está a caminho.

História e joguinhos

Além de ser uma história que mexe com o imaginário dos pequenos, o app traz jogos para eles brincarem. Leonardo, que é designer de jogos, fez todo o processo, da programação ao texto, da arte à trilha musical.

O livro digital é escrito e narrado em português e inglês. O download custa R$ 4,35 (US$ 1,99), mas uma versão reduzida da obra e dos jogos pode ser baixada gratuitamente.

- Minha intenção era desenvolver um aplicativo capaz de estimular o gosto pela leitura nas crianças. Por isso, optei por uma narrativa simples com imagens coloridas. Já o quebra-cabeça estimula a percepção visual e lógica, além de exercitar a motricidade - afirma.

Boa recepção no Exterior 

O livro digital de Leonardo foi analisado pelo Story Times, um dos mais importantes sites de críticas de aplicativos para crianças do mercado norte-americano e internacional. O site recomenda o livro. Você pode ler a crítica, em inglês, neste link: http://digital-storytime.com/review.php?id=827

A empresa do designer gráfico gaúcho também conquistou o selo de qualidade Knows, dado por uma entidade chamada Moms with apps (mães com aplicativos). Ele garante que não há nada que possa prejudicar os pequenos. O Amora Leite já é até parceiro. Veja no link: http://momswithapps.herokuapp.com/members

Mais sobre a obra

O tema

- Nino, um garoto que usa a imaginação para vencer o medo de dormir no escuro, é o personagem central de Monstros vs Robôs.

Forma e apresentação

- O aplicativo contém um livro de dez páginas, com textos curtos, mais de 20 cenas interativas e narração em português e inglês.

- A cada página a criança descobre sons, músicas e animações divertidas.

Descubra os personagens

- Entre as brincadeiras escondidas na história estão 30 quebra-cabeças que, ao serem montados, revelam os nomes dos personagens na trama.

O autor

- Leonardo trabalhou para a Southlogic, empresa desenvolvedora de games com sede em Porto Alegre, posteriormente vendida à francesa Ubisoft, que chegou a ser a quarta maior publicadora de jogos do mundo.

- Ele criava jogos eletrônicos para várias plataformas como NDS, PSP, PS2, 360 e outras.

- Em 2011, criou a sua própria empresa e o site www.amoraleite.com

Outros trabalhos 

- O processo de elaboração do livro digital Monstros vs Robôs durou um ano. Além desse primeiro livro para tablets, ele já ilustrou outros dois livros infantis e jogos exclusivos para crianças.

Assista ao trailer

www.youtube.com/watch?v=9UJJTzdn_DY

Onde baixar

Versão paga - R$ 4,35 (US$ 1,99)

Android: https://play.google.com/store/apps

Apple: https://itunes.apple.com/us/app

Versão reduzida gratuita

Android: http://bit.ly/HbiSGU
Apple: http://bit.ly/16fyqTohttp://www.blogdogaleno.com.br/2013/10/30/aplicativo-incentiva-leitura-no-meio-digital-para-criancas

Clube do livro e bibliotecas são revisitados no formato digital

Clube do livro e bibliotecas são revisitados no formato digital
O Estado de S. Paulo - 04/11/13

O streaming de livros não é a única novidade surgida no mercado editorial digital nos últimos tempos. Em parceria com a Claro e a Oi, a distribuidora de livros digitais Xeriph lançou seu próprio serviço de biblioteca digital, no qual é possível ter acesso simultâneo a três livros por semana, com o pagamento de R$ 3,99. Para ter acesso a um quarto livro, é preciso devolver um volume que já esteja emprestado.

"Com essa operação, numa base de 120 milhões de clientes, podemos levar o livro a lugares que não têm uma livraria num raio de 30 quilômetros, como é o caso de algumas cidades no interior do Rio de Janeiro, por exemplo", explica Duda Ernanny, fundador da empresa. "Queremos crescer ainda mais, com anuência das editoras, que estão sendo corajosas e tentando se reinventar."

Segundo Ernanny, "as editoras ainda são as donas da matéria-prima do nosso serviço, e ouvi-las é muito importante, bem como aos consumidores". Procuradas pela reportagem, Oi e Claro não revelam os números de usuários nem de livros lidos pelos programas, por considerarem os dados estratégicos.

Outro modelo recém-chegado ao mercado, mas bastante conhecido dos brasileiros, é o dos clubes dos livros, retomado pelo eReatah. Disponível para iOS e Android, o serviço tem um leitor digital próprio, com formato específico, e deixa os usuários baixarem entre dois e quatro livros por mês em seus planos de assinatura. O acervo do eReatah tem 85 mil títulos, e funciona de modo similar ao do Círculo do Livro, editora brasileira bastante popular nas décadas de 1970 e 1980, que oferecia edições a preços acessíveis, mas obrigava seus afiliados a comprar no mínimo um livro por mês.

Talvez seja cedo para saber como estará o cenário da leitura nos próximos tempos. O mercado local é incipiente. Em 2012, foram vendidos 228 mil livros, gerando receita de R$ 3,6 milhões. Entretanto, os novos modelos de leitura, quando somados às bibliotecas livres de direito autoral e à venda de e-books de maneira tradicional, ajudam a incrementar o potencial dos livros eletrônicos no País.

Justiça do país veta 24 obras em dez anos

Justiça do país veta 24 obras em dez anos

Folha de S. Paulo - 04/11/13

Nos últimos dez anos, ao menos 24 obras foram proibidas pela Justiça após ações propostas por quem se sentiu caluniado, ofendido ou invadido em sua intimidade.

Sentenças baseadas nos direitos à honra e à privacidade não impediram apenas a publicação de biografias. Também foram riscados de catálogo cordéis, investigações jornalísticas e até um relato mediúnico sobre os mortos no acidente da TAM.

Deste total, pelo menos 19 obras continuam proibidas.

Os livros e um espetáculo teatral saíram de circulação sob ameaça de multas de até R$ 50 mil diários.

Esse é o valor que a editora Planeta teria de pagar a Roberto Carlos caso não recolhesse, em 2007, os exemplares da biografia "Roberto Carlos em Detalhes", tirada de circulação após acordo judicial entre as partes.

Processos movidos por personalidades retratadas ouseus herdeiros inibiram o mercado. Há no mínimo três trabalhos de interesse público que não são publicados porque seus editores não conseguiram autorização daqueles que detêm o direito sobre imagem ou tema proposto.

É o caso do livro de memórias que o ex-jogador Sócrates Brasileiro escreveu pouco antes de morrer em 2011.

Para que a editora Prumo publique o livro deixado sob cuidados da viúva do autor, Kátia Bagnarelli, ela espera a autorização dos seus seis filhos. "Eles acham que não é o momento", diz Bagnarelli.

Enquanto o livro escrito por Sócrates não é publicado, a viúva lança "Sócrates Brasileiro - Minha Vida ao Lado do Maior Torcedor do Brasil" (Prumo, R$ 34,90).

LEVANTAMENTO

O levantamento feito pela Folha consultou arquivos de jornais e bancos digitais dos 27 tribunais de Justiça do país. Foram consultados por e-mail 570 editoras, livreiros e distribuidores. Por telefone, foram ouvidas 250 editoras.

O resultado da pesquisa não é completo porque há processos que correm sob segredo de Justiça. É o caso de "O Mapa da Corrupção no Governo FHC", de Larissa Bortoni e Ronaldo de Moura, proibido desde 2008.

O levantamento abrange o período após a criação do novo Código Civil, de 2002, que defende (artigos 20 e 21) direitos relativos a intimidade e privacidade. O texto do Código é alvo de projeto que pretende facilitar a publicação de biografias não autorizadas, a ser votado na Câmara.

Antes de 2002, no entanto, houve livros proibidos pela Justiça, como "Nos Bastidores do Reino", de Mario Justino, censurado e recolhido em 1995, a pedido da Igreja Universal do Reino de Deus. A mesma juíza que proibiu o livro o liberou um ano depois.

Para Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Roberto Carlos, a opção para garantir direitos de biografados seria a supressão de trechos contestados em edições subsequentes.

"Não existe mais espaço para defender a proibição de livros no Congresso, essa questão já foi superada", diz. A possibilidade de supressão de trechos já existe, mesmo sem regulamentação.

Nos últimos dez anos, ao menos quatro livros foram modificados após ações judiciais, alguns porque continham dados questionáveis, outros porque expunham algo íntimo de alguém.

Arnaldo Bloch, no livro sobre sua família "Os Irmãos Karamabloch - Ascensão e Queda de um Império Familiar", mencionava antigo relacionamento extraconjugal com uma psicóloga.

Na sentença, a juíza determinou supressão do nome da reclamante em futuras edições: "A circunstância de serem verdadeiros os fatos não dá direito ao autor de um livro de divulgá-los sem autorização, se envolvem intimidade de terceiro que não faz parte da família biografada."

O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM), por exemplo, pediu o recolhimento de "Na Toca dos Leões", de Fernando Morais, pois é citado em depoimento de um publicitário como alguém que defendia o controle populacional do Nordeste por meio de "remédio que esterilizava as mulheres" colocado na água.

A obra, proibida em abril de 2005, foi liberada após seis meses; autor e editora, condenados a indenizar Caiado.

BICHO DE SETE CABEÇAS

O pedido de ação, hoje, pode partir de alguém que é citado em algum episódio, como no caso do livro "Canto dos Malditos" (Rocco), de Austregésilo Carrano Bueno, sobre suas internações em manicômios. A obra deu origem ao filme "Bicho de Sete Cabeças", de Laís Bodanzky.

Em 2001, a família do psiquiatra Alô Guimarães pediu o recolhimento da obra, concedido em 2002 pelo Tribunal de Justiça paranaense.

"O escritor criava diálogos imaginários, atribuía frases inteiras a Alô", diz Pedro Henrique Xavier, advogado dos herdeiros do médico.

"A liberdade de expressão tem que ser respeitada, mas não pode ser a liberdade de praticar um crime."

Em 2004, a obra voltou a circular, mas as edições subsequentes não trouxeram o nome do médico. "Eu me constrangeria de impedir previamente a manifestação do pensamento, mas se o produto é comprovadamente mentiroso, o Judiciário tem que ser acionado", diz Xavier.

Para a professora de comunicação da USP Sandra Reimão, autora de "Repressão e Resistência: Censura a Livros na Ditadura Militar" (Edusp/ Fapesp, 2011) "a possibilidade censória para atividade intelectual, artística ou científica é uma violência e um limite à cidadania cujos malefícios ultrapassam muito os causados pela circulação de alguns bens culturais."

Como escolas podem transformar alunos em bons leitores

Como escolas podem transformar alunos em bons leitores
Veja - 29/08/13
Leitura escola

Boa gestão, definição de metas e formação de professores são alguns dos fatores que influenciam a capacitação dos alunos para a leitura. A conclusão é da tese de doutoramento de Suely Nercessian Corradini, pesquisadora e diretora pedagógica do colégio Vital Brasil, em São Paulo.

O estudo, realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), analisou as práticas desenvolvidas por três instituições — duas particulares e uma pública — que estão entre as que obtiveram a melhor avaliação no exame internacional Pisa em 2009. Coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Pisa é uma das avaliações educacionais mais respeitadas do mundo: realizada a cada três anos, pretende aferir a qualidade do ensino em nações que pertencem à OCDE, as mais desenvolvidas do planeta, além de países convidados, caso do Brasil.

A prova é aplicada a estudantes com 15 anos de idade, não importando a série escolar que eles frequentam. A prova avalia a competência dos alunos em leitura, matemática e ciências — havendo, a cada edição, ênfase em um dos componentes. Em 2009, edição analisada pela pesquisadora brasileira, o foco foi leitura.

"A capacidade de leitura não está atrelada apenas ao conhecimento de língua portuguesa. Ao contrário, é o eixo de todas as disciplinas", diz Suely. "O jovem que não consegue ler e interpretar um texto, não consegue assimilar nenhum outro conteúdo curricular." Confira a seguir cinco características comuns das escolas em que os alunos apresentaram bom desempenho em leitura.

Cinco características das escolas bem avaliadas no Pisa:

Diretor preparado
A importância do diretor escolar é inquestionável. Nas unidades de ensino analisadas, a pesquisadora encontrou gestores bem preparados e que acompanham de perto o plano de ensino dos professores e sua aplicação em sala de aula.
"Os diretores entrevistados possuem formação acadêmica sólida, com curso de mestrado ou de aperfeiçoamento, conhecem bem a escola e os alunos e são referência para os professores. Em uma das unidades chamou a atenção o fato de a diretora ter conversado com alunos, pais e docentes sobre a importância da avaliação Pisa. Ela explicou que, ainda que não conte pontos no boletim escolar, a prova deveria ser realizada com seriedade, já que seu resultado é importante para avaliar o ensino no Brasil."
Suely Nercessian Corradini

Metas de ensino definidas
Explicitar à equipe docente qual é a proposta pedagógica da escola e o que deve ser feito para atingi-la é um fator fundamental, segundo a pesquisadora.
"Todas as ações e decisões devem ser coerentes com a proposta pedagógica e a filosofia da instituição. Ter clareza de objetivos auxilia no trabalho do corpo docente. Uma das escolas que visitei, por exemplo, é totalmente focada no vestibular. Não vejo isso como um problema, desde que fique claro a alunos, pais e professores que fazer com que os estudantes ingressem no ensino superior é a meta principal."
Suely Nercessian Corradini

Estímulo ao aprendizado extracurricular
O bom desempenho dos alunos em leitura é determinado também, segundo a pesquisa, pela exposição dos estudantes a conteúdos que extrapolam o currículo escolar. A ideia é que o aluno se depare com situações que exigem pesquisa por conta própria.
"Ir além do currículo acadêmico é essencial. O professor deve lançar desafios intelectuais a seus alunos e estimulá-los a buscar conhecimento para, a partir deles, pensar de forma crítica. As escolas pesquisadas trabalham com projetos e possuem práticas de estímulo à leitura, além de nível de proficiência elevado em todo o grupo. Esta é prática mais recomendada: estabelecer metas altas para toda a classe."
Suely Nercessian Corradini

Investimento na capacitação de professores
Tanto na escola pública como nas particulares, a principal queixa dos professores está relacionada à indisciplina dos alunos. Nesse ponto, segundo a pesquisadora, quanto mais bem preparado e capacitado é o docente, mais controle ele tem sobre a turma. Capacitação, vale lembrar, não se resume a conhecimentos acadêmicos: a aprendizagem proveniente da experiência conta pontos importantes.

"O professor com boa formação tem condição de desafiar os alunos, bem como de perceber as principais dificuldades enfrentadas por eles. Um método frutífero é a aprendizagem colaborativa: por ela, um professor é convidado a assistir à aula de outro – mesmo que não tenha nenhuma relação com a matéria que leciona – para trocar experiência e aprender práticas pedagógicas eficientes."
Suely Nercessian Corradini

Reforço escolar
Tão importante quanto reconhecer as dificuldades dos alunos é organizar programas de apoio e recuperação que possam ajudá-los. Dessa forma, os estudantes são capazes de superar defasagens e acompanhar o restante do grupo.

"As escolas que tiveram bom desempenho em leitura têm programas de recuperação e, principalmente, gestão de resultados. Isso é muito importante: não adianta colocar o aluno em uma sala nas horas vagas e considerar que ele está aprendendo. É preciso verificar se a aula de reforço está, de fato, suprindo as carências daquele aluno. Se ele não está aprendendo, algo está falhando: metodologia, conteúdo, professor. A gestão de resultados deve ser contínua no processo de ensino e aprendizagem."
Suely Nercessian Corradini

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

MIGRAÇÃO DE REGISTROS BIBLIOGRÁFICOS, UM BREVE PANORAMA

MIGRAÇÃO DE REGISTROS BIBLIOGRÁFICOS, UM BREVE PANORAMA
http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=788
Liliana Giusti Serra



Considerada o pesadelo de 9 entre 10 bibliotecários, a migração de dados, quando decide-se por uma substituição do sistema utilizado pela biblioteca, é uma etapa fundamental num processo de implantação. No início do processo de automação das bibliotecas brasileiras, nas décadas de 1980 e 1990, não era frequente encontrarmos sistemas que utilizavam o formato MARC – até porque este era novidade por aqui -, portanto as migrações eram realizadas com a conversão dos registros dos dados existentes (muitas vezes sem qualquer padrão ou formato, desenvolvidos em variadas linguagens e plataformas) aos campos e subcampos do MARC. Um conjunto razoável de erros era gerado nestas conversões, afinal os metadados não estavam organizados e, na maioria das vezes, não permitiam a granularidade dos registros por falta de uso regular de separadores ou marcadores. Por exemplo, se o título e o subtítulo estivessem registrados num mesmo campo, a separação dos dados às tags MARC 245|a e |b apenas seria possível se fosse utilizado um marcador (no caso dois pontos espaço) entre os registros. Desta forma seria possível separar as informações do sistema original e distribui-las aos locais corretos do formato. Qualquer registro que não obedecesse a este critério (por exemplo, a falta do espaço após os dois pontos separando título e subtítulo) representava que a informação não seria separada de forma automática e que a correção deveria ser realizada pelo bibliotecário, de forma manual. Os dados da imprenta também eram frequentemente registrados reunidos, com as informações de local de publicação, editora e ano descritos em um único campo. Desta forma a separação apenas seria possível se a pontuação – considerada um separador de dados – permitisse que as informações fossem distribuídas nos subcampos |a, |b e |c da tag 260. O que não atendesse a este padrão deveria ser corrigido à mão.

Outra situação recorrente era a grafia de sobrenomes de autores em caixa alta. Este procedimento não é uma norma do AACR2, mas é uma regra para elaboração de referencias bibliográficas, a ABNT NBR 6023/2002. Como muitos sistemas não alteravam os dados de minúsculo para maiúsculo no momento de fazer a referência, a solução encontrada por muitas bibliotecas foi adotar que as autoridades de pessoas seriam registradas com os sobrenomes em caixa alta. Desta forma, era garantido que a referência seria exibida da forma correta. Com a publicação dos catálogos na internet, a visualização de nomes em caixa alta (gritados, de acordo com o código de comunicação da internet), não é favorável ao OPAC (Online Public Access Catalogue), alterando o tamanho das letras apenas no momento de gerar a referência do registro consultado.

Quando a questão da migração é encarada nos dias de hoje, aqueles anos “selvagens”, onde os registros deveriam ser desbravados e muito trabalhados, ficaram para trás. Hoje boa parte das bibliotecas brasileiras já utiliza sistemas que são aderentes ao formato e uma migração ocorre, na maioria das vezes, de MARC para MARC. A substituição de um ILS (Integrated Library System – Sistemas Integrados de Bibliotecas) por outro é bem mais suave do que já foi no passado, mas isso não significa que, por não utilizar o MARC como formato de metadados, os registros de uma biblioteca não possam ser aproveitados e migrados. O formato MARC é utilizado como parâmetro para adoção de sistemas, pois ele permite que uma ferramenta seja substituída por outro de forma segura, garantindo que os dados armazenados não sejam perdidos em uma conversão retrospectiva (CAFÉ, SANTOS E MACEDO, 2001, p.74).

Muitas bibliotecas ainda utilizam o Winisis, sistema distribuído de forma gratuita pela Unesco. Ele não utiliza o formato MARC (se bem que alguns bibliotecários corajosos tentam fazer isso, criando tags e subcampos e controlando seu uso de forma manual, principalmente ao trabalhar os termos adotados). Isso não significa que uma biblioteca que usa o Winisis e decide migrar para outro sistema não possa aproveitar seus registros e migrá-los. Quando uma biblioteca opta por utilizar um sistema que se utiliza de padrão de metadados definido, o legado deve ser mapeado para que exista aderência ao formato escolhido, preservando os dados existentes.

O PHL é um sistema oferecido de forma gratuita ou pago, de acordo com a quantidade de unidades de uma rede. Este sistema, bastante utilizado por bibliotecas brasileiras, não utiliza o formato MARC, mas a Metodologia Lilacs, um componente da BVS (Biblioteca Virtual da Saúde) constituído de normas, manuais, guias e aplicativos, destinados à coleta, seleção, descrição, indexação de documentos e geração de bases de dados. O fato de uma biblioteca utilizar o PHL não significa que os dados não podem ser migrados, sendo realizado o mapeamento necessário para identificação dos registros em seus campos e níveis bibliográficos distintos.

Em outras palavras, por mais que uma biblioteca utilize um sistema que não seja aderente ao formato MARC não significa que a migração não é possível. A decisão de abdicar dos registros e iniciar uma catalogação do zero deve ser adotada apenas como última opção, quando todos os recursos já foram esgotados.

Segundo Vasconcellos (apud ZAFALON, 2012, p.60) o processamento técnico e o registro de informações bibliográficas são as atividades mais caras em um processo de automação, por isso é fundamental garantir que os dados em meio digital sejam (re)utilizados.

De acordo com Watson (2001), existem cinco razões porque uma biblioteca deve participar de programas de catalogação cooperativa:

1)    Porque é caro;
2)    Porque é trabalhoso;
3)    Porque envolve custos excessivos;
4)    Porque é uma atividade morosa;
5)    Porque recatalogar uma obra é desanimador aos bibliotecários.

Não estamos abordando neste artigo a catalogação cooperativa, mas estes motivos são aplicáveis à migração e reaproveitamento de registros de sistemas legados. A este conjunto, acrescentaria mais duas razões:

1)    Porque o histórico da biblioteca não pode ser descartado: ao abrir mão de seus registros o bibliotecário está excluindo informações de uso de seu acervo, frequência dos usuários, obras consultadas, pouco ou nunca consultadas, obras extraviadas e demais informações que registram a história de um acervo e sua utilização;
2)    Porque o trabalho feito não pode ser descartado: por maior que seja a quantidade de equívocos realizados na descrição de metadados (forma e conteúdo), as informações devem ser preservadas porque foram investidos tempo e dinheiro na elaboração destes registros e devem-se maximizar as possibilidades de reaproveitamento do legado.

A decisão de descartar completamente um legado deve ser tomada quando:

1)    Os dados não apresentam nenhum tipo de padrão que permita mapeamento para campos e subcampos de formato de metadado;
2)    Apesar de existir certo padrão, a quantidade de registros errados será tão expressiva que é preferível criar registros novos;
3)    A inconstância dos marcadores utilizados gerará novos erros durante o processo migratório.

Se a biblioteca definiu que fará a migração dos dados e empreenderá esforços para corrigir os registros com erros, deve estipular um período de trabalho e método para correções, priorizando o tratamento das autoridades, normalmente armazenadas em tabelas controladas, que permitem a correção em lote de diversos registros bibliográficos.

Caso a biblioteca opte por realizar a importação de registros deve certificar-se que está utilizando-se de fonte(s) idônea(s) para não gerar novos erros na base. Utilizar-se de fontes que não possuem controle bibliográfico, padrão mínimo para descrição de registros e nível bibliográfico incompatível com a política descritiva adotada pela descrição é tão improducente quanto descartar o legado. Utilize-se de fontes consagradas (no Brasil: autoridades da Fundação Biblioteca Nacional, Academia Brasileira de Letras, Fundação Getúlio Vargas, Rede Bibliodata; no mundo: Library of Congress, British Library etc.). Lembre-se que quantidade de registros não significa qualidade ou muitas opções de dados para serem importados. A qualidade dos metadados deve ser considerada antes de realizar uma importação. Se o dado é incompleto ou incorreto (já vi, inclusive, registros em pré-catalogação oferecidos em rede colaborativa!), sua importação resultará em tantas correções que poderia ser mais prático realizar a catalogação sem importação. Se uma fonte de dados oferece muitas opções de descrição para um mesmo registro, desconfie! Isto significa que os dados não são padronizados, cada unidade participante faz a catalogação por critérios próprios e que não existe apuro ou procedimentos de qualidade para aferir o processo.

É necessário ficar atento quanto a validação da migração realizada, verificando se correções foram feitas (muitas são possíveis) e se o processo não gerou novos erros. Nestes casos é preferível regredir alguns passos em melhorias automáticas e corrigir as imperfeições de forma manual.

Cabe uma ressalva que nenhum catálogo será 100% correto. Sempre existirão erros (pequenos ou grandes). Isto ocorre em todas instituições. Certa vez, ao realizar buscas sobre Harry Potter na British Library, deparei-me com duas entradas autorizadas para J.K. Rowling. Uma biblioteca inglesa, famosa por sua competência e qualidade cometeu um erro com uma autora inglesa! O problema foi corrigido e não figura mais no catálogo, mas isso comprova que não existe catálogo infalível. Cada biblioteca deve definir seu nível de qualidade e os “erros” aceitáveis em seu catálogo, caso contrário o processo de correção da base migrada será infinito, desanimador e improdutivo.

Evidentemente, quando falamos em formato é bom deixar claro que nem todas as informações são registradas no MARC. O formato é utilizado para estruturar os dados de autoridades e de registros bibliográficos, porém não as informações oriundas de circulações (empréstimos, devoluções, renovações, reservas etc.), dados de aquisição, patrimônio, inventário e demais dados que são controlados pelos ILSs, porém não são armazenados no MARC. Existem diversos campos e subcampos no MARC e, além dos oficiais, a Library of Congress permite que sejam acrescentados campos locais (os x9x) para descrever informações próprias para cada biblioteca. Com isso vemos muitas bibliotecas adotando a tag 949 para registrar dados de exemplares (tombo, código de barras, dados de aquisição etc.) ou incluindo notas locais (59x) para descrever particularidades de seus acervos. Isto não é o problema, afinal não foram criados campos não previstos no formato, mas adaptados de acordo com a (pequena) flexibilidade existente no MARC. Num momento de conversão, estes campos locais serão criados na nova base e convertidos sem problemas. A questão fica crítica quando campos (não locais) e subcampos são criados livremente, ferindo o formato definido. Por exemplo: um registro com tags 100 (entrada principal de pessoa) e 110 (entrada principal de entidade) simultaneamente. Ou então, duas tags 250 (edição) no mesmo registro, quando este campo é não repetitivo. Ou ainda, uma nota geral (500) com dois subcampos |a (a tag é repetitiva, mas o subcampo não). Um sistema de fato aderido ao formato MARC não deve permitir que tags sejam criadas livremente, com exceção dos campos locais. Um formato tem um padrão e padrões são seguidos fielmente. Seguir um padrão mais ou menos não é garantir aderência a um formato bibliográfico.

Que migrações de bases de dados são fascinantes, não resta a menor dúvida. Entendo que nem todos bibliotecários compartilham deste pensamento, mas enxergo-me como esta uma bibliotecária em 10 que gosta de migrar bases de dados e promover melhorias nos metadados. Alguém tem que gostar de fazer isso, afinal, o que seria do azul se todos gostassem do amarelo?

Referências

CAFÉ, L.; SANTOS, C.; MACEDO, F. Proposta de um método para escolha de software de automação de bibliotecas. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 2, p. 70-79, maio/ago. 2001. Disponível em: http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/198/175. Acesso em: 16 out. 2013.

WATSON, M. Top five reasons why library administrators should support participation in the Program for Cooperative Cataloging2001. Disponível em:https://scholarsbank.uoregon.edu/xmlui/bitstream/handle/1794/2427/pcc_topfive.pdf?sequence=1. Acesso em: 16 out. 2013.

ZAFALON, Zaira Regina. Scan for MARC: princípios sintáticos e semânticos de registros bibliográficos aplicados à conversão de dados analógicos para o Formato MARC21 Bibliográfico. 2012. 170 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação)- Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2012. Disponível em: <
http://www.marilia.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/CienciadaInformacao/Dissertacoes/Zafalon,%20Z.R._doutorado_C.I._2012.pdf>. Acesso em: 16 out. 2013.


CERVEJA

DEGRAUS DE LIVROS

http://www.ofaj.com.br/curiosidades_conteudo.php?cod=185

DANÇANDO COM LIVROS

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Bibliotecas escolares: livros tão, tão distantes das mãos dos alunos

Bibliotecas escolares: livros tão, tão distantes das mãos dos alunos

Dificuldades no acesso à biblioteca (Foto: Reprodução)
Dificuldades no acesso à biblioteca (Foto: Reprodução)
Baixo investimento na implantação e na manutenção das bibliotecas escolares atrapalha o incentivo à leitura no país
Somos um país que lê pouco. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, em São Paulo, a média anual por pessoa é de apenas quatro livros e a maioria deles é indicada pelos professores. O dado é alarmante, sobretudo porque o cálculo também inclui os didáticos. Mas o problema é ainda maior… Os brasileiros não estão sendo seduzidos para a leitura, e 61% das crianças e dos jovens em idade escolar dizem ler apenas por obrigação.
Esse triste retrato reforça o papel fundamental da escola na mudança do cenário. O Censo Escolar de 2010, no entanto, constata que infelizmente não estamos no caminho correto: apenas 35% das unidades de Ensino Fundamental têm biblioteca (veja o gráfico). A ausência desse espaço se justifica pela falta de prioridade dos gestores públicos, apesar da existência de várias orientações legislativas.
O primeiro Plano Nacional de Educação (PNE) previa que em cinco anos todas as escolas deveriam possuir uma biblioteca. De 2000, quando ele foi aprovado, para 2005, os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que, em vez da ampliação, houve a redução de 52.783 para 48.479 estabelecimentos com espaços dessa natureza.
Diante da falta de avanços, há dois anos a lei nº 12.244 determinou novamente a universalização das bibliotecas escolares e postergou o prazo para 2020. Para cumpri-lo, seria necessário construir 26 por dia ao longo de dez anos. Se pensarmos apenas no déficit existente no Ensino Fundamental, o investimento necessário é de cerca de 16,7 bilhões de reais. Essa estimativa se baseia em levantamento feito pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, com base no Custo Aluno- Qualidade Inicial (CAQi). Segundo o cálculo, a instalação de uma biblioteca em uma escola com turmas do 1º ao 5º ano custa 173,6 mil reais, e a sua manutenção anual, 58,5 mil reais. Para atender classes de 6º a 9º ano, o valor é cerca de 21% maior.
16,7 bilhões de reais é o valor estimado para a instalação de 96.533 bibliotecas nas escolas de Ensino Fundamental (Fonte: Campanha Nacional Pelo Direito à Educação)
É preciso investir e ir além da mera distribuição de livros
O que se presencia atualmente é, de novo, muito pouca movimentação para cumprir a lei. Em geral, entre garantir a construção de uma sala de aula ou outra destinada aos livros, muitos gestores ficam com a primeira opção. Com isso, diminuem a pressão social por vagas e ampliam a arrecadação de recursos com o aumento das matrículas. Enquanto o novo espaço significa mais verba, a biblioteca gera mais gastos. O investimento não acaba com a instalação. É preciso fazer a manutenção do mobiliário, ampliar constantemente o acervo, contratar profissionais qualificados e formar os professores para incorporar a leitura ao planejamento anual.
No âmbito federal, não há um programa específico para auxiliar estados e municípios – responsáveis pela construção dos espaços – na ampliação do número de bibliotecas escolares. A participação do Ministério da Educação (MEC) está praticamente restrita ao Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), que seleciona, compra e distribui obras de literatura, pesquisa e referência para escolas de Educação Básica.
O PNBE nem sempre teve essa abrangência. Quando foi criado, em 1997, a compra de livros era feita apenas para alunos do Ensino Fundamental. Outras mudanças positivas ocorreram e o programa vem cumprindo seu papel no que diz respeito à ampliação do acervo, independentemente de a escola ter ou não uma biblioteca. As publicações são compradas anualmente por meio de editais, que indicam os critérios de qualidade do texto e da ilustração e da adequação do conteúdo à idade dos estudantes.
Transformar a leitura em um hábito regular requer bem mais do que infraestrutura. Além da falta de espaços adequados, as políticas de incentivo esbarram em um problema grave: nem sempre as obras que chegam às escolas são utilizadas. A conclusão é do Tribunal de Contas da União (TCU), que auditou o PNBE em 2002. Três anos mais tarde, o MEC – por orientação do TCU – também realizou sua avaliação, obtendo resultados semelhantes.
Nas duas oportunidades, foram encontradas pilhas de livros empacotados sem catalogação, salas fechadas e espaços inacessíveis. Além disso, não havia profissionais com formação específica para trabalhar nas bibliotecas e salas de leitura. Dessa forma, as publicações não chegavam às mãos dos alunos.
Recentemente, o estudo Avaliação das Bibliotecas Escolares no Brasil, realizado pelo MEC, pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e pela Fundação SM, voltou a analisar as condições das bibliotecas escolares. Mais uma vez, grande parte dos problemas constatados em 2002 e em 2005 foi verificada. Além disso, muitos docentes desconhecem o PNBE e outros o confundem com o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Outra crítica é que as redes de ensino e as escolas não participam da escolha dos títulos, que raras vezes atendem às demandas regionais.
O tempo passa e as dificuldades continuam. O grande desafio é ir além do diagnóstico já conhecido e articular as esferas federal, estadual e municipal para solucionar os problemas. A escola é por excelência um espaço de leitura. Garantir as condições adequadas para que isso ocorra é só o primeiro passo para formar um país de leitores.
A leitura no limbo
Instituições de ensino com bibliotecas
Instituições de ensino com bibliotecas
Fonte Censo Escolar 2010 - Inep/MEC


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terça-feira, 5 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Mais de 200 livros grátis para ler online

Mais de 200 livros grátis para ler online
A Livraria Saraiva disponibilizaonline mais de 200 livros em PDF ou ePub sem custo nenhum. Para adquirir cada título basta clicar em “comprar” e o livro vai para o carrinho de compras com custo zero. Depois é só baixar a obra que pode ser lida no computador, tablet ou e-reader.
divulgação
Entre os títulos disponibilizados há biografias de diversos atores e personalidades brasileiras, grandes clássicos da literatura nacional e estrangeira e obras que podem ser vistas no cinema. Abaixo alguns títulos:
A Cidade e as Serras (Eça de Queirós)
A Escrava Isaura (Bernardo Guimarães)
A Metamorfose ( Franz Kafka)
Auto da Barca do Inferno (Gil Vicente)
Batismo de Sangue ( Dani Patarra)
Cândido (Voltaire)
Contos de Lima Barreto (Lima Barreto)
Contos Fluminenses (Machado de Assis)
De Pernas Para o Ar ( Neyde Veneziano)
Federico Garcia Lorca (Antonio Gilberto)
Fernanda Montenegro ( Neusa Barbosa Bastos)
Fernando Meirelles ( Maria do Rosario Caetano)
O Céu de Suely ( Felipe Bragança Karim Aïnouz e Maurício Zach)
Quanto Vale ou é por Quilo? ( Sérgio Eduardo Martins Cardoso)
Vlado ( Joao Batista de Andrade)
Zuzu Angel ( Sergio M. Rezende)

"Vocês são tão livros!!

Concordamos e muito com a nossa parceira Editora Record do Grupo Editorial Record!



Concordamos e muito com a nossa parceira Editora Record do Grupo Editorial Record!

E digo mais, se você é um Viciados em Livros poderia dizer sem medo: "Vocês são tão livros!!"

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Tédio nada para fazer

15 sites para baixar livros grátis na internet

 15 sites para baixar livros grátis na internet




Em tempos de compartilhamentos de arquivos, os livros também estão na internet pra baixar. E vários sites disponibilizam obras para download gratuitamente incentivando o conhecimento livre. O SPressoSPselecionou alguns sites que oferecem essa possibilidade, com características e acervos distintos. A maioria publica livros que já estão em domínio público, ou seja, de autores que tenham morrido há mais de 70 anos. Confira.
1 Biblioteca Digital Mundial – Com 4.778 títulos, o acervo é multilíngue e trabalha com forte predominância de manuscritos, mapas, partituras, fotografias e desenhos arquitetônicos. É um site criado pela Biblioteca dos EUA, que recebe doações de outras bibliotecas e museus de países distintos, porém, não há o tradução, as obras são apresentadas no idioma de origem. Um mapa mundi, na abertura do site, ajuda a coordenar a busca por ano e país.
2 Domínio Público – O site  é uma iniciativa do governo federal e reúne mais de 186 mil obras, que são encontradas facilmente nas ferramentas de busca. É possível encontrar clássicos internacionais traduzidos para o português.
3 Projeto Gutenberg – Trabalha com a mesma lógica de disponibilização de livros que se tornaram domínio público, são de 38 mil obras. O site é a primeira grande coleção de livros grátis.
4 Biblioteca Digital Camões – A iniciativa desse site é do Instituto Camões, do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal. A busca é muito fácil, no site, e o acervo compreende, principalmente, obras lusitanas, mas se expande para outros países de língua portuguesa. Os livros mais recentes não podem ser baixados, somente lidos online.
5 Brasilianas– Alguns livros difíceis de encontrar nas prateleiras físicas das bibliotecas e sebos, podem ser baixados nesse site. São mais de 3 mil obras. A iniciativa é da Universidade de São Paulo (USP).
6 Virtual Books – Os livros podem ser baixados em seis idiomas, também há resumos de jornais, entrevistas, artigos e crônicas.
7 Machado de Assis – O site, criado pelo Ministério da Educação, disponibiliza a obra completa do escritor – em pdf ou html – para leitura online. Estão lá crônicas, romances, contos, poesias, peças de teatro, críticas e traduções.
8 Unesp Aberta - É uma iniciativa da reitoria da Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita”. O site disponibiliza gratuitamente  os recursos pedagógicos digitais desenvolvidos para os cursos da Universidade.
9 eBooks Brasil – Oferece livros eletrônicos gratuitamente, só pede que nenhum material do site seja utilizado comercialmente.
10 Brasiliana – Em fevereiro de 2009, o Laboratório da Brasiliana USP foi implantado em sede provisória junto ao canteiro da obra da nova sede da Biblioteca Mindlin na Universidade de São Paulo (USP). São disponibilizados livros para download de forma legal. Há livros raros e documentos históricos, manuscritos e imagens.
11 Open Library – Projeto já tem mais de 18 mil membros e busca catalogar todos os livros publicados no mundo, já tem 1 milhão de títulos disponíveis para download. Podem ser encontrados livros em cerca idiomas.
 12 Universia – Reúne mais de mil livros, inclusive clássicos da literatura, como Dostoiévski e Tolstoi.
13 Casa de José de Alencar – A Casa de José de Alencar está situada no Sítio Alagadiço Novo, no bairro de Messejana, Fortaleza-CE e foi adquirido em 1825 pelo padre José Martiniano de Alencar, pai do escritor cearense. Na internet a casa disponibiliza a obra na biblioteca virtual em pdf.
14 Blog Mídia 8 – O blog disponibiliza 486 livros de comunicação para download.
15 Read Print – São milhares de livros grátis, em inglês, de autores cores clássicos como Sheakspeare.