quinta-feira, 25 de abril de 2024

Na fase da educação infantil, as crianças estão desenvolvendo o interesse pela leitura, enquanto absorvem os conceitos básicos essenciais para a alfabetização. Com esse propósito em mente, desenvolvemos um e-book que aprofunda o tema da leitura literária neste período tão importantes para as crianças. Além disso, o material é acompanhado por sugestões de atividades e obras selecionadas de nossas editoras. E-book: Leitura Literária na Educação Infantil
Por Redação Para celebrar o Dia Nacional do Livro Infantil (18 de abril), a SP Leituras convidou a equipe* do SisEB para selecionar os 5 livros infantis que não podem faltar em nenhuma biblioteca. E a boa notícia é que qualquer biblioteca pública cadastrada – e com os dados atualizados – na plataforma Bibliotecas Paulistas pode adquiri-los gratuitamente na Loja Virtual do SisEB. Confira: 1 - Doçura Escritora: Anna Cunha Editora:Tibi Editora Ano de publicação: 2022 Sinopse: Doçura é um livro-imagem que celebra a leitura em família, as mulheres e as professoras. A obra trata da importância da formação leitora na infância e destaca o afeto e a dedicação para a criação de uma nova geração de leitores. Por que este livro é fundamental em qualquer biblioteca: Doçura venceu o Prêmio Jabuti 2023 e sem usar uma única palavra escrita, conta uma linda história, através de imagens de arrebatar a alma é capaz de nos transportar para suas páginas cheias de afeto. 2 - Macabéa Escritora: Conceição Evaristo Editora: Oficina Raquel Ano de publicação: 2023 Sinopse: Conceição relê Clarice. “Se essa história não existe, passará a existir. (Clarice Lispector)” Há quase 50 anos, Clarice Lispector publicou A hora da estrela, seu último e mais emblemático romance. Nascia então Macabéa, jovem nordestina, pobre e migrante, cuja vida era marcada por dores, silêncios e apagamento. Agora, brota a Flor de Mulungu. Neste conto ilustrado, a premiada e incontornável voz da literatura brasileira contemporânea Conceição Evaristo revisita e dá novos contornos à Macabéa, em um manifesto literário que coloca a escrita como uma forma de fazer vingar a vida. “A Flor de Mulungu não ia fenecer. Não. A posição fetal em que ela se encontrava era um indício de que uma nova vida se abria. Ela ia nascer por ela e com ela. Macabéa ia se parir. Flor de Mulungu tinha a potência da vida. Força motriz de um povo que resilientemente vai emoldurando o seu grito. ” - Conceição Evaristo Por que este livro é fundamental em qualquer biblioteca: O olhar de Evaristo para esta personagem é realista, evoca a ancestralidade de Macabéa (e de todas as Macabéas que ali habitam) para costurar uma nova trajetória em que “Mulheres como Macabéa não morrem. Costumam ser porta-vozes de outras mulheres, iguais a elas". 3 - Óculos de cor Escritora: Lilia Moritz Schwarcz Editora: Companhia das Letrinhas Ano de publicação: 2022 Sinopse: Alvo é um garoto cheio de energia, e está sempre com um assunto diferente na cabeça ― pode ser a história do Brasil, algum super-herói de uma série da TV ou a próxima viagem que vai fazer nas férias. Ele mora com a família em um bairro elegante, vai à escola todo dia pela manhã e, a despeito de ser um garoto curioso, pouco percebe sobre o mundo à sua volta, tão diferente do seu. Ebony adora fazer amigos e contar histórias ― e até contaria mais, se tivesse tempo. Com a agenda cheia, da aula de dança aos desenhos que adora fazer, a garota quase nunca para quieta. Seu mundo é grande demais! E ela está prestes a começar os estudos em uma nova escola, com professores e colegas que até então não conhecia. Por que este livro é fundamental em qualquer biblioteca: Com seu já consagrado poder narrativo, Lilia Moritz Schwarcz se volta à literatura infantil para proporcionar reflexões aos jovens leitores sobre assuntos de primeira importância, como a branquitude e o racismo estrutural que atinge a todas e todos no Brasil. Prêmio Jabuti 2023 na categoria Juvenil. 4 - A África que você fala Escritor: Claudio Fragata Editora: Globinho Ano de publicação: 2021 Sinopse: Cafuné, samba, quiabo, dendê, quitanda... Você pode até não perceber, mas usamos muitas palavras com origem africana no dia a dia. De forma leve e divertida, A África que você fala faz um passeio por palavras que pegamos emprestadas de idiomas como quimbundo, iorubá, jeje e banto. Por que este livro é fundamental em qualquer biblioteca: O livro mostra a origem de palavras que usamos no cotidiano e que são oriundas da África, abordando a importância de apresentar aos pequenos leitores a origem dessas palavras. 5 - Heróis e heroínas do cordel Escritora: Januária Cristina Alves Editora: Companhia das Letrinhas Ano de publicação: 2021 Sinopse: A literatura de cordel é uma das manifestações mais ricas da cultura brasileira. Ao narrar grandes aventuras ou mesmo acontecimentos cotidianos em versos rimados e ritmados, os cordelistas criaram personagens universais ― e ao mesmo tempo bem brasileiros ―, cujos atos corajosos, autênticos e heróicos vêm se espalhando pelos quatro cantos do país ao longo dos séculos. Com organização da escritora e pesquisadora Januária Alves, ilustrações de Salmo Dansa e posfácio de Antonio Nóbrega, este livro traz cinco narrativas assinadas por grandes nomes da literatura de cordel ― A história de João Valente e o dragão de três cabeças , História de Roberto do Diabo , História da imperatriz Porcina , História da donzela Teodora e O verdadeiro romance do herói João de Calais. Por que este livro é fundamental em qualquer biblioteca: Dragões, desafios e aventuras de tirar o fôlego ― há tudo isso e muito mais nessa reunião única de cinco histórias assinadas por grandes nomes da literatura de cordel brasileira.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

https://jornal.usp.br/cultura/as-bibliotecas-preservam-o-conhecimento-como-extensao-dos-cerebros-humanos/ Luiz Augusto Milanesi Professor Sênior da USP/ECA “As bibliotecas preservam o conhecimento como extensão dos cérebros humanos” É o que afirma o professor Luís Milanesi, da ECA, ressaltando o papel irradiador de cultura e informação das bibliotecas. Sua função como “memória da humanidade” é um dos temas que ele enfoca nesta entrevista Publicado: 17/11/2023 Atualizado: 29/11/2023 as 13:22 Texto: Marcello Rollemberg Arte: Simone Gomes Em um país como o Brasil, que tem uma carência crônica de políticas públicas para a cultura, é muito importante se buscar alternativas para efetivar ações que unam cultura, educação e cidadania. Isso, indo muito além daquilo que os governos – em todas as suas instâncias – se propõem a fazer mas acabam deixando pelo caminho ideias não concretizadas e uma pilha de promessas esquecidas. Uma ação que pode e deve ser vista com atenção é o resgate do papel fundamental das bibliotecas na formação cultural e educativa dos cidadãos, onde o livre pensar é mais do que só pensar. “As bibliotecas tiveram e têm a função de preservar o conhecimento como se fossem, em seu conjunto, a extensão dos cérebros humanos, a memória da humanidade”, garante Luís Augusto Milanesi, professor sênior da Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA-USP). “Isso permitiu e permite que sejam transportadoras do conhecimento no transcurso dos séculos, bem como fornecedoras de informações capazes de gerar novas camadas de saber”, acredita ele, também autor de vários livros, entre eles A casa da invenção e Biblioteca, ambos pela Ateliê Editorial. Ex-diretor da ECA e um dos expoentes da Biblioteconomia no Brasil – e defensor intransigente do fomento de políticas culturais –, Milanesi criou, em 2018, o Lacis – Laboratório de Cultura, Informação e Sociedade. Gerado pelo Departamento de Informação e Cultura da ECA, o Lacis tem como proposta central realizar atividades de extensão, notadamente cursos e seminários, bem como desenvolver pesquisas no âmbito da intersecção entre informação e cultura. Nesse campo situa-se um dos seus projetos mais relevantes pela sua dimensão social e pelos desafios teóricos e práticos que propõe: “a biblioteca pública pós-Gutenberg” ou o que será posto no lugar dos acervos municipais, em crise desde a expansão da internet. “A decadência e até mesmo a extinção dessas bibliotecas ocorre em um momento em que se ampliam os vetores da desinformação”, afirma Milanesi, reiterando o tripé de projetos que alicerçam o laboratório: o primeiro busca levar aos municípios a arte que a USP, por meio de seus cursos, cria; o segundo projeto propõe-se a difundir obras de autores uspianos pelos municípios interessados em conhecê-las e discuti-las; e o terceiro trata justamente dessa “biblioteca pós-Gutenberg” e seu impacto social e cultural. Mais informações sobre o Lacis no e-mail lacis@usp.br. Para o professor da ECA, a biblioteconomia é capaz de responder às demandas de fomento de cultura e informação que a sociedade exige, mas deve se adaptar às exigências contemporâneas. “O mundo do trabalho pede cada vez menos aqueles que sabem tudo de um assunto e sim os que tenham a capacidade de combinar e integrar informações de vários campos. O bibliotecário não é apenas o especialista nos meios técnicos, mas nos fins da informação e do conhecimento”, contextualiza. Leia, a seguir, a entrevista de Luís Milanesi ao Jornal da USP.

quarta-feira, 18 de maio de 2022

A Coleção Palavra-Chave editada pela Editora Polis e pela Associação Paulista de Bibliotecários (APB) contribuiu significativamente para a formação no âmbito da graduação. SILVA, Rovilson José da; Bortolin, Sueli (Orgs.). Fazeres cotidianos na biblioteca escolar. São Paulo: Polis, 2006. 120p. (Coleção Palavra-Chave, 17) VALENTIM, Marta Lígia Pomim (Org.). Métodos qualitativos de pesquisa em Ciência da Informação. São Paulo: Polis, 2005. 176p. (Coleção Palavra-Chave, 16) VIDOTTI, Silvana Aparecida Borsetti Gregório (Coord.). Tecnologia e conteúdos informacionais: abordagens téoricas e práticas. São Paulo: Polis, 2004. 187p. (Coleção Palavra-Chave, 15) VALENTIM, Marta Lígia Pomim (Org.). Atuação profissional na área de informação. São Paulo: Polis, 2004. 191p. (Coleção Palavra-Chave 14) VALENTIM, Marta Lígia Pomim (Org.). Formação do profissional da informação. São Paulo: Polis, 2002. 152p. (Coleção Palavra-Chave, 13) CORTE, Adelaide Ramos e; ALMEIDA, Iêda Muniz de; ROCHA, Eulina Gomes; LAGO, Wilma Garrido do. Avaliação de softwares para bibliotecas e arquivos: uma visão do cenário nacional. 2.ed. São Paulo: Polis, 2002. 219p. (Coleção Palavra-Chave, 11) CORTE, Adelaide Ramos e; ALMEIDA, Iêda Muniz de (Coord.) Avaliação de softwares para bibliotecas. São Paulo: Polis; APB, 2000. 108p. (Coleção Palavra-Chave, 11) VALENTIM, M. L. P. (Org.). O profissional da informação: formação, perfil e atuação profissional. São Paulo: Polis, 2000. 156p. (Coleção Palavra-Chave, 10) ORTEGA, Cristina Dotta. Microisis: das origens à consolidação numa realidade de informação em mudança. São Paulo: Polis; APB, 1998. 130 p. (Coleção Palavra-Chave, 9) VALENTIM, Marta Lígia Pomim. O custo da informação tecnológica. São Paulo: Polis; APB, 1997. 91p. (Coleção Palavra-Chave, 8) ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. Sociedade e Biblioteconomia. São Paulo: Polis : APB, 1997. 129p. (Coleção Palavra-Chave, 7) FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Textos avançados em referência e informação. São Paulo: Polis; APB, 1996. 124p. (Coleção Palavra-Chave, 6) BARBALHO, Célia Regina Simonetti; BERAQUET, Vera Silvia Marão. Planejamento estratégico para unidades de informação. São Paulo: Polis; APB, 1995. 69p. (Coleção Palavra-Chave, 5) CINTRA, Anna Maria; TÁLAMO, Maria de Fátima Gonçalves Moreira; LARA, Marilda Lopes Ginez de; KOBASHI, Nair Yumiko. Para entender as linguagens documentárias. 2.ed. São Paulo: Polis; APB, 2002. 96p. (Coleção Palavra-Chave, 4) CINTRA, Anna Maria; TÁLAMO, Maria de Fátima Gonçalves Moreira; LARA, Marilda Lopes Ginez de; KOBASHI, Nair Yumiko. Para entender as linguagens documentárias. São Paulo: Polis; APB, 1994. 72p. (Coleção Palavra-Chave, 4) FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Serviços de referência & informação. São Paulo: Polis; APB, 1992. 168p. (Coleção Palavra-Chave, 3) BARSOTTI, Roberto. A informática na Biblioteconomia e na Documentação. São Paulo: Polis; APB, 1990. 127p. (Coleção Palavra-Chave, 2) VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de coleções. São Paulo: Polis; APB, 1989. 96p. (Coleção Palavra-Chave, 1)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Fact Cheking

Título: Jornalismo de verificação como tipo ideal: a prática de fact-cheking no Brasil Autor: Taís Seibt Resumo: Nesta tese, formula-se o “jornalismo de verificação” como um tipo ideal para estudar a prática de fact-checking (checagem de fatos) no Brasil na perspectiva das mudanças estruturais do jornalismo. A base para a formulação teórico-metodológica da pesquisa é o estudo sobre os paradigmas jornalísticos (CHARRON; BONVILLE, 2016). Utilizando-se do método weberiano do tipo ideal, os autores estabelecem uma tipologia histórica das práticas jornalísticas a partir de quatro formas de jornalismo: de transmissão, de opinião, de informação e de comunicação. Prática crescente no mercado de informação contemporâneo, dominado por plataformas digitais (BELL; OWEN, 2017), o fact-checking surge como resposta à fragmentação da vida pública testemunhada nas últimas três décadas e resgata valores centrais da ideologia profissional, como a objetividade (GRAVES, 2016) e a disciplina da verificação (KOVACH; ROSENSTIEL, 2004; 2014). A partir de uma pesquisa participante no projeto Truco, da Agência Pública, uma das iniciativas pioneiras de checagem de fatos no Brasil, a tese discute limites e possibilidades da nova prática para o jornalismo diante de um cenário de desinformação (WARDLE, 2018) segundo 14 indicadores de mudança nos parâmetros que compõem o paradigma jornalístico. Com base em entrevistas, observação de rotinas e relatos de experiência, conclui-se que há mudanças significativas no que diz respeito a critérios, rotinas e percepções sobre a prática jornalística, as quais podem ser tomadas como indícios de que há uma mudança em curso no jornalismo contemporâneo, porém não suficientemente consolidadas a ponto de suplantar o paradigma do “jornalismo de comunicação”. Nesse sentido, o “jornalismo de verificação” enquanto tipo ideal evidencia mudanças em curso, podendo ser tomado como um desvio entre outros, o que seria característico de períodos pré-paradigmáticos (KUHN, 1975) Link para a Tese: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/193359

Produtores de Fake News

Titulo: Desinformação na Terceira Idade: como o público idoso se relaciona com as fake news nas redes sociais. Autor: Bruno Fortes Luce Resumo: Esta pesquisa tem como problema de investigação: como idosos, enquanto imigrantes digitais podem adquirir as competências informacionais necessárias para lidar com o fenômeno das fake news? No escopo da pesquisa, adota-se como o objetivo geral: desenvolver através da educação soluções para conter o problema da recepção, aceitação e propagação de fake news pelo público idoso. O método da pesquisa é o estudo de caso de caráter qualitativo e os instrumentos de coleta de dados foram a observação participante do pesquisador e aplicação da entrevista com perguntas semi-estruturadas aos sujeitos após a realização do Curso de extensão. O desenvolvimento do Curso de Extensão: alfabetização midiática e informacional para idosos, com duração de 20h, foi realizado durante o período de um mês nas dependências do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), e contou com a participação de oito idosas, sujeitos da pesquisa. A estrutura priorizou aulas expositivas e dialogadas, onde foi abordada a origem da internet e das redes sociais, fontes de informação, desinformação, competência informacional, modelos de fake news, fatores de checagem e conteúdos relacionados. Também foram realizadas visitas à Biblioteca e à redação de jornais e rádios, com conversa com os profissionais. Como resultado ao final do Curso, percebeu-se o avanço em relação à identificação das fake news pelas participantes, a busca da informação em fontes confiáveis e a atitude de não compartilhar qualquer material recebido em uma rede social. Finalizando, foi possível notar uma melhora na relação entre o uso das ferramentas digitais pelas alunas e a relevância da busca nas fontes apropriadas. Também se destaca a vontade das participantes continuarem a se qualificar, através de outros Cursos, em outro momento. Acredita-se que foi uma experiência produtiva e que o modelo pode ser replicado para outros públicos e ou para um público maior em outros espaços e lugares. Link para o trabalho: https://dspace.ifrs.edu.br/xmlui/handle/123456789/361

“Deepfake”

Material: “Deepfake” como ferramenta manipulação e disseminação de “fakenews” em formato de vídeo nas redes sociais. Autor: Cristiana Pantola Moraes. Link para o Material: https://osf.io/mf7t6/ Referências: MORAES, Cristiana Pantola. “Deepfake” como ferramenta manipulação e disseminação de “fakenews” em formato de vídeo nas redes sociais. In: ENCONTRO IBÉRICO EDICIC, 9., 2019, Barcelona. Anais [...]. Barcelona: EDICIC, 2019. Disponível em: https://osf.io/mf7t6/

Fake News em formato de Texto

Livro: Jornalismo, fake news & desinformação: manual para educação e treinamento em jornalismo. Autor: Cherilyn Ireton; Julie Posetti Link para o Livro: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000368647 Referência: IRETON, Cherilyn; POSETTI, Julie. Jornalismo, fake news & desinformação: manual para educação e treinamento em jornalismo. UNESCO, 2018. Disponível em: http://portaldobibliotecario.com/wp-content/uploads/2020/06/ManualFakeNews.pdf

Fake news nas redes sociais

Capitulo de Livro: Atuação do Bibliotecário da saúde em tempos de pandemia da Covid-19 e Hiperinformação. ( p. 111-132) Autores: Laura Valladares de Oliveira Soares; Bruno Luce; Lizandra Brasil Estabel Link para o Livro: http://biblio.eci.ufmg.br/ebooks/2021010004.pdf Referências: SOARES, L.V.O; LUCE, B.; ESTABEL, L.B. Atuação do Bibliotecário da saúde em tempos de pandemia da Covid-19 e Hiperinformação. In: SPUDEIT, Daniela; SOUZA, Claudia (org). Atuação de profissionais da arquivologia, biblioteconomia e museologia em época de pandemia. Florianópolis: Nyota, 2020. p. 111-132. Disponível em: http://biblio.eci.ufmg.br/ebooks/2021010004.pdf ______________________________________________________________________________ Artigo: Fake news nas redes sociais online: propagação e reações à desinformação em busca de cliques. Autores: Caroline Delmazo; Jonas C. L. Valente Resumo: Notícias falsas, histórias fabricadas, boatos, manchetes que são isco de cliques (as chamadas clickbaits) não são novidade. A diferença do atual contexto é o potencial de circulação das chamadas fake news no ambiente online, sobretudo em virtude do uso das redes sociais digitais. O presente artigo tem o objetivo de destacar as características do mundo online que facilitam a disseminação das notícias falsas, elencar exemplos recentes de fake news que ganharam grandes proporções graças à propagação nas redes sociais, com destaque para o período pré-eleitoral nos Estados Unidos em 2016, e mapear algumas das principais reações ao que chamamos de “problema das notícias falsas”, divididas segundo a natureza institucional de seus autores em quatro grandes grupos: (1) Plataformas digitais; (2) Organizações de pesquisa e da sociedade civil e os media; (3) Governos e órgãos estatais; e (4) Organismos Internacionais. Link para o artigo: https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/2183-5462_32_11 Referência: DELMAZO, Caroline; VALENTE, Jonas C. L. Fake News nas redes sociais online: Propagação e reações à desinformação em busca de cliques. Media & Jornalismo, Lisboa, v.18, n.32, p. 155- 169, 2018. Disponível em: https://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/2183-5462_32_11 Última atualização: Friday, 24 Sep 2021, 16:47

Desinformação e pós-verdade no contexto da pandemia da Covid-19

O material complementar servirá para os alunos que quiserem se aprofundar ainda mais sobre o tema, sendo optativa a sua leitura: Artigo: O movimento antivacina no YouTube nos tempos de pós-verdade: Educação em saúde ou desinformação? Autores: Bianca Barros da Costa; Daiane de Jesus Viegas; Thamyris Almeida Moreira; Paula Alvarez Abreu. Resumo: Apesar dos benefícios da vacinação, movimentos antivacinação têm se espalhado pelo mundo. Neste estudo foi feita uma análise dos vídeos sobre o movimento antivacina no YouTube, o seu impacto em visualizações e a aceitação dos usuários. Foram realizadas duas buscas em períodos diferentes e 14 vídeos se mantiveram entre os mais relevantes nas buscas. A maioria dos vídeos foi contra o movimento e nestes havia profissionais de saúde que explicaram os benefícios das vacinas, enquanto os vídeos a favor usaram argumentos sem base científica, fake news e teorias conspiratórias. Apesar de serem a minoria, os vídeos a favor do movimento tiveram milhares de visualizações e houve aumento da razão like/dislike, mostrando que muitos seguidores se identificaram com o conteúdo. Em tempos de pós-verdade é essencial entender como as mídias sociais influenciam nas decisões em saúde. Link para o Artigo: https://periodicos.uff.br/midiaecotidiano/article/view/38210/0 Referência: COSTA, B.B.; VIEGAS, D.J.; MOREIRA, T.A.; ABREU, P.A. O movimento antivacina no YouTube nos tempos de pós-verdade: Educação em saúde ou desinformação? Mídia Ecotidiano, Rio de Janeiro, v.14, p.220-239, jan/abr. 2020. DOI: https://doi.org/10.22409/rmc.v14i1.38210. Disponível em: https://periodicos.uff.br/midiaecotidiano/article/view/38210/0. ___________________________________________________________________ Artigo: Desinformação e pós-verdade no contexto da pandemia da Covid-19: um estudo das práticas informacionais no Facebook. Autores: Andrea Goulart ; Ivette Kafure. Resumo: A enorme quantidade de informações sobre a pandemia da Covid-19 que circula na internet gera muitas dúvidas na população, contribuindo para alimentar um cenário em que desinformação e pós-verdade se tornaram comuns. O artigo apresenta pesquisa sobre as práticas informacionais em redes sociais, no contexto da pandemia. Para tanto, três grupos públicos do Facebook têm sido observados desde o mês de abril de 2020, com o objetivo de se averiguar quais temas despertam mais interesse nos internautas, como os diferentes grupos encaram os acontecimentos e de que modo as práticas podem, eventualmente, se alterar ao longo do tempo. O estudo, em andamento, adota a netnografia por método e apresenta análises e resultados preliminares de duas datas específicas: 10 de abril, por marcar o início da coleta de dados, e 7 de julho, em que se registra o afrouxamento das medidas de isolamento social em grande parte do Brasil. Conclui-se que os grupos comportam-se de modos bastante distintos, de acordo com o propósito de cada um. Além disso, observa-se grande influência de fatores emocionais, que acabam por direcionar as práticas dos internautas, envolvendo-os em bolhas informacionais. Link para o Artigo: http://revista.ibict.br/liinc/article/view/5397 Referência: GOULART, A.H.; MUÑOZ, I.K. Desinformação e pós-verdade no contexto da pandemia da Covid-19: um estudo das práticas informacionais no Facebook. LIINC em revista, Rio de Janeiro, v.16, n.2, dez. 2020. DOI: https://doi.org/10.18617/liinc.v16i2.5397. Disponível em: http://revista.ibict.br/liinc/article/view/5397/5125 Última atualização: Friday, 24 Sep 2021, 16:14

O Bibliotecário e as Fake News: atuação do profissional da informação na era da pós-verdade.

Trabalho de Conclusão: O Bibliotecário e as Fake News: atuação do profissional da informação na era da pós-verdade. Autor: Bruno Luce Resumo: Este trabalho apresenta uma análise sobre a atuação do bibliotecário, enquanto mediador da informação, e suas competências no uso das fontes, afim de lidar com o fenômeno das fake news em ambientes virtuais. O estudo de caso foi a metodologia adotada para elaboração deste estudo, que através de um levantamento bibliográfico e cases construiu uma narrativa linear em seu referencial teórico. Este estudo buscou utilizar uma linguagem mais simples, não tanto acadêmica, permeando ao longo do texto inserções de tabelas e imagem. A utilização de matérias extraídos de páginas de redes sociais e matérias de veículos de comunicação acrescentaram na exemplificação do problema levantando pela pesquisa na busca da resposta. Ao final, por se tratar de um tema atual que ganha força em um ambiente de Web, o trabalho apresentou como resultados, mais propostas para futuros estudos do que conclusões definitivas, propondo um novo olhar ao contexto de atuação do bibliotecário. Link para o Texto: http://hdl.handle.net/10183/182025 Referência: LUCE, Bruno Fortes. O Bibliotecário e as Fake News: atuação do profissional da informação na era da pós-verdade. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Biblioteconomia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2018. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/182025 Última atualização: Tuesday, 5 Oct 2021, 11:10
Para começarmos a semana quando em 12 de março comemoramos o o Dia do Bibliotecário, você sabe por que este dia foi escolhido? Na verdade em homenagem ao Manuel Bastos Tigre, que foi o primeiro bibliotecário concursado do Brasil, nascido em 12 de março. Uma pessoa ao se tornar bibliotecário, faz um juramento onde diz as seguintes palavras: “Prometo tudo fazer para preservar o cunho liberal e humanista da profissão de Bibliotecário, fundamentado na liberdade de investigação científica e na dignidade da pessoa humana.” Parabéns a todos os bibliotecários do Brasil! N

Desmediatização, infodemia e fake newsna cultura digital

Débora Liberato Arruda Hissa** Universidade Estadual do Ceará (UECE). Doutora em Linguística Aplicada. Professora do Programa de Pós-graduação em Linguística Aplicada (POSLA/UECE). https://orcid.org/0000-0001-6075-5585. Resumo Neste artigo, discuto o fenômeno da desmediatização (HAN, 2018) e sua relação direta com pandemia de informação (infodemia) e a antiquíssima prática social, com base política e econômica, de divulgação de notícias falsas (modernamente conhecidas como fake news) como consequência da vulgarização de opiniões disruptivas propagadas pela cultura digital. Com base na abordagem antagonística de Mouffe (2015) – que reconhece a inerradicabilidade da dimensão conflituosa da vida social, proponho olhar a disseminação de fake news, tanto na mídia como nas redes sociais, a partir de uma dimensão ideológica de forças pulsionais que mobiliza paixões e crenças; cria mitos e fantasias apoiada em uma moralidade forjada na narrativa antitética do “nós/eles”. Para isso, analiso dois contextos enunciativos distintos: o primeiro se refere à divulgação pela mídia, em 2011, primeiro ano de mandato de Dilma Rousseff (PT), da notícia de que o MEC chancelou a distribuição de material didático que defende e estimula erros de concordância verbal no ensino de Língua Portuguesa; o segundo, dez anos depois, em 2021, na gestão de Jair Bolsonaro (sem partido), a notícia da proposta de reforma eleitoral, apresentada pela Câmara dos Deputados, que dificulta as plataformas digitais de punirem candidatos que divulguem fake news nas eleições de 2022. Tais eventos explicam como narrativas desmediatizadas sustentam e recriam o antagonismo Desmediatização, infodemia e fake news na cultura digital estrutural como ponto fundante das sociedades modernas e se potencializam na cultural digital. Palavras-chave: Infodemia. Fake News. Desmediatização. Agonística. Cultura Digital.

A formação do leitor no contexto da desinformação e das fake news: desafios para os estudos de letramentos na pandemia da covid-19 e além

Juliana Alves Assis* Fabiana Komesu** Marie-Christine Pollet*** Em março de 2018, Vosoughi, Roy e Aral, pesquisadoresdo Media Lab do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT),apresentaram um estudo na Science, em que discutiam notíciasverdadeiras e falsas postadas na rede social Twitter e avaliadas por seis agências independentes de checagem de fatos, no período de 2006 a 2017. O conjunto do material era formado de 126 mil tuítes em língua inglesa, espalhados quatro milhões e meio de vezes por três milhões de pessoas. Os temas checados por aquelas agências e investigados pelos autores, em período anterior à pandemia da covid-19, eram diversos e versavam sobre política, negócios, entretenimento, ciência, desastres naturais, dentre outros. Os autores chegaram à conclusão de que um post verdadeiro atinge em média mil pessoas; uma notícia falsa, entretanto, pode atingir entre mil e 100 mil pessoas. Observaram ainda que a probabilidade de uma notícia falsa ser retransmitida é 70% maior do que uma notícia verdadeira e que, para temas relacionados à política, essa porcentagem aumenta. Ainda segundo os autores, o fator “novidade” da informação é o elemento diferenciador na disseminação de notícias, em meio à urgência de seu compartilhamento em mídias digitais, comunicadores instantâneos e outros meios.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Manual de fontes de informação

https://repositorio.unb.br/handle/10482/36747 Título: Manual de fontes de informação Cunha, Murilo Bastos da Bibliotecas - serviço de referência Livros de Referência Recursos bibliográficos

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Ebook Manual de Fontes de Informação

Ebook Manual de Fontes de Informação Leia mais: https://www.deolhonaci.com/news/ebook-manual-de-fontes-de-informacao/ Foi lançada a segunda edição do “anual de fontes de informação”, de autoria de Murilo Bastos da Cunha, A obra agora está disponível no formato eletrônico. O download do arquivo (2,61 MB, Adobe pdf) pode ser feito no Repositório Institucional da UnB. Baixe agora: https://repositorio.unb.br/handle/10482/36747 Leia mais: https://www.deolhonaci.com/news/ebook-manual-de-fontes-de-informacao/

Publicações técnicas sobre Arquivos

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Ebook Fronteiras da Ciência da Informação

Ebook Fronteiras da Ciência da Informação O IBICT lança nesta quarta-feira (30), durante o XIV Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB), o livro Fronteiras da Ciência da Informação com organização de Sarita Albagli. A publicação é um panorama de temas considerados fronteiras da Ciência da Informação, designando tanto questões que se desenvolvem a partir da interlocução com as áreas de interface disciplinar com o campo, como questões emergentes que se colocam à própria área. Fronteiras são interpretadas aqui como interfaces interdisciplinares na relação com o "outro" e logo consigo mesmo. Confira a notícia completa em: https://www.ibict.br/sala-de-imprensa/noticias/ibict-lanca-livro-fronteiras-da-ciencia-da-informacao Leia mais: https://www.deolhonaci.com/news/ebook-fronteiras-da-ci%c3%aancia-da-informa%c3%a7%c3%a3o/ 06/07/2011 15:26 Foi lançada este mês a 4ª edição da obra "Teoria e Prática da Pesquisa Científica". Trata-se de um e-book acompanhado de um gabarito eletrônico que pode auxiliar na realização de TCCs, Dissertações e Teses. O Gabarito para Trabalhos Acadêmicos foi elaborado com o objetivo de facilitar a editoração de trabalhos acadêmicos, seguindo as normas de apresentação estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Esta edição já considera as orientações da NBR 14724/2011. Informações: https://www.praticadapesquisa.com.br/2011/06/novo-gabarito-para-monografia-nbr-14724.html Leia mais: https://www.deolhonaci.com/news/lan%c3%a7ado%20e-book%20%22teoria%20e%20pratica%20da%20pesquisa%20cientifica%22%20/

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Bibliotecário : o profissional de ontem, hoje e amanhã

Bibliotecário : o profissional de ontem, hoje e amanhã Campanha CFB - Bibliotecário ... https://youtu.be/s-gWcp1NO1s

Bibliotecas como Organizações

Bibliotecas como Organizações O livro Biblioteca como Organizações, dos autores Alba Costa Maciel e Marília Alvarenga Rocha Mendonça, nos introduz que bibliotecários devem ter suas bibliotecas como organizações. E como organização é importante que se tenha estabelecido o objetivo da biblioteca. A biblioteca pode ter como objetivo contribuir para a disseminação da informação, transmissão de conhecimento ou ser o centro cultural de uma determinada comunidade. O objetivo da biblioteca varia conforme sua comunidade de usuários e seus propósito. Após termos os objetivos estabelecidos, é importante salientar sua hierárquia. Analisar como podemos atingir os objetivos e quais devem ser os primeiros. Para fazermos tal coisa, é necessário as tomadas de decisão. A tomada de decisão está intimamente ligada com a organização de qualquer instituição. Numa biblioteca onde se trabalhar com a disseminação de informação. O bibliotecário deve estar ciente que a informação não se baseia somente nas necessidades de seus usuários. Informação não é somente o item solicitado pelo usuário. Mas a informação se estende numa área muito maior. Tudo que ocorre na biblioteca e no meio em que ela está inserida é uma informação. E essas informações devem ajudar o profissional em suas funções. As funções de formação, desenvolvimento e organização das coleções é a parte do trabalho do bibliotecário, onde ele planeja uma política de aquisição, doação de itens entre outras coisas. Tudo referente ao seu acervo. Essa parte da gestão envolve a informação externa da biblioteca, pois para adquirir um acervo de qualidade para a comunidade de usuários. O bibliotecário tem o dever de estar inserido no meio onde as publicações ocorrem, mantendo-se atualizado sobre toda a temática de sua área. E estar ciente das necessidades dos usuários e quais os itens que eles desejam. As funções de dinamização das coleções envolve o processamento técnico. Após passarmos da primeira etapa das funções do bibliotecário chegamos no processamento técnico. O livro depois de ser adquirido passa por esse processo para ser catalogado, classificado e preparado para a outra parte da função de dinamização que é a circulação e reprodução de seu acervo. Essa função é de importância para as bibliotecas, pois é a partir dela que a recuperação da informação será facilitada futuramente. Para termos um bom processamento técnico, o bibliotecário tem que se apropriar das ferramentas disponíveis, tudo para facilitar a recuperação de forma fácil e rápida. A terceira função do trabalho do bibliotecário é a função gerencial. As funções gerenciais variam segundo a visão clássica e a de Mintzberg. A visão clássica divide-se em planejamento, organização, direção e controle. A visão de Mintzberg divide-se em interpessoais, informacionais e decisórias e de certa forma implementa a visão clássica. Não existe um conceito muito claro, pois as funções gerenciais são bem fragmentadas. Mas elas existem porque as organizações tem diferentes funções trabalhando por um objetivo em comum. Dentro da visão clássica podemos definir o planejamento como preparar as ações que podem vir a ocorrer. Um bom planejamento está preparado para ter soluções para todos os tipos de ações que podem acontecer, sejam boas ou ruins. A organização é a função de organizar, ou seja, a organização estabelece a estrutura para o uso de todos os recursos existentes para que tenham um bom desempenho em suas atividades. Para se organizar é preciso primeiramente planejar. Tendo-se o planejamento podemos criar a maneira de fazer ele funcionar. A direção caracteriza-se pelo acompanhamento do desenvolvimento das atividades. A direção designa as atividades, e as acompanha, de seu início ao final. É o gerenciamento da execução das atividades. Finalmente, temos o controle como a verificação dos resultados. É a análise de como foram feitas as demais funções da biblioteca. No contexto da biblioteca, o controle poderá avaliar a execução tanto de conjuntos de atividades ou elas individualmente. Para complementar a visão clássica podemos analisar a visão de Mintzberg. Nessa visão temos a função interpessoal que é o relacionamento da instituição com tudo que é externo, sejam clientes, outras instituições e no caso da biblioteca temos as demais bibliotecas, livrarias, editores. As funções interpessoais são de representante da instituição, liderança e realizador de contatos. As funções informacionais é a coleta de informações referente a instituição. Essas informações podem ser tanto recebidas quanto recolhidas pelo gerente. Um bibliotecário-gerente ao fazer essa função será o porta-voz da instituição, que representa, para o público externo ou interno e para seus subordinados. E finalmente dentre a visão de Mintzberg, temos as funções decisórias que estão, intimamente, ligadas com as tomadas de decisão. O papel decisório do bibliotecário pode ser exercido em diferentes momentos do cotidiano da biblioteca. Suas decisões podem ser voltadas para o empreendimento, conciliação, alocação de recursos ou negociador. O bilbiotecário deve decidir como usar os recursos da biblioteca e como os distribuir. Pode trazer ideias novas para implementar e alterar as demandas da biblioteca, ou seja, ser um empreendedor. Sua função de conciliação é excercida quando ele ameniza os conflitos existentes na biblioteca, podendo ser briga entre colegas ou conciliar a biblioteca com as pressões exercidas pelos outros órgãos da instituição. Ao ser negociador veremos o bibliotecário, negociando com os seus superiores e subordinados, com vendedores e distribuidores, entre outros. As funções do bibliotecário-gerente são sempre contínuas, o planejamento envolve além de medidas de longo prazo também as de curto prazo. O ato de gerenciar uma organização não é uma tarefa fácil. O bibliotecário que tem sua biblioteca como uma organização deverá ser dinâmico, atendento de forma rápida todas as demandas que surgem. É importante desenvolver as funções gerenciais para se estar preparado para os problemas que surgem e para conseguir usar esses problemas como oportunidades, sempre visando seu usuário. Melhorar sua estrutura interna, pois isso reflete no atendimento ao usuário. E a satisfação do usuário é o ganho da organização, já que a biblioteca trabalha com bens intangíveis. Referências Maciel, A.C.; Mendonça, M.A.R. Funções na fase de formação, desenvolvimento e organização de coleções. In: ___. Bibliotecas como organizações. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2006.